Período Probatório – Listas

Listas dos docentes que estão dispensados da realização do Período Probatório e a lista dos docentes que não estão dispensados da realização do Período Probatório no ano 2019/2020

Nota Informativa de 08.10.2019 – Publicação das listas dos docentes dispensados e não dispensados do Período Probatório

Lista dos docentes dispensados do Período Probatório – 2019/2020

Lista dos docentes que realizam o Período Probatório – 2019/2020

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Só para avisar…

 

Quando se lê “por prazer”, não há limite de tempo nem hora marcada.

Mais uma medida que enche o olho de quem quer passar responsabilidades e se revela oca a quem tem de a aplicar sem causar efeito…

Vá-se lá saber quantos olharão para o livro e pensarão na hora do recreio…

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Divulgação: Recrutamento de Professores do EPE e 1.º Ciclo, Escola Bambino, S. Tomé e Prícipe

 

Pretendemos recrutar profissionais com as valências de EPE e 1.º Ciclo.
Sendo que:
Salário mês: 800/850€ bruto (deduz apenas 15% IRS)
Damos alojamento (Partilhado com um colega)
Contrato de 1 à 2 anos.
Função : professor(a)/educador(a), coordenação pedagógica.
Nota: para este ano letivo precisamos de apenas 1, mas para o ano 2020/2021 iremos precisar de 3 à 4
https://www.dgae.mec.pt › eepe › listing › escola-bambino
https://globaltecgeral.wixsite.com › bambino

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Regulamentação da modalidade de ensino a distância

Foi publicada a Portaria que procede à regulamentação da modalidade de ensino a distância, prevista na alínea a) do n.º 1 do artigo 8.º do Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, definindo as regras e procedimentos relativos à organização e operacionalização do currículo, bem como o regime de frequência

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O alargamento à componente base da Prestação Social para a Inclusão (PSI) às crianças e jovens

Foi publicado a 6 de setembro o Decreto-lei n.º 136/2019, que alarga o acesso à componente base da Prestação Social para a Inclusão (PSI) às crianças e jovens com deficiência e com uma incapacidade igual ou superior a 60%, com efeitos desde o dia 1 de outubro.

Este alargamento consiste na atribuição de um montante fixo, correspondente a 50% do valor de referência da componente base, cerca de 136 euros, independentemente dos recursos económicos de que a família disponha.

Esta prestação social passa, assim, a apoiar a pessoa com deficiência ao longo de todo o seu percurso de vida, reforçando a sua proteção social, em particular quando a deficiência é congénita ou adquirida numa fase precoce da vida que possa prejudicar a respetiva formação, os percursos educativos e/ou profissionais e a inerente constituição de direitos sociais de natureza contributiva.

O que é a PSI?

É uma Prestação Social para a Inclusão e foi criada em 2017, para ajudar quem ainda está em idade ativa e teve a infelicidade de ter uma incapacidade. É uma forma de compensar a pessoa pelas dificuldades acrescidas e o correspondente corte de rendimentos. Nestes últimos dois anos, a PSI foi atribuída a mais de 96.000 pessoas.

Entrou em vigor no dia 1 de Outubro a Prestação Social para a Inclusão (PSI) a ser paga às crianças e jovens até aos 18 anos com uma deficiência ou grau de incapacidade igual ou superior a 60%. e corresponde a 50% do valor de referência da componente base, independentemente dos recursos económicos de que a família disponha. O montante atribuído tem uma majoração de 35% no caso de famílias monoparentais.

Mais informações disponíveis no site da Segurança Social:

http://www.seg-social.pt/prestacao-social-para-a-inclusao

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169 Docentes Aposentados em Novembro de 2019

Com a lista de aposentados com efeitos ao mês de Novembro de 2019 já se contam 1.262 docentes aposentados ao longo do ano 2019 nas escolas públicas do ME no continente.

As previsões para 2019 era que se aposentassem 995 docentes. Já são mais 267 docentes aposentados até novembro do que as previsões feitas.

 

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História, Culturas e Democracia, Nova disciplina opcional no 12.° ano

 

Os alunos do 12.º ano poderão ter uma nova disciplina no próximo ano letivo que aborda a história contemporânea e pretende que os estudantes consigam interpretar o presente e agir de forma critica e reflexiva.

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Greve, a partir de 14 de outubro, às horas extraordinárias

Por uma semana de 35 horas reais…

 

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João Costa não foi eleito. Quem será o novo Secretário de Estado?

 

João Costa, até agora Secretário de Estado da Educação, não foi eleito por nenhum circulo eleitoral.

Será que teremos novidades, no que a caras diz respeito?

António Costa já afirmou que as politicas de Educação são para ter continuidade nesta legislatura, mas, queiramos ou não, se João Costa não for nomeado Secretário de Estado, o seu cunho pessoal não vai ter seguimento.

Aguardemos para ver se Flexibilizaremos de uma forma ou de outra.

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Que politicas pretendem implementar, os agora eleitos, para a Educação

 

PS

  • Concretizar a universalização do ensino pré-escolar
  • Avaliar o modelo de administração e gestão das escolas e adequá-lo ao novo quadro que resultou do processo de descentralização e aos progressos feitos em matéria de autonomia e flexibilização curricular
  • Promover a existência de associações representativas de estudantes e de pais e encarregados de educação, através de princípios democráticos, em todas as escolas e agrupamentos
  • Dotar as escolas de meios técnicos que contribuam para uma maior eficiência da sua gestão interna, recorrendo a bolsas de técnicos no quadro da descentralização
  • Permitir que as escolas decidam o número de alunos por turma, mediante um sistema de gestão da rede
  • Proporcionar condições para uma maior estabilidade e rejuvenescimento do corpo docente, em especial nas escolas integradas em Territórios Educativos de Intervenção Prioritária
  • Elaborar um diagnóstico de necessidades docentes de curto e médio prazo (5 a 10 anos) e um plano de recrutamento que tenha em conta as mudanças em curso e as tendências da evolução na estrutura etária da sociedade e, em particular, o envelhecimento da classe docente
  • Criar incentivos à aposta na carreira docente e ao desenvolvimento de funções docentes em áreas do país onde a oferta de profissionais é escassa
  • Aumentar a conectividade e acesso das escolas à Internet e dotá-las de recursos que promovam a integração transversal das tecnologias nas diferentes áreas curriculares

 

PSD

  • Determinar que a organização das turmas, os critérios de distribuição dos alunos e a sua dimensão é da exclusiva responsabilidade dos órgãos pedagógicos da escola
  • Estabelecer que os horários dos docentes é feita com base na organização dos ciclos, considerando a dimensão média de turma de 22 alunos
  • Abrir novos cursos (ensino básico, secundário regular e profissional) passa a ser condicionado à aprovação de um estudo de viabilidade apresentado pela escola
  • Fazer a colocação dos docentes o mais cedo possível, de preferência antes de terminado o ano lectivo anterior
  • Possibilitar a recondução dos docentes, contratados ou do quadro, sempre que exista mútuo acordo entre a Direção da Escola e o docente
  • Criar novo enquadramento regulamentar para a aplicação de receitas próprias e incentivos à angariação de financiamentos públicos e privados
  • Criar três Academias (Norte, Centro e Sul) orientadas em exclusivo para a formação de futuros diretores, subdiretores, adjuntos e coordenadores de estabelecimento, de agrupamentos de escolas
  • Eliminar as atuais provas de aferição no 2º, 5º e 8º anos de escolaridade; Introduzir provas de aferição no final do 4º ano
  • Reconhecer o tempo total de serviço prestado até 2018 e negociar com as organizações sindicais o modo de o consagrar na progressão na carreira

 

