Resultados TIMSS: Afinal de quem é a culpa, será que importa?

 

Resultados TIMSS: Afinal de quem é a culpa, será que importa?

Estão aí os resultados do Trends in International Mathematics and Science Study (TIMSS), uma avaliação internacional, quadrienal, que monitoriza as competências dos alunos do 4.º ano de escolaridade, nas áreas de matemática e ciências.

Os resultados foram desoladores para os alunos portugueses, nomeadamente na área de matemática que baixaram 16 pontos, em 2015, data da anterior avaliação em que tinham alcançado 541, agora ficaram nos 525. Há uma clara regressão nas competências adquiridas pelos alunos de dois ciclos — o primeiro 2011-2015 e o segundo 2015-2019.

Esta quebra é transversal aos vários domínios e faz com que no ranking internacional, Portugal, caia oito lugares para a 21.ª posição em contraste com a 13.ª ocupada em 2015. Nota para o facto desta pontuação ser inferior à de 2011 (532)

Perante estes resultados, para meu espanto ou talvez não, o que faz o Governo? Vem rapidamente a público anunciar que estes se devem às políticas educativas do Governo em que o ministro da Educação foi Nuno Crato. Sim, percebeu bem, é rocambolesco, mas aconteceu.

Relembro que aquando da apresentação dos resultados do PISA 2015, este mesmo Governo, na altura recém empossado, veio rapidamente a público reclamar os louros. Agora é o primeiro a apressar-se a sacudir a água do capote. Não me parece séria esta atitude. Obviamente que o visado, Nuno Crato, já veio rejeitar as acusações apelidando-as de falsas e irresponsáveis.

Acho que é claro para todos que estes resultados refletem as políticas educativas do Governo do PS (2015-2019) pois foi nesse ano que os alunos, que em 2019 frequentavam o 4.º ano de escolaridade, entraram no 1.ºano

Nesse período, ao qual se reporta a monitorização, as políticas educativas mudaram drasticamente, por um lado, com Nuno Crato, a exigência na aprendizagem da matemática, talvez até excessiva, com as metas curriculares, por outro lado, com Tiago B. Rodrigues, um diminuir da exigência, desde logo com a retirada dos exames em final de ciclo, em seguida com a desvalorização das metas curriculares que teve como consequência máxima um generalizado baixar da fasquia e relaxamento.

Flexibilidade Curricular e Aprendizagens Essenciais no último ano do ciclo (2018-2019) terão sito, porventura, a machadada final para a natural obtenção destes resultados.

Nas escolas é, arrisco a dizê-lo, unânime a perceção de que a exigência baixou, o esforço deixou de ser valorizado e arranja-se sempre uma forma para que não haja retenções. Em última instância quem sai prejudicado são sempre os mesmos, os alunos.

Aguardemos por um fact-check sobre esta matéria. Até lá seria importante, como é reclamado há muito, que se criasse um Grupo de Trabalho, apartidário, que criasse, auscultando os professores no terreno, um plano estratégico para o sistema educativo.

É sempre mais importante tentar encontrar soluções que procurar culpados.

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/resultados-timss-afinal-de-quem-e-a-culpa-sera-que-importa/

Os resultados do TIMS, agora divulgados, já se previam desde 2016

 

Todos perceberam que a desvalorização da avaliação externa das aprendizagens levariam a este resultado. Todos, menos o ME.

A introdução de de provas de aferição em anos não terminais, 2.º, 5.º e 8.º ano não surtiu os efeitos pretendidos. Aliás, essa inovação, só por si, desvalorizou o trabalho realizado nas escolas. A inconsequência deste modelo de provas de aferição deitou por terra a evolução dos resultados dos últimos anos.

As provas de aferição, no modelo atual, desresponsabilizaram todos os intervenientes da procura em alcançar melhores resultados, de se superar. O conhecimento de uma falha não implica que a mesma venha a ser corrigida, não, se não existir um reconhecimento dessa falha. Com este modelo de provas, isso não existe.

Aplica-se aqui o Princípio de Causa e Efeito  que contém a verdade inabalável que nada acontece por acaso, que este é simplesmente um princípio para indicar uma causa existente, porém, não reconhecida ou percebida por quem de direito.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/os-resultados-do-tims-agora-divulgados-ja-se-previam-desde-2016/

Reserva de recrutamento n.º 13

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 13.ª Reserva de Recrutamento 2020/2021.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de quinta-feira, dia 10 de dezembro, até às 23:59 horas de sexta-feira, dia 11 dezembro de 2020 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

 Nota informativa

Listas

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/reserva-de-recrutamento-n-o-13-3/

90% DOS PROFESSORES QUER REFORMAR-SE MAIS CEDO

QUASE 90% DOS PROFESSORES QUER REFORMAR-SE MAIS CEDO

Quase 90% dos professores gostaria de se aposentar mais cedo e diz que está a trabalhar mais horas do que as legalmente estabelecidas, segundo um inquérito divulgado na semana em que os docentes realizam uma greve nacional.

Estas são algumas das conclusões do inquérito online realizado pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof) ao qual responderam 5.218 educadores e professores do ensino obrigatório de todo o país.

Estes docentes também se pronunciaram sobre o protesto agendado para sexta-feira e a sua posição é clara: 88,3% defendem que é preciso continuar a lutar, segundo os resultados da “Consulta aos professores e educadores em tempo de Covid-19” hoje divulgados.

À pergunta sobre o que fariam se houvesse um regime de pré-reforma, apenas 10,9% diz que não pensa nisso e que só deixará de exercer quando reunir os requisitos legais em vigor.

Todos os outros acreditam que aproveitavam o regime de pré-reforma para abandonar mais cedo a profissão: 54% diz que sai “se as condições permitirem uma aposentação sem qualquer corte” e 35,1% admite que aproveitava “se as condições não forem muito penalizadoras”.

Os professores constituem uma classe envelhecida, já que a maioria dos docentes das escolas portuguesas tem mais de 50 anos, sendo pouco mais de 1% os que têm menos de 35 anos.

Por isso, quase todos (98,2%) consideram que é urgente criar um regime específico que permita a aposentação mais cedo. Apenas 1,4% entende que o tempo de serviço e a idade são os adequados e 0,4% garante que não se importa “se tiver de ficar ainda mais alguns anos ao serviço do que os atualmente fixados”.

Outro dos problemas identificados no inquérito está relacionado com os horários de trabalho, que os professores dizem estar “desajustados”.

A grande maioria garantiu estar a trabalhar mais do que as 35 horas semanais definidas por lei, com apenas um em cada 10 professores a considerar que os horários são “adequados à atividade docente”.

Também no que toca à carreira docente, há quase unanimidade (96,9%) em considerar que existem problemas por resolver, tais como o tempo de serviço que esteve congelado e não conseguiram recuperar ou as vagas.

carreira docente é composta por 10 escalões, sendo que existem vagas para aceder ao 5.º e 7.º escalões. Para a grande maioria dos professores (87,1%), o regime de vagas deveria ser eliminado.

Os concursos de professores foram outro dos temas abordados, com os inquiridos a defender que se deve manter o modelo atual: concursos de caráter nacional em que a seleção é feita pela graduação profissional dos candidatos.

Os docentes são contra a ideia de serem os diretores a selecionar os professores (apenas 2,6% concorda com este modelo).

Outra das medidas contestadas é a transferência de competências para os municípios, por temerem que abra “a porta à ingerência na vida das escolas, à privatização e provocará ainda maiores assimetrias”.

A Fenprof lembra, em comunicado, que estas são apenas algumas das reivindicações que levam os docentes a fazer uma greve nacional em 11 de dezembro.

“Face ao bloqueio negocial imposto pelo Ministério da Educação, torna-se necessário que a luta prossiga sem adiamentos. Essa é a opinião de 88,3% dos milhares de docentes que participaram na consulta”, revela a Fenprof.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/90-dos-professores-quer-reformar-se-mais-cedo/

Há mais vida para lá do vírus – Santana Castilho

Há mais vida para lá do vírus

A pandemia está a ser bem aproveitada para alguns degradarem, ainda mais, o nosso débil Estado de direito, usando uma ideologia segundo a qual determinados fins justificam quaisquer meios, restringindo, com medidas administrativas de natureza policial, direitos fundamentais e banalizando o estado de emergência, que passou a estado de todos os dias. Com receio de que lhes chamem negacionistas, são poucos os que se insurgem contra esta nova forma de fazer política, sem debate público, assente em comunicação catastrofista e, tantas vezes, em pseudociência. Não podemos continuar a viver vergados pelo medo de morrer, adiando e evitando a vida, perdendo voz e liberdade. E se há área onde essa perda é notória, ela é a Educação.
No percurso político recente de António Costa há um traço indelével, de que o próprio parece esquecer-se: saído minoritário das eleições de 2019, preferiu a volatilidade da navegação à vista no parlamento a um acordo formal com a esquerda; sobranceiro e apesar dos apoios que dele ia recebendo, descartou, à direita, qualquer entendimento com o PSD; agora, que o BE se “pôs ao fresco”, como diz, a alternativa mais provável é o isolamento que o conduzirá ao fim, a seguir às presidenciais.
A aceitação da actuação incompetente do ministro da Educação, incapaz de regurgitar, mesmo de outrem, duas ideias com sentido sobre o tema, é reveladora do desprezo a que António Costa votou a pasta. Assim, as ignorâncias de Tiago são virtudes para Costa. A negação de medidas necessárias, de que têm sido vítimas alunos, professores e pais, são arrepiantes, mas não incomodam nem um nem outro. Exemplos?
– Como tem sido abundantemente referido, mas nada politicamente tratado, cerca de 58% dos professores dos quadros das escolas vão reformar-se até 2030, num universo docente onde 53% têm idades acima dos 50 anos e apenas 1,1% abaixo dos 35.
Que fez o Governo para revalorizar a carreira docente, para acabar com a precaridade dos professores contratados, para disciplinar os cortes abjectos nos descontos para a segurança social e nas contagens de tempo de serviço, para introduzir justiça nos concursos e na avaliação do desempenho, para corrigir o roubo do tempo de serviço e demais injustiças salariais? Nada, excepção feita a vinculações insuficientes.
– Fundamentalmente por dificuldades de substituição de docentes em baixa médica ou de outros que se aposentaram, o que origina horários temporários ou incompletos, teremos cerca de 30 mil alunos sem aulas a algumas disciplinas, a poucos dias do fim do primeiro período lectivo. Que faz o Governo? Vai “adaptar” os exames à situação.
– O Relatório Anual de Segurança Interna, relativo ao ano de 2019, diz que as forças de segurança registaram, no âmbito do programa Escola Segura, 5.250 ocorrências, das quais 63% foram de natureza criminal. Particularizando, destacam-se 11 ameaças de bomba, 57 incidentes de porte de arma, 192 de posse ou consumo de drogas, 1.359 ofensas à integridade física e 119 ofensas sexuais. Que fez o Governo? Ignorou e escondeu.
– A proibição chocantemente arbitrária do ensino à distância a 30 de Novembro e 7 de Dezembro nas escolas privadas defendeu quem, de que doença? Descobriu o Governo que o vírus se propaga por fibra óptica?
– Embora a investigação existente já o dissesse, foi a realidade recentemente vivida que provou aquilo que muitos afirmaram logo que chegou a decisão de encerrar as escolas: o ensino à distância nunca poderá equivaler-se ao presencial. O papel das máquinas e das tecnologias jamais será comparável à interacção humana de um bom professor com os seus alunos. Com efeito, para que nos servem as tecnologias, se não lhes juntarmos uma humanidade que lhes dê sentido? Não foram só os mais novos, porque mais dependentes, que ficaram para trás. Foram também os cronicamente marcados pelo insucesso e os socialmente mais desfavorecidos que viram aumentar as cíclicas distâncias. E ainda que o ministério da Educação não se tenha preocupado com o fenómeno, houve quem procurasse quantificar os danos e alertasse para as repercussões alarmantes na própria economia que uma geração pior preparada faz esperar (The Economic Impacts of Learning Losses. Eric HanusheK e Ludger Woessmann. OCDE, Setembro de 2020). E que fez o Governo? Escondeu-se atrás do rotundo fiasco do programa de recuperação das aprendizagens.
In “Público” de 9.12.20

