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315 Contratados colocados na RR28

Foram colocados 318 contratados na Reserva de Recrutamento 28, distribuídos de acordo com a tabela seguinte:

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Provas de Aferição: Posição do Colega Paulo Guinote

O problema deste país? Falta de gente com os ditos no sítio e vergonha na cara!

 

6ª Feira

 

A realização de provas de aferição em formato digital para todos os alunos é um disparate, que se avoluma quanto mais novos e menor formação digital têm. Eu sei que há oásis de maravilhosa capacitação digital precoce e que haverá sempre quem diga que se conseguiram, todos conseguem. Não é bem assim. Sendo dos que defende a existência de provas finais de ciclo no 6º ano, não compreendo que os seus críticos, por as considerarem desnecessárias, apoiem de forma explícita (ou se encolham a ver se disfarçam) a realização destas pseudo-aferições, que irão aferir tudo menos as competências ou conhecimentos dos alunos nas disciplinas envolvidas, muito menos qualquer tipo de coisa vagamente relacionada com o mítico PASEO.

Por isso, apresentei a minha declaração de escusa de responsabilidade (de que já tinha falado no encontro do Pinhal Novo), que vai em anexo a este post, sendo que o Alberto Veronesi tomou a mesma iniciativa. Considero que estas provas só prejudicam uma verdadeira recuperação das aprendizagens, provocando uma perturbação inútil e indesejada ao longo de quase todo o 3º período. Estou farto das hipocrisias de uns e dos receios de outros. Há que se claro acerca de uma das meninas dos olhos do ministro Costa e da sua corte de seguidores: estas provas em suporte digital não têm a devida preparação e deveriam manter-se mais um par de anos em papel, com uma progressão prudente e voluntária para o formato digital. Não adianta andarem director@s em off a queixar-se dos problemas logísticos que vão ter de enfrentar se em on se calam ou não têm coragem para agir. Mais do que palavras, em especial, em tom sumido, que se notem as acções.

Adianta de pouco se a maioria fica nas encolhas? Ao menos, sempre se pode dizer que não se encarneirou mansamente de cabeça baixa. E acreditem que esta posição tem mais em conta o interesse dos alunos do que outra coisa qualquer.

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Opinião – Cuidado com as provas de aferição!

Cuidado com as provas de aferição!

Felisbela Lopes

O assunto (ainda) não fez agendamento mediático. Por isso, está adormecido na opinião pública. No entanto, as provas de aferição do 2.º, 5.º e 8.º anos de escolaridade já estão marcadas e ficou estabelecido que seriam realizadas em suporte eletrónico. O problema é que, até agora, ninguém explicou o novo modelo e, por isso, a preparação ainda não arrancou.

Submeter, desde cedo, o aluno a uma experiência de exame é benéfico. Porque permite perceber o grau de aprendizagem atingido e vai, de certa forma, normalizando um momento que suscita sempre muita ansiedade. Olhando para o calendário proposto, que começa em início de maio e termina em final de junho, teria sido fácil criar mais distanciamento entre as provas. Não se percebe as razões que levam a que o 2.º ano faça o teste de Português a 15 de junho e o de Matemática a 20 de junho, acumulando num desses dias o de Estudo do Meio. O 5.º ano terá as provas com mais matéria, Português e História e Geografia, com apenas cinco dias de intervalo. Todavia, isso serão dificuldades pequenas, quando comparadas com o problema de fundo: o uso do computador.

É verdade que a pandemia impôs um ensino remoto que fez avançar (muito) os conhecimentos informáticos. Todavia, nem todos andaram ao mesmo ritmo, nem todos tiveram um computador para si… Também nem todas as escolas dispõem de recursos tecnológicos que habilitem os estudantes a manusear com desenvoltura um computador… E isso deveria ser ponderado no momento de pensar a passagem de provas escritas em papel para provas feitas em formato digital. Os estudantes não estão ao mesmo nível e só isso seria motivo para travar esta nova modalidade.

É inimaginável um aluno do 5.º ano fazer uma prova de aferição de Português ou de Geografia e História em computador. Por dois motivos: porque não tem treino e porque uma avaliação bem feita nestas disciplinas exige respostas com alguma extensão a fim de avaliar a articulação de conhecimentos e o domínio da língua, sobretudo na coesão textual, na sintaxe e na ortografia. Em Portugal, uma criança de 10 anos vem sendo treinada, desde os 6 anos, para escrever numa folha de papel. Não num ecrã de computador. E fazer uma coisa e outra implica treino. Que, até agora, não houve. Por isso, este ano, nenhuma escola portuguesa tem os seus alunos preparados para estas provas. Por isso, o Ministério da Educação, que ainda não forneceu qualquer modelo destas novas avaliações, tem de desistir do modelo informático. A bem da igualdade dos estudantes e de um ensino que promova a aprendizagem.

*Prof. associada com agregação da UMinho

DAQUI:

https://www.jn.pt/opiniao/felisbela-lopes/cuidado-com-as-provas-de-afericao-15770967.html

 

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Psicóloga Tânia Correia sobre provas de aferição: “Se não respeitam a infância, nem a aprendizagem, digo não!”

 

Psicóloga Tânia Correia sobre provas de aferição: “Se não respeitam a infância, nem a aprendizagem, digo não!”

 

Numa série de artigos de opinião, a psicóloga Tânia Correia faz uma crítica ao Ministério da Educação, a propósito das provas de aferição.

 

Provas de aferição no segundo ano é desnecessário, provas de aferição no segundo ano feitas através do computador é absurdo!

Hoje, a Leti [filha da psicóloga Tânia Correia] terminou a tarde completamente frustrada (felizmente, resolvemos rapidamente, pois existe um trabalho emocional feito). Uma das tarefas que tinha para casa era o treino de uma prova de aferição na escola virtual.

A dada altura, percebeu que ainda faltavam imensas perguntas e que o tempo não iria chegar. Reparem que não se trata de um teste de “verdadeiro ou falso”, várias questões exigem que a criança escreva como chegou à resposta, o que, no caso da matemática, implica explicar os vários cálculos e o respetivo motivo. Para isso, a criança tem de usar o teclado do computador, colocar acentos, recorrer ao Caps Lock.

A Leti é uma criança que não usa tecnologia. Não usa tablet, nem mexe em telemóveis. O que ela gosta mesmo é de explorar o mundo, de olhar para um objeto simples e transformá-lo em 1000 outros e criar brincadeiras a partir daí. Também gosta de escrever com as respetivas canetas. De repente, é-lhe exigido que escreva bem e depressa no computador.

“Então, eles têm de se preparar”. Preparar exatamente para o quê nesta idade? Para escreverem declarações a computador, pois podem precisar? Uma carta informatizada para o condomínio do prédio? Um e-mail para a companhia da água? Eles não precisam de nada disto. Muitos de nós tivemos acesso à tecnologia na nossa adolescência e estamos super adaptados, simplesmente porque a mesma é criada de maneira a que seja intuitiva.

O que não é intuitivo é pegar em cérebros ainda imaturos e forçá-los a ajustarem-se às exigências do mundo adulto, com provas em que há pressão do tempo, por via informatizada, e com conteúdos altamente abstratos. Sujeitar precocemente a criança para aquilo que não encaixa no respetivo mundo interno só provoca desconforto, não gera “preparação”.

“Mas eles conseguem”. Claro que podem conseguir, mas qual é o preço? O preço é desvirtuarmos aquilo que devia caracterizar a infância: a curiosidade, o gosto por aprender, a atenção ao detalhes (em vez da pressa), a necessidade de tocar e receber estímulos concretos (em vez de tocar em ratos e observar ecrãs).

Não estamos a preparar as nossas crianças para o futuro, estamos a estragar-lhes o presente e a fazer com que cheguem ao futuro desmotivadas, sobrecarregadas e emocionalmente desconectadas.

Texto de 3m’s – Menina, Mulher, Mãe (publicado originalmente a 7 de abril)

O Ministério da Educação não está a proteger a infância dos nossos filhos, expondo crianças com sete ou oito anos a provas de aferição feitas a computador, em que o ritmo é desrespeitado (o tempo é ridiculamente curto para a quantidade de exercícios), através de meios que não são familiares para a criança (escrever, usar acentos e pontuação, tudo através do teclado) e com um grau de exigência desajustado (os exercícios são muito difíceis e ainda pedem às crianças que justifiquem as respostas), o que gera stress e frustração.

Erikson, um autor que se dedicou a estudar os desafios que existem em cada fase da nossa vida e o respetivo impacto, percebeu que a grande conquista nos primeiros anos de escola é a indústria (nesta teoria, significa a criança sentir que é capaz). Os primeiros anos de escola servem, sobretudo, para a criança construir uma imagem de si enquanto aluno – sou capaz ou não? – e para criar gosto e curiosidade pela aprendizagem. Sujeitar a criança a um cenário em que se sentirá pouco eficaz é gerador de ansiedade e contribui para uma sensação de fracasso que a pode acompanhar e desmotivá-la nos anos seguintes (sobretudo, porque não se trata só da prova em si, mas de toda a preparação nas escolas, que começa meses antes).

A única forma de conseguirmos mudar a maneira como o Ministério da Educação tem vindo a tratar as nossas crianças é, enquanto pais, tomarmos uma atitude. Qual? Não levarmos os nossos filhos no dia das provas de aferição para que haja uma abstenção em massa (as provas não são obrigatórias).

Se vos faz sentido, sensibilizem outros pais. Os nossos filhos não se conseguem fazer ouvir, mas nós podemos – e devemos – ser a sua voz! Chega deste escalar de desrespeito por uma fase de vida – a infância – que tem repercussões na vida toda.

