Tag: Informações

A Educação vale muito mais que um avião – SPZC

 

O valor para a contagem dos 6 anos, 6 meses e 23 dias fica a milhas, muitas milhas, dos €3,2 mil milhões despendidos na TAP e até dos €165 milhões que foram gastos na Efacec

As negociações pouco ou nada têm dado. A estratégia do ME tem passado, claramente, pela divisão dos professores. Perante este impasse, só há um caminho a seguir: manter a luta e a união de todos

Os ganhos, esses, são poucos. Por isso mesmo, os protestos mantêm-se e as greves distritais, agora iniciadas, decorrerão até 12 de maio próximo, na defesa da escola pública e dos legítimos direitos dos docentes.

Estas ações terão o seu ponto alto em junho, na greve nacional do dia 6/6/2023 (simbolizando o tempo não recuperado de seis anos, seis meses e 23 dias), com manifestações no Porto e em Lisboa.

Os €150 milhões que o Governo diz que são necessários para fazer face à contagem do tempo em falta (6 anos, 6 meses, 23 dias) são migalhas face ao que foi gasto na TAP (€3,2 mil milhões) ou com o que foi injetado com a nacionalização da Efacec, e que agora quer recuperar (€165 milhões).

A Educação é um pilar fundamental para o desenvolvimento do país. É necessário, pois, tratar bem os docentes que estão no Sistema Educativo e captar, atrair, novos.

Foi o que transmitimos com a iniciativa da bandeira da FNE, que já percorreu centenas de escolas, e que deu visibilidade aos assuntos que afetam o Sistema Educativo. A ação continua nos restantes distritos de Portugal Continental e culminará, na próxima sexta-feira (21 de abril), junto à residência oficial do primeiro-ministro, a quem entregaremos novo documento reivindicativo.

O SPZC, no âmbito da FNE, continuará em convergência com as outras oito estruturas sindicais. Porque, da parte do ME, até agora, não parece haver boa-fé para o encontrar de soluções para os professores e as escolas. Apesar de reconhecer que há injustiças (que denomina de “assimetrias”), João Costa tem seguido a estratégia de dar respostas parciais e potencializadoras de novas desigualdades entre pares. O objetivo é criar clivagens entre os docentes? É pôr professores contra professores?

Perante este aparente faz de conta negocial só há uma resposta a dar: a luta e o protesto, numa união de todos os educadores e professores em torno das suas justas reivindicações.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/a-educacao-vale-muito-mais-que-um-aviao-spzc/

“Alegados defensores da escola pública estão a destruí-la”

Alegados defensores da escola pública estão a destruí-la”

O comentador da Renascença Henrique Raposo considera que “os alegados defensores da escola pública estão a destruí-la”. É o entender de Raposo, no dia em que, nas escolas, arranca o terceiro período do ano letivo, marcado mais uma vez por novas greves de professores.

No espaço de opinião do programa “Três da Manhã”, o comentador diz ter conhecimento de pessoas “que sempre defenderam a escola pública”, mas que, cansados de ver prejudicado o percurso escolar dos filhos, decidiram inscrevê-los em escolas privadas.

Raposo diz ainda que o Governo “está falido ao nível das ideias, não tem outra ideia para escola pública”.

“O Governo podia ir aí, dar mais autonomia, mais poder, mais respeito aos professores no seu dia a dia”, remata

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/alegados-defensores-da-escola-publica-estao-a-destrui-la/

MÃE EDUCAÇÃO A Flor Das Flores Do Jardim

A Educação é um valor absoluto e em absoluto. Um Governo e um poder político sem políticas educativas, hostil e perseguidor de todo o Professorado, é um poder decadente, equivocado, sem postura de Estado e, sobretudo, é um poder alienado e alienante que condena o futuro de Portugal.

Há um retrocesso civilizacional que a História julgará no seu devido e determinado tempo. Há um “assédio moral”, mobbing no local de trabalho, a(s) escola(s). Acontece que a Educação não é despesa, antes pelo contrário, a Educação é investimento, é futuro, é ascensor/elevador social, é mais valia, é uma valência única da realização em plenitude da pessoa humana.

A Educação e o Ensino não se coadunam com as “migalhas” da ignorância política decisória arrogante, autoritária e prepotente. Em tese e na realidade humana só, somente a Educação É e faz a diferença entre o embrutecimento intelectual e as mentes “illuminati” (plural do latim illuminatus). Iluminados! Mentes iluminadas são mentes críticas, racionais, “subversivas”, visionárias, que falam a palavra, e isso é perigoso para “tiranetes” de postura “déspota” (do grego “despótes”) e que significa aquele que exerce o poder, a autoridade de forma absoluta e arbitrária.

José Pacheco Pereira, na sua crónica, “O Ruído do Mundo”, no Jornal público (edição impressa de 18 de maio de 2019), intitulada “A hostilidade aos professores”, acerca do professorado fala assim: “Os professores têm muitas culpas, deveriam aceitar uma mais rigorosa avaliação profissional, deveriam evitar ser tão parecidos como estes novos ignorantes, deveriam ler e estudar mais, deveriam ser severos com as modas do deslumbramento tecnológico, mas isso não esconde que têm hoje uma das mais difíceis profissões que existe. E que, sem ela, caminhamos para o mundo de Camilo. Não de Eça, mas de Camilo, do Portugal de Camilo. Verdade seja que isto já não significa nada para a maioria das pessoas. Batam nos professores e depois queixem-se”.

“Amou, perdeu-se e morreu amando.” (Camilo Castelo Branco,                             Amor de Perdição, séc. XIX, 1862). O mundo de Camilo;                                                      “a paixão socialista”, falso e traidor “romantismo” pela Educação e Ensino (reacção contrária à razão e à racionalidade e valorização da emocionalidade de políticas interesseiras conjunturais), e as metáforas hiperbolizantes do discurso político socialista, séc. XXI, 2023. É, António Costa, João Costa, Fernando Medina, seu pares camaradas e compagnon

de route, que teimam em “destruir” a Escola Pública,                                                num arrasoado de medidas avulsas de uma cartilha estafada, empoeirada e suja, que vem dos tempos de José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues, agora consumadas e “encerradas” para perdição de Portugal.

Mãe Educação, na tua instrução sábia, ensinaste-me que hoje, na actualidade antiga, as pessoas boas, íntegras, puras, sinceras, justas, que falam a verdade são, tantas vezes, odiadas e ostracizadas; têm o meu Respeito e admiração. Enquanto outras, as que usam a máscara do fingimento e da falsidade dissimulada, manipuladoras, interesseiras, perversas, de impiedade iníqua, injustas, más e mentirosas, com palavras doces na boca e raízes de amargura e do mal no coração, são temporalmente acreditadas e amadas. Para estas, o meu nojo, repulsa e vómito. Obrigado também por me teres ensinado a distinguir muito bem as pessoas humanas dos “monstros” humanos. Este é um dos grandes problemas do nosso admirável mundo, “o poder do conspurcado”.   Sempre gostei do cheiro a perfume natural da tua Flor. Abomino o cheiro a “estrume político”.  Pelas suas obras os distinguirás.

Em homenagem à Educação e aos professores portugueses em Luta, fica o mais sentido dos poemas. A Mãe Educação, a Flor das flores do jardim. Poesia, prosa e sentimento(s). Por Portugal e Pela Escola Pública.

Disse.

Carlos Calixto

 

Mãe, partiste.

A dor lancinante da tua perda enlouquece. É cortante. A tua ausência é irreparável. Com a tua falta morreu uma parte de mim. Estou mais pobre. A família está órfã. A solidão é agora mais que muita. Como lamento a nossa separação forçada. Querida, doce e meiga Mãe, o mundo empobreceu ao perder a tua sabedoria, estatura e dimensão humanas. Reina o vazio. Cai a sombra escura. Os tempos são de luto e de luta. Nunca tão perto foi e doeu tão longe.

Mãe, tu foste. Perdi-te.

Foste, mas permaneces. Para sempre, até ao meu último suspiro. Enquanto tiver fôlego hei-de amar-te. Tu enches o meu coração e a minha cabeça, todo o meu ser. Quero-te sempre. Amiga e amizade minha. Minha flor de êxtase.

