É comum haver esta ideia de impermeabilidade nos profissionais que “combatem” determinada situação no desempenho da sua profissão. Por exemplo, os médicos não adoecerem ou conseguirem estar quase sempre saudáveis, policias não cometerem nenhum crime ou os bombeiros nunca terem nenhum fogo em sua casa, os professores de Educação Física nunca se cansam, etc.
E no caso dos psicólogos serem impermeáveis às questões da saúde mental. Não sofrerem de stresse ou ansiedade, depressão ou outro sofrimento psicológico. E igualmente para os outros terapeutas.
Ninguém está imune ou é impermeável a tal. As pessoas podem ter um maior conhecimento em determinadas áreas, mas precisam de ter um conjunto de cuidados em relação à sua própria “higiene mental” para conseguirem estar em melhores condições no desempenho da sua profissão, e no enfrentar das inúmeras situações causadoras de desgaste.
Burnout, a fadiga mental
Esta sensação de fadiga mental ou exaustão emocional é aquilo que alguns autores, nomeadamente Maslach definiu como Burnout. Ou seja, este é definido como o fim de uma situação crónica de stresse verificada a longo prazo e é uma condição representada por três dimensões: fadiga mental ou exaustão emocional, sentimentos e percepções negativas sobre as pessoas com que trabalhamos e despersonalização ou diminuição da sensação de realização pessoal.
O esgotamento é considerado por muitos como uma dificuldade ao nível da saúde mental relacionada com o trabalho e é frequentemente correlacionado com ansiedade e depressão. Não somente o esgotamento pode ser pessoalmente angustiante, mas também pode se manifestar em muitas condições de saúde física e mental.
Por exemplo, fadiga, exaustão e somatização, e também está ligado ao evitamento social, incapacidade de regular a expressão de emoções, absentismo, moral reduzida e sensação reduzida de eficiência e desempenho.
Como referi anteriormente os psicólogos e profissionais de saúde mental e outros técnicos que trabalham com população acometida por uma condição de saúde mental também são sujeitos a uma série de problemas de saúde relacionados ao trabalho, incluindo fadiga da compaixão, traumatização secundária, etc. O Burnout, em si, tem sido associado com depressão, tanto no campo da psicologia e dentro de outras profissões. Também tem sido demonstrado mediar a relação entre o stresse e depressão em médicos que relatam sentimentos mais baixos de segurança e aumento da exaustão emocional.
No caso dos terapeutas que trabalham com crianças, jovens e adultos autistas, não obstante a sua preparação técnica e profissional de forma continuada para implementar o seu trabalho, estão sujeitos a um conjunto de situações potencialmente causadoras de burnout.
Alguns técnicos especializados do Ministério da Educação em situação de precariedade começaram a receber hoje notificação de que a sua integração na Função Pública foi homologada, momentos antes de protestarem no Porto pela demora do processo, disse fonte sindical.
Os técnicos especializados, como psicólogos ou terapeutas ocupacionais, queixavam-se de que ainda não terem visto homologados os processos de regularização do seu vínculo, passados que foram já dois anos sobre a data da sua inscrição no PREVPAP – Programa de Regularização Extraordinária de Vínculos Precários na Administração.
Afirmavam também que, em maio, a secretária de Estado da Educação tinha assumido o compromisso de que até ao fim da legislatura todos os processos seriam homologados.
Sublinhando que nem todos os 1.336 técnicos que recorreram ao PREPAV viram já os seus processos homologados, a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS), promotora do protesto no Porto, assinalou a coincidência de algumas homologações terem sido comunicadas precisamente neste dia, concluindo que “a luta vale a pena”.
Presente na iniciativa, o líder da CGTP-IN, Arménio Carlos, disse à agência Lusa que a homologação não chega, pedindo celeridade na conclusão do processo.
Pediu mesmo “uma espécie de Simplex” para estes trabalhadores, que se concentraram junto à Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares/Norte].
“Não há necessidade de nenhuma reavaliação (dos processos PREPAV), apenas de simplificar os processos e tornar na prática, concretizável aquilo que as CAB (Comissões de Avaliação Bipartida) já reconheceram, que é reconhecer que estas técnicas desenvolvem uma atividade profissional permanente e, o como tal, devem estar no quadro”, afirmou.