Texto de 3m’s – Menina, Mulher, Mãe (publicado originalmente a 10 de abril)

Ontem [dia 11 de abril], liguei para o Ministério da Educação, a propósito das provas de aferição.

Estas só são obrigatórias, se a criança estiver na escola. Caso a criança falte, não precisa de uma justificação XPTO, falta como faltaria se lhe doesse a barriga ou estivesse maldisposta. A justificação médica só é necessária nos exames nacionais para os alunos os poderem repetir, no caso das provas de aferição, estas não precisam de ser repetidas, por isso, basta não comparecer.

Aproveitei também para perguntar qual é o propósito destas provas. De acordo com o Ministério da Educação, elas servem para termos acesso a um relatório sobre as capacidades dos nossos educandos.

Agora, pergunto-vos: acham mesmo que será numa prova longa, feita em tempo recorde, através de um meio que os miúdos não estão habituados a usar e no qual terão de escrever respostas longas (computador) que irão saber como vão os vossos filhos na escola? E o resto do ano serviu para quê?

Se a vossa resposta é não, então irão sujeitá-los ao desconforto exactamente para quê? Para corresponder às expetativas de um sistema que vê mini-adultos em vez de crianças e que as leva a passar por uma situação de stress, porque acha que é assim que devem ser avaliadas (mesmo tendo a classe dos professores contra de forma generalizada)? Que perante a passividade dos pais vai aumentado a exigência dos programas de ano para ano? Que gera conteúdos sem qualquer respeito por aquilo que é o desenvolvimento infantil? Que só vê métricas e ignora o equilíbrio psicológico das crianças?

Reflictam e escolham com consciência.

Texto de 3m’s – Menina, Mulher, Mãe (publicado originalmente a 12 de abril)

 

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Comunicado SNPL Sobre a Reunião com o ME

Cumpriu-se o calendário, apenas.

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Reserva de Recrutamento n.º 28

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 28.ª Reserva de Recrutamento 2022/2023.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 24 de abril, até às 23:59 horas de Quarta-feira dia 26 de abril de 2023 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 28

Listas – Reserva de recrutamento n.º 28 

 

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Alteração ao regime de formação contínua

Despacho n.º 4840/2023

 

Sumário: Procede à terceira alteração do Despacho n.º 779/2019, de 18 de janeiro.

 

«Artigo 3.º […]

1 — […]

2 — […]

3 — […]

4 — […]

5 — As ações de formação realizadas desde 1 de setembro de 2016 sobre os conteúdos regulados nos n.os 1 e 4 do presente artigo, bem como as ações de formação de capacitação digital de professores no âmbito da Escola Digital, realizadas até à conclusão da execução do referido Plano de Transição Digital, e as ações de formação promovidas desde março de 2020 no âmbito das Tecnologias da Informação e Comunicação para apoio ao planeamento e execução dos regimes misto e não presencial previstos na Resolução do Conselho de Ministros n.º 53 -D/2020, de 20 de julho, são, excecionalmente, consideradas como efetuadas na dimensão científico -pedagógica de todos os grupos de recrutamento, independentemente do disposto no n.º 2.»

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Sabem Onde o Governo Pode Meter os “aceleradores da carreira”?

Não posso dizer, mas,  como diz o colega Paulo Guinote:

“UMA GERAÇÃO, QUE CONSENTE DEIXAR-SE REPRESENTAR POR UM GALAMBA É UMA GERAÇÃO QUE NUNCA O FOI! É UM COIO D’INDIGENTES, D’INDIGNOS E DE CEGOS! É UMA RESMA DE CHARLATÃES E DE VENDIDOS, E SÓ PODE PARIR ABAIXO DE ZERO!”

 

Professores e ministério voltam a não entender-se. Sindicatos pedem negociação suplementar

Clara Viana, Lusa

Sem surpresa, as negociações sobre a carreira docente entre o Ministério da Educação e os sindicatos de professores terminaram, nesta quinta-feira, sem acordo e com as estruturas sindicais a garantir que continuarão as greves até ao final do ano lectivo caso o ME recuse recuperar todo o tempo de serviço congelado (falta devolver seis anos, seis meses e 23 dias). Esta é a principal reivindicação dos professores, mas tem sido sistematicamente afastada pelo Governo que justifica esta posição com o impacto financeiro da medida.

Ao contrário do que aconteceu noutras reuniões negociais, o ministro da Educação optou desta vez por não falar aos jornalistas no final do encontro [Ainda bem: demita-se, de balelas ando eu farto…]. A ronda desta quinta-feira também teve pouco eco nos sites dos sindicatos de professores.

O ministério nunca incluiu a fórmula “recuperação do tempo de serviço” nas ordens de trabalho que fixou para as reuniões negociais iniciadas a 22 de Março. Começou por designar a sua proposta como sendo de “correcção das assimetrias na carreira docente” provocadas pelo congelamento, uma frase também substituída nesta quinta-feira por uns mais lacónicos “aceleradores da carreira” [!? Vão gozar com a avozinha!].

A plataforma sindical que integra a Federação Nacional de Professores (Fenprof) e a Federação Nacional da Educação (FNE) já decidiu que vai requerer uma negociação suplementar que não será “para discutir vírgulas” da proposta apresentada pelo ministério, mas sim para pressionar a tutela a chegar a acordo quanto à recuperação do tempo de serviço congelado, indicou Mário Nogueira.

É esta também a razão para prosseguir as greves por distrito em curso e que terminarão a 12 de Maio. A possibilidade de realizarem greve aos exames nacionais também está em cima da mesa: “Os professores têm-nos dito isso e nós não afastamos cenários nenhuns, só se houver uma solução para estes problemas”, acrescentou Mário Nogueira citado pela Lusa, sublinhando que os docentes preferiam que tal não fosse necessário. Uma greve aos exames nacionais terá obrigatoriamente serviços mínimos decretados já que é um dos cenários previstos para o efeito na Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas.

Em declarações no fórum TSF desta quarta-feira, o ministro da Educação assegurou que foram corrigidas algumas das situações previstas na proposta do ministério sobre os efeitos do congelamento das carreiras que tinham sido criticadas pelos sindicatos.“Amanhã [quinta-feira] já levaremos uma alteração face à decisão que estava tomada. Todos os professores que estiveram de baixa nestes períodos serão contemplados” na isenção de vagas de acesso ao 5.º e 7.º escalões da carreira, indicou. Mas segundo o vice-presidente da FNE, Pedro Barreiros, o ministro limitou-se a comunicar oralmente as correcções feitas, não tendo sido apresentada qualquer proposta por escrito. [Por escrito? ó sim, esperem sentados…] Outra alteração comunicada pelo ministro terá a ver com a integração, no universo abrangido, dos professores que leccionam em colégios com contratos de associação com o Estado.

Mário Nogueira voltou a alertar, esta quinta-feira, que a proposta para “acelerar” a progressão na carreira continua a “deixar de fora muitos docentes”. Este “acelerador” vai abranger os docentes em funções desde o final de Agosto de 2005 que tenham passado pelos dois períodos de congelamento das carreiras ocorridos, entretanto.

FONTE:

https://www.publico.pt/2023/04/21/sociedade/noticia/professores-ministerio-voltam-nao-entenderse-sindicatos-pedem-negociacao-suplementar-2046932

 

 

 

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Os problemas na área da educação subiram a debate no Fórum TSF

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https://www.tsf.pt/portugal/sociedade/discriminatoria-e-injusta-proposta-do-ministerio-nao-recupera-um-unico-dia-do-tempo-congelado-dos-professores-16205350.html

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TSF – Dois mil professores participam no “assalto” ao aeroporto de Lisboa no próximo sábado

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https://www.tsf.pt/portugal/sociedade/dois-mil-professores-participam-no-assalto-ao-aeroporto-de-lisboa-no-proximo-sabado-16197251.html

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Professores nos aeroportos para “mostrar aos turistas” que Portugal “não tem escola pública valorizada”

Os professores deverão concentrar-se este sábado, 22 de Abril, na zona das chegadas dos aeroportos Humberto Delgado (Lisboa), Francisco Sá Carneiro (Porto) e Gago Coutinho (Faro). Junto ao aeroporto de Lisboa, prevêem-se estar cerca de dois mil docentes.

Rui Foles, da “Missão Escola Pública”, explicou à Lusa que o objectivo da manifestação é “mostrar aos turistas que o país (…) não tem uma escola pública valorizada”, no âmbito do “assalto ao aeroporto”.

Por sua vez, em declarações à TSF, Cristina Mota, uma das organizadoras do protesto, indica que a manifestação serve para apelar “à lembrança dos seis anos, seis meses e 23 dias que temos de tempo congelado” – principal reivindicação que tem marcado as sucessivas greves e protestos de professores desde Dezembro.

Segundo dia de greve passa por Viseu
Os professores seguem com as greves por distrito e esta terça-feira estão em Viseu. Recorde-se que para esta paralisação não estão decretados serviços mínimos, pois a greve arranca sempre pelas 12h00.

Entre as reivindicações, destacam-se a recuperação integral do tempo de serviço, a eliminação das quotas e vagas de acesso aos 5º e 7º escalões.

Na quinta-feira, 20 de Abril, os professores e Ministério da Educação deverão voltar às negociações.

FONTE:

https://onovo.pt/pais/professores-nos-aeroportos-para-mostrar-aos-turistas-que-portugal-nao-tem-escola-publica-valorizada-BA14728018

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SIC Notícias (c/ Vídeo) – Greve dos professores em Viseu deixa milhares de alunos sem aulas

VER VÍDEO AQUI:

https://sicnoticias.pt/pais/2023-04-18-Greve-dos-professores-em-Viseu-deixa-milhares-de-alunos-sem-aulas-ca374098

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Professores em Vila Real: “Com um lápis na mão também se faz a revolução”

Professores com cravos de Abril em Vila Real porque agora a luta faz-se na escola

SAPO

“O cravo é o símbolo da revolução do 25 de Abril onde foram conquistados valores que estão a ser postos em causa. A educação é um dos pilares fundamentais de uma sociedade justa e democrática”, afirmou Fátima Campos, professora na Escola Secundária de São Pedro, em Vila Real, onde simbolicamente hoje se deu início ao terceiro dia da greve por distritos, convocada por uma plataforma de nove sindicatos.