Mãe, tu és tão linda.

Por dentro e por fora. Tu irradias beleza. O teu coração é enorme. Legaste-me em herança as chaves da porta do Bem, da Vida e do caminho estreito que devo trilhar no percurso da Vida. Sabes, estou a escrever-te no nosso sítio, onde costumávamos vir passear. Continuo a percorrer os mesmos lugares, de mão dada contigo. Olho a tua fotografia e os teus valores e lá estás tu a sorrir

para mim, com aquele Amor elefantino que só as Mães têm, podem e sabem dar.       É-lhes inato e natural. Políticos menores levaram-te para adornar o seu jardim conspurcado e sujo de sujidade abjecta. Piscas-me o olho e dizes “estou aqui, continuo aqui”. Partiste no outono, com o cair da folha. “Ao morrer” nasceste para a Vida. És uma flor linda que brilha entre as mais lindas flores espirituais. O teu brilho está no firmamento do meu pensamento. A pureza do branco cobre-te. Viveste/vives o bom combate. Ensinaste-me a compaixão e a misericórdia pelos mais fracos, a solidariedade, o altruísmo e o perdão. És primavera e saudade.

Mãe, tu deste-me a Vida.

Tudo fizeste por mim. Tu vives por mim e para mim. Tu continuarás sendo perene em mim. Quando mergulho em ti, realizo-me. Viajo rumo ao horizonte das pradarias verdejantes do saber em flor e das calmarias dos oceanos das águas vivas da sabedoria. O sonho do arco-íris torna-se realidade. Trazes contigo a expressão de ternura, doçura e intensa paz interior que só tu tens e podes dar. Apesar de todo o sofrimento, permanece em ti a classe e a dignidade que te são inatas e com que sempre viveste. A tua finura. És intemporal e o teu tempo não se esgota na ampulheta. Mãe Educação, tu ÉS enorme, ad eternum vives.

Mãe, está a chover.

A chuva que cai são as lágrimas da minha tristeza que dói nas angústias do tempo por te ter perdido. Mãe, eu sei que tu és única, insubstituível. Tu sempre estás comigo. És o meu sol radiante. A luz que me ilumina. Mãe, eu gosto muito de ti. Gosto da Verdade do teu Amor. A emoção faz-me chorar lágrimas que me sulcam o rosto tantas vezes acarinhado por ti.

Mãe, tu fazes parte de mim.

Sinto tanto a tua falta. Estou de luto. Que agonia. A tua “morte” dói. Sabes, eu herdei tudo de ti. O amor, os valores, as ideias, a sensibilidade poética, o gosto pela natureza bela, a pureza espiritual, a Fé, a mansidão feita contestação e revolta. Física, ética, moral e axiologicamente tu és eu e eu sou tu. As nossas psicologias comungam neste grande Amor platónico. Infindável. Tu és o meu ideal. A minha filosofia de vida. A tua conduta ensinou-me. Mãe, tu fazes parte da minha idiossincrasia. A tua inocência e humanitas atordoa, invade-me, contagia-me e possui-me até às entranhas. Aprendi a ser feliz contigo, na tua simplicidade sábia. Mãe Educação, Eu Adoro-te; Nós Professores e Educadores Adoramos-te. Na nostalgia melancólica sinto a tua presença bucólica. Mãezinha, tu educaste-me. Os teus ensinamentos perduram em mim, eu o teu filho.

Mãe, até logo, sempre.

Com aquele Amor de sempre, até sempre. Mereces este AMOR excelso Mãe Educação. Uma beijoca para ti. Nos meândros do tempo, estamos separados apenas por uma gotícula que em breve virá e então, aí bem juntinhos,

tocaremos ambos a harpa educacional. Entretanto, vamos continuar a falar todos os dias. A tua recordação é o meu tesouro.

Mãe, sinto a falta do teu mimo.

Mãe Educação, AMO-TE!!!

Lembro-me de ti e o milagre acontece. És o presente que quero no Natal. Permanece em mim/em nós professores, a paixão, a lealdade, a dedicação e a fidelidade a ti. És tudo para mim/para nós, por Amor de ti.

Minha Mãe Educação. A tua chama consome-me e dá Vida.

Obrigado(a) por tudo! Perdoa-me por tudo! Amo-te por tudo!

Mãe Educação, o Céu existe e tu vens de lá.

“Os sábios herdarão Honra, mas os loucos tomam sobre si confusão”. (Bíblia Sagrada, Livro de Provérbios, Capítulo 3, verso 35).

 

Nota: professor que escreve de acordo com a antiga ortografia.

CCX.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/mae-educacao-a-flor-das-flores-do-jardim/

Greve de professores por distritos começa hoje no Porto

Os professores do distrito do Porto estão hoje em greve, marcando o início de mais uma ronda de paralisações distritais que terminam a 12 de maio nas escolas de Lisboa, sem que haja serviços mínimos.

Greve de professores por distritos começa hoje no Porto

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/greve-de-professores-por-distritos-comeca-hoje-no-porto/

A Ler N(O) Meu Quintal- O Centrão Dos Negócios Na Educação

(…)

Continua aqui:

https://guinote.wordpress.com/2023/04/16/o-centrao-dos-negocios-na-educacao/

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/a-ler-no-meu-quintal-o-centrao-dos-negocios-na-educacao/

Luís Braga Referenciado Por LMM

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/luis-braga-referenciado-por-lmm/

“ SÓ É DERROTADO QUEM DESISTE DE LUTAR” – Luís Sottomaior Braga

Frase de Salgado Zenha, advogado, antifascista, fundador do PS (no dia 2 de Maio passam 100 anos do seu nascimento)

O balanço do que resulta, para a ação coletiva dos professores, da greve de fome que realizei não me cabe a mim.

Sai do hospital, já era manhã, com uma garrafa de soro nas veias e com análises em bom estado.

A glicemia traiu-me (cheguei abaixo dos 60 e isso é perigoso). De resto, o estado físico (tensão, oxigénio, pulsações, análises) era bom. O ânimo era alto.

Perdi a fé religiosa há muito, mas transferi a fé para a ideia de que devemos lutar pelo que é justo. A justiça é humana e faz-se em atos e diálogo.

Do meu ponto de vista, pus em ato o que digo em palavras: temos de lutar sem hesitações.

Os professores portugueses são tratados com injustiça. Logo temos de lutar, sem violência, até ao limite das nossas forças.

Quase me apetece pedir desculpa aos colegas pelo meu mau hábito das sobremesas no dia-a-dia, que me fazem ter um fígado gordo e preguiçoso, que esta semana de jejum não foi buscar depressa reservas para fazer glicose, quando parei de comer. Se não fosse isso ía conseguir aguentar mais uns dias.

Lamento o meu corpo não ter dado para mais, sem correr risco grave ou até de vida.

Mas a luta prossegue esta semana. Há diferentes e variadas formas de luta. Muito por onde escolher e tudo válido. Porque tem impacto se tudo se agregar.

Desde que se aja. A ação individual é a base da coletiva. Não é “faço se os outros fizerem”. Na verdade é “faço com outros e fazemos todos.”

Acho que agora devemos lutar ainda com mais intensidade e com esperança e focar no Presidente, além do governo.

E ir buscar coisas criativas ao manual da luta não violenta (por exemplo, não pode ser uma ideia sentar as manifestações uns 66 minutos e 23 segundos frente a edifícios simbólicos? Ou ir 6 horas, 6 minutos e 23 segundos sentar-se à porta do presidente, em silêncio? Se estamos à espera de justiça, por que não ter avenidas e praças de gente sentada, silenciosa, à espera?)

Uma das virtudes de um regime semipresidencialista é a força e legitimidade política do presidente para impedir o governo de fazer erros e injustiças. A maioria absoluta do PR é sempre maior que a do Governo. E há veto presidencial.

Houve concertação social ou imposição unilateral no diploma de concursos?

Como se pode promulgar o que se disse precisar de acordo e que acaba imposto num abuso de maioria absoluta?

Nos próximos dias, vou tentar responder pessoalmente a todos os que se interessaram por mim e pela minha saúde e que, em tantos casos, me fizeram gestos muito bonitos de solidariedade. Se falhar alguém é incompetência com o telemóvel, não desvalorização.