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/ha-mais-vida-para-la-do-virus-santana-castilho/

Cinema Sem Conflitos: “Grandma”

https://vimeo.com/306693281

Título:  “Hidden Zone” | Autores: “Ng Chee Chong“

“Reflexão de um homem sobre a vida após vivenciar a morte de sua avó.”

 

Mais videos didáticos sobre Amor e Sexualidade, Bullying, Dilemas Sociais, Drogas, Emoções, Família, Racismo, Relações Interpessoais, Religião e Cultura, Violência, ambiente e gênero em  https://cinemasemconflitos.pt/

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCj6LBbDs8j93ijiuI-IKd3Q

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/cinema-sem-conflitos-grandma/

Cinema Sem Conflitos: “Hidden Zone”

Título:  “Grandma” | Autores: “Dana Sink“

“Reflexão de um homem sobre a vida após vivenciar a morte de sua avó….”

 

Mais videos didáticos sobre Amor e Sexualidade, Bullying, Dilemas Sociais, Drogas, Emoções, Família, Racismo, Relações Interpessoais, Religião e Cultura, Violência, ambiente e gênero em  https://cinemasemconflitos.pt/

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCj6LBbDs8j93ijiuI-IKd3Q

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/cinema-sem-conflitos-hidden-zone/

A culpa é do fim dos exames e da flexibilização – Nuno Crato

 

Nuno Crato responde a João Costa: culpa é do fim dos exames e da flexibilização

O ex-ministro da Educação acusa o secretário de Estado Adjunto da Educação, João Costa, de lhe ter dirigido “acusações irresponsáveis e falsas”. A culpa de os resultados terem piorado a Matemática, defende Nuno Crato, é do fim dos exames no 4.º ano, “da flexibilização curricular e da natureza vaga das aprendizagens essenciais”.

O relatório TIMSS (Trends in International Mathematics and Science Study), divulgado esta terça-feira em Paris, que analisa o desempenho dos alunos do 4.º e 8.º anos a Matemática e Ciências. Os resultados dos alunos portugueses do 1.º ciclo desceram 16 pontos (de 541 alcançados em 2015 para 525 conseguidos em 2019) – uma quebra signficativa, que interrompe uma evolução positiva desde 1995 a 2015. Numa sessão de apresentação dos resultados, o secretário de Estado da Educação, João Costa, atribuiu a responsabilidade da descida às medidas aplicadas por Nuno Crato.

“É evidente que a opção pelo currículo e metas muito exigentes fez baixar níveis de desempenho superiores”, defendeu João Costa. Nuno Crato contra-atacou. Numa declaração escrita enviada ao JN, esta terça-feira, considerou ser “lamentável que a análise [aos resultados] seja evitada e substituída por acusações irresponsáveis e falsas por parte desta equipa ministerial”.

“As Metas Curriculares, que estavam em vigor em 2015 e pelas quais foram preparados os alunos então avaliados, não sofreram alterações até hoje. O que mudou foi a avaliação, ou a falta dela, e foi a “flexibilidade curricular” e a natureza vaga das “aprendizagens essenciais” que aboliram as prioridades curriculares e geraram um discurso e prática de menor ambição, menosprezando as Metas e reduzindo em muito o seu impacto positivo”, argumenta o ex-ministro. E passa a culpa: “A reversão do progresso comprovado em 2015 é, certamente, resultado de uma série de medidas entretanto adotadas”.

“Em 2015, os estudantes do 4.º que nos encheram de orgulho tinham feito todo o seu percurso escolar entre 2011 e 2015, numa cultura de exigência, de avaliação e de valorização do conhecimento. Os alunos avaliados pelo TIMSS em 2019 não tiveram esse percurso. É sobre isto que é preciso tirar lições”, lê-se ainda na declaração.

João Costa anunciou a revisão do programa de Matemática e assim das metas em vigor. Sem se comprometer com uma data de entrada em vigor, o secretário de Estado garantiu que a proposta será alvo de discussão pública e será aplicada de forma gradual. O grupo de trabalho criado pelo Governo para avaliar o ensino da disciplina, detetou problemas que decorrem das metas e programas, argumentou.

Nuno Crato começa por sublinhar que ficou “profundamente preocupado” com os resultados. “Não só com a descida, como também com o perverso aumento das desigualdades revelado”. E frisa que depois de uma década de “melhorias contínuas” a descida dos alunos portugueses merece ser “seriamente analisada”.

“A avaliação externa no 4.º ano, que vinha desde 2001 com provas de aferição e depois com provas finais em 2014, foi abolida e não foi substituída por nenhuma forma de avaliação externa. A obrigatoriedade de mais horas em Matemática e em Português e da frequência do apoio ao estudo também foi eliminada”, insiste.

No encontro com a Imprensa, João Costa defendeu que a eliminação dos exames do 4.º ano não podiam ser invocados como causa para a redução de exigência porque a evolução dos resultados vem de trás e “antes de 2013 não havia estas provas”.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/a-culpa-e-do-fim-dos-exames-e-da-flexibilizacao-nuno-crato/

Resultados do TIMMS foram divulgados hoje. João Costa

 

Resultados do TIMMS foram divulgados hoje.
Portugal mantém resultados acima da média dos países participantes, mas com descida a matemática no 4.o ano.
Algumas notas apresentadas ontem à imprensa (e de comentário ao comentador):
1. Quem são estes alunos?
Alunos que entraram no sistema educativo em 2015.
Estudaram até ao final do 1.o ciclo com as metas curriculares introduzidas em 2013.
O Perfil dos Alunos e aprendizagens essenciais, bem como a flexibilidade curricular, entram em vigor em 17/18 para as escolas piloto e em 18/19 para as restantes, apenas no 1.o ano.
A possibilidade de gerir o currículo até 25% não é novidade para as escolas privadas – porque seria um problema para as públicas?
2. O fim dos exames tem impacto nestes resultados?
Há quem defenda que, embora não tenham beneficiado das alterações curriculares introduzidas em 2017 e 2018, o facto de não terem tido exames no 4.o ano cria uma cultura de desvalorização da avaliação.
Facto: a quase totalidade dos países participantes não tem exame no final do 1.o ciclo. Portugal tem uma evolução positiva desde 1995. Até 2012, não houve exames.
Qualquer correlação é, pois, mera especulação.
3. Ação sobre a Matemática
Apesar de todo o investimento feito nesta disciplina, os resultados são maus, há menos capacidade de recuperar após uma negativa e é aquela cujos resultados mais se correlacionam com o perfil socioeconómico dos alunos.
Conforme previsto no Programa do Governo, está em curso a produção de documentos curriculares para todos os anos e de uma reestruturação da disciplina no ensino secundário.
Os alegados padrões de exigência fizeram baixar os melhores desempenhos. Neste momento, os dados convergem: TIMMS, PIRL e PISA.
Acima de tudo, importa-nos agir para que a matemática chegue a todos e não apenas aos mais privilegiados.
SE João Costa

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/resultados-do-timms-foram-divulgados-hoje-joao-costa/

Tabelas (provisórias) de Vencimento 2021

Estas tabelas de vencimento para 2021 são provisórias, ainda poderão sofre alguma alteração com a aprovação do OE. Agradecemos à equipa do Sindicato de Professores da Zona Centro.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/tabelas-provisorias-de-vencimento-2021/