A docente trazia um grande cravo na mão, com quase 1,5 metros de altura e as cores vermelha e verde da revolução de abril. Outros colegas vestiam camisolas com um cravo à frente e, nas costas, a mensagem “com um lápis na mão também se faz a revolução”.

“Não desisto desta luta porque é uma luta justa, não é em meu nome é em nome da escola pública, que está em perigo. Quem é que quer ser professor ao ver os professores a serem assim tratados pelo Governo e também às vezes pela sociedade. Os professores são fundamentais para uma sociedade democrática e justa”, salientou Fátima Campos.

“Costa escuta a escola, Costa escuta-a bem. Costa escuta a escola, olha a força que ela tem”, “Um, dois, três, já cá estamos outra vez” e “Respeito” foram algumas das palavras de ordem e cânticos que se ouviram hoje.

Elsa Afonso faz diariamente uma viagem de cerca de 120 quilómetros entre Bragança, onde vive, até Vila Real, onde trabalha.

É docente desde 1996 e este ano progrediu pela “primeira vez” na carreira, explicando que fez uma opção há 16 anos e que foi a de concorrer apenas num raio de 100 quilómetros para regressar a casa todos os dias.

“Fiz essa opção e assumi as consequências dessa opção. Consegui ficar sempre colocada, por vezes com horários incompletos ou a meio tempo. Não me parece normal num país de primeiro mundo que tenhamos que optar entre ter estabilidade familiar ou poder trabalhar”, salientou.

Por isso, acrescentou, “esta luta não é apenas uma questão salarial nem do tempo de serviço”.

“Acho que vai muito para mais além disso, acho que o que está em causa mesmo é o que nós queremos enquanto escola pública e enquanto país para o futuro dos nossos filhos e alunos. Não queremos que a única opção para eles terem uma vida digna seja sair do país”, afirmou Elsa Afonso.

Para Elsa Afonso, “ser professor neste país é estar condenado a fazer quilómetros por muitos e muitos anos, sem qualquer tipo de ajuda, e trabalhar numa escola pública cada vez mais degradada, em termos de qualidade e exigência”.

“No fundo, a escola pública transformou-se num ATL para garantir que os pais cumprem o horário de trabalho e têm onde deixar os filhos seguros, mas acho que esse não é o objetivo principal da escola e os pais deviam estar preocupados com isso também”, frisou.

Alguns estudantes juntaram-se aos professores em frente à Escola de São Pedro. Bernardo Fernandes, 18 anos, presidente da associação de estudantes deste estabelecimento de ensino disse que a luta dos docentes “é justa” e explicou que os alunos estão solidários com os professores.

“Se não tivermos um professor motivado, que goste da sua profissão, as aulas não vão decorrer da melhor maneira”, apontou.

Esta nova ronda de greves por distrito decorrerá até 12 de maio, terminando em Lisboa.

Entretanto, na quinta-feira os sindicatos dos docentes e Ministério da Educação regressam às negociações.

“Voltaremos à mesa das negociações e, como tem sido prática, isto tem altos e baixos, tem coisas que se vão conseguindo, porque as propostas iniciais do Governo eram extremamente agressivas e penalizadoras. Nós temos estado numa fase de tentar, no fundo, que essas propostas vão ao encontro aos professores e às perspetivas que os professores têm”, afirmou Alexandre Fraguito, do Sindicato dos Professores do Norte.

O dirigente sindical garantiu que os docentes continuam a manifestar, na escola e na rua, “toda a vontade de continuar a lutar” e lembrou que conquistas anteriores demoraram, em alguns casos, “anos” a concretizar-se.

“Isto é uma maratona, há momentos de maior fraqueza, mas o nosso objetivo está na meta”, sublinhou.

Durante a tarde de hoje, decorrerá uma manifestação de professores de todo o distrito, que se juntarão na principal avenida da cidade de Vila Real, a Carvalho Araújo.

As nove organizações sindicais são a Associação Sindical de Professores Licenciados (ASPL), a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), a Federação Nacional da Educação (FNE), a Pró-Ordem dos Professores (Pró-Ordem), o Sindicato Nacional e Democrático dos Professores (Sindep), o Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação (Sinape), o Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE) e o Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades (Spliu).

FONTE: 

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/professores-com-cravos-de-abril-em-vila-real-porque-agora-a-luta-faz-se-na-escola

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“Se temos um Presidente dos afetos o que pedimos é socorro”. Professores em greve em Viana do Castelo

“O senhor Presidente da República tem, neste momento, a chave para parte dos problemas que estão a assolar a educação. Tem um diploma que, se vetar, pode tirar um pouco do pântano em que estamos mergulhamos. Se o diploma fosse, eventualmente, aprovado teríamos entre 20 e 30 mil professores desterrados”, afirmou Paulo Cunha um dos docentes que se concentraram em protesto junto à escola EB 2,3 Frei Bartolomeu dos Mártires.

O professor do agrupamento de escolas de Valença, responsável pelo cartaz “Sr. Presidente Socorro” colocado no protesto convocado pela plataforma de nove sindicatos que inclui a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e a Federação Nacional da Educação (FNE), apontou como exemplo do efeito desse diploma na sua própria família.

“Se este diploma for aprovado estou sujeito a ir parar ao Alentejo, a minha esposa [também professora] a Trás-os-Montes e os meus filhos ficam em Viana do Castelo. Se temos um Presidente dos afetos o que pedimos é socorro. Se o Governo não nos salva, valha-nos, pelo menos, o Presidente da República”, afirmou o docente.

Paulo Cunha lembrou que há muitos casais em que ambos são professores para advertir que “se o diploma for aprovado vão mesmo desistir da profissão porque já não estão em idade de se afastar dos seus filhos”.

“Governo escuta, professores estão em luta”, “Todo o tempo é para contar, não é para roubar” ou “Não bastam reuniões, são precisas soluções”, foram palavras de ordem ouvidas na manifestação, ao som de apitos e cornetas.

A diretora do agrupamento de escolas de Santa Maria Maior, Sílvia Vidinha, admitiu que a “luta muito justa” dos professores tem tido “impacto” nas atividades das escolas, mas garantiu que a “gestão diária” das situações tem permitido assegurar uma “escola pública de qualidade”.

“Tenho a sorte de dirigir um grupo de mais de 200 professores que têm brio profissional, que não se têm desfocado do papel que têm junto dos alunos e que sabem a importância que têm na vida dos alunos. Os nossos alunos estão habituados a uma escola pública de qualidade. É uma escola pública de qualidade que estão a ter. Mesmo no tempo de luta, os senhores professores não deixaram que assim não fosse”, afirmou.

Sílvia Vidinha alertou ainda para a “visão de desencanto” que os alunos, “professores de amanhã”, têm manifestado sobre a profissão durante as aulas.

Dentro da escola, mais de uma dezena de estudantes repetiam as palavras de ordem que os professores gritaram no exterior.

De braço em riste, João Miranda, de 11 anos, entoava “Ministro escuta, a escola está em luta”.

Aluno do sexto ano de escolaridade, João quer “ajudar” na luta dos professores que “querem que os anos sejam contados”.

“Nós percebemos o que está o acontecer e, estamos a tentar demonstrar para que eles [professores] consigam vencer esta luta”, disse Inês Alcobia, 12 anos, aluna do sétimo ano da EB 2,3 Frei Bartolomeu dos Mártires.

O protesto de hoje em Viana do Castelo tem ainda prevista uma concentração no largo da Estação, seguida de desfile pela Avenida dos Combatentes da Grande Guerra até à Praça da Liberdade.

Haverá ainda a iniciativa “Sentada”, promovida por um grupo de professores locais, com o apoio dos sindicatos. A ação prevê que os docentes se sentem na rua e cumpram seis minutos, seis segundos e, 23 centésimos de silêncio, simbolizando o tempo de serviço não devolvido aos professores.

A greve dos professores por distritos está a decorrer desde segunda-feira e até 12 de maio, percorrendo todos os distritos do país por ordem alfabética inversa (de Viseu a Aveiro), prevendo-se que cada dia de luta comece às 12:00, sem que tenham sido decretados serviços mínimos.

Em vez de haver um pré-aviso de greve para os 18 dias úteis, cada uma das nove organizações apresenta um pré-aviso para cada um dos dias de luta.

Além da Fenprof e da FNE, a plataforma de sindicatos inclui a Associação Sindical de Professores Licenciados (APSL), Pró-Ordem dos Professores (Pró-Ordem), Sindicato dos Educadores e Professores Licenciados (Sepleu), Sindicato Nacional dos Profissionais de Educação (Sinape), Sindicato Nacional e Democrático dos Professores (Sindep), Sindicato Independente dos Professores e Educadores (SIPE) e Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades (Spliu).

FONTE:

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/se-temos-um-presidente-dos-afetos-o-que-pedimos-e-socorro-professores-em-greve-em-viana-do-castelo

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Stop mantém greve nas escolas com proposta da tutela de “migalhas para alguns”

Stop mantém greve nas escolas com proposta da tutela de “migalhas para alguns”

André Pestana considera que a proposta apresentada pela tutela é um “documento insuficiente que não vai às questões essenciais” que têm levado aos protestos e greves.

O coordenador do Sindicato de Todos os Profissionais de Educação (Stop) considera que as propostas apresentadas pelo ministério são “migalhas para alguns” professores, e que deixam de fora as reivindicações que continuam a motivar greves nas escolas.

