RA Açores já agoniza com falta de professores

 

 

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32 comentários

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    • Paulo Anjo Santos on 28 de Setembro de 2019 at 16:33
    • Responder

    É nos Açores e noutras zonas do país, na escola onde estou também falta colocar um professor de Geografia e ainda agora está a começar o ano. Só como exemplo de um grupo que conheço bem porque vou acompanhando a evolução das colocações para ter uma melhor ideia de como concorrer no ano seguinte. Os concorrentes colocados na zona do Algarve no grupo 600, estão já muito perto dos últimos das listas, o que quererá dizer que não faltará muito para que horários nesta zona para este grupo jã não encontrem ninguém nas listas… e o grupo 600 está longe de ser dos piores, o de Geografia é o caos, pelo menos no Algarve. Os pais já vão demonstrando muita preocupação, metade da reunião que tive com os da minha DT foi a prestar esclarecimentos sobre a falta de professores que se vai intensificando… mesmo assim ainda há quem feche os olhos e diga que não há falta de professores, até há em excesso, um deles não deve demorar muito a escrever aqui também! 🙂

      • No name on 29 de Setembro de 2019 at 22:45
      • Responder

      O discurso do pássaro é sempre o mesmo.

    • Pardal on 28 de Setembro de 2019 at 17:54
    • Responder

    .
    Caros colegas

    Sobre a suposta falta de professores tenho que vos dizer que conheço Milhares de Professores Desempregados inscritos (e a receberem subsidio) pelo IEFP. Os inscritos nas RR (Reservas de Recrutamento) à espera dumas horinhas letivas são aos MILHARES:

    Acrescento que conheço muitos Licenciados e Mestres em ramo educacional em caixas de supermercado, Call Centeres, em trabalhos administrativos, como empregados de balcão…

    Se isto é Falta de professores….vou ali e venho já.

    .

      • Carlos Ferreira on 28 de Setembro de 2019 at 19:01
      • Responder

      Ao Pardalito,
      Até conheço professores a receber subsídio social de desemprego e outros a trabalhar na área do turismo que não voltam à escola nem mortos!
      Ser professor em Portugal tornou-se destrutivo para a saúde mental. Os pardais e pardalitos do regime vão assobiando para o lado, nos colégios privados haverá sempre lugar para pôrem a descendência genial, longe da esquizofrénica igualitária escola pública.

      • Ricardo on 29 de Setembro de 2019 at 8:59
      • Responder

      Poderão haver alguns a receber do IEFP por falta de colocação, neste caso especial de Geografia a situação é outra. As pessoas concorrem como entendem e muitas já não colocam distâncias enormes como acontecia no passado, preferem estar mais perto de casa a fazer outra coisa. A profissão reinventa-se!
      Já no ano passado houve várias situações de docentes com horas extraordinárias por falta de colocações, vão escasseando em alguns grupos, em algumas zonas, nomeadamente em horários pequenos, isto também à custa da SS.

    • AC on 28 de Setembro de 2019 at 17:56
    • Responder

    Espero que isso ocorra em várias zonas do país para começarem a valorizar os professores.

    • Jm on 28 de Setembro de 2019 at 19:17
    • Responder

    Oh Pardal vê-se mesmo que não percebes nada disto. E és mentiroso. Com que então conheces milhares de professores? Tu e Trump estão bem um para o outro. Fake guy… Pareces o ministro da propaganda do Saddam.

      • Pardal on 28 de Setembro de 2019 at 21:31
      • Responder

      .
      Com que então!…eu sou mentiroso….

      Por existir falta de um professor numa dada zona do País por um período X de tempo, generalizamos e dizemos que existe uma enorme falta de professores no País.

      Tu não tens mesmo o juízinho todo. Vai catar piolhos à macacada.

      E afirmo mais. Professores primários e educadoras das infâncias é aos pontapés. Eu traduzo: – dás um pontapé numa pedra e sai um professor.

      Nessa tua cabecinha pensadora (à semelhança de muitas setôras) criou-se a ILUSÃO de que existe falta de professores. DESENGANEM-SE enquanto é tempo.

      Existe, isso sim, EXCESSO DE PROFESSORES.

      Esta realidade de “excesso de mão-de-obra” provoca as consequências que estão à vista de todos.
      .
      .