BE

  • Inclusão das creches (0-3 anos) no sistema educativo, garantindo a gratuitidade
  • Abertura de um processo de reforma curricular e revisão de programas
  • Rever a organização dos ciclos e do calendário escolar
  • Introduzir a gratuitidade dos manuais escolares e desmaterialização complementar dos mesmos
  • Reforçar a ação social escolar e materiais pedagógicos adaptados e diferenciados para alunos com necessidades educativas especiais
  • Valorizar o ensino profissional com garantia de ensino unificado até 9.º ano
  • Alargar o ensino articulado e as respostas públicas de ensino artístico
  • Reforçar as respostas de educação inclusiva nas escolas, com contratação direta de terapeutas e técnicos e técnicas especializados
  • Rever o modelo de Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC), Componentes de Apoio à Família (CAF) e Atividades de Animação de Apoio à Família (AAF)
  • Garantir a gestão pública das cantinas escolares
  • Rever a portaria de rácios e recuperação da especificidade funcional do pessoal não docente
  • Reverter a municipalização e novo modelo de descentralização com base na autonomia das escolas
  • Recuper um modelo de gestão democrático e acabar com os mega-agrupamentos
  • Criar um Programa Especial de Rejuvenescimento do Corpo Docente
  • Criar, na escola pública, cursos pós-laborais dirigidos aos adultos que pretendam melhorar a sua escolaridade
  • Contabilizar durante a legislatura mais três anos, 8oito meses e 24 dias, do tempo de serviço dos professores, além dos dois anos, nove meses e 18 dias já considerados, concluindo-se a contagem integral nos três anos seguintes

 

CDS

  • Universalizar a educação pré-escolar para todas as crianças que completem os cinco anos de idade
  • Criar um regime de contratualização com o sector social e privado, para que nenhuma família fique privada de poder colocar os seus filhos em creches
  • Rever o calendário escolar
  • Actualizar os currículos e os ciclos de estudo
  • Apostar na liberdade de educação e na autonomia das escolas
  • Criar para cada escola uma quota de entrada para os alunos com Ação Social Escolar
  • Dar liberdade às escolas para planear e executar projetos educativos definidos localmente
  • Introduzir exames nos momentos de fim de ciclo
  • Manter a defesa dos actuais colégios com contratos de associação
  • Rever a carreira dos professores, nomeadamente estabelecendo que uma progressão na carreira implicará provas públicas a prestar em instituições de ensino superior públicas
  • Rever os programas de formação de professores, acompanhado por peritos internacionais

 

CDU

  • Universalizar a oferta pública e a consequente adequação da rede escolar
  • Expandir o sistema público de educação pré-escolar, articulado com a rede escolar do 1.º ciclo, garantindo a universalidade da frequência a partir dos 3 anos
  • implementar um modelo democrático de gestão das escolas e agrupamentos que observe os princípios da elegibilidade, colegialidade e participação
  • Alargar a gratuitidade já consagrada aos manuais escolares às fichas de trabalho a toda a escolaridade obrigatória
  • Acabar com os exames nos 9.º, 11.º e 12.º anos e rever o actual regime de provas de aferição nos 2.º, 5.º e 8.º anos
  • Contabilizar todo o tempo de serviço congelado aos professores
  • Rever o actual regime de formação de professores, nas suas vertentes inicial, contínua e especializada
  • Repor carreiras específicas para os trabalhadores de apoio educativo e a dotar as escolas de auxiliares de acção educativa, técnicos especializados e outros trabalhadores da educação
  • Reforçar as respostas públicas de ensino artístico especializado

 

PAN

  • Desenvolver um plano de fornecimento de alimentos biológicos às cantinas públicas do pré-escolar, 1º ciclo e 2º ciclo
  • Apoiar modelos de inovação educacional (não confessionais) até 100% dos gastos equivalentes por aluno no ensino público
  • Implementar práticas de relaxamento, mindfulness, filosofia para crianças, educação emocional e a aprendizagem através da natureza
  • Avaliar os 33 anos de Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP)
  • Reconhecer o estatuto de profissão de desgaste rápido para os docentes
  • Propor a negociação do prazo e do modo de recuperação do tempo de serviço congelado dos docentes com vista à sua recuperação integral
  • Criar obrigatoriedade de frequentar acções de formação em suporte básico de vida, incluindo o uso de desfibrilhadores
  • Garantir a universalidade da educação pré-escolar gratuita a partir dos 3 anos de idade
  • Aumentar o número de assistentes operacionais em função das necessidades das escolas
  • Instituir que no final de cada ciclo se realizará uma actividade onde cada estudante finalista tenha como objectivo plantar dez árvores autóctones

 

Livre

  • Garantir a efetiva gratuitidade no sistema de ensino público
  • Garantir a escola pública como uma opção viável desde os 4 meses
  • Fazer a contagem integral do tempo de serviço passado e revendo o estatuto da profissão, o modelo de avaliação e o modelo de concurso
  • Dignificar os professores, reforçando e facilitando a formação dos profissionais da educação, proporcionando gratuitamente as diversas modalidades de formação
  • Rejuvenescer os quadros dos professores, investindo numa formação inicial que garanta um contacto efectivo e continuado com o trabalho escolar
  • Valorizar todo o pessoal não docente, identificando a sua carreira como específica e regulando a sua avaliação em termos que reconheçam o seu trabalho como também pedagógico
  • Abolir os critérios artificiais de transição/retenção e os exames em toda a escolaridade obrigatória, incluindo os exames finais do 12º ano
  • Retirar a Disciplina de Educação Moral e Religiosa do currículo

 

Iniciativa Liberal

  • Dar estabilidade aos programas e ao corpo docente
  • Dar muito mais autonomia às escolas para definir modelos de ensino alternativos, horários diferenciados, materiais de ensino próprios
  • Promover a liberdade de escolha dos estabelecimentos de ensino, quer por questões geográficas, pelo seu cariz público ou privado
  • Dissociar totalmente as escolhas realizadas durante o ensino secundário do condicionamento de acesso a cursos no ensino superior

Fonte: Jornal Público

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“Voto útil contra o PS” – Maurício Brito

O Maurício só não referiu, que nenhum dos líderes partidários, ousou fazer referência à Educação nos seus discursos de “vitória” ou derrota. Vamos ter mais quatro anos de luta…

 

“Voto útil contra o PS”

Do mal o menos. Foi assim que Maurício Brito, 49 anos, professor da disciplina de Educação Física no Agrupamento de Escolas de Ponte de Lima, encarou o resultado eleitoral de ontem à noite, que deu uma maioria relativa ao Partido Socialista.

“Já estava a contar mais ou menos com isto. Desagradar-me-ia se o PS atingisse a maioria absoluta”, afirmou, assumindo que optou pelo “voto útil contra o PS”.

Diz-se convicto que foi essa a opção da maioria dos professores, face ao descontentamento com o congelamento das carreiras e a todas as polémicas e lutas da classe na legislatura que agora termina.

“Estou plenamente convencido que grande parte não votou no PS e procurou alternativas. Somos 140 mil e muitos professores, temos as nossas famílias e é minha convicção que o PS perdeu aqui inequivocamente muitos votos”, comentou.

“Nós contribuímos para que o PS não atingisse a tão desejada e trabalhada maioria absoluta. Estamos a falar de uma classe que vota e acredito que teve um efeito direto no resultado eleitoral”, acrescentou.

Face à reeleição dos socialistas, Maurício Brito comenta: “Não auguro nada de bom para os professores nos próximos quatro anos”.

“A municipalização está aí com toda a força e neste momento já se ouvem vozes a falar de uma nova reestruturação das carreiras. E tudo indica que essa será a nossa próxima luta”, preconiza o docente, adiantando que “o que se espera nos próximos anos será mais desinformação, mais meias-verdades e mais falácias de forma a conseguir, dizendo que é o melhor para o ensino, cortar na despesa”.