Termino a saudar os meus colegas da equipa de apoio. Sem eles e elas, sem o seu esforço, amizade, dedicação e outras palavras que me falham, perante o tamanho da sua solidariedade comigo, teria tido graves dificuldades e nada se teria feito.

Parei ao fim de 5 dias também por respeito ao compromisso com esse grupo e às linhas vermelhas que tínhamos acordado desde o principio.

Mesmo deixando o balanço para os outros, permitam-me só lembrar o dado que me deu mais ânimo, logo no primeiro dia: o spin do governo queria lançar a narrativa na comunicação social de que os professores estavam a esmorecer e derrotados. E que, com a Páscoa, íamos parar.

Quanto mais não fosse, ajudamos a contrariar essa narrativa falsa.

Esta semana temos que o provar. Todos.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/so-e-derrotado-quem-desiste-de-lutar-luis-sottomaior-braga/

Lista Colorida – RR27

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR27. Um dos candidatos está no seu 6º contrato.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/lista-colorida-rr27-7/

208 contratados na RR27

Foram contratados 208 contratados na Reserva de recrutamento 25, distribuídos de acordo com a tabela abaixo.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/208-contratados-na-rr27/

Luís Braga Termina a Greve de Fome E Recebe André Prestana

Professor de Viana do Castelo já teve alta hospitalar e decide terminar greve de fome

 

Ao final de cinco dias a saúde de Luís Braga começou a debilitar-se.

Luís Sottomaior Braga, o professor que estava em greve de fome há cinco dias em defesa da escola pública, dá a manifestação por terminada depois de se ter sentido mal esta manhã de domingo. Já teve alta hospitalar e vai agora descansar e recuperar em casa de um dos membros da equipa de apoio. Através de uma publicação no Facebook informou que “está profundamente emocionado e grato pelo enorme apoio recebido ao longo destes cinco dias intensos” e “oportunamente fará, pessoalmente, uma comunicação.

Esteve cinco dias e uma hora em greve de fome, numa autocaravana em frente à escola de Santa Maria Maior, em Viana do Castelo, onde lecciona e foram muitas as manifestações de apoio de colegas que se deslocaram ao local para dizer que estão com ele.

Este sábado o coordenador do STOP mostrou solidariedade para com o professor de Viana do Castelo. Ao final de cinco dias de greve de fome a saúde de Luís Braga começa a debilitar-se. Esta madrugada foi assistido na autocaravana e levado para o Hospital de Viana do Castelo.

 

 

Professor em greve de fome recebeu visita de coordenador do STOP

 

Situação clinica do docente de Viana do Castelo degradou-se nas últimas horas.

Luís Braga está desde terça-feira em greve de fome em defesa da escola e exige uma posição do Presidente da Republica, Marcelo Rebelo de Sousa.

Desde que iniciou a sua luta, numa autocaravana em frente à escola de Santa Maria Maior, em Viana do Castelo, onde lecciona, são muitas as manifestações de apoio de colegas que se deslocam ao local para dizer que estão com ele.

Este sábado, foi a vez do coordenador do STOP mostrar solidariedade para com o professor de Viana do Castelo. Ao final do dia de hoje, também o coordenador da SIPE, Sindicato Independente de Professores e Educadores, irá visitar o professor.

Ao final de quatro dias de greve de fome a saúde de Luís Braga começa a debilitar-se. No entanto, o docente promete continuar a luta até o corpo deixar ou até haver uma reação do Governo ou do Presidente da Republica.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/luis-braga-termina-a-greve-de-fome-e-recebe-andre-prestana/

Portugal um caso sui generis nas aprendizagens

O único país do Mundo onde a pandemia parece ter contribuído para a melhoria da aprendizagem dos alunos continua a superar-se, mas fixemos alguns dos dados que tornam Portugal um caso sui generis na condenação de uma geração, destruindo aquele que é o principal elevador social – a escola.

O pecado capital

Quando, em 2020, a pandemia obrigou ao encerramento quase total do país, as escolas objetivamente não estavam preparadas para o que se avizinhava. E o Ministério da Educação foi relapso em dotá-las de recursos e estratégias para gerirem a situação de anormalidade que se vivia com o menor dano possível para a aprendizagem dos alunos. Já em julho de 2020, vários países europeus mostravam dados dos impactos da pandemia na aprendizagem e Portugal ainda estava na fase de solicitar a realização de um estudo que demoraria quase um ano a chegar.

Foi, de facto, quase tudo mal feito neste domínio. As escolas portuguesas foram das que estiveram mais tempo fechadas, não se mediu o impacto do seu encerramento na aprendizagem dos alunos e o plano de recuperação de aprendizagens apareceu sem objetivos claros a atingir. O que se exigia era que a execução do plano permitisse compensar a panóplia de asneiras e omissões que comprometeram o percurso de milhares de alunos. Em especial, recorde-se, dos alunos de contextos mais desfavorecidos. Mas nem isso o Ministério da Educação conseguiu garantir.

Absorvido por um prolongado e inconsequente processo negocial com a classe docente, os dados apontam para mais de 20 mil alunos sem professor a pelo menos uma disciplina nesta altura do ano letivo. E as greves não são a razão. É mesmo a incompetência e a incapacidade de o Ministério fazer aquilo que lhe competia: gerir bem os recursos que existem, planeando.

É sem surpresa, mas com profunda preocupação, que ouvimos esta semana o testemunho dos diretores de escolas que vieram alertar para consequências desastrosas da pandemia na aprendizagem.

Foi descrito um cenário assustador: alunos desmotivados e desinteressados e um total desconhecimento da eficácia efetiva das medidas incluídas no Plano de Recuperação de Aprendizagens. Aprendizagens estruturantes comprometidas que comprometem o resto do percurso educativo, o que é especialmente grave para as crianças cujos pais “não têm meios para pagarem explicações”, afirmaram os diretores.

Em bom português, as políticas educativas estão a segmentar os alunos entre os que podem e os que não podem arranjar solução para o falhanço da política do Governo. Apesar de ser extensa a lista, este arrisca-se a ser o pecado capital deste executivo. E uma geração deixada à sua sorte, o maior legado de António Costa.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/portugal-um-caso-sui-generis-nas-aprendizagens/

Luís Sottomaior Braga deu entrada no Hospital

Às 1:10 horas de hoje, dia 16 de abril, Luís Sottomaior Braga deu entrada no Hospital de Viana do Castelo, após ser atendido pelo INEM, no local onde realizava desde segunda feira uma greve de fome.

Luis Sottomaior Braga sofreu uma nova situação de hipoglicemia que suscitou a intervenção dos serviços de urgência, por acordo da equipa que vem apoiando o nosso colega. Essa situação constitui perigo para a saúde, em especial no seu estado já debilitado, até porque, além dos valores verificados, incluía sintomas como tonturas e tremores.

A decisão de chamar o INEM foi tomada com base nos critérios definidos pelos membros do grupo de apoio desde o início da greve de fome. Esses critérios, acordados entre todos, previam nunca ultrapassar situações de potencial risco de danos irreversíveis para a saúde.

Luis Sottomaior Braga está a ser observado no hospital e cremos que, em breve, poderemos dar informações mais detalhadas.

Agradecemos o apoio de todos ao longo destes dias!

O Luís Sottomaior Braga já teve alta hospitalar. Recebeu o tratamento adequado e vai agora descansar e recuperar em casa de um dos membros da equipa de apoio, conforme previsto.

Está profundamente emocionado e grato pelo enorme apoio recebido ao longo destes 5 dias intensos.

Precisa agora apenas de descansar e oportunamente fará, pessoalmente, uma comunicação.

Tal como o Luís, toda a equipa de apoio está muito sensibilizada e agradecida pelo extraordinário apoio recebido de milhares de colegas e cidadãos de todos os pontos do país.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/luis-sottomaior-braga-deu-entrada-no-hospital/

Greves Distritais a Partir de Amanhã

Lembro que as greves distritais a partir de amanhã abrangem apenas o pessoal docente e começam ao meio dia e que não tem serviços mínimos decretados.