        • Paulo on 29 de Setembro de 2019 at 9:58
        • Responder

        Caro Pardal.

        Sim existem muitos educadores de infância e professores primários desempregados. No entanto se reparou o problema está na geografia e outras disciplinas do ensino básico e secundário. O que pretende fazer colocar professores primários a dar aulas de matemática, física ou geografia ao secundário quando não arranjarem esses professores?

        • Paulo Anjo Santos on 29 de Setembro de 2019 at 12:34
        • Responder

        Eu bem disse que não demorarias a aparecer… agora já acrescentas «enorme» para tentar salvar a face, diz-me lá onde é que alguém falou em «enorme»?! Aquilo que eu e outros temos defendido é que em algumas zona do país, em alguns grupos de recrutamento já começa a haver falta de professores e que a tendência é para a situação piorar porque todos sabemos que nos próximos anos vão reformar-se muitos professores. E, em alguns casos, não é por X tempo, como afirmas, há casos em que é o ano inteiro sem uma determinada disciplina.
        Os professores que estão a receber subsídio de desemprego é porque descontaram para ter a direito ao mesmo (e as regras até se tornaram muito mais rígidas desde 2011/12)… não me digas que os queres obrigar a deslocar-se para longe da sua área de residência para ganhar 600 ou 700 euros, ou até menos que isso?!
        Poderá haver suficientes em algumas zonas do país, em alguns grupos de recrutamento, mas para haver excesso em termos globais não poderiam ficar alunos sem professor, nem «x tempo», quanto mais o ano inteiro!
        Já agora, na minha escola continua a não haver professor de Geografia para a maioria das turmas do 7º e 8º ano, o horário é completo mas não há ninguém, podes confirmar, a escola é a Gil Eanes em Lagos, se quiseres confirma nas listas da RR4…e se quiseres liga para a escola a confirmar que continua a faltar um professor de Geografia…. e não é o único que falta… ainda o ano está a começar!

          • No name on 29 de Setembro de 2019 at 22:55

          Reparei que nas RR dois horários completos e anuais no meu GR em Lagos , na escola Julio Dantas têm sido recusados ou talvez tenha havido denúncia de contrato . A escola é assim tão má? O colega conhece ? Acho estranho porque saíram 3 vagas na CI na Gil Eanes e as mesmas 3 na Julio Dantas . .

    • José on 28 de Setembro de 2019 at 22:04
    • Responder

    Em alguns grupos de recrutamento é provável que comecem a faltar docentes. A profissão deixou de ser atrativa.. pagar para trabalhar… sem perpetivas de futuro… não é para qualquer um. Eu conheço uma professora desse grupo administrativa num hospital, mas como é óbvio não vai para Lisboa quanto mais para os Açores.

    • Hernâni Baptista on 29 de Setembro de 2019 at 10:00
    • Responder

    Chamem o Miguel Sousa Tavares que ele resolve!

    • Maria on 29 de Setembro de 2019 at 11:23
    • Responder

    O País está a colher o resultado da forma como tem tratado os docentes, professores ou formadores! E não “abre a pestana”! 🙁 O que mais há é concursos desertos ou quase desertos de candidatos, tanto lá como cá! E já chega às ofertas de escola para Técnicos Especializados para Formação que também já se cansaram de se sujeitar a concursos muitas vezes humilhantes e de ser mal tratados…

    • Maria Professora on 29 de Setembro de 2019 at 12:06
    • Responder

    Eu sou/fui professora por vontade , por opção, pois já fiz muitas outras coisas na vida e regressei aos alunos. Hoje, faltam-me 8 anos para a reforma. Dito isto, afirmo-vos o meu desencanto com a escola atual, naquilo em que a transformaram. Se estivesse com 30 anos hoje, nunca escolheria ser professora.!… É preferível ter um emprego a ganhar quase o mesmo, mas em que a nossa saúde mental é preservada, não se traz trabalho para casa diariamente, papéis e reuniões às vezes até às 10:30h da noite…. porque só quem trabalha com 6 turmas aos quase 60 anos sabe o desgaste que isto é! E ser DT? É que não é só ensinar! …Há muito que ser professor deixou de ser transmitir conhecimentos! Hoje a escola e os profs têm que fazer o que compete às famílias e à sociedade!Estas, remetem para a escola aquilo que lhes compete! Eu convido muitas vezes os pais para virem assistir às minhas aulas, mas até hoje nenhum aceitou!

