Notas “demasiado elevadas” nos exames nacionais? Veremos os resultados…

Iave quer travar notas “demasiado elevadas” nos exames nacionais

As provas do 9.º. 11.º e 12.º anos vão manter perguntas opcionais, como no ano passado, mas o nível de dificuldade das alternativas será semelhante para evitar classificações acima do normal.

O presidente do Instituto de Avaliação Educativa (Iave), Luís Pereira dos Santos, reconhece que o modelo usado nos exames nacionais do ensino secundário no último ano lectivo contribuiu para que fossem dadas notas “demasiado elevadas”. As provas deste ano vão manter a mesma solução, com grupos de questões opcionais. Para evitar uma situação semelhante, haverá mexidas no grau de dificuldade das perguntas que vão ser feitas.

Ao contrário do que aconteceu no ano passado, as avaliações externas deste ano lectivo são feitas de raiz a pensar neste sistema em que há perguntas de resposta opcional. O modelo vai manter-se nos exames nacionais do ensino secundário e será estendido às provas finais de 9.º ano, onde apenas são avaliadas as disciplinas de Matemática e Português. Apesar de terem sido dadas notas “demasiado elevadas” nos exames do ano passado, o presidente do Iave entende que a solução encontrada “resultou” e concorda com a sua manutenção neste ano lectivo.

Sendo as provas pensadas de raiz para este modelo, o Iave pode encontrar outras soluções, que no ano passado não eram possíveis, uma vez que as provas estavam já numa fase adiantada de preparação no momento em que as aulas foram suspensas e o Governo determinou que os exames tivessem regras especiais. “As coisas têm que ser um bocadinho mais equilibradas e temos essa preocupação este ano, para que os efeitos sejam mitigados”, acrescenta Pereira dos Santos.

O Iave está a trabalhar em soluções que passam, por exemplo, por garantir que as perguntas que são apresentadas em alternativa têm um grau de dificuldade e complexidade semelhante. A intenção é evitar o que aconteceu no ano passado: as perguntas mais difíceis quase não tiveram impacto nas classificações, ou porque os estudantes simplesmente não responderam ou porque, por terem tido piores resultados, foram excluídas da contabilidade final, devido às regras especiais implementadas. As mudanças devem também atingir os grupos de resposta obrigatória.

No ano passado, os enunciados tinham um conjunto de questões obrigatórias e outras que eram opcionais. Os alunos podiam assim escolher não responder às matérias que não tivessem trabalhado em sala de aula por causa da suspensão das actividades presenciais entre o final do 2.º período e as primeiras semanas do 3.º período.

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30 mil “aferidos” em amostra aleatória

O engraçado é conseguir meios tecnológicos para que os alunos realizem as provas… por isso é que a coisa se vai estender no tempo… deve ser à espera da entrega dos tais computadores…

Ministério testa aprendizagens de 30 mil alunos no início do 2.º período

Cerca de 30 mil alunos do ensino básico vão ser testados no início do 2.º período para perceber de que forma a suspensão das aulas, durante o ano lectivo passado, afectou as suas aprendizagens. Não se trata de um exame nem de uma prova de aferição, mas de um estudo, pedido pelo Ministério da Educação (ME), que envolve alunos do 3.º, 6.º e 9.º anos. O objectivo é dar informação às escolas para que possam ajudar os alunos a recuperar as matérias atrasadas.
O Diagnóstico de Aferição das Aprendizagens – que arranca a 6 de Janeiro, dois dias depois do regresso às aulas, após as férias – será feito em moldes semelhantes aos de provas internacionais como o PISA (Programme for International Student Assessment) ou o TIMSS (Trends in International Mathematics and Science Study). É testada uma amostra da população escolar e são avaliadas “literacias transversais”. As questões que serão colocadas aos estudantes têm por base competências que estão previstas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, em dimensões como linguagens e textos, raciocínio e resolução de problemas, pensamento crítico e pensamento criativo ou ainda saber científico, técnico e tecnológico.

Este estudo nacional, que tinha sido anunciado pelo ME em Julho, quando apresentou o plano de regresso às aulas depois da suspensão motivada pela pandemia, vai focar-se em três áreas: Matemática, Ciências e Leitura e Informações. Será feito um único teste, dividido em três partes, uma para cada disciplina, sendo dedicados 30 minutos a cada tarefa, com intervalos entre cada uma. No final, os estudantes respondem também a um questionário de contexto, onde se pretende recolher dados sobre a forma como cada escola lidou com o ensino à distância.

O teste diagnóstico está desenhado para “tirar uma fotografia do estado das aprendizagens”, avança ao PÚBLICO o presidente do Instituto de Avaliação Educativa (Iave), Luís Pereira dos Santos, a quem o ME entregou a responsabilidade de preparar o estudo diagnóstico, que é inédito em Portugal.

Os alunos vão ser testados até 22 de Janeiro. Ou seja, durante as três primeiras semanas do 2.º período lectivo. As escolas terão margem para estabelecer os dias em que cada turma vai responder ao teste. O diagnóstico não implica que todos respondam ao mesmo tempo, como acontece com os exames nacionais, desde logo porque os alunos não terão acesso a um enunciado em papel. As tarefas são respondidas online, através de um computador. Além disso, o sistema informático define aleatoriamente as questões apresentadas a cada estudante.

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Exames em 2021 com Solução Semelhante a 2020

 

Iave quer travar notas “demasiado elevadas” nos exames nacionais

 

As provas do 9.º. 11.º e 12.º anos vão manter perguntas opcionais, como no ano passado, mas o nível de dificuldade das alternativas será semelhante para evitar classificações acima do normal.

Lisboa, 27/04/2020 – Decorreu hoje na TSF uma entrevista
conduzida por Ricardo Alexandre a Ana Mendes Godinho, Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social
(Orlando Almeida / Global Imagens)

O presidente do Instituto de Avaliação Educativa (Iave), Luís Pereira dos Santos, reconhece que o modelo usado nos exames nacionais do ensino secundário no último ano lectivo contribuiu para que fossem dadas notas “demasiado elevadas”. As provas deste ano vão manter a mesma solução, com grupos de questões opcionais. Para evitar uma situação semelhante, haverá mexidas no grau de dificuldade das perguntas que vão ser feitas.

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30 Mil Alunos Vão Ser Testados nas suas Aprendizagens

Ministério testa aprendizagens de 30 mil alunos no início do 2.º período

 

Estudo inédito vai perceber impactos da suspensão das aulas sobre os conhecimentos de Matemática, Ciências e Leitura, envolvendo estudantes do 3.º, 6.º e 9.º anos.

Lisboa, 27/04/2020 – Decorreu hoje na TSF uma entrevista
conduzida por Ricardo Alexandre a Ana Mendes Godinho, Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social
(Orlando Almeida / Global Imagens)

Cerca de 30 mil alunos do ensino básico vão ser testados no início do 2.º período para perceber de que forma a suspensão das aulas, durante o ano lectivo passado, afectou as suas aprendizagens. Não se trata de um exame nem de uma prova de aferição, mas de um estudo, pedido pelo Ministério da Educação (ME), que envolve alunos do 3.º, 6.º e 9.º anos. O objectivo é dar informação às escolas para que possam ajudar os alunos a recuperar as matérias atrasadas.

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Litania para um Natal

Litania para um Natal

Perdoai-lhes, Senhor!
Por todas as vezes que disseram amar alguém e só a si se amaram
Por todas as vezes que fizeram promessas que não cumpriram
Por todas as mentiras que calaram
E por todas as vezes que foram intencionalmente omissos.

Perdoai-lhes, Senhor!
Por subirem e descerem escadas quando lhes apetecia
Por serem sociais e amáveis quando a situação exigia
Por calarem a hipocrisia, matéria de que são feitos
Por regressarem a casa ébrios
Por trazerem roupa com marcas de esperma
Por rodarem as rodas por estradas sem berma
Na avidez sôfrega do cio.

Perdoai-lhes, Senhor!
Por nunca terem nada nas mãos
Por representarem papéis que não ensaiaram
Por guardarem segredos em pastas fechadas
Por desrespeitarem os outros com ligeireza
Por se sentarem à nossa mesa
Por se deitarem nas nossas camas
Por violarem a nossa vida
Por comerem o nosso pão
Por nos negarem a razão.

Perdoai-lhes, Senhor! Perdoai-lhes!
Apesar das palavras e dos jogos sintáticos
Apesar das máscaras descartáveis que usam
Apesar da confissão sem remissão.

