Debate: Preparar o Futuro – Educação

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/debate-preparar-o-futuro-educacao/

Sobre o desprestígio da classe: os pontos nos ii – Alberto Veronesi

 

Sobre o desprestígio da classe: os pontos nos ii

Depois de todas as previsões das autoridades sanitárias, nacionais e internacionais, apontarem para que a situação epidémica comece a normalizar-se apenas no princípio de 2021, o Ministério da Educação (ME), finalmente, falou de setembro. Já não era sem tempo! Mal seria, ao menos, que não olhasse para o próximo ano letivo, usando o modelo a que nos habituou: contar sempre com quem costuma desprezar, misturar a ideia de um e a ideia de outro, não citar, e apresentar, com pompa e circunstância, um documento com as típicas Orientações.

E que disse o ministro da Educação? Que seria para continuar em sistema misto, isto é, ensino presencial e remoto. Ora aqui importa colocar os pontos nos ii.

Que até aqui os professores tenham feito um sacrifício, comprando material tecnológico, formando-se exaustivamente online, para conseguirem adaptar-se às exigências extraordinárias e urgentes, até podemos aceitar. Que daqui para a frente se pretenda continuar com este formato, sem prover os professores de apoios, designadamente de material apropriado, já me parece um enorme aproveitamento da situação.

Não podemos aceitar mais esta tentativa de desprestígio da classe. Se o que fizemos antes nos dignificou, se aceitarmos agora estaremos a desprestigiarmo-nos. Fui, desde do início, defensor do fecho das escolas. Posteriormente defendi o terminus do ano letivo. Depois coloquei-me contra a abertura, mesmo que só para o secundário, pelo que defendi este sistema de ensino remoto, atendendo à situação extraordinária, sem sequer entender algumas queixas de colegas, relativas ao uso abusivo, por parte do ME, dos nossos meios tecnológicos, do nosso serviço de internet, aos horários totalmente “loucos” e outras tantas queixas, mas não entendi porque quis acreditar que a situação a isso obrigava e que seria transitória pois quem de direito estaria a acautelar o reinício em setembro.

Só que me enganei. Senti, portanto, a necessidade de alertar para o facto de ser urgente começar a planear setembro, quando ainda se discutia se se testavam ou não os professores, para a reabertura a 18 de maio.

O ministro da Educação mostrou esta semana manter uma certa agrura para com os professores, quando disse que vai processar disciplinarmente os que inflacionarem as notas, partindo do princípio que a desonestidade impera dentro da classe, e piorou quando acrescentou que o próximo ano letivo servirá para atestar as aprendizagens destes últimos meses, subentendendo-se das suas palavras que talvez os professores não tenham conseguido!

Talvez sem noção do que acabara de dizer, acrescentou que o ensino será misto e rapidamente nos apercebemos que estamos perante alguém sem lucidez suficiente para fazer frente aos tempos difíceis que se adivinham.

Não conheço ninguém, mesmo aceitando que possa haver, que aprecie a forma como este ministro tem gerido a pasta da Educação e creio que isto trará consequências já em setembro.

A forma como se prevê que querem resolver a situação, fazendo com que os professores continuem a trabalhar a triplicar, fazendo presencial e remoto, sem intenções de contratar mais professores, apenas fazendo a gestão eficiente dos recursos, sem intenção de munir todos os professores, através de subsídios, de material tecnológico para a prática do ensino remoto, parece-me o princípio do seu fim!

Ao invés poderia o ME, tendo em conta as desigualdades sociais, bem visíveis através do número de alunos sem acesso à internet e sem equipamentos informáticos, reforçar o orçamento às escolas públicas para que possam adquirir equipamentos para emprestar aos alunos. No mesmo sentido, é preciso pensar nos professores, no reforço do Estado à aquisição ou empréstimo de equipamentos tecnológicos (sem esquecer a necessidade de um novo Plano Tecnológico para a Educação e para os Recursos Educativos Digitais) para desenvolverem o ensino online a partir da casa de cada um. Neste tempo de emergência, os responsáveis governamentais e as autarquias devem ter a preocupação de pensar nos professores, nos alunos e nas famílias, nas suas angústias e dificuldades, criando respostas eficientes para minimizar as desigualdades.

O apelo que faço, não é só aos professores, é a toda a sociedade, aos pais que não aceitem qualquer coisinha oferecida pela escola estatal, aos professores que não aceitem que uma situação extraordinária onde todos demos o nosso melhor, ultrapassando todos os limites de direitos laborais, se torne permanente sem que sequer nos incluam na equação das soluções.

Escrevi em tempos que poderíamos aproveitar a atual situação e torná-la numa janela de oportunidade, mas prevejo que o atual Governo verá apenas uma janela de oportunidade para, mais uma vez, poupar na Educação!

Tenho pena, mas espero que não aceitemos!

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/sobre-o-desprestigio-da-classe-os-pontos-nos-ii-alberto-veronesi/

Quase 20 milhões para licenças de manuais digitais que são gratuitas?

 

As editoras Porto Editora e Leya anunciaram que disponibilizaram todos os conteúdos educativos digitais gratuitamente durante todo o período de quarentena. Mas, em 15 de Maio, o Governo autorizou a despesa relativa à aquisição de licenças digitais de manuais, para este ano letivo (2019/20), “até ao montante global 19.768.000 euros, ao qual acresce o IVA à taxa legal em vigor”. Se as licenças são gratuitas, então o Governo está gastar dinheiro porquê?

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/05/1-1.pdf”]

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/quase-20-milhoes-para-licencas-de-manuais-digitais-que-sao-gratuitas/

A perplexidade do Secretário de Estado

 

Aquando da intervenção de um aluno no programa Prós e Contras, foi referido que há cursos que não retomaram as atividades presenciais no 11.º e 12.º ano. Acabou por mencionar alguns cursos.

O SE afirmou estar perplexo com essa constatação e referiu que o decreto-lei é claro, todos deviam ter voltado às aulas presenciais, não só os Científico- Humanísticos. Afirmou também que a situação iria ser averiguada.

Tenho para mim que haverá muito a averiguar e talvez a perplexidade venha a aumentar. Não sei se o número de interpretações dignas de perplexiade.