“Se com o congelamento do tempo de serviço perdemos mais de 40 mil euros em média cada professor, não sei quanto será com uma nova reestruturação. Mas a lógica será essa: economicista”, concluiu Maurício Brito.

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Assustador

(Projeções) PS pode chegar à maioria absoluta

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Aposentações de professores disparam este ano

Notícia do Jornal de Notícias com alguns dados do blog.

 

Aposentações de professores disparam este ano

 

Desde 2010, reformaram-se 19.433 docentes. Este sábado, celebra-se o Dia Mundial do Professor com manifestação em Lisboa.

No primeiro semestre deste ano, aposentaram-se 747 professores. Mais do que os que se reformaram no ano passado (670). No total, desde o início da década, já saíram 19.433. Números ditados pelo envelhecimento que irão continuar a crescer – até 2023, mais 12 mil professores atingem os requisitos da aposentação, assegura o líder da Federação Nacional de Professores (Fenprof). O rejuvenescimento urgente da classe é, por isso, o lema da manifestação marcada para hoje, Dia Mundial do Professor, em Lisboa. Os dirigentes sindicais acreditam que o tema terá de marcar a próxima legislatura. A consequente falta de professores, provocada pelo envelhecimento, está a afetar o arranque das aulas.

Não é um fenómeno exclusivo de Portugal, mas temos dos corpos docentes mais envelhecidos da Europa, já avisou por diversas vezes a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Desde 2016 que não se aposentavam tantos professores. Na anterior legislatura, com o acentuar dos cortes que agravaram o fator de sustentabilidade, os pedidos dispararam, explica Mário Nogueira. De acordo com dados da Direção-Geral de Estatísticas da Educação, em 2018, havia 1271 docentes com menos de 30 anos a dar aulas – no início do século eram quase 30 mil. Já com mais de 60 anos são quase 13 mil a dar aulas.

Para Mário Nogueira, as medidas em vigor, que permitem a aposentação antecipada e a reforma aos 60 anos com 40 de serviço, não passam de “faz de conta”. “Os milhares” de docentes que terão pedido a negociação da antecipação não receberam qualquer resposta e são muito poucos os que fazem 40 anos de serviço no ano em que completam 60 anos.

Horários por preencher

A reivindicação de um regime especial de aposentação para os professores é uma das principais batalhas dos sindicatos para a próxima legislatura. Os líderes da Fenprof, Federação Nacional da Educação (FNE) e Sindicato Independente dos Professores e Educadores (SIPE) consideram a medida essencial para provocar o rejuvenescimento da classe.

“Na maioria das salas de professores, os mais novos têm cerca de 45 anos”, frisa Júlia Azevedo, presidente do SIPE. João Dias da Silva, líder da FNE, considera o rejuvenescimento “essencial” e “incontornável” na próxima legislatura.

A falta de professores é a principal consequência do envelhecimento, já que também provocado pela desvalorização da classe e das condições de trabalho. Daqui a seis anos, garantem, vai começar a sentir-se de forma mais evidente mas, este ano, já há horários por preencher desde o arranque das aulas. Informática, Geografia e Inglês são os grupos de recrutamento mais carentes, sendo que dos 123 horários que continuam vagos a Informática, 50 são completos, segundo as contas de Arlindo Ferreira, do blogue De Ar Lindo, especialista em estatísticas da Educação.

Os três dirigentes concordam com a criação de um subsídio para apoiar as despesas com alojamento. “Ninguém se candidata quando sabe que irá ficar 15 ou mais anos no 1.º escalão”, frisa Júlia Azevedo. A valorização da carreira, a melhoria das condições de trabalho, a recuperação do tempo de serviço e o regresso de alguns dos 12 mil que desapareceram dos concursos, nos últimos anos, frisa Nogueira, são medidas essenciais para evitar a rutura.

Maior disparidade salarial entre países europeus

Na Europa, Portugal tem a maior diferença salarial (116%) entre um professor do 3.º Ciclo no início e no fim da carreira docente, revelou na sexta-feira um relatório da rede Eurydice, relativo a 2017-2018. A Lituânia apresenta a menor diferença entre salários (7%). No relatório é sublinhado o facto de o acesso ao topo da carreira ter sido descongelado em 2018, o que levou a um aumento de 9% nos salários de topo. A rede Eurydice salienta que o salário de um professor do 2.º Ciclo do Secundário que inicia a sua carreira é baixo, em Portugal, e a progressão é lenta – 35 anos até chegar ao topo -, sendo que a maior subida de salário é concedida após mais de 15 anos de ensino.

Portugal está ainda entre os 11 países da rede – ao lado da Bulgária, Grécia, França, Letónia, Polónia, Roménia, Eslovénia, Reino Unido, Montenegro e Turquia -onde o salário base dos professores do pré-escolar, do ensino básico e do secundário é igual e as qualificações para ingressar na carreira genericamente semelhantes.

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Cinco anos para publicar um relatório. Há um “apagão” no gabinete de Centeno

Cinco anos para publicar um relatório. Há um “apagão” no gabinete de Centeno – Renascença

04 out, 2019 – 17:45 • Sandra Afonso

Começa a ganhar altura a pilha de estudos, relatórios e números que o Ministério das Finanças ainda não divulgou.

São vários os relatórios guardados ou com publicação muito adiada pelo Ministério das Finanças, que chega a demorar cinco anos para publicar um documento.

O caso mais recente foi divulgado pelo jornal “Público” e confirmado pelo gabinete do ministro, que já recebeu há um mês o relatório interno do fisco sobre a “operação stop” destinada a cobrar dívidas e penhorar carros à beira da estrada. No entanto, decidiram não divulgar para já as conclusões, por ainda estarem a “avaliar o documento”.

Outro estudo ainda por conhecer é a análise à fiscalidade sobre a energia, autorizado pelos ministros das Finanças, da Economia e do Ambiente. O grupo de trabalho foi criado em março de 2018, com a tarefa de identificar em quatro meses os incentivos fiscais prejudiciais ao ambiente, propor a sua eliminação progressiva e a revitalização da taxa de carbono.

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Reflexões por Lisboa

Valorizar e rejuvenescer a profissão
Por uma Educação com Futuro

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E os Sub-40 São Uma Espécie em Vias de Extinção em Breve

Estes professores sub-30 são uma raridade. O que os move?

 

Em dia de manifestação de professores, três jovens docentes com menos de 30 anos partilham o que os motiva, preocupa e o que esperam do futuro. Reconhecem que a entrada na profissão é um desafio, mas há esperança.

Ainda não são 10h30 quando Manuel Pereira, representante da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE) e director do Agrupamento de Escolas de Cinfães, atende o telefone. É hora do intervalo e, por isso, está na sala de professores. Perguntamos se conhece docentes com menos de 30 anos. A resposta é taxativa: não. Mas mesmo assim lança a pergunta ao grupo de docentes que está na sala. Do outro lado, percebe-se que ninguém se acusa. “Só vejo cabelos brancos e pintados”, brinca.

Este não é um caso isolado. O que todas as entidades contactadas pelo PÚBLICO referem é que estes jovens que estão a entrar na profissão são uma raridade. Encontrá-los, dizem, é como achar uma agulha no palheiro. E as estatísticas confirmam-no: na mais recente edição do relatório Education at a Glance, de 2019, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) estimava que só 1% dos professores portugueses tem menos de 30 anos. Por cá, o Perfil do Docente 2017/2018 também sinaliza o fenómeno e mostra que é no 3.º ciclo e ensino secundário que há menos docentes com menos de 30 anos.

A tendência não é recente, mas tem vindo a agravar-se nos últimos anos — em 2005, 16% dos docentes tinham menos de 30 anos. E não é apenas Portugal que se vê a braços com o problema. Prova disso é que o rejuvenescimento da classe e a valorização da profissão foi o tema escolhido pela Internacional da Educação — estrutura que reúne as organizações sindicais de professores de todo o mundo — para marcar o Dia Mundial do Professor, que se assinala este sábado.

