4186 assinaturas em 48h na Petição “Regime Especial Aposentação Educadores de Infância e Professores do 1º CEB”

 

Em menos de 48 horas a petição “Regime Especial Aposentação Educadores de Infância e Professores do 1º CEB” atingiu as 4000 assinaturas para ser submetida à Assembleia da República.

É um tema controverso entre a classe docente, a reivindicação dos Educadores de Infância e Professores do 1º CEB, de um regime especial de aposentação. Esta petição já não é a primeira a ser submetida e, embora, todos os grupos parlamentares se tenham mostrado solidários com a ideia, nenhum apresentou uma proposta para que se legislasse.

Esta petição, surge num momento em que, pela terceira vez, o primeiro ministro se mostra sensível a este tema, tendo referido que estes docentes que é necessário compensar os docentes em regime de monodocência pela sua carga horária ao longo da carreira.

Os docentes dos outros ciclos, também merecem ser compensados. A profissão docente é comprovadamente de desgaste rápido e se outras, como os militares e policias, já têm um regime especial porque é que os professores não o devem ter? (sendo que os militares até podem passar à reserva, que é como uma art.º 79 para os professores, mas na totalidade e sem necessitarem de comparecer ao serviço)

Esta petição surgiu contemplando os  Educadores de Infância e Professores do 1º CEB, mas estou certo que se surgir alguma a contemplar os professores dos outros ciclos ou a totalidade, terá o mesmo resultado, um massivo apoio da parte dos professores. Basta que alguém tome a iniciativa de dar a cara por ela.

Em relação às duvidas expressas nos comentários das redes sociais sobre esta Petição e carga horária destes docentes, assim como a aplicação do art.º 79 aos mesmos, deixo aqui um estudo sobre as “CONDIÇÕES DE TRABALHO DOS DOCENTES DA EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR (EPE) E DO PRIMEIRO CICLO (1.ºC) DO ENSINO BÁSICO EM RELAÇÃO ÀS DOS RESTANTES SETORES DE ENSINO “.

[gview file=”http://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2016/01/estudo_CONDIÇÕES-TRABALHO.pdf”]

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19 comentários

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    • Paula Cristina Martins Pereira on 27 de Setembro de 2019 at 20:46
    • Responder

    Novamente a classe dividida! E os outros professores? Não têm barreiras/ outros problemas para enfrentar/ ultrapassar? Não consigo perceber!

      • acj on 27 de Setembro de 2019 at 23:05
      • Responder

      Neste texto descrito não vi nenhuma classe dividida. Li “Os docentes dos outros ciclos, também merecem ser compensados”. E constata um facto. Os monodocentes têm uma sobrecarga letiva muito superior relativamente aos seus pares e por esse facto deveriam ser compensados. Será que constatar um facto é visto como uma divisão? Ou trata-se de uma questão de justiça, que tem a ver com a desigualdade de horário de trabalho. Não consigo perceber certas reações, como se a defesa destes docentes afetasse os restantes.

    • Maria on 27 de Setembro de 2019 at 23:26
    • Responder

    Concordo plenamente com este estudo. Parabéns pelo trabalho… E confirmo tudo o que está relatado no estudo, porque tenho uma irmã gémea, com o mesmo tempo de serviço, no 3º ciclo e vejo o tempo de permanência dela na escola é muito diferente do meu (1º ciclo). A minha irmã já tem 4 horas de redução ao abrigo do artº 79, pela idade, independentemente do trabalho que exerceu ao longo da carreira ( prof titular, Biblioteca, orgão de gestão etc).
    Eu, no 1º ciclo . com a mesma idade, o mesmo tempo de serviço ( 35 anos). pedi os dois anos a que tenho direito ao abrigo do artº 79 e vieram os dois pedidos indeferidos. Isto porque ao longo da carreira não estive sempre com turma (injustiça)… Com a minha irmã aconteceu o mesmo, nem sempre esteve com turma e tem direito a gozar o artº 79 (4horas).
    Concordo plenamente com esta petição e seria muito justo os professores do 1º ciclo e Educadores irem mais cedo para a reforma…