Fica o artigo que causou a celeuma…

Artigo 3.º

Atividades letivas em regime presencial

1 – As atividades letivas em regime presencial são retomadas no dia 18 de maio de 2020 para os alunos do 11.º e 12.º anos de escolaridade e dos 2.º e 3.º anos dos cursos de dupla certificação do ensino secundário, bem como para os alunos dos cursos artísticos especializados não conferentes de dupla certificação, nas disciplinas que têm oferta de exame final nacional, mantendo-se, sem prejuízo do disposto nos números seguintes, as restantes disciplinas em regime não presencial.

2 – Consideram-se em regime presencial, para o efeito do disposto no número anterior:

a) Nos cursos científico-humanísticos, todas as disciplinas do 11.º e 12.º anos com oferta de exame final nacional, bem como as línguas estrangeiras, com exceção das disciplinas trienais no 11.º ano;

b) Nas restantes ofertas educativas e formativas, as disciplinas com conteúdos idênticos ou com a mesma designação das que, nos termos da alínea anterior, têm oferta de exame final nacional.

3 – As disciplinas oferecidas em regime presencial são frequentadas por todos os alunos, independentemente das suas opções quanto aos exames que vão realizar enquanto provas de ingresso.

Quantas interpretações estarão em vigor?

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/a-perplexidade-do-secretario-de-estado/

Um Prós cheio de Contras…

 

Durante todo o programa, houve uma pergunta que me assaltou…

Como é que fazem um debate sobre educação e não convidam nenhum professor que esteja no terreno?

De teoria está o povo cheio… os professores então…

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/um-pros-cheio-de-contras/

Estudo revela que os professores trabalham mais 11 horas por semana em E@D

 

Maioria dos professores dá aulas por videoconferência e admite trabalhar mais

Segundo os resultados preliminares de um inquérito da Universidade Nova de Lisboa, sobre o ensino à distância, os 2.647 professores inquiridos dizem trabalhar, em média, mais 11 horas por semana e 88% afirmam dar aulas através de videoconferência.

Entre aqueles que não optaram por esta ferramenta estão, sobretudo, educadores do pré-escolar (cerca de 44% de educadores) e do primeiro ciclo (cerca de 14%).

A adesão dos alunos tem sido positiva, segundo os docentes que responderam ao inquérito do Centro de Economia da Educação da Faculdade de Economia (Nova SBE) entre 05 e 19 de maio, e aqueles que utilizam as plataformas de videoconferência afirmam que 86% dos seus alunos assiste às aulas.

Por outro lado, os docentes avaliam em 4,5 (numa escala de 1-7) a capacidade de apreensão da matéria por parte dos alunos nestas aulas síncronas, em que a assiduidade e participação são dois dos critérios de avaliação adotados pela maioria dos professores (67,7% e 64,8%), além da recolha de trabalhos de casa (84,1%).

Durante o 3.º período, o acesso aos dispositivos tecnológicos que permitem acompanhar as aulas ‘online’ continua a ser uma dificuldade e, em média, os professores reportam que 15% dos seus alunos não têm acesso a computador com internet em casa.

Os autores do estudo notam, no entanto, que apesar deste valor ser mais baixo em relação ao reportado na primeira ronda do inquérito, no final de março, continua a registar-se “uma grande variabilidade nas respostas a esta questão, com uma percentagem significativa de professores a reportar um número elevado de alunos sem computador com acesso a Internet”.

“Tal levanta a necessidade de se aferir quais os alunos que tiveram um acesso incompleto aos conteúdos curriculares durante este período, e que devem ser sinalizados no início do próximo ano letivo”, continua o relatório.

Em 20 de abril, a RTP Memória lançou o espaço #EstudoEmCasa, com aulas através da televisão, que abrange aulas destinadas aos alunos entre o primeiro e o nono ano de escolaridade.

A transmissão televisiva de conteúdos educativos foi uma das propostas do Governo para mitigar as dificuldades de acesso ao ensino, em tempos de trabalho à distância, dos alunos mais carenciados, mas iniciativa foi bem recebida por muitos dos professores, que incluíram a ferramenta nas suas planificações para o 3.º período.

Estas aulas foram também analisadas no inquérito da Nova SBE e, segundo os resultados, cerca de 62% dos 2.647 professores inquiridos lecionam disciplinas com aulas no #EstudoEmCasa e a avaliação é tendencialmente positiva.

Em média, os professores avaliam em 5,2 (numa escala de 1-7) a qualidade das aulas da RTP Memória e, numa escala de 1-5, recomendam o visionamento aos alunos em 3,7.

Ler mais AQUI

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/estudo-revela-que-os-professores-trabalham-mais-11-horas-por-semana-em-ed/

Lista de Colocação – R. A. Madeira

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/05/lcm.pdf”]

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/lista-de-colocacao-r-a-madeira/

Problemas com a internet levam professores a não conseguir E@D

Problemas a nível nacional com a rede de Internet levaram os professores a não conseguir estabelecer contacto com os seus alunos.

São contingências como esta que tornam inviável este tipo de ensino…

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/problemas-com-a-internet-levam-professores-a-nao-conseguir-ed/

Madeira – Conteúdos lecionados por videoconferência não vão ser avaliados

 

Conteúdos lecionados por videoconferência não vão ser avaliados

Os conteúdos educativos apresentados através de videoconferência, durante o período de confinamento, não vão contar para a avaliação do terceiro período. A decisão foi tomada, esta manhã, após consensualização entre a Secretaria Regional da Educação e o Sindicato dos Professores da Madeira.

O assunto foi discutido, hoje, entre a Secretaria Regional da Educação e o Sindicato dos Professores da Madeira.

Em cima da mesa, tal como referiu o dirigente daquele sindicato, Francisco Oliveira, esteve também a questão da segurança face ao novo Coronavírus.

Estas matérias integram um conjunto de orientações que a Secretaria Regional da Educação está a preparar para enviar às escolas da Madeira.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/madeira-conteudos-lecionados-por-videoconferencia-nao-vao-ser-avaliados/

Lista Colorida de Ordenação Provisória com Eventuais Renovações

Na imagem seguinte podem aceder à lista de ordenação provisória onde se encontram pintados de amarelo os docentes que reúnem condições para a renovação de contrato para 2020/2021.