 

Professores em greve a partir de amanhã porque o governo foge à resolução dos problemas

 

Entre 17 de abril e 12 de maio, distrito a distrito, a partir do meio-dia acabam as aulas e começa a greve

 

Sindicatos presentes às 12:00 na EBS de Canelas, VN de Gaia

Concentração às 15:00 horas na Praça D. João I

– Regime de concursos aprovado pelo governo não corresponde às expetativas dos docentes, nem às necessidades das escolas, aguardando-se agora o eventual veto do Presidente da República;

– Tempo de serviço congelado e ainda não recuperado continua ausente das intenções e da vontade política dos governantes;

– Projeto do ME para alegada correção de assimetrias na carreira é discriminatório, injusto e excludente, gerando novas assimetrias;

– Comprovadamente desumano, o regime de Mobilidade por Doença continua sem ser revisto;

– Ilegalidades e abusos nos horários de trabalho arrastam-se, neles encaixando todo o tipo de burocracia que o ME não resolve;

– Pré-reforma ou redução dos requisitos para a aposentação são temas tabu para Ministério da Educação e Governo;

– Artigo 79.º do ECD continua a não cumprir o seu objetivo, porque reduções no horário dos docentes são entregues às escolas, e na monodocência aplica-se de forma ainda mais penalizadora…

Estes são problemas que, entre outros, justificam o prosseguimento da luta que os professores vêm desenvolvendo. A partir de amanhã, 17 de abril, e até 12 de maio, distrito a distrito, educadores e professores entram em greve a partir das 12:00 horas e até final do dia. De tarde concentrar-se-ão, por norma, nas capitais de distrito.

O primeiro distrito será o do Porto. A greve começa ao meio-dia e as organizações sindicais de docentes, a essa hora, estarão à porta da Escola Básica e Secundária de Canelas, em Vila Nova de Gaia, com docentes daquele Agrupamento de Escolas.

Às 15:00 horas, na Praça D. João I, no Porto, terá lugar a concentração de docentes prevista para este dia.

Convidamos a comunicação social a acompanhar este primeiro dia de greve.

As Organizações Sindicais de Docentes

ASPL, FENPROF, FNE,PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/greves-distritais-a-partir-de-amanha/

Quem será excluído do aceleramento da carreira

E serão muitos…

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/quem-sera-excluido-do-aceleramento-da-carreira/

Já não se vai negociar correção de assimetrias, mas, sim, aceleradores da carreira

Os sindicatos já receberam a convocatória para a reunião “negociar” da próxima quinta-feira.

Contém dois pontos:

1 -Aceleradores da carreira

2 – Outros assuntos

Já não se vão corrigir assimetrias.
Não se vai recuperar tempo de serviço

Sobre a monodocencia, nada.

Os aceleradores devem ter os travões pisados a fundo…

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/ja-nao-se-vai-negociar-correcao-de-assimetrias-mas-sim-aceleradores-da-carreira/

E no fim de oito simulacros de negociação fez-se, finalmente, alguma luz…

E no fim de oito simulacros de negociação fez-se, finalmente, alguma luz…

 

A FENPROF arroga-se como a maior Federação de Sindicatos de Professores, pelo que não será possível ignorar os encargos conferidos por esse “título”, nem escamotear ou omitir a respectiva responsabilidade em todo o processo negocial com a Tutela, que se arrasta há vários meses…

A FENPROF declarou em 13 de Abril passado, no seu site oficial, que: “A reunião técnica confirma receios e esclarece que o ME não pretende recuperar qualquer tempo de serviço”…

Estranhamente, a FENPROF parece ter precisado de oito simulacros de negociação para concluir o que já se tinha percebido há muito tempo, aliás logo à saída da primeira “ronda negocial”:

– O Ministério da Educação não tinha, nem tem, qualquer intenção de ceder às principais reivindicações dos Professores…

Dessa conclusão extraída pela FENPROF, inusitadamente tardia, decorrem algumas questões inquietantes:

– A FENPROF teve dificuldades em percepcionar as verdadeiras intenções da Tutela ou essas intenções foram percepcionadas desde o início, mas contornadas até agora, de modo a não “hostilizar” a Tutela?

– A FENPROF está ou não a fazer fretes políticos ao Governo?

– A FENPROF está ou não a ludibriar os seus representados, acalentando neles a (falsa) esperança de que a atitude do Ministério da Educação possa modificar-se para melhor?

– Depois da conclusão retirada pela FENPROF no passado dia 13 de Abril, como compreender a sua permanência num simulacro de negociações que, na verdade, não teve qualquer resultado positivo para os Professores?

– A FENPROF está ou não a justificar a sua própria existência com a presença em simulacros de negociação, que não dignificam nenhum dos intervenientes, acabando por negligenciar, dessa forma, os interesses dos seus supostos representados?

– Afinal, quais são os objectivos da FENPROF e como tenciona alcançá-los?

Todos os Professores, sejam ou não sindicalizados, têm o direito de serem esclarecidos acerca das muitas dúvidas existentes quanto ao papel da FENPROF neste processo negocial…

A FENPROF tem o dever ético e moral de esclarecer cabalmente todas as incertezas, decorrentes da ambiguidade da sua própria acção…

Não basta reclamar o “título” de maior Federação de Sindicatos de Professores, como se isso fosse suficiente para demover a Tutela ou bastasse para merecer e suscitar a confiança dos seus supostos representados…

Até porque parte significativa desses seus supostos representados parece estar francamente cansada e impaciente com o show-off repetitivo, sempre bem encenado, sem que tal conduza a efeitos concretos ou a vitórias materiais…

E foram precisos oito simulacros de negociação para que a FENPROF, finalmente, reconhecesse e assumisse que o Ministério da Educação não pretende a recuperação de qualquer tempo de serviço…

Fez-se, finalmente, alguma luz…

Perante o anterior, fica-se na dúvida se a principal preocupação da FENPROF consiste em corresponder e obedecer aos interesses da Tutela ou aos dos seus associados…

As principais vítimas de tais “excentricidades” serão, naturalmente os Professores, ora “reféns” da Tutela, ora das estruturas sindicais, incapazes de os representar e defender sem reservas e isentos de suspeitas…

Os resultados alcançados por Sindicatos obedientes e previsíveis são os que todos conhecem… A decepção é indisfarçável…

Que raio de país este, onde até os próprios Sindicatos defraudam as legítimas expectativas e os interesses dos seus representados!

(Paula Dias)

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/e-no-fim-de-oito-simulacros-de-negociacao-fez-se-finalmente-alguma-luz/

O Luís está em greve de fome há 4 dias e tem o meu respeito e admiração

O Luís está em greve de fome há 4 dias e tem o meu respeito e admiração

Corria o ano de 2019 e já não via o Luís Sottomaior Braga há mais de 20 anos.

Perdi-lhe o rasto, quando abandonei a vida política em 2002.

O Luís Braga, meu colega, um jovem e dedicado professor de História, que à época me falava com enorme entusiasmo da nossa profissão, da forma como procurava motivar os alunos em início de carreira, sempre preocupado com a aprendizagem e integração dos discentes de estratos sociais mais desfavorecidos, era um dos mais destacados dirigentes da Federação Distrital de Viana do Castelo da Juventude Socialista.

Para quem não conhece, o Luís Braga foi dos jovens que conheci e com quem privei em várias iniciativas conjuntas organizadas pelas Federações de Braga, Porto e Viana da JS, mais “apaixonados” pelo nobre exercício da política, com enorme sentido de responsabilidade e que fez parte de uma “geração de causas” que tornou o país mais progressista, na luta pela “despenalização da lei do aborto” que criminalizava a mulher, na extinção do Serviço Militar Obrigatório, na luta pela descentralização e criação de “regiões administrativas (que acabou por não avançar) ou ainda na lei que fez equivaler as Uniões de Facto” ao Casamento, para efeitos de benefícios fiscais.

Foi, como muitos da minha geração, um dos jovens que começou a exercer um cargo político, quando já tinha profissão e fazia parte dos quadros do Ministério da Educação, prática que infelizmente se vai tornando mais rara, quando olhamos para as atuais juventudes partidárias.