Em declarações aos jornalistas, antes de entrar para mais uma reunião com responsáveis do Ministério da Educação, André Pestana considerou que a proposta apresentada pela tutela é um “documento insuficiente que não vai às questões essenciais” que têm levado aos protestos e greves de professores e pessoal não docente.

O anteprojeto de decreto-lei do ministério tem como alvo o tempo de serviço congelado apresentando um conjunto de medidas com impacto na progressão na carreira dos professores em funções desde 30 de agosto de 2005, ou seja, para quem atravessou os dois períodos de congelamento durante a última crise económica.

A proposta é que esses docentes recuperem o tempo em que ficaram a aguardar vaga no 4.º e no 6.º escalões a partir do ano de descongelamento (2018), que fiquem isentos de vagas de acesso aos 5.º e 7.º, além da redução de um ano na duração do escalão para aqueles que também ficaram à espera de vaga, mas já estão acima do 6.º.

São apenas migalhas para alguns”, criticou o coordenador nacional do Stop, antes de entrar para a reunião, onde estão também representantes do Sindicato Nacional dos Professores Licenciados (SNPL) e do Sindicato dos Educadores e Professores do Ensino Básico (SIPPEP).

André Pestana voltou a lembrar as três principais reivindicações do Stop: Equidade dos docentes do continente com os das ilhas, a quem já foi garantida a recuperação integral do tempo de serviço; o fim das quotas e vagas de acesso ao 5.º e 7.ºescalões e melhores condições profissionais e salariais para o pessoal não docente.

Sem acolher estas exigências, o STOP duvida que os trabalhadores das escolas – “a quem cabe decidir” – queiram suspender as greves já anunciadas para a próxima semana ou para o arranque das provas de aferição, que começam a 2 de maio. Também a plataforma de nove sindicatos, da qual fazem parte as duas maiores federações de professores (Fenprof e FNE), já fizeram saber que estão contra a proposta apresentada pela tutela para corrigir os efeitos do congelamento da carreira.

Para os professores, as propostas do ministério deixam de fora milhares de docentes e criam desigualdades ao só abrangerem os docentes que, ao longo dos dois períodos de congelamento, tiveram sempre horários anuais completos. Segundo os sindicatos, ficam de fora docentes que tenham estado ausentes mais de 30 dias por motivo de doença, bem como os que estiveram em escolas dos Açores e da Madeira ou a ensinar português no estrangeiro.

A recuperação de todo o tempo de serviço congelado tem sido um dos principais motivos dos protestos e greves de professores. As nove organizações sindicais iniciaram esta segunda-feira uma nova greve por distritos, que começou no Porto e vai terminar a 12 de maio em Lisboa.

FONTE:

https://eco.sapo.pt/2023/04/20/stop-mantem-greve-nas-escolas-com-proposta-da-tutela-de-migalhas-para-alguns/

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RTP Notícias (c/ Vídeo) – Sindicatos ponderam greve aos exames nacionais

VER VÍDEO AQUI:

https://www.rtp.pt/noticias/pais/negociacoes-professores-sindicatos-ponderam-greve-aos-exames-nacionais_v1481008

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CNN – Sindicatos de professores ponderam greve aos exames nacionais

Professores ameaçam prolongar protestos caso Governo se continue a opor à recuperação do tempo de serviço

A plataforma de nove estruturas sindicais de professores admite fazer greve aos exames nacionais caso o Ministério da Educação continue a recusar recuperar o tempo de serviço congelado.

Além das paralisações distritais que começaram esta segunda-feira e das greves às avaliações finais, os sindicatos estão a ponderar fazer greve também aos exames nacionais, disse aos jornalistas o secretário-geral da federação Nacional de Professores (Fenprof), antes de entrar para a reunião com responsáveis do Ministério da Educação.

“O que está em cima da mesa é uma proposta que não tem pés nem cabeça”, criticou Mário Nogueira, defendendo que o ministério “está mais preocupado em encontrar formas de excluir do que incluir” docentes.

As criticas dirigem-se ao anteprojeto de decreto-lei para minimizar os impactos do congelamento da carreira e que se dirigem aos professores em funções desde 30 de agosto de 2005, ou seja, aos que atravessaram os dois períodos de congelamento durante a última crise económica.

A proposta é que esses docentes recuperem o tempo em que ficaram a aguardar vaga no 4.º e no 6.º escalões a partir do ano de descongelamento (2018), que fiquem isentos de vagas de acesso aos 5.º e 7.º, além da redução de um ano na duração do escalão para aqueles que também ficaram à espera de vaga, mas já estão acima do 6.º.

Mário Nogueira recordou que a 13 de março a plataforma entregou ao ministério uma proposta que exigia a recuperação integral do tempo de serviço congelado – cerca de seis anos e seis meses – assim como o fim das quotas e vagas de acesso ao 5.º e 7.º escalões.

Em alternativa, os sindicatos receberam uma proposta da tutela que consideram ser “discriminatória” e “injusta” porque “exclui mais do que inclui” e “cria mais assimetrias” ao abranger apenas os docentes que tiveram sempre horários anuais e completos nos dois períodos de congelamento.

A proposta “não recupera um único dia de tempo congelado, quando os professores não prescindem de um único dia”, acrescentou Mário Nogueira antes de entrar para a reunião negocial.

Entretanto, saíram da reunião com responsáveis do ministério os outros três sindicatos: Sindicato de Todos os Profissionais de Educação (Stop), Sindicato Nacional dos Professores Licenciados (SNPL) e do Sindicato dos Educadores e Professores do Ensino Básico (SIPPEP).

Em declarações aos jornalistas, o coordenador do Stop disse que se mantinham as greves agendadas, tendo em conta a ausência de cedência do ministério, que manteve praticamente inalterada a sua proposta que deixa de fora as reivindicações que continuam a motivar greves nas escolas.

André Pestana lembrou que estão marcadas greves para a próxima semana e outro período de greve que coincide com a época das provas de aferição.

André Pestana voltou a lembrar as três principais reivindicações do Stop: Equidade dos docentes do continente com os das ilhas, a quem já foi garantida a recuperação integral do tempo de serviço; o fim das quotas e vagas de acesso ao 5.º e 7.ºescalões e melhores condições profissionais e salariais para o pessoal não docente.

FONTE:

https://cnnportugal.iol.pt/professores/sindicatos/sindicatos-de-professores-ponderam-greve-aos-exames-nacionais/20230420/644178c90cf2c84d7fd26611

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Professores concentrados em Évora prometem não cruzar os braços e continuar luta (LUSA)

Um grupo de professores concentrou-se hoje em Évora para demonstrar que os docentes recusam “cruzar os braços” e que os protestos vão continuar até o Governo dar resposta às exigências de melhores condições para a classe.

“Não podemos cruzar os braços e pensar que já lutámos tanto e que já chega. Então, aí é que perdemos tudo. É preciso continuar”, afirmou à agência Lusa a presidente do Sindicato Democrático dos Professores do Sul (SDPSul), Josefa Lopes.

Esta dirigente sindical rejeitou um abrandamento dos protestos dos docentes, considerando que o ministro da Educação tem as negociações com os sindicatos “um pouco a cozer em lume brando para ver se os professores se cansam”.

“A luta tem que continuar firme e forte e, agora, ainda mais do que antes”, pois as propostas conhecidas do Governo “são absolutamente injustas, aumentam as assimetrias e geram divisão na classe docente”, argumentou.

Organizada pela Federação Nacional da Educação (FNE), a concentração juntou dezenas de professores, ao final da tarde, na Praça 1.º de Maio, em Évora, com bandeiras de vários sindicatos e cartazes onde se podiam ler algumas das exigências ao Governo.

Durante os discursos num pequeno palco, os docentes em protesto gritaram palavras de ordem como “não paramos”, “respeito”, “Costa escuta os professores estão em luta” ou “querem melhorar a educação? Tratem bem os que cá estão”.

Também em declarações à Lusa, o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva, acusou o Governo de “andar num jogo de sombras, dando com uma mão e tirando com a outra, fazendo de conta que está a negociar” e afiançou que a luta dos professores não vai parar.

“Da nossa parte, não há desistência e estaremos hoje aqui e daqui a um mês, enquanto não houver respostas do Governo” às reivindicações, sublinhou.

No local onde se realizou a concentração, foram estendidas duas bandeiras de grandes dimensões, que foram assinadas por professores e que vai ser entregue, juntamente com um manifesto, na sexta-feira, na residência oficial do primeiro-ministro.

Nas declarações à Lusa, João Dias da Silva defendeu que “é preciso reconhecer aqueles que estão na educação”, alegando que, caso contrário, os mais jovens desistem da carreira docente e, depois, “não vai haver professores para substituir” os atuais.

Já o presidente do Sindicato Democrático dos Professores dos Açores, António Fidalgo, lembrou à Lusa que os docentes que lecionam no arquipélago têm “condições mais favoráveis”, que resultaram “muito da luta e da negociação ao longo dos anos”.

“É exatamente isso que estamos a transmitir aos colegas do continente. Devem continuar o propósito de não desistir e continuar na luta”, referiu.

Atenta às intervenções dos dirigentes sindicais, a professora Rosa Bessa, que leciona numa escola de Vila Nova de Paiva, no distrito de Viseu, contou à Lusa que viajou para Évora depois de dispensada para exercer serviço sindical.

“Se não estivermos todos de mãos dadas, não vamos vencer o Governo, que é maioritário”, vincou.

Entre outras reivindicações, os professores exigem a recuperação de todo o tempo de serviço congelado e o fim das quotas e vagas de acesso ao 5.º e 7.º escalões que dizem bloquear a progressão na carreira.