Desta forma podem analisar quantos candidatos têm à vossa frente para novas colocações que possam surgir.

Atenção que a renovação de contrato está sujeita a determinadas condições que podem não vir a acontecer.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/lista-colorida-de-ordenacao-provisoria-com-eventuais-renovacoes/

Nada como colaborar no #EstudoEmcasa no youtube…

E ter condições como estas…

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/nada-como-colaborar-no-estudoemcasa-no-youtube/

Já ninguém bate palmas aos enfermeiros

 

Já ninguém bate palmas aos enfermeiros

De repente, o anormal tornou-se normal, o medo tornou-se um hábito e como todos os hábitos tornou-se normal. Já ninguém tem medo de ter medo do vírus que entrou nas nossas vidas e que as limitou.

O desconfinamento trouxe alguma normalidade às vidas de milhões de pessoas que sentiram o medo do desconhecido, da doença, da incerteza de poderem levar uma vida considerada normal. Mas o problema não era o confinamento é o retorno ao anormal.

Assistiram-se a homenagens à porta dos hospitais, houve horas marcadas para se bater palmas à varanda e às janelas, houve doações simpáticas de bolos e pasteis, material de proteção, cremes para as mãos e para a cara, bebidas e águas, mas já tudo passou. Tenta-se voltar à normalidade de máscara colada à cara e já se esqueceu quem esteve na linha da frente a dar o seu melhor, a pôr a sua vida em risco pelo maior bem que todos possuímos, a nossa vida. Não tardará muito a que os heróis se tornem bestas novamente.

Bastou uma pequena esperança de (a)normalidade para que tudo o resto fosse esquecido. A normalidade com que já se fala e conversa sobre um vírus que, por força de nos ser enfiado pelos olhos a dentro a todas as horas do dia, tornou uma vulgaridade a luta dos profissionais de saúde para o travar na tentativa de nos levar desta vida. Não tardará a ser dito que não fizeram mais nada do que a sua obrigação, que é para isso que são pagos e escolheram a profissão.

A sociedade anseia por voltar ao que era, ao que tinha, ao que era possível fazer e dizer antes de ter medo de morrer de um momento para o outro com uma doença sem tratamento conhecido. Por isso, quem os trata já não está nas primeiras páginas dos jornais, nem abre telejornais. Não tardará a que se noticie mais uma agressão a um médico ou a um enfermeiro num desses hospitais.

Se até agora ninguém se importou, porque se importaria, agora, com as condições de trabalho dos enfermeiros que há vinte anos não têm carreira, que viram a sua profissão ser retirada da lista de profissões de desgaste rápido, que não veem as suas especialidades reconhecidas financeiramente. Porque se importaria com uma classe que se fartou de promessas e veio para a rua ser criticada pelos decisores, pelos doentes que trataram, pelos que agora entregaram as suas vidas nas suas mãos, pelos que choraram a eles abraçados, por toda uma sociedade que os chamou de “bestas” só por pedirem o que lhe é de direito. Não tardará a que digam que ganham demais para aquilo que fazem.

Não tardará a que a anormalidade se torne normal. Não tardará que a imagem se teve dos enfermeiros e outros técnicos de saúde durante o período de pandemia se desvaneça e se volte a olhar para eles como mais uns que são como tantos outros.

O povo diz, na sua grande sabedoria, que só se reza a Santa Bárbara quando troveja. O povo tem razão, porque passada a tormenta já ninguém bate palmas aos enfermeiros, já ninguém quer saber daqueles que o que tinham e o que não tinham, que se expuseram à doença de uma forma altruísta e com espirito de missão.

Oxalá não seja necessário bater novamente palmas aos enfermeiros pela mesma razão. Bater-lhes palmas da próxima vez que os virmos na rua a exigir melhores condições de trabalho e de vida para nos valerem numa aflição, será melhor que lhes chamar de “bestas”, pois então!

Apoiar a luta de um trabalhador que exige melhores condições de vida e de trabalho é o mesmo que apoiar um melhor serviço por ele prestado. No caso dos enfermeiros levamos uma grande lição. De “bestas” passaram a “bestiais” esperemos que o que o futuro nos reserva não nos faça mudar, mais uma vez, de opinião.

Já ninguém bate palmas aos enfermeiros como não bateram aos professores, aos agricultores, aos caixas de supermercado, aos homens do lixo, aos motoristas, aos jornalistas… mas estranhamente continuam a bater palmas aos políticos e politizados!

 

Rui Gualdino Cardoso, colaborador de Blog DeAr Lindo

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/ja-ninguem-bate-palmas-aos-enfermeiros/

Nem um cêntimo a mais chegou às escolas desde que se iniciou a crise

Sem ovos não se fazem omeletes…

A pedido da bancada parlamentar do PDS, representantes dos diretores de escolas e de associações de pais estiveram a ser ouvidos no parlamento sobre a forma como as escolas estão a lidar com os efeitos da pandemia de covid-19.

“Viram o valor do duodécimo das escolas reforçado para fazer frente às necessidades?” questionou o deputado social-democrata António Cunha, durante a audição na comissão parlamentar de Educação, Ciência e Desporto.

A pergunta levou os diretores a pedir as verbas entregues no final do ano passado aos Cofres do Tesouro, defendendo que as escolas precisam de dinheiro até para que, no próximo ano letivo, possam ajudar os alunos prejudicados com o ensino à distância.

“Numa tirada panfletária, diria que nem um cêntimo a mais chegou às escolas desde que se iniciou a crise, nem para a ação social nem para os orçamentos de escola”, disse José Eduardo Lemos, presidente do Conselho das Escolas, o órgão consultivo do Ministério da Educação.

Eduardo Lemos defendeu que “uma medida importantíssima era o Ministério da Educação (ME) libertar às escolas as verbas que passaram em saldo no início do mês de janeiro”.

“Ainda não sabemos quando essas verbas chegarão às escolas nem se chegarão e cada ano que passa chegam cada vez mais tarde”, criticou, considerando ser a “altura ideal para o ME dar um sinal e libertar essas verbas”.

A mesma posição foi defendida pelo vice-presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Agrupadas (ANDAEP), David Sousa, que também foi hoje ouvido no parlamento.