O Luís entrou na vida política, depois de ter “aprendido a trabalhar” (como deveria ser sempre para os aspirantes a políticos), tendo sido durante os dois governos de António Guterres (1995-2002) o “braço direito” de Oliveira e Silva, Governador Civil de Viana do Castelo em três Governos, fundador do Partido Socialista, combatente antifascista, encarcerado nas prisões da ditadura, Deputado à Assembleia Constituinte e, posteriormente, Ministro da Administração Interna, no Portugal democrático que emergiu numa madrugada de Abril.

Nesses anos, O Luís Braga, como adjunto do Governador Civil de Viana, (uma das grandes figuras do PS, que esteve na fundação do Serviço Nacional de Saúde e lançou as bases de uma escola pública de qualidade, com Mário Soares e Sottomaior Cardia, que haveria de tornar-se nas décadas seguintes, no “motor do elevador social”), aprofundou a sua formação política, alicerçada em valores e princípios civilizacionais, que mais tarde, haveriam de definir o seu trajeto profissional.

Assistiu como eu assisti, a um período de governação na área da educação, particularmente feliz, o primeiro Governo de António Guterres (1995/1999) onde a Educação foi colocada no centro da atividade política, “eleita como “paixão” , numa das raras legislaturas onde efetivamente se valorizou o corpo docente nas escolas e onde se colocou o professor como elemento fundamental no desenvolvimento da Educação e no futuro do país.

Foi com Guterres em S. Bento e o Luís Braga como membro desse mesmo Governo, como adjunto e braço-direito do Governador Civil, que todos os professores subiram um escalão na carreira e melhoraram a sua situação salarial.

Depois, durante anos, perdi-lhe o “rasto”.

Mais tarde, já em 2019, soube que foi Diretor de um Agrupamento de Escolas no Alto Minho, onde foi confrontado com problemas de difícil resolução, mas que ultrapassou e resolveu com enorme competência, como a integração e desenvolvimento de alunos pertencentes a comunidades ciganas.

Nesse mesmo ano, reencontrei-o no “Prós e Contras” da RTP 1, subordinado ao tema da “violência sobre os professores”.

Soube que já foi agredido sete vezes por alunos, uma delas, violentamente, com um pau.

Não é fácil olhar para uma situação destas e não lamentar profundamente o estado a que a profissão e, concretamente, a autoridade do professor chegaram neste país.

O Luís Braga, hoje ideologicamente continua a ser um Social-Democrata de centro esquerda , adepto do “socialismo em liberdade”, com preocupações sociais, algumas vezes incompreendido, mas preocupando-se sempre mais com os outros do que consigo mesmo, ou não tivesse tido como “pai político” o Dr. Oliveira e Silva, um combatente anti-fascista com nome de Praça em Monção.

E tem sido quase sempre prejudicado por isso.

Mas o Luís é dos bons e faz falta. Hoje é sub-diretor do Agrupamento de Escolas de Abelheira, em Viana do Castelo e, como milhares de professores está profundamente desiludido com o “Estado” a que a Educação chegou.

Continua a acreditar que a Educação é o verdadeiro “motor do elevador social” (que hoje está cada vez mais “empenado”) e porque se entregou como dezenas de milhares de professores à sua profissão, com enorme paixão, 30 anos depois de ter iniciado a sua profissão, abrindo horizontes a milhares de alunos, “dando-lhes asas para voar” , o Luís Braga, como cerca de 100 mil professores neste país, recusa-se a “rastejar” e a conformar-se com uma pensão de aposentação, que rondará os 800 a 900 euros por mês.

Se nada for alterado e o tempo de serviço que foi “suprimido” (6 anos , 6 meses , 23 dias) não for devolvido como aconteceu nos Açores e Madeira, o Luís como a esmagadora maioria dos seus colegas arrisca-se a ser um “reformado pobre” , num período da vida, 66 anos em que já terá poucas ou nenhumas condições para continuar a trabalhar, por naturais limitações físicas.

O Luís está em greve de fome e como muitos dos seus colegas, estou preocupado com o seu Estado de Saúde.

Se vivêssemos num país minimamente decente, que priorizasse a Educação ou a Saúde ao invés da TAP, onde o Estado já investiu 3,6 mil milhões de euros (para renacionalizar uma empresa que estava privatizada e agora voltar a privatizar outra vez), não seria necessário, digo eu, o Luís entrar em “greve de fome” lutando por algo que é dele, lhe pertence e ninguém deveria ter o direito de retirar:

O tempo de serviço que trabalhou e descontou para o Estado através do seu salário.

Às vezes, fico com a sensação que as verdadeiras prioridades deste país estão invertidas.

E é com enorme tristeza e desilusão, que como simpatizante do Partido Socialista olho para esta situação.

 

Miguel Teixeira

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/o-luis-esta-em-greve-de-fome-ha-4-dias-e-tem-o-meu-respeito-e-admiracao/

O Luís está sereno…

O Luís carrega o pêso de todos aqueles que suportam os “insuportáveis” governantes que temos à frente deste país!
O Luís emocionou-se com uma simples mensagem deixada num livro, oferecido por uma simples menina (de Valpaços), com 11 anos!
O Luís não está sozinho!
Sozinho está este país governado pelo silêncio quando é preciso fazer barulho e pelo barulho que, convenientemente, se tenta silenciar!
O Luís é um cidadão português…ativo… útil… pensante… determinado…resiliente…lutador!
O Luís é professor e só depois subdiretor!
O Luís merece o nosso respeito, independentemente de concordarmos ou não com a forma de luta que decidiu levar a cabo!
E o Luís já deu provas de tudo o que defende!

Assinemos também a sua petição “contra a violência nas escolas” porque o Plenário da Assembleia da República precisa que o Luís lá vá e ele tem que lá ir!!
Força Luís 💪
Bora lá pessoal…somos tantos!!
É só querermos!!

https://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=PT115866

Anabela Sousa

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/o-luis-esta-sereno/

Boas ou Más Notícias?

Podiam ser boas se as mudanças na Europa fossem em 2023, pois António Costa poderia aproveitar a luta dos professores para repor os 6A6M23D e demitir-se por essa razão (tal como anteriormente anunciou que o fazia, evitando ser destituído pelo PR).

Como a sua ambição europeia será só em 2024, após as eleições, iremos ter de aguentar mais um ano de António Costa a governar o Pais.

Só não sei o que poderá alegar António Costa para sair do governo rumo a um cargo Europeu. Se calhar a estrondosa derrota nas Europeias vai ser a sua desculpa para abandonar as funções.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/boas-ou-mas-noticias/

Apoio Aos EE às Matrículas e Renovações – Blog + Sobre Educação

Matrículas e Renovações | Informações para os Encarregados de Educação 2023-24 | + Sobre Educação

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/apoio-aos-ee-as-matriculas-e-renovacoes-blog-sobre-educacao/

Informações da Reunião Técnica e Nova Reunião Negocial dia 20 de Abril

Sindicatos mais preocupados após esclarecimentos prestados pela equipa técnica do ME

 

As organizações sindicais de docentes participaram no dia 13 de abril, numa reunião de caráter técnico em torno do anteprojeto de Decreto-lei do ME relativo à carreira. Apesar da natureza da reunião, as organizações sindicais fizeram questão de reafirmar que só se eliminarão as assimetrias que ferem a carreira docente com a contagem integral do tempo de serviço cumprido e a eliminação de vagas e quotas. Da parte da delegação ministerial foi assumido não estar a ser recuperado qualquer tempo de serviço, o que é lamentável e motivo para que se mantenha a forte luta dos professores.

Foram muitos os pedidos de esclarecimento apresentados pelas organizações desta plataforma sindical; as respostas obtidas não deixaram dúvidas: a proposta do ME é ainda mais gravosa, excludente e injusta do que se julgava. Seguramente, o número de docentes abrangido pelas medidas alegadamente destinadas a corrigir assimetrias decorrentes dos períodos de congelamento é muito menor do que aquele que tem sido adiantado pelo Ministro da Educação.

