Pai condenado a pagar 3300 euros por empurrar e insultar professor da filha
Além das duas multas aplicadas, o tribunal obrigou ainda o familiar da aluna de uma escola primária de Valongo a pagar uma indemnização de 1400 euros ao docente.
As primeiras ofensas ocorreram a 28 de setembro de 2018, conta o jornal Público. Naquele dia, o pai chegou à escola onde encontrou a filha magoada. Pediu então para falar com o docente da menina, mas foi avisado que não o poderia saber, pois este estava em aula. O pai dirigiu-se então à sala de professores, onde à porta desfiou um chorrilho de ofensas e a seguir para a sala onde o docente estava já a dar a aula.
Foi então que o “arguido irrompeu pela sala de aulas e, na presença da sua filha e dos preditos alunos, empurrou o assistente contra o estrado da sala de aulas, este embatendo no mesmo com os tornozelos”, pode ler-se no despacho citado pelo jornal Público.
Doze dias mais tarde, o pai pisou propositadamente o professor com as rodas do carro, à porta da escola, onde na altura conversava com a coordenadora, e voltou a insultá-lo. As agressões verbais foram testemunhadas pela GNR que entretanto tinha sido chamada e tentava “acalmar o arguido”.
O pai acusava o professor de “má prática pedagógica” e discriminação para com a filha, tendo apresentado duas queixas contra o docente. Uma à Inspeção-Geral de Educação e Ciência, outra à Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares e remeteu dois pedidos de esclarecimento e instauração de medidas disciplinares à direção do agrupamento. Relativamente a estas exposições, o tribunal de Valongo declara que “não lhe cabe apreciar o mérito do professor, nem avaliar a responsabilidade da escola nos ferimentos da menina”.
“Não podemos conceber que o arguido, nas suas vestes de progenitor, se permita atentar contra a integridade física do assistente, enquanto professor da sua filha, em jeito de retaliação por um seu exercício da docência desconforme às suas pretensões e afirmação dessa sua insatisfação, menos concebivelmente ainda o fazendo em frente de outros, alunos e pares, desautorizando-o sem lhe assistir legitimidade para tanto e vulnerabilizando-o no seio da comunidade escolar”, concluiu a magistrada.




4 comentários
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Quem seria quem seria
O Papá agressor
O Cidadão comum ou
Senhor doutor
Dr. da Educação sim, com certeza
Alfaiate por medida da grossa
Justiça de ……
Será que isto não dá origem a stress pós traumático como no caso de uma guerra?
Onde vamos buscar a coragem e a energia para no outro dia estar outra vez à frente dos alunos que nos viram a ser barbaramente insultado e agredido?
Aposto que se fosse um magistrado ou um político seria uma indemnização mais avultada.
“Discriminação” baseada em quê? Etnia? Cor da pele? Religião? Nacionalidade? Filiação política? Deficiência física ou psíquica? E provas da dita “discriminação”? Em quatro décadas de prática NUNCA vi discriminação alguma. Mas já vi pais brandirem acusações dessas sem base alguma.
De certeza que este EE aprendeu!