A Culpa é de Nuno Crato? Alexandre Homem Cristo Responde

1. Saíram os resultados do TIMSS 2019. Esta é uma avaliação internacional de referência, como o PISA da OCDE, que monitoriza as competências dos alunos do 4º ano a matemática e ciências, de 4 em 4 anos. Em Matemática, os alunos portugueses pioraram claramente, entre 2015 e 2019.
2. A matemática, em 2015, Portugal teve score de 541. Em 2019, caiu 16 pontos, para 525. Este score é até inferior ao de 2011 (532). Pioria não foi só o anular dos excelentes resultados de 2015, mas queda profunda. Em Ciências, a aparente pioria não é estatisticamente significativa.
3. No detalhe, observa-se uma queda em competências-chave. No raciocínio, é brutal: 519 (2019), quando antes estava consolidada — 532 (2015) e 531 (2011). Queda também no conhecimento (548 em 2015, 523 em 2019). Seja números, geometria ou dados, a pioria acontece em todos domínios.
4. Isto reflectiu-se no ranking internacional. Em 2015, Portugal teve o 13º melhor desempenho. Em 2019, caiu 8 lugares, para a 21º posição. Isto revela que a pioria em Portugal não foi acompanhada por outros países. Ou seja, é um problema português, não é uma tendência global.
5. Estes resultados espelham os efeitos das políticas públicas do PS na educação desde 2015. Não haja qualquer dúvida: os ciclos do TIMSS estão alinhados com ciclos governativos. Em 2015, o TIMSS foi também o teste de algodão das políticas públicas então implementadas (2011-2015).
6. O TIMSS 2019 testa alunos que fizeram 1º ciclo (2015-2019) sob governo PS. No relaxamento imposto pela eliminação de exames. No desvalorizar das metas curriculares de 2012 (criticadas pelo governo desde a 1ª hora). Sob novas orientações e Aprendizagens Essenciais no seu 4º ano.
7. Do mesmo modo, o TIMSS 2015 testou alunos que fizeram 1º ciclo (2011-2015) sob governo PSD-CDS. Com provas finais de ciclo, com novas metas curriculares, com uma declarada ambição de exigência na aprendizagem da matemática. E num contexto de crise económica.
8. O contraste político entre 2015 e 2019 é absoluto. São duas visões antagónicas em confronto. Já sabíamos. Mas o TIMSS tem a vantagem de clarificar efeitos, porque alunos dessas edições são produto das visões respectivas, realizando 1º ciclo sob orientações políticas específicas.
9. Mais: em 2019, houve condições óptimas para alcançar melhores resultados. Maior orçamento na Educação, mais professores nos quadros, menos alunos (sangria demográfica) e por isso melhores rácios de recursos por aluno, contexto económico de crescimento. Mas resultados pioraram.
10. Então, o que explica a queda em 2019? Duas coisas. Primeiro, a ausência de exames, que baixaram o compromisso de aprendizagem (como a literatura científica avisou que aconteceria). Ao eliminar as provas finais do 4º e do 6º ano, o governo PS promoveu relaxamento nas escolas.
11. Segundo, as alterações curriculares — desde a flexibilidade curricular (gestão de 25% do currículo nas escolas) à rejeição das metas curriculares (acusadas de serem demasiado exigentes), passando por fim pelas Aprendizagens Essenciais, a fasquia baixou estruturalmente.
12. O governo já responsabilizou PSD-CDS/ Nuno Crato pelos maus resultados em 2019 🤣. Pelo exposto acima, a acusação é objectivamente falsa. É só desespero e spin político. Estes alunos começaram escolaridade obrigatória sob o PS e levaram com todas as alterações então efectuadas. E, já agora, pela lógica do PS, em 2015 os bons resultados seriam mérito de quem? De Isabel Alçada? 😂 Enfim, é mesmo só para rir.
13. Nota final. Entre 2001 e 2015, Portugal avaliou alunos do 4º ano, com provas de aferição ou exames finais. Desde 2016, o governo acabou com essas avaliações. Por isso, o TIMSS tem a importância reforçada de ser a única fonte de informação fiável sobre os desempenhos no 4º ano.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/a-culpa-e-de-nuno-crato-alexandre-homem-cristo-responde/

Programa de Matemática vai ser revisto e integrar Programação

Programa de Matemática vai ser revisto e integrar Programação

 

O programa da Matemática vai ser revisto – não só para integrar novos temas como o conhecimento computacional e a programação mas também para reverter o “insucesso” da disciplina, assumiu o secretário de Estado Adjunto da Educação, João Costa, numa reunião com jornalistas sobre o relatório internacional divulgado esta terça-feira, em Paris. Os alunos do 4.º ano atingiram os 525 pontos, ficando em 20.º lugar entre 58 países analisados mas, ainda assim, desceram 16 pontos em relação aos resultados obtidos em 2015.

Ponte de Lima, 07/11/2019 – Escola do Freixo adoptou um sistema escolar sem reprovações.
Um professor explica a construção das palavras a alunos com dificuldades educativas.
(Rui Manuel Fonseca / Global Imagens)

 

O TIMSS (Trends in International Mathematics and Science Study) é um estudo internacional de avaliação do desempenho de alunos do 4.º e 8.º anos a Matemática e a Ciências. Além da queda a Matemática, os alunos do 1.º ciclo também desceram a Ciências de 508 pontos (em 2015) para 504 pontos (2019), ficando em 33.º lugar da tabela. Os mais velhos, alcançaram os 500 pontos a Matemática (18.º lugar entre 39 países) e 519 a Ciências – a última avaliação do TIMSS a alunos deste ano de escolaridade foi em 1995 e a diferença é enorme: mais 49 pontos a Matemática e 46 pontos a Ciências.

Para o secretário de Estado há “boas e más notícias”: a evolução gradual, registada numa curva que atravessou diferentes governos, é “positiva”; já o decréscimo a Matemática no 4.º ano e o facto de haver menos alunos a atingir os níveis de desempenho mais avançado a Ciências (só 2%) é negativo.

Há muito que João Costa assume manifesta preocupação com a Matemática. “É a disciplina que tem mais insucesso, aquela de que é mais difícil recuperar quando se tem uma retenção, a mais marcada pelas desigualdades socioeconómicas” e apesar de ser a que é alvo de investimento, em termos de horas e professores, os resultados não melhoram significativamente, admite.

A proposta de revisão vai ser pedida ao grupo de trabalho que, em 2018, apresentou um relatório com recomendações para a melhoria das aprendizagens. Desta vez o objetivo, explica João Costa, é “olhar para o programa como um todo”. O programa em vigor desde 2009 antecipou metas, por exemplo do 5.º para o 3.ºano, que exige aos alunos um nível de raciocínio abstrato que terá sido identificado pelo grupo de trabalho como uma das causas que gerou “maiores dificuldades na aprendizagem”.

O secretário de Estado recusou comprometer-se com uma data para a entrada em vigor do novo programa. A proposta será alvo de consulta pública e a sua aplicação será “sempre gradual”, garantiu.

Críticas a Nuno Crato

João Costa atribui responsabilidades às medidas aplicadas pelo ex-ministro Nuno Crato.

“É evidente que a opção pelo currículo e metas muito exigentes fez baixar níveis de desempenho superiores”, frisou atribuindo diretamente a culpa pela estagnação ou queda de resultados às reformas aplicadas entre 2012 e 2015.

Mais de 70% dos alunos do 4.º ano revelaram um nível de desempenho Intermédio a Matemática, o que significa que conseguem aplicar conhecimentos em situações simples; 9% atingiram o nível avançado, conseguindo resolver uma variedade de situações relativamente complexas, explicando o seu raciocínio. Já a Ciências, apenas 2% dos alunos atingiram o nível avançado de desempenho (“compreensão das Ciências da Vida, das Ciências Físicas e das Ciências da Terra e conhecimentos do método científico”) e 67% o nível Intermédio (“alguns conhecimentos básicos sobre plantas e animais”).

No 8.º ano, 63% conseguiram resultados Intermédios e 5% a Matemática. E a Ciências, 73% atingiram o nível Intermédio e 7% o Avançado.

Quais os fatores que mais condicionam os resultados?

O contexto socioeconómico das famílias é o mais pesado: os alunos do 4.º ano com mais recursos em casa que favorecem a aprendizagem (como livros, ligação à Internet ou pais com cursos superiores) tiveram em média, mais 108 pontos a Matemática e mais 94 pontos a Ciências do que os colegas com poucos recursos. No 8.º, essa diferença foi respectivamente de 93 e 85 pontos.

“Em média, os alunos portugueses referiram ter entre 25 e 100 livros em casa; um quarto próprio ou ligação à internet, e os seus pais indicaram a existência de 10 a 25 livros infantis em casa e que detinham o ensino pós-secundário. Os pais dos alunos do 4.º ano indicaram ainda possuir profissões ligadas aos serviços ou proprietários de pequenas empresas”, lê-se num dos documentos relativos aos resultados portugueses elaborado pelo Instituto de Avaliação Educativa (IAVE).

A frequência do Pré-Escolar é outro fator determinante. Os alunos do 4.º ano que não frequentaram Jardim de Infância tiveram os piores resultados, abaixo dos 500 pontos (média internacional), tanto a Matemática (484) como a Ciências (478) – respectivamente menos 49 e 31 pontos do que a média alcançada pelos que tiveram três anos de Pré-Escolar.

O contexto socioeconómico da escola também influencia. Em média quem estuda numa escola “favorecida” tem entre mais 20 pontos a Ciências no 4.º ano e mais 42 pontos a Matemática no 8.º ano. Aliás, os colégios privados conseguiram sempre melhores médias do que os as escolas públicas. No entanto, os resultados alcançados pelos alunos de escolas desfavorecidas portuguesas são sempre superiores, nas duas disciplinas e anos de escolaridade, à média internacional registada em estabelecimentos desfavorecidos nos outros países.

Alunos que sofrem de Bullying têm piores resultados

As diferenças não atingem os valores determinados pelo contexto socioeconómico mas também pesam. Quase um terço dos alunos do 4.º ano (32%) disseram sofrer situações de bullying “mensalmente” e 7% “semanalmente” – esses alunos atingiram uma média inferior 9 e 52 pontos mais baixa, respectivamente, em relação aos que disseram “nunca ou quase nunca” ser alvo de violência nas escolas.

No 8.º ano, os valores baixam: 16% disseram sofrer de bullying “mensalmente” e a diferença, em termos de média, para os que “nunca ou quase nunca” sofrem de violência é de menos 9 pontos a Matemática e menos 7 pontos a Ciências. Apenas 2% dos alunos assumiram ser alvo de bullying “semanalmente” e por ser uma percentagem “muito reduzida” o IAVE optou por não divulgar as suas médias.