“É preciso reforçar o orçamento das escolas. Quando a pandemia começou fomos fazendo algum investimento no sentido de salvaguardar a saúde dos nossos colaboradores e alunos e, agora, é preciso esse reforço”, alertou David Sousa.

Também a ANDAEP defendeu que o Governo poderia, por exemplo, libertar as verbas entregues pelas escolas ao cofre do tesouro no final de dezembro.

“Não foi muito dinheiro, mas as escolas são instituições que se previnem muito e guardámos alguns dinheiros que são entregues ao tesouro e depois demoram uma eternidade a voltar”, lamentou, sublinhando que esses valores estão a fazer “muita falta neste momento e seria muito importante que a Direção-Geral do Orçamento libertasse essas verbas”.

O diretor lembrou a importância de as escolas terem recursos para, por exemplo, poderem reforçar o crédito horário das escolas para o ano: “Não basta dizer que é preciso ajudar os alunos a recuperar aprendizagens ou reforçar aprendizagens e depois não temos recursos para isso”.

Durante a audição, os diretores escolares fizeram um balanço positivo do regresso às aulas presenciais, que começaram esta semana para os alunos do 11.º e 12.º anos, mas lembraram algumas dificuldades.

Jorge Saleiro, vice-presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), recordou que no processo de retoma das aulas presencias para os alunos do secundário, uma das tarefas mais difíceis foi conseguir conciliar os horários de trabalho dos professores.

Desde segunda-feira que os estudantes do 11.º e 12.º ano passaram a ter aulas presenciais, mas as aulas à distância mantiveram-se para todos os outros alunos, havendo docentes que dão aulas a vários níveis de ensino.

“Os docentes que regressaram ao trabalho não são docentes em exclusividade de turmas e das disciplinas envolvidas, têm outras turmas e outros níveis de ensino. E conciliar estas duas realidades novamente, num processo que tinha de ser muito rápido de implementar, cria dificuldades acrescidas e uma das preocupações que temos é as condições de trabalho dos docentes”, alertou Jorge Saleiro.

No entanto, os diretores consideraram que o regresso às aulas presenciais está a correr bem e aplaudiram o empenho dos docentes: “O trabalho dos professores tem sido fantástico”, sublinhou Filinto Lima, presidente da ANDAEP.

O presidente da ANDE, Manuel Pereira, recordou que em apenas um fim de semana, diretores e professores conseguiram “organizar o ensino à distância”.

Quando a 16 de maio os alunos deixaram de ter aulas presenciais, ainda havia muitos casos de estudantes sem acesso à internet, sem computadores ou com pouca rede, lembrou Manuel Pereira.

Segundo Filinto Lima, as desigualdades sociais notórias no arranque do ensino à distância – a 16 de março – “foram-se desvanecendo entre finais de março e o início deste terceiro período”.

Além dos equipamentos, foi preciso repensar as aulas e todo o sistema de ensino e, “no início, houve alguma desorientação da tutela”, nomeadamente de “falta de clareza”, lamentou Manuel Pereira.

Mas Manuel Pereira lembrou que naqueles primeiros tempos “a desorientação era geral”, resultado da chegada à Portugal da pandemia de covid-19, sobra a qual pouco se sabia.

Por outro lado, Manuel Pereira saudou o facto de ter havido “sempre uma grande abertura por parte do Ministério da Educação”, que deu autonomia às escolas para tomar decisões: “O Ministério confiou em absoluto nas escolas e as escolas conseguiram encontrar as respostas certas”.

Carlos Louro, também da ANDE e presidente do agrupamento de escolas de Cinfães, referiu que “em dois meses e meio, a Escola fez três arranques de anos letivos”: Primeiro com o ensino à distância, depois com o regresso às aulas presenciais dos alunos do 11.º e 12.ºanos e, dentro de duas semanas, com a reabertura do pré-escolar.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/nem-um-centimo-a-mais-chegou-as-escolas-desde-que-se-iniciou-a-crise/

Preparação desigual dos alunos para os exames do secundário preocupa diretores das escolas

 

Preparação desigual dos alunos para os exames do secundário preocupa diretores das escolas

As aulas presenciais para os alunos do 11º e 12º anos nalgumas disciplinas foram retomadas na passada segunda-feira e a grande maioria não hesitou em marcar presença. Só uma minoria de jovens optou por não ir, por receio do contágio e situações de risco na família. Para estes, as escolas deixam de ter de oferecer o ensino à distância nas disciplinas em que há aulas presenciais a decorrer. Como será feita a avaliação de todas estas situações — entre estudantes que vão, que deixaram de ir, que têm metade da carga horária ou integral — é a questão que se coloca agora à medida que o final do 3º período se aproxima.

“Os alunos, seja em que circunstância for, são avaliados pelos elementos recolhidos pelos professores. Todos têm as notas do 2º período atribuídas. E dificilmente um professor dará uma nota inferior, a menos que o aluno, de forma propositada ou dolosa, se ausente. Quanto muito poderá valorizar num ponto um aluno que se esforçou mais no 3º período. É esta a orientação que dou aos professores”, afirma José Lemos de Sousa, presidente do Conselho das Escolas.

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/preparacao-desigual-dos-alunos-para-os-exames-do-secundario-preocupa-diretores-das-escolas/

Recrutamento de Professores – Angola

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/recrutamento-de-professores-angola/

54 funcionários de creches testaram positivo

Todos a queles que trabalham em Creches foram testados, 54 testaram positivo para COVID 19. Os professores que voltaram as aulas presenciais não foram testados, ainda não se ouviu dizer que as(os) Educadoras(es) e as(os) AO que no dia 1 de junho vão estar ao serviço nos Jardins de Infância vão ser testadas(os). Os docentes que trabalham nas Unidades de Autismo, que também vão regressar foram testados? Será por as Creches pertencerem, na sua grande maioria, à rede de ensino particular e IPSS, foram obrigadas a fazer a testagem?