Perdoai-lhes, Senhor, porque eles sabem o que fazem.

(texto encontrado num velho bloco de apontamentos, sem autor)

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Façam o favor de ser felizes, neste Natal

 

Num ano atípico, o Natal não poderia deixar de o ser. A distância a que somos obrigados transforma-se em proximidade e afetos, se nós, assim, o desejarmos. Nós estaremos por aqui, próximos como sempre…

A equipa do Blog DeAr Lindo deseja um Feliz Natal a todos os seus leitores e restante comunidade educativa nacional.

 

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Carta de Agradecimento aos Professores

Querido professor,

Hoje, como professora, como colega, venho agradecer tudo que tens feito pelos teus meninos.
Venho agradecer-te as horas que tiras da tua vida pessoal para preparares aulas, para corrigires testes, para pensares de que forma podes ajudar o/a teu/tua aluno/a que manifesta dificuldades, para pensares de que forma podes fazer com que a tua turma esteja mais motivada, para responderes aos emails dos pais, para estares presente em reuniões, etc.
Quero agradecer-te por reconheceres em cada criança um imenso potencial a ser desenvolvido.
Quero agradecer-te por veres em cada criança um Ser único, com as suas potencialidades e fragilidades.
Quero agradecer-te por veres que não são todos iguais e acreditares que é nessas diferenças que está a essência de cada um.
Quero agradecer-te por pensares fora da caixa e tentares tornar o ensino mais dinâmico, criativo e interessante.
Quero agradecer-te por teres hora para entrar, mas não teres horas para sair.
Quero agradecer-te a forma como te dás a cada criança, a cada família, à escola.
Quero agradecer-te por teres um sentido de missão tão grande, que vês em cada aluno um bocadinho de “teu”.
Quero agradecer-te por acreditares que há aprendizagens mais valiosas do que apenas os conteúdos que vêm nos manuais.
Quero agradecer-te por veres, em outros colegas, uma fonte de inspiração.
Quero agradecer-te por tudo que fazes!!!
Quero dizer-te que és brilhante e que estás a deixar marcas. Marcas que ficam para a vida.

A todos os professores, o meu OBRIGADA!
Foi um período difícil, mas conseguimos! Chegámos ao fim com dever de missão cumprida.
Bom descanso para todos e boas festas.

Texto de Joana Bensassy- Aprender com c’alma

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Professor hospitalizado acaba de corrigir exames de alunos antes de morrer

Vocação real: professor hospitalizado acaba de corrigir exames de alunos antes de falecer

Neste ano turbulento, pudemos aprender sobre qual é o verdadeiro compromisso de muitos professores que doaram quase 100% à profissão, tentando fazer com que a educação de crianças e adolescentes possa ocorrer mesmo à distância.

O professor Alejandro Navarro, de San Felipe del Río, Texas (EUA), é um daqueles maravilhosos profissionais que deixam lições incríveis não só aos seus alunos, mas a todos os que conhecem a sua história de dedicação ao ensino.

Numa ala hospitalar, antes de ser transferido para as urgências devido a um grave problema cardíaco, Alejandro Navarro podia ser visto com o computador ao colo, entretido na correção dos exames e no trabalho que os alunos lhe tinham enviado.

A filha, Sandra Venegas, usou o telemóvel para tirar a última fotografia do pai, que com cada vez menos energia terminou o trabalho que lhe restava.

A imagem foi partilhada no Facebook no dia 18 de dezembro com uma forte declaração, na qual relata que o pai, sabendo que estaria internado, fez questão de colocar o computador e o carregador na mala para garantir que poderia terminar o trabalho na maca do hospital.

A certa altura, os médicos abordaram-no dizendo que a sua condição estava a piorar e que o seu coração provavelmente iria parar, por isso teria de decidir antecipadamente se preferia uma intervenção com RCP e intubação ou sair em paz.

Sandra lembra-se da preocupação do pai com o trabalho, colocando sempre as necessidades dos alunos à frente das dele. A filha lamenta, diz que desejava que o pai tivesse aproveitado melhor os últimos momentos.

“A última vez que o vi foi na segunda-feira, e ele passou as duas horas que fiquei em casa trabalhando. Gostaria que ele tivesse fechado o laptop e gostado de passar um tempo comigo.”, disse Sandra Venegas no Facebook.

Venegas, que também é professora, fez um apelo para que todos reconheçam o grande esforço que os professores têm feito nos últimos tempos, devido às novas diretrizes na pandemia de COVID-19. Muitos cumprem expedientes dobrados de trabalho, o que demanda muita energia. A sua reflexão termina com a não normalização do trabalho fora do horário de trabalho, porque no trabalho, nada nem ninguém é substituível, mas em casa não se pode dizer o mesmo.

Este é o meu pai Alejandro Navarro, um dia antes de falecer, preocupado em finalizar as notas para os relatórios de progresso. Ele sabia que ia para as urgências por isso arrumou o seu laptop e carregador para que pudesse entrar neles.
Os médicos estavam vindo vê-lo. Eles estavam a fazer testes, eles estavam a dizer-lhe que ele precisava de decidir o que ele queria no caso de o seu coração parar: RCPR e entubação ou para ir em paz. Ele responderia às perguntas e retomava com as notas.
A última vez que o vi foi segunda-feira e ele passou as duas horas que eu estava na casa dele trabalhando. Queria ter fechado o laptop dele e ter gostado de passar tempo com ele.
Professores colocam tantas horas extras, horas que muitos não dão conta. Mesmo durante uma pandemia, mesmo durante uma crise sanitária, os professores se preocupam em cumprir os seus deveres.
Agradeça aos seus professores. Se és casado com um, ajuda-os a estabelecer limites, se és filha / filho de um, não os deixes trabalhar assim que estiverem em casa. Seja gentil com seus professores. ♥️
Professores não vamos normalizar o trabalho depois do horário, não vamos normalizar ficar no trabalho até tarde. Você é substituível no trabalho. Você NÃO é substituível em casa. 💔
Pai, você vai fazer muita falta! Eu amo você!
* Editado para Adicionar: Não imaginava que essa publicação iria chamar tanta atenção mas queria esclarecer, meu pai não faleceu de Covid nem nada relacionado com o Covid.

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Ser professor hoje não é fácil – Vera de Melo Gouveia

Ser professor hoje não é fácil

 

A falta de professores nas escolas de Lisboa foi notícia, mas não é um facto, nem recente, nem restrito àquela região; não sendo novo, tem propensão para piorar e é transversal a todo o país. Entre as reivindicações apresentadas, a greve de professores no dia 11 de Dezembro também visava chamar a atenção para este problema.

Com o 25 de Abril, deu-se uma inestimável expansão do ensino, que se democratizou, perdendo o carácter elitista que o caracterizava. As escolas proliferaram por todo o país para facilitar o acesso de todos à educação, mas a consequente necessidade de contratar professores redefiniu os critérios de admissão para o exercício da docência, baixando o grau de exigência. Na consolidação do processo nos anos seguintes, tornou-se imperioso transferir o foco da questão de mais acesso para o da mais qualidade.

Convergente com a ideia de que o primeiro requisito para ensinar bem é saber bem o que se ensina – o que supõe, não só o conhecimento dos conteúdos, mas também dos seus aspectos metodológicos –, seguiu-se um período em que houve um inegável esforço por parte da tutela na formação dos professores. A partir do final da década de setenta do século passado, as habilitações académicas e as qualificações profissionais do corpo docente vieram progressivamente a melhorar, ao mesmo tempo que se verificou, até 2005/2006, um crescimento do número de professores em todos os níveis de ensino.

Acompanhando estas mudanças, a classe foi também envelhecendo. De acordo com o Relatório Técnico sobre a Condição Docente do Conselho Nacional de Educação, a média de idades do corpo docente, em 2015, situava-se nos 45 anos e, em 2019, segundo a PORDATA, no 2º e 3º ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário, por cada 100 professores com menos de 35 anos, havia 1595 com mais de 50.

Esta considerável tendência de envelhecimento pode ser vista como um indicador de estabilidade e de experiência profissional, mas não deixa de ser preocupante, sobretudo, se pensarmos no elevado número de professores que atingirão, nos próximos anos, a idade da reforma. Mais preocupante se torna quando constatamos que, dos jovens que pretendem completar o ensino superior, de acordo com o estudo da OCDE, Effective Teacher Policies, apenas 1,3% planeia tornar-se professor e, na sua maioria, são os alunos com um aproveitamento escolar abaixo da média.