Além dos testes aos alunos, o TIMSS também faz questionários aos diretores e professores. De acordo com as respostas dos dirigentes, quase metade das escolas de 1.º ciclo (46%) e um terço das básicas ou secundárias com 3.º ciclo (32%) têm problemas disciplinares “quase inexistentes”; e 9% (4.º ano) e 8% (8.º ano) têm problemas disciplinares “moderados a grave”. O impacto nos resultados é menor: 22 pontos de diferença a Matemática e 16 a Ciência, no 4.º ano, entre as escolas sem indisciplina e as que têm problemas graves; no 8.º ano, essa diferença é de 26 pontos a Matemática e 21 pontos em Ciências.

No questionário feito aos professores, os docentes revelaram considerar que apenas 11% dos alunos do 4.º ano e 14% dos do 8.º manifestam disponibilidade para aprender – percentagens bem inferiores às reportadas nos outros países, cuja média é de 36 a 37% no 4.º ano e 24 a 26% no 8.º.

Cerca de 70% dos professores portugueses assumiram que precisam de formação para integrar novas tecnologias nas suas aulas para desenvolverem o pensamento criativo dos alunos.

Rapazes bem melhores do que raparigas

Eles conseguiram melhores médias do que elas tanto nas duas disciplinas como nos dois anos de escolaridade. A Matemática no 4.º ano foi onde se registou maior diferença: 17 pontos separam os 533 pontos alcançados pelos rapazes dos 516 conseguidos pelas raparigas. No 8.º, essa diferença foi de 10 pontos e a Ciências foi de 5 pontos no 4.º ano e de 6 pontos entre os alunos mais velhos. É uma tendência que no caso da Matemática entre os mais novos aumenta desde 1995 (quando a diferença era apenas de 4 pontos).

Luís Santos explicou que também na avaliação externa, nos últimos 10 anos, os rapazes revelam melhor desempenho a Matemática e Ciências no 1.º e 2.º ciclos mas que a diferença vai diminuindo, sendo que nos exames do Secundário são ultrapassados pelas raparigas em todas as provas à exceção de Geometria e Geografia.

Tanto o diretor do IAVE como o secretário de Estado consideram este resultado aponta para a necessidade de diversificação das metodologias em sala de aula – objetivo, sublinhou João Costa, definido na flexibilização curricular.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/programa-de-matematica-vai-ser-revisto-e-integrar-programacao/

Queda na Matemática e nas Ciências

Avaliação internacional. Alunos do 4.º ano estão piores a Matemática do que em 2015 – Governo culpa reformas do tempo de Passos Coelho

 

Desempenho dos alunos portugueses na avaliação internacional TIMSS de 2019 caiu em relação ao último estudo, mas os resultados continuam acima da média. Secretário de Estado da Educação atribui descida a reformas educativas do ex-ministro Nuno Crato. A prestação nos testes de Ciências também caiu, mas não de forma significativa. Países asiáticos continuam a dominar

Infografia

No primeiro ano em que se realizou o estudo Trends in International Mathematics and Science Study (TIMSS), em 1995, Portugal foi um dos países participantes, mas com uma estreia pouco auspiciosa. Os alunos do 4.º ano tiveram dos piores desempenhos a nível internacional. De então para cá, os resultados evoluíram de forma positiva e sustentada, com Portugal a abandonar o fim da lista. A má notícia é que entre a edição do TIMSS de 2015 e mais recente, realizada no ano passado e cujos resultados acabam de ser divulgados, os resultados pioraram.

Depois do brilharete em 2015, quando os alunos portugueses do 4.º ano conseguiram melhores resultados a Matemática do que os colegas finlandeses, 2019 registou uma descida na média de 541 para 525 pontos – ainda assim, estatisticamente acima da média de 500 pontos na escala usada pelo TIMSS e que vai de 0 a 1000. Os resultados colocam o país na 20.ª posição entre os 58 países e regiões participantes. Há cinco anos, ficou no 13º lugar.

Esta avaliação internacional realiza-se de quatro em quatro anos, é coordenada pela International Association for the Evaluation of Educational Achievment e, ainda que não tenha a projeção do PISA (a maior avaliação em Educação, realizada pela OCDE), permite perceber como evoluem e se comparam os alunos a Matemática e Ciências, em dois momentos diferentes do sistema de ensino: no 4.º e no 8.º ano.

A Ciências, os resultados já tinham baixado em 2015 e voltaram a cair em 2019, ainda que de forma estatisticamente irrelevante. O desempenho está agora na média internacional.

Para o secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa, a descida é o resultado das políticas educativas aplicadas pelo ex-ministro Nuno Crato, durante o Governo de Passos Coelho (2011-2015). Isto porque os alunos do 4.º ano que realizaram o TIMSS 2019 são a “geração das metas curriculares (aprovadas em 2013) e que as seguiram desde o 1.º ano de escola”, argumentou o governante numa sessão online de apresentação dos resultados à comunicação social.

As metas curriculares foram definidas para todas as disciplinas do ensino básico e secundário e serviam como um guião concreto e preciso sobre os conhecimentos que os alunos deviam adquirir no final de cada ano de escolaridade. Mas o que aconteceu, continua João Costa, é que a exigência associada a estas metas acabou por fazer baixar os desempenhos. “Os resultados dos alunos portugueses nos últimos estudos internacionais – TIMSS, PIRLS (leitura) e PISA – são coerentes e espelham os efeitos das reformas aplicadas entre 2012 e 2015”.

Por oposição, continua o secretário de Estado, a eliminação dos exames nacionais no final do 4.º (e também do 6.º ano) não pode ser apontada como causa explicativa, porque a evolução dos resultados vem de trás e “antes de 2013 não havia estas provas”.

A IMPORTÂNCIA DO QUE SE TEM EM CASA

Mas o que estes estudos internacionais também têm demonstrado inequivocamente – e o TIMSS não é exceção – é que há outros fatores para além das políticas educativas que têm grande influência.

Um deles é a frequência da educação pré-escolar. Os alunos que nunca frequentaram o jardim de infância obtiveram em média menos 49 pontos do que os que frequentaram durante três ou mais anos. A Ciências, no 4.º ano, a diferença é de 31 pontos.

Outros têm a ver a com a composição socioeconómica da escola frequentada, a importância atribuída pelos diretores ao sucesso escolar ou o ambiente escolar mais seguro e organizado. Mas mais determinante ainda são os recursos para a aprendizagem disponíveis em casa, como a existência de livros ou ligação à Internet.

A diferença de desempenho entre os alunos com mais recursos em casa, tanto em Portugal como na média internacional, ronda e chega a superar os 100 pontos face a quem tem poucos meios de apoio no contexto familiar.

Por níveis de desempenho, 74% dos alunos do 4.º ano atingiram o patamar intermédio a Matemática e 67% a Ciências. Ao nível mais elevado da escala chegaram 9% e 2%, respetivamente, enquanto 5% e 7% não alcançaram o mínimo exigível (abaixo dos 400 pontos).

O TIMSS também testa os desempenhos no 8.º ano, que contou na edição de 2019 com menos países participantes. Portugal entrou pela segunda vez (a primeira tinha sido em 1995) e, como seria de esperar, os resultados melhoraram bastante ao longo do tempo.

Outras constantes evidenciadas por esta avaliação prendem-se com as diferenças de género e de tipo de escola. As diferenças, para as quais entram várias explicações, incluindo a composição da população, são significativas em favor das privadas.

Os rapazes também voltam a apresentar resultados médios superiores aos das raparigas, ainda que estas diferenças se esbatam com a idade e haja até uma inflexão mais tarde, como demonstram as classificações nos exames do secundário.

O SUCESSO ASIÁTICO

A nível internacional, os países/economias da Ásia Oriental voltam a destacar-se, nota-se no relatório do Instituto de Avaliação Educativa, que coordena este e outros estudos internacionais em Portugal.

Singapura, Taipé-Chinês, Coreia, Japão e Hong Kong foram os que obtiveram melhores resultados nos testes TIMSS, sendo que Singapura lidera todos os rankings. A Matemática, tanto os alunos do 4.º como os do 8.º ano conseguiram uma média acima dos 610 pontos.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/queda-na-matematica-e-nas-ciencias/

Aquilo que o Costa não sabe… escolas precisam dos professores

 

Escolas precisam dos professores, diz diretor de Cinfães

As escolas precisam dos professores, defende Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares e diretor do Agrupamento de Escolas Serpa Pinto, em Cinfães.

O responsável reage assim à possibilidade de docentes sem aulas poderem ser chamados a ajudar as equipas de rastreio à Covid-19, conforme determinado recentemente pelo Governo, tal como prometido pelo primeiro-ministro.

“As escolas precisam de todos os recursos, e muito mais num tempo como este em que temos muitas vezes professores a ficarem em casa por ordem da autoridade de saúde e precisamos que eles sejam substituídos para que os alunos não fiquem sem aulas”, defende Manuel Pereira.

No entanto, o diretor escolar admite que pode haver escolas com excesso de professores, o que, nestes casos, compreende “que se possam libertar alguns”. “Mas, neste tempo, todos os recursos não são demais”, frisa.

Manuel Pereira acrescenta que, a seu ver, é preciso apoiar alunos “que, no último ano letivo, perderam muitas das competências que era suposto que tivessem adquirido”, sugerindo um “processo de mentoria e acompanhamento” dos estudantes.

O presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares defende que os professores que sejam requisitados para as equipas de rastreio Covid devem ter formação para que possam desempenhar as suas funções.