 

Cerca de 70% das creches abriram. 54 funcionários testaram positivo

Segundo dados do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social enviados ao final do dia desta sexta-feira, estavam ainda por testar cerca de dois mil funcionários de creches. Mas o Governo sublinha: a testagem não é obrigatória.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/54-funcionarios-de-creches-testaram-positivo/

10% dos alunos não compareceram às aulas presenciais

 

Nove em dez alunos foram as aulas e os docentes não faltaram

Nove em cada dez alunos do ensino secundário regressaram esta semana às escolas para ter aulas presenciais assim como esteve presente a “quase a totalidade” dos professores previstos, segundo dados do Ministério da Educação.

Na segunda-feira os alunos do 11.º e 12.º anos de escolaridade assim como os do 2.º e 3.º anos dos cursos de dupla certificação do ensino secundário voltaram a ter aulas presenciais, depois de dois meses de ensino à distância decretado pelo Governo como forma de conter a disseminação do novo coronavírus.

Em resposta à Lusa, o gabinete do Ministério da Educação (ME) revelou que “cerca de 90% dos alunos estiveram presentes durante esta primeira semana de aulas presenciais.”

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/10-dos-alunos-nao-compareceram-as-aulas-presenciais/

5 NOITES 5 DIRETOS COM ALFREDO lEITE

5 NOITES 5 DIRETOS

Muitas vezes já não posso ouvir falar no…no…sabe de que é que estou a falar, não sabe? No ví…ví…ví…vír…

E na quarentena, e na pandemia…

Mas temos que falar!

Nomeadamente pelas crianças e jovens! Temos que falar! Sábado, temos a nossa Masterclass repleta de pessoas interessadas e interessantes.

As questões são muitas, as dúvidas são cada vez mais…a incerteza é nossa inimiga.

Vamos estar em direto.

Porque sei que tem coisas para acrescentar. Pistas práticas para o nosso dia. Ideias para melhorarmos. E sim, podemos ter um pouco de lamentações, até porque estes diretos são sensibilização. No sábado é a doer. Trabalho. Mas até lá, podemos crescer uns com os outros, com algum desabafo.

Os corajosos que vão partilhar o direto são:

Ana Barradas, Educadora “Esperança”, uma pessoa com um carisma que cativou até o “Doutor”, que é tantas vezes chato. Uma das dinamizadoras do SCMM (Somos Capazes de Melhorar o Momento), uma iniciativa que ajudou (mesmo!), milhares de famílias, não “apenas” pelas atividades propostas, mas pelo coração.
Maria Tomaz, diz que é “Olhar a família , a escola, e a realidade pela perspetiva da criança), e eu concordo! Obrigado pela sua postura e gentiliza. As famílias que trabalham consigo, têm sorte! (https://www.facebook.com/mariatomaz.educa/).

Nuno Vilaça, que só pela sua coragem, gentileza e atenção, já merece a minha imensa admiração.E é um pretexto para o “Doutor” ir a Braga. Visitar o Nuno ao hospital…

E gostava de ter o depoimento de uma jovem…porque não são só as crianças que vão sofrer.

A partir do próximo domingo, às 21:30 na minha página, em direto, Rumo à Masterclass, rumo ao serenar do coração…

Sem pieguice, com profissionalismo,…

https://www.facebook.com/AlfredoLeitePsi

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/5-noites-5-diretos-com-alfredo-leite/

Diretores exigem regras claras para o próximo ano letivo

Diretores exigem regras claras para o próximo ano letivo

Os diretores das escolas dizem que é urgente começar desde já a preparar o próximo ano lectivo. Esta semana na entrevista à Renascença, o Ministro da Educação disse que temos de nos preparar para uma conjugação entre ensino à distância e presencial, mas as escolas precisam de orientações claras e objectivas. O que nem sempre aconteceu nos últimos meses, relatou na comissão parlamentar de Educação o presidente do Conselho das Escolas.

José Eduardo Lemos falou mesmo em “documentos pouco claros que chegavam às escolas sem data e sem assinaturas”.

Nesta comissão parlamentar, David Sousa, da direção da Associação Nacional de Agrupamentos de Escolas referiu que é urgente essa definição porque as “escolas têm de passar deste ensino de emergência para um verdadeiro ensino à distância planeado e que possa complementar o presencial com as aulas pela televisão”.

Esta associação defende ainda que este ano, a título expecional, os manuais gratuitos devem ficar com os alunos e que a aposta deve ser nos manuais digitais.

Nesta comissão foram ouvidas ainda outras entidades do setor, num requerimento feito pelo PSD. O presidente do Conselho das Escolas, órgão consultivo do Ministério da Educação sublinhou o facto da falta de equidade no ensino que no seu entender está a agravar ainda mais as desigualdades entre os alunos.

José Eduardo Lemos criticou ainda o Ministério da Educação que não definiu a carga horária para todas as disciplinas neste regresso ás aulas presenciais para os alunos do 11º e 12º anos, levando a que “no final do ano letivo haja alunos que têm o dobro das aulas em relação a outros colegas”.

Quanto ao futuro o presidente do Conselho de Escolas diz que o ano lectivo não deve começar logo em setembro, mas mais tarde e o Governo tem de definir regras concretas nomeadamente a dimensão das turmas para os professores começarem a organizar o próximo ano letivo.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/diretores-exigem-regras-claras-para-o-proximo-ano-letivo/

Medidas de Prevenção e Controlo da COVID 19 em Estabelecimentos de Ensino

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/05/manualvol3ensino.pdf”]

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/medidas-de-prevencao-e-controlo-da-covid-19-em-estabelecimentos-de-ensino/

Lista Colorida – RR31

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR31.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/lista-colorida-rr31-3/

78 Contratados colocados na RR31

Foram colocados 78 contratados na reserva de recrutamento 31, distribuídos de acordo com a seguinte tabela:

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/78-contratados-colocados-na-rr31/

Orientações para a reabertura do pré-escolar

 

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/05/Reabertura-pre-escolar.pdf”]

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/orientacoes-para-a-reabertura-do-pre-escolar/

Exames: Além das perguntas de resposta obrigatória, contarão os itens em que os alunos tenham melhor pontuação

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/05/IC-EX-22maio2020.pdf”]

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/exames-alem-das-perguntas-de-resposta-obrigatoria-contarao-os-itens-em-que-os-alunos-tenham-melhor-pontuacao/

Reserva de recrutamento n.º 31

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 31.ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 25 de maio, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 26 de maio de 2020 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa

Listas

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/reserva-de-recrutamento-n-o-31-3/

Os AT e os AO sentem-se roubados depois de aumentados…

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/os-at-e-os-ao-sentem-se-roubados-depois-de-aumentados/

Aulas presenciais: alunos com faltas justificadas podem dar disciplinas como concluídas

 

Aulas presenciais: alunos com faltas justificadas podem dar disciplinas como concluídas

Ministério informa que os alunos que não vão às aulas presenciais por opção dos pais são avaliados com os elementos existentes antes de 18 de Maio, quando as escolas reabriram. Professores defendem que avaliação final deverá ter na base as classificações obtidas no 2.º período, antes da covid-19.