Ser professor não é, portanto, uma carreira aliciante.

E o mesmo estudo identifica algumas das causas que a tornam pouca atractiva e sugere alternativas para as corrigir, sublinhando que os professores são a peça chave para o sucesso dos alunos e que é preciso criar condições para que consigam fazer o seu trabalho.

O ensino sempre foi uma actividade complexa, mas, à medida que a escola foi assumindo uma maior responsabilidade social, o papel do professor tornou-se cada vez mais exigente e difícil, sem que daí lhe advenham as correspondentes contrapartidas. Verifica-se, pelo contrário, um declínio do reconhecimento e da imagem social dos docentes. A incerteza de colocação, que não contribui para que os professores criem um sentimento de pertença em relação às escolas por onde passam, as constantes mudanças e ajustamentos curriculares, a burocracia que extravasa o horário (na maioria das vezes, sem proveito) não tornam a docência propriamente muito apelativa.

No estudo acima referido, uma importante estratégia sugerida para a valorização da profissão passa pelo processo de recrutamento que avalia as competências profissionais dos candidatos e mecanismos de avaliação dos professores. Avaliar e compensar os professores poderá ser uma maneira para atrair os melhores alunos, para ter bons professores.

A apregoada autonomia das escolas deveria permitir seleccionar aqueles docentes cujas competências, características e experiência melhor se ajustassem ao seu projeto educativo; ou estabelecer uma discriminação positiva para quem aceitar o desafio de leccionar nas escolas mais problemáticas.

Apesar das renovadas juras de amor pela Educação em 2017, Portugal acabaria por registar, em 2018, o rácio despesa pública em educação/PIB mais reduzido desde que há registos oficiais, passando a ocupar o 20º lugar da União Europeia, enquanto era 3º, no início do século.

Numa sociedade em que o desenvolvimento económico, social e humano assenta cada vez mais no conhecimento, o progresso do país cada vez mais depende da Educação e o futuro da Educação passa pela existência de bons professores. Ao Governo compete uma reflexão sobre este tema ou então sacudir a água do capote como fez o actual Secretário de Estado da Educação, João Costa, em relação aos resultados dos alunos do 4º ano em Matemática, na avaliação internacional Trends in International Mathematics and Science Study (TIMSS 2019).

As coisas não correm bem? Não olhem para mim que a responsabilidade não é minha. Os culpados? Os do costume. Os que foram Governo e estão agora na oposição.

 

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Se isto não significa que faltarão professores, não sei o que significará…

 

Até 2030 mais de metade dos professores do quadro (57,8%) poderá aposentar-se. Dos 89 925 docentes dos QA/QE e QZP, que em 1 de setembro de 2019 terão 45 anos e mais de idade, 51 983 (57,8%) poderão aposentar‑se num prazo de 11 anos: 17 830, nos primeiros cinco anos, 24 343 nos cinco anos seguintes e 9810 entre 2029 e 2030. Entre os grupos de recrutamento mais afetados por esta saída por aposentação destacam-se a Educação Pré-Escolar (73%); no 2º CEB – Português e Estudos Sociais/História (80%), Português e Francês (67%) e Matemática e Ciências Naturais (62%); no 3º CEB e ensino secundário – Educação Tecnológica (96%), Economia e Contabilidade (86%), Filosofia (71%), História (68%) e Geografia (66%) (Rodrigues et al, 2019). 

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Bravos? Somos, mas não necessitamos de aplausos. Podes ficar com eles…

Ministro da Educação deixa “bravos” às escolas, professores e alunos, mas não responde à oposição

No final do debate parlamentar de urgência pedido pelo PSD sobre educação, Tiago Brandão Rodrigues gastou os seis minutos disponíveis para fazer um cerrado ataque aos sociais-democratas, quer em matéria de educação quer, até, acusando-os de “patrocinar” o partido Chega.

“O PSD traz-nos aqui o que aconteceu entre 2011 e 2015 [período de Governo PSD/CDS-PP], um tempo de querubins e de querubinas, um tempo de serafins e de serafinas. E agora só Lucíferes, Belzebus, entes cornudos que existem por aqui a trabalhar a educação”, ironizou.

O ministro disse não compreender a urgência do PSD neste debate, “por não ver essa ansiedade no país”, e disse ter respondido “a mais de mil perguntas” das 1.252 perguntas que recebeu do parlamento.

“É da mais elementar justiça, o ministro da Educação vir dizer bravo às escolas, bravo aos diretores, bravo aos docentes, bravo aos não docentes, bravo aos alunos e bravo também suas famílias, que mesmo num tempo tão difícil conseguiram erguer em cada escola um espaço de segurança e de confiança”, saudou.

Para Tiago Brandão Rodrigues, a motivação do PSD ao convocar este debate “não foi certamente discutir a educação”, mas “surfar um conjunto de descontentamentos e dificuldades que sempre existem e existirão”

“Gostava de ver o PSD a defender a escola pública, mas o que vemos é o PPD/PSD a aplaudir a intervenção do deputado do Chega”, disse, considerando ter sido notório também no debate desta terça-feira que a ascensão do Chega é “patrocinada por parte do PSD”.

O ministro aconselhou ainda o deputado único André Ventura a frequentar algumas aulas de Cidadania e Desenvolvimento, acusando-o de ter confundido conceitos como casos e surtos que “as crianças conseguem distinguir”.

Às muitas perguntas feitas por todas as bancadas da oposição — sobre número de professores ou pessoal não docente em falta, as discrepâncias dos números oficiais de casos nas escolas e os apontados pelos sindicatos ou os maus resultados em estudos internacionais –, o ministro apenas repetiu o anúncio já feito na sexta-feira de que “mais 260 mil computadores estão a chegar às escolas”, somando-se aos cem mil já disponibilizados.

“As famílias não se deixam enganar, os professores, os diretores não se deixem enganar”, afirmou, pedindo ao PSD para deixar a “chicana política” e “ajudar a construir para que o segundo e terceiro períodos sejam tão positivos como foi o primeiro”.

Na resposta, o PSD acusou o ministro de “indigência inclassificável” e o deputado e vice-presidente da bancada Luis Leite Ramos comparou Tiago Brandão Rodrigues aos “vendedores de feira” que falam durante horas sem dizerem nada.

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A política indecorosa de João Costa no confronto com Nuno Crato – Santana Castilho