Na sua avaliação, a demora nos processos tem “razões políticas” que, defendeu, “têm de ser postas de parte para dar lugar às opções do ponto de vista das necessidades especiais das crianças”.
Confrontado pela Lusa com as críticas sindicais, o Ministério da Educação respondeu que, “no âmbito do PREVPAP, a quase totalidade dos requerimentos foram deliberados favoravelmente”, acrescentando que os trabalhadores com processo já homologado “serão notificados no decurso dos próximos dias, com a abertura dos concursos a decorrer de seguida”.
O Ministério da Educação dizer saber que a CAB Educação “encontra-se a trabalhar no sentido de enviar, o mais rapidamente possível, os restantes processos para homologação, os quais serão despachados pelo ministro da Educação com a celeridade máxima, como até aqui”.
Estamos em início de outubro e a aplicação para as contratações de escola já começam a ter horários para os quais não houve candidatos ou então que existiram duas não aceitações nas Reservas de Recrutamento.
No quadro seguinte estão assinalados a verde os horários que deviam ter saído em Reserva de Recrutamento e que passaram agora para contratação de escola. O grupo com mais evidência de falta de professores é o grupo 550 – Informática que tem em concurso até dia 4 de outubro 50 horários completos, dos 123 que estão agora em concurso.
Já venho a alertar há bastante tempo que o grupo 420 – Geografia também anda deserto de candidatos e dos 74 horários em concurso, 64 já passaram das reservas de recrutamento à contratação de escola.
Os distritos com mais ausência de candidatos aos concursos de professores são Lisboa, Setúbal e Faro. Curiosamente as zonas onde todos os anos entram mais professores no quadro.
Estou muito certo que algumas escolas deste país vão passar um martírio ao longo de todo ano para conseguirem um professor para algumas disciplinas.
Ficam estes quadros para análise, não apenas dos professores, mas de quem tem poder para alterar tudo isto.
s trabalhadores do privado e os funcionários públicos podem reformar-se, a partir de hoje, aos 60 anos sem o corte de 14,7% do fator de sustentabilidade desde que tenham, nessa idade, pelo menos 40 anos de contribuições.
Em causa está uma norma do Orçamento do Estado para 2019 (OE2019) que prevê o fim do fator de sustentabilidade para os novos pensionistas da Segurança Social que reúnam a condição de, aos 60 anos, atingirem 40 anos de carreira enquanto durar essa idade.
Esta medida entrou em vigor em janeiro, porém nessa altura abrangia apenas quem tinha pelo menos 63 anos de idade, passando hoje a abranger as pessoas com 60 anos.
Outra das novidades, além da descida do limite de idade, é que o regime passa a abranger a partir de hoje os funcionários públicos cujas reformas são pagas pela Caixa Geral de Aposentações (CGA). Até agora, o regime só estava disponível para os trabalhadores que descontam para a Segurança Social.
Na CGA, as novas regras aplicam-se aos pedidos de reforma pendentes, segundo o diploma.
As Escolas Públicas de Hudson estão à procura de um(a) professor(a) de Português dinâmico(a) e que inspire os alunos a aprender Português. O candidato deve ter um nível avançado de Português, conhecimento das culturas do mundo Português, e domínio de metodologias de instrução de língua estrangeira.
Candidatos sem visto de trabalho nos EUA têm obrigatoriamente de cumprir os seguintes requisitos:
– domínio da língua inglesa que lhes permita ter uma conversação com facilidade
– estar de momento a trabalhar a tempo inteiro com alunos entre os 9 e os 18 anos
– ter um mínimo de dois anos de experiência a trabalhar a tempo inteiro com alunos entre os 5 e os 18 anos
Candidatos interessados devem-se candidatar no website SchoolSpring.com:
Nota: Esta vaga está aberta a professores que NÃO tèm visto de trabalho nos EUA.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/09/que-bicho-te-mordeu-espicacar-a-curiosidade-das-criancas-esta-a-distancia-de-um-clique/
Algo de estranho se passará com a plataforma do reposicionamento dos 2,9,18.