CONTINUA AQUI:

https://fne.pt/pt/noticias/go/acaosindical-professores-concentrados-em-evora-prometem-nao-cruzar-os-bracos-e-continuar-luta–lusa

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Perto de um milhar de professores cortam a principal avenida de Viana do Castelo

O protesto, convocado pela plataforma de nove sindicatos que inclui a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e a Federação Nacional da Educação (FNE), começou a partir das 15:00 no largo da estação de comboios da capital do Alto Minho.

Às 16:00, os docentes de escolas dos 10 concelhos do distrito de Viana do Castelo iniciaram um desfile pela Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, onde o trânsito parou durante uma hora.

O desfile terminou na Praça da Liberdade onde, às 17:45, os professores decidiram sentar-se no chão para cumprir um momento de silêncio de seis minutos, seis segundos e 23 centésimos, o tempo que, dizem, simboliza os anos de serviço que não foram pagos.

Armanda Santos, prestes a completar 82 anos, voltou hoje a sair à rua para exigir dignidade para os colegas que continuam a exercer a profissão.

“O professor vê a criança evoluir e fica gratificado. Para ser gratificante a carreira do professor tem de ser valorizada. Só com uma classe satisfeita é que as coisas andam para a frente”, disse Armanda Santos, aposentada desde 2003, ladeada por colegas que a acompanharam no percurso entre a estação de caminhos de ferro e a Praça da Liberdade.

Armindo Moura, dirigente sindical, fundador do Sindicato do Professores do Norte (SPN), do Sindicato dos Professores da Zona Norte (SPZN) e da Fenprof encabeçou o protesto “por solidariedade profissional, mas também como cidadão na defesa da escola pública”.

“A luta já não é só dos professores é também de cada um de nós porque se trata da escola pública. São direitos que estão a ser sonegados e de modo cínico e miserável. A escola pública sofre se não for alavancada na qualificação e na estabilidade da profissão docente”, disse o professor aposentado de 73 anos.

Nuno Fadigas, do SPN adiantou que a mobilização hoje registada em Viana do Castelo e em greves anteriores “tem dado frutos”.

“Muitas das reivindicações que fizemos contra o primeiro diploma dos concursos caíram. Esta contestação empurrou também para uma segunda ronda de negociações que não estava prevista pelo Governo. A contestação dos professores está a dar fruto, continua a dar frutos e, apesar de termos uma maioria absoluta, é preciso perceber que não é eterna. É por isso que insistimos e dizemos que não paramos”, afirmou Nuno Fadigas.

A ação na Praça da Liberdade terminou com o hino nacional e aplausos dos docentes.

Em Viana do Castelo, a greve de professores por distrito começou cerca das 12:00, com dezenas de professores a apelarem para que o Governo os escute e a pedirem “socorro” ao Presidente da República.

“O senhor Presidente da República tem, neste momento, a chave para parte dos problemas que estão a assolar a educação. Tem um diploma que, se vetar, pode tirar um pouco do pântano em que estamos mergulhamos. Se o diploma fosse, eventualmente, aprovado teríamos entre 20 e 30 mil professores desterrados”, afirmou Paulo Cunha um dos docentes que se concentraram em protesto junto à escola EB 2,3 Frei Bartolomeu dos Mártires.

FONTE:

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/perto-de-um-milhar-de-professores-cortam-a-principal-avenida-de-viana-do-castelo

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Professores contra a “indiferença pela Escola Pública e pelo Aeroporto de Beja”

O Grupo Missão Escola Pública vai estar, no próximo sábado, em “Assalto aos Aeroportos!”. O aeroporto de Beja não “escapa” e o Movimento Espontâneo de Professores em Luta (MEPEL) de Beja está a organizar o protesto sob o lema “Deixem-nos ensinar! Deixem-nos voar!” O ponto de encontro é às 17.00 horas, do dia22, no estacionamento do Parque de Feiras e Exposições de Beja, depois os participantes vão em marcha lenta até ao aeroporto onde serão deixados vários aviões de papel com frases alusivas à “indiferença pela Escola Pública e pelo Aeroporto de Beja”.

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Balanço da reunião ME/Sindicatos – FNE

 

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Mais um Acórdão de SM e Mais uma Declaração de Voto Contra

E vamos andar sempre nisto enquanto for decretada cada greve do S.TO.P.

 

Acórdão 18/2023/DRCT-ASM para os dias 26, 27 e 28 de abril de 2023.

 

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Manifestação de Professores em Viana terminou com uma “assentada”

 

O desfile terminou na Praça da Liberdade onde, às 17:45, os professores decidiram sentar-se no chão para cumprir um momento de silêncio de seis minutos, seis segundos e 23 centésimos, o tempo que, dizem, simboliza os anos de serviço que não foram pagos.

 

 

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Enquanto decorre a reunião ME/Sindicatos, por Viana…

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“Brincadeira de mau gosto”: PSP identifica suspeito de ameaças a escolas

Policiamento reforçado após ameaças de ataques a escolas na região de Lisboa. Mensagens de áudio e fotografias partilhadas por encarregados de educação em grupos.

Brincadeira de mau gosto”: PSP identifica suspeito de ameaças a escolas

Tudo teve início com fotografias publicadas no Instagram de armas e promessas de ataques terroristas em escolas de Odivelas. Pouco depois, já no WhatsApp, mensagens de voz em grupos de encarregados de educação mencionavam uma suposta “lista” onde estavam agendados ataques. Agora, diz o director nacional da PSP, sabe-se que tudo não passou de uma “brincadeira de mau gosto” sem risco real.

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Concurso Pessoal Docente 2023/2024 – Listas Ordenadas – RA Açores

 

𝗖𝗼𝗻𝗰𝘂𝗿𝘀𝗼 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗿𝗻𝗼 𝗱𝗲 𝗽𝗿𝗼𝘃𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼
Projeto de lista ordenada de graduação, aceda aqui:

https://concursopessoaldocente.azores.gov.pt/listas/20232024/cipl_rosto.asp

Audiência dos interessados/Reclamação/Desistências (𝗮𝘁𝗲́ 𝗮̀𝘀 𝟭𝟴𝗵𝟬𝟬 𝗱𝗼 𝗱𝗶𝗮 𝟮𝟭 𝗱𝗲 𝗮𝗯𝗿𝗶𝗹), unicamente, através do preenchimento dos respetivos formulários eletrónicos – aceda aqui:

https://concursopessoaldocente.azores.gov.pt/2023/CIE/audiencias/default.asp

𝗖𝗼𝗻𝗰𝘂𝗿𝘀𝗼 𝗲𝘅𝘁𝗲𝗿𝗻𝗼 𝗱𝗲 𝗽𝗿𝗼𝘃𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼
Projeto de lista ordenada de graduação, aceda aqui:

https://concursopessoaldocente.azores.gov.pt/listas/20232024/cepl_rosto.asp

Audiência dos interessados/Reclamação/Desistências (𝗮𝘁𝗲́ 𝗮̀𝘀 𝟭𝟴𝗵𝟬𝟬 𝗱𝗼 𝗱𝗶𝗮 𝟮𝟭 𝗱𝗲 𝗮𝗯𝗿𝗶𝗹), unicamente, através do preenchimento dos respetivos formulários eletrónicos – aceda aqui:

https://concursopessoaldocente.azores.gov.pt/2023/CIE/audiencias/default.asp

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O Festival IAVE 2023 Está Para Breve

No dia 2 de maio começam já as primeiras provas (práticas, neste caso) e ainda não existe qualquer orientação para a realização destas provas, a não ser a Norma 1 e o Guia para Aplicação de Adaptações, faltando ainda conhecer-se  o Guia das Provas de Aferição 2023.

 

 

Provas de aferição: diretores, professores e pais contra exame digital de 2.º ano

 

Provas de aferição dos 2.º, 5.º e 8.º anos serão feitas em formato digital, pela primeira vez. Governo espera que em 2025 todas as provas e exames nacionais sejam em suporte eletrónico.

Diretores, pais e professores não concordam com a realização das Provas de Aferição em formato digital para os alunos do 2.º ano, pois “ainda estão a apurar a motricidade fina e em processo de aquisição das competências de leitura e escrita”.

Para Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas (ANDAEP), aplicar as provas em suporte digital “no 2.º ano, parece ser uma idade prematura”. “São muito pequeninos e, nestas idades, a caligrafia é importante. Espero que não se perca o hábito da escrita manuscrita. O computador e as tecnologias são essenciais atualmente, mas as crianças do 2.º ano ainda nem têm telemóvel e estão a apurar a caligrafia”, explica.

Manuel António Pereira, presidente da Associação Nacional de Diretores Escolares (ANDE), partilha a mesma opinião, sustentando tratar-se de crianças para as quais “o importante é escrever e ler com fluidez” Para os alunos do 2.º ano, haveria opções diferentes”, defende.

Sílvia Alves, mãe de uma aluna de 1.º ano manifesta a mesma preocupação e afirma mesmo tratar-se de “um perfeito absurdo”. “Não faz sentido algum e é absurdo fazer provas em formato digital no 2.º ano. Passamos o tempo todo a dizer aos nossos filhos que não podem passar tanto tempo em frente aos ecrãs e depois é a escola a remar em sentido oposto. Sei que já utilizam as tecnologias e não sou contra, desde que o façam com um objetivo pedagógico, e não com esta intensidade. Já no 1.º ano, a minha filha tem um dia por semana em que tem de levar o computador para a escola em detrimento dos livros. Acho um disparate e um perfeito absurdo“, afirma.

Sílvia Alves, que é professora de 2.º ciclo (Português e História), está preocupada com as dificuldades na motricidade fina, que “já se começa a notar nos alunos”. “Em Português, por exemplo, é importante escrever e estou seriamente preocupada com esta questão e com o facto de se estar cada vez mais a substituir o lápis pelo tablet ou pelo computador na sala de aula”, justifica. Para a docente, “até no 5.º ano, a prova em formato digital era dispensável”.