Causa forte indignação e protesto que seja excluído destas medidas quem:

  • Entrou na profissão nos últimos 17 anos ou, tendo entrado até 2005/2006, inclusive, não cumpriu em pleno os 3411 dias de congelamento;
  • Não cumpriu plenamente os 3411 dias de congelamento, embora para efeitos de carreira o Governo recuse contar 2393 desses dias;
  • Trabalhou 3409 dias dos 3411 congelados em horário completo, mas em 30 e 31 de agosto de 2005 não tinha horário completo;
  • Não trabalhou na rede pública do ME em 30 e 31 de agosto de 2005, o que significa que para serem abrangidos os docentes terão de ter sido colocados em 2004/2005 e não apenas em 2005/2006;
  • Durante o primeiro período de congelamento (30 de agosto de 2005 a 31 de dezembro de 2007) esteve doente durante mais de 30 dias;
  • Cumpriu os períodos de congelamento fora dos estabelecimentos da rede pública do ME, embora para efeitos de recuperação dos 2 anos, 9 meses e 18 dias esse tempo tivesse sido considerado;
  • Trabalhou os 3411 dias de congelamento, embora nem sempre em horários completos;
  • Cumpriu serviço nos períodos de congelamento nas Regiões Autónomas, no EPE, em estabelecimentos de outros ministérios, na Casa Pia, em IPSS, em Misericórdias ou no ensino particular e cooperativo.

Causa forte indignação e protesto que o ME recuse recuperar:

  • O tempo de serviço perdido pelos docentes que, embora não tendo integrado as listas de espera, perderam até 11 meses para progredirem ao 5.º ou 7.º escalão;
  • O tempo de que muitos docentes prescindiram, para efeitos de carreira – tranches dos 2A 9M 18D ou múltiplos de 365 dias, no caso dos contratados – tentando, assim, subir de posição no acesso a vaga (lembra-se que quem não usou desse tempo não só o recuperou, como recuperará o tempo que esperou na lista);

Quanto aos docentes que irão dispensar de vaga, o mecanismo proposto pelo ME não permite a progressão no mês seguinte ao do cumprimento dos demais requisitos, isentando-os de vaga, mas obriga-os a aguardar por janeiro do ano seguinte, fazendo-os perder mais tempo de serviço. Ser-lhes-á atribuída uma vaga adicional às que serão criadas para os professores avaliados de Bom, mas não abrangidos pelo diploma.

Em relação a quem já atingiu o topo da carreira, com perdas de muitos anos ao longo do trajeto realizado, o projeto do ME não prevê qualquer compensação.

Tendo, entretanto, sido marcada nova reunião negocial para 20 de abril, pelas 17:00 horas, a não haver uma profunda alteração das propostas do ME, ficando garantida a recuperação plena do tempo de serviço cumprido pelos professores e a eliminação das vagas e quotas, não haverá qualquer acordo com o ME, aumentando os motivos que levam os professores à luta.

As Organizações Sindicais de Docentes

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/informacoes-da-reuniao-tecnica-e-nova-reuniao-negocial-dia-20-de-abril/

Notícias de Luís Braga

Greve de fome de docente de Viana do Castelo em dúvida por razões de saúde

 

Luís Sottomaior Braga disse aos jornalistas que está “bem de saúde”, apesar de sentir “algum cansaço”, garantindo que não está a fazer a greve de fome para “correr risco excessivo”. Na tarde de quinta-feira, o docente recebeu assistência médica por ter sofrido uma crise de hipoglicemia.

 

Mais de 100 professores em manifestação de apoio a colega em greve de fome

 

Mais de uma centena de professores participaram nesta quinta-feira, em Viana do Castelo, numa manifestação de apoio ao colega Luís Sottomaior Braga, que iniciou à meia-noite de terça-feira uma greve de fome em defesa da escola pública.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/noticias-de-luis-braga/

Reserva de Recrutamento n.º 27

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 27.ª Reserva de Recrutamento 2022/2023.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 17 de abril, até às 23:59 horas de terça-feira dia 18 de abril de 2023 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 27

Listas – Reserva de recrutamento n.º 27

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/reserva-de-recrutamento-n-o-27-6/

Chegou ao fim greve por tempo indeterminado


Ficou decidido, com as comissões de greve, suspender [a greve por tempo indeterminado] a 16 de abril, mas também ficaram em aberto, porque as negociações continuam, novas formas de luta que fossem necessárias”, explicou, na terça-feira, Carla Piedade, da direção do Stop, à Lusa.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/chegou-ao-fim-greve-por-tempo-indeterminado/

Reunião Técnica com o ME – Explicações – FNE

Uma proposta mitigadora de umas assimetrias e causadora de outras…

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/reuniao-tecnica-com-o-me-explicacoes-fne/

Governo aprova aumento salarial intercalar de 1% na função pública

O Conselho de Ministros aprovou hoje o decreto-lei que promove a atualização salarial intercalar do valor das remunerações da Administração Pública.
Face ao contexto inflacionário que afeta diretamente o poder de compra dos trabalhadores, e considerando, por outro lado, que o ano de 2022 superou as previsões tanto no que respeita ao crescimento do PIB como na redução do défice e da dívida, o Governo prossegue o caminho de valorização dos rendimentos dos trabalhadores da Administração Pública através da atualização intercalar do valor das remunerações em 1%, com efeitos a 1 de janeiro de 2023. Esta medida de atualização acresce às subidas nominais atribuídas no início do ano de 2023, de 52,11 euros para vencimentos brutos até 2612,03 euros e de 2% para valores superiores.
Prevê-se, ainda, a dispensa de retenção na fonte de IRS para os montantes da atualização intercalar das remunerações referentes aos meses de janeiro a abril de 2023.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/governo-aprova-aumento-salarial-intercalar-de-1-na-funcao-publica/

Publicado o Calendário das Matrículas

Despacho n.º 4506-A/2023

Educação – Gabinete do Ministro
SUMÁRIO: Estabelece o calendário das matrículas e respetivas renovações para a educação pré-escolar e os ensinos básico e secundário

a) Entre o dia 15 de abril e o dia 15 de maio, para a educação pré-escolar e para o 1.º ano do 1.º ciclo do ensino básico;

b) Entre o dia 22 de junho e o dia 28 de junho, para os 6.º, 7.º, 8.º, 9.º e 11.º anos de escolaridade;

c) Entre o dia 6 de julho e o dia 10 de julho, para os 2.º, 3.º, 4.º e 5.º anos do ensino básico;

d) Entre o dia 15 de julho e 20 de julho para os 10.º e 12.º anos de escolaridade.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/publicado-o-calendario-das-matriculas/

Professor em greve de fome faz pedido a Marcelo

O professor de história não tem planos para regressar ao trabalho e garante que enquanto o corpo aguentar, vai manter-se em frente à Escola Secundária de Santa Maria Maior.

Professor em greve de fome faz pedido a Marcelo

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/professor-em-greve-de-fome-faz-pedido-a-marcelo/

Querem professores em Lisboa, Algarve e Setúbal?

Façam como em Cinfães se fez com os médicos.

Lisboa, Algarve, Setúbal e brevemente a região do Porto não terão outra solução para fixar professores.

Não julgue o ME que vai ser o novo diploma de concursos que irá resolver o problema da falta de professores.

O problema vem de há muito tempo e é estrutural. A grande parte dos professores que estão disponíveis são da região norte e centro, no sul e região de Lisboa nunca se formaram professores em número suficiente para às necessidades, o que levou a que, agora, estejam nesta situação.

Com a redução de candidatos a professores a que temos vindo a assistir na última década a solução para estas e outras zonas do país onde o problema surgirá a breve prazo, passará, não por impor a deslocação de professores, mas por apoiar a deslocação.

A falta de visão estratégica, a longo prazo, para a falta de professores vai levar o país a seguir os maus exemplos de outros países europeus.

Fica o exemplo de Cinfães…

 

A Câmara de Cinfães voltou a dar apoios a médicos de família para ficarem no concelho. Mais três clínicos vão receber apoios de 200 euros por mês, aprovados pelo município.

Os apoios foram entregues “ao abrigo do regulamento municipal de apoio à fixação de médicos de família no concelho”, enaltece o executivo local.