Um professor que, supostamente, teria subido a 01/06/2019 por ter o tempo de permanência no atual escalão e ainda lhe sobrar tempo desta tranche para o próximo. não sobe na data prevista. Sobe a 19/07/2019.
Será que a plataforma tem alguma forma mal introduzida? ou, mais uma vez os professores vão ser prejudicados?
Isto está-me a parecer estranho demais para ser uma coincidência…
Verifiquem bem aquilo com que concordam.
Trocando isto por miúdos, a reposição não está a retroagir a 1/06/2019, mas à data do final do processo de ADD.
A Coutinho, Neto & Orey no âmbito da sua atividade de recrutamento encontra-se a desenvolver um processo de seleção para o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. (Camões, I.P.)
Prazo limite de candidatura: 13/10/2019
I – Enquadramento da ação
O Projeto PRO-Português, a implementar na República Democrática de Timor-Leste (RDTL), tem como objetivo global “contribuir para a consolidação do sistema educativo de Timor-Leste, através do apoio ao setor da formação profissional e contínua do pessoal docente do sistema educativo do Ensino Não Superior” e, como objetivos específicos, “i) constituir uma Bolsa de Formadores Nacionais, a nível de Posto Administrativo, e consolidar as suas competências técnico-científicas, didático-pedagógicas e linguístico-comunicativas para ministrarem Cursos de Língua Portuguesa (Níveis A2, B1 e B2); ii) reforçar as competências linguístico-comunicativas em Língua Portuguesa de docentes de todos os níveis de ensino (Educação Pré-Escolar, Ensino Básico e Secundário) do sistema educativo do Ensino Não Superior de Timor-Leste”.
Acreditando no estudo que foi lançado a semana passada, a maioria dos professores encontram-se satisfeitos com o seu trabalho, mas 1/3 mudaria de profissão.
O estar satisfeito com o seu trabalho não quer dizer que estejam satisfeitos com a sua situação profissional. Para que isso aconteça, muito terá que mudar nos próximos tempos, muita injustiça terá de ser desfeita.
Como estão os professores a pensar lutar contra essas injustiças? Manifestando-se, na rua, nas redes sociais, nas escolas… Como estarão a pensar demonstrar essa insatisfação? Ficando em casa no sofá?
Eu sei que muitos professores não estão de acordo com as orientações dos sindicatos e as suas ações num passado próximo, Eles deveriam ter sido mais aguerridos, mais fortes, mais representativos da classe, mas quem elege as cabeças dos sindicatos também são os professores e se fugirmos aos sindicatos só estamos a ser compassivos com a nossa insatisfação no que a eles respeita.
Não querem apoiar as ações dos sindicatos. Não apoiem. arranjem maneira de os substituir como representantes dos professores. Não é possível? Eu também sei.
Não estão de acordo com as cabeças da manifestação? Não querem pegar em bandeirinhas? Não querem vestir as cores dos sindicatos?
Vistam-se de negro. Esperem pelo fim da “caravana” e sigam-na apoiando a vossa insatisfação a todos os níveis. Mas façam-no, não esperem que os outros lutem por vocês ou pelo que vocês querem. Vão, mas vão por vocês como individuo, como profissional, como professores… vão defender os vossos direitos.
Ao longo do mês de setembro de 2019 estiveram em concurso na aplicação SIGHRE para contratação de escola 2.069 horários, sendo que 1.020 foram para grupos de recrutamento e 1.049 para Técnicos Especializados.
Apenas os grupos de recrutamento 360, 400, 540 e 550 já tiveram ofertas acima das 8 horas, todos os horários dos restantes grupos foram inferiores a 8 horas.
O grupo com mais pedidos de horas foi o 100 – Educação Pré-escolar com 167 horários, seguindo-se o grupo 290 – Educação Moral e Religiosa Católica com 158 horários.
O Distrito com mais horários em concurso foi Lisboa onde já foram pedidos 426 horários, seguindo-se o Porto com 317 horários.
Ficam aqui os dois quadros do mês de setembro para melhor análise.