Os alunos do 11.º e 12.º que não estão a ir às aulas podem dar como concluídas as disciplinas que desde esta segunda-feira passaram a ser ministradas em regime presencial, que são as que têm oferta de exames nacionais. Foi a informação que o Ministério da Educação fez seguir para as escolas…

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/aulas-presenciais-alunos-com-faltas-justificadas-podem-dar-disciplinas-como-concluidas/

Importância da Avaliação Pedagógica em Ensino a Distância (E@D) – João Costa

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/05/importancia_da_avaliacao_pedagogica_em_ensino_a_distancia_ed.pdf”]

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/importancia-da-avaliacao-pedagogica-em-ensino-a-distancia-ed-joao-costa/

Orientações gerais para a proteger crianças e jovens em tempo de COVID-19

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/05/orientacoes_gerais-covid-19.pdf”]

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/orientacoes-gerais-para-a-proteger-criancas-e-jovens-em-tempo-de-covid-19/

Professores terão de ser ouvidos pelas escolas na marcação de férias

 

Professores terão de ser ouvidos pelas escolas na marcação de férias

O Parlamento aprovou nesta quinta-feira alterações ao decreto-lei do Governo de Abril sobre as medidas excepcionais para a educação onde passa a constar que os professores terão que ser consultados pela direcção da escola para o ajustamento das férias ao calendário escolar, de forma a garantir as “necessidades decorrente do calendário de provas e exames”.

“A marcação de férias (…) é ajustada pela direcção da escola, ouvidos os docentes, ao calendário escolar garantindo as necessidades decorrente do calendário de provas e exames”, lê-se no novo texto, que acrescenta que isso “não prejudica o direito ao gozo de férias por parte dos docentes”.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/professores-terao-de-ser-ouvidos-pelas-escolas-na-marcacao-de-ferias/

Tomada de posição do Conselho Geral da Escola Secundária Infanta D.Maria em Coimbra sobre a reabertura das escolas

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/05/Reabertura-das-Escolas-1.pdf”]

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/tomada-de-posicao-do-conselho-geral-da-escola-secundaria-infanta-d-maria-em-coimbra-sobre-a-reabertura-das-escolas/

Ensino à distância por mais um ano? É uma catástrofe anunciada. – Raquel Varela

Ensino à distância por mais um ano? É uma catástrofe anunciada.

Ensino à distância, por mais um ano, uma catástrofe anunciada. O Ministério da Educação descobriu a automação na educação. O ensino à distância não é conhecimento, são doses homeopáticas de informação fragmentada. Transforma o professor num instrumento de um computador que comanda programas, conteúdos e tempos de trabalho. O professor passa a ser um apêndice da máquina, qual Chaplin nos Tempos Modernos. Vai aumentar por isso o burnout, a alienação, a tristeza, é o professor-operário que abre um teste padronizado de cruzinha e os alunos respondem, preparados para o mercado, ou seja, a futura linha de montagem onde vão ser inseridos. Expropria o professor do ser criativo e proletariza-o ainda mais, além de destruir a sua vida pessoal, familiar, e de alunos. Transforma a casa numa unidade produtiva.

Naomi Klein, intelectual norte-americana, explica na sua Doutrina de Choque como os Governos usam catástrofes para aplicar medidas que, antes das catástrofes, seriam inaceitáveis para a população. A era da automação no ensino chegou e vai permitir, se não houver resistência, ao Ministério da Educação enfrentar a sua maior crise – a falta de professores massiva. Porque, em todos os países onde está a ser introduzido o “Ensino remoto”, aumenta o número de alunos por professor/computador (sim, passa a ser o professor-computador).

Os alunos – mamíferos relacionais -, não vão conseguir adquirir conhecimento algum, porque o conhecimento depende da relação emocional e colectiva que se estabelece – vão adquirir apenas informação que podem ver no google. Não por acaso Nuno Lobo Antunes explicou que os alunos com espectro do autismo dão-se bem neste formato à distãncia – porque são alunos cujo relacionamento preferencial é com coisas, e o computador não é uma relação humana, é uma coisa. Com o ensino à distãncia coisificamos assim professores e alunos (tão pouco fará bem aos que têm este espectro, mas fará muito mal a todos os outros). Amamos um computador ou amamos quem abraçamos, cheiramos, sentimos?
Entretanto vendem-se Ipads, softwares, em massa comprados pelos Municípios com os nossos impostos, e, cereja em cima do bolo, os dados destes “ensino” são automaticamente entregues às empresas de estudos de mercado (alunos em Portugal já estão a usar testes na escola pública elaborados não por professores mas por empresas privadas). Este é o admirável mundo novo da automação do trabalho, agora é por mais um ano em “modelo complementar”, trata-se de facto da privatização total do ensino através destas parcerias e da redução de custos com os professores. Vai gerar um mercado com fundos públicos através destas parcerias, diminuir o défice pagando menos a professores, e criar mais uma geração expropriada de saber e conhecimento, depender de computadores – preparados para o novo mercado laboral automatizado.

Finalmente todos os estudos provam que mais do que 2 horas de ecrans diários por dia nas crianças e jovens tem feitos neurológicos graves, como é possível o Ministério impor ou autorizar 30 minutos que sejam de ecrãs em crianças cujo dia já é passado, fora da escola, enfiado em casa, sós, com telemóveis, obesos, dessocializados, hiperestimulados e deprimidos?
A pergunta é, o que aconteceu aos sindicatos, às associações de pais e aos alunos para deixarem esta medida ser anunciada como um facto sem discussão e tudo em nome de uma pandemia?
Nem por um ano, nem em modelo combinado. Nunca devia ter existido estes dois meses, e jamais devia existir para o ano, mesmo que parcialmente. A não ser que o projecto em curso seja o da total destruição do bem mais precioso que temos, os seres humanos que aqui residem e cuja humanização depende da educação e das relações sociais reais que estabelecem ao longo da vida.
Ensino à distância não é ensino – é automação da força de trabalho presente (professores) e futura (alunos).