Em Lisboa, a manifestação dos professores, marcada para as 14h30, também vai estar subordinada a esse tema. O protesto realiza-se anualmente e sempre na mesma data, mas este ano assume contornos distintos por coincidir com o dia de reflexão para as eleições legislativas. Por isso mesmo, a Comissão Nacional de Eleições já avisou que vai estar atenta ao protesto onde a propaganda eleitoral é estritamente proibida.

Joana Cabral, de 24 anos, é professora de Geografia no Agrupamento de Escolas Afonso de Albuquerque, na Guarda. Confessa que, por estar no início da carreira, a maioria das preocupações dos colegas não a afectam directamente, mas mesmo assim vai à manifestação. “Daqui a uns anos posso ser eu.” Mas por enquanto os sinais até são positivos. As condições da profissão “estão a melhorar”. E o envelhecimento da classe e consequente falta de professores até pode ser uma oportunidade para os mais novos. “Há mais trabalho”, garante. “Antes, era impensável haver lugares para novos professores.”

A opinião de Joana é partilhada pelos outros jovens professores ouvidos pelo PÚBLICO. Por exemplo, João Terroso, 28 anos, docente de Matemática na Escola Básica Luís de Camões, em Lisboa, acredita que o envelhecimento da classe traz “a possibilidade de alcançar estabilidade”. Mas avisa: “A carreira está a ficar cada vez mais desinteressante. É preciso investir muito.”

“O Ministério na Educação, nos próximos anos, tem de abrir mais vagas para os quadros ficarem mais estáveis”, aponta Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas. “Por isso é que esses professores podem ser ‘beneficiados’. É uma esperança que podem ter.”

Faltam docentes?

Apesar das possibilidades de evolução que se afiguram no futuro, os jovens que hoje entram na profissão ainda têm alguns desafios pela frente. “Os professores mais novos que começam agora a trabalhar estão sujeitos a uma mobilidade enorme”, resume João Dias da Silva, secretário-geral da Federação Nacional da Educação (FNE). “Os primeiros anos são feitos fora de casa, sem nenhum apoio” e é por isso que a estrutura sindical defende uma “compensação em sede fiscal pelas deslocações”.

Filinto Lima também concorda que os professores devem beneficiar de apoios à sua deslocação. “Neste momento a falta de professores tem a ver com uma circunstância conjuntural”, explica o dirigente. É nas zonas onde as rendas são mais caras, como em Lisboa e no Algarve, que se sente mais dificuldades na contratação de docentes.

E “este não é o primeiro ano em que isso acontece”, diz o responsável da FNE.  “No ano passado, durante o primeiro período houve extremas dificuldades em várias situações para conseguir professores, este ano estamos a repetir a mesma situação. Isto porque os horários são pequenos e a remuneração é diminuta” e, por isso, aceitá-los não compensa.

Ana Ferreira, 28 anos, é professora de História e Geografia no Agrupamento de Escolas Dr. Costa Matos, em Vila Nova de Gaia. E apesar de considerar que ainda não passou por muitos estabelecimentos de ensino, já conta com cinco escolas no currículo. A dada altura ficou colocada em Loulé, no Algarve — apesar de morar em Espinho, em Aveiro —, mas não aceitou a oferta porque não conseguir encontrar casas cuja renda conseguisse suportar.

“Os professores contratados de hoje rejeitam as colocações porque não têm estabilidade financeira para suportar os custos. Isso é uma desmotivação”, nota Ana Ferreira.

A professora Joana Cabral passou o ano lectivo anterior com um horário parcial, em Almada. “Não foi muito fácil. É um meio muito diferente e estava a pagar para trabalhar.” Este ano, teve sorte — ensina a “dez minutos de casa”, na Guarda. Mas para o próximo não se sabe. “É incerto. Sou professora contratada”, nota resignada. Mesmo assim, não se assusta com a possibilidade de sair. “Eu sou muito jovem para me prender a um lugar e deixar de fazer a minha vida.”

“Ser professor é um desafio enorme”

Ana Ferreira assume que “ser professor é um desafio enorme”. Além da instabilidade associada à incerteza das deslocações há outros factores que contribuem para esse desafio. Por exemplo, “a falta de reconhecimento”, a necessidade de cativar os alunos e a imposição da presença e autoridade na sala de aula.

Mas a “vocação” acaba por sobrepor-se a tudo isso. João Terroso, o professor de Matemática que deixou o emprego estável num colégio privado para tentar a sorte no ensino público diz que “sempre quis ser professor”. “Já me imaginei a fazer outra coisa, mas foi sempre o bichinho do ensino que ficou.”

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A Minha Posição na Lista com a RR5

Encontra-se atualizada a página “A Minha Posição na Lista” com as colocações da Reserva de Recrutamento 5.

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Ser professor é… construir castelos.

 

Ser professor é…
Construir castelos.
Não só castelos mágicos, belos e grandiosos.
Mas castelos fortes, com bases firmes.
Capazes de resistir ao tempo, às tempestades…
Às guerras e aos conflitos.

É ser capaz de enxergar longe.
Ver além do que se possa imaginar.
É sentir e esperar sempre…
Que tudo embora não seja perfeito.
Transforma-se em coisas belas,
Significantes e edificantes.

Ser professor é acalentar sonhos.
Realizar desejos, mostrar caminhos.
Partilhar alegrias…
Conviver com as tristezas.
Transformar planos em realidade.

É ver nas entrelinhas.
Buscar o que está lá no fundo guardado…
Trancado, acanhado e transformá-lo…
Em grandes conquistas e realizações.

O professor semeia e constrói um mundo…
De magia, beleza, sonhos e conhecimento.

Conceição Chaves

 

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Precários da Educação no Polígrafo… toda a verdade.

Governo integrou precários durante uma manifestação?

 

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Listas Provisórias CAFE Timor Leste 2019/20

Publicam-se as listas provisórias dos candidatos admitidos e excluídos ao Procedimento Concursal com vista à constituição de uma bolsa anual de docentes para o exercício de funções no Projeto Centros de Aprendizagem e Formação Escolar em Timor-Leste, em 2020.

 

Listas Provisórias de admissão e exclusão

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Lista Colorida – RR5

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR5.

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Cada eleitor faz uma cruz mas os votos não valem todos o mesmo

Cada eleitor faz uma cruz mas os votos não valem todos o mesmo – ECO

Com certeza já ouviu dizer que os votos nas eleições não têm todos o mesmo valor. A explicação está no método usado para apurar resultados e no facto de o país estar dividido em círculos eleitorais.

No dia 6 de outubro quando for votar está a ajudar a escolher os 230 deputados do Parlamento para os próximos quatro anos. Quem conseguir reunir mais deputados, forma Governo.

Para isso, no dia das eleições basta ir até à sua mesa de voto, receber o boletim e pôr a cruz no quadrado do partido que considera merecedor do seu voto.

Será assim para um eleitor em Portalegre e será também assim para um eleitor em Lisboa. Ou seja, cada eleitor tem direito a um voto. Mas na hora de os contar e de os transformar em mandatos de deputados a história é outra. E por dois motivos: o método utilizado para apurar mandatos favorece os maiores partidos e o território nacional está dividido em círculos eleitorais, muitos de pequena dimensão.

Vamos por partes. Os círculos eleitorais, que funcionam como uma espécie de distritos para as eleições, refletem a população recenseada em cada um deles. E para cada ato eleitoral é criado um mapa que revela quantos eleitores estão registados em cada um desses círculos e quantos deputados vão ser eleitos por cada círculo. Este é o mapa publicado a 12 de agosto pela Comissão Nacional de Eleições para as legislativas que acontecem nas próximas semanas.