“Para que se possa fazer um trabalho sério e responsável, é preciso que as pessoas tenham os instrumentos necessários para que o possam fazer. Se um professor da área de educação tem de ir trabalhar noutra área temporariamente, faria todo o sentido que fosse apoiado na formação para que possa trabalhar nessa outra área com rigor e que possa rentabilizar o seu esforço”, argumenta.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/aquilo-que-o-costa-nao-sabe-escolas-precisam-dos-professores/

ME é responsável pelos milhares de alunos sem aulas

 

ME é responsável pelos milhares de alunos sem aulas

A tutela não tem tido o engenho e a arte para a criação de condições que levem os professores no desemprego a aceitarem horários que lhes permitam o mínimo de sobrevivência. O atual ministro da Educação, esse, está na iminência de se tornar o político há mais tempo na pasta e o que menos vezes reuniu com os representantes de educadores e professores
Em encontro por videoconferência neste sábado de mais de meia centena de dirigentes pertencentes à Direção do SPZC resultou um profundo levantamento da atual situação das escolas e da complexa situação em que se encontram os professores.
O espaço público e mediático tem sido invadido com a ideia de que muitos dos milhares de alunos que estão sem aulas se deve à falta de professores. A realidade comprova que há docentes disponíveis e, contrariamente ao que seria de esperar, no desemprego. Esta aparente contradição deve-se ao facto de as regras para as colocações estarem desfasadas das reais e efetivas necessidades da oferta e procura. Muitos dos horários que vão a concurso têm um número de horas de tal forma reduzido que torna impossível aos candidatos arcarem com as despesas de uma eventual deslocação para fora da sua área de residência. A não ser que paguem para trabalhar.
Compete única e exclusivamente ao Ministério da Educação (ME), sem qualquer demora ou hesitação, adaptar a colocação dos professores com a realidade. Diminuir a área geográfica dos Quadros de Zona Pedagógica (QZP) e aumentar o número mínimo de horas dos horários a concurso seriam, desde logo, duas possíveis e excelentes medidas a serem tomadas.
Outro aspeto que deve merecer imediata correção é a exigência aos docentes de múltiplas tarefas que se traduzem numa enorme sobrecarga de trabalho. A sua permanência deve restringir-se unicamente às tarefas presenciais com os alunos.
À sua maneira, também os docentes estão na linha da frente da COVID-19. É urgente uma solução eficaz para os educadores e professores dos grupos de risco. Não se compreende que uns e outros não se encontrem nas prioridades da vacinação.
Por último e não menos importante, os elementos da Direção do SPZC criticam de forma vincada a não resposta da tutela aos constantes pedidos de reuniões. O objetivo é o de, no quadro negocial e de concertação, encontrar as melhores soluções para o vasto leque de problemas do sector. O despudorado distanciamento é de tal ordem que o atual ministro, apesar de ser o que mais tempo ocupou o lugar, se arrisca a ser aquele que menos vezes reuniu com as organizações representativas dos docentes.
A Direção

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/me-e-responsavel-pelos-milhares-de-alunos-sem-aulas/

Cinema Sem Conflitos: “Viagem Osmopiana”

Título:  “Viagem Osmopiana” | Autores: “Colectivo Osmope“

“As viagens de estudos dos alunos da OSMOPE.”

Mais videos didáticos sobre Amor e Sexualidade, Bullying, Dilemas Sociais, Drogas, Emoções, Família, Racismo, Relações Interpessoais, Religião e Cultura, Violência, ambiente e gênero em  https://cinemasemconflitos.pt/

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCj6LBbDs8j93ijiuI-IKd3Q

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/cinema-sem-conflitos-viagem-osmopiana/

Como os prometidos custam em chegar…

 

Gaia atribui 654 computadores a professores do 1.º ciclo e educadores

A Câmara de Vila Nova de Gaia vai entregar 645 computadores aos agrupamentos escolares para serem distribuídos por professores e educadores do 1.º ciclo e jardim de infância.

O investimento ronda os 490 mil euros e a medida foi aprovada por unanimidade em reunião camarária.

“É justo apetrechar os agrupamentos, porque sabemos que os programas anunciados pelo Ministério [da Educação] ainda não abrangem todos. Este é um instrumento de trabalho justo e vai enriquecer o património dos agrupamentos. São os agrupamentos que vão gerir os equipamentos, mas esses destinam-se aos professores”, descreveu o presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues.

O autarca justificou o porquê da distribuição estar centrada nos professores do 1.º ciclo e educadores de infância do concelho, lembrando que esses são os níveis de ensino da responsabilidade da autarquia.

“O objetivo, num tempo em que há recurso frequente a aulas à distância [devido à pandemia da covid-19] é dar aos professores as ferramentas necessárias para o seu trabalho. Fizemos um levantamento pelos agrupamentos e temos relatos de professores a comprar computadores em segunda mão, a dividir com o filho ou pedir emprestado ao marido”, contou o autarca.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/como-os-prometidos-custam-em-chegar/

Cinema Sem Conflitos: “The Girl And The Cat”

 

Título:  “The Girl And The Cat” | Autores: “Ervin Han“

“Uma jovem é separada de sua mãe em um mercado noturno de Cingapura e conhece um gato que a leva para as profundezas do bazar, onde a fantasia encontra a realidade.”

Mais videos didáticos sobre Amor e Sexualidade, Bullying, Dilemas Sociais, Drogas, Emoções, Família, Racismo, Relações Interpessoais, Religião e Cultura, Violência, ambiente e gênero em  https://cinemasemconflitos.pt/

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCj6LBbDs8j93ijiuI-IKd3Q

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/cinema-sem-conflitos-the-girl-and-the-cat/

Continuam as (festas COVID) reuniões presenciais…

Há pessoas que só entendem quando o fogo lhes… a estas pessoas é que lhes falta, mesmo, a “capacitação” digital…

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/continuam-as-festas-covid-reunioes-presenciais/

Mais de metade dos alunos chumba no Secundário

 

Mais de metade dos alunos chumba no Secundário

Mais de metade dos alunos, cerca de 56%, terminam o Ensino Secundário depois dos 17 anos, o que significa que chumbam nesta faixa escolar, de acordo com o inquérito ‘Estudantes à Saída do Secundário’, realizado pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência.

Segundo o mesmo estudo é ainda possível concluir  que a maioria dos estudantes à saída do secundário, cerca de 51%, eram raparigas, com idade igual ou inferior a 17 anos (60%) e frequentavam sobretudo um curso cientifico-humanístico ou um curso profissional.

Para além disso, 44% dos alunos chegaram ao último ano do ensino secundário sem nenhum ano de desvio etário face ao esperado, 34% com um ano de desvio e 23% com dois ou mais anos.

As reprovações/módulos em atraso e a mudança de curso são as razões mais apontadas para o desvio etário no ensino secundário, respondendo por 43% e 39% dos inquiridos, respetivamente.

É ainda possível observar que a maioria dos estudantes, cerca de 74% apresenta um rendimento positivo a todas as disciplinas ou módulos frequentados. Apenas uma minoria alcança médias globais superiores ou iguais a 18 valores, sendo esta situação mais frequente nos cursos científico-humanísticos.

Os alunos que consideram ser muito assíduos foram os que registaram as melhores classificações (51% com uma média global superior a 14 valores). As disciplinas de Português e de Matemática destacaram-se como aquelas que apresentam dificuldades para um maior número de estudantes.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/mais-de-metade-dos-alunos-chumba-no-secundario/

Cinema Sem Conflitos: “Sonho Profundo”

Título:  “Sonho Profundo” | Autores: “Colectivo Escola EB 2,3/ São Miguel Torga“

“Filme baseado no poema “BRINQUEDO” de Miguel Torga.”

Mais videos didáticos sobre Amor e Sexualidade, Bullying, Dilemas Sociais, Drogas, Emoções, Família, Racismo, Relações Interpessoais, Religião e Cultura, Violência, ambiente e gênero em  https://cinemasemconflitos.pt/

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCj6LBbDs8j93ijiuI-IKd3Q

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/cinema-sem-conflitos-sonho-profundo/

Sondagem para a Greve de Dia 11

Para o próximo dia 11 de dezembro está marcada pela Fenprof uma greve de professores com o objetivo de abrir processos negociais com o ME.

Perguntamos aos leitores do blog se no próximo dia 11 vão aderir à greve.

[ays_poll id=4]

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/sondagem-para-a-greve-de-dia-11/

Regulamentação da prorrogação do estado de emergência

Foi publicado o decreto que regulamenta a prorrogação do estado de emergência efetuada pelo Decreto do Presidente da República n.º 61-A/2020, de 4 de dezembro.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/regulamentacao-da-prorrogacao-do-estado-de-emergencia/

Cinema Sem Conflitos: “Sola”

Título:  “Sola” | Autores: “Jonathan Nix“

“Um videoclipe animado para o novo single “Sola”, do novo álbum “Oh”, da Machine Translations.Inspirado por viagens para o trabalho e a alarmante postura curvada de adoração a dispositivos. À medida que editamos nossos selfies, o mundo implode ao nosso redor.”

Mais videos didáticos sobre Amor e Sexualidade, Bullying, Dilemas Sociais, Drogas, Emoções, Família, Racismo, Relações Interpessoais, Religião e Cultura, Violência, ambiente e gênero em  https://cinemasemconflitos.pt/

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCj6LBbDs8j93ijiuI-IKd3Q

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/cinema-sem-conflitos-sola/

Vamos ser capacitados…

Vem aí o plano de capacitação digital docente. Um destes dias iremos receber um questionário para preencher sobre as nossas competências digitais e, a partir daí, seremos selecionados como formandos ou formadores para uma formação de 50 horas.

Fica o esquema do plano de capacitação…

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/vamos-ser-capacitados/

Monodocência ou Pluridocência?