    • Lelo on 29 de Setembro de 2019 at 13:47
    • Responder

    Volto a dizer … IGNOREM O PARDAL.
    ELE TEM DE SE SENTIR DESPREZADO.

      • Paulo Anjo Santos on 29 de Setembro de 2019 at 14:01
      • Responder

      Mas se ficar sem resposta pode enganar alguns que venham ler isto e não percebam muito do assunto… pelo sim pelo não é melhor ir respondendo! Até porque dá um certo prazer ver alguém a tentar de tudo para defender o indefensável :)))

    • Bético on 29 de Setembro de 2019 at 20:32
    • Responder

    O horário a que se refere é temporário e de 14 horas. Há um anual de 14 horas no AE Silves Sul que também ninguém lhe pega. Há 5 ou 6 anos o 420 teria listas de 20 ou 30 candidatos para estes horários. Hoje… Nickles! É mais que óbvio que a profissão não é bem remunerada, prestigiada, considerada ou protegida. Concordo com as reivindicações recentes mas… E que tal lutarmos por uma profissão menos burocrática? Que tal lutarmos para que a direção de turma tenha uma redução da carga letiva de 6 horas?

    • Bético on 29 de Setembro de 2019 at 20:34
    • Responder

    O horário a que me referi é o do AE Gil Eanes…

      • Paulo Anjo Santos on 30 de Setembro de 2019 at 13:04
      • Responder

      Estive a confirmar, o horário é de 16 horas, para o grupo 420 – Geografia. Para um professor profissionalizado com mais de 5 anos de tempo de serviço deve corresponder a cerca de 800 euros líquidos, se não for o caso é sempre a “sumir”…

    • Paulo Anjo Santos on 29 de Setembro de 2019 at 21:57
    • Responder

    Ok, peço desulpas pelo engano, sou novo na escola e o que ouvi pensei que se tratasse de um horário completo, pelo menos pensei que fosse maior que 14 horas… amanhã já lhes digo que é melhor esquecerem porque não vai aparecer ninguém para esse lugar, só por algum milagre… e se for alguém com habilitação suficiente deve ganhar o quê? 500 euros? talvez nem isso… ainda por cima tem uma DT!!

      • Pardal on 29 de Setembro de 2019 at 23:02
      • Responder


      Caro Paulo

      Um Horário de 14 horas letivas dá um vencimento por volta dos 850 euros + subsidio de alimentação.

      Lembro que existem licenciados a trabalhar no setor privado onde trabalham 40 horas semanais e possuem salários de 600, 650, 700….euros mensais.

      O grande problema reside no facto de terem instituído o “Subsidio de Desemprego” para os professores o que leva a que muitos se recostem no sofá a ver televisão. Outra questão é termos cerca de 10% de Baixas Médicas Anuais (cerca de 10.000 professores) que ano após ano se encontram Muito Doentes. É este Regabofe que leva a situações de não aparecer ninguém (pontualmente) para essa vaga no Algarve que, com toda a certeza, é de mais um atestado médico.

        • Paulo Anjo Santos on 30 de Setembro de 2019 at 9:19
        • Responder

        Isso é mentira, um horário de 14 horas não chega aos 800 euros de vencimento líquido, incluíndo o subsídio de refeição (que num horário incompleto só é pago nos dias em que tem pelo menos 4 tempos letivos). Mas, para ganhar esses 700 e tal euros tem de ser profissionalizado com mais de 5 anos de tempo de serviço, caso contrário ganha ainda menos. Se for alguém com um curso incompleto por exemplo, ganhará cerca de 600 euros ou nem isso…
        É vergonhoso que digas que a existência do subsídio de desemprego é um problema, ainda para mais quando as regras para atribuição e cálculo do mesmo foram muito alteradas para pior nos tempos da troika. Não acredito que haja muita gente, se é que há alguém, que fique a receber subsídio quando tem hipótese de ter uma colocação perto da sua área de residência.
        Mas uma coisa é certa, se até quando o subsídio de desemprego pagava muito mais e durante mais tempo, não havia falta de professores, é completamente descabido que fales agora nisso como desculpa… rídiculo.

