Tag: Informações

Monodocentes dizem que isenção de aulas a partir dos 60 não acaba com “discriminação”

Movimento dos Professores em Monodocência está à espera de ser recebido por João Costa para apresentar as suas propostas. Ministro anunciou que a partir dos 60 anos terão isenção total de aulas.

Monodocentes dizem que isenção de aulas a partir dos 60 não acaba com “discriminação”


A intenção anunciada pelo ministro da Educação de, a partir dos 60 anos, isentar de horas de aulas os educadores de infância e os docentes do 1.º ciclo é “manifestamente insuficiente para repor a equidade entre estes e os seus colegas dos restantes ciclos de escolaridade. É o que transmite ao PÚBLICO a educadora de infância Paula Gomes em nome do Movimento de Professores em Monodocência (MPM), lançado em 2020 nas redes sociais e que reúne cerca de dez mil profissionais.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/monodocentes-dizem-que-isencao-de-aulas-a-partir-dos-60-nao-acaba-com-discriminacao/

Pela educação e pela liberdade – Santana Castilho

 

Comemorámos ontem mais um 25 de Abril, 49 anos após o poder ter passado do Estado Novo para a III República, estando em crise muitas das melhores ideias de Abril, particularmente no que respeita à educação e à liberdade.
Eu sei que a plenitude da liberdade é desígnio utópico. Com efeito, os modelos de organização social, particularmente os modernos, assentam cada vez mais em ligações de interdependência, das mais variadas naturezas. Mas é o grau de liberdade o determinante maior da nossa qualidade de vida. Dito isto, rejeito que seja plenamente democrática uma sociedade que não paute o seu desenvolvimento pela universalização do bem-estar dos seus cidadãos, desde que de passo síncrono com um profundo respeito pelas suas liberdades individuais. Porém, conciliar e exercer a liberdade de pensamento dentro das organizações, formais ou informais (partidos políticos, grupos religiosos, redes sociais ou grupos de opinião) é cada vez mais difícil, para não dizer penoso.
A pandemia instaurou uma espécie de pensamento único, intolerante ao contraditório das correntes dominantes, e promoveu falsos moralismos e pretensos argumentos de autoridade para defesa de medidas sanitárias, que se constituíram como instrumentos repressivos, usados contra quem ousasse divergir. Reconheça-se que com o apoio generalizado da sociedade, que facilmente trocou liberdade por segurança, e com a ajuda de uma comunicação social que se demitiu de investigar e se limitou a reproduzir, sem sindicar. Com efeito, a legalidade democrática é frequentemente vítima de uma promiscuidade evidente entre a comunicação social e as agendas globalistas, sejam elas económicas, políticas ou de costumes.
A Constituição (CRP) é assumida cada vez mais como estorvo e cada vez menos como a referência que se jurou respeitar e cumprir. Assim, o legado de Abril de 1974 está presentemente ameaçado por uma revisão constitucional que PS e PSD, sem terem para tal pedido mandato aos eleitores, se preparam para fazer. E que propõem? Suprimir o direito à liberdade, consignado no artigo 27º da CRP, para que os cidadãos possam ser detidos sem ordem judicial, para que a livre circulação seja proibida sem necessidade de decretar o estado de emergência e para que o Estado possa devassar as comunicações privadas, com a mesma ligeireza com que a PIDE devassava o correio. Se permitirmos isto, enterramos de vez o 25 de Abril e o desiderato constitucional de construir “um país mais livre, mais justo e mais fraterno”.
Perdida a soberania e a independência para uma Europa governada por não eleitos, hoje alienada pela guerra e subserviente aos EUA, saibamos ao menos continuar a manter a protecção constitucional à liberdade, à liberdade de opinião e circulação, à educação, à saúde, à habitação e à cultura. E saibamos promover uma cidadania activa, que se oponha à crescente dessintonia entre as práticas governamentais e o respeito por esses direitos fundamentais.
Cumulativamente, a educação vive a maior crise da democracia. Temas centrais, geradores dum conflito que já dura há seis meses (contagem do tempo de serviço, redução da burocracia imperante, mobilidade por doença, respeito pelos horários legais de trabalho consagrados na lei, criação de condições para o rejuvenescimento da profissão docente, discriminação laboral dos professores em monodocência, destruição sistemática da coerência curricular, interferência governamental na independência intelectual, científica e metodológica dos professores, entre outros) continuam a ser olimpicamente ignorados por parte do ministro da Educação, em sede das negociações.
António Costa não está apenas desatento ao desmoronamento do nosso sistema de ensino, submetido a ideologias destemperadas, apresentadas como pedagogias modernas. Está completamente desinteressado e alheio. Boiou no mar encapelado da “geringonça” porque a sua sobrevivência apenas dependia dos seus dotes de manipulador e malabarista político de vida inteira. Agora afogou-se, porque a maioria absoluta revelou o vazio absoluto do seu pensamento reformista e estratégico.
A sociedade aguenta mais três anos a esbracejar no lamaçal de incompetências e mentiras, que têm vindo a corromper a democracia portuguesa?
In “Público” de 26.4.23

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/pela-educacao-e-pela-liberdade-santana-castilho/

Aos professores e a todos os trabalhadores que lutam pelos seus direitos – Raquel Varela

Aos professores e a todos os trabalhadores que lutam pelos seus direitos, o texto que fiz e que foi lido pelo professor Ricardo Silva.

Não posso estar convosco hoje e desfilar, como faço sempre, a celebrar a revolução. Na verdade, tirei o dia para ir passear com a minha mãe, que se reformou cheia de vida aos 62 anos, continua a trabalhar no que gosta voluntariamente e tem hoje saúde e bem-estar para aos 72 anos passearmos juntas, em programas culturais, que – de quando em quando – fazemos, juntas. Nunca deixo de estar na Av. da Liberdade, mas a minha mãe é, como diz um adágio anarquista, a “única autoridade a que me submeto”.
Queria que todos os professores, a maioria são professoras, tivessem a vida que ela teve. Acesso à cultura, trabalho com prazer, respeito dos colegas, e direito a reformar-se numa idade que pode usufruir do lazer ou continuar a trabalhar a um ritmo autodefinido, e com autonomia.

Os professores, as professoras, juntos, de todas as idades e sexos, nacionalidades, e áreas distintas, têm protagonizado lutas nestes 6 meses que são um exemplo para o país. Com um movimento de base, democrático, nas escolas, que exige “parar de mentir” sobre os critérios de avaliação de docentes e de alunos, que exige uma escola de cooperação, escrupulosa e exigente, que forma conhecimento crítico, em vez de competências aligeiradas.

Na luta tiveram a cooperação que no dia a dia lhes é vedada com critérios kafkianos de avaliações, que só avaliam de facto os gestores que as criaram numa “governação por números” que tem feito da escola – um lugar maravilhoso – um espaço de tortura onde se prolongam os horários de trabalho, e se esvazia o sentido da educação.

Riram mais em greves e manifestações, onde ergueram as suas vozes em defesa da educação, do que em anos em salas de professores vazias, sem alma, onde se afogam mágoas, queixas e injustiças. De vítimas passaram a sujeitos de luta.

O salário não é dado – os trabalhadores quando trabalham pagam o seu próprio salário. É-lhes devido o que trabalharam bem como, no mínimo, os aumentos para fazer face à inflação.

É com os professores – e com os médicos, enfermeiros, funcionários judiciais, maquinistas – que temos um compromisso assumidos. Não é com a obscena riqueza que circula entre a dívida “pública” e os bancos.

Os professores lutam contra a precariedade e uma lei que os coloca, mesmo aos que estão fixos em escolas, na mão arbitrária de diretores não eleitos, que os podem alocar a outras escolas de mega agrupamentos, com custos de deslocação, como forma de retaliação ou simplesmente porque “podem, querem e mandam”.

Ao mesmo tempo, nestes meses, os professores deram uma lição de democracia e solidariedade – ao manterem as lutas contras as tentativas de lhes retirar o direito à greve, e ao fazerem fundos de greve entre profissões. Falta-lhes, porém, a solidariedade – efetiva, com gestos – dos outros trabalhadores do país.

Pese embora a relativa solidão com que têm lutado é impressionante o apoio público que têm, é exemplar que não baixem os braços, com coragem, e nos vão dando a “aula mais importante” – só há democracia real quando nos locais de trabalho há democracia e dela brota a solidariedade.

São um exemplo, para todos os outros trabalhadores dos serviços públicos e das empresas. Sou grata pela lição. Estou ao vosso lado. Para que possam trabalhar com prazer, deixar de trabalhar com saúde, trabalhar para viver. 25 de Abril sempre!

