Regime Especial Aposentação Educadores de Infância e Professores do 1º CEB

 

Regime Especial Aposentação Educadores de Infância e Professores do 1º CEB

Para: Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da Républica, Primeiro Ministro, Grupos Parlamentares da Assembleia da República

Venho desta forma solicitar a reinstituição de um regime especial de aposentação para educadores de infância e professores do 1.º ciclo do ensino básico do ensino público em regime de monodocência.

Que seja criada uma lei que permita aos docentes em regime de monodocência o direito à aposentação aos 60 anos de idade com pelo menos 30 anos de serviço.

A profissão de docente é uma das que está reconhecida e comprovada de desgaste rápido, no entanto, os educadores de infância e os docentes do 1º CEB, são os únicos dentro da carreira docente que não têm redução da sua componente letiva.

O regime especial de aposentação era um dos direitos consagrados na constituição portuguesa, que foi retirado injustamente a este grupo de profissionais.

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20 comentários

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    • Miloca on 25 de Setembro de 2019 at 20:56
    • Responder

    Alguém me explica quando é que os professores do 1º ciclo não têm redução da componente letiva? Então não a têm concentrada num ano, aos 25 anos e 30 de serviço? E os restantes vão tendo a referida redução no horário semanal, mas que na prática também não é redução, pois há apoios ou cargos atribuídos!

      • MSP on 26 de Setembro de 2019 at 19:38
      • Responder

      Miloca
      Chama redução da componente letiva concentrada a quê? No meu agrupamento significa passar o ano a fazer substituições. Então dar aulas aos alunos dos outros não é componente letiva? Eu não beneficiei aos 25 nem aos 30 porque para continuar com componente letiva, prefiro dar aulas aos meus alunos. Tenho 36 de serviço.

    • Augusto Ribeiro on 25 de Setembro de 2019 at 22:19
    • Responder

    Eu não peço tanto… 63 de idade e 40 de serviço já está muito bem!

    • sandra sousa on 25 de Setembro de 2019 at 22:30
    • Responder

    Só não assino a petição porque pedem apenas para os docentes do ensino público. Sou professora do 1.º ciclo no ensino privado, com 20 anos de serviço e trabalho em regime de monodocência e a fazer 35 horas semanais. Já bem basta a diferenças e desigualdades que existem nos salários e no Concurso de Professores.
    Apesar de estar de acordo com o pedido, pelos motivos acima referidos não assino a petição.

    • Maria on 25 de Setembro de 2019 at 22:31
    • Responder

    Os Professores do 1º ciclo têm dispensa da componente letiva aos 25 anos de serviço e aos 32 anos de serviço, mas só para quem teve sempre com turma. Se estiveram algum ano no Apoio Educativo ou em Biblioteca, já não têm direito. Os profs do 2º, 3º ciclo e secundário têm sempre direito à redução à medida que vão fazendo a idade, independentemente de terem estado sempre com turma ou não. É uma grande injustiça o que acontece com o 1º ciclo… Portanto é muito justa a aposentação antecipado dos profs do 1º ciclo.

    • Professora on 25 de Setembro de 2019 at 23:19
    • Responder

    A caminho dos sessenta, professora do 3.º ciclo, também gostava de sentir a redução letiva. Contudo, os supostos quatro tempos de redução são convertidos em apoios (aulas com vários alunos, mas não são letivas!).
    Além disso, por lecionar tempos de 45 minutos e porque trabalhamos ao minuto (gentileza da nossa amiga Milu, não é?), os 18 passam a 20 e tenho de dar mais três à escola, todos eles apoios. Ou seja, tenho de sumariar 27 aulas, mas tenho fama de dar 18.
    Quando leio os colegas mais novos a invejarem os privilégios dos mais velhos, sinto pena. Parece que não sabem o que vos espera. E não vejo nada disto denunciado. Nem me parece que as injustiças estejam concentradas no primeiro ciclo.