Eis uma questão que tem sido debatido há vários anos e que nada tem de pacífico dado a diversidade de opiniões. Há quem considere a monodocência esgotada e quem a defenda acerrimamente, além de haver quem fique no meio termo.
Há alguns anos, ponderou-se estender o modelo da monodocência ao 6.º ano para que não houvesse solavancos na passagem do 1.º para o 2.º ciclo. A ideia foi lançada, mas o modelo manteve-se até hoje sem alterações.
Entretanto um sindicato numa conferência afirmou que “o modelo do professor único está esgotado”. Há experiências que mostram que o 1.º ciclo pode ser enriquecido com outros professores, seja para alunos com necessidades educativas especiais, seja noutras situações. Nesta linha de pensamento, outros afirmam que não é nada fácil o trabalho de um docente do 1.º ciclo que tem de dominar, em simultâneo, áreas tão distintas e, por isso, o professor de 1.º ciclo deve especializar-se numa área, à semelhança do que acontece nos outros ciclos e em nome de uma mudança mais tranquila entre 1.º e 2.º ciclos.
No meio termo aparece quem defenda os alunos do 1.º ciclo devido a estarem habituados à presença de mais do que um docente durante um dia de aulas, há sempre uma figura de referência predominante, neste caso, o professor titular. As crianças estão a crescer, a desenvolverem-se afetivamente, e precisam de um acompanhamento próximo. Para evitar o corte drástico entre o jardim de infância e a entrada no 1.º ciclo, sugerem que poderia haver um professor a ensinar Português, Matemática e Estudo do Meio e outro docente a lecionar as áreas das Expressões Artísticas, havendo assim a presença de dois professores na mesma turma. O que permitiria, por outro lado, uma entrada mais suave no 2.º ciclo.
Os argumentos da defesa da preservação da monodocência são múltiplos e variados. Entendem que as crianças nesta faixa etária necessitam de um professor referência, de um modelo e de afetos próprios desta idade. Não é por acaso que a monodocência graça nos países mais evoluídos no campo educacional. A monodocência permite uma melhor gestão do tempo letivo e uma melhor articulação das diferentes áreas disciplinares. Até a nível disciplinar a monodocência é uma grande vantagem. No 1.º ciclo raramente há casos de indisciplina, como é que um aluno concluiu o 1º ciclo sem incidências disciplinares e transitando para o 2.º ciclo, passado 3 ou 4 meses já é apontado como um caso de indisciplina. Há quem acrescente que a escola deve assentar nas virtudes da previsibilidade e da rotina – a manutenção deste paradigma de Professor do 1.º Ciclo em defesa da qualidade das aprendizagens. Também não é despropositado considerar que as crianças do 1° CEB estão num momento chave do seu desenvolvimento social e afectivo e, nesse sentido, necessitam de um acompanhamento constante, proximal e um modelo de “disciplinarização” contraria a visão que se baseia numa perspectiva integrada do desenvolvimento e do sucesso das crianças. Há quem não duvide, que a monodocência, no tempo e sociedade atuais, é cada vez mais importante pois garante-se às crianças um adulto qualificado e altamente preparado para ser uma referência. As crianças estão a crescer, a desenvolverem-se afetiva e socialmente, e precisam de um acompanhamento próximo e transversal. Gestão mais eficaz e consequente do tempo letivo. Maior e melhor articulação dos saberes entre as diferentes áreas.
E muitas mais citações poderiam aqui ser colocadas em prol e contra a monodocência. Como conclusão e por aquilo que tenho falado com colegas, a maioria dos que defendem a pluridocência fazem a pensar na diferenciação que há na carga horária lectiva de 25h e 22h, para uns uma hora ser 60 min e para outros ser 50, ter redução da componente lectiva por ser director de turma, em suma usufruir dos benefícios que a monodocência não tem. Aproveito para terminar, afirmando que a Escola deve ser encarada como um espaço nobre, onde as crianças devem ter tempo e espaço para brincar em detrimento daquela visão em que a Escola é somente um espaço de trabalho contínuo e mecanizado. E, já agora, deve tratar os professores do 1.º Ciclo, bem como os Educadores de Infância, com a justiça, a equidade e com o carinho que justificadamente são credores e que em tempos idos eram compensados com um regime especial de aposentação.

José C. Campos

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/monodocencia-ou-pluridocencia/

Cinema Sem Conflitos: “Snabirtle Circus”

Título:  “Snabirtle Circus” | Autores: “Deathlake“

“Onde o dinheiro reina no circo, até a pureza de uma garota pode ser comprada. Você gritou, mas realmente se importa em fazer alguma coisa? Sente-se, coma e dedilhe sua pipoca gordurosa, mas desvie o olhar quando eles olharem para você.”

Mais videos didáticos sobre Amor e Sexualidade, Bullying, Dilemas Sociais, Drogas, Emoções, Família, Racismo, Relações Interpessoais, Religião e Cultura, Violência, ambiente e gênero em  https://cinemasemconflitos.pt/

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCj6LBbDs8j93ijiuI-IKd3Q

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/cinema-sem-conflitos-snabirtle-circus/

Natal e Ano Novo: as medidas previstas pelo governo

Natal e Ano Novo: as medidas previstas pelo governo

 

As medidas atuais de combate à pandemia vão-se manter até ao dia 7 de janeiro, garantiu o primeiro-ministro, António Costa, durante o anúncio das medidas para o Natal e para o Ano Novo. A boa notícia é que, pelas contas do governo, é possível aliviar um pouco as restrições durante a época festiva

Os números de novos casos têm caminhado favoravelmente, desde que o governo implementou medidas mais restritivas de combate à pandemia por covid-19. Mantendo-se as medidas atuais, António Costa, na voz do governo, acredita ser possível que o país chegue a dia 18 de dezembro com números mais favoráveis.

Esse dia será fundamental para os portugueses. O primeiro-ministro voltará a falar ao país já com certezas sobre o que será permitido fazer durante a época festiva, uma vez que por essa altura já terá sido reavaliada a evolução da pandemia, no sentido de verificar se as previsões anunciadas este sábado são para manter ou se é preciso “puxar o travão de mão”, como ilustrou António Costa.

A manterem-se, as medidas em vigor até ao dia 7 de janeiro serão aliviadas nos períodos festivos, entre os dias 23 e 26 de dezembro, por altura do Natal e no dia 1 de janeiro, o dia de Ano Novo. E as exceções são estas:

Para o período do Natal:
– pode-se circular entre concelhos nos dias 23, 24, 25 e 26 de dezembro
– a circulação é permitida toda a noite de 23 para 24 para quem se encontre na estrada
– nos dias 24 e 25 é permitido circular até às 2h e no dia 26 até às 23h

Para o período da Passagem de Ano:
– não é permitida circulação entre concelhos entre a meia noite do dia 31 e as 5h da manhã de dia 4 de janeiro
– circulação na via pública só até às 2h da manhã de dia 1 de janeiro
– não serão permitidas festas abertas ao público nem ajuntamentos para mais de 6 pessoas na rua

Funcionamento dos restaurantes:
– nos dias 24, 25 e 31 de dezembro, o horário de funcionamento vai até 1h da manhã
– nos dia 26 de dezembro e 1 de janeiro, terão de fechar pelas 15h30 nos concelhos de risco elevado ou extremamente elevado (veja aqui a lista)

António Costa, primeiro-ministro, pede para se evitar ajuntamentos com muitas pessoas, principalmente se estiverem sem máscara, em espaços fechados, pequenos e pouco arejados.

[em atualização]

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/natal-e-ano-novo-as-medidas-previstas-pelo-governo/

Sempre Fui Crítico da Opção 45/90 Minutos

Em primeiro lugar pelo excesso de tempo que uma aula pode durar, geralmente a opção por tempos de 45 minutos levam a que os blocos de aulas sejam de 90 minutos. Depois porque os horários neste formato obrigam a que existam tempos excedentes que devem ser geridos internamente pelas escolas, o que muitas vezes não facilita a organização anual do horário  dos professores e dos alunos.

Demasiado tempo a ouvir o professor

 

Aulas de 90 minutos são criticadas por docentes e sociólogos, assim como o longo horário de trabalho dos pais. Conheça as principais diferenças entre o ensino em Portugal, Espanha e França.

Portugal é um dos países da Europa em que há aulas com maior duração. Na maior parte das escolas, nomeadamente no ensino básico, os conhecidos 90 minutos por aula, que à partida serviriam para proporcionar aos alunos um momento essencial de aprendizagem, acabam por se transformar num verdadeiro pesadelo. E é por isso que há professores que já optaram por aliviar a carga horária, adotando uma estratégia mais eficaz que se afasta completamente do simples facto de debitar matéria durante largos minutos. Ao SOL, Rui Correia, professor do ensino básico e secundário, sublinhou que, para os seus alunos, há apenas «15 minutos de atenção máxima» antes de se dedicarem a questões mais didáticas, realçando que ainda existe muito a ideia de que um professor, ao entrar numa sala de aulas, tem apenas de cumprir determinados programas e conteúdos.

«Estar 90 minutos com atenção máxima parece-me um bocado irrealista. Nesse sentido, o que há a fazer, julgo eu, é entender-se que tem de haver espaço para uma certa descontração na sala de aula. Quando estamos a lecionar, é bom perceber se a mensagem está a passar ou não. Fala-se muito desta questão do regime presencial, mas considero que, às vezes, é mais uma aula de corpo presente do que uma aula em regime presencial. Nem sempre o regime presencial é o mais benéfico, porque nos traz pouco retorno em relação àquilo que deve ser feito», começou por dizer, admitindo a importância da «escrita» e também dos «jogos de computador» no que toca à parte mais lúdica.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/sempre-fui-critico-da-opcao-45-90-minutos/

Cinema Sem Conflitos: “Seeable”

Título:  “Seeable” | Autores: “Natsumi Terai“

“O menino, Rollo gosta de olhar as estrelas.
Perto dele, havia uma garota cega. O nome dela é Lala.
Eles estão vivendo no subterrâneo era um mundo fechado.
Um dia ele estava observando a estrela – a estrela no teto – com um telescópio. Ele acidentalmente viu Lala.”