Os resultados do TIMMS, divulgados no início deste mês, confrontaram-nos com uma acentuada descida dos resultados dos alunos do 4º ano da escolaridade obrigatória, em Matemática. Numa escala de um a 1000, caímos da posição 541, em 2015, para a posição 525, apurada em 2019. E esta queda é tanto mais relevante se tivermos presente que, desde 1995, é a primeira vez que invertemos uma trajectória sempre crescente.
O secretário de Estado João Costa tem-se desdobrado em narrativas para culpar do desaire as políticas de Nuno Crato. Ora, concorde-se ou discorde-se delas, e eu discordei, muitas vezes com estrondo, essas políticas não impediram que, em 2015, se reforçassem as subidas anteriores (da posição 532 de 2011, passámos para a posição 541 em 2015). Estamos pois em presença de uma perversidade política e intelectual, que não pode passar sem censura.
Os alunos agora avaliados entraram no sistema educativo em 2015. Formalmente, estudaram até ao final do 1º ciclo sob a tutela das metas curriculares, introduzidas em 2013 por Nuno Crato. Formalmente, o “perfil dos alunos”, as “aprendizagens essenciais”, a “flexibilidade curricular” e demais ladainhas pedagógicas falhadas no passado e recuperadas pelo actual Governo, só foram generalizadas, a partir do 1º ano, em 2018/19. Mas, o deslassar da exigência e do rigor foram, desde o primeiro dia, a marca impressiva da actuação de João Costa, construtor primeiro da cultura de desvalorização da avaliação séria e útil dos alunos, que passou a ser proposta.
O TIMSS de 2019 testou alunos que fizeram o 1º ciclo, de 2015 a 2019, sob a égide de João Costa. O TIMSS de 2015 testou alunos que fizeram o 1º ciclo, de 2011 a 2015, sob a égide de Nuno Crato. Eram sobejamente conhecidas as visões pedagógicas diametralmente opostas de um e de outro. Foram agora conhecidos os resultados dos respectivos períodos, o de João Costa em contexto económico de crescimento, o de Nuno Crato em contexto económico de penúria. Ludibriar esses resultados, pintando um arco-íris no que ficou cinzento, é expediente lamentável da “piropedagogia” de João Costa, que removeu compromissos e responsabilidades, sob a bênção ignorante de Tiago Brandão Rodrigues.
Se pusermos de lado as diferentes matemáticas da análise da Matemática, mais do que a descida dos resultados deve preocupar-nos a subida das desigualdades, em correlação estreita com a menorização das orientações curriculares anteriores, a que nunca foi oposto novo modelo estruturado e coerente. Outrossim, fomos tendo um ambiente mais ou menos caótico no que toca à gestão do curriculum, com sinais que se excluíam uns aos outros, num crescendo da espiral de incertezas: os programas e as metas curriculares de Nuno Crato foram coexistindo com as orientações avulsas da Direcção-Geral de Educação; o folclore das “aprendizagens essenciais” e a brincadeira da “gestão flexível do curriculum” puseram cada um a divergir a gosto, sem que nenhum professor sério pudesse saber, em rigor, o que queriam que ele ensinasse, quer no ensino básico quer no secundário. O que o TIMMS de 2019 veio dizer aos futuristas do “perfil do aluno do século XXI” é que, por mais que ensaiem a falsificação da História, começaram a produzir jovens com menos conhecimentos e capacidades que os do século XX.
Já que João Costa aproveitou este ensejo para referir mudanças próximas, fica uma nota final.
No que toca ao ensino da Matemática, diz-me a evidência empírica que nos temos ocupado ora na escolha de conteúdos ora na análise de métodos, para cair, invariavelmente, no mesmo erro monolítico, qual seja o de desconsiderar constatações de há muito, a saber:
– Sendo certo que na terceira infância (6 aos 12 anos) as crianças começam a ser capazes de pensar com lógica, essa aquisição é gradual e a lógica de que podemos falar é predominantemente concreta.
– Só na adolescência (12 aos 20 anos) se começa a desenvolver, mais uma vez com um gradualismo que pedagogicamente não pode ser ignorado, a capacidade de pensar abstractamente.
– Uma espécie de capitalismo cognitivo vem cristalizando o debate, sempre que surgem desaires no ensino, em torno de receitas metodológicas superficiais, que nos afastam da consideração de razões mais profundas: políticas, sociais, económicas, direi mesmo, civilizacionais.
In “Público” de 23.12.20

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Não Temos Ministro da Educação, Temos Apenas um Político a Governar a Educação

Tiago Brandão Rodrigues gastou os seis minutos disponíveis para fazer um cerrado ataque aos sociais-democratas, mas não respondeu a qualquer pergunta da oposição.

 

 

O Ministro perdeu-se com coisas deste género:

“O PSD traz-nos aqui o que aconteceu entre 2011 e 2015 [período de Governo PSD/CDS-PP], um tempo de querubins e de querubinas, um tempo de serafins e de serafinas. E agora só Lucíferes, Belzebus, entes cornudos que existem por aqui a trabalhar a educação”, ironizou.

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Cada Vez Falta Menos…

… para os professores em início de funções com horário completo estarem a receber o salário mínimo. Muitos até já recebem menos devido às suas despesas com deslocações e uma segunda habitação.

Já era tempo de os aumentos salariais serem distribuídos também por quem recebe pelo menos até 2.000€

 

Governo dá luz verde a novo salário mínimo de 665 euros

Lisboa, 27/04/2020 – Decorreu hoje na TSF uma entrevista
conduzida por Ricardo Alexandre a Ana Mendes Godinho, Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social
(Orlando Almeida / Global Imagens)

O Conselho de Ministros aprova, esta terça-feira, o aumento do salário mínimo nacional (SMN) para 665 euros, mais 30 euros do que aquele que está em vigor.

A medida beneficiará um universo de 742 mil pessoas, o que corresponde a 21% dos trabalhadores de Portugal e 13,2% do total da massa salarial nacional.

A subida do SMN é vista pelo Governo como decisiva na estratégia global de devolução dos rendimentos, combate à pobreza e redução das desigualdades sociais. “É, também, uma forma de responder à crise, não através da redução dos salários, mas assumindo a centralidade dos salários e dos rendimentos como um instrumento determinante para a recuperação e estímulo do consumo interno”, justifica Ana Mendes Godinho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, ao JN.

O risco de pobreza dos trabalhadores em Portugal é de 13%. Desde que António Costa chegou ao Governo, o SMN já subiu 31,68%, o que equivale a um crescimento de 160 euros em seis anos. Quando tomou posse como primeiro-ministro, em novembro de 2015, o SMN estava em 505 euros. Em 2016 subiu para 530 euros, depois 557 euros, a seguir 580 euros, em 2019, 600 euros, este ano, 635 euros e, em 2021, será de 665 euros. Esta subida será acompanhada de um apoio extraordinário para as empresas fazerem face ao custo adicional, e que “será pago de uma vez só”, revela Ana Mendes Godinho. Os detalhes do apoio estão a ser delineados entre os ministérios do Trabalho, Economia e Finanças.

Paralelamente, o Governo atualizará os contratos de prestação de serviços do Estado em que haja muitos trabalhadores com salário mínimo, como forma de “garantir que o aumento acontece efetivamente nos trabalhadores abrangidos”.

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Torta educacional com recheio crocante de professores

 

Desde setembro que a minha vida se cumpre entre a casa e a escola, com o trajeto entre um ponto e outro a surgir como prelúdio de outra música cujo refrão termina em Covid. O dicionário diz-me que prelúdio é uma peça musical que antecede outra, como é o caso, por exemplo, das “fugas”, e confesso que nunca um género musical rimou tanto com os meus sentimentos.

Quem me conhece, mesmo vagamente, sabe que gosto de brincar com a arte da culinária, como gosto de brincar com as palavras, com todo a ausência de pretensiosismo que é possível imprimir em algo que mais não é do que divertimento (num caso como no outro).

Esta é uma receita imaginária, bastante económica – diria mesmo que traz grandes ganhos –, perfeita para ser saboreada num país que vive sob o espectro de dificuldades cada vez maiores. Poderá, em certas regiões do país, ser difícil encontrar à venda alguns ingredientes, em especial para o recheio crocante. Nesses casos, poder-se-ia experimentar substituir os professores por outras classes profissionais, mas dificilmente o amontoar deles nas quantidades necessárias para a receita acontece nos tempos que correm.

Vamos apenas imaginar que vivemos num país em que a maior parte dos professores tem mais de cinquenta anos. Excetuando o vinho do Porto, não me recordo, assim de memória, de algum produto que mantenha a validade com esse peso do tempo em cima. Em consequência, receio que apenas um cozinheiro jovem e ainda criativo, certificado por experiência adquirida no estrangeiro, esteja apto a concretizar esta receita, porventura munido de um saber inacessível a todos nós, meros admiradores menores desta arte maior.

Enfim, como cozinhar não requer palavras, avancemos com a boa vontade das mãos (que, curiosamente, também servem para escrever a receita que se segue).

Preparação:

Batem-se bem os professores e os alunos, até se obter uma mistura bem espumosa e homogénea. Este passo pode ser executado numa máquina “mini” com som estéreo. Também é viável bater à mão. O que verdadeiramente importa é que a mistura fique consistente, com os ingredientes bem unidos. A proporção será de um professor para (sejamos poupados) vinte e sete alunos. Mais do que um professor já será abusar desnecessariamente desta substância. Adicionalmente, como a maioria dos professores cultivados neste jardim tem mais de cinquenta anos, é preciso garantir previamente que este ingrediente, por se encontrar mais ressequido pelo tempo, ficou bem moído ao passar pela peneira. Este processo é bastante demorado até se obter a moagem perfeita: três meses, no mínimo.

Junta-se o ar da sala lentamente, durante um período de 90 minutos, envolvendo tudo em ventilação reduzida ou nula e nos gritos de protesto dos alunos por causa do frio que os tolhe (para a ventilação, é essencial escolher janelas que só abram obliquamente dez centímetros no topo). Esta instrução deve ser repetida pelo menos três vezes para ser eficaz, permitindo despertar e misturar todos os eflúvios que pairam na sala.

Transfere-se, depois, a massa obtida para um tabuleiro forrado com papel vegetal (serve qualquer outro tipo de papel usado nas escolas), untado com óleo.

Coloca-se na grelha do forno, pré-aquecido a 200˚ até dourar e estalar, mas sem deixar chegar ao fim, à reforma, fazendo o teste do palito. Retira-se assim que este sair seco. Não esquecer de utilizar uma das muitas grelhas educacionais disponíveis na cozinha.