O objetivo é atrair e fixar médicos de família em Cinfães, comparticipando a compra ou arrendamento de casa e as despesas de deslocação para o centro de saúde.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/querem-professores-em-lisboa-algarve-e-setubal/

Calendário das matrículas de ser publicado amanhã

 

Diplomas para Publicação em Diário da República

Gabinete do Ministro da Educação

— Despacho – Estabelece o calendário das matrículas e respetivas renovações para a educação pré-escolar e os ensinos básico e secundário.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/calendario-das-matriculas-de-ser-publicado-amanha/

“Obviamente, não promulgo”…

 

 

O Diploma do novo regime de gestão e recrutamento de Professores, proposto pelo Governo, já foi entregue ao Presidente da República, aguardando-se pela respectiva apreciação…

 

Se for promulgado pelo Presidente da República, estará o próprio a permitir a injustiça, a iniquidade e a desigualdade de oportunidades ao nível da progressão na Carreira Docente e ao nível da colocação de Professores, advogadas e defendidas pelo Governo…

 

Se for promulgado pelo Presidente da República, estará o próprio a autorizar o benefício de alguns e o prejuízo de outros, consentindo que, de forma indirecta, se instiguem os conflitos no seio da Classe Docente, ignorando o primado da boa-fé, que deve prevalecer em todos os actos governativos…

 

O referido Diploma parece encontrar-se inquinado pelos vícios da injustiça, da iniquidade e da desigualdade de oportunidades entre cidadãos, no caso presente, entre Professores, que nenhum Órgão de Soberania poderá permitir e, muito menos, fomentar…

 

Se Marcelo Rebelo de Sousa tiver a coragem, a sensatez e a lucidez que se exigem do cargo que desempenha, não poderá anuir com um Projecto de Lei que, na prática, desvirtuará o princípio de que o Estado é confiável e pessoa de Bem…

 

No âmbito das suas competências, espera-se que, entre outros, garanta o regular funcionamento das instituições democráticas, defendendo, cumprindo e fazendo cumprir a Constituição da República Portuguesa…

Ao Presidente não compete legislar, mas compete-lhe promulgar (ou não), e mandar publicar, as Leis emanadas pela Assembleia da República…

 

Marcelo Rebelo de Sousa não poderá fazer de conta que não vê e que não ouve as reivindicações e os protestos de milhares de profissionais de Educação, nem pactuar com uma Lei injusta, proposta por um Governo que recorrentemente tem confundido o usufruto de uma maioria absoluta parlamentar com acções impregnadas de autoritarismo e má-fé…

Perante um Diploma enfermo de injustiça, iniquidade e desigualdade, a única atitude aceitável face ao mesmo será a recusa da sua promulgação…

 

Assim sendo, “Obviamente, não promulgo” é a afirmação que se espera de Marcelo Rebelo de Sousa, relativamente ao Diploma do novo regime de gestão e recrutamento de Professores…

 

Se o fizer, estará, por certo, a honrar a memória de Humberto Delgado – “General sem medo”- assassinado pela PIDE, em virtude da coragem e da determinação demonstradas na luta contra o Estado Novo, e a quem devemos a afirmação:

 

“Obviamente, demito-o”, referindo-se ao Presidente do Conselho de Ministros (Oliveira Salazar), caso fosse eleito Presidente da República em 1958…

 

Com a aproximação das comemorações dos 49 anos do 25 de Abril de 1974, a melhor lição prática de Democracia que poderia ser dada por Marcelo Rebelo de Sousa seria a não promulgação do Diploma do novo regime de gestão e recrutamento de Professores…

 

Em vez de abundantes lições teóricas sobre Democracia, precisa-se, urgentemente, de lições práticas…

 

Honraria, também, dessa forma, a memória de outro Homem de coragem ímpar: Salgueiro Maia, o maior “Desobediente” da nossa História…

 

Humberto Delgado e Salgueiro Maia, por certo, não esperarão menos do que isso de Marcelo Rebelo de Sousa…

 

Conseguirá, ele, cumprir com a sua parte?

 

Marcelo Rebelo de Sousa não poderá ignorar que, neste momento, milhares de profissionais de Educação depositam em si a derradeira esperança de verem reposta uma parte significativa da justiça e do respeito que lhes são devidos pela Tutela…

 

Espera-se que Marcelo Rebelo de Sousa consiga ir além das palavras e que exerça o seu efectivo direito de veto político, relativo a um Diploma que, inegavelmente, se constitui como uma afronta à Classe Docente e como uma forma de a maltratar…

 

(Paula Dias)

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/obviamente-nao-promulgo/

Porque Estão os Professores Tão Zangados?

Reportagem de Isabel Leiria no Expresso.

 

Por que estão os professores tão zangados?

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/porque-estao-os-professores-tao-zangados/

Diretores querem mais um ano de Recuperação das Aprendizagens

Preocupados com as dificuldades dos alunos na escrita e leitura, os diretores das escolas públicas de Portugal pedem um reforço do Plano 21|23 Escola+ no próximo ano letivo.

Diretores querem mais um ano de Recuperação das Aprendizagens

Depois de dois anos letivos fortemente marcados pela pandemia de covid-19 e perante a instabilidade nas escolas causada pelas greves, os dirigentes escolares foram ouvidos pelos deputados da Assembleia da República Agostinho Santa (PS), António Cunha (PSD), Gabriel Mithá Ribeiro (Chega), Carla Castro (Iniciativa Liberal) e Manuel Loff (PCP) para discutir o Plano de Recuperação das Aprendizagens (PRA), que termina no final deste ano letivo.

Para a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) e a Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE) a situação atual exige a continuação e reforço do PRA. Isto porque as escolas portuguesas ainda vivem as “consequências arrasadoras” causadas pela falta de aulas derivada da pandemia.

“É agora que verdadeiramente se começa a sentir o impacto dos confinamentos e da pandemia”, começou por dizer David Sousa – vice-presidente da ANDAEP – que admite relatos diários de professores que apontam a “falta de aprendizagens estruturantes que impedem a progressão dos ciclos seguintes” e afetam especialmente os alunos mais desfavorecidos.

Nesse sentido, também Manuel Pereira, presidente da ANDE, testemunhou o impacto da pandemia nos alunos, revelando que “é necessário trabalhar para recuperar a leitura e a escrita” – dois aspetos fundamentais bastante impactados, “especialmente nas zonas do país que são mais isoladas”.

CONTINUA

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/diretores-querem-mais-um-ano-de-recuperacao-das-aprendizagens/

LSB continua em Greve de Fome

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/lsb-continua-em-greve-de-fome/

Professorado e Axiologia / O Professor Hoje (Carlos Calixto)

PROFESSORADO E AXIOLOGIA / O PROFESSOR HOJE

AS INTERACÇÕES SOCIAIS NA ORGANIZAÇÃO ESCOLA

 

A escola pública contemporânea é multicultural, inclusiva, pluridimensional e massificada. Axiologicamente é muito diversificada, em que coexistem valores díspares e na qual os alunos e respectivas famílias têm diferentes ideias de escola. Ao professor cabe o papel dificílimo de trabalhar com todas as sensibilidades valorativas e alcançar a meta do sucesso dos educandos no processo de ensino-aprendizagem. As interacções sociais/societais acontecem na organização escola envolvendo toda a comunidade educativa.

Donde, nesta reflexão vamos dissertar sobre o trabalho do professor hoje, a escola actual, os valores e o nosso tempo, e as interações socializantes na instituição/organização escolar. A qualidade/não qualidade da escola  pública é um reflexo da educação-ensino/sensibilidade-não sensibilidade do poder político/vontade-não vontade política dos governantes.

O actual poder político, destruidor da Escola Pública, peca sem perdão na sua missão fundamentalista contra todo o professorado. Lamentável e miserável visão/acção política contra a profissão docente, comprometendo o futuro de Portugal. Este comportamento contranatura tem o mais absoluto e total repúdio dos educadores e professores portugueses.

Havendo conivência convergente no erro entre Governo e Presidência da República, apaticamente amorfa e catatónica, assistimos ao definhar de toda uma classe sócio-profissional e em vias de extinção. Paralelamente, a classe política inculta e de carácter deformado em muitos e multiplicantes casos de podridão de bastidores, indiferente e irresponsavelmente prepara-se para dar a estocada final nos professores. A História julgará!!!

Esta reflexão sobre a Escola Pública dos nossos dias, é um “ensaio” conciso na abordagem às várias vertentes. Fica o nosso modesto contributo, em homenagem nobre a todos os colegas em Luta. Obrigado.