Aqui há uns tempos publiquei aqui no blog uma petição submetida no Parlamento Europeu sobre as Ultrapassagens, Surpreende-me que não tenha ainda os milhares de apoiantes que foram ultrapassados, tanto pelos colegas que entraram depois de 2011 como os que estão a ser ultrapassados com o reposicionamento na carreira ao abrigo dos 2,9,18.
Depois queixam-se que os sindicatos é que não fazem nada. Será possível apoiar a Petição da colega Rute Sobral?
Fica o link e dados da petição, basta registar e apoiar. Não é difícil.
Titulo: Petição n.º 0235/2019, apresentada por Rute Sobral, de nacionalidade portuguesa, sobre uma alegada discriminação dos professores em Portugal
Síntese da petição: A peticionária queixa-se de que as recentes alterações à legislação portuguesa criam discriminação entre professores, em especial no que diz respeito à progressão na carreira e à remuneração. Argumenta que esta situação permite, por exemplo, que professores com anos de experiência semelhantes ou mesmo menos anos de experiência sejam promovidos a melhores posições do que professores com mais anos de carreira, baseando-se apenas no tempo de acesso à profissão.
Na Reserva de Recrutamento 4 foram colocados 845 docentes contratados de acordo com a seguinte distribuição por grupo de recrutamento, duração do contrato e número de horas.
Depois de ser rejeitado por seu rebanho, um jovem ‘Cheetal’ encontra-se o alvo de um predador temível. Deve aprender a aceitar a si mesmo e suas diferenças para sobreviver.
É um tema controverso entre a classe docente, a reivindicação dos Educadores de Infância e Professores do 1º CEB, de um regime especial de aposentação. Esta petição já não é a primeira a ser submetida e, embora, todos os grupos parlamentares se tenham mostrado solidários com a ideia, nenhum apresentou uma proposta para que se legislasse.
Os docentes dos outros ciclos, também merecem ser compensados. A profissão docente é comprovadamente de desgaste rápido e se outras, como os militares e policias, já têm um regime especial porque é que os professores não o devem ter? (sendo que os militares até podem passar à reserva, que é como uma art.º 79 para os professores, mas na totalidade e sem necessitarem de comparecer ao serviço)
Esta petição surgiu contemplando os Educadores de Infância e Professores do 1º CEB, mas estou certo que se surgir alguma a contemplar os professores dos outros ciclos ou a totalidade, terá o mesmo resultado, um massivo apoio da parte dos professores. Basta que alguém tome a iniciativa de dar a cara por ela.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/09/4186-assinaturas-em-48h-na-peticao-regime-especial-aposentacao-educadores-de-infancia-e-professores-do-1o-ceb/
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e listas de Colocação Administrativa – 4.ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 30 de setembro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 1 de outubro de 2019 (hora de Portugal continental).
“Os professores estão satisfeitos com o seu trabalho, porém, subsistem desafios tais como o envelhecimento da população docente, a elevada proporção de pessoal não permanente e as lacunas na integração e no desenvolvimento profissional contínuo”
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/09/monitor-da-educacao-e-da-formacao-de-2019-salienta-envelhecimento-de-professores-como-um-problema-em-portuga/
Quem não lê corre o risco de ter que acreditar em tudo que os outros lhe dizem.
Ainda há alguns diretores que não leram o “Esclarecimento relativo às de intervalo no 1.º CEB” e continuam a insistir na recusa de incluir os intervalos na componente letiva dos professores de apoio. Esta situação tem sido recorrente ao longo dos anos, já depois do dito esclarecimento, por parte da DGEstE, em 2017.
Os professores consentem que este abuso continue e não reivindicam o que é seu por direito. Os diretores, com fracos hábitos de leitura, vão gerindo a pouca leitura destes esclarecimentos, por parte dos professores e a “coisa” vai-se perpetuando.
Por sua vez, os professores que até têm uma ideia destes esclarecimentos, não se conseguem impor perante tanta gente de fraca leitura e vão na onda para não arranjar problemas.
Queixem-se aos sindicatos. “Eles” não servem só para organizar greves e passeatas.