João Sousa, pai de um aluno que frequenta o 2.º ano, partilha a mesma opinião sobre o formato das provas e salienta, ainda, a questão emocional subjacente. “O meu filho está ainda a trabalhar a caligrafia, tal como a maioria das crianças de 8 anos. Fazer as provas em formato digital no 2.º ano é inqualificável, mas devo dizer que não é só o formato que me choca, mas a realização das provas num 2.º ano”. João Sousa considera não haver ainda “estrutura emocional para a realização de um exame que, mesmo não contando para nota, implica pressão por parte das escolas e de alguns professores”. “O meu filho já estava ansioso e com alterações no sono por causa das provas, apesar de, em casa, lhe dizermos que será apenas um teste como outro qualquer e que não conta para nada”, sublinha. Por isso, conta, optou por deixar o filho decidir se vai ou não realizar as provas, de forma a “amenizar o stress que já demonstrava”.

Recorde-se que, no ano letivo passado, o modelo foi testado apenas em escolas piloto, sendo esta a primeira vez que os alunos farão os exames no computador. O Governo espera que, em 2025, todas as provas e exames nacionais sejam em suporte eletrónico.

Antónia Carvalho, professora de 2.º ano na Escola Básica da Corujeira, no Porto, não se posiciona contra as provas em formato digital, mas admite que “é necessário trabalhar previamente com os alunos para que não haja problemas”. “Fiz com a minha turma, em março, uma simulação de prova e correu muito bem, mas os meus alunos já têm uma rotina de literacia digital que implemento nas aulas”, explica. Contudo, para a docente, é a prova em si, não a forma de a aplicar, que “não faz sentido algum”. “Não conta para nota e o que se colhe daí? Nada. É completamente dispensável esta avaliação. Vai aferir o quê?“, questiona. Antónia Carvalho relembra que os alunos de 2.º ano têm 7 ou 8 anos e “a exigência e o stress perturbam o seu desempenho”. “Há crianças de 2.º ano que só agora estão a despertar para a leitura e para a escrita e, na prova, têm de interpretar dois tipos de textos. Também não têm, ainda, competências emocionais e arcabouço para lidar com este tipo de avaliação”, conclui.

“Muitos professores e diretores consideram as provas dispensáveis”

 

Filinto Lima levanta as mesmas questões no que se refere ao resultado prático das Provas de Aferição. “As provas já estão no sistema há algum tempo. Este ano o formato é que é novidade e é um grande desafio para as escolas. Aquilo que sinto, junto dos docentes e diretores, é que estas provas não têm objetivo. Dão muito trabalho administrativo – agora menos em formato digital -, burocrático e de preparação para o resultado que deveriam ter no contexto educativo. Damos valor aos resultados destas provas, mas de facto são provas que muitos dizem ser dispensáveis e que nem contam para nota. Vejamos, qual é a consequência de um aluno não fazer? Não há nenhuma. Até esse facto é desvalorizar a sua realização”, diz.

Filinto Lima pede “aos políticos, quer de esquerda, quer de direita, que cheguem a um consenso sobre a importância das provas, até para “evitar que nas mudanças de Governo se altere tudo de novo”. “Esquerda e direita querem as provas, mas a direita, por exemplo, defende que sejam feitas em anos de final de ciclo. Era obrigação dos nossos políticos chegarem a um consenso e perceber a eficácia das provas para o sistema educativo. Que importância dão aos resultados? Era relevante perceber isto. Não há respostas para estas perguntas. Elas são importantes para as escolas ou para o Ministério da Educação?“, questiona.

Questionado pelo DN sobre as possíveis dificuldades da aplicação do formato digital dos exames, nomeadamente à possível falta de computadores, Filinto Lima diz não acreditar em “grandes problemas”. “Se conseguimos na pandemia também acho que vamos conseguir nesta fase. As escolas com maior ou menor dificuldade estão a tentar tudo para que corra bem”, afirma.

“Faltam técnicos de informática nas escolas”

O presidente da ANDE acredita não ser a possível falta de computadores a dificultar a realização das provas, mas sim “a falta de técnicos informáticos”. “O maior problema será com o uso dos computadores e o facto de não haver quem resolva questões no decorrer das provas porque as escolas não têm técnicos e as de 1.º ciclo também não. Pode haver problemas informáticos e não teremos quem nos ajude“, explica. Manuel António Pereira receia que “se perca demasiado tempo a ajudar os alunos a resolver problemas e que o tempo não chegue para fazer as provas”. Já tenho computadores com problemas e não tenho quem os resolva. São PC”s que já não estão na garantia e estão encostados à espera de ser arranjados. Há escolas que só podem contar com a boa vontade dos professores de informática porque não têm técnicos. Deve-se apostar em mais técnicos nas escolas”, alerta. O responsável recusa ser “um velho do Restelo” e diz não ser contra a realização de provas em formato digital, mas pede mais profissionais da área e deixa para depois das provas “a avaliação do novo desafio”.

Calendário das Provas de Aferição

2.º Ano
Educação Artística – entre 2 e 11 de maio (prática).
Educação Física – entre 2 e 11 de maio (prática).
Português e Estudo do Meio – 15 de junho.
Matemática e Estudo do Meio – 20 de junho.

5.º Ano
Educação Física – entre 16 e 26 de maio (prática).
Português – 2 de junho.
História e Geografia de Portugal – 7 de junho.

8.º Ano
Ciências Naturais e Físico-Químicas – entre 16 e 26 de maio (prática).
Tecnologias da Informação e Comunicação – entre 16 e 26 de maio (prática).
Ciências Naturais e Físico-Químicas – 2 de junho .
Matemática – 7 de junho.

ME enviou lista de soluções para possíveis problemas

O ME enviou para as escolas uma lista de soluções para os casos em que o sistema falhe. As escolas podem optar por aplicar as provas online ou offline e é possível, em caso de necessidade, optar por dois turnos, desde que “os alunos não se cruzem na troca de turnos”. Se o computador avariar durante a realização do exame, refere o documento, “o aluno poderá reiniciar a prova noutro computador e as questões às quais tinha respondido não se perdem”. No caso dos estudantes sem computador, é a escola que o deve disponibilizar.

[email protected]

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Novas tabelas de retenção na fonte

 

Despacho n.º 4732-A/2023, de 19 de abril

Aprova as alterações às tabelas de retenção na fonte, que se encontram em vigor, sobre rendimentos do trabalho dependente e pensões auferidas por titulares residentes no continente para vigorarem a partir de 1 de maio de 2023

 

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PSP em alerta para ataques em escolas após promessas de “massacres” nas redes sociais

 

Agentes estarão esta quinta-feira no terreno, prontos para intervir em caso de “atacante ativo”.

PSP em alerta para ataques em escolas após promessas de “massacres” nas redes sociais

A PSP está “muito atenta” a esta quinta-feira e polícias estiveram, nos últimos dias, em escolas da Grande Lisboa a pedir a atenção, de professores e pais, para que reportem comportamentos suspeitos, apurou o CM junto de fonte oficial da PSP.

Em causa um alerta após promessas de “massacres” – em perfis não identificados de redes sociais, nas últimas semanas – marcados para esta quinta-feira, 24.º aniversário do ataque na escola de Columbine, nos EUA, em que dois atiradores mataram 13 alunos e professores.

CM sabe ainda que a PSP terá esta quinta-feira várias equipas no terreno, prontas para intervir em caso de “atacante ativo” – como ocorreu pela primeira vez em Portugal há três semanas, no duplo homicídio no Centro Ismaili de Lisboa, em que dois agentes travaram o homicida um minuto após o alerta.

As autoridades não querem valorizar “tremendamente” o que surgiu – “até porque poderá ser uma atitude disparatada de um adolescente”, disse uma fonte -, mas consideraram que o mais correto é não passar ao lado e “atuar preventivamente e sem alarmismos”.

CONTIUA AQUI 

 

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Greves do S.TO.P. Apenas nos Dias 26, 27 e 28 de Abril

… porque não entrou atempadamente o Pré-Aviso para o dia 24 de abril.

 

Pré-avisos de greves DOCENTES e NÃO DOCENTES: 26 a 28 de Abril 2023 e 19 de abril (Odivelas)

Pré-avisos de greve de âmbito nacional para os dias 26, 27 e 28 de abril de 2023:

Docentes: https://drive.google.com/drive/folders/1NnMCM4Og_U-8DlpITpxn4o2SnSJytNgJ?usp=share_link

Não Docentes: https://drive.google.com/drive/folders/1KBD1gc5GjlT2aI1nujcNF4u6q9uW61pQ?usp=share_link

Nota: dia 24 de abril de 2023 não há greve do S.TO.P. por não ter sido aceite pelo Ministério da Educação, invocando que a greve incide sobre um sector com necessidades sociais impreteríveis e necessitava de maior antecipação de aviso.

Dia 19 de abril de 2023 está convocada uma greve local para o concelho de Odivelas, para colegas Docentes e Não Docentes, aqui estão os pré-avisos de greve:

Não Docentes: https://drive.google.com/file/d/153lTVeZYbn0AQ54cyb9QI4m0IuCPXECe/view?usp=share_link

Docentes: https://drive.google.com/file/d/1S3Znf_m2usvP5Iv59TfFaENu2YFRtu-C/view?usp=share_link

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Afinal, o que se trata é da aceleração das desigualdades! – ANVPC

A manter-se a proposta do ME de imposição dos professores terem exercido
funções na totalidade do período em que a carreira esteve congelada,
origina que as medidas destinadas a corrigir as assimetrias tenham o
efeito perverso e redundem na aceleração das desigualdades e injustiças
para com professores que já foram amplamente prejudicados na carreira.