    • motta on 27 de Setembro de 2019 at 23:27
    • Responder

    Isto é tão mau, tão mau, mas mesmo tau mau, que há muito tempo não me envergonhava de ser professor perante uma proposta, petição ou o que quer que fosse… E isto não carece de demonstração.
    motta

    • Atento on 27 de Setembro de 2019 at 23:53
    • Responder

    .
    Estes porcos só lhes falta pedirem o ordenado de professores catedráticos.

    ACABEM COM A CARREIRA UNICA.

    O atual ECD é um EMBUSTE.

    Os mono(in)docentes devem ter uma carreira própria. Professores do Ensino Secundário outra, á semelhança do que se passa com os professores do ensino superior.
    .

      • Pela Educação on 28 de Setembro de 2019 at 13:02
      • Responder

      Atentem à linguagem do Atento “Estes porcos…” “Os mono(in)docentes”. E será esta pessoa professor? E considera-se superior? Quer uma carreira diferenciada? Pessoa que recorre ao insulto nem é digno de ser professor. Para estes, qualquer seja o seu ciclo ou nível de ensino de docência, com linguagem própria de marginais, deveriam ser banidos da educação.

        • Atento on 28 de Setembro de 2019 at 14:28
        • Responder

        .
        Ó artista!…tu não és “Pela Educação”….tu és é pelo teu umbigo meu grande FDP

        Repito: Na maior parte dos países Europeus não existe “carreira única” NENHUMA…..só se for dos autocarros.
        O que existe são Carreiras distintas.

        Isto da “carreira única” é um dos frutos da ABRILADA e que vai ACABAR….já faltou mais.
        .

          • jlm on 28 de Setembro de 2019 at 16:49

          És mesmo ordinário. Não tens argumentos e recorres ao insulto e à provocação. Nem és merecedor de resposta, mas para informar quem possa ler estes comentários que a tendência é para os países da OCDE verem a Educação como um todo e convergirem para a carreira única.

    • Rui Filipe on 28 de Setembro de 2019 at 12:55
    • Responder

    O que seria justo, é uma aposentação aos 60 anos de idade e 36 anos de serviço, para todos.
    Basta pensar no tempo que foi subtraído.

      • Joana on 28 de Setembro de 2019 at 13:07
      • Responder

      Rui Filipe também concordo consigo, aposentação igual para todos, mas para tal o tempo letivo e a reduçaõ de tempo letivo também deveria ser igual para todos. Só que não é, há diferenças e há que acabar com elas.

    • Alberto on 28 de Setembro de 2019 at 20:02
    • Responder

    UM ESTUDO ABSURDO SOBRE A MONODOCÊNCIA
    De vez em quando volto a este estudo, eivado de pretensa objetividade e de um rigor científico muito duvidoso, talvez apadrinhado por um pantomineiro que costuma ter conversas em família sobre o assunto com a respetiva consorte.
    Um homem de um livro só é um perigo… um estudo baseado numa única variável é uma manipulação e um embuste.
    Lembro os tempos em que todos os professores estavam solidários e defendiam uma carreira única.