Ter em atenção que cozinha muito depressa, entre dez a quinze minutos. Se demorar mais tempo, corre-se o risco de ficar irremediavelmente estragado.

Desenforma-se sobre reuniões presenciais polvilhadas com papéis mascavados e junta-se também raspa de discussão, que é opcional e não deve ser utilizada com sobranceria, por causa da acidez.

Cobre-se com o recheio de professores que ficou em vasilha à parte, depois de ter sido passado na sertã para o tornar crocante, e enrola-se.

Deixa-se arrefecer enrolada no pano, só transferindo para um prato depois de fria. Ou de morta.

 

Jorge Pinho

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Obrigaram-me a não trabalhar e querem-me pôr à fome nesses dias?

Há situações que me fazem duvidar de certas intenções. Que culpa tenho eu que me tenham posto em casa dois dias? Obrigaram-me a não trabalhar. Trouxe-me mais inconvenientes que outra coisa, havia programado as atividades letivas e tive que refazer a programação, adiar testes… por mais estranho que possa parecer a alguns céticos estes foram os comentários e a realidade que ouvi e vi.

O Governo decretou a suspensão das atividades letivas nos dias 30 de novembro e 7 de dezembro através do n.º 4 do artigo 22.º do Decreto n.º 9/2020, de 20 de novembro.

Os serviços administrativos estão a preparar-se para não pagar esses dois dias.

Salvo melhor opinião, ao tratar no mesmo artigo a tolerância de ponto da Função Pública e a suspensão das atividades letivas, está-se – erradamente – a enquadrar, para efeitos de remuneração, os dois assuntos no mesmo regime legal e, dessa forma, a não remunerar os dois dias de suspensão das atividades letivas. Enquanto que no primeiro caso, tolerância de ponto, é dada ao trabalhador a opção de faltar, no segundo caso, suspensão das atividades letivas, essa opção não existe. O trabalhador não será remunerado por dias em que, por decisão da tutela, não lhe é permitido trabalhar.

Se não me é permitido trabalhar, não posso ser prejudicado por isso. Ponto final.

E ninguém fala disto?

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Aos interessados e “entalados” no 6.º escalão

 

No âmbito do Processo 1646/20.6BELSB, Procedimentos de Massa, que corre seus termos no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, Unidade Orgânica 5, torna-se público, hoje, dia 21 de Dezembro de 2020, o anúncio de citação dos contra-interessados, no âmbito do Processo 1646/20.6BELSB (Procedimentos de Massa).

 

Processo n.º 1646/20.6BELSB

 

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A Estrela de Belém em direto

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42.173 professores poderão aposentar-se nos próximos dez anos

 

A maioria dos professores em Portugal tem, pelo menos, 50 anos e quase não existem docentes com menos de 30 anos (0,6%), sublinha o relatório “Estado da Educação 2019”, divulgado hoje pelo CNE.

Segundo o CNE, a maioria dos docentes das escolas poderá estar reformado até 2030: Dos quase 90 mil docentes que em setembro do ano passado tinham, pelo menos 45 anos, quase 52 mil (57,8%) poderão aposentar-se nos próximos dez anos.

Até 2024, deverá haver menos 17.830 professores, nos cinco anos seguintes serão menos 24.343 e finalmente, entre 2029 e 2030, outros 10 mil poderão deixar a profissão, segundo um estudo do CNE.

Nas escolas, as maiores faltas serão de professores de educação pré-escolar (73%) e, no 2º ciclo, vão sair essencialmente professores das disciplinas de Português, Estudos Sociais/História, Francês, Matemática e Ciências Naturais.

Educação Tecnológica, Economia e Contabilidade, Filosofia, História e Geografia são as áreas em que deverá haver mais reformas no 3º ciclo e secundário.

 

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Abandono escolar em mínimos da década

 

Abandono escolar baixou, mas jovens gostam pouco da escola

Reduzimos o abandono escolar, aumentámos a taxa de emprego dos recém-diplomados, temos mais crianças na pré-escola e há mais estudantes no ensino profissional, embora ainda abaixo da meta prevista.

Há, contudo, um dado que estraga o retrato: quase um terço dos alunos de 11, 13 e 15 anos não gosta da escola. E a segunda coisa de que menos gostam é das aulas.

“Isso é o que me preocupa mais”, admite Maria Emília Brederode dos Santos, presidente do CNE. “Todos os indicadores têm vindo a melhorar e em 2019 tivemos os melhores resultados de décadas – chegámos quase às metas para 2020. Mas também temos essa informação que é muito delicada e que tem de ser muito tida em conta”, acrescenta.

Em declarações à Renascença, Maria Emília Brederode considera que este desinteresse dos jovens estará “muito ligado à ênfase que a escola está a dar aos resultados académicos”, em detrimento “do lado socioemocional, que não está a ser tão tido em conta”.

É preciso estimular os jovens, defende. O ensino em Portugal ainda assenta muito no princípio do “conhecer e reproduzir”, quando devemos “procurar que as aulas e as aprendizagens sejam mais um desafio ao raciocínio e à criatividade de cada um e menos apenas uma reprodução do que já existe e que já se sabe e que já está no computador e no telemóvel”.

Além disso, Maria Emília Brederode dos Santos mostra-se muito preocupada com a reduzida atividade física dos estudantes portugueses, sobretudo, entre as raparigas.

 

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Taxa de retenção no básico no nível mais baixo da década

 

As taxas de retenção, atingiram em 2019 o valor mais baixo da década, no ensino básico, mantendo a “tendência descendente dos últimos anos”. É no 2.º ano de escolaridade que se observam as taxas mais elevadas de retenção (4,9%), assim como, globalmente, na transição entre ciclos.

A taxa de conclusão no ensino básico, que tem vindo a crescer desde 2012-2013, alcançou em 2019 o valor mais elevado da década (94,5%), refere o relatório, sublinhando que o Alto Minho, o Cávado, o Tâmega e Sousa e o Ave foram as regiões onde se registaram as taxas mais elevadas.

 

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Escolas perderam mais de 4000 não docentes

Quanto ao número de profissionais não docentes nas escolas, o relatório do Estado da Educação conclui que houve uma quebra de 4409 funcionários entre o ano letivo de 2009-2010 e o de 2018-2019. De acordo com o relatório, “observa-se uma diminuição, a partir de 2013-2014, do número de profissionais não docentes no ensino público, fenómeno que se estendeu também ao ensino privado. Neste grupo de profissionais incluem-se, além dos assistentes técnicos e operacionais, os técnicos especializados que “abrangem diferentes áreas – psicólogos, formadores, técnicos de serviço social, terapeutas da fala, intérpretes de língua gestual portuguesa, animadores culturais ou sociais, entre outros”.

 

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Estado da Educação. Professores envelhecidos e poucos querem ingressar na profissão

No curso de Educação Básica, que permite aceder ao mestrado que habilita para a docência (pré-escolar e 1.º e 2.º ciclos), inscreveram-se apenas 384 alunos, para um total de 739 vagas na 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior de 2019. Algumas instituições não tiveram qualquer colocado no referido curso, diz o relatório do Estado da Educação 2019. Até 2030, mais de metade dos professores do quadro poderá aposentar-se

A percentagem de docentes, em exercício de funções na educação pré-escolar e nos ensinos básico e secundário, com idade igual ou superior a 50 anos, no ensino público, não pára de aumentar (54,1%), em contraponto com a percentagem dos que têm menos de 30 anos e que, feitas as contas, é quase residual (0,6%) em 2018/19.

Os números são reveladores e até assustadores. Há hoje menos 4525 professores do 1.º ciclo do ensino básico do que havia no início da década em estudo. E enquanto os docentes com menos de 30 anos foram diminuindo (eram 10,2% e representam agora 1,3%), os que têm 50 ou mais anos viram a sua percentagem aumentar de 25,1% para 39,5% em igual período.

No 2.º ciclo registou-se uma diminuição de 11.006 professores no ensino público e 821 no ensino privado e, tal como no 1.º ciclo, também aqui houve um aumento do número de docentes com 50 ou mais anos (de 32,6% para 54,7%).

No 3º ciclo do ensino básico e secundário a história repete-se, ou seja, assistiu-se a uma diminuição progressiva do número de docentes. Em 2018/19 os números indicam menos 12.714 docentes do que em 2009/10. Também aqui o grosso dos docentes está acima dos 49 anos (passaram de 24,3% para 51%).