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600 Contratados Colocados na RR5

Na Reserva de Recrutamento 5 foram colocados 600 docentes contratados de acordo com a seguinte distribuição por grupo de recrutamento, duração de contrato e número de horas.

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Cinema Sem Conflitos: “Little Bravado”

Título:  “Little Bravado” | Autores: “Nicholas Oh”

Em uma tarde ensolarada, um jovem novato nerd encontra um cartaz instruindo-o a salvar uma princesa de uma torre. Ele então acredita que ele só se tornará um verdadeiro cavaleiro quando conseguir salvar uma princesa. Ele começa sua busca entrando na torre e subindo um lance de escadas.
Ao chegar ao topo da torre, ele descobre a Princesa apenas para perceber que ela não se incomoda com a presença dele enquanto está ocupada desfrutando de seus jogos de console de vídeo.

Até à próxima semana ou todos os dias em facebook.com/cinemasemconflitos

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Reserva de Recrutamento 5

Reserva de recrutamento n.º 5

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 5.ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 7 de outubro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 8 de outubro de 2019 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

 Nota informativa

Listas

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De que se queixam os Professores? – Carlos Santos

 

2005. A quietude de um abafado final de tarde acompanhada pelo melodioso respirar das folhas das árvores ondulantes que ronronavam felizes às mãos do vento outonal, foi interrompida pelo anúncio da iminência do início de uma reunião sindical. No meio do ensurdecedor palavrear habitual em sala pejada de professores, lá me acantonei a um canto no meu mutismo, disposto a escutar. Sem surpresa, ninguém viu passar a estranha brisa arrepiante que se veio sentar entre nós, bem no meio da sala.

Sem se esmerar em desmesurada delicadeza para entreter o paladar, uma dirigente sindical atirou logo a bomba com estrondo para calar toda a gente – alertava para a chegada de um furacão cozinhado pela tutela para arrasar com o ensino e a vida das escolas, condimentado com professores que seriam cozidos em lume brando. Julgo que, naquele momento, não houve quem não tivesse considerado aquilo como um inverosímil e descabido alarmismo sindical, pois vivíamos dias de alguma paz laboral e não havia sequer sinal visível de tempestade no horizonte. As suas palavras caíram como chuva na água, afogadas entre os risos e o desinteresse de quem preferiu aproveitar o tempo para pôr a conversa em dia numa cavaqueira animada… até que a reunião lá acabou inevitavelmente por chegar ao fim e cada um, vencido pela fadiga, regressou indiferente para a sua vida deixando ficar para trás esquecido tudo aquilo que ali fora dito. Afinal, quem poderia imaginar que estaríamos ali perante o anúncio do início do fim dos dias tal como conhecêramos. Que parvoíce!

Mas, na verdade, a parvoíce não demorou muito a se tornar numa coisa séria. E assim foi. Contra todas as expectativas, cumpridas duas voltas do planeta azul ao astro-rei, no longínquo ano de 2007, diante do anúncio da chegada de um vendaval que não deixaria pedra sobre pedra, apanhados desprevenidos e desamparados, os professores não conseguiam entender como fora possível estarem numa situação aflitiva sem que os tivessem avisado. E eu também não era exceção, pois o que se avizinhava ultrapassava de longe a mais rocambolesca ficção.

Não creio que seja necessário lembrar que, de lá até aqui, a criatividade governativa para aniquilar a vida das escolas e dos professores, nunca mais teve um fim. Sumariamente fomos vendo perderem-se quase todos os direitos conquistados ao longo de tantos anos de luta por uma carreira e profissão dignas. O que perdemos foi mais do que alguém no seu perfeito juízo, naquele momento, poderia imaginar. Listar tudo, tornou-se tão impossível como doloroso.

-Congelaram as carreiras, reposicionando os professores em escalões mais abaixo com redução salarial, roubando-nos, além de 8 mil milhões de euros que nunca mais iremos ver – usados para pagar a salvação dos bancos e corrupção – também 6 anos e meio na progressão da carreira, em que estivemos a trabalhar, ficaram por ser contabilizados;

-Passaram a idade da reforma de 36 anos de serviço para os 67 anos de idade (66 e 5 meses atualmente) num incremento de quase 10 anos (aumento ainda maior no caso da monodocência);

-Empurraram trabalho letivo para a componente não-letiva, com sobrecarga de horas e de burocracia obrigando os professores a trabalhar mais do que o previsto no seu horário legal e empurrando uma quantidade insuportável de trabalho para dentro das suas casas e das vidas pessoais;

-A criação dos mega-agrupamentos propiciou o encerramento de milhares de escolas, desumanizando-as e fazendo aparecer os «horários-zero» que criaram instabilidade na vida dos professores e das escolas;

-Aumentaram do nº real de alunos por turma;

-Terminaram com a redução de horas letivas aos 40 e aos 45 anos de idade, devido ao desgaste profissional, ao abrigo do art.º 79;

-Aprovaram a municipalização do ensino com o iminente perigo de perda de direitos e de independência dos professores;

-Acabaram com a gestão democrática nas escolas eliminando praticamente a representatividade dos professores nos órgãos de decisão;

-Reduziram o nº de vagas a concurso, menosprezando os professores nas regras e na data de concorrer (muitas vezes em período de férias);

-Aumentaram as áreas de Zona Pedagógica separando muitas famílias;

-Criaram concursos cada vez mais injustos e demasiado espaçados no tempo, num país onde os criminosos são enviados para casa com pulseira eletrónica e os professores são condenados a cumprir penas de 4 anos longe das suas famílias;

-Acabaram com o par pedagógico em EVT e o desdobramento das turmas nas ciências, prejudicando a qualidade das aprendizagens e enviando milhares de docentes para o desemprego ou para a instabilidade profissional e pessoal;

-Retiraram a autoridade aos professores que se tornaram no elo mais fraco dentro das escolas;

-Orquestraram campanhas, altamente mediatizadas, para descredibilizar e humilhar a classe, virando a opinião pública contra os professores… e muito mais…

Mas desenganem-se se pensam que ficaram por aqui, pois há mais crueldade em apresto. Quem tem escutado as declarações dos loquazes líderes partidários e atentado às agendas ocultas dos partidos, encontra, na sua essência, propostas muito preocupantes:

-diminuição do número de professores, causando mais despedimentos;

-passagem, também, dos professores para a tutela das autarquias, tornando-nos meros funcionários camarários sujeitos a vínculos precários e não renováveis, sujeitos a todo o sistema de corrompimento, amiguismos, bufos e partidarite que invadirá as escolas e retirará independência, estabilidade e poder reivindicativo aos profissionais do ensino;

-desfiguração do Estatuto da Carreira Docente com a criação de apenas 3 ou 4 escalões promovendo, assim, baixos salários e a criação de mais obstáculos à progressão, evitando que os professores possam, sequer, almejar chegar ao topo da carreira;

-eliminação do estatuto de carreira especial, indexando-a à carreira geral da função pública;

-criação de mecanismos de avaliação sumária com constante prestação de provas, com o intuito, não de avaliar e criar rotinas de partilha e melhoria de conhecimentos e procedimentos pedagógicos, mas de penalizar os professores para que se sintam subjugados, intimidados e diminuídos, alimentando o propósito de dificultar ao máximo a progressão na carreira.

Já está na forja o golpe final a ser colocado nas entranhas das escolas, para aniquilar a profissão e a carreira dos professores e os silenciar de vez, criando um verdadeiro clima de terror, tornando-os submissos e ainda pior assalariados.

É incontornável não nos perguntarmos como permitimos que tudo isto acontecesse.

Como foi possível que um enorme grupo profissional não conseguisse reunir a força suficiente para travar este ataque?