        Quanto às baixas médicas, já to disse antes, também é vergonhoso que digas que são fraudulentas, se tens provas disso deves apresentar queixa. E, para serem fraudulentas terão de ter o patrocínio de uma série de médicos (de família, de especialidade, das juntas médicas, etc), mesmo que se possa colocar a hipótese de haver uma ou outra não acredito que seja isso que está a fazer grande diferença… e digo-te o mesmo que no caso do subsídio, se há agora já devia haver antes e, pelo menos desde a década de 90, nunca houve falta de professores como agora!

        • Paulo Anjo Santos on 30 de Setembro de 2019 at 9:25
        • Responder

        E, se há licenciados a ganhar 600/700 euros há muitos mais a ganharem muito mais que isso… mas parece que queres equiparar a classe dos professores aos que menos ganham no país. O mercado ajusta-se por si próprio, foi sempre assim, desde há séculos, agora está a ajustar às novas condições que a carreira docente oferece… e já estamos a ver o ajuste que se está a fazer, não há gente suficiente que queira e, ao que parece, no futuro será ainda pior… e, é quase certo, que a qualidade dos docentes vai cair a médio prazo, basta olhar para as médias com que entram alguns nos cursos via ensino.

          • Ric on 30 de Setembro de 2019 at 17:01

          😉 é…isto de querer pôr licenciados a ganhar 700€ dá-me cá uma vontade…..
          Este Pardal faz-me lembrar o meu primo que é engenheiro e está sempre a dizer que não há dinheiro no país para pagar aos professores e que têm de ganhar menos. E que só podem subir por meritocracia. Ficamos a discutir isto largos minutos…dp ele chega à conclusão que é licenciado (assim como eu), andou a queimar pestanas e pensar num futuro melhor (assim como eu) ele é responsável e teve mérito na sua empresa (assim como eu), mas ele ganha 2500€ líquidos, com carro de empresa e ajudas de deslocação e eu professor do quadro desde 2010 ganho pelo 1ºescalão líquidos 1143€ a 280km de casa. Quem quer esta vida? Ai da minha filha que um dia queira vir a ser professora…nem pense nisso pq n quero que ela passe pelo que eu passei e continuo a passar.
          Os professores licenciados em início de carreira em Portugal está mais do que visto que ganham pouco..e o problema foi que os que se encontravam no final da carreira ganhavam muito; a sociedade ficou agarrada a esse facto…que a tia professora ganhava 2500€ líquidos…e ficaram todos a pensar assim ainda hj!

        • Paulo on 30 de Setembro de 2019 at 9:55
        • Responder

        Bom dia Pardal

        Sim existem muitos atestados médicos (envelhecimento da classe docente). No entanto existe uma grande assimetria na distribuição dos professores. Ou seja a maioria é do norte e não querem vir para sul ou ilhas fazer substituições ou ocupar horários incompletos.

        Imagine um desses professores que está no subsidio de desemprego no norte e aparece um horário de 14 horas no Algarve ou Lisboa a ganhar os tais 800 Euros. Primeiro tem de arrendar casa, o que em Lisboa é muito caro. No Algarve ninguém aluga durante a época alta a preços comportáveis com ordenado de professor.

        Depois de pagar a renda o que fica do ordenado? Acha que vale a pena vir não tendo qualquer subsidio de deslocação ou apoio ?

        Outro problema é em alguns grupos de recrutamento já começar a haver mesmo falta de professores (no Sul do país principalmente) e dou-lhe vários exemplos tais como a Geografia, a Informática, etc. Não podemos colocar professores de grupos com excesso de oferta (educadores de infância, 1º ciclo) a dar aulas em grupos com défice de oferta.

        Como é que resolve o problema dos atestados médicos ou dos horários incompletos no sul do país e ilhas? Esses alunos têm direito a ter professor e não estarem meses à espera de substituições que ficam desertas.