 

 

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Boas Reuniões

Deveriam começar amanhã a generalidade das reuniões de avaliação do 1.º período, mas pelo que vou vendo já se realizaram reuniões a semana passada e por acordo dos professores também se realizaram ontem, sábado. Não discordo daqueles que aceitaram reunir ao sábado em detrimento de reunir dia 23 e/ou 24 de dezembro (por sinal dia de tolerância de ponto).

Por regra as reuniões de avaliação apenas podem existir após o fim das atividades letivas, e de acordo com o calendário escolar isso acontece apenas no dia 18 de dezembro (mas nem isto é normalizado porque existem atualmente escolas que terminam as atividades letivas dia 22 ou 23 de dezembro, porque optaram pela semestralidade).

Espero que todos tenham optado pelas reuniões à distância e que não tenham de entregar a pauta assinada  presencialmente, pois não é nada aconselhável que os pais possam ir à escola ver as notas afixadas nas vitrines das escolas. E já agora, a ata assinada também pode ficar em quarentena para ser entregue no início do 2.º período, até porque um simples envio por e-mail da ata é mais do que suficiente para comprovar o trabalho feito na reunião.

Aproveitem para terem os maiores cuidados para se juntarem na quinta-feira junto daqueles que mais gostam.

 

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O que já se esperava… Ministério da Educação não prevê mudar calendário letivo

 

A Federação Nacional de Educação propôs o adiamento do segundo período do ano letivo,
mas o Ministério da Educação diz que não haverá alterações no calendário escolar.

A covid-19 chegou a escolas de norte a sul do país durante o primeiro período. O ministro da Educação diz que a forma como o ano letivo decorreu até agora é uma aposta ganha.

Num esclarecimento enviado à SIC, o Ministério da Educação afirma que as aulas do segundo período começam na data prevista.

Uma decisão que não agradou à Federação Nacional de Educação.

João Dias da Silva explica que a Federação enviou uma carta enviada à tutela esta sexta-feira a fazer a proposta tendo em conta o possível aumento de infeções depois do Natal e do Ano Novo.

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OS ALUNOS DA ESCOLA DO LAGARTEIRO VENCERAM O TERCEIRO PRÉMIO COM FILME PELO FIM DA VIOLÊNCIA

Os alunos do 4.º ano da Escola do Lagarteiro, no Porto, juntaram-se e fizeram um vídeo a apelar ao fim da violência sobre todas as formas: racismo, xenofobia, bullying e discriminação. Através de várias animações e ao som de uma música, criada e cantada pelos próprios, os alunos pedem para que a escola seja um local seguro para se aprender e brincar. Ser-se criança simplesmente.

 

 

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De recomendações está o governo cheio…

Basta ver o partido que votou contra para se concluir que é mais uma recomendação para cair em saco roto.

Parlamento aprova recomendação de testes gratuitos nas escolas

A Assembleia da República aprovou, esta sexta-feira, um projeto de resolução do BE que recomenda a disponibilização de testes à covid-19 gratuitos para professores, trabalhadores não-docentes e alunos.

O texto foi aprovado apenas com os votos contra do PS, merecendo o apoio das restantes bancadas e deputadas.

A resolução – sem força de lei – recomenda ao Governo que avalie, em articulação com as autarquias e os serviços de saúde pública, “a criação de um programa para a realização de testes covid-19 gratuitos a professores/as, alunos/as, assistentes operacionais, assistentes técnicos e técnicos especializados das escolas públicas”.

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Para o Ano o ME Vai Reunir com os Sindicatos

Chegou ontem às organizações sindicais uma convocatória de reunião para ser feito o balanço do 1.º período.

A reunião será realizada no dia 7 de janeiro e não tem mais qualquer ponto na ordem de trabalhos.

 

Exmos. Senhores,

Encarrega-me a Senhora Secretária de Estado da Educação, Inês Ramires, de convocar V. Exas para reunião a realizar no dia 7 de janeiro de 2021, às 15h30, nas instalações do Ministério da Educação – Centro de Caparide, sitas na Rua Principal do Alto do Espargal, n.º 382 – Caparide, 2785-391 S. Domingos de Rana, concelho de Cascais.

A agenda da referida reunião tem como ponto único – o balanço do 1.º período.

Atendendo ao atual estado de emergência, agradece-se confirmação e que essa estrutura sindical participe representada por apenas 1 elemento.

Mais se informa que foram convocadas, em simultâneo, para a mesma data e hora outras estruturas sindicais nos termos habituais.

Com os melhores cumprimentos,

Natanael Vinha

Chefe do Gabinete

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Conheça o «Sim Somos Capazes»

Conheça o «Sim Somos Capazes», o projeto que orgulha a Freguesia de Canelas

Sara Ferreira, Pedro Martins e Pedro Durães. São estes os nomes dos «fundadores» do projeto social «Sim, Somos Capazes» que em 2017 se instalou no Agrupamento de Escolas de Canelas e que hoje é já uma referência na cidade e não só. Perante o término da escolaridade obrigatória e a falta de respostas sociais e de integração, a preocupação dos pais deu lugar ao nascimento do projeto.

Com Luís Baião ao leme – o recente nomeado e finalista ao Prémio Professor do Ano – o «Sim, Somos Capazes» avançou “com uma bancada, café e bolos” num edifício do Agrupamento de Escolas, onde coabitam com a Academia Sénior ou alunos de alguns Cursos do IEFP, em parceria com a Associação Desportiva e Cultural Santa Isabel.

Agora no «Sim Café», os alunos e o mentor do projeto, contam ao Mundo Atual tudo o que fizeram desde então, a começar pelas muitas obras realizadas “com o dinheiro que ganhávamos na venda de bolos e café” e num espaço onde se “amontoava lixo”.

O objetivo principal é que eles adquiram competências para serem posteriormente inseridos no mercado de trabalho. E aqui desenvolvemos várias atividades nesse sentido.

Desde então muita coisa mudou. A começar pelo número de jovens, atualmente são 15, mas até 2022 serão 20, sendo que dois já estão “com contratos emprego inserção: a Sara e o João”, conta-nos Luís Baião enquanto nos guia por uma visita às instalações, a começar pela nova cozinha onde no dia da nossa visita se realizava um Workshop de Culinária.

A cozinha, preparada para servir almoços, foi uma obra dos jovens e dos pais, e foi pensada para servir refeições leves e simples a toda a comunidade. No entanto, tendo em conta o espaço reduzido, a ideia foi adiada devido às limitações impostas pela Covid-19.

Seguimos para a sala de música, de ensaios e de composição, onde a Banda do Sim interpreta poemas de autores portugueses – no dia da nossa visita fomos brindados com o «Mar Português».

Já no exterior, existe uma estufa hidropónica, com alfaces que se vendem para fora e que seriam usadas também no restaurante, uma estufa com morangueiros e tomateiros, um galinheiro, dois pomares e uma oficina. Mas entre as atividades estão ainda a jardinagem, já que são estes jovens que tratam das zonas verdes de toda a escola, o grupo de teatro, o surf, a vela, entre outras.

“O objetivo principal é que eles adquiram competências para serem posteriormente inseridos no mercado de trabalho. E aqui desenvolvemos várias atividades nesse sentido”, acrescenta ainda o professor, que nos mostra tudo que por ali se vai fazendo diariamente.

Luís Baião não tem dúvidas que “o sucesso deste projeto é comunitário porque existe um forte impacto na comunidade local”, algo que o deixa extremamente “orgulhoso”.

Por isso, o «Sim, Somos Capazes» será replicado noutras freguesias.

“Já tive reuniões nesse sentido. A resposta que será dada em Mafamude, em Oliveira do Douro, em Olival não será a mesma que temos aqui porque será feita por pessoas diferentes. Mas há um fio condutor que é ouvir as pessoas e perceber o que querem. E é assim que os projetos resultam”, acrescenta.

O «Sim, Somos Capazes» viu o seu projeto ser aprovado no Programa de Parcerias para o Impacto da «Portugal Inovação Social» com uma verba de 231 mil euros, dos quais 70 mil serão financiados pela Câmara de Gaia.

“O primeiro apoio que recebemos da Câmara foram 600 euros e nós fizemos milagres com aquele dinheiro! Mas naquela altura era o que precisávamos. Entretanto, foram apoiando e foram vendo a seriedade do nosso trabalho e associaram-se a este movimento.

E agora surgiu o Programa para 3 anos. É muito bom!”, conta Luís Baião, admitindo que as “apesar de as expetativas serem otimistas quando o projeto foi criado, as mesmas acabaram por ser excedidas tendo em conta tudo que assistimos agora, nomeadamente o envolvimento da comunidade”.