Mais videos didáticos sobre Amor e Sexualidade, Bullying, Dilemas Sociais, Drogas, Emoções, Família, Racismo, Relações Interpessoais, Religião e Cultura, Violência, ambiente e gênero em  https://cinemasemconflitos.pt/

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCj6LBbDs8j93ijiuI-IKd3Q

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/cinema-sem-conflitos-seeable/

Esclarecimento – Satisfação de necessidades temporárias

 

 

 

Esclarecimento
– Satisfação de Necessidades Temporárias –

Com vista à satisfação das necessidades temporárias – designadamente quando no âmbito
de reservas de recrutamento e da contratação de escola não são preenchidos horários –
importa reforçar algumas práticas previstas na legislação existente, designadamente no
Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de junho, na sua redação atual, e no Despacho Normativo
n.º 10-B/2018, de 6 de julho – Despacho de Organização do Ano Letivo (OAL).
Assim, cumpre salientar o seguinte:
1 – Os senhores Diretores / Presidentes de CAP dos Agrupamento de Escolas ou Escolas Não
Agrupadas (AE/ENA), no âmbito das suas competências e através dos mecanismos
colocados ao seu dispor no OAL, devem promover uma redistribuição de serviço pelos
docentes que se encontram a lecionar na escola, bem como a divisão dos horários
anteriormente pedidos em reserva de recrutamento, e não ocupados, de modo a
permitir o pedido do horário em contratação de escola. Devem ainda privilegiar na
distribuição de serviço a alocação de docentes à componente letiva das áreas
disciplinares do currículo e que possam estar adstritos a outras funções.
2 – Os senhores Diretores / Presidentes de CAP devem ainda promover a colaboração interAE/ENA mediante protocolos de colaboração, criando assim, uma rede colaborativa entre
AE/ENA, à semelhança do que já é praticado em alguns casos e em anos anteriores, nos
seguintes termos:
2.1 – Através do completamento de horário de docentes integrados na carreira, sempre
que o número de horas da componente letiva seja inferior àquela a que o docente
está obrigado;
2.2 – Através da celebração de aditamentos aos contratos dos docentes contratados com
horários incompletos.
3 – O n.º 1 do artigo 111.º do Estatuto da Carreira Docente prevê a possibilidade dos docentes
integrados na carreira e dos docentes em regime de contrato em horário completo acumularem o exercício de funções docentes, em estabelecimentos de educação ou de
ensino, nos termos e condições previstas na Portaria n.º 814/2005, de 13 de setembro,
com o exercício de funções docentes ou de formação em outros estabelecimentos de
educação ou de ensino.
4 – Recorda-se ainda a possibilidade dos senhores Diretores / Presidentes de CAP
procederem à celebração de aditamentos aos contratos dos docentes contratados com
horários incompletos, nos termos da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas.
5 – Sempre que necessário, os senhores Diretores / Presidentes de CAP devem distribuir
serviço em grupo diverso daquele para o qual os docentes foram recrutados, desde que
se trate de necessidade para lecionação de disciplina ou unidade de formação de
diferente ciclo ou nível de ensino e que o docente seja titular de adequada formação
científica, nos termos do n.º 4 do artigo 7.º do OAL.
5.1 – Assim, e salvaguardando que a habilitação profissional é condição indispensável para
o desempenho da atividade docente, reforça-se a possibilidade da satisfação de
necessidades dos AE/ENA, recorrendo aos docentes de carreira neles colocados ou
providos podendo estes designadamente:
5.1.1 – Lecionar o grupo 330 – Inglês desde que providos nos grupos de recrutamento
300, 320, 340 e 350 sempre que comprovem possuir estágio pedagógico
habilitante para a lecionação do grupo carenciado ou possuam adequada
formação científica (licenciatura);
5.1.2 – Lecionar disciplinas do 3.º ciclo do grupo 330 – Inglês os docentes detentores
de habilitação profissional para o grupo de recrutamento 220 – Português e
Inglês desde que possuam a adequada formação científica (licenciatura);
5.1.3 – Lecionar o grupo 300 – Português por docentes providos nos grupos de
recrutamento 320, 330, 340 e 350 sempre que comprovem possuir estágio
pedagógico habilitante para a lecionação do grupo carenciado ou possuam
adequada formação científica (licenciatura);

5.1.4 – Lecionar o grupo 420 – Geografia desde que os mesmos sejam detentores de
habilitação profissional para o grupo de recrutamento 400 – História, sempre
que comprovem possuir estágio pedagógico habilitante para a lecionação do
grupo carenciado ou possuam adequada formação científica (licenciatura).
5.2 – Não existindo docentes no grupo de recrutamento ou possibilidade de afetação de
docentes nos termos do ponto 5.1 do presente esclarecimento, o processo de
satisfação dessas necessidades deve ser feito pelo órgão de gestão através do
esgotamento sequencial de várias etapas. A título de exemplo e para satisfação das
necessidades no grupo de recrutamento 550, as horas devem ser atribuídas da
seguinte forma:
5.2.1 – A docentes profissionalizados noutros grupos de docência, dos respetivos
quadros, desde que se observe um dos seguintes requisitos:
a) Habilitações exigidas para a lecionação do grupo 550;
b) Prova de habilitação de nível de licenciatura, pós-graduação, mestrado ou
doutoramento, no âmbito das TIC.
5.2.2 – Esgotados estes procedimentos, os horários do grupo 550, completos ou
incompletos, devem ser atribuídos pelo órgão de gestão a docentes
profissionalizados noutros grupos de docência dos respetivos quadros, desde
que reúnam um dos seguintes requisitos:
a) Sejam formadores, na área de informática, acreditados pelo Conselho
Científico-Pedagógico da Formação Contínua;
b) Tenham concluído, com aproveitamento, ações de formação destinadas a
professores e creditadas pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação
Contínua que tenham por objeto os conteúdos curriculares da disciplina em
causa.
5.2.3 – Efetuada a primeira colocação para satisfação de necessidades temporárias,
nos termos anteriores e, verificando-se a existência de horários do GR 550
ainda não supridos, o órgão de gestão deve atribuir estes horários, quando  possível, a docentes colocados por destacamento na respetiva escola ou
agrupamento, com respeito pelas regras atrás elencadas.
5.2.4 – Quando o horário do grupo de recrutamento 550 deva ser preenchido através
de contratação de escola, nos termos do artigo 38.º do Decreto-Lei n.º
132/2012, de 27 de junho, observa-se, no que respeita às habilitações, o
disposto nos pontos 5.2.1 e 5.2.2 do presente esclarecimento.
6 – No âmbito do artigo 38.º do Decreto-Lei n.º 132/2012, e sempre que se mostre
imprescindível, podem ser contratados docentes que satisfaçam a condição prevista no
n.º 11 do artigo 39.º do mesmo diploma legal.
7 – No caso dos docentes integrados na carreira, a atribuição das horas de lecionação em
grupo diferente do de provimento, nos termos dos números anteriores, não implica
mudança de grupo de docência.
8 – Verificando-se a circunstância indicada no ponto 6 do presente esclarecimento, os
docentes contratados são remunerados pelo índice 167, conforme referido no n.º 1 do
artigo 43.º do Decreto-Lei n.º 132/2012.
4 de dezembro de 2020
A Diretora-Geral da Administração Escolar
Susana Castanheira Lopes

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/esclarecimento-satisfacao-de-necessidades-temporarias/

Cinema Sem Conflitos: “Red Apple”

Título:  “Red Apple” | Autores: “Ana Horvat“

“A garota adotada está nos contando uma história sobre como as famílias surgem. Mas às vezes isso pode ser diferente – como ela nos conta em uma história sobre sua própria família especial..”

Mais videos didáticos sobre Amor e Sexualidade, Bullying, Dilemas Sociais, Drogas, Emoções, Família, Racismo, Relações Interpessoais, Religião e Cultura, Violência, ambiente e gênero em  https://cinemasemconflitos.pt/

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCj6LBbDs8j93ijiuI-IKd3Q

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/cinema-sem-conflitos-red-apple/

Petição Concurso Mobilidade Interna

Mais uma petição para inverter o anúncio do ME em atribuir apenas horários completos aos docentes QZP que concorrem na Mobilidade Interna.
Esta petição pede que se considerem todos os horários acima de 15 horas para que possam ser atribuídos na Mobilidade Interna.

Petição Concurso Mobilidade Interna

 

Para: Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia da República, Ex.mo Sr. Primeiro Ministro, Ex.mo Sr. Ministro da Educação, Ex.mos Sr.s Deputados, Ex.mos Sr.s Representantes dos Sindicatos dos Professores
A presente petição serve de meio de contacto de um grupo de professores vinculados a um Quadro de Zona Pedagógica para Consideração das Regras do Concurso Nacional de Professores, em especial, relativo ao Concurso de Mobilidade Interna.
Contactamos, Vossas Excelências, e convidamo-los a que façam parte desta reflexão e nos ajudem a dar voz por um Concurso justo.
No início do mês de agosto do corrente ano, o Ministério da Educação (ME) divulgou, através de uma nota enviada à comunicação social e dando conta de um Acórdão do Tribunal Central Administrativo do Sul (TCA Sul) datado de Abril que, a partir do próximo ano letivo, passarão apenas a ser disponibilizados horários completos (22 horas de aulas de um total de 35) nos concursos destinados aos professores do quadro. Este Acórdão do TCA Sul veio dar razão à opção adotada pelo ME no concurso de 2017/2018 de disponibilizar apenas horários completos — o que aconteceu pela primeira vez nesse ano letivo e levou a que centenas de professores fossem colocados ainda mais longe de casa. Esta decisão, aplicada sem aviso prévio, motivou protestos e recursos aos tribunais por parte de professores. Houve, inclusive, uma guerra entre o Governo e o Parlamento, com os deputados de todos os partidos, à exceção do PS, a posicionarem-se ao lado dos professores. Desta coligação negativa resultou uma alteração ao diploma (aprovado pelo Parlamento, e promulgado pelo Ex.mo Senhor Presidente da República) que regulamenta a colocação de docentes, especificando-se que “no âmbito do concurso de mobilidade interna são considerados todos os horários completos e incompletos recolhidos pela Direcção-Geral da Administração Escolar”.A maioria dos elementos do grupo de Professores que pretende dar voz a esta injustiça no Concurso Nacional de Professores, iniciou a sua carreira há cerca de vinte anos, abraçando o desafio de ensinar. Foram dezenas os estabelecimentos de ensino público que percorreram pelo país, muitas vezes aceitando horários temporários e incompletos, procurando perfazer tempo de serviço. Em 2018/2019 vincularam a um Quadro de Zona Pedagógica. A decisão de concorrer ao Concurso de Vinculação foi ponderada e os riscos calculados, tendo em conta, como é óbvio, os procedimentos de colocação no concurso de Mobilidade Interna em vigor à data – considerados para o referido Concurso, horários completos e incompletos, cumprindo, assim, o objetivo do Concurso Mobilidade Interna, a aproximação à área de residência dos docentes do quadro.
Em agosto do corrente ano, vem de novo o ME, aproveitando o Acórdão, anunciar que a partir do próximo concurso de Mobilidade Interna irão apenas constar horários completos, levando a que os horários incompletos sejam apenas considerados a partir da primeira reserva de recrutamento, ou seja, determinando, deste modo, uma inversão na atribuição das colocações disponíveis. Os docentes de maior graduação ficarão colocados em escolas mais distantes das preferências que tinham manifestado como prioritárias.Muitos destes docentes do quadro, colocados em horários incompletos até agora, já beneficiavam de redução na componente letiva. Não podemos esquecer, ainda, que as necessidades das escolas são estruturadas em “horários completos ou incompletos”, a otimização dos recursos humanos acontece mesmo quando o docente entra em horário incompleto, basta conhecer a realidade de um estabelecimento de ensino. Um docente contratado pode ver aditado o seu horário em 7 horas, assim sendo, o limite de horas a considerar (horário incompleto) para um docente de quadro deveria ser de 15 horas (22h – 7h). Esta parece-nos uma sugestão mais que válida e que vai ao encontro de ambas as partes.
Consideramos que a medida que pretendem colocar em prática não respeita a carreira do professor, não o motiva. É falta de seriedade e de respeito pela manifestação das preferências dos professores e suas famílias, aquando o último concurso nacional de vinculação. As regras, mais uma vez, estão a ser alteradas a meio do “jogo”. Os danos que daí advêm não foram sequer equacionados por uma tutela que em primeiro lugar devia defender quem veste todos os dias a camisola do ensino. Tal posição não vai ao encontro do prometido: estabilidade dos quadros do corpo docente, justiça na graduação profissional. É agir de má-fé. Estamos a falar de pessoas com 40 a 50 anos, com famílias formadas e encargos financeiros. É o que se pretende? Famílias destroçadas, professores desmotivados e depressivos? E como se vai rejuvenescer o corpo docente se a atratividade da carreira é nula?