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/aos-professores-e-a-todos-os-trabalhadores-que-lutam-pelos-seus-direitos-raquel-varela/

Portugal livre e democrático? Sim, mas só quando La Famiglia quiser…

 

No passado Domingo, La Famiglia, ou seja, o Governo e os seus apoiantes, esteve reunida no Porto, a pretexto das comemorações dos 50 anos do Partido Socialista…

Terá havido uma grande festa, orquestrada por vários paladinos teóricos da Democracia, munidos de muitos discursos laudatórios, dirigidos ao líder do Partido Socialista António Costa…

 O Chefe de La Família”, de quem os respectivos devotos esperarão protecção e algumas benesses, terá sido agraciado com juramentos de obediência e lealdade, a lembrar um sistema semelhante ao da vassalagem, plausivelmente assente na recíproca prestação de serviços…

E teria sido a festa perfeita, não estivessem no exterior do Pavilhão, onde a mesma decorria, milhares de cidadãos em protesto contra as políticas do Governo…

O “Chefe de La Família”, certamente embevecido pela veneração e pela idolatria, fez por ignorar o confronto com o Povo e a festa lá continuou, imperturbável e completamente alheada do que se passava fora daquela redoma…

Mas fora da redoma, havia uma realidade visível e audível: um grande protesto, realizado por milhares de cidadãos, muitos deles profissionais de Educação, que se fez ver e ouvir durante várias horas…

La Famiglia, com uma postura cínica e hipócrita em relação aos protestos e às reivindicações, primou pelo desrespeito face aos seus concidadãos, brindando-os com obstinação, arrogância e prepotência política…

As agressões infligidas por esta Famiglia à Escola Pública, e em particular à Classe Docente, não têm sido metafóricas, como comprovam os factos:

 Em 2008 (instauração da Ditadura nas escolas) e em 2017 (subtracção de mais de 9 anos de tempo de serviço à Classe Docente) estavam em funções Governos apoiados pelo Partido Socialista;

– Em 2023, a saga do Partido Socialista contra os profissionais de Educação, em particular contra os Professores, continua, sem fim à vista;

– Nunca, como nesses Governos, a Classe Docente foi tão desprezada, vilipendiada ou acossada…

Quando esta Famiglia exerce funções governativas, o país tende a transformar-se num potencial Feudo, posto ao serviço do Partido Socialista…

E é nessa altura que também costumam emergir muitas “eminências pardas”, muitos “ungidos da intelligentsia (Thomas Sowell), muitos “compadres” e muitas “comadres”, todos à procura de poder usufruir de benefícios e proveitos pessoais, quase sempre obtidos à custa do erário público, ou seja, à custa dos contribuintes portugueses…

Esta Famiglia não tem tido qualquer pudor em usar o país em proveito próprio e exemplos disso são conhecidos praticamente todos os dias…

A propósito das comemorações dos 50 anos do Partido Socialista, o seu Secretário-Geral, António Costa, dirigiu aos Portugueses este convite:

Mas queremos que estas comemorações sejam abertas, motivadoras e participadas. Assim, saúdo as portuguesas e os portugueses, convidando-os a que se juntem a nós e que conheçam melhor o PS, a sua história e o seu papel fundamental na construção do Portugal livre, democrático, moderno e solidário. Um Portugal de todos e para todos”…

Palavras bonitas, mas integralmente contraditadas pelas acções…

No caso de António Costa, “o diabo não está nos detalhes ou nos pormenores”, o diabo costuma estar nas suas acções, frequentemente dominadas pela sobranceria e pela arrogância…

E à luz do que se passou no Porto, no passado Domingo, as afirmações anteriores de António Costa, não podem deixar de ser qualificadas desta forma:

– Mais cínicas e mais hipócritas deve ser praticamente impossível…

Portugal livre e democrático? Sim, mas só quando La Famiglia quiser…

Não foi, certamente, para isto que se fez o 25 de Abril de 1974…

Ainda assim, saúdo convictamente o 25 de Abril de 1974, sem ele não seria possível divulgar o presente texto, nem exercer o direito de expressar livremente opiniões, concordando ou discordando do mesmo…

Reafirmo, no presente, o que defendi em 12 de Março passado, num outro texto publicado pelo Blog DeAr Lindo, intitulado Resistir e Desobedecer, onde, pela primeira vez, falei na possibilidade de a presente luta se ver obrigada a enveredar pela Desobediência Civil, nomeadamente este parágrafo:

– Depois de esgotadas todas as vias possíveis de entendimento ou de negociação, a Desobediência Civil é uma transgressão da lei, no sentido em que se recusa obedecer-lhe e cumpri-la, mas é uma insubordinação legitimada pelo direito à insurgência contra determinadas normas jurídicas e medidas governamentais, consideradas como atentatórias às virtudes da Democracia…

Nessa altura, o texto em causa suscitou alguma estranheza, por parte de uns e o acordo e desacordo de outros, todos no pleno direito de expressarem livremente as suas opiniões…

Após a referida publicação, outros autores também abordaram a temática da Desobediência Civil, o que me leva a acreditar que esse assunto não pode ser visto, e não está a ser visto, como um tabu e que, afinal, a ideia de Desobediência talvez não seja tão excêntrica e despropositada, quanto inicialmente poderia parecer…

Perante todas as indubitáveis manigâncias do Ministério da Educação, praticadas em nome do Governo, já se percebeu que sem desobediência será praticamente impossível ganhar a presente luta…

Em homenagem à Liberdade conquistada pelo 25 de Abril de 1974, neste momento parece haver apenas um caminho:

– Resistir e Desobedecer…

Assim haja a coragem para o concretizar…

 

(Paula Dias)

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/portugal-livre-e-democratico-sim-mas-so-quando-la-famiglia-quiser/

Em Abril eramos muitos mil – João Fernandes

Em Abril eramos muitos mil
Na madrugada da liberdade
Erguemos as vozes
Num ritual de libertação
Fomos cravos vermelhos
Choros de alegria
No Carmo fomos multidão
Fraternalmente irmãos solidários
Salgueiro Maia o nosso capitão
A voz de tantas vidas adiadas
A fala desta liberdade
Aprendemos palavras escondidas nas trevas
Perdemos os medos
Sentimos em nós a esperança a crescer

A história fez-se espontaneamente
Seremos sempre Abril

João Fernandes

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/em-abril-eramos-muitos-mil-joao-fernandes/

Os maus exemplos que os “democratas” seguem com orgulho…

A falta de professores é um problema crónico por toda a Europa. Mas não é por isso que o caminho da desvalorização da profissão não cessa.

Apesar de Portugal ter como exemplo outros países que seguiram o tenebroso caminho que o país está a seguir, em relação à profissão de professor, não é por isso que se desvia desse caminho.

O problema estrutural da formação de professores tem décadas e apesar da abertura de mais vagas no ensino superior  para candidatos a professores, demorariam décadas a resolve-lo.

A contratação de professores, em Portugal, é gerida como uma mercearia de bairro, à moda antiga e com um livro de calotes muito extenso.

Qualquer empresa sabe que se quer ter bons profissionais tem que os motivar e apresentar um conjunto de benefícios que os atraia. O estado não é uma empresa, mas para captar qualquer profissional já não basta o fator “emprego para a vida”. O segredo para resolver o problema de falta de profissionais está nas vantagens que o estado lhes pode oferecer, se o estado oferece piores condições de trabalho, ordenados mais baixos, uma carreira com cortes absurdos (balizada por uma avaliação baseada no desmérito) e os desloca da sua área de residência sem qualquer contrapartida financeira, está à espera de quê?

O problema é que o estado ainda se tem como o melhor dos empregadores e julga que todos o veem como tal.

Não tardará muito a termos os exemplos da notícia abaixo a acontecer nas nossas escolas, em números superiores ao que já temos (porque já temos). Quando isso for demasiado para  se esconder, talvez a sociedade acorde e se lembre que a democracia não trouxe só liberdade, a responsabilidade também veio acopulada.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/os-maus-exemplos-que-os-democratas-seguem-com-orgulho/

Relatos de EE Que Não Vão Enviar os Filhos para as Provas de Aferição

Ao longo do dia de hoje chegaram-me inúmeros relatos de Encarregados de Educação que optaram por não enviar os filhos à escola para a realização das Provas de Aferição.

Como as provas de aferição não têm qualquer influência nos resultados dos alunos e em muitos casos os pais sabem que para os seus filhos estas provas são mais um momento de perturbação na rotina escolar dos seus filhos, é normal que cada vez mais pais optem por esta solução.

Os relatos que me chegaram estão perfeitamente identificados e como tal deixo-os tal como me chegaram.

 

Sou mãe, encarregada de educação e professora.
Tenho uma filha a frequentar o 5 ano e não vai fazer nenhuma das Provas.
Comuniquei isso na reunião de entrega das avaliações do segundo período e esclareci os restantes pais para a inutilidade das mesmas.
Ao dispor
Anabela Sousa
O meu filho não vai fazer porque este ME desconsidera, de uma forma aberrante, os professores.
Acrescento que estas provas de aferição em formato digital sem haver um acompanhamento sério prévio com tempo e com várias sessões de experimentação, (como por exemplo fichas realizadas nesses moldes) só vai criar stress desnecessário! Coisas feitas em cima do joelho só para mostrar serviço não correm bem! Ou seja, estes alunos estão a ser usados como cobaias, para o ME atingir os seus objetivos, quem nem se sabe bem quais são! Qual o motivo disto ser tudo feito à pressa? Os fins não justificam os meios! Para além disso, independentemente das PA serem ou não em papel, para quem servem? Visto não terem qualquer peso na avaliação final e os alunos já terem um ano letivo em cima, onde já foram avaliados de forma contínua, para que sujeita-los a isto? Miúdo que já estão cansados, saturados, a precisar de descansar!
Ruth Sá
Quando nos apercebemos, cá em casa, de que efetivamente as Provas de Aferição deste ano iriam ser feitas por computador, ponderamos o assunto, e avisamos a Professora de que o nosso filho (que frequenta o 2.º ano) não iria participar.
Não porque temessemos os feitos da ansiedade ou qualquer stress adicional, mas porque não vemos qualquer benefício ou utilidade em aferir conhecimentos de crianças tão pequenas via computador.
Mais, fizemo-lo antecipadamente, já para tentar evitar o que entendemos como todas as perdas associadas à preparação deste novo modelo de Provas…
1) não queremos que ele desperdice minutos da aula a ser treinado para escrever num computador (ao invés, preferimos que treine a caligrafia);
2) não queremos que ele nos peça o computador para treinar com o teclado em casa, com receio de fazer má figura (antes corra e brinque livremente lá fora);
3)  e não queremos que a Escola desperdice tempo, energia e recursos em organizar algo que não serve minimamente alunos tão novos (seria tão melhor organizarem atividades e visitas de estudo!);
Já foi constrangedor ter de explicar ao meu filho o quão importante é aprender a ler e a escrever bem, apesar de existirem vídeos tutoriais para ensinar coisas, o Google permitir pesquisas por voz e já existirem programas de computador que escrevem automaticamente como se fosse um ditado (tudo argumentos dele…)
E vem agora o Ministério da Educação colocar crianças de 7 anos a responder por computador, colocando em causa os nosso argumentos?
Com que fundamento? (Se até as neurociências o refutam..)
Assim, enquanto pais e encarregados de educação, recusamo-nos a colaborar com estas Provas
Vemo-las apenas como uma forma camuflada de condicionar e incentivar à aprendizagem e avaliação de míudos via computador. (Talvez para mitigar uma futura falta de Professores quem sabe…)
E eles terão mais do que tempo para isso.
Olívia e Carlos Santos
A minha filha começou a mostrar muita ansiedade pela realização das PA digitais. Penso que se fossem em suporte papel ela iria encará-las como um teste de avaliação. Neste momento, quando se fala do assunto começa logo a dizer que o computador pode falhar, que ela pode não conseguir responder a tempo… como tal, a decisão foi tomada: não irá à escola nestes dias!
Não acho pertinente a realização destas provas e acima de tudo devo zelar pelo bem-estar da minha filha, já que o Estado não pensa no que sentem crianças do 2° ano perante estas situações.
Vanessa Monteiro
A minha filha anda no 5 ano e ainda não lhe foi atribuído computador. Por este facto e, por considerar que uma prova de aferição sem os alunos durante todo ano letivo não fazerem qualquer exercício em formato digital nas disciplinas a avaliar, a minha filha não irá realizar as ditas provas
Um abraço,
Eduarda Adriano
As minhas filhas não vão comparecer nas Provas de 5 e 8 ano. Enquanto mãe não concordo e como Professora é melhor nem dizer o que me vai na alma!
Obrigada
Eduarda Ribeiro