Fica aqui o esclarecimento para relembrar quem tem como hábito o esquecimento por dar jeito e por não ter o costume de ler estas “coisas”.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/09/o-intervalo-dos-professores-do-1o-ciclo-em-apoio-educativo-ou-em-coadjuvacao-e-componente-letiva/
Docente de Língua e Cultura Portuguesas – Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau
O Camões, I.P. informa que decorre entre as 0h00 de dia 27 de setembro e as 24H00 do dia 3 de outubro de 2019 o período para apresentação de candidaturas para o cargo de Docente de Língua e Cultura Portuguesas na Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau.
As candidaturas deverão ser remetidas por comunicação eletrónica para o endereço [email protected].
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/09/manifestacao-de-interesse-docente-de-lingua-e-cultura-portuguesas-assembleia-nacional-popular-da-guine-bissau/
O Camões, I.P. informa que decorre entre 26 de setembro e 2 de outubro de 2019 o período para apresentação de candidaturas para o cargo de Leitor na Universidade de Kinshasa, na República Democrática do Congo.
As candidaturas deverão ser remetidas por comunicação eletrónica para o endereço [email protected]
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/09/aviso-de-abertura-de-procedimento-concursal-simplificado-local-republica-democratica-do-congo/
Para: Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da Républica, Primeiro Ministro, Grupos Parlamentares da Assembleia da República
Venho desta forma solicitar a reinstituição de um regime especial de aposentação para educadores de infância e professores do 1.º ciclo do ensino básico do ensino público em regime de monodocência.
Que seja criada uma lei que permita aos docentes em regime de monodocência o direito à aposentação aos 60 anos de idade com pelo menos 30 anos de serviço.
A profissão de docente é uma das que está reconhecida e comprovada de desgaste rápido, no entanto, os educadores de infância e os docentes do 1º CEB, são os únicos dentro da carreira docente que não têm redução da sua componente letiva.
O regime especial de aposentação era um dos direitos consagrados na constituição portuguesa, que foi retirado injustamente a este grupo de profissionais.
Procedimento Concursal Simplificado Local – Argélia
O Camões, I.P. informa que decorre entre 26 de setembro e 2 de outubro de 2019 o período para apresentação de candidaturas para o cargo de Leitor na Universidade de Argel 2, Argélia.
As candidaturas deverão ser remetidas por comunicação eletrónica para o endereço [email protected]
O envelhecimento da classe docente envolve desafios imediatos, alguns menos óbvios, mas todos eles com um potencial de dano considerável.
Cândida repassa os olhos pela sala. Detém-se um pouco mais no seu flanco sombrio, debatendo-se, como se a penumbra fosse menos inclemente que o vazio que sente. Por entre as mesas rectangulares, filas sucessivas de fórmica verde esmagada, intersectam-se os cheiros do chão encerado, do medo impenitente dos alunos, à espera daquele último grupo do exame que lhes estragará a média e o futuro para sempre, e até do giz branco, não obstante o seu pó fino e áspero há muito se ter dissipado daquela e de todas as outras salas. Por fim, confidencia-me, sem hesitações:
— No final do mês, já cá não estarei.
Ainda não contrapus e ela já insiste para que reconsidere a minha conclusão. Existe outra versão bem distinta para o que chego a pensar. À beira dos sessenta anos, ela não desistiu da escola. Com as mãos apoiadas na secretária, renuncia, pelo menos, a enumerar pelos dedos. Limita-se a discorrer, a voz embargada por uma certa incompreensão: perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória, autonomia e flexibilidade curricular, educação inclusiva, uma sucessão de alguns decretos e dos mais variados acrónimos. Temo ainda contrariá-la, sobretudo na substância, mas talvez seja o tempo de abdicar um pouco dos meus princípios. E com isso não me rendo ao cinismo. Apenas aceito outro ângulo possível para aquele desfecho, reduzindo-o a um número: 41%. É essa a percentagem de professores com idade superior a 50 anos, em Portugal, segundo o relatório Education at Glance, produzido pela OCDE. No extremo oposto, ressoa ainda mais o facto de apenas 1% dos professores portugueses ter menos de 30 anos.