      • Ric on 26 de Setembro de 2019 at 14:08
      • Responder

      Então..no 1ºciclo são 25h letivas…nos restantes ciclos são 22h…
      2 docentes de cada um destes ciclos, no mesmo escalão, ganham o mesmo..o problema é que o do 1ºciclo trabalha mais horas! e não venham com o blá blá de aulas de 45min de isto e daquilo pq isso é tudo treta!
      Mais..se um docente do 1ºciclo lecionar horário incompleto (raros, mas acontece) ganha menos do que outro docente de outro ciclo, porque para o cálculo do vencimento é efetuada a divisão por 25h ao invés de 22h nos outros ciclos..em alguns casos dá diferenças de mais de 100 euros…

        • Professora on 26 de Setembro de 2019 at 23:14
        • Responder

        Parece-me que não compreendeu. As 22 horas são uma enorme falácia, que acabam por ser 27 presenciais, fora as reuniões. E ninguém pode ocupar essas horas com adolescentes sem passar muitas mais a preparar conteúdos, atividades e materiais.
        Quanto às horas de redução que vamos, supostamente, conquistando com a idade, claro que há disciplinas mais massacradas do que outras, pois têm sempre muitos apoios, que “doem” mais do que outro tipo de trabalho (que continua a sê-lo). Mas nem quero entrar por aí, pois fazemos mal em nos pormos uns contra os outros, em vez de sermos uma força unida. Os nossos governantes esfregam as mãos de contentes, pois é muito mais fácil irem dando cabo desta carreira (dividir para reinar…).

    • Carlos on 26 de Setembro de 2019 at 1:00
    • Responder

    Terá razão, as injustiças não se concentram no 1º ciclo.
    Mas a caminho dos sessenta estão todos os que têm menos.
    Suponhamos então que aos 60 anos tem já 30, ou mais, de serviço.
    Agora imagine que durante esses 30 anos trabalhou todos os dias da semana, sem dia livre, e todos os dias recebe os alunos de manhã e durante quatro horas ininterruptas (isto só de manhã) está a trabalhar com eles, sem intervalos, sem cafezinho no bar da escola (que não existe na maioria das barracas do 1º ciclo), sem dois dedos de conversa, nem que seja para trocar informações, sem xixi. Depois almoça e a tarde volta para mais uma dose, mais curta desta vez, mas nem por isso mais suave.
    5 dias da semana, sem dia livre, 5 horas por dia, mais as outras, à noite e ao fim de semana. Estas se calhar também conhece, mas preparar trabalho para 7 disciplinas, para grupos muitas vezes com vários (leia-se mais de dois) níveis? E acreditará mesmo que é mais fácil, ou menos exigente, preparar materiais ou corrigir testes para estes alunos, só porque são mais novos? E acha que é mais fácil fazer a avaliação por ser só uma turma? Não se esqueça das tais sete disciplinas.
    5 dias por semana, ser professor, pai e mãe, enfermeiro e, se preciso for, empregada de limpeza.
    30 anos, todos os dias da semana, 25 horas por semana. Cá para mim, os professores dos ciclos subsequentes já iniciam a carreira com 3 horas de redução.
    Só deveria dar palpites quem conhece a fundo as duas situações. Eu conheço bem e posso comparar. 2º, 3º e 1º. Consigo, portanto, medir bem as diferenças.
    Não sei se hoje regressaria ao conforto das 22 horas semanais ( hoje já seriam só 18, com direito a diazinho livre), pois aqui pelo “ensino primário” apanha-se uma espécie de doença que nos faz olhar para os olhos de quem está na nossa frente e ver neles os dos nossos filhos.
    E custa abandonar os filhos.
    E custa também ler muitos coisas que se vão lendo por aqui, escritas por colegas que deviam tirar os olhos do umbigo e olhar para quem todos os dias têm à sua frente.

      • Rui on 26 de Setembro de 2019 at 13:15
      • Responder

      Os professores não têm dia livre. Se vir o estatuto verá que está escrito que a atividade do docente se desenvolve em 5 dias. Pode haver casos de ausência da componente letiva, o que é diferente. o horário do docente dos outros ciclos, que não o 1.º, é de 25 horas, mais as reuniões periódicas, mais as horas de trabalho autónomo, perfazendo 35 horas.

        • Duma on 27 de Setembro de 2019 at 12:18
        • Responder

        Corrigindo, o horário semanal que qualquer professor tem de cumprir na escola é de 27 horas. E nenhum intervalo é contemplado. Ficam de fora os professores do 1.o ciclo cujo horário é de 25 horas. Por que razão é que esta diferença não é considerada?