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/relatos-de-ee-que-nao-vao-enviar-os-filhos-para-as-provas-de-afericao/

CONCURSOS MADEIRA – CALENDARIZAÇÃO

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/concursos-madeira-calendarizacao/

Diretores alertam que alunos correm o risco de começar próximo ano letivo sem professores

 

Concurso de professores ainda aguarda pela luz verde de Marcelo Rebelo de Sousa.

Diretores alertam que alunos correm o risco de começar próximo ano letivo sem professores

Março é o mês que marca o arranque dos concursos para a colocação de professores. Mas, este ano, o calendário não está a seguir o caminho que é habitual. Tudo porque o concurso ainda não arrancou. As listas com as colocações costumam sair até ao dia 31 de agosto, mas com os atrasos torna-se cada vez mais difícil cumprir os prazos.

Já lá vão quase dois meses. Tudo está nas mãos do Presidente da República. É Marcelo Rebelo de Sousa quem vai promulgar ou vetar o decreto-lei sobre o novo regime de gestão e recrutamento de docentes, aprovado em Conselho de Ministros a 17 de março.

O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas alerta que o novo diploma pode ficar congelado, e nem chegar a ser aplicado já neste concurso.

“Pode não haver tempo para que os resultados deste novo diploma sejam conhecidos em tempo útil. Este é um concurso muito complexo, muito moroso, e que normalmente arranca em março. Estamos quase em maio”, avisa Filinto Lima. O ano letivo “pode começar com muitos professores ainda sem estarem nas escolas”, já que os docentes normalmente apresentam-se ao serviço no primeiro dia de setembro.

Este diretor reconhece que o novo modelo de concurso proposto pela tutela pode até ficar congelado. “Há até o risco do diploma que venha a ser promulgado pelo presidente da República não poder ser colocado em prática este ano”, lembra.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/diretores-alertam-que-alunos-correm-o-risco-de-comecar-proximo-ano-letivo-sem-professores/

CONCURSOS RAM – 2023/2024 – AVISO DE ABERTURA

Foi publicado o Aviso de Abertura nº 211/2023, de 21 de abril do concurso para seleção e recrutamento do pessoal docente da educação, dos ensinos básico e secundário e do pessoal docente especializado em educação especial na Região Autónoma da Madeira para o ano letivo 2023/2024, que enviamos em anexo.
NOTAS:
Prazos de Inscrição:
As candidaturas ao concurso são precedidas de uma inscrição obrigatória, nas seguintes datas:
– Concurso externo e de contratação inicial: de 24 a 28 de abril de 2023;
– Mobilidade interna: de 30 de maio a 01 de junho de 2023;
IMPORTANTE:
– Os candidatos que tenham lecionado ou que se encontrem a exercer funções docentes em estabelecimentos de educação, ensino ou instituições de educação especial da rede pública da Região Autónoma da Madeira, no período compreendido entre 1 de setembro de 2022 e a data de abertura do concurso, estão dispensados da inscrição obrigatória referida nos números anteriores;
– Os candidatos sem vínculo aos estabelecimentos de educação, ensino ou instituições de educação especial da RAM (redes pública e privada) deverão remeter a inscrição acompanhada dos documentos constantes no ponto 10, preferencialmente em formato PDF, exclusivamente por correio eletrónico, para o endereço [email protected], solicitando o respetivo recibo de entrega da mensagem enviada;
– Os candidatos com vínculo aos estabelecimentos de educação, ensino ou instituições de educação especial da RAM (rede privada e escolas profissionais privadas) preenchem o formulário (B) e apresentamos documentos nos estabelecimentos do ensino particular e cooperativo, instituições particulares de solidariedade social e escolas profissionais privadas.
A inscrição faz-se mediante o preenchimento dos formulários a seguir enunciados:
Formulário A – Candidatos ao concurso externo/contratação inicial com reserva de recrutamento da RAM, sem vínculo aos estabelecimentos de educação/ensino/instituições de educação especial da RAM (rede pública e privada);
Formulário B – Candidatos ao concurso de contratação inicial – nos termos do n.º 5 do artigo 40.º do regime jurídico dos concursos de pessoal docente da RAM, indivíduos que no ano letivo anterior àquele a que respeita o concurso tenham adquirido habilitação profissional após a publicação do aviso da abertura do concurso;
Formulário C – Candidatos ao concurso de mobilidade interna nos termos da alínea b) do n.º 1 do artigo 36.º do regime jurídico dos concursos de pessoal docente da RAM, sem vínculo aos estabelecimentos de educação/ensino/instituições de educação especial da RAM.
Prazos de Candidatura:
– Concurso externo e concurso de contratação inicial – de 24 a 26 de maio de 2023;
– Mobilidade Interna – de 19 a 21 de junho de 2023;
– Afetação aos QZP – de 12 a 14 de junho de 2022;

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/concursos-ram-2023-2024-aviso-de-abertura/

Devolva-se a escola aos professores e cumpra-se Abril, antes que a máquina o impeça – Paulo Prudêncio

Debata-se as causas da desvalorização do professor e proponha-se caminhos possíveis. E repita-se que se deve aos professores a melhor ideia das democracias – a invenção da escola pública.

Devolva-se a escola aos professores e cumpra-se Abril, antes que a máquina o impeça

Nem o mais pessimista diria que 49 anos depois do 25 de Abril estaríamos nesta queda da escola pública. É difícil apresentar conclusões nos estudos sobre educação, mas a falta de professores – e a sua precarização e proletarização – é uma ilação irrefutável que recupera a exigência de cumprir Abril.

E por mais que políticos, financeiros e pedagogos prognosticassem a subalternização do professor, a realidade contrariou-os. Aliás, o digital na pandemia reforçou o seu papel e a Inteligência Artificial sublinha-o com um sério alerta: a máquina poderá dominar os humanos e o ensino das massas.

Para se sistematizar o debate, e como quase tudo começa nos EUA, “repita-se” sumariamente dados de Nova Iorque, e não tarda da Lapa de Lisboa e da Foz do Douro do Porto: as principais faculdades matriculam mais estudantes dos 1% mais ricos do que dos 60% com menos rendimentos; paga-se 66.200 euros de propinas anuais nas escolas para ricos, enquanto o investimento nas públicas é de 13.200 euros; contrata-se explicadores do secundário por 880 euros a hora; o aumento brutal das desigualdades educativas é maior do que no apartheid americano em 1950.

Acima de tudo, privilegia-se escolas para ricos, com propinas elevadas, turmas pequenas, currículos completos, uso sensato do digital sem viciar no desperdício de tempo e professores imprescindíveis. Em contraposição, as escolas dos restantes têm conteúdos digitais massificados, turmas numerosas, currículos mínimos e professores como guardadores “uberizados” (o “desatento” Governo português acaba de o acentuar nos concursos).

Mas voltando ao título deste texto, debata-se as causas da desvalorização do professor, nomeadamente a aura pedagógica que sustentou os cortes financeiros, e proponha-se caminhos possíveis. E, antes de mais, repita-se que se deve aos professores a melhor ideia das democracias – a invenção da escola pública –, assente na intemporalidade do ensino e da moderação, como acentuam as neurociências e a psicologia cognitiva.

Salvo melhor opinião, a desvalorização do professor foi um erro histórico com a participação de pedagogos. Advogou-se, como inclusivo, o radicalismo da escola centrada na aprendizagem, em oposição à escola que, por cá, se afirmou na ditadura. Foram extremos que se tocaram. Confundiu-se pedagogia com ideologia.

Verdade seja dita que se ignoraram os avisos (década de 1980) de que a democracia exigia dos professores a selecção dos conteúdos (com conhecimentos, destrezas, valores e atitudes), e das formas de avaliação, que ultrapassaria a relação contraditória com os alunos. Desconstruíram-se três teses que ainda hoje se confrontam: a da harmonia, do psicoterapeuta Carl Rogers, baseada em relações individualizadas e empáticas, mas inaplicável em turmas; e duas de desequilíbrio: magistercentrismo (o professor-rei de Alain, Dewey e Durkheim) e pedocentrismo (o aluno-rei de Freinet, Montessori e Summerhill).