Pensarão alguns, esses sim com cinismo, que o envelhecimento da classe docente é um não-problema, porque a evolução demográfica também implica termos cada vez menos alunos. Portanto, num arrojo de programação tecnocrática, daqui a uns anos bastará aumentar o rácio de alunos por professor, diminuir o número de turmas, prever menos horários disponíveis por preencher, enfim, nivelar as coisas. Os arautos do pós-humanismo desdramatizarão, sugerindo que não faltará muito para os professores serem substituídos por máquinas. Esses utilizarão até à exaustão exemplos de aprendizagem auto-dirigida, como o da escola na nuvem, de Sugata Mitra, em que o papel do adulto na aprendizagem dos mais novos se reduzirá ao mero incentivo, se tanto.
A curto prazo, a programação acéfala, meramente economicista, não nos salvará, mesmo que um maior número de alunos por turma esteja longe de ser o factor mais determinante para a qualidade de ensino ou para o rendimento dos alunos. Por outro lado, o dia em que capitularemos, cedendo à desumanização total dos processos educativos, também ainda não se vislumbra. Até lá, o envelhecimento da classe docente envolve desafios imediatos, alguns menos óbvios, mas todos eles com um potencial de dano considerável.
A longevidade pode ser um desígnio das sociedades, mas carreiras profissionais mais longas envolvem riscos de desgaste acrescidos, em especial na docência. Acresce que uma grande massa de professores mais desgastados e mais envelhecidos traduz-se numa classe com menor abertura à mudança. Se a maioria dos professores se encontra numa faixa etária em que a flexibilidade diminui, menor será a capacidade para incorporar os ajustamentos didácticos ou pedagógicos, sejam eles sustentados pela investigação ou a concretização de conveniências ideológicas, ao ritmo de cada governo
Em Gaia e no resto do país, o problema da falta de funcionários persiste. Os diretores têm que tomar medidas de forma a pressionar o ME para que situações como esta deixem de acontecer. As nossas crianças estão em perigo dentro do espaço escolar. Talvez o que aconteceu em Braga não tivesse acontecido…
As 11 escolas do Agrupamento Escolar de Canelas, no concelho de Vila Nova de Gaia, vão estar fechadas na quarta-feira por falta de funcionários, adiantou hoje à Lusa o diretor do agrupamento, Artur Vieira.
“A comunicação já foi feita à Direção-Geral de Estabelecimentos Escolares (DGEsTE Norte) e à Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, e a partir de amanhã [terça-feira] começaremos a avisar os pais e a afixar avisos. Não tenho funcionários suficientes e foi marcado um plenário para discutir esta questão. É no exterior, mas a comunidade está a mobilizar-se e com os poucos funcionários no exterior não posso abrir as escolas”, descreveu o diretor.
Pré-avisos de greve de pelo menos três sindicatos abrangem todos os estabelecimentos de ensino, desde o pré-escolar ao ensino superior.
A Federação nacional dos Professores (Fenprof) entregou um pré-aviso de greve para sexta-feira, dia da paralisação global pelo clima, informou hoje a estrutura sindical.
Professores e investigadores vão participar na Greve Climática que se realiza sexta-feira, tendo sido entregues pré-avisos de greve de pelo menos três sindicatos, incluindo a Fenprof, que abrangem todos os estabelecimentos de ensino do país, desde o pré-escolar ao ensino superior.
Depois de ter sido contactada por vários docentes que queriam aderir ao protesto mundial em defesa do planeta, a Fenprof decidiu entregar um pré-aviso “para que todas as pessoas que o desejam possam participar na manifestação” que se realiza esta sexta-feira em mais de vinte localidades portuguesas, disse à Lusa o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira.
No âmbito do XV Encontro Nacional de Biologia Evolutiva, uma organização da Associação Portuguesa de Biologia Evolutiva, teremos workshops para professores organizados pelo Núcleo de Educação e Divulgação em Evolução da nossa associação (NEDE-APBE). Uma vez que muitos professores seguem o seu blog, agradecíamos que, se possível, divulgasse estes workshops através dos meios que considere apropriados.
Um grupo de Técnicos Especializados com serviço de formação, resolveu questionar o Governo relativamente ao PREVPAP. Volvidos 20 meses esperamos uma resposta que tarda a chegar.