Custa ter de ouvir e admitir uma verdade sem direito a adoçante, mas todos nós temos a nossa cota parte de culpa por tudo o que nos aconteceu.

De facto, não é preciso grande esforço para reconhecer que entre colegas nunca existiu a solidariedade profissional que se vê noutras classes profissionais. Entre quadros e contratados, QA e QZP, novos e velhos, entre grupos disciplinares, entre os diversos níveis de ensino, entre direções e os restantes colegas, sempre houve motivos para nos dividirmos propiciando que os governos pudessem reinar sobre uma amálgama de gente que se tornou numa presa fácil.

E no meio de estéreis disputas entre demasiados sindicatos, também não foram acautelados da melhor forma os interesses da classe e a tutela agradeceu.

Em todo o caso, a nossa culpa ainda consegue ir mais além. A ser fiável a recente sondagem do ComRegras feita no seio da classe, a qual revela que as intenções de voto pouco diferem do panorama nacional, fica exposta uma realidade desconcertante aos olhos de qualquer observador externo – algo de incongruente impossível de explicar. Os professores que, desde há anos, se lamentam pela falta de consideração dos governos que lhes aumentaram em muito a idade para a aposentação, os sobrecarregaram de trabalho e burocracia, pioraram em muito a estabilidade e a sua qualidade de vida, desconsideraram o seu tempo de serviço e atiraram sucessivamente o nome da profissão para a lama na praça pública desrespeitando e desprestigiando a classe, são os mesmos que agora demonstram a vontade de continuar nesta senda e voltar a dar o machado para as mãos dos seus carrascos.

O que pensar, então, de pessoas que se queixam de maus-tratos às mãos de alguém, mas que teimam em não sair do seu jugo?

Tomei a liberdade de supor que, ou há professores muito satisfeitos com o modo como tem evoluído a situação profissional da classe – os quais ainda não tive o prazer de conhecer – ou, então, há aqui algum género de sadomasoquismo digno de análise pericial.

De qualquer modo, há coisas que se podem resolver antes de se ter de partir para greves, manifestações, abaixo-assinados, pedidos de demissão de ministros e que permitem evitar que inevitavelmente se tenha de voltar a cair no habitual queixume. E uma dessas coisas acontece de 4 em 4 anos – chama-se «o poder do voto».

Toda esta situação delirante me leva a deduzir que os professores estão longe de serem vítimas da classe política que tão mal nos tem tratado. Antes pelo contrário, são cúmplices, pois são os docentes quem também os tem elegido ou, então, se deixado ficar pela inoperante abstenção. E faço notar que, aqueles professores que optam pela abstenção, escusam depois de se lamentar da sua sorte, uma vez que, ao se absterem, deixam-se ficar na mesma situação da qual contestam, ou deixam que outros façam a escolha por si (o que, olhando para tanta gente que vai votar sem saber sequer o nome dos partidos, dos políticos e muito menos os seus programas eleitorais, deixando-se persuadir por uma bandeirinha, chapéu, beijinho ou abraço, não me parece ser uma opção muito fiável). Já se sabe que a força de quem pretende chegar ao poder, foi sempre obtida com base no dogma da ignorância do povo facilmente manipulável.

Confesso que, contemplando o aparente agrado por parte dos professores que manifestam o desejo de promover a continuação de ações governativas contra a classe que se arrastam há bem mais do que uma década, considero curiosa a persistência dos seus lamentos nas redes sociais e em todas as escolas.

Com base na sondagem aos professores que parece pretenderem voltar a eleger os mesmos que os têm reprimido, como poderão os governos permitirem-se não ver nisso um incentivo para prosseguirem a mesma política de maus-tratos à classe docente?

Agora se percebe a atitude da classe política governativa e a sua falta de consideração e de respeito pelas populações e, em particular, pelos professores. Eles sabem que, independentemente da sua prestação, ora uns ora outros, no fim acabarão sempre por conseguir ficar no poleiro, com direito a todas as mordomias e ajudas de custo que nos são negadas a nós, professores. Assim se compreende que esteja na sua natureza fazerem promessas com cheiro a ranço, as quais nascem com um curto prazo de validade, condenadas a serem esquecidas logo depois da romaria às urnas terminar.

Bem sei que é mais fácil encher os horizontes com a novela, o futebol, uma imagem, um simples slogan ou parangonas, do que ter de percorrer este lençol de letras ou os programas dos partidos. Contudo, enquanto nestas duas semanas de mimos carnavalescos, o nobre povo corre em busca do paternalismo de falsos beijos e abraços adocicados com promessas para todos os gostos, para que não se tenha de apoquentar, os adoráveis distribuidores de rebuçados já se encarregaram de se preocupar por nós com o nosso futuro. Manter o controlo das mentes não é difícil, basta estar disposto a passar a mão pela cabeça de pessoas que, nestes dias, não se importam de serem tratadas como crianças.

2019. A quietude de um abafado final de tarde é acompanhada pelo melodioso respirar das folhas das árvores ondulantes que ronronam felizes às mãos do vento outonal. Sem surpresa, vejo-me rodeado de rostos desgastados e sem esperança, cheios de muitos «ontens» e poucos «amanhãs», os quais – uma vez mais – não veem passar a estranha brisa arrepiante que se veio sentar entre nós…

Carlos Santos

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Até o reposicionamento 2,9,18 vai ser às pinguinhas…

 

Para quem tinha duvidas, a Nota Informativa n.º 12 / IGEFE / DGRH / 2019, veio com o esclarecimento, o reposicionamento vai acontecer de acordo com o disposto no n.º 8 do artigo 18.º da LOE de 2018 (cf. n.º 2 do artigo 16.º, LOE 2019). Ou seja, vão receber às pinguinhas…

Neste momento, quem for reposicionado receberá 75% da reposição e só a partir de 1 de dezembro passará a auferir pela totalidade o escalão alcançado.

Esta Nota Informativa também vem trazer luz à data a que retroage o reposicionamento. Estejam atentos para que depois não se queixarem. de certas interpretações de gente que não lê as notas informativas ou não as sabe interpretar.

 

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PROCESSAMENTO / RECUPERAÇÃO DO TEMPO DE SERVIÇO / PESSOAL DOCENTE

 

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A Música do Blog

… em estreia mundial.

Às 22:00.

Part One

1 Spinning Song

2 Bright Horses

3 Waiting for You

4 Night Raid

5 Sun Forest

6 Galleon Ship

7 Ghosteen Speaks

8 Leviathan

Part Two

1 Ghosteen

2 Fireflies

3 Hollywood

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Cruel precariedade, a vida dos técnicos especializados da educação – Cláudia Braga

 

Cruel precariedade, a vida dos técnicos especializados da educação

Os técnicos e as técnicas especializados da educação estão habituados e habituadas a injustiças: desde os concursos dúbios — onde 65% das condições são subjectivas e dependem de escola para escola e de júri para júri e 35% das mesmas, que poderiam ser objectivas, são interpretadas e tornam-se subjectivas — até ao abrir e fechar de vagas e a ter que mudar de escola para escola.

Terapeutas da fala, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, intérpretes de língua gestual portuguesa, animadores culturais, assistentes sociais, psicólogos, educadores sociais, mediadores socioeducativos, entre outros: são tantos os profissionais que contribuem para a educação. Tantas formações que se requerem actualizadas, pagas pelos próprios, que se mantêm a exercer funções com vínculos precários.