Além de tudo, e é hoje cientificamente mais claro, há diversos estilos para ensinar, mas é mais correcto falar em ignorância do que em conhecimento no que se refere ao modo como cada um aprende. Se na investigação é imperativa a busca desse conhecimento, nas políticas educativas requer-se equilíbrio e prudência. Inclusivamente, a destemperada centralidade na aprendizagem inscreveu um diabólico aprender a aprender como uma espécie de absurdo assente em desconhecer a desconhecer ou ignorar a ignorar. Confundiu-se ciência com o valor moral positivo dado ao estímulo para aprender, agravado com a hierarquização de estilos de aprendizagem.

A partir de dado momento, não era inclusivo treinar as memórias de médio e longo prazos nem estimular a repetição, o estudo em casa, a atenção nas aulas e até o respeito pelos professores. Nem sequer se valorizava o número de alunos por turma e perdeu-se também a articulação com a sociedade em áreas fundamentais como a saúde mental, as emoções e o sono. Aliás, o ensino superior, que “desapareceu” da formação contínua, impôs, na formação inicial, um vazio no treino de professores que aumentou o desconhecimento sobre estilos de ensino.

Em suma, a falta de professores estruturou-se. Devolver-lhes a escola exige mudar as inalteradas políticas – na carreira, avaliação e gestão das escolas – aplicadas até 2009. Trata-se de duas recuperações: de quem “fugiu” e da atractividade do exercício. Mas será difícil. Os endeusadores da concorrência desenfreada não se comovem com fraquezas e depressões. No ultraliberalismo domina a selecção natural. Sobrevivem os fortes, a quem se promete a riqueza material. As massas de perdedores são recursos à mercê da gestão financeira que espera pela substituição de professores por máquinas numa tele-escola 2.0.

Pois bem, aclame-se que a hermenêutica de Abril começa com a decência no uso do bem comum. Não é belo deixar tanta desigualdade às próximas gerações, até porque a revolta de eleitores será ainda mais caótica se combinada com o domínio das máquinas e o poder de autocratas. Cumprir Abril é devolver à escola a democracia e os seus professores enquanto há tempo num tempo tão incerto.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/devolva-se-a-escola-aos-professores-e-cumpra-se-abril-antes-que-a-maquina-o-impeca-paulo-prudencio/

SENHOR PRESIDENTE, NÃO SE PREOCUPE….VETE E VETE DEPRESSA – Luís Sottomaior Braga

No Verão passado acumulei férias para estar este ano com 45 dias por gozar.
Mas tenho a certeza absoluta que vou recordar 2022 como um Verão espantoso, mesmo a trabalhar.
Como 2023 será o 10o a trabalhar como dirigente escolar, sei que a comparação vai incluir o contraste com o caos angustiante que se prepara, pela teimosia do Governo, para 2023.
A serenidade de 2022 vai deixar saudades para a confusão e angústia de 2023.
E isto é independente da lei que for aplicada.
A nova lei é inaceitável para QA, QZP e contratados.
É inaceitável para portadores de incapacidade e para QZP em trânsito para os QZP mais pequenos. Não é aceitável para os professores em geral.
E, por isso, deve ser vetada pelo Senhor Presidente.
O concurso pode atrasar, mas já houve anos piores e estamos todos vivos.
Nunca esteve toda a gente com aulas a 15 de setembro e este ano vai ser pior, mas não por causa dos concursos.
Faltam professores e não se coloca o que não há e demora anos a inventar. A falta de professores devia ser o foco mas embora fossem contas simples de fazer os azelhas que nos governam ignoraram o tema até ele rebentar nas mãos.
A nova lei de concursos não inventa os professores que não há e vai afastar alguns, por desincentivo face às agruras da colocação.
A questão dos prazos de concurso é prejuízo pequeno, face à dimensão dos outros.
Por isso, espero que o presidente vete e não se deixe impressionar com argumentos burocratico-administrativos como “atrasar o concurso.”.
Não atrasar o concurso pode ser dar cabo da vida……
Eu sei que muita gente achará lérias minhas e não acreditará (já estou habituado ao mau juizo sobre mim, que dói e é muitas vezes cruel,mas não controlo, dado que dirigente escolar não tem direito ao beneficio da dúvida dos professores).
A suspeição inclui julgamento sem direito a contraditório que é algo cruel.
Mas como subdiretor “que vai passar o Verão a trabalhar”, prefiro isso a calar-me e ter na consciência o mal definitivo de muita gente.
E isto inclui quem conheço ou não.
A acção justa, como as leis, deve ser geral e abstrata.
DIzer isto faz de mim um chato. Mas prefiro ser um chato justo. E não se muda a natureza.
Era mais popular se me calasse com esta coisa do veto.
Já perdi alguma coisa com esta luta e agora é ir em frente no rumo traçado. Tenho muita pena de haver quem me deixe de falar e me bloqueie. A ironia é que há quem tenha essa animosidade até cruel mas venha a ter vantagem com o que eu digo.
Mas o que digo não é ato benemérito. É só justiça e coerência.
Há uns tempos, expliquei que a lei dos concursos não me afeta em nada (sou QA colocado na sua cidade a 5 m de casa a pé).
Afeta o meu Verão.
Para os que se lembrem de um texto que escrevi aqui, em que disse que ía abordar o concurso na perspetiva da justiça de 10 casos, a quem ele afeta, já que não tenho interesse próprio nele, tenho a dizer que, revendo os casos, a nova lei afeta negativamente e até em definitivo a vida de todas essas pessoas (o que significa, em paralelo, milhares similares).
O DL deve ser vetado, renegociado mas o concurso faz-se e este pode ser um ano de transição para um sistema mais justo, pactuado e bem ponderado.
Por isso, como dizia o outro:
qual é a pressa?

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/senhor-presidente-nao-se-preocupe-vete-e-vete-depressa-luis-sottomaior-braga/

Atraso no concurso de professores ameaça complicar arranque do próximo ano letivo

 

Diretores de escolas preocupados com atraso no concurso de colocação. Novo diploma ainda não foi promulgado por Marcelo, que espera respostas a dúvidas levantadas.

Atraso no concurso de professores ameaça complicar arranque do próximo ano letivo

Desde 2015, apenas por uma vez o concurso de professores não arrancou em março. Este ano, já vamos em finais de abril e o procedimento está dependente ainda da promulgação do novo diploma legal por parte do Presidente da República. Uma situação que, segundo Arlindo Ferreira, diretor do Agrupamento de Escolas Cego do Maio, Póvoa de Varzim, e autor do blogue «ArLindo» (um dos mais lidos no setor da Educação), pode comprometer o arranque do próximo ano letivo.

“Começa a ser preocupante que se aguarde por um diploma que pode atrasar o arranque do próximo ano letivo, pois atrasando uma fase do concurso todas as restantes terão de atrasar também. Não me parece que por este andar o Ministério da Educação (ME) consiga publicar as listas em meados de agosto, como nos últimos quatro anos. Aliás, prevejo que, este ano, as listas de colocações da Contratação Inicial e da Mobilidade Interna só sejam conhecidas também no final de agosto”, explica ao DN, Arlindo Ferreira.

Contudo, o dirigente escolar diz estarmos “ainda a tempo para que as listas de agosto consigam sair até ao dia 31”, mas, sublinha, “o tempo começa a ficar curto para que o concurso corra em prazos normais”.

O decreto-lei sobre o novo regime de gestão e recrutamento de professores foi aprovado no passado dia 17 de março, em Conselho de Ministros. O ministro da Educação, João Costa, disse que as alterações representavam uma “reforma estrutural” e que melhorariam as condições de trabalho dos professores, “combatendo também a precariedade”. A revisão do regime de recrutamento esteve em negociação com as organizações sindicais mais de cinco meses e terminou sem acordo. No decorrer das negociações, Marcelo Rebelo de Sousa disse esperar um acordo entre sindicatos e ME até à Páscoa. Contudo, não só não houve acordo, como a presidência da República disse ter ficado com dúvidas, que enviou posteriormente ao ME. Dúvidas que, segundo o DN apurou, até à data ainda não foram esclarecidas

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/atraso-no-concurso-de-professores-ameaca-complicar-arranque-do-proximo-ano-letivo/

Testemunho sobre as provas de aferição do 2°ano

Sou mãe de uma criança que frequenta o 2° ano, que não irá fazer as provas de aferição de português+estudo do meio e matemática+estudo do meio.
As provas de aferição neste ano de escolaridade já são questionáveis, mas no formato que pretendem este ano, para mim, são uma aberração!
Estamos a falar de crianças que ainda estão a aprender a escrever com fluidez de forma manuscrita. Estamos a falar de crianças a quem ‘exigimos’ cuidado com a caligrafia para que seja legível. A quem pedimos que transcrevam seja por palavras, gráficos ou imagens resoluções de problemas…
E de repente cortamos as bases do que pedimos no primeiro e segundo ano para fazer provas de “aflição” no computador?
Onde está a maiúscula? Como faço o sinal de pontuação? Como apago o erro ali em cima?
São perguntas que não se fazem esperar!
E onde está a possibilidade de deixar as crianças extrapolar o seu raciocínio no “demonstra como chegaste a esse valor…”?
Como é possível pedir a crianças que não têm TIC na escola que escrevam um texto, quando cada uma delas o faz carácter a carácter, demorando vários segundos para encontrar o seguinte?
E não raras vezes pressiona demasiado a tecla ‘delete’ e lá se foi a frase que tinha demorado largos minutos para ser escrita!
Por tudo isto e por muito mais, porque com estas provas de “aflição” não se afere nada, nem são justas para quem e o que estão a tentar aferir, eu digo não!
Nesse dia a minha filha não vai à escola! Vai brincar com os avós que ganha mais!
(Mãe e educadora de infância)