Senhores Membros do Governo,
Senhores Deputados,
Senhores que integram a CAB da Educação,
Nós, Técnicos Especializados com serviço de docência na Escola Pública, vimos questionar V.s Ex.as relativamente ao cumprimento da Resolução da Assembleia da República n.º 37/2018 de 7 de fevereiro, que recomenda ao Governo que valorize e dignifique os técnicos especializados das escolas públicas, promovendo a sua contratação efetiva e combatendo a respetiva precariedade, tendo entre outras medidas, recomendado que no âmbito do Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários na Administração Pública ou aplicando a Diretiva 1999/70/CE, de 28 de junho de 1999 ” permita a abertura de concursos para vinculação dos que sejam contratados por três anos consecutivos” e “crie grupos de recrutamento para os técnicos especializados, nas diversas áreas disciplinares a que atualmente correspondem funções de docência, com vista à sua vinculação na carreira docente.”
Volvidos vinte meses desde a sua publicação da Resolução da Assembleia da República n.º 37, em Diário da República, o Governo não tomou as devidas medidas com vista à resolução profissional dos técnicos especializados para formação.
Entre contratações/renovações/prorrogações nós, os Técnicos Especializados para formação, questionamos o nosso futuro, não entendendo o porquê da ausência de respostas nem o arrastamento do processo do PREVPAP. Continuamos sem entender também “se, quando e como” será reposta a legalidade dos nossos vínculos laborais e a integração na carreira.
Não obstante o PREVPAP, a questão dos técnicos especializados com serviço de docência não é nova, relembramos que no ano de 2007 através da publicação do Decreto-Lei 338/2007 de 11 de outubro, estabeleceu-se o regime de integração em lugar do quadro zona pedagógica dos professores de técnicas especiais com, pelo menos, 10 anos de exercício ininterrupto de funções docentes nos estabelecimentos públicos dos ensinos básico e secundário na dependência do Ministério da Educação. Foi assim encontrada uma solução para a regularização dos vínculos laborais de técnicos especializados para formação, peso embora, sem caráter de continuidade.
Assim, pretendemos questionar se estará a ser pensada a consagração legal de um regime de vinculação de Técnicos Especializados para formação, capaz de impedir novas situações de abuso no recurso sucessivo à contratação a prazo, ou se os inscritos no PREVPAP poderão ter a oportunidade de ver resolvidos os seus casos específicos, servindo este programa regularização de vínculos precários de ponto de partida para a criação de novos grupos de recrutamento e para a criação de requisitos gerais de acesso à carreira, tornando-se assim, o PREVPAP, o alicerce para a criação de uma carreira que vise a estabilidade de tantos trabalhadores essenciais às Escolas e à formação Técnica de tantos jovens que hoje frequentam o ensino profissional, vocacional e artístico.
Um grupo de Técnicos Especializados com serviço de docência nas Escolas Públicas
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/09/carta-aberta-de-um-grupo-de-tecnicos-especializados-a-questionar-o-governo-relativamente-ao-prevpap/
Encontra-se atualizada a página “A Minha Posição na Lista” com os dados da Reserva de Recrutamento 3.
Os docentes ainda não colocados podem ter uma noção mais precisa de quem está à sua frente e ainda não foi colocado e em que escolas têm ficado colocados nos últimos anos.
Ferramentas de apoio à implementação do plano começarão a chegar às escolas no próximo mês. Ministério vai sensibilizar os directores de escola para “a importância da monitorização do fenómeno e tomada de decisões a nível local, regional ou nacional”.
O Ministério da Educação anunciou este sábado um plano de combate ao bullying nas escolas, onde estes comportamentos de intimidação, coação e perseguição vitimam, segundo as Nações Unidas, uma em cada três crianças.
Segundo uma nota de imprensa do Ministério da Educação, o plano pretende apostar “na sensibilização, na prevenção e na definição de mecanismos de intervenção em meio escolar, com o envolvimento de vários serviços”, para combater quer o bullying em presença, quer o ciberbullying, que acontece no mundo virtual da Internet.
Elaborado pela Direcção-Geral da Educação, em articulação com a Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares e a Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, o plano terá associada a campanha “Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência”.