O projeto venceu ainda o prémio Escola Amiga, da Leya Educação, na categoria de Cidadania e Inclusão, e conquistou assim 500€ em livros assim como um cheque-oferta no valor de 1000 euros em materiais escolares, oferecido por um parceiro.

“Começa a haver reconhecimento pelo nosso trabalho e, por isso, não deixa de ser um orgulho para todos. Tudo isso acaba por nos dar credibilidade e exposição”, sublinha o professor.

Relativamente ao futuro, Luís Baião diz que o trabalho em Canelas passa apenas “por ouvir, absorver as ideias, que surgem todos os dias, e transformar sonhos em realidade”.

“O dia-a-dia destes jovens, vê-los felizes, saber que os pais estão agradecidos, o reconhecimento da comunidade, da escola, dos colegas, isso é que enche o coração e é fabuloso”, conclui o professor.

 

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O adiar do início do 2.° período não evitará nada do que ai vem…

Covid-19. Diretores sugerem adiamento do regresso à escola em janeiro para evitar nova onda de contágios

Desde 2 de novembro que os mais de mil alunos do ensino secundário e profissional das duas escolas públicas de Paços de Ferreira voltaram “temporariamente” para casa, seguindo as aulas à distância, como já tinham sido forçados a fazer no passado ano letivo. Foi o único concelho do país onde a Direção-Geral da Saúde mandou fechar os estabelecimentos deste nível de ensino durante vá­rias semanas. E mesmo depois de a situação epidemiológica melhorar, os jovens mantiveram-se afastados da escola. O regresso só vai acontecer em janeiro.

Nem em Lousada nem em Felgueiras, os outros dois concelhos com maior incidência de casos por 100 mil habitantes, as autoridades tomaram decisão semelhante e no resto do país o fecho de escolas foi residual. Aconteceu durante duas semanas apenas em Borba e Vila Viçosa e poucos mais casos são conhecidos. O Ministério da Educação nunca quis divulgar os dados nem sobre os estabelecimentos de ensino nem em relação ao número de alunos que tiveram de ir para casa em determinado momento por terem testado positivo ou por terem tido contacto de alto risco.

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Tolerância de ponto 24 de dezembro

Primeiro-ministro assina despacho de tolerância de ponto para 24 de dezembro

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Ministro apareceu e falou na “aposta ganha”

Aulas presenciais são “aposta ganha”, mas ministro faz aviso sobre Natal

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, assinalou esta sexta-feira o fim do primeiro período do ano letivo com uma visita a uma escola em Vila Praia de Âncora, em Caminha, enaltecendo o trabalho “incansável” feito pelos diretores, pelas comunidades educativas, pelos docentes e não docentes na articulação com as famílias, autarquias e a tutela.

“O balanço é extremamente positivo. Quero agradecer todo o trabalho feito pelos diretores das escolas, pelas comunidades educativas, pelos docentes e não docentes. Um trabalho incansável de articulação com as famílias, as autarquias que foram inexcedíveis e com todos dos serviços do Ministério da Educação”, disse o ministro, em declarações aos jornalistas, lembrando o “período muito complexo” aquando do encerramento das escolas.

“Todos nos recordamos onde estávamos em julho, agosto, setembro, onde sabíamos que íamos enfrentar uma grande provação, com mais perguntas do que respostas, mas todos acreditamos que era necessário voltar para as atividades letivas presenciais”.

Depois disso, “houve um entendimento entre todos que era necessário voltar às aulas presenciais. (…) Os alunos sempre nos disseram que preferiam e sabiam que aprendiam mais no ensino presencial. Passado este tempo, estamos aqui também a celebrar o final do perído letivo“, afirmou Tiago Brandão Rodrigues, para quem a forma como decorreu este primeiro período “é uma aposta ganha”.

Nesse sentido, “temos de continuar a trabalhar para que continuemos a ter a maior normalidade possível” no decorrer do ano escolar, firmou.

Frisando que as escolas têm sido “genericamente lugares seguros”, o ministro garantiu que a articulação entre as comunidades escolares e as autoridades de saúde vai continuar “para que sempre que haja um caso suspeito, a resposta seja o mais célere possível”.

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Computadores chegam às escolas a “conta-gotas”

Computadores chegam às escolas a “conta-gotas”

Os diretores das escolas queixam-se da demora na distribuição dos computadores prometidos em abril deste ano, mas o Ministério da Educação garante que a entrega dos 100 mil equipamentos estará concluída no final do primeiro período, cujas aulas terminam esta sexta-feira, sendo o seu encerramento formal apenas no final do ano.

Depois, até ao final do segundo período, avançou a tutela ao “Jornal de Notícias”, deverão chegar “mais 260 mil computadores”. A segunda encomenda já foi, aliás, adjudicada, acrescentou o ministério tutelado por Tiago Brandão Rodrigues.

Do lado das escolas, Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores e Escolas Públicas (Andaep), refere que os equipamentos estão a chegar a “conta-gotas” e que o processo “é moroso e burocrático”. Além disso, alguns dos computadores que já chegaram aos estabelecimentos de ensino ainda não foram entregues aos alunos. A Setúbal, à Escola Secundária de Bocage, conta o “Jornal de Notícias”, chegaram 16 computadores, dos cerca de 150 previstos, mas nenhum foi ainda entregue aos jovens, já que é necessário configurá-los.

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Professores devem ser os ‘primeiros da fila’

Professores devem ter prioridade na vacinação contra a Covid-19, diz a UNESCO

Entidade destacou que as escolas são insubstituíveis e que os Professores devem ser os ‘primeiros da fila’ para serem imunizados contra o coronavírus

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) pediu na segunda-feira (14) aos governos que priorizem os professores no acesso às vacinas contra a Covid-19, ao considerar que estes profissionais devem ser tratados como trabalhadores da “linha de frente”, informou a agência France Press.

“Ao ver os avanços positivos em relação à vacinação, acreditamos que os docentes e o pessoal de apoio à educação devem ser considerados grupo prioritário”, disse a chefe da UNESCO, Audrey Azoulay, em mensagem conjunta em vídeo com o director da organização de docentes da Internacional da Educação (IE), David Edwards.

Azoulay e Edwards destacaram que, quando as escolas e outros centros educacionais foram fechados para evitar a propagação do vírus, os docentes e o pessoal de apoio continuaram a trabalhar.

À medida que as aulas migraram para a internet, “reinventaram a forma como ensinamos e aprendemos”, disseram. E nos locais em que as escolas reabriram, os Professores regressaram “corajosamente” às salas de aula.

Destacando que as escolas são “insubstituíveis”, a UNESCO, com sede em Paris, e a IE, com sede em Bruxelas, pediram que os Professores estejam entre os primeiros da fila para ser vacinados.

Que cada um veja, oiça, leia, e retire as suas conclusões:
Plano de Vacinação Portugal – Intervenção do professor Ricardo Silva com resposta de
Francisco Ramos (Coordenador do Plano de Vacinação) – 7 dez 2020:
https://drive.google.com/file/d/1n3CBNQ_7SXDMTGOD_zYQuETCBCyzWfXy/view?usp
=sharing
Plano de Vacinação EUA – Joe Biden (Professores incluídos no grupo prioritário) – 9 dez
2020:
https://drive.google.com/file/d/11-
uZPvxwGmMyECMQVqe1jYObXcvNJD4n/view?usp=sharing
Unicef defende que professores sejam prioritários nos Planos de Vacinação – 15 dez
2020:
https://www.dn.pt/mundo/unicef-defende-que-professores-tenham-acessoprioritario-as-vacinas-13139490.html

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2.º Período Começa Mesmo a 4 de Janeiro

António Costa referiu que as aulas do 2.º período começam na data prevista inicialmente, dia 4 de Janeiro.

E eu tenho muitas dúvidas que as restrições de circulação a partir das 23 horas do dia 31 de Dezembro impeçam as famílias de se juntar à mesa ao jantar. É que para além de se juntarem à mesa é também provável que passem a juntar-se o resto da noite nas mesmas casas.

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“Professor do Ano” nas ciências atribuído a Paulo Sanches pelo segundo ano consecutivo

O professor da Escola Secundária de Moimenta da Beira, Paulo Sanches, foi distinguido novamente como “Professor do Ano” nas ciências. O docente recebe esta distinção pelo segundo ano consecutivo.