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/testemunho-sobre-as-provas-de-afericao-do-2ano/

O Aniversário do PS no Porto

Milhares de pessoas gritam “demissão” no Porto ao som de apitos e com cravos vermelhos

 

Marcha de protesto de professores “Todos por Portugal”

 

Apupado por manifestantes, Costa pede respeito pela “vontade popular”

 

“Costa escuta, o povo está na rua”. Professores (e não só) fazem-se ouvir junto à festa do PS no Porto

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/o-aniversario-do-ps-no-porto/

Santana Castilho Comenta a Manifestação de Hoje no Porto

“Primeiro-ministro não presta absolutamente nenhuma atenção à Educação”

 

 

Santana Castilho comenta novo protesto dos professores. Desta feita, no Porto, marcado por uma marcha que vai terminar junto à festa dos 50 anos do PS.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/santana-castilho-comenta-a-manifestacao-de-hoje-no-porto/

O absurdo de treinar os Alunos para as Provas de Aferição…

 

Com a aproximação das datas previstas para a aplicação das Provas de Aferição, este ano pela primeira vez, todas em formato digital, elevam-se as vozes contra tal medida do Ministério da Educação…

E ainda bem que se elevam as vozes contra uma medida aberrante e insana, mas é pena que a contestação se resuma, quase sempre, a discursos discordantes que, na prática, não se traduzem em acções concretas, que possam relevar para o cancelamento das referidas Provas, antes pelo contrário:

– Acredito que a maioria dos Professores se oponha às Provas de Aferição, independentemente do respectivo formato;

– Acredito que a maioria dos Professores considere um contrassenso sujeitar crianças, pelo menos as do 2º e 5º Anos de Escolaridade, à realização dessas Provas, exclusivamente em formato digital;

– Mas também acredito que, neste momento, existam milhares de Professores a treinar Alunos para a realização dessas Provas…

Torna-se, assim, impossível não nos confrontarmos com a existência de uma insanável contradição:

– No geral, os Professores, apesar de não concordarem com a realização dessas Provas, e de muitos até as considerarem como uma aberração, sobretudo pelo seu formato exclusivamente digital, não deixam de contribuir, de forma determinante, para a sua concretização…

– Evidentemente que esse contributo será muito bem aproveitado pela Tutela, no sentido de continuar a mascarar a realidade, valendo-se dessa participação dos Professores para perorar que o “sistema”, dentro de cada escola, continua a funcionar sem constrangimentos ou perturbações, ou seja, de acordo com a “normalidade” esperada pelo próprio Ministério da Educação…

– Essa atitude dos Professores acabará por ser, na prática, uma forma de colaboração com a fantasia e com a insanidade do Ministério da Educação e, assim sendo, também um embaraçante “tiro no próprio pé”…

 – Ir, num dia, a uma Manifestação gritar: “Não paramos!”, “Não paramos!” e, no dia seguinte, estar na escola a treinar os Alunos para algo absurdo e com o qual não se concorda, dando argumentos favoráveis às pretensões disparatadas e fantasiosas do Ministério da Educação, não parece lógico nem congruente…

O Ministério da Educação, obviamente agradecerá essa atitude, que contribuirá para que o mesmo possa, no final das Provas, afirmar algo deste género:

As Provas de Aferição decorreram com toda a normalidade e os resultados foram muito positivos! A partir de agora, passarão a realizar-se sempre em formato exclusivamente digital…

Será isso o que os Professores pretendem e querem ouvir?

Se for, a presente luta estará esvaziada de significado e perderá qualquer justificação…

Nos momentos cruciais em que é preciso desobedecer, ou pelo menos não contribuir voluntariamente para concretizar algumas pretensões estapafúrdias do Ministério da Educação, eis que muitos Professores parecem não o conseguir fazer…

As rupturas e as desobediências não parecem ser coisas de Professores…

E é assim que, previsivelmente, se voltará à “paz podre” e ao círculo vicioso da auto-sabotagem e da auto-comiseração…

Esta luta é séria ou não é séria?

E nem valerá a pena escalpelizar aqui os aspectos de natureza pedagógica e psicológica que contrariam a validade deste tipo de treino, ainda que os Professores o possam fazer com a melhor das intenções…

Pelo treino para as Provas de Aferição, e em prol do alegado “benefício” dos Alunos, muitos Professores acabarão por “cair na armadilha” de aceitar a principal responsabilidade pela obtenção do “sucesso” dos Alunos nas Provas de Aferição, ainda que as mesmas, teoricamente, não contem para as classificações finais…

Dessa forma, estarão os próprios Professores a agir directamente num processo de natureza externa e a introduzir variáveis estranhas no mesmo, que terão um plausível impacto nos resultados que vierem a ser obtidos pelos Alunos…

O treino dos Alunos para as Provas de Aferição traduzir-se-á por um monumental engano sobre o desempenho e nível de aprendizagem dos discentes…

Engano para as escolas, para os Alunos, para os Professores e para os Pais/Encarregados de Educação…

Por este caminho, que acaba por contribuir para validar a continuidade das Provas de Aferição, não existirão motivos para que, no próximo Ano Lectivo, não regressem as mesmas em formato exclusivamente digital…

Os Professores estarão, por um lado, a mitigar e a legitimar as trapalhadas do Ministério da Educação e, por outro, a potenciar a inexistência de motivos que justifiquem pôr cobro a mais um desvario da Tutela…

O treino dos Alunos para as Provas de Aferição é apenas um exemplo das contradições existentes na acção de muitos Professores, que discordam das medidas emanadas pelo Ministério da Educação, mas que, diligentemente, acabam por cumpri-las, indo até além do que seria esperado, participando de forma voluntária e activa na concretização dessas determinações…

Os Professores precisam, urgentemente, de agir em conformidade com as suas convicções, sob pena de a presente luta não chegar a lado nenhum…

Não basta ir para a rua, empunhando bonitos slogans, é preciso concretizar o conteúdo dessas mensagens, dentro de cada escola…

Lamento pela acidez deste texto, mas neste momento torna-se muito difícil ver as coisas de outra maneira…

 

(Paula Dias)

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/o-absurdo-de-treinar-os-alunos-para-as-provas-de-afericao/

Portugal é Mesmo um País Miserável

Por aqui temos um aumento de 1%, a contabilização de todo o tempo de serviço docente que representaria uma subida de 1 escalão e meio na carreira docente, que poderia representar no máximo uns 100€ e lá fora acontece isto:

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/portugal-e-mesmo-um-pais-miseravel/

Whistleblowing – João André Costa

 

Mais uma vez a simplicidade numa palavra só e perdoem-me o inglês quando soar o alarme não soa ao mesmo.
Por não ser expectável a má conduta profissional para com colegas e/ou crianças, é nosso dever, é a nossa obrigação alertar as instâncias hierárquicas quando está em causa o bem estar físico e emocional de quem diariamente vem à escola.
Exemplos? Desde professores embriagados ou em vias de, fruto das garrafinhas exibidas orgulhosamente no intervalo das aulas, até professores sob o efeito de haxixe mais o óbvio odor a empestar corredores e salas de aula enquanto os alunos juram a pés juntos, e com razão, não ser deles até ao mais comum e infeliz abuso verbal ou então a intimidação física da parte de quem é suposto estar na escola para proteger as crianças, já testemunhei de tudo um pouco e fraude também.
E não, não é fácil dar o primeiro passo para, literalmente, pôr a boca no trombone (mais uma péssima tradução apesar da correcta expressão em português), ainda para mais se tal passo representa uma traição, a bufaria e o injusto epíteto pidesco, para com os nossos colegas, tantas vezes amigos e companheiros do dia-a-dia.
Mas as crianças acima de tudo e as crianças no cerne da nossa existência, sem crianças não há escola e sem escola não temos razão de ser ou o emprego concomitante e como não enveredámos pelo ensino para viver à custa dos mais vulneráveis então a resposta é óbvia e o dever também.
Sabendo de antemão estar o anonimato garantido mais a certeza de em caso algum sofrer represálias e todos temos o direito a apresentar queixa. Está inscrito na lei e a não divulgação do nome do denunciante como princípio basilar contra a retaliação de colegas, superiores ou a própria instituição melindrada e principalmente superiores e a instituição melindrada.
Por ser fácil esquecermo-nos das crianças se sentados à frente de um computador o dia todo, cheios de si, enfartados de si sob o signo da soberba.
Deste modo, cabe a cada escola compilar um guia de procedimentos, em inglês uma “policy”, do qual todos os professores e pessoal auxiliar se devem inteirar entre direitos e obrigações e estamos todos obrigados para quem está ao nosso cuidado.
E sim, num cenário ideal todas as queixas devem ser apresentadas internamente, ninguém está acima da lei e nenhuma instituição pode em caso algum colocar a sua reputação e suposto bom nome em primeiro.
Cabe ao Director ser o receptor de todas as queixas e accionar os devidos mecanismos entre inquéritos internos e investigação. E se é o Director o acusado, o queixoso tem ao seu dispor o município e quem responsável pela educação para levar o caso avante.
Se “whistleblowing” corresponde a uma acção então a acção é o verbo e o verbo é simples. Já “whistleblowing” nem por isso. Mas ninguém, e sublinho ninguém, está imune, ninguém é impune e mais do que nunca e nunca como agora se fez ouvir tanto a nossa voz.
A nossa voz emudecida ao longo de séculos. E muito por obra e graça das redes e afinal tudo se questiona e interroga. Transponhamos este princípio para uma escola e o bem-estar das crianças estará garantido. Se devemos vigiar-nos uns aos outros? Não, basta cumprir os nossos propósitos, um dia de cada vez e o nosso maior propósito é educar. Ou assim quero acreditar se um dia me dei ao ensino.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/whistleblowing-joao-andre-costa/

Prevê-se um Final de Ano Complicado

Governo garante serviços mínimos nos exames nacionais após ameaça de greve dos professores

 

O ministro da Educação quer tranquilizar alunos e professores em relação às provas que se aproximam. João Costa diz ainda que o Governo tem tentado ir ao encontro das exigências dos docentes.