    Algumas ideias para reflexão…
    – O tempo letivo não pode ser o único fator para alimentar divisões na carreira.
    – Espantoso que o colega António Carvalho chegue à exatidão de 8, 2 anos… já agora um rigor científico exigia a tradução de duas décimas em meses, dias, horas, minutos… quem sabe se até mesmo segundos.
    – O professor Carvalho, mestre no ilusionismo, divide os docentes em dois grupos: de um lado os oprimidos colegas do 1.º ciclo e do outro lado os restantes professores, uns malandrecos. Já pensou que há situações tão díspares nos restantes ciclos. Vou só dar-lhe um exemplo que não dá o direito a ninguém de atitudes de sectarismo e de divisão, pois SOMOS TODOS PROFESSORES, que contribuem para a formação dos alunos. Imagine docentes que têm vários dias de reuniões no final do período, que fazem parte de um secretariado com a incumbência de verificar e conferir pautas e atas, que têm exames para corrigir no final do ano e que lhes ocupam duas semanas, enquanto outros colegas gozam merecidamente (sem qualquer ironia) as pausas letivas e as suas férias que vão muito além dos 30 dias. Já agora considere também estes fatores para abater aos 8,2 anos dessa suposta diferença.
    – Com alguma habilidade, o colega conseguiria ainda diminuir mais a idade de aposentação para o 1.º ciclo e aumentar a dos outros níveis de ensino para 70, 72 anos, esses malandros que trabalham menos 4 horas por semana.
    – Nem quero referir-me à forma como ocupamos a componente letiva, em contacto com alunos, em aulas de apoio, salas de estudo, clubes… é uma autêntica diversão… já agora juntem-se a nós uma vez que estamos agrupados,
    – Quando divulgou este estudo, o colega deveria pensar em tantas profissões dignas vítimas de injustiça nos salários, na aposentação e no reconhecimento social.
    – Introduza outras varáveis para tornar o seu estudo sério e rigoroso.
    – Será que «Capelas, 2015» é o local e data? Se for, exala um cheirinho a mofo… abra as janelas do rigor científico e da atualização no tempo.
    – Lembre-se que a sua proposta sofre de um paradoxo. Caso fosse aprovada, ninguém no 1.º ciclo trabalharia 40 anos… reformule a sua variável em função de 30, 32, 36 … e não de 40 anos.
    – Deixe de ser sectário e seja solidário! VIVA A UNIÃO DOS PROFESSORES!

    • E Silva on 28 de Setembro de 2019 at 20:33
    • Responder

    Porque razão o autor do estudo não introduziu na comparação o Ensino Superior?
    Talvez concluísse que os docentes do 1º ciclo ainda se deviam aposentar muito mais cedo.
    Ainda não há muito tempo, os professores do Ensino Secundário só tinham 20 horas letivas. Sabem porquê?
    Também devem saber que muitos dos atuais professores tiveram ao longo dos quatro anos do ensino primário distintas professoras regentes. E sentem-se inferiores por causa disso?

    • on 29 de Setembro de 2019 at 10:07
    • Responder

    Não me oponho a que estes docentes se aposentem mais cedo, mas, será que não beneficiam já de dois anos sem componente letiva? mais, eu na minha escola tenho 27 tempos de 45 minutos e não 26!
    Pergunto a este senhor que fez o estudo e que apresentou a petição, quantos anos de redução deveria ter um docente que leciona disciplinas como Inglês, Francês, Geografia,… que têm por ano mais de 100 alunos, mais de 30 reuniões anuais, pois têm cerca de 6 ou 7 turmas.
    É justo que os docentes do 1º ciclo e do pré-escolar devam aposentar-se mais cedo, mas seria injusto que os outros não o pudessem fazer!!
    Cada ciclo com as suas especificidades, não dividam mais os professores, a não ser que seja essa a intenção!!!

    • Maria on 30 de Setembro de 2019 at 13:49
    • Responder

    Nos dados apresentados não tiveram em conta os docentes com direito a redução da componente letiva da qual não usufruem e ainda têm mais 150mn no horário tudo no direto com os alunos… dependendo dos agrupamentos… estas situações acontecem… em vez de dividir a reforma devia ser para todos pois a profissão é de desgaste físico e psicológico.

    • J.F. on 30 de Setembro de 2019 at 17:25
    • Responder

    Tal como comentei no ComRegras:

    Quantos destes”mais que cinco mil”, pressupondo que a maioria serão professores, já contribuiram – nem que fosse com uns míseros 5€ – para o fundo judiciário (S.TOP.) para levar o estado português a tribunal, nomeadamente e entre outros, pelo SAQUE no tempo de serviço???
    Como é para a defesa de todos já não interessa?