Bastará um dia de interrupção no exercício de funções durante os 2
períodos de congelamento, para não recuperarem sequer um dia de tempo de
serviço em que a carreira docente esteve congelada.
São professores que têm atualmente entre 20 a 30 anos de tempo de
serviço, que são sistematicamente prejudicados e objeto das mais
variadas injustiças, no passado, no presente e no futuro!

Desde a precariedade resultante de 15, 20 e mais anos a contrato, às
distâncias percorridas para trabalhar, o tempo de serviço congelado, os
salários congelados, o afastamento das famílias, a separação do núcleo
familiar, dos filhos, dos pais, o adiamento de projetos de vida.
Olhando para trás, verão o reflexo de uma carreira pejada de injustiças,
de discriminação laboral resultantes dos efeitos da troika, das
consequências de uma pandemia mundial e de (des) governos, que ao invés
de reconhecerem e valorizarem o trabalho meritório de enorme dedicação e
empenho desenvolvido com os alunos, nacional e internacionalmente
reconhecido pelas mais variadas instituições, insistem e persistem na
negação da justeza das reivindicações dos professores!

As escolas, os professores e os alunos precisam de tranquilidade para
poderem desenvolver com excelência as funções que lhes estão acometidas.
Os professores estão a demonstrar a sua determinação nesta luta,
tendo-se criado uma “onda” de indignação, por anos a fio não verem
reconhecidos os sacrifícios pessoais e profissionais em prol dos seus
alunos, de não verem as suas reivindicações atendidas. Não há história
de um ano letivo tão conturbado, manifestações nacionais, formas de
greve inovadoras, de âmbito nacional, distrital e local, nunca se tinha
assistido a tantos dias de greve, vigílias e até greves de fome!

Quando vai o governo entender que terá de flexibilizar as suas (im)
posições?
Qual o custo para a Educação dos nossos jovens e para o futuro do país,
inerente à falta de paz, de estabilidade, de tranquilidade, de um ano
letivo turbulento e que se advinha permanecer assim até ao final do ano?

É urgente e inadiável haver um esforço conjunto, sério para a resolução
deste impasse, em prol do futuro e da excelência da Educação.

Que a reunião negocial de amanhã não seja mais uma perda de tempo!
Porque se assim não for, será o mesmo segmento dos professores que viram
as suas carreiras mais prejudicadas nas últimas duas décadas, a
voltarem, mais uma vez, a ser lesados e penalizados.
Ou, afinal do que se trata é da aceleração das desigualdades!

ANVPC, 19 de abril de 2023

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Porque Quem Paga é o POCH

Arranjem também um POCH para a recuperação dos 6A6M23D, simples.

 

Plano de recuperação de aprendizagens será “prolongado para o próximo ano”

 

O ministro da Educação revelou também no Fórum TSF que, no caso da recuperação do tempo de serviço, o Governo melhorou a proposta e vai apresentá-la, na quinta-feira, aos sindicatos.

 

O ministro da Educação, João Costa, garantiu esta quarta-feira de manhã no Fórum TSF que o plano de recuperação de aprendizagens, que terminava este ano letivo, será “prolongado para o próximo ano”. Era uma das preocupações dos diretores das escolas.

“Temos um conjunto já vasto de estudos de monitorização e avaliação de impacto. Vamos agora ter os resultados do estudo de diagnóstico de aprendizagens que fizemos durante a pandemia e que se repete agora. É em função destes dados que vamos tomar as decisões para o próximo ano letivo, mas posso já antecipar que vamos dar continuidade a algumas das medidas do plano de recuperação das aprendizagens, em particular aquelas que revelaram maior eficácia”, revelou à TSF João Costa.

Quanto à falta de professores, que atualmente ainda afeta 20 mil alunos, o ministro da Educação não esconde que o assunto é preocupante, mas assume que, tendo em conta as baixas, vão haver sempre alunos nesta situação.

“Se tivermos, um dia, um professor a faltar em cada agrupamento do país, isto gera de imediato 60 mil alunos sem aulas. É um problema que nos preocupa para o futuro. Estamos também a tomar medidas para o futuro, para rever a formação inicial de professores e voltarmos a ter estágios remunerados, mas é, de facto, um problema que nos preocupa”, reconhece o ministro da Educação.

Sobre a recuperação do tempo de serviço para os professores que tiveram esse tempo congelado, o ministro da Educação afasta praticamente essa exigência tendo em conta os custos financeiros, mas adianta que a proposta do ministério foi melhorada e vai ser apresentada na quinta-feira aos sindicatos.

“A reunião técnica que houve na semana passada foi importante. Amanhã já levaremos uma alteração face à decisão que estava tomada. Todos os professores que estiveram de baixa nestes períodos serão contemplados. São passos importantes e que decorrer também desta nossa capacidade de estudo dos problemas que têm sido apresentados. Estamos a ir ao cerne de uma questão concreta que tem sido colocada, não fazendo uma alteração estrutural na carreira. Temos estado neste espírito construtivo, sabendo que não conseguimos chegar a tudo. Cada uma destas medidas constituiu um passo importante na valorização das carreiras e destes profissionais”, garantiu.

Ainda no Fórum TSF, o ministro da Educação esclareceu que nesta altura o ministério ainda não enviou para o Presidente da República as respostas que Marcelo Rebelo de Sousa deu sobre o diploma dos concursos. Os professores têm pedido, com insistência, ao Presidente que não promulgue este diploma que os obriga a entrarem este ano nos quadros por terem cumprido três anos de serviço a contrato e a serem obrigados, no próximo ano, a concorrer a escolas de todo o país para poderem ficar efetivos.

“Estamos em articulação com a Presidência para articulação das questões que são levantadas. Uma das questões que este diploma resolve é um problema antigo”, rematou João Costa.

 

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(Re)Pensar a Escola Pública

… a começar daqui a pouco.

 

Informamos que a primeira parte, e apenas esta, do Encontro (RE)PENSAR a Escola Pública terá transmissão online através da plataforma YouTube.

Estimamos que a transmissão se inicie às 19h15, com duração de 1h, na qual os oradores apresentarão e discutirão o estado atual da escola pública.

Para aceder à transmissão não será necessária uma inscrição prévia, sendo este o link de acesso (disponível também pela leitura do QR code que acompanha o cartaz): https://youtube.com/live/HnYh_W4RVOI?feature=share

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Hipoteticamente…

Carlo Cipolla publicou, em 1988, uma obra notável e desconcertante: “Allegro ma non troppo”, na qual incluiu um Capítulo dedicado à análise e à explicação da estupidez humana: “As Leis Fundamentais da Estupidez Humana”…

Carlo Cipolla enumerou, assim, cinco Leis Fundamentais:

1ª Lei: O número de indivíduos estúpidos que existe no mundo é sempre e, inevitavelmente, subestimado;

2ª Lei: A probabilidade de um indivíduo ser estúpido é independente de todas as outras suas características, pelo que os estúpidos estão em todos os grupos e por todo o lado;

3ª Lei: É estúpido aquele que provoca uma perda ou dano noutro indivíduo, embora ele próprio não retire daí nenhum benefício e eventualmente até cause a si mesmo alguns prejuízos. A vontade de causar males e perdas a terceiros, sem retirar qualquer proveito próprio, prevalece na maioria dos estúpidos;

4ª Lei: O poder destruidor dos estúpidos torna perigosa a associação aos mesmos e não deve ser subestimado. O ser humano racional e razoável tem dificuldade em imaginar e compreender comportamentos irracionais como os do estúpido;

5ª Lei: O indivíduo estúpido é o tipo de indivíduo mais perigoso que existe, mais pernicioso do que um bandido. A capacidade destruidora do estúpido correlaciona-se com a posição de poder que o mesmo ocupe, ou seja, a sua capacidade de prejudicar terceiros torna-se mais devastadora consoante o grau de poder do cargo que exerça.

Por alusão à 3ª, 4ª e 5ª Leis de Carlo Cipolla, imaginemos um 1º Ministro e um Ministro da Educação, de um qualquer país, que:

– Hipoteticamente, manifestem uma indisfarçável vontade de causar males e perdas a um determinado grupo de concidadãos, por exemplo à Classe Docente, prejudicando-os intencionalmente, sem retirar daí qualquer proveito em benefício próprio;

– Hipoteticamente, manifestem uma indisfarçável vontade de causar males e perdas a um determinado grupo de concidadãos, por exemplo à Classe Docente, causando a si próprios algumas perdas e danos, por exemplo, decorrentes de várias formas de contestação e de considerações nada amistosas de que sejam alvo;

– Hipoteticamente, usem o Poder conferido pelos cargos que ocupam para pôr em acção a sua capacidade destruidora face a um grupo de concidadãos, por exemplo a Classe Docente, capacidade essa, perversamente, posta ao serviço do desrespeito, da humilhação e da discriminação negativa desses profissionais;

– Hipoteticamente, usem o Poder conferido pelos cargos que ocupam para pôr em acção a sua capacidade destruidora, relativamente a um grupo de concidadãos, por exemplo a Classe Docente, acabando por causar danos irreparáveis ao próprio país, que, obviamente, se verá confrontado com a escassez de candidatos a Professores e com a deterioração da sua Escola Pública;

– Hipoteticamente, estejam rodeados por criaturas semelhantes a si, evidenciando, também elas, comportamentos irracionais, muito difíceis de alcançar pela inteligência humana;

Em resumo, talvez se possa afirmar que, hipoteticamente, se afigura como muito provável que Carlo Cipolla considerasse as acções governativas dos anteriores 1º Ministro e Ministro da Educação como exemplos paradigmáticos, e muito ilustrativos, da estupidez humana…

Se, hipoteticamente, existir um país onde coexistam um 1º Ministro e um Ministro da Educação parecidos com os atrás descritos, fará, talvez, sentido afirmar o seguinte, relativamente ao Governo em que ambos militem:

– “Este governo não há-de cair – porque não é um edifício. Tem de sair com benzina – porque é uma nódoa” (Eça de Queiroz)…

Hipoteticamente, qualquer semelhança entre o aqui relatado e a realidade portuguesa, será mera coincidência…

(Paula Dias)

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O desalento educativo

Esse crescimento de oferta de títulos universitários deve-se, não a uma melhor preparação dos alunos nem a um aumento das suas capacidades, mas a uma corrente de facilitismo que trava as reprovações.