 

O Ministro da Educação garante que serão decretados serviços mínimos caso os professores avancem com uma paralisação durante os exames nacionais. João Costa diz ainda que o Governo tem apresentado propostas que se aproximam das posições dos docentes.

 

“Temos vindo a apresentar inúmeras propostas, muitas delas que se aproximam das posições dos professores”, afirmou este sábado o ministro da Educação.

 

João Costa diz que o Governo apresentou às organizações sindicais uma proposta para introduzir “fatores de aceleração da carreira” aos professores que tiveram as suas carreiras congeladas durante todo o período em que não houve progressões.

De acordo com o ministro, esta proposta consagra duas possibilidades: “através da recuperação do tempo em que estiveram a aguardar vagas para progressão de escalão” ou “através da isenção de vagas para aqueles que ainda não passaram por essas etapas na carreira”.

João Costa assinalou que esta proposta “permitirá que estes professores consigam chegar aos escalões mais altos da carreira”, o que estaria inviabilizado em propostas e circunstâncias anteriores.

 

“É a resposta possível e sustentável do Governo para uma reclamação dos professores sobre o tempo de serviço”, acrescentou.

 

O responsável pela pasta da Educação disse que o Governo não consegue dar resposta a todas as reivindicações dos professores – que considerou legítimas -, mas que têm sido dados “passos para, pelo menos, mitigar o que foi esse efeito do período de congelamento”.

A reunião de quinta-feira entre Ministério da Educação e sindicatos terminou sem acordo e com os professores a ameaçar continuar com greves até aos exames nacionais caso a tutela recuse recuperar todo o tempo de serviço congelado.

Sem acordo, os sindicatos prometem continuar a lutar e ameaçam com novos protestos, além da greve por distritos que está a decorrer desde segunda-feira e vai terminar em 12 de maio em Lisboa.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/preve-se-um-final-de-ano-complicado/

Aqui vamos novamente! – A Missão Escola Pública Pelos Canais de Televisão

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/aqui-vamos-novamente-a-missao-escola-publica-pelos-canais-de-televisao/

Pela Renascença – “Portugal não é um paraíso”. ​Professores mostram indignação nos aeroportos

Educação

“Portugal não é um paraíso”. ​Professores mostram indignação nos aeroportos

21 abr, 2023 – 20:58 • Fátima Casanova

O movimento “Missão Escola Pública” quer mostrar aos turistas que, “o nosso país não é um paraíso” e não valoriza a escola pública. A iniciativa decorre este sábado.

Cerca de um mês depois da iniciativa que juntou centenas de professores à entrada da ponte 25 de Abril, às portas de Lisboa, o movimento “Missão Escola Pública” organiza, este sábado, um “assalto” aos aeroportos nacionais.

A ação simbólica pretende mostrar aos turistas que a educação não está a ser valorizada pelo poder político.

“Em Lisboa, os professores vão concentrar-se às 17h30, na Rotunda do Relógio e, depois, em marcha lenta, deslocamo-nos até à entrada do aeroporto”, diz à Renascença Cristina Mota, uma das organizadoras da iniciativa.

Esta professora de Matemática acrescenta que a iniciativa tem “como objetivo mostrar aos turistas que o nosso país, ao contrário do que é apregoado, não é um paraíso, é um paraíso apenas para quem entra”.

Professores e tutela terminam reunião sem acordo e com novas greves à vista

Em relação à escola pública, Cristina Mota diz que os professores não vivem num paraíso, sublinhando que “as condições que nós temos, não são aquelas que se encontram nos locais turísticos”.

Esta docente defende que “a escola precisa de uma intervenção para ficar ao nível daquilo que nós temos, por exemplo, ao nível do turismo”.

Esta iniciativa estende-se aos aeroportos de Faro e Porto e a organização quer mobilizar também professores para os aeroportos das ilhas.

​Ensino superior pode juntar-se aos protestos dos professores

“Professores, de forma alguma, querem provocar desordem”

“Fomos a tantos sítios: já estivemos na Assembleia, já estivemos no Marquês de Pombal, já descemos a Avenida, já estivemos à porta das escolas, já fomos a castelos e nós temos de ser originais e nesta altura do ano, os aeroportos pareceu-nos interessante, porque temos turistas a chegar, que se calhar não têm conhecimento daquilo que se vive em Portugal”, diz Cristina Mota, que garante que a iniciativa vai decorrer “sempre dentro da ordem e daquilo que é correto, sem criar de forma alguma, desordem.”

Cristina Mota lembra que a principal reivindicação é a recuperação de todo o tempo de serviço congelado (seis anos, seis meses e 23 dias), mas os docentes exigem também a melhoria das condições nas escolas, menos burocracia e a valorização salarial.

Esta docente lembra que, há 20 anos, um professor “ganhava mais de dois ordenados mínimos, neste momento, um professor que entre no ensino ganha praticamente o ordenado mínimo”, o que leva Cristina Mota a concluir que, “em termos de investimento na educação, notamos um decréscimo do poder de compra”.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/pela-renascenca-portugal-nao-e-um-paraiso-professores-mostram-indignacao-nos-aeroportos/

Valorização Da Educação E Da Função Social Do Professor Explicam Sucesso Finlandês

Valorização da educação e da função social do professor explicam sucesso finlandês

O sistema de ensino finlandês, os mitos que o rodeiam e as realidades que o definem, estiveram em análise na edição desta semana do programa “Educar tem Ciência”.

Dinheiro Vivo
22 Abril, 2023 • 06:58

Quando, em 2001, o país surgiu no topo dos resultados do PISA, a Finlândia despertou o interesse dos investigadores, que desde então têm procurado os fatores por trás do sucesso do sistema de ensino do país nórdico. Apesar de estar a cair nos rankings desde 2006, o sistema educativo finlandês é dos mais estudados mas também dos mais mitificados. E foi para combater mitos e pôr em evidência as causas do sucesso – a aposta na formação de professores e a valorização da educação e da função social do professor – que o investigador João Marôco e Nuno Crato, presidente da Iniciativa Educação, entraram em debate na edição desta semana do “Educar tem Ciência”, um projeto da Iniciativa Educação em parceria com a TSF e o Dinheiro Vivo.

“O que se viu em 2000 era o reflexo das políticas educativas de duas décadas atrás e não das políticas educativas mais atuais, que têm feito com que a Finlândia tenha caído nestes rankings”, começou por esclarecer João Marôco. Por seu turno, Nuno Crato referiu a importância de olhar para o sucesso educativo “com espírito crítico”. “O que se está a passar neste momento, é que muita gente vai ver a Finlândia pelos maus motivos. Porque a política atual da Finlândia não é aquela que produziu este sucesso”, disse o presidente da Iniciativa Educação, que alertou para o facto de haver medidas que têm impacto imediato, como a introdução ou retirada de exames, e outras, como a formação de professores, cujos efeitos são sentidos a mais longo prazo.

Por seu turno, João Marôco apontou a necessidade de combater mitos como o da ausência de avaliação dos alunos. “Não é verdade que os alunos finlandeses não façam testes”, garantiu. Na realidade, explicou, os alunos submetem-se a exames, com caráter voluntário. Mas, quando transitam para o secundário e pretendem escolher as melhores escolas, são selecionados a partir das notas dos exames que as escolas promovem, explicou o investigador. A grande fluidez e ausência de áreas disciplinares é outro mito associado ao do país nórdico. “Os alunos têm muitos temas, têm avaliações e todos os professores têm de produzir avaliação quantitativa”, corrigiu.

Para o investigador, o sucesso do sistema finlandês – que apesar de ter descido nas avaliações continua no topo – deve-se à valorização da educação pela sociedade finlandesa e pelo prestígio social de que os professores gozam. Como consequência, explicou João Marôco, a carreira da educação e a formação para professor é das áreas mais procuradas. “Em 2010 havia na Universidade de Helsínquia dez candidatos por cada uma das 660 vagas para programas de formação de professores. Era mais fácil entrar em Medicina. Em 2020-2021 houve 14 116 candidatos a cursos de formação de professores e entraram 2042”, recordou o investigador, para quem a autonomia e responsabilidade dos professores é outro fator de peso para os bons resultados da Finlândia.

Nuno Crato lembrou que, apesar de ser muito bom, o sistema finlandês já foi melhor. “Devemos olhar para o que fez de bom, mas também para o que a Finlândia não está a fazer de tão bom, e que é essencialmente uma maior diluição do currículo e uma visão mais vaga do que é a aprendizagem do aluno”, alertou. Crato recordou ainda que no TIMSS de 2015, Portugal ultrapassou a Finlândia em cinco pontos no quarto ano de matemática.

“Quatro anos bem orientados, bem ambiciosos numa determinada disciplina, permitiram que os nossos alunos passassem à frente da Finlândia. Ou seja, o milagre finlandês também pode ser replicado por um milagre português. Assim se sigam as políticas certas”, garantiu.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/valorizacao-da-educacao-e-da-funcao-social-do-professor-explicam-sucesso-finlandes/

Professores de Famalicão promovem marcha “Todos por Portugal” este domingo no Porto

Professores de Famalicão promovem marcha “Todos por Portugal” este domingo no Porto

Contará com uma forte presença de profissionais da educação famalicenses, a marcha intitulada “Todos Por Portugal”, um evento agendado para este domingo, às 14:00, na Rotunda da Boavista no Porto, e que seguirá, depois, pela Rua Júlio Dinis até ao Palácio de Cristal.