Carlos Calixto

 

Continue reading

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/professorado-e-axiologia-o-professor-hoje-carlos-calixto/

Aceitamos os Mesmos 900€ em 14 meses por ano!!!

Por várias vezes o Primeiro Ministro e o Ministro da Educação dizem que a recuperação total dos 6A6M23D teria de ser aplicada a toda a função pública para que não houvesse diferença de tratamento entre funcionários públicos.

Pois bem, para que não haja diferença alguma entre a classe dos Juízes e a dos Professores aceitamos os 900€ mensais de subsídio de compensação, durante 14 meses por ano.

E para quando pagam este subsídio aos Professores?

 

 

Juízes passam todos a receber 900 euros de subsídio de compensação

 

 

O subsídio de compensação dos juízes foi aumentado em 25 euros por mês, passando para os 900 euros. A verba, que se destinava originalmente a compensar os magistrados deslocados e que não dispunham da chamada casa de função, é agora atribuída a todos.

A verba, que será paga 14 vezes por ano, está contemplada no Estatuto dos Magistrados Judiciais e já não era atualizada desde 2020, indo agora ser paga com retrativos desde janeiro de 2022, segundo noticia a revista Advocatus.

De acordo com a revista, no ano passado estavam no ativo 1790 Juízes (1342 na 1.ª instância, 392 desembargadores nas Relações e 56 conselheiros no Supremo).

A decisão de aumento tomada pelo Conselho Superior da Magistratura (CSM), refere a Advocatus, “surge depois de uma decisão judicial do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), de março deste ano, na sequência de uma ação intentada pela Associação Sindical dos Juízes Portugueses”.

No sitio do CSM pode ler-se que foi determinado que os serviços do STJ atualizem o subsídio de compensação a pagar aos magistrados judiciais que exerçam funções no STJ desde 1.01.2022 e “procedam ao pagamento dos valores dessas atualizações que entretanto se venceram e não foram pagos, dos respetivos juros de mora, à taxa legal definida por lei, desde a data de vencimento dessas atualizações até à data do seu efetivo pagamento”.

O Tribunal da Relação de Coimbra tinha já tomado a decisão de aumentar o subsídio de compensação dos seus juízes desembargadores, porque o seu anterior presidente, Luíz Azevedo Mendes (candidato a vice-presidente do CSM nas eleições de hoje, em concorrência com o )chefe de gabinete do atual vice do Conselho), interpretou então a lei no sentido de que ela permitia atualizar o respetivo valor.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/aceitamos-os-mesmos-900e-em-14-meses-por-ano/

Matrículas em Breve

O Portal das Matrículas está a preparar-se para receber as matrículas para o ano letivo 2023/2024.

Nesta primeira fase as matrículas são para as crianças que vão frequentar a Educação Pré-Escolar e o 1.º ano do Ensino Básico.

O ano passado começaram em 19 de abril, para este ano ainda não há datas, mas deverá ser no início da próxima semana que abrem as matrículas.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/matriculas-em-breve/

Tomada de Posição do Conselho Geral da Escola Secundária de Rio Maior

Documento em pdf aqui.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/tomada-de-posicao-do-conselho-geral-da-escola-secundaria-de-rio-maior/

Greves distritais de professores sem serviços mínimos

 

Paralisações por distritos iniciam-se na próxima semana. Ministério da Educação solicita serviços mínimos para greves de quatro dias convocadas pelo Stop.

Ministério da Educação: greves distritais de professores sem serviços mínimos

O Ministério da Educação (ME) não requereu serviços mínimos para as greves distritais de docentes, que se vão iniciar na próxima segunda-feira, dia 17, e que foram convocadas pela plataforma de nove organizações sindicais. A informação tinha sido avançada pela Federação Nacional de Professores (Fenprof), que integra a plataforma sindical, em comunicado enviado às redacções nesta terça-feira e confirmada ao PÚBLICO pela tutela em resposta escrita no final do mesmo dia.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/greves-distritais-de-professores-sem-servicos-minimos/

Estamos apenas a mascarar o falhanço -Santana Castilho

 

Os professores foram os obreiros de um tão justo quão ímpar protesto social nos últimos seis meses, tanto mais significativo quanto conta com uma maioritária concordância dos portugueses, expressa em sondagens. Em resposta, o Governo quer impor a sua vontade, sem acordo, via um primeiro decreto-lei. E trabalha agora no desenho de um segundo, dito de recuperação de tempo de serviço. Tudo com imoral indiferença pelos professores.
A força da união entre professores, independentemente de filiações partidárias ou sindicais, foi, até agora, irrelevante para a obtenção de resultados. Os “negociadores” sindicais foram, até agora, simples actores de liturgias destinadas a terminar com a imposição da vontade do Governo. Mário Nogueira foi, neste sentido, tristemente lapidar, à saída da reunião do passado dia 5, quando felicitou o Ministério da Educação por lhe conceder mais oportunidades de prolongar a farsa.
Há muito que os sindicatos deviam ter adoptado iniciativas diferentes das que têm usado e se têm revelado ineficazes. Há muito que os sindicatos deviam ter abandonado reuniões de negociação onde são vexados e simplesmente tratados como idiotas úteis, obedientes e previsíveis. E se acima citei Mário Nogueira foi apenas por ter sido ele quem explicitou o que critico. Mas fica claro que a minha crítica engloba o S.TO.P., que afinal apenas se contentou com um lugar à mesa.
O estado da Educação transparece em pleno da (falta de) qualidade das negociações em curso. Com outros protagonistas, a crise da escola pública poderia ser o ponto de partida para uma discussão séria sobre o futuro da Educação. No entanto, tudo não passa do cumprimento de uma exigência legal, repito, que deve preceder o momento em que o Governo impõe a sua vontade. Deste modo, não é possível resolver problemas, mas tão-só agravá-los e empurrá-los para a frente. Deste modo, há uma realidade que tem de ser encarada: os sindicatos estão apenas a mascarar o falhanço.
O decreto-lei que modifica todo o processo de recrutamento e vinculação de professores já está em Belém, para promulgação. O diploma em análise, que só piora o mau que já estava em vigor, tem dois objectivos, a saber:
1. Evitar, manhosamente, após a intimação da Comissão Europeia, de Julho passado, que o Tribunal Europeu de Justiça se pronuncie sobre as políticas discriminatórias do Estado português em matéria de contratação de professores.
2. Atamancar, de qualquer jeito e sem respeito pelo direito dos professores a terem uma vida familiar minimamente estável, a caótica falta de docentes para assegurar o ensino obrigatório, fruto da incompetência dos governantes para lidarem com um problema há anos previsto.
A chamada “vinculação dinâmica” é uma oferenda de Pirro, perpetrada por um Maquiavel de pacotilha, que propõe uma separação coerciva, permanente e cruel de milhares de professores das respectivas famílias.
A este diploma vai brevemente juntar-se um outro, que consignará a correcção das chamadas “assimetrias na progressão da carreira”. Só que, de cada vez que o Ministério da Educação se propõe corrigir asneiras anteriores, novos disparates promove. O anunciado “acelerador” para resolver assimetrias provocadas pelo congelamento da carreira docente é antes um exclusor de muitos professores e um gerador de novas injustiças. A defesa que o ministro faz da sua proposta não expõe apenas a incompetência técnica. Revela a sua lamentável desonestidade intelectual.
Os olhares viram-se agora para Belém. O Presidente da República promulga ou veta os diplomas? Ele próprio declarou que recebeu contributos de muitos professores e que aguarda que o Governo responda a dúvidas e perguntas que formulou. Duvido que os vete. Mas, se os promulgar, assina uma carta de alforria para destruir milhares de famílias. A propósito, recorde-se que, em Dezembro passado, em Ourém, Marcelo disse que os professores se queixavam com razão. E reiterou essa razão quando, na entrevista de Março à RTP, foi bem explícito a defender que o Governo devia acordar com os sindicatos um modo de recuperar o tempo de serviço, se não integralmente, pelo menos de forma parcial.
In “Público” de 12.4.23

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/estamos-apenas-a-mascarar-o-falhanco-santana-castilho/

Load more