O desalento educativo

 

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Datas de Abertura de Concursos Desde 2015

Com o atraso na promulgação/publicação do diploma de concursos ainda não existem datas previstas para o concurso externo 2023/2024 que aguarda promulgação e publicação em Diário da República.

Desde 2015 houve apenas um ano em que o concurso começou mais tarde do que o dia de hoje. Em 2018 teve início em 23 de abril. E apenas noutro ano (2017) o concurso abriu durante o mês de abril, em todos os restantes anos foi durante o mês de março que o concurso abriu.

Começa a ser preocupante que se aguarde por um diploma que pode atrasar o arranque do próximo ano letivo, pois atrasando uma fase do concurso todas as restantes terão de atrasar também. Foi em 2018 que as listas de colocações foram publicadas em 30 de agosto, sendo que a partir daí passaram sempre a ser publicadas em meados de agosto. Prevejo que este ano as listas de colocações da Contratação Inicial e da Mobilidade Interna só sejam conhecidas também no final de agosto.

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Atualização salarial intercalar do valor das remunerações

Decreto-Lei n.º 26-B/2023
Promove a atualização salarial intercalar do valor das remunerações da Administração Pública


Artigo 2.º

Atualização dos montantes pecuniários dos níveis remuneratórios

O valor dos montantes pecuniários dos níveis remuneratórios da tabela remuneratória única (TRU), publicada em anexo ao Decreto-Lei n.º 84-F/2022, de 16 de dezembro, é atualizado em 1 %.

Artigo 3.º

Atualização das remunerações base na Administração Pública

As remunerações base mensais existentes na Administração Pública, em caso de falta de identidade da respetiva remuneração com um nível remuneratório da TRU, são atualizadas em 1 %, percentagem que acresce às atualizações resultantes da aplicação do artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 84-F/2022, de 16 de dezembro.

Artigo 4.º

Remuneração dos trabalhadores da Administração Pública

1 – Para efeitos do presente decreto-lei, a referência a «remuneração base» corresponde ao período normal de trabalho e em regime de tempo integral.

2 – O disposto no presente decreto-lei é aplicável aos trabalhadores da Administração Pública com contrato de trabalho celebrado ao abrigo do Código do Trabalho que exercem funções nas entidades a que se referem as alíneas a) e c) do n.º 1 do artigo 2.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada em anexo à Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, na sua redação atual.

3 – O disposto no presente decreto-lei é ainda aplicável, com as necessárias adaptações, aos trabalhadores que exercem funções nas empresas públicas do setor público empresarial, na aceção do artigo 5.º do regime jurídico do setor público empresarial, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 133/2013, de 3 de outubro, na sua redação atual, que não sejam abrangidos por instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho em vigor.

Artigo 5.º

Suplementos

Os suplementos remuneratórios que, nos termos da lei, tenham por referência a atualização salarial anual da função pública ou dos níveis da TRU são atualizados em 1 %, percentagem que acresce à atualização resultante da aplicação do artigo 5.º e do artigo 22.º do Decreto-Lei n.º 84-F/2022, de 16 de dezembro.

Artigo 6.º

Dispensa de retenção na fonte

Para efeitos de imposto sobre o rendimento das pessoas singulares, são dispensados de retenção na fonte os montantes da atualização intercalar das remunerações da Administração Pública referentes aos meses de janeiro a abril de 2023.

Artigo 7.º

Produção de efeitos

O presente decreto-lei produz efeitos a partir de 1 de janeiro de 2023.

 
 

Portaria n.º 107-A/2023
Fixa a atualização do subsídio de refeição, a 1 de janeiro de 2023, aos trabalhadores da Administração Pública

1 – O montante do subsídio de refeição é atualizado para 6 (euro) (seis euros).
2 – A presente atualização do subsídio de refeição produz efeitos a 1 de janeiro de 2023.

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Quando a coisa corre mal largam-se os cães…

 

Os comentários nos posts do Blog sempre se pautaram pela liberdade de expressão. Não podemos confundir liberdade de expressão com má educação, libertinagem e ofensas.

É claro que todos sabemos que em determinadas alturas, surgem certos comentadores com objetivos obscuros, mas, e já aconteceu, os comentários podem ser encerrados temporariamente.

A Liberdade de Expressão tem que ser vivida com os limites da educação e confronto civilizado de ideias. De outra forma não é possível.

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A teoria do balde cheio

A ideia de que só se deve aprender o que é útil é uma ideia útil mas absolutamente parva

Sobre a educação — a matança dos tenrinhos

Sim, voltemos à síntese sobre a educação:
“Não se trata de encher um balde, trata-se de acender um fogo.”

E sejamos, pois, directos e pragmáticos: não é possível acender um fogo em vez de encher um balde se o que se pede no final, nos exames, é que o balde cheio — o aluno que sabe a matéria — descarregue a água pedida na medida certa. Uma avaliação fechadíssima, de qualquer disciplina — que em vez de pensamento pede fechamento —, o que exige é o balde cheio de uma água concreta e bem definida e o que impede, violentamente, é o espantoso exercício da curiosidade. Mesmo que tal seja involuntário ou mesmo inconsciente, é isto que acontece. Toda a curiosidade será proibida, diz o exame fechado, logo no início do ano, aos alunos, em modo altifalante, para que nenhum ouvido escape; toda a curiosidade sobre assuntos laterais ao programa, mesmo que assuntos fascinantes, é curiosidade inútil, pois não enche o balde com a água fechadíssima que vem para a avaliação — esse autor e essa ideias são incríveis, sim, mas não vêm para o exame; peço desculpa, passemos à frente

 

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Leitura, escrita e a formação inicial de professores

Nas próximas candidaturas ao Ensino Superior, para o ano académico de 2023/2024, existirão 100 novas vagas nos cursos de licenciatura em Educação Básica. São estes cursos que permitem o acesso posterior aos mestrados, que habilitam para a docência naEducação Pré-escolar e no 1.º e 2.º Ciclos do Ensino Básico. É um aumento de 12% face às vagas do último ano. Porém, claramente insuficiente, quando se prevê uma acelerada saída de docentes do sistema até 2030: 61% no caso da Educação Pré-escolar, 39% no caso do 1.º e 2.º Ciclos do Ensino Básico. Mas o tema da formação de professores não é simplesmente quantitativo. Temos problemas na formação inicial, sobre os quais é necessário pensar e agir rapidamente.

Leitura, escrita e a formação inicial de professores

Tomemos como exemplo o ensino e a aprendizagem da leitura e da escrita. Um estudo recente da EDULOG dedicou-se a analisar o modo como estão a ser preparados os futuros professores nesta área. As conclusões são preocupantes. Há cursos durante os quais não é abordada a totalidade dos domínios do estudo da língua portuguesa. Por um lado, algumas componentes que a literatura científica especializada identifica como essenciais para um ensino eficaz da leitura e da escrita estão omissos na maioria dos planos de estudos. Por outro, dentro das mesmas Instituições de Ensino Superior, as omissões que se verificam nos cursos de licenciatura mantêm-se nos cursos de mestrado. São reduzidas, nas unidades curriculares das licenciaturas, as referências à prática pedagógica específica da leitura e da escrita, no que diz respeito à sua planificação, ensino e avaliação. Ao nível dos mestrados, que habilitam para a docência, os candidatos a professor podem terminar a sua formação sem nunca terem tido uma experiência concreta de ensino e avaliação da leitura e da escrita nas suas diferentes etapas de aprendizagem. Ao mesmo tempo, a maior parte dos cursos não incluem o estudo de dificuldades específicas de aprendizagem da leitura e da escrita, dá-se pouca ou nenhuma atenção à psicolinguística e trabalha-se pouco a investigação científica na área. Por fim, não obstante a maior parte dos professores que lecionam nestes cursos ter doutoramento na área do Português, apenas metade tem formação no ramo educacional e apenas um terço tem experiência anterior no ensino básico.

Este cenário tem consequências na qualidade dos profissionais que são formados. E não é exclusivo do ensino e aprendizagem da leitura e da escrita. Estudos semelhantes encontrariam problemas noutras áreas, como a Matemática e as Ciências. Trata-se de docentes que vão trabalhar no início da escolaridade obrigatória dos anos mais decisivos para o futuro académico dos alunos. É razão para ficarmos preocupados, porque a qualidade da formação inicial dos professores é determinante para que a escola cumpra o seu papel e seja, em particular, um elevador social para os que mais precisam. Uma escola de qualidade requer professores cientificamente bem preparados nas suas áreas de especialidade e pedagogicamente bem treinados.

A valorização da carreira docente também passa pelo modo como é organizada a formação inicial. O acesso deve ser exigente, admitindo-se apenas os candidatos melhor preparados. Mas é também necessário garantir que a formação inicial entrega profissionais bem preparados, que conhecem a mais avançada investigação científica no campo, que investigam a sua própria prática pedagógica e a melhoram, quer autónoma quer colaborativamente, num ciclo permanente de desenvolvimento profissional quotidiano, assente na reflexão e investigação sobre a própria prática.

 

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