Estes e estas profissionais têm dificuldades em saber o que são férias. Até ao ano lectivo 2016/2017 era a ansiedade de saber quando abririam os concursos, que tipo de portefólio iriam pedir, quantos portefólios teriam que fazer, a quantas vagas teriam que concorrer, que condições iriam impôr as escolas. A partir do ano lectivo 2017/2018 é a ansiedade sobre se os contratos serão ou não renovados, serão as candidaturas ao PREVPAP (Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários na Administração Pública) analisadas em tempo útil, etc. Estes e estas profissionais são necessários nas escolas. São parte do sucesso escolar dos alunos e das alunas que dos seus apoios beneficiam. Ignorar as condições laborais destes e destas profissionais é ignorar o sucesso dos alunos e das alunas, o sucesso da inclusão, o sucesso da vida plena em sociedade.

A nota é clara: “Será autorizada a extensão dos vínculos dos contratos dos técnicos especializados que, tendo sido candidatos ao PREVPAP, não têm ainda a candidatura homologada, de modo a permanecerem nos seus postos de trabalho aquando do início do novo ano escolar, 2018/2019.” Porque não cumprem as direcções das escolas? Por que razões se diminuem e extinguem horários de técnicos e técnicas quando os alunos são os mesmos? Será o Decreto-lei nº 54/2018 de 6 de Julho a mostrar que o ideal é a contratação externa? Por que razão escolhem o colega A em deterioramento do colega B? Por que razão se substituem técnicos e técnicas por pessoal contratado por autarquias? Não querendo abusar da frase habitual, isto parece a “República das Bananas”. Ou serão os “Municípios das Bananas” a dar sinal de vida?

Há técnicas e técnicos especializados cujos contratos não sofrerão extensão contratual, mas nós não iremos parar. A prova é que, após a manifestação de 3 de Setembro, a situação das colegas de Leça foi revertida. Sabemos que temos razão. Sabemos que temos força. Somos cidadãos e cidadãs. Participamos. Fazemos a diferença. Estamos juntos até ao fim.

 

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Dilemas de um Palestrante – Alfreto Leite

Reflexões de um Mundo Brilhante

Olhas.

Na plateia, à tua frente, muita gente.

Nunca chega a ser o número desejado. Queremos sempre mais. Maior adesão. É como em muitas reuniões de pais. Nunca vão todos, poucas vezes vão os que mais precisavam de ir. Não é?

Observas.

À tua frente uns novos, outros menos novos (evitei dizer velhos, não vão os polícias do politicamente correto me multarem). Momentos da vida diferentes. Parece uma turma do sétimo ano. Não há dois alunos iguais nas suas expectativas. Como não há duas pessoas iguais nas minhas plateias.

Observas melhor.

Alguns foram para a última fila do auditório. Com quem é que os alunos aprenderam? Ou serão velhos hábitos? Não se sabe onde começa a pescadinha de rabo na boca.

Convido a virem para a frente. Dizem que sou arrogante. Não convido. Dizem que sou distraído.

Toca um telemóvel. Era importante. Toca outro. Era muito importante.

Caramba! Desliguem os telemóveis! E, já agora, reflitam: há diferenças entre “importante” e “urgente”.

Falas simples. O complicado, deseja mais.

Falas complicado. O pragmático deseja menos. Usas exemplos. O filósofo diz que são “lugares comuns”. Emocionas-te. O frio, o gelado, diz que és teatral. Vais alternando, como se estivesses inspirado pelas inteligências múltiplas…

E as inteligências múltiplas terão base científica, ou só vieram complicar o trabalho do professor?

Será que consigo “dar uma aula” para cada aluno?

Vamos seguindo, sempre com uma bússola!

Claro que desejamos ser amados.

Claro que desejamos respeito. É humano. Mas temos que seguir com a nossa bússola. Com o nosso sonho. Com a nossa consciência.

Essa bússola vem da tríade “estudo – prática – auto-avaliação”.

Quanto mais forte for nesta tríade, mais pessoas conseguirei contactar.

O professor (bom) não vai agradar a todos. Até porque o resultado do seu trabalho, mede-se a longo prazo.

Para chegarmos a todos, não vamos agradar a todos.

Qual é a sua bússola?

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Retificação à Lei n.º 116/2019, de 13 de setembro, Educação Inclusiva

Declaração de Retificação à Lei n.º 116/2019, de 13 de setembro, «Primeira alteração, por apreciação parlamentar, ao Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, que estabelece o regime jurídico da educação inclusiva»

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Pelo EDUCARE: BE, CDS, PCP, PAN: O que prometem para a Educação

 

BE, CDS, PCP, PAN: O que prometem para a Educação

Partidos que têm assento parlamentar como BE e PCP, que fazem parte da solução governativa de esquerda, e CDS-PP e PAN, distintos nas suas propostas, convergem na valorização da classe docente nos seus programas eleitorais. Há, porém, ideias que não se tocam.

 

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A Ler – Propaganda Enganosa

Propaganda enganosa

Alexandre Parafita

Assiste-se com frequência, no discurso político, a uma propaganda de cunho enganoso, da qual ninguém pede contas a ninguém. Falta uma cultura de exigência neste domínio.

Manipula-se a verdade, induz-se em erro (quiçá conscientemente), criam-se falsas expectativas, frustram-se sonhos. E ninguém é chamado à responsabilidade, ainda que a criminalização da publicidade enganosa na lei portuguesa abranja também esse tipo de propaganda (art.º 41, n.º 8, DL n.º 6/95, de 17 de janeiro).

Quando o Governo publicou a lei de 5 de fevereiro (Dec. Regulamentar n.º 2/2019), anunciando que os trabalhadores da administração pública podem pedir a pré-reforma antes da idade legal (66 anos e cinco meses), ganhou, de pronto, o aplauso de muitas centenas de cidadãos, em especial professores já sexagenários, ou perto disso, muitos deles cansados e frágeis, alguns arrastando-se penosamente num sistema educativo cáustico que escraviza mais do que estimula, e que, aceitando perder uma parte do salário, poderiam usufruir dessa medida. Mas que engodo! O Ministério das Finanças não autorizou, nem deu sinal de autorizar, um único pedido de pré-reforma, sabendo-se que mais de 200 professores já a requereram. O dirigente sindical José Abraão, que até é da área política do Governo, reconheceu que se trata de “uma medida tomada pelo Governo para não aplicar”. E o ministro Centeno, no programa “Gente que não sabe estar”, disse com todas as letras: “Não se deve prometer o que não se pode dar”.

Em que ficamos então? A lei já devia estar a ser cumprida, mas o PS, no seu programa eleitoral, vem, ainda agora, prometer a implementação “ativa” da pré-reforma. Afinal, promete o quê? Não é bonito jogar com as expectativas dos cidadãos!

Escritor e jornalista

 

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A Ler – Os professores e as eleições

Os professores e as eleições – Observador

Arnaldo Santos / Professor e Jurista

Este não é o tempo para ideologias políticas de direita ou de esquerda, ou de ficar agarrado à cor do partido político em que sempre votaram. É tempo de repor a justiça e de reconquistar o respeito.

Ler, ouvir ou ver notícias sobre os professores e o tempo de serviço que o Governo diz não ter dinheiro para pagar, nunca é demais. Particularmente para os professores e para as respetivas famílias que sentem, na pele, a falta do dinheiro pelo qual trabalharam, e a subtração do direito à mudança dos escalões para a progressão na carreira.

O congelamento das carreiras teve estas duas implicações: não houve aumentos e não houve progressões que, naturalmente, implicam aumentos. Já falámos de justiça num artigo anterior. Dissemos, na devida altura, que era um conceito objetivo: dar a cada um aquilo que é seu, e o que é que é seu e de cada um, é aquilo que cada um merece, e merece na medida em que dá, e deve dar de acordo com as suas capacidades. Este é o conceito objetivo de justiça. Sendo este conceito objetivo, completo, não dá margem para o conceito subjetivo da meia justiça.