A iniciativa partiu da sociedade civil, com o objetivo de chamar a atenção para as políticas autoritárias do Governo Português, que tem ignorado as lutas dos portugueses.

Segundo a missão das entidades organizadoras “é essencial mostrar que Portugal não está a atravessar um período de festa! As famílias enfrentam dificuldades financeiras significativas, devido ao aumento dos custos com habitação, alimentação, transporte, saúde, entre outros. As manifestações de professores, médicos, enfermeiros, funcionários judiciais, estudantes, agricultores, maquinistas e muitos outros têm revelado o grande descontentamento que se vive atualmente em Portugal.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/professores-de-famalicao-promovem-marcha-todos-por-portugal-este-domingo-no-porto/

Greve dos professores no distrito de Santarém também será de celebração da Liberdade e da Democracia

Greve dos professores no distrito de Santarém também será de celebração da Liberdade e da Democracia

24 de abril, no distrito de Santarém:

Primeira concentração, às 12:00, na Escola Secundária Ginestal Machado;

Concentração às 15:00 horas junto à Escola Prática de Cavalaria

Em 24 de abril, a greve que percorre todos os distritos do país estará em Santarém. A proximidade do dia com a data libertadora do 25 de Abril obriga a que, neste dia, também se celebre a Liberdade e a Democracia que em 1974 foram restituídas aos portugueses, com a Escola Prática de Cavalaria e o Capitão Salgueira Maia a serem protagonistas de tão importante acontecimento.

Assim, contestando o desrespeito do governo pela profissão e pela carreira docente, que ficaram bem patentes, uma vez mais, na reunião que teve lugar no ME em 20 de abril, os professores e os educadores do distrito de Santarém estarão em greve e irão concentrar-se, num primeiro momento (12:00 horas) junto à Escola Secundária Ginestal Machado para, às 15:00 horas, docentes das várias escolas se encontrarem e concentrarem no Largo junto à Escola Prática de Cavalaria de onde sairão para se voltarem a concentrar no Largo do Seminário.

Convidamos a comunicação social a acompanhar este dia de greve.

Lisboa, 22 de abril de 2023

As organizações sindicais

ASPL, FENPROF, FNE, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/greve-dos-professores-no-distrito-de-santarem-tambem-sera-de-celebracao-da-liberdade-e-da-democracia/

Pel(O) Jornal Económico – Professores pedem “escusa de responsabilidade” nas provas de aferição

Professores pedem “escusa de responsabilidade” nas provas de aferição

Os professores evidenciam a inexistência de condições, nomeadamente a “qualidade dos equipamentos e acesso à banda larga”, bem como a iliteracia digital, uma vez que os alunos do segundo ano ainda estão a aprender a escrever.

Existem professores a entregar declarações a pedir “escusa de responsabilidade” devido às dificuldades que anteveem na realização das provas de aferição em formato digital, revela o “Jornal de Notícias”. Esta é uma possibilidade prevista na lei, depois de solicitarem aos diretores para não acompanharem os exames.

A iniciativa partiu de Paulo Guinote, docente do segundo ciclo e autor do blog ‘O Meu Quintal’. No entendimento do professor, não existem “as condições indispensáveis para que essas provas decorram com normalidade”, acrescentando não acreditar que o desempenho dos alunos nestas provas correspondam às aprendizagens desenvolvidas.

Ainda que não contem para a nota final, as provas de aferição são obrigatórias para os alunos do 2º, 5º e 8º ano de escolaridade. Estas provas estão agendadas para os próximos meses de maio e junho.

Paulo Guinote adianta à publicação que as críticas também se prendem “em relação à qualidade dos equipamentos e do acesso à banda larga” e ainda por causa da provável iliteracia digital dos estudantes.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/pelo-jornal-economico-professores-pedem-escusa-de-responsabilidade-nas-provas-de-afericao/

Fenprof “marca” data para acordo

Fenprof “marca” data para acordo

 

Como se previa, a reunião negocial desta quinta-feira terminou sem acordo, com os sindicatos de professores a reiterarem que este só será possível se contemplar a recuperação do tempo de serviço congelado (faltam devolver seis anos, seis meses e 23 dias).

Em comunicado enviado à comunicação social, nesta sexta-feira, a Fenprof fez saber que propôs ao ministro da Educação que assine um acordo com os sindicatos no dia 6 de Junho, estipulando que a recuperação do tempo de serviço será feita até ao final da legislatura, “de acordo com as seguintes parcelas: 2024 – 798 dias; 2025 – 798 dias; 2026 – 797 dias”. E que, também até final de legislatura, “o número de vagas a abrir em cada ano seja igual ao de candidatos à progressão aos 5.º e 7.º escalões, primeiro passo para a eliminação do regime de vagas”.

Pelo facto de a progressão a estes escalões estar dependente da abertura de vagas pelo Governo, têm ficado de fora, todos os anos, mais de metade dos professores com requisitos para progredir.

Para o dia 6 de Junho, que grafado deste modo 06/06/23 coincide com o tempo a recuperar pelos professores, está prevista uma greve nacional de professores e duas manifestações, uma no Porto e outra em Lisboa. A Fenprof juntou-lhe agora o desafio que lançou a João Costa: transforme este dia “numa data histórica para os professores”.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/fenprof-marca-data-para-acordo/

Isenção de horas de aulas para monodocentes vai avançar, mas proposta ainda não está pronta

Ministro tinha prometido apresentar proposta para professores do 1.º ciclo e educadores de infância até à reunião com os sindicatos na quinta-feira. Tutela garante que intenção se mantém.

Isenção de horas de aulas para monodocentes vai avançar, mas proposta ainda não está pronta

O Ministério da Educação indicou, em respostas ao PÚBLICO nesta sexta-feira, que a “proposta legislativa” com vista à revisão do regime dos professores em monodocência “ainda está em elaboração”. Terá sido a razão pela qual não foi ainda apresentada aos sindicatos, como o ministro João Costa garantira há duas semanas, já que segundo o ME se “mantém a intenção” de reduzir as horas lectivas dos educadores e infância e professores do 1.º ciclo.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/isencao-de-horas-de-aulas-para-monodocentes-vai-avancar-mas-proposta-ainda-nao-esta-pronta/

Música Oficial da Marcha do Dia 23 – A Luta Continua (versão Guerra Nuclear)

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/musica-oficial-da-marcha-do-dia-23-a-luta-continua-versao-guerra-nuclear/

Provas de Aferição- Pergunta Feita ao Colega Paulo Guinote e Respetiva Resposta

Boa noite.
Sigo o seu blogue com interesse, mesmo que nem sempre concordando com tudo (é da vida…).
Nesta coisa das provas, há algo que ainda não compreendi e que, se puder clarificar, agradeço:
1. A sua discordância com estas provas é ‘geral’ ou apenas relativa ao formato digital que vai ser adotado?
2. Relativamente ao formato digital, parece-me que será desadequado no caso EB1. Mas, sendo professor do EB2 (se bem percebi), como justifica a escusa de responsabilidade?
Antecipadamente agradecido.

Gostar

Responder
  1. Paulo Guinote

    Bom dia,

    1. A minha discordância com estas provas, nos moldes actuais, sem qualquer peso na avaliação final, em que os alunos pouco percebem dos resultados e as escolas recebem o retorno quando já têm turmas feitas e, em muitos casos, pouco conseguem aproveitar.
    No entanto, acho especialmente desadequado apresentar, nas condições actuais, estas provas como sendo de “Português” ou “H.G.P.” porque serão essencialmente provas de literacia digital.

    2. Os alunos do 5º ano, em muitas escolas do país, não têm ainda um nível de literacia digital para esta área de trabalho. O mito dos miúdos que já nascem com o chip limita-se a outro tipo de utilizações, que não as educacionais. Por outro lado, o período da pandemia deixou muitos alunos para trás e não foi o sucesso estrondoso que se quis dar, a certa altura, a entender. Sei que terá corrido melhor nuns pontos do que em outros, mas isso só acrescentará “assimetrias” ao desempenho. Para além disso, muitos equipamentos chegaram tarde e as condições em que funcionam são precárias, Se no 1º ciclo isso é tão evidente que só mesmo o ME pode não ver, mas no 2º ciclo as coisas não são assim muito melhores, aconselhando-se o alargamento progressivo destas provas até 2025, antes do mergulho de cabeça na piscina.

     

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/provas-de-afericao-pergunta-feita-ao-colega-paulo-guinote-e-respetiva-resposta/

Amanhã (no Porto) É Dia de Cantar os Parabéns ao PS

No próximo dia 23 de abril, irá realizar-se a «MARCHA TODOS POR PORTUGAL», na cidade do Porto.

Esta Marcha é iniciativa de um grupo de Profissionais de Educação do Norte, que pretende chamar a atenção para as políticas erradas e prepotentes do Governo de Portugal, que se tem mostrado alheio à nossa luta e, nesse mesmo dia, se encontrará em festa, comemorando os 50 anos do Partido Socialista, no Pavilhão Rosa Mota – Super Bock Arena (Palácio de Cristal), nesta cidade, contando com a presença do Primeiro Ministro de Portugal e secretário-geral do PS, António Costa, do Presidente da Internacional Socialista e líder do PSOE, Pedro Sanchez, e do Presidente do Partido Socialista Europeu, Stefan Löfven.

Vamos manifestar-nos na grande festa do PS, mostrando que PORTUGAL não se encontra em festa!

As famílias têm vivido com grandes dificuldades financeiras, devido à subida das despesas com a habitação, a alimentação, os transportes, a saúde, etc. As lutas e manifestações de professores, médicos, enfermeiros, funcionários judiciais, agricultores, maquinistas e muitos outros têm mostrado o grande descontentamento que hoje se vive em Portugal. Por isso, querem juntar-se à “festa”.