Nota pessoal: sou professora de adultos, sempre que posso ensino os meus alunos em jardins, a andar a pé (sou piripatética), com jantares e almoços de fim de aulas, idas a fábricas e empresas e estaleiros, às vezes em excursões pelos locais de trabalho ou dentro de sindicatos. Não escrevi este texto pela minha experiência pessoal, que vai manter-se peripatética, relacional, e feliz. Mas porque conheço através dos nossos trabalhos de estudo colectivo no Observatório para as Condições de Vida e Trabalho o que são as condições de trabalho no mundo em que vivemos, e sobre o qual fizemos amplos estudos. Está em curso um gigante processo de reconversão capitalista da força de trabalho rumo automação, é isso que deve ser debatido, e combatido. Aliás devo estas reflexões que coloquei acima aos meus colegas do Observatório, Lorene Figueiredo, Roberto della Santa, Virgínia Baptista, Duarte Rolo, Roberto Leher, entre outros.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/ensino-a-distancia-por-mais-um-ano-e-uma-catastrofe-anunciada-raquel-varela/

Perguntas frequentes – Circular B20028014G – FORMAÇÃO CONTÍNUA DE DOCENTES

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/05/FORMAÇÃO-CONTÍNUA-DE-DOCENTES-.pdf”]

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/perguntas-frequentes-circular-b20028014g-formacao-continua-de-docentes/

O Tiago quer uma conjugação de E@D e ensino presencial no próximo ano letivo

O Tiago leu o meu artigo de ontem “Como se organizará a escola em setembro?” antes de dar esta entrevista…

 

Próximo ano lectivo será “uma conjugação entre ensino à distância e ensino presencial”

“Temos que nos preparar para em Setembro — ou não em Setembro mas se calhar em Outubro, ou Novembro — termos o que os ingleses designam por b-learning, uma conjugação entre ensino à distância e ensino presencial”, afirma o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

Vão ser aulas presenciais, à distância ou um sistema misto?
Vamos estar condicionados pela nossa capacidade de produzir uma vacina, pelas respostas farmacológicas, pela reacção do vírus, tudo isso… o que entendo é que vamos estar mais preparados para um segundo surto do que estávamos. Temos de construir vários cenários: um cenário em que o vírus está aí, mas não tem uma penetração na sociedade que nos obrigue a fazer o que fizemos nesta onda, e outros cenários…

As metas curriculares vão ser suspensas?
Vamos falar antes de aprendizagens essenciais e no perfil do aluno. Elas estão em vigor. Temos, necessariamente, neste contexto diferente, de repensar o processo e fazer adaptações tanto no processo ensino-aprendizagem, como nas avaliações. É muito importante que tudo seja feito em conjugação com as escolas, com as comunidades, com os professores. E temos de nos preparar para em Setembro — ou não em Setembro, mas se calhar em Outubro, ou Novembro — termos o que os ingleses designam por “b- learning”, uma conjugação entre ensino à distância e ensino presencial.

Com esse sistema misto, vamos precisar de mais professores? Durante anos, até pela diminuição da população escolar, fomos diminuindo…
Nos anos 60 tínhamos 215 mil, 220 mil pessoas a entrar no 1.º ano e agora temos 87 mil, 89 mil a entrar no 1.º ano do 1.º ciclo. Mas houve sistematicamente, até no XIX Governo Constitucional [Passos Coelho], uma clara opção pela diminuição do número de professores nas escolas. Conseguimos contrariar essa opção. E em nenhum momento diminuiremos o esforço. Se, no próximo ano, precisarmos de um corpo docente robusto, ele existirá, como nos últimos quatro anos. Não posso dizer agora que vamos precisar de mais dez ou 20 professores.

Para que o sistema misto de que falou funcione os alunos têm de ter computador e acesso à Internet. Há grandes desigualdades de acesso a estes equipamentos. Quantos alunos não tiveram meios para ter ensino à distância?
Fomos ultrapassados pela realidade dos dias. Quando fazíamos a recolha do número de alunos que não tinham conectividade e máquinas, víamos as autarquias a trabalhar e muitas escolas (foram adquiridas muitas máquinas nos últimos três anos) a trabalhar. E muitas dessas máquinas estiveram e estão na posse desses alunos.
Falou-se que dos cerca de 1,2 milhões de alunos, 50 mil não teriam acesso a computador ou meios de acesso; o que acontece é que esse número foi sendo reduzido.

Vamos ter um novo programa Magalhães 2, com distribuição de portáteis?
Nunca referi esse programa. O que está a ser feito é um programa para que as escolas possam estar dotadas de recursos para que os nossos alunos possam ter conectividade através do ensino à distância.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/o-tiago-quer-uma-conjugacao-de-ed-e-ensino-presencial-no-proximo-ano-letivo/

Igec vai auditar avaliações de alunos

 

O combate à inflação de “notas”… podem seguir a lista do Ranking começando por cima.

Inspecção vai auditar avaliações de alunos para travar inflação de notas

A ordem é para reforçar acções que visam detectar inflação artificial de notas. O ministro da Educação Tiago Brandão Rodrigues garante que haverá processos disciplinares sempre que se justifique. Em breve seguem instruções para as escolas a explicar como funcionarão os exames, com perguntas opcionais para garantir que alunos podem não ser avaliados a matérias menos consolidadas.

As notas do 1.º e do 2.º período serão analisadas para ver como comparam com os resultados finais. Haverá auditorias aos critérios de avaliação. A Inspecção-Geral da Educação terá de mobilizar mais inspectores para esta tarefa. É que nesta altura o problema da inflação artificial de notas que já existia em algumas escolas pode ter consequências ainda mais graves na equidade do concurso de acesso ao superior. Tiago Brandão Rodrigues não tem dúvidas: “Seria muito danoso para o sistema se oportunisticamente alguém pudesse tirar partido das circunstâncias” excepcionais que vivemos em tempos de pandemia.