    Já agora fica o apelo ao contributo dos PROFESSORES, amigos e familiares para a defesa do DIREITO de TODOS OS PROFESSORES!

    • J.F. on 30 de Setembro de 2019 at 17:40
    • Responder

    Repito o que já aqui deixei em Agosto:
    Quanto a mim o grande erro foi, a de todas as diferenças e especificidades, o “Estatuto único”
    Mas…
    Ok, vamos então a números, APENAS ALGUNS:

    ►ALUNOS que passam pelos prof. ao longo de 30 anos:
    ✓30 anos x 25 al =…………..750 al. (pré e 1º Ciclo)
    ✓30 anos x 180* al =…… 5400 al. (restantes ciclos)
    * – valor que pode ser muito maior pois há muitos professores com 7, 8, 9 e mais turmas.

    ►Se acrescentarmos os muitos PAPÉIS (muitas burocracias em todos os ciclos):
    Imagine-se um valor (MUITO baixo) de 2 relatórios/ planos/… por aluno:
    ✓30 anos x 1500 (=750×2 )=………………45 000 papéis
    ✓30 anos x 10800 (=5400×2)= ………324 000 papéis

    ►Imaginem-se 3 AVALIAÇÕES FORMAIS, pressupondo 1 único documento por aluno (valor por baixo) em cada avaliação:
    ✓30 anos x 2250 (=750×3)=……………..67 500 avaliações
    ✓30 anos x 16200 (=5400×3)=………486 000 avaliações

    ►Imaginem-se, muito por baixo, … 3 REUNIÕES (sem contar com tudo o que estas implicam) por TURMA e por ANO:
    ✓30 anos x 3 reun.(=1 turma x3) =…………90 reuniões
    ✓30 anos x 18 reun.(=6 turmasx3) =……540 reuniões

    … o tempo e os anos têm a mesma duração para todos…e, por aqui me fico…

    já não vou ao facto das reduções implicarem tempo de trabalho na escola (que nunca é para ou a favor do acima exposto)
    Não me venham é com a tanga do que trabalham mais que os outros… POIS DISCORDO E MUITO!

    • Amélia on 30 de Setembro de 2019 at 18:32
    • Responder

    o trabalho do docente não se resume a horas letivas … mas também na preparação das aulas das diferentes turmas.
    e aqui reside uma grande diferença …. número de turmas por professor/ano letivo do JI e 1º ciclo e restantes ciclos de ensino.
    Entendo que a discussão para a idade da reforma não deve ser professores do JE e 1º ciclo e os outros mas sim PROFESSOR profissão de desgaste rápido.

    • sandra sousa on 30 de Setembro de 2019 at 22:46
    • Responder

    E já agora contem, também, com os professores do ensino privado. Obrigada

    • João Santos on 2 de Outubro de 2019 at 15:12
    • Responder

    Nós professores do 1.º ciclo ainda andamos a sonhar com o passado. No passado a aposentação atingi-se por anos de servido, daí que a aposentação para nós fosse mais cedo que para os restantes colegas de outros ciclos.
    A partir de janeiro de 2006, se não estou enganado, o paradigma alterou-se: o fator determinante passou a ser a idade.
    Sonhar, como na canção do António Mourão que “O tempo volte para trás” é, na minha modesta opinião, uma pura perca de tempo, ou um mero exercício de retórica.
    O tempo voltou-se contra nós, docentes do 1.º ciclo. Fomos premiados pelo senhor engenheiro, pelo doutor teixeira e pela dona lourdes.
    É a vida.
    PS: perguntam-me se estou contente com a alteração de 2006. Respondo que não. O tempo só me tornou menos ácido, pois não pretendia ficar com alguma úlcera.
    Cheguei a ver a aposentação à distância de 8 meses e entretanto já passaram por mim vários anos e ainda estou no ativo.

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