Estamos seriamente preocupados com esta decisão do ME, pois vem acarretar inúmeras injustiças e ilegalidades, nomeadamente, e como já referimos, Docentes de um QZP serão colocados no concurso Mobilidade Interna muito longe da sua residência, nas suas últimas opções, enquanto muitos colegas menos graduados obterão horários perto da sua residência. Concluímos que a injustiça reina e as ultrapassagens se tornaram regra. O diploma dos concursos, de que muitos discordam, é a prova que as injustiças também se legislam.
Questionámos qual é a reação tanto das diferentes frentes sindicais, como dos grupos parlamentares a esta decisão do ME que, como sabemos, já tinha sido “vetada” pelo Parlamento. Pedimos que nos possam dar voz!

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/peticao-concurso-mobilidade-interna/

De 578 para 624 escolas onde será retirado o amianto

 

Em junho eram apenas 578 escolas onde existia amianto para ser retirado. O número tem vindo a subir, o que faz pensar que o problema era maior do que o inicialmente anunciado.

Aderiram a este programa 171 municípios com 624 escolas, da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, passíveis de intervenção para a retirada de amianto.
Até ao momento, foram submetidas candidaturas de 460 escolas situadas em 130 municípios, o que representa 73,7% do universo de escolas e 76% do universo de municípios.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/de-578-para-624-escolas-onde-sera-retirado-o-amianto/

Cinema Sem Conflitos: “Rain”

Título:  “Rain” | Autores: “Ervin Han“

“Uma história sobre solidão, serendipidade e gentileza durante uma tempestade no final da tarde na cidade, enquanto duas almas tentam voltar para casa.

Mais videos didáticos sobre Amor e Sexualidade, Bullying, Dilemas Sociais, Drogas, Emoções, Família, Racismo, Relações Interpessoais, Religião e Cultura, Violência, ambiente e gênero em  https://cinemasemconflitos.pt/

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCj6LBbDs8j93ijiuI-IKd3Q

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/cinema-sem-conflitos-rain/

Alunos com medo da Covid-19 na Escola Tomás de Borba

 

O surgimento do caso de um aluno com familiar próximo que testou positivo à Covid-19 fez aumentar, ontem, o receio de que possa haver mais contágios na Escola Tomás de Borba, em Angra do Heroísmo.
Para além dos apelos de pais e alunos, surgiram, entretanto, cartazes e uma petição pública para que a escola seja encerrada como medida preventiva.
Numa conferência de imprensa realizada quarta-feira, o coordenador regional de Saúde Pública, Gustavo Tato Borges, justificou a decisão de não encerrar a Escola Tomás de Borba, com o facto dos cinco casos ativos detetados de professores e funcionários implicarem um “risco mínimo para os alunos”, tendo em conta as medidas que foram tomadas como o encerramento de duas turmas e a realização de testes a todos os funcionários.
A Associação de Pais da Escola Tomás de Borba emitiu, quarta-feira, um comunicado onde refere que “confia nos critérios que levaram à determinação de manter a escola em funcionamento, nomeadamente critérios médicos, epidemiológicos e científicos que levam à tomada de decisões de forma consciente e responsável”.
Adianta que “todos os contactos de alto risco foram identificados e isolados e já foram ou serão testados na altura própria, não havendo, neste momento, situação de risco que implique o encerramento da escola”.
Apreensão e confiança
As opiniões de alunos, pais e avós ouvidos pelo DI sobre a decisão de manter a Escola Tomás de Borba aberta dividem-se.
Inês Silva, aluna do 7º ano, considera que a escola deveria ter encerrado quando foram detetados os primeiros casos positivos de Covid-19 de funcionários e professores.
“Tenho muito mais cuidado, mas não me sinto segura porque sinto que há casos à minha volta”, afirmou.
De acordo com Iúri Dutra, aluno do 11º ano, a opção mais acertada teria sido o encerramento da escola durante alguns dias.
“Na minha opinião, a escola deveria ter sido fechada pelo menos até à próxima sexta-feira (hoje) para dar tempo aos funcionários e professores poderem fazer de novo o teste ao 6º dia, porque alguns casos aparecem nessa altura”, argumentou.
Para Maria Losane, aluna do 11º ano, deveria ter sido tomada a decisão de encerrar a escola.
“Quase todos alunos defendem que a escola deve ser fechada. Estamos com medo, temos família em casa”, disse.
No que se refere aos pais e encarregados de educação as opiniões sobre o encerramento ou não da escola divergem.
Francisco Silva, pai de um aluno, considera que a atual situação “está a ser difícil para toda a gente” por isso a escola deveria estar fechada.
Opinião contrária tem Paulo Vicência, pai de um aluno, que entende que se deve confiar nas decisões das autoridades de saúde.
“Se houvesse perigo a escola fechava”, afirmou ao DI.
Por seu turno, Nelsina Oliveira, avó de dois alunosda Tomás de Borba, também remeteu para as autoridades de saúde a decisão sobre o que fazer na escola, masvincou que esperava que os alunos também tivesse sido “chamados para fazer o teste” da Covid-19.
in, Diário Insular

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/alunos-com-medo-da-covid-19-na-escola-tomas-de-borba/

Presidente da República propõe renovação do estado de emergência até 7 de janeiro

 

Presidente da República propõe ao Parlamento renovação do estado de emergência

Depois de ouvido o Governo, que se pronunciou esta noite em sentido favorável, o Presidente da República acabou de enviar à Assembleia da República, para autorização desta, o projeto de diploma renovando, pelo período de 15 dias, até 23 de dezembro, o estado de emergência para todo o território nacional, mas anunciando nova renovação até 7 de janeiro, permitindo ao Governo adotar medidas necessárias à contenção da propagação da doença Covid-19 e desde já anunciar medidas previstas para os períodos de Natal e Ano Novo.

– Carta enviada ao Presidente da Assembleia da República

– Projeto do Decreto do Presidente da República sobre a Renovação do Segundo Estado de Emergência

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/presidente-da-republica-propoe-renovacao-do-estado-de-emergencia-ate-7-de-janeiro/

ESTUDO SOBRE GESTÃO EMOCIONAL E BEM ESTAR NOS DOCENTES

Este inquérito faz parte de um projeto de investigação na área educativa, no período da pandemia COVID-19, aplicado aos Docentes.

Para tal, pedimos que preencha um curto questionário, que não ocupará mais do que 10 minutos do seu tempo.
A sua participação neste estudo é voluntária.
Ao aceitar participar no presente estudo, solicita-se que responda de forma sincera a todas as questões que lhe serão apresentadas.

A informação recolhida será confidencial, tratada somente pelos investigadores e será utilizada unicamente nesta investigação.

 Este projeto de investigação é uma iniciativa de um grupo de Investigadores: Prof. Bruno Trindade (AENACB), Prof. Ricardo Pocinho (ESECS.IPLeiria), Prof. Paulo Afonso (IPCB.ESE), Prof. Pedro Silva (IPCB.EST), Prof. Paulo Silveira (IPCB.ESE) e Dr.ª Gisela Santos (ANGES).

 
Desde já agradecemos a sua colaboração.

Link do Estudo para preenchimento.
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeYP6-qYvqbqpuloRLimLolHRRFOe0bbnJA8_DY3xzH-1nXww/viewform

Este inquérito faz parte de um projeto de investigação na área educativa, no período da pandemia COVID-19, aplicado aos Docentes. Investigação na área da GESTÃO EMOCIONAL E BEM ESTAR NOS DOCENTES. Para tal pedimos que preencha um curto questionário, que não ocupará mais do que 10 minutos do seu tempo. A sua participação neste estudo é voluntária. Ao aceitar participar no presente estudo, solicita-se que responda de forma sincera a todas as questões que lhe serão apresentadas. A informação recolhida será confidencial, tratada somente pelos investigadores e será utilizada unicamente nesta investigação.
docs.google.com

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/estudo-sobre-gestao-emocional-e-bem-estar-nos-docentes/

Cinema Sem Conflitos: “:Paris Combo – Our Life as a Western”

Título:  “Paris Combo – Our Life as a Western” | Autores: “Aćim Vasić, Emilee Seymour“

“Uma história de amor de duas constelações, desde o Big Bang até sua unificação”

Mais videos didáticos sobre Amor e Sexualidade, Bullying, Dilemas Sociais, Drogas, Emoções, Família, Racismo, Relações Interpessoais, Religião e Cultura, Violência, ambiente e gênero em  https://cinemasemconflitos.pt/

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCj6LBbDs8j93ijiuI-IKd3Q

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/cinema-sem-conflitos-paris-combo-our-life-as-a-western/

Alguém sabe deles?…

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/12/alguem-sabe-deles/

Load more

Blog DeAr Lindo

Stay informed with curated content and the latest headlines, all delivered straight to your inbox. Subscribe now to stay ahead and never miss a beat!

Skip to content ↓