O governo perdeu a razão e está a votar os portugueses ao empobrecimento.

Chegou a hora de nos unirmos e dizer aos nossos governantes: BASTA!

Esta marcha conta com a presença de organizações de vários setores, económico, social, cultural, ambiental, e apela à participação da sociedade civil.

A Marcha sairá da Rotunda da Boavista, às 14:00 horas, seguindo pela Rua Júlio Dinis, e terminará junto aos jardins do Palácio de Cristal.

Vamos mostrar o nosso descontentamento com as políticas do (des)governo.
Vamos fazer uma grande manifestação no NORTE DE PORTUGAL, ANTECIPANDO O 25 DE ABRIL, e mostrando a força dos portugueses.

Unidos, somos muito mais fortes!

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/amanha-no-porto-e-dia-de-cantar-os-parabens-ao-ps/

Hoje às 18:23 – “Assalto ao Aeroporto”

“Assalto ao Aeroporto”. Professores levam manifestação até aos turistas

 

Depois de uma marcha na Ponte 25 de ​​​​​​​Abril, os docentes vão agora ocupar os aeroportos de Lisboa, Porto e Faro e alertar os turistas para os problemas no setor da educação.

Um mês depois de ocuparem os acessos pedonais da Ponte 25 de Abril como forma de protesto, os professores vão este sábado reunir-se nos aeroportos portugueses para uma manifestação que promete alertar os turistas para os problemas na educação do país.

 

Alguns dos postais a serem entregues a quem entra no Aeroporto Francisco Sá Carneiro.

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/hoje-as-1823-assalto-ao-aeroporto/

FNE Entrega Bandeiras pelas Educação

 

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/fne-entrega-bandeiras-pelas-educacao/

Ainda Há um Caminho Mais Simples

… que é os pais optarem por não enviar os filhos à escola nos dias das provas, em especial os pais dos alunos do 2.º ano.

 

Já há professores a pedir “escusa de responsabilidade” pelas provas digitais

 

Provas de aferição do ensino básico serão todas em formato digital, mesmo as destinadas a alunos de sete anos. Directores podem decidir pela sua não realização, desde que com razões fundamentadas.

 

A obrigação de as provas de aferição serem todas em formato digital está a levar professores a solicitarem aos seus directores que optem por não realizá-las, uma possibilidade prevista na lei, avançando com uma declaração de “escusa de responsabilidade” caso este apelo não seja tido em conta.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/ainda-ha-um-caminho-mais-simples/

Lutar e Resistir pela Educação – Viana do Castelo 20/04

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/lutar-e-resistir-pela-educacao-viana-do-castelo-20-04/

Saiu o Guia para a Realização das Provas de Aferição 2023

Encontra-se na área reservada às escolas, no site da DGE.

 

 

 

Mas o estado ofereceu algum rato aos alunos????

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/saiu-o-guia-para-a-realizacao-das-provas-de-afericao-2023/

TAP e Classe Docente: regabofe para uns, avareza para outros…

TAP e Classe Docente: regabofe para uns, avareza para outros…

 

 

O Estado Português, por ser o principal accionista da TAP, tutela essa empresa pela acção do Governo…

O Estado Português já disponibilizou à TAP a exorbitante quantia de 3.2 mil milhões de euros…

O Estado Português, representado pelo 1º Ministro António Costa e pelo Ministro das Finanças Fernando Medina, parece desconhecer o que se tem passado na TAP, apesar de, nos últimos anos, essa entidade se ter constituído como um dos principais sorvedouros de dinheiro público…

Perante todas as embrulhadas e enredos conhecidos nos últimos tempos, envolvendo a TAP e vários elementos do Governo, e que acabaram por conduzir a uma Comissão Parlamentar de Inquérito, o 1º Ministro António Costa e o Ministro das Finanças Fernando Medina têm tentado agir como se não tivessem nada a ver com esses acontecimentos e como se não estivessem obrigados a dar qualquer explicação acerca dos mesmos…

De tudo o anterior, poderão decorrer várias questões:

– Os actuais 1º Ministro e Ministro das Finanças, enquanto representantes do Estado Português, serão tão “pueris” e facilmente enganáveis que não conseguem perceber os ardis que se vão sucedendo numa empresa tutelada por si?

– Os actuais 1º Ministro e Ministro das Finanças, enquanto representantes do Estado Português, serão tão negligentes ou incompetentes que não conseguem controlar e fiscalizar o que se passa numa empresa tutelada por si?

– Os actuais 1º Ministro e Ministro das Finanças, enquanto representantes do Estado Português, estarão, eles próprios, a tentar ludibriar o que se passa numa empresa tutelada por si, mentindo, dessa forma, aos seus concidadãos?

– A recusa, por parte do Governo, de entregar à Comissão Parlamentar de Inquérito o parecer jurídico que terá fundamentado o despedimento da ex-CEO da TAP por justa causa, fará parte de uma estratégia que visa o embuste e a mentira, como forma de encobrimento do que se tem passado numa empresa tutelada por si?

– Como interpretar o súbito “desaparecimento” desse parecer que, afinal, parece que nunca terá existido, pelas palavras do próprio Ministro das Finanças Fernando Medina?

– Como acreditar que esse parecer nunca tenha existido, se a própria Ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares Ana Catarina Mendes justificou, ainda há poucos dias, a recusa da respectiva entrega, pelo Governo, em sede de Comissão Parlamentar de Inquérito?

– O Ministro das Finanças acabou por desmentir a Ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, em prol de uma estratégia ardilosa, com o objectivo de continuar a encobrir e dissimular o que se tem passado numa empresa tutelada pelo Governo?

Neste momento, já não restará qualquer dúvida de que o 1º Ministro António Costa esteja enleado numa teia de mentiras, criadas pelo seu próprio Governo, com o objectivo de encobrir o que se tem passado na TAP…

E num país efectivamente desenvolvido isso conduziria, sem qualquer reserva, à demissão do 1º Ministro, principal responsável pela acção de um Governo, que não poderia deixar de retirar as devidas consequências políticas de uma conduta dominada por inaceitáveis deslizes…

Todos os contribuintes portugueses têm o direito de saber o que se tem passado na TAP e o Governo tem o dever de os informar sobre os gastos dispendidos pelo erário público nessa empresa, justificando cabalmente todas as despesas…

Ao que tudo indica, a TAP, empresa que tem como principal accionista o Estado Português, tem sido gerida com um notório e inegável défice de transparência, de escrutínio e de ética…

E, pior do que o anterior, a tutela exercida pelo próprio Estado parece ter consentido uma gestão danosa e disfuncional, onde plausivelmente tem cabido algo semelhante a um “clube de amigos e familiares”, ao que tudo indica, sem a obrigação de prestar esclarecimentos acerca do que tem feito e de quanto tem gasto para o fazer…

Em flagrante contraste com essa atitude tão perdulária, que tem permitido esbanjar milhões de euros do erário público, muitos de difícil ou duvidosa justificação, o mesmo 1º Ministro, em sintonia com o Ministro da Educação, têm vindo a demonstrar uma indisfarçável avareza, quando se trata de gastos com salários de Professores…

Este Governo tem “dois pesos e duas medidas”:

– Por um lado, relativamente à TAP, tolera e não obstaculiza, nem fiscaliza devidamente, gastos exorbitantes e inusitados, mas, por outro, escuda-se na falta de cabimento orçamental para justificar a recusa da recuperação integral e universal do tempo de serviço dos Professores, que lhes permitiria auferir melhores salários e obter condições de vida mais favoráveis…

À luz da acção do Governo face à TAP, torna-se impossível aceitar um tratamento tão flagrantemente desigual, injusto e parcial…

E a injustiça, a parcialidade e a discriminação negativa que se têm observado relativamente à Classe Docente geram, como é óbvio, revolta e desprezo face a um Governo arrogante e com uma conduta ética e moral, nada digna e absolutamente censurável…

Um Governo que, à luz da sua acção na TAP, tem evidenciado um total desrespeito e menosprezo pelas instituições democráticas, mentindo descaradamente aos seus concidadãos…

Deixemo-nos de “romantismos” e de “pieguices”:

– A Classe Docente não valerá nada, quando comparada com a protecção que é preciso disponibilizar pelo 1º Ministro António Costa a tudo o que se tem passado na TAP e, em particular, ao seu Ministro das Finanças, a qualquer custo e custe o que custar…

– Até porque António Costa saberá muito bem que deixar cair o Ministro das Finanças dará azo a que ele próprio possa cair logo de seguida. Proteger o Ministro das Finanças importa muito e é, no fundo, proteger-se a si próprio…

A mentira descarada por parte do Governo deverá, por isso, continuar até que o Presidente da República tenha a coragem necessária para pôr cobro à usurpação e ao desvario…

“De resto todo o mundo concorda que o país é uma choldra.”

Eça de Queiroz, sempre mordaz e, desconcertantemente, actual…

(Paula Dias)

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/tap-e-classe-docente-regabofe-para-uns-avareza-para-outros/

Lista Colorida – RR28

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR28. Neste momento 6 candidatos estão no seu 6º contrato.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/lista-colorida-rr28-6/

A luta continua (versão Guerra Nuclear)

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/a-luta-continua-versao-guerra-nuclear/

Procura-se professor / monitor com especialização em ginástica artística

 

O Instituto Pupilos do Exército, procura professor / monitor com especialização em ginástica artística, para fazer acompanhamento / desenvolvimento da classe especial de ginástica.
Os treinos realizam-se 3 x por semana, as 3.ª, 4.ª e 5.ª feiras das 17:40 as 19:40.
Objectivo: Fazer uma demonstração da classe.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/procura-se-professor-monitor-com-especializacao-em-ginastica-artistica/

Load more