        Digo-lhe com conhecimento de causa que na zona da grande Lisboa existem faltas de professores em várias disciplinas, o que faz com que muitos alunos ainda não tenham todos os professores. Os horários andam a ir para bolsas de recrutamento sabendo à partida que já não existe ninguém candidato para aqueles horários. O governo ainda não autorizou a contratação de escola para horários superiores a 8 horas e já vamos na 3 semana de aulas.

        cumprimentos

    • Raju on 30 de Setembro de 2019 at 4:47
    • Responder

    Pardal, explica lá porque todos os trabalhadores por conta d’outrem têm direito a subsídio de desemprego e os professores não deveriam ter??
    Tens a certeza que, depois de descontos feitos um professor contratado, com 14 horas, ganha 850 euros+subsídio de alimentação? Deves esclarecer os que por aqui andam que quando o horário é incompleto o subsídio de refeição para ser pago são precisas x horas de serviço por dia. Se essas 14 horas forem divididas pelos 5 dias da semana, esse colega pode não receber subsídio praticamente nenhum. És mesmo mentiroso, como já alguém referiu. Vê lá se não te acaba o poleiro.

    • Falcão on 1 de Outubro de 2019 at 9:38
    • Responder

    14 horas e esse valor só na “Paradlândia” … Fale do que sabe senhor!

    • PedroLopes on 1 de Outubro de 2019 at 11:32
    • Responder

    É mais que claro que, no máximo, daqui a uns 5 anos voltamos a ter professores “pardais” com uma qualquer habilitação a dar aulas.
    É claro que um professor não tem um vencimento que lhe permita trabalhar a mais de 50 km da sua habitação permanente – exceptuam-se casos de professores jovens, sem família constituída, que se podem dar a esse luxo de chapa ganha, chapa gastar também casos de professores mais velhos completamente desesperados que não têm outra alternativa que não seja a de concorrer para longe das famílias.
    É claro que, eu, com 41 anos, professor contratado de matemática, me estou a marimbar para o ensino. Já foi tempo em que concorria para todo o País, dava aulas com muito entusiasmo, fiz vários sites para escolas, tive várias avaliações de desempenho de EXCELENTE. Neste momento, tento dar aulas o melhor que sei e, rigorosamente mais nada.
    É claro que, para mim, a opinião desses muitos PARDAIS que para aí andam, não conta rigorosamente nada. O que conta é o dinheiro que cada um aufere, pelo cargo que desempenha e as condições de trabalho que tem. Ora, tendo em conta que com 41 anos ainda sou professor contratado, que percorre cerca de 100km diários e que não tem horário completo, posso facilmente concluir que não sou reconhecido como um bom funcionário e, por isso, toca a dar aulinhas (bem dadas porque os alunos não têm culpa) e MAIS NADA…. Nada. Recuso-me a fazer o que quer que seja. É a minha única forma de manifesto.

      • Paulo Anjo Santos on 1 de Outubro de 2019 at 13:52
      • Responder

      Eu tenho mais 10 que tu e também ainda sou contratado… não sei se isto de reconforta ou se te stressa ainda mais, penso que no grupo de matemática não terás de esperar tanto como eu, embora isso dependa tambám da tua zona de residência. Eu já digo isto há uns anos, contratarem pessoas durante tantos anos é digno de uma ditadura não de um país da UE… e o pior é que o ensino vai-se degradando, estamos a comprometer o futuro do país, mesmo que nunca fiquemos a saber o que foi realmente comprometido, isto só tem efeitos daqui a uma década ou mais de nessa altura pouvos vão dizer que podíamos estar melhor, se não tivéssemos cortado tanto na educação… e os que o disserem ninguém lhes liga!
      Eu duvido que cumpra a minha carreira até me reformar, há males que vêm por bem, o facto de me manterem nesta situação nojenta, obrigou-me a procurar alternativas e essas serão provavelmente mais que suficientes num futuro próximo. Nessa altura provavelmente deixarei isto, arranjem outros, ou vão dar aulas eles para verem o que custa! 😉

        • No name on 2 de Outubro de 2019 at 21:58
        • Responder

        Desejo-lhe sorte Paulo ! Estive fora do ensino uns anos a pensar que seria melhor . Não correu bem, nada bem. Foi uma aprendizagem . Regressei à aulas há um ano. Num espaço de 4 anos , notei uma diferença enorme, para pior infelizmente .

          • Paulo Anjo Santos on 2 de Outubro de 2019 at 23:04

          Resta-nos esperar que melhores dias estejam para vir… como diz o outro, pior do que está não pode ficar! 😉

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