    • Rui Filipe on 26 de Setembro de 2019 at 12:03
    • Responder

    Isto é mesmo uma mesquinhez e por isso, não estou de acordo.
    Penso que seria equilibrado, uma aposentação para todos com 60 anos de idade e 36 anos de serviço.
    Obrigatoriedade de ter sempre 60 anos de idade.Quem tivesse menos de 36 anos de serviço, teria penalização por cada ano, até perfazer os 36 anos de serviço. Como se sabe , esta penalização é muito mais pequena, do que a que vigora atualmente no que diz respeito à penalização, por falta de idade para a aposentação.
    E sinceramente e não sendo suspeito, porque sou do género masculino e tendo em conta , que esta é uma profissão maioritariamente do género feminino, deveria haver uma pequena diferença para a aposentação.Ou seja, as colegas deveriam poder aposentar- se um pouco antes dos colegas homens, aí uns 2 anos, como sucede em alguns países. Isto porque a maioria das colegas são mães, carregaram os filhos, cuidaram mais deles em pequenos, embora os pais também ajudem – eu tb tenho filhos e ajudei-os a criar e não só a fazê-los – e são elas quem mais trabalham no lar, ainda que os homens ajudem. Há até casos em que os homens trabalham mais em casa do que elas, mas regra geral, são as mulheres quem mais tempo dedicam às tarefas domésticas.
    Agora, criar-se mais divisões do que aquelas que já há, não me parece honesto. Pois se fôssemos a analisar, desde as habilitações tiradas, onde, como, etc, haveria tratados a escrever. É melhor não mexer no passado. Agora para o futuro, ainda estamos a tempo, de não serem feitas mais injustiças.

    • Atento on 26 de Setembro de 2019 at 12:42
    • Responder


    Professores do Ensino Secundário tenham atenção a estes artistas Mono(in)docentes

    Na maioria dos países europeus existem carreiras distintas. Uma coisa são as babás (agora educadoras da infância) e professores primários e coisa diferente são os Professores do Ensino Secundário ou Professores do Ensino Superior. Devem ter carreiras distintas e grelhas salariais também elas distintas.

    Isto da “carreira única” tem que acabar. Não faz qualquer sentido.

    Estes artistas – Mono(in)docentes – ainda tem a distinta lata de quererem mais regalias. Qualquer dia até querem ganhar mais que os Professores do Ensino Superior.

      • Ric on 26 de Setembro de 2019 at 14:12
      • Responder

      ahahahah que badameco! queres letra né? Chupa-mos!

        • Atento on 26 de Setembro de 2019 at 15:15
        • Responder

        .
        Foi no Piaget que fizeste o curso de prf. primário ou de Babysitters ??… Se não foi diz-me qual a Tasca?

        Queres ganhar o mesmo que um Prof. do Ensino Secundário? …e que tal ganhares como Prof. Catedrático?
        .

          • Ric on 26 de Setembro de 2019 at 21:11

          Peço desculpa sôtor! É o seu canudo que ensina é? Ahhhhhh
          Esqueça…não vale a pena!
          Boa noite

    • Rui on 26 de Setembro de 2019 at 13:09
    • Responder

    Se a carreira é única, não deve haver distinção alguma. O professor do 2.º, 3.º ciclo e/ou secundário com 60 anos e 36 anos de serviço não merece já um descanso pelo contributo que deu à educação em Portugal?

    • Rui Filipe on 26 de Setembro de 2019 at 17:00
    • Responder

    Certíssimo.
    Não se deve perder tempo com quem não é professor.

    • Filó on 26 de Setembro de 2019 at 21:55
    • Responder

    É lamentável o nível de alguns comentários!…
    Se são professores,deixam muito a desejar!..
    Não é assim que vamos melhorar o nosso estatuto!…

    • Maria on 27 de Setembro de 2019 at 15:38
    • Responder

    Criar divisões e capelinhas, é o que os governantes querem, ainda não perceberam?….
    Todos nos sentimos injustiçados, todos nos queixamos,porque cada um sabe onde lhe dói!….
    Há injustiças gritantes em toda a carreira, logo desde a formação e habilitações. E não se trata de falsos pretensiosismos, é real! Porém, isso não podemos mudar, é o que é!….pertence ao passado. O importante é o futuro e aí, quanto mais unidos estivermos mais ganharemos, todos!…. Esqueçam pequenos rancores ou insatisfações e lutemos por uma aposentação digna, aos 60 ou 62 com 40 anos de serviço. Porquê 40? Sejamos realistas: eu creio que aos 36 nada conseguiremos, até porque a esperança média de vida continua a aumentar… 40/60 ou 40/62 ninguém nos acusaria de demagogia ….
    Lutemos por causas de todos e não por pequenas “capelinhas”! sabem bem que é mais fácil dar uma migalha a poucos para os manter contentes e criar divisões na classe para nos enfraquecer! Pensem nisto!

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