O prémio foi atribuído este ano pela Comissão Editorial da Casa das Ciências, depois do galardão de 2019 dado pela Agência Ciência Viva.

A Casa das Ciências justificou o prémio a Paulo Sanches pelo “seu mérito como docente e da sua disponibilidade de partilhar a sua experiência com os colegas, os alunos e a comunidade em geral”.

O docente tem sido conhecido por ser um dos melhores divulgadores da cultura científica e tecnológica em Portugal. Em Moimenta da Beira, onde é professor de Física e Química há 22 anos, tem vindo a organizar vários eventos científicos, incluindo a maior concentração de telescópios que se realiza em Portugal e o projeto do “Sistema Solar à escala do Concelho”, tendo ainda se envolvido na organização de 2009 – Ano Internacional da Astronomia.

 

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Telescola sem alunos na RTP Memória

 

Telescola sem alunos na RTP Memória

0,0% de rating e 0,0% de share, são os números que marcam a maioria das aulas do dia no #EstudoEmCasa, transmitido de segunda a sexta-feira pela RTP Memória.

As novas aulas da telescola, que têm estado no ar desde o início do novo ano letivo, não repetem o sucesso da primeira edição da iniciativa, e têm mantido o canal do grupo público durante a maior parte do dia com números residuais de audiência.

Nas 148 aulas emitidas desde setembro, a média não ultrapassa os 0%, e se formos olhar o detalhe, a aula mais vista desde o início do ano letivo teve um auditório de 16,8 mil espectadores. Esta terça (15), por exemplo, as disciplinas de Educação Artística, Educação Tecnológica, Português Língua Não Materna e Francês – 3.º Ciclo não tiveram qualquer espectador detectado pelos audímetros da GfK/CAEM.

Estes números estão a pressionar a média da RTP Memória, que terminou o dia com um share de 0,5% e nunca superou os 0,6% mensais desde setembro, mesmo sendo emitida em todo o país através da Televisão Digital Terrestre (TDT). Entre março e junho, o cenário foi inverso, com a ausência de aulas presenciais a exponenciar a procura dos conteúdos educativos do #EstudoEmCasa, que chegaram mesmo a liderar audiências.

 

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Condenada na praça pública, demitida e ilibada pelo tribunal

 

Tribunal absolve professora de Português de passar enunciado de exame a aluna

Juíza lembra que explicanda teve mau desempenho na prova, 9,5 valores, e que um universo de 54 pessoas teve potencialmente acesso aos exames durante todo o processo de elaboração.

O Tribunal Criminal de Lisboa ilibou no mês passado a professora de Português Edviges Ferreira de ter passado a uma aluna o enunciado do exame do 12.º ano da disciplina em 2017.

 

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Matemática, TIMMS e trabalho em curso – João Costa

 

Matemática, TIMMS e trabalho em curso

A propósito dos resultados dos alunos portugueses a Matemática no último TIMMS, importam os factos:

Facto 1: Os alunos que participaram neste estudo frequentavam o 4.º ano em 2018/2019, tendo entrado para o 1.º ano em 2015/2016, ano em que o XXI Governo tomou posse.

Facto 2: Os alunos desse ano já não realizaram exames no final do 4.º ano.

Facto 3: O XXI Governo desenvolveu e tem vindo a implementar, no plano curricular, um conjunto integrado de políticas educativas, das quais vale a pena referir: as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, com identificação de conteúdos e estratégias na área da numeracia, o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, a Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania, o regime jurídico da Educação Inclusiva, o Programa Nacional para a Promoção do Sucesso Escolar, o Apoio Tutorial Específico, o lançamento do Plano Nacional de Leitura para a década 2017-2027 e do Plano Nacional das Artes, a Flexibilidade Curricular, a identificação de Aprendizagens Essenciais, a introdução de provas de aferição com informação desagregada e qualitativa, a regulação progressiva da rede do Ensino Profissional.

Facto 4: De todas estas medidas, apenas o fim dos exames de 4.º ano afetou os alunos que participaram no TIMMS 2019. Ou seja, estes alunos trabalharam ainda com os Programas de 2007 – revogados antes do prazo normal de seis anos de vigência e sem avaliação – e beneficiaram do Plano de Ação da Matemática – cujo relatório de impacto e eficácia não foi divulgado. Tudo o resto entrou em vigor apenas para o 1.º ano de escolaridade em 2017/2018 nas escolas-piloto e em 2018/2019 nas restantes.

Facto 5: Não há correlação entre a introdução de mais autonomia e flexibilidade na gestão do currículo e os resultados do TIMMS 2019 por duas razões principais: os alunos que participaram no estudo não foram abrangidos por esta medida; o ensino particular e cooperativo já dispunha deste instrumento e do mesmo grau de autonomia e não consta que tenha piores resultados por isso.

Facto 6: Não há correlação entre os resultados do TIMMS 2019, ou do PISA 2018, e a existência de exames no final do primeiro ciclo por duas razões principais: a trajetória ascendente nos vários estudos, desde final dos anos 90, nunca foi acompanhada de exames de final do 1.º ciclo, mas sim pelas então consideradas inúteis e facilitistas Provas de Aferição; além disso, quando se tenta estabelecer a mesma correlação entre resultados de outros países e o desempenho no TIMMS, nada sustenta que os melhores desempenhos aconteçam em países com exames no final do 1.º ciclo. Na verdade, a generalidade dos países não os tem.

Facto 7: O Governo tem vindo, desde a legislatura anterior e com menção específica no Programa do XXII Governo, a estudar e a agir sobre a aprendizagem da Matemática. Listo as seguintes iniciativas: auscultação de escolas, associações profissionais, sociedades cientificas e representantes dos encarregados de educação (desde 2016); sistematização de dados das classificações a Matemática, que analisam o seu perfil com diversas variáveis de contexto, como as utilizadas nos estudos internacionais (desde 2017); produção de orientações para a gestão das Metas Curriculares do Ensino Secundário (em 2016), face à evidência de ausência de tempo para sistematização e cobertura de todos os conteúdos; introdução da competência essencial “Raciocínio e Resolução de Problemas” no Perfil dos Alunos – área em que os alunos portugueses tiveram piores desempenhos (2017, em vigor para todas as escolas em 2018/2019); participação no estudo internacional de análise comparativa dos currículos de matemática (desde 2018); publicação das 50 medidas com maior eficácia desenvolvidas por escolas e municípios no âmbito do PNPSE (em 2019); criação do Grupo de Trabalho coordenado pelo Professor Jaime Carvalho e Silva com a missão de analisar a evolução dos resultados da disciplina nas duas últimas década, a eficácia e a eficiência dos diferentes planos e medidas dirigidas à melhoria das aprendizagens em Matemática e à promoção do sucesso escolar, a evolução dos resultados dos estudos de comparabilidade internacional, os instrumentos de avaliação interna e externa, as metodologias de ensino e o seu impacto nos resultados. Deste trabalho foi produzido em 2019 um relatório de recomendações, do qual resulta, entre outras medidas, a necessidade de revisão das orientações curriculares.

Tudo isto são factos, quase todos bastante noticiados e discutidos na apresentação de resultados do TIMMS à imprensa. Existe uma ação continuada por parte do Ministério da Educação; não há revogação de legislação sem avaliação do que está em vigor, mesmo que isso torne os processos mais morosos. A escola é um lugar onde se ensina e se aprende. E é quando se aprende que se obtêm resultados. Por isso, não hesitamos em assumir “o discurso das aprendizagens”, porque sem estas não há resultados.

Há cinco anos, publiquei um texto neste jornal, intitulado “O sucesso escolar não tem dono”. Não é um problema deste ou daquele. É, em primeira instância, um problema social que não se resolve vendo quem grita mais alto.

 

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“Novo” Estado de Emergência até 7 de janeiro

Mais apertado para os meninos desobedientes… “A violação do disposto na declaração do estado de emergência, incluindo na sua execução, faz incorrer os respetivos autores em crime de desobediência”

 

Presidente da República propõe ao Parlamento renovação do estado de emergência até 7 de janeiro

Depois de ouvido o Governo, que se pronunciou esta noite em sentido favorável, o Presidente da República acabou de enviar à Assembleia da República, para autorização desta, o projeto de diploma renovando, pelo período de 15 dias, até 7 de janeiro de 2021, o estado de emergência para todo o território nacional, permitindo ao Governo efetivar as medidas para este novo período.

– Carta enviada ao Presidente da Assembleia da República

– Projeto do Decreto do Presidente da República sobre a Renovação do Segundo Estado de Emergência

 

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