O Ministério da Educação assinala que “foi já introduzida uma melhoria na Plataforma SISE (Sistema de Informação de Segurança Escolar)”, sendo agora possível aos directores de escola referenciarem casos de bullying e/ou ciberbullying. “Desta forma, contorna-se o facto de estes casos não serem considerados uma tipologia de crime”, justifica o Ministério, adiantando que vai sensibilizar os directores de escola para “a importância deste registo para monitorização do fenómeno e tomada de decisões a nível local, regional ou nacional”.
Segundo a mesma nota, o objectivo do plano “é erradicar o bullying e o ciberbullying nas escolas, enquadrando-os no contexto mais amplo da violência em meio escolar, ajudando a reconhecer sinais de alerta, lançando orientações e capacitando as escolas para a utilização de diferentes abordagens de prevenção e intervenção”, respeitando a autonomia e a realidade de cada estabelecimento de ensino.
As ferramentas de apoio à implementação do plano começarão a chegar às escolas no próximo mês, por ocasião do Dia Mundial de Combate ao Bullying, que se celebra a 20 de Outubro. O plano pressupõe a criação de equipas, compostas por vários elementos do meio escolar, incluindo alunos, que terão “como missão, entre outras, a promoção de acções de sensibilização e prevenção para a comunidade educativa”. O que se pretende é que, perante um caso concreto de bullying e/ou ciberbullying, essas equipas o “possam resolver o mais rapidamente possível”, indica a nota.
Ao mesmo tempo, as turmas de todas as escolas serão convidadas a comprometerem-se “com um conjunto de cláusulas que vão no sentido do respeito pelo outro e da não- violência” e será sugerido às escolas que reconheçam as turmas que “vierem a revelar uma boa conduta ao longo do ano”.
O plano inclui ainda a disponibilização de um site e páginas sociais com conselhos para alunos, famílias e escolas, instrumentos de literacia, projectos e outras iniciativas. “Para acompanhar e monitorizar a aplicação do plano nas escolas foi criado um grupo de trabalho, composto por elementos dos serviços e organismos do Ministério da Educação, com a missão de apoiar a comunidade escolar na promoção de uma ‘Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência’”, explica a tutela em comunicado.
Ao Grupo de Trabalho “Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência” caberá, entre outras funções, promover a celebração de parcerias e protocolos com instituições e organizações que colaborem no combate ao bullying e ciberbullying, e monitorizar a nível nacional a existência de situações de violência em contexto escolar.
Marcelo Rebelo de Sousa recordou os seus tempos de professor dizendo que “boa parte do tempo que era dedicada à pesquisa e à preparação da docência, e a outras actividades suplementares, é dedicada à burocracia para facilitar as estatísticas”.
O Presidente da República considerou esta sexta-feira, perante uma plateia de professores bibliotecários, que a profissão “é uma odisseia” com burocracias que não largam os docentes, que passam o ano lectivo a preencher fichas.
“Os horários, as burocracias, que não nos largam um instante, andamos nós mais tempo a preencher fichas, fichas de previsão no início do ano lectivo, fichas de acompanhamento ao longo do ano lectivo, fichas de prestação de contas periodicamente também no ano lectivo”, sustentou Marcelo Rebelo de Sousa.
Os resultados deste inquérito aberto por 24 horas não permitiu o voto repetido do mesmo IP e manifesta apenas o sentido de voto dos leitores, maioritariamente professores.
À frente neste votação ficou o PSD com 834 intenções de voto, representando 28,9%. O Bloco de Esquerda obteve a segunda posição com 772 votos (26,75%). O PS ficou em terceiro lugar com 228 votos (7,9%).
Este inquérito demonstra que os professores não contam com o PS para o próximo governo e que dão o seu apoio a uma viragem à direita, ou ao aumento do poder do BE para retirar força ao PS.
Existe um universo de 6,9% de leitores que não decidiu ainda a sua intenção de voto e a abstenção situa-se nos 2,95%. Em branco vão votar 108 leitores que representa 3,74%.
A seguir aos três partidos mais votados encontram-se os seguintes por ordem decrescente:
CDU com 6,31%, PAN com 2,7%, CDS com 2,49% e Livre com 2,43%.
Segue-se depois uma lista de 14 partidos todos com menos de 2% de intenções de voto.