Não existe meia justiça. Devolver dois anos, nove meses e dezoito dias de tempo de serviço aos professores é utilizar um expediente inexistente: a meia justiça. A fundamentação deste conceito, inexistente, segue aquela máxima: mais vale qualquer coisa na mão do que coisa nenhuma a voar, para calar a boca aos cidadãos que não estão habituados a fazer valer a justiça e os seus direitos, até ao fim. Tiques de outros tempos em que o lema era “comer e calar”. Outros tempos que alguns insistem em não esquecer. Nós somos o resultado da nossa história.

Fazer valer os direitos até ao fim. Esta frase é forte, pelo menos em Portugal. Até costuma utilizar-se outra: apurar responsabilidades até às últimas consequências, doa a quem doer. Parece que estamos numa brincadeira e, de vez em quando, vem alguém que diz: acabou-se a brincadeira. Por isso é que ninguém leva nada a sério… Ensina-se no Direito Administrativo, que é aquele ramo do Direito que regula as relações jurídicas entre a Administração Pública e os cidadãos, que para travar os administrados de fazer valer os seus direitos até ao fim, leia-se recuperar o tempo de serviço, basta que a Administração Pública utilize o argumento do interesse público, do bem comum, ou que se coloca em risco o equilíbrio das contas públicas, para qualquer Tribunal Administrativo dar por terminada a ação, ao abrigo da separação de poderes, não dando provimento às intenções dos administrados. Se isto não é xica espertice é o quê? Infelizmente é o que temos… O Estado coloca as contas públicas em causa, diariamente, com negócios ruinosos, e não há ninguém que se importe com o interesse público?

No próximo dia 6 de outubro vamos a votos. Que razões podem ter os professores para ir a votos? Existem cerca de 146.830 professores em Portugal (dados da Pordata para 2018). Muitos destes professores ainda têm os dois progenitores vivos, têm maridos, mulheres, irmãos, filhos, tios, primos, netos, afilhados, (etc…) e têm amigos. Se quiserem façam como o outro: é fazer as contas. Se cada professor exercer o poder de influência que tem, e se todos votarem nos partidos (que todos sabem quais são) que dizem que a recuperação integral do tempo de serviço dos professores é um imperativo nacional de justiça e de respeito, faz mossa ou não? Este não é o tempo para ideologias políticas de direita, de centro ou de esquerda, ou de ficar agarrado à cor do partido político em que sempre votaram, como se fosse o clube de futebol ou uma religião. É tempo de causas, é tempo de repor a justiça e de reconquistar o respeito.

P.S. Não sou sócio, adepto, filiado, simpatizante de nenhum partido político.

 

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A Ler – Talvez Isto Explique Alguma Coisa Sobre As Políticas “Educativas” Do Governo

Talvez Isto Explique Alguma Coisa Sobre As Políticas “Educativas” Do Governo | O Meu Quintal

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País Real: Escolas de remendos

Foi uma festa de arromba que levou a grande maioria das escolas a degradarem-se por falta de dinheiro para obras.

País Real: Escolas de remendos

 

Chuva nas salas, tetos a cair aos pedaços e telhados de amianto. Tem sido esta a realidade para muitos alunos em escolas degradas do Norte do país.

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Os abusos continuam com os horários dos professores de apoio…

 

Chegou-nos por email um horário um pouco estranho de um docente de apoio educativo a prestar serviço no 1.º Ciclo.

É deveras evidente que os intervalos deste docente são um pouco diferentes dos outros docentes sejam eles titulares de turma  ou professores de apoio de um outro Agrupamento de escola onde não se olhe apenas para o “umbiguismo”. Parece que ser Professor de apoio é ser Professor de segunda…

Fica para que analisem e digam de vossa justiça se encontram algo de estranho ou não…

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Se fossem só as rendas…

 

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Para lá da fumaça – Santana Castilho

Para lá da fumaça

Daqui a quatro dias, todos poderemos votar (sem que nos possamos candidatar) para eleger alguns que, maioritariamente, nem sequer conhecemos. Chamamos a esta liturgia, de certa menoridade política, eleições legislativas. Neste cenário, demasiados protagonistas comportam-se como as antigas máquinas do tempo do vinil: tocam a música escolhida por quem tiver a moedinha. Exemplo? A repercussão que teve, em plena campanha eleitoral, a iniciativa de António Guterres.

Se aos dezasseis anos uma jovem portuguesa deixasse de ir às aulas, ainda que para defender uma causa tão nobre como a que Greta Thunberg defende, que diríamos dos seus pais e das autoridades? Se uma jovem diagnosticada com síndrome de Asperger fosse submetida à exposição e à pressão emocional a que Greta Thunberg está continuadamente sujeita, que pensaríamos do dever social de protegermos os menores, sobretudo antecipando o efeito que o fim da fama (que obviamente acontecerá) provocará no seu conturbado equilíbrio psicológico? Por iniciativa própria ou usada por outros, é inegável que Greta Thunberg teve o mérito de mobilizar o mundo, como outros não conseguiram. Mas porque a sua causa é boa, devemos ficar infantilmente embasbacados ante a sua retórica totalitária e o seu discurso populista? Que pensar dos políticos que a aplaudiram, depois de terem sido insultados por ela?

É perturbador ver o ódio na cara de uma jovem de dezasseis anos, enquanto o mundo, ávido de circo e sedento de emoções, fica embevecido com as divagações comuns com que ela trata o problema mais complexo e global que nos assola, como se os grandes emissores de CO2 se comovessem com os seus apelos.

Não quero subestimar o problema climático para que tantas instituições científicas nos vêm alertando. Mas tão-pouco posso ignorar a intoxicação das nossas cabeças com soluções que ignoram a sua complexidade. Não quero subestimar a iniciativa meritória da ONU. Mas tão-pouco posso ignorar a displicência com que parece olhar para a tensão entre a Arábia Saudita e o Irão que, essa sim, se explodir, provocará um “aquecimento” fatal, antes que a Greta volte à escola.

Depois disto veio Tancos. E na campanha ficarão por debater, para lá da fumaça, tantos temas decisivos para o nosso viver próximo, entre outros: a dívida pública e a dívida dos privados; o domínio estrangeiro sobre os nossos sectores estratégicos; a política externa, num quadro em que as relações internacionais são cada vez mais relações económicas e Portugal é um país economicamente dependente do exterior; as relações com a comunidade de língua portuguesa; o impacto da organização do trabalho na vida familiar e desta no aumento da indisciplina na escola e da violência (física e psicológica) no relacionamento entre os jovens; o despovoamento e a desertificação do interior; o equilíbrio entre o turismo de massas e o direito de vivermos com tranquilidade na nossa terra.

A análise dos programas eleitorais e o decurso da campanha que os promove mostra que a Educação não é tema que preocupe prioritariamente os partidos políticos. Mais do que a pobreza e inadequação de muitas propostas, é preocupante sabermos que o vencedor fará delas doutrina, sem qualquer sentido de urgência para resolver os problemas do sistema de ensino. Porque os políticos continuam a não entender que o que se passa é um problema deles e não dos professores já que, por mais variáveis que a Escola possa controlar, boa parte do que nela acontece é corolário das condições sociais e emocionais em que os seus alunos vivem. Com efeito, seria imperioso que os políticos entendessem a natureza holística da educação dos jovens, juntando ao currículo académico apoios sociais, médicos e psicológicos, para que a Educação se tornasse o factor mais poderoso de promoção da qualidade de vida de cada ser. Mas os problemas têm passado de governo em governo sem que o maior, qual seja o separar o interesse da criança, enquanto indivíduo, do interesse e das solicitações da sociedade, enquanto forma de organização colectiva, seja considerado resolutamente e financiado adequadamente.

Com este pano de fundo, precisávamos de um ministro que olhasse a Educação de cima a baixo. Provavelmente engoliremos, calados, um que vai olhar o chefe de baixo para cima.

In “Público” de 2.10.19

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