Veja e leia a entreista ao Tiago AQUI

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/igec-vai-auditar-avaliacoes-de-alunos/

Publicação de lista – Equiparação a bolseiro – Ano letivo de 2020-2021

 

Listagem dos docentes a quem foi autorizada Equiparação a Bolseiro para o ano escolar de 2020/2021.

 

Lista Nominal de Equiparação a Bolseiro para o ano escolar de 2020/2021

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/publicacao-de-lista-equiparacao-a-bolseiro-ano-letivo-de-2020-2021/

Mobilidade Estatutária 2020/2021

Exmº(ª) Senhor(a)

Diretor(a)/Presidente de CAP

Vimos por este meio informar V. Exa. de que o processo de mobilidade do pessoal docente para o ano escolar de 2020/2021, decorrerá obrigatoriamente através de aplicação informática a disponibilizar no portal da DGAE, de acordo com os prazos indicados.

Salienta-se que os prazos definidos e que agora se divulgam deverão ser rigorosamente observados sob pena de não poderem ser consideradas as propostas de mobilidade estatutária rececionadas de modo diferente do previsto.

Acresce informar V. Exa. que a submissão da(s) proposta(s) de mobilidade estatutária de docentes, nos termos previstos nos artigos 68.º alínea a) do Estatuto da Carreira Docente dos Educadores de Infância e dos Professores do Ensino Básico e Secundário, decorrerá: entre 22 de maio e 04 de junho, impreterivelmente.

Pede-se, também, a especial atenção de V. Exa. para o cumprimento dos prazos de validação de dados e emissão de parecer sobre o(s) pedidos de mobilidade estatutária relativos a docentes providos/colocados na unidade orgânica que dirige e que decorrerão entre 22 de maio e 05 de junho, impreterivelmente.

Com os melhores cumprimentos e votos de bom trabalho,

A Diretora-Geral da Administração Escolar

Susana castanheira Lopes

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/mobilidade-estatutaria-2020-2021/

Perguntas Frequentes sobre o Decreto-Lei n.º 20- H/2020

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/05/faq_dl_20_h.pdf”]

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/perguntas-frequentes-sobre-o-decreto-lei-n-o-20-h-2020/

Como se organizará a escola em setembro?

A imprevisibilidade do futuro sempre foi uma certeza. O futuro sempre se viu coberto pelo manto da incerteza. Nos tempos que vivemos qualquer que seja o nosso futuro não o podemos prever a médio/longo prazo.

O retorno à escola está previsto para setembro, mas os cenários possíveis vão da conhecida normalidade, à continuidade do trabalho que hoje estamos a desenvolver a partir de casa. A ameaça que nos assombra o pensamento e as vidas, segundo os especialistas, pode voltar, em força ou não, a qualquer momento. Convém traçar cenários futuros para que não sejamos, novamente, apanhados de surpresa apesar de todos os avisos e evidências.

Se as medidas de contingência e afastamento social se mantiverem ou vierem a ser retomadas tem que se partir de um plano diferente do atual, o E@D é um remendo que não pode prolongar-se indefinidamente no tempo. Por isso, está a decorrer a experiência com os alunos do 11.º e 12.º ano, nas creches e no dia 1 de junho iniciar-se-á no Pré-escolar. Se esta experiência se demonstrar minimamente segura, estou certo que no próximo ano letivo será aplicada aos outros níveis de ensino.

Como poderá isso ser operacionalizado?

Esta reflexão baseia-se na possibilidade de desdobramento de turmas e redução da carga horária letiva presencial, assim como no cumprimento da promessa do primeiro ministro em equipar cada aluno com meios informáticos. Não me vou debruçar sobre os resultados que poderão advir deste modelo de ensino porque são uma incógnita, tal como o futuro, podem surtir efeitos ou não, mas sempre serão melhores do que aquilo que estamos a viver presentemente.

No 1.º ciclo esta operacionalização poderá passar por desdobrar as turmas e criar um turno da manhã e outro da parte da  tarde. Uma turma de 24 alunos será desdobrada em duas de 12, permitindo assim o distanciamento social exigido. A permanência dos alunos na escola também pode ser reduzida. Em vez das 5 horas letivas presenciais, poderão ter apenas 2,5 horas presenciais onde os conteúdos são lecionados (não havendo intervalos), deixando as outras 2,5 horas para a prática e resolução de exercícios em casa sobre supervisão assíncrona dos professores

Nos 2.º, 3.º ciclo e secundário o esquema seria semelhante. Com as regras em vigor para o 11.º e 12.º ano, as aulas presenciais veriam a sua duração reduzida para 25/30 minutos e o tempo restante seria em trabalho autónomo. Neste tempo seriam ministrados os conteúdos. Nas suas residências, com horários pré-estabelecidos, desenvolveriam em contactos assíncronos com os docentes de cada disciplina a prática, resolução de exercícios e esclarecimento de dúvidas. Dar-se-ia primazia à pesquisa e ao trabalho autónomo.

Julgo que assim, seria possível manter as regras de distanciamento social, minimizar contactos e evitar, dentro do possivel, reduzir o aparecimento de surtos dentro dos estabelecimentos escolares.

Podendo esta ser uma de muitas soluções que possam a vir ser encontradas, não é o ideal para o processo de ensino/aprendizagem, mas devido às contingências que a sociedade vive pode ser adotada enquanto o retorno à “normalidade” tarda.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/como-se-organizara-a-escola-em-setembro/

O contraste das creches portuguesas e francesas

As imagens que correram as redes sociais das creches em França ,acabaram por chocar muita gente pela frieza do distanciamento social, num recreio de cimento. As imagens que correm desse mesmo distanciamento social em Portugal, são muito mais agradáveis e sossegam espíritos de pais e população em geral.

Em Portugal temos boas creches e bons profissionais que conseguem transformar a pior das situações num momento agradável.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/o-contraste-das-creches-portuguesas-e-francesas/

Load more

Blog DeAr Lindo

Stay informed with curated content and the latest headlines, all delivered straight to your inbox. Subscribe now to stay ahead and never miss a beat!

Skip to content ↓