Artigos mais comentados

  1. Notificação da Mobilidade Por Doença — 856 comentários
  2. 2.º Conjunto de Perguntas Frequentes Sobre o Reposicionamento — 802 comentários
  3. Sai Hoje? — 345 comentários
  4. Lista de Candidatos à BCE — 334 comentários
  5. De Volta ao Sonho — 321 comentários

Author's posts

Início do Próximo Ano Letivo Entre 10 e 13 de Setembro

De acordo com declarações do Ministro da Educação o próximo ano letivo vai arrancar entre 10 e 13 de setembro de 2019.

Não me lembro de um início de ano letivo a começar tão cedo e com muito pouco tempo para a sua preparação.

Pelo que sei não vai haver nenhum documento novo com a organização do ano letivo e o despacho do ano passado vai manter-se. A única novidade será a atribuição de um pequenino crédito de horas à equipa da EMAEI e eventualmente à equipa da cidadania.

 

Próximo ano letivo arranca entre 10 e 13 de setembro

 

O próximo ano letivo vai arrancar entre 10 e 13 de setembro, anunciou esta quinta-feira no Porto o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, acrescentando que os documentos enquadradores vão ser anunciados o “mais brevemente possível”.

 

Habitualmente o calendário costuma sair mais tarde, mas vai sair em breve. O início do ano letivo 2019/2020 das escolas em Portugal vai acontecer entre 10 e 13 de setembro“, afirmou o ministro da Educação.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/inicio-do-proximo-ano-letivo-entre-10-e-13-de-setembro/

À Atenção dos Contratados. E Se o Professor do Quadro Não Regressar Até Quando é o Meu Contrato?

Não sei se os contratados ainda se lembram do tempo em que as orientações da DGAE era para que os docentes contratados em horários temporários cessassem o seu contrato no fim das avaliações, mesmo que o docente do quadro não regressasse ao serviço.

Em 16 de junho de 2015 publiquei uma sentença de um tribunal dando razão a um docente dizendo que o seu contrato deveria prolongar-se até 31 de agosto caso não houvesse regresso do titular do horário. sublinhei nessa sentença todas as alegações da decisão desse tribunal. A publicação desse artigo deu visibilidade a este assunto e no mesmo dia foram vários os órgãos de comunicação social que me contractaram para fazer disso notícia.

Esse artigo de 16 de junho de 2015 foi fundamental para o e-mail que a DGAE enviou no dia seguinte às direções das escolas (um dia apenas após a publicação desse artigo) dizendo o mesmo que a alegação dessa sentença de tribunal e que estava datada de 28/05/2014.

Por vezes sinto necessidade de fazer história destas pequenas coisas, porque ainda recentemente um docente contratado me veio perguntar se ficaria até 31 de agosto caso a docente não regressasse ou se finalizava-lhe o contrato no fim das reuniões de avaliação como fazem muitas escolas.

Estive para lhe contar a história de tudo isto, mas por aqui fica mais fácil.  Ainda lhe estive para dizer que o ano passado terei sido dos poucos a validar o tempo de serviço nas AEC na prioridade devida. Mas quem está mais atento sabe disso.

 

31 agosto

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/a-atencao-dos-contratados-e-se-o-professor-do-quadro-nao-regressar-ate-quando-e-o-meu-contrato/

As Minhas Soluções Para o Imbróglio Criado com o Tempo de Serviço Recuperado

Para se procurar soluções simples para o imbróglio criado com a recuperação dos 2A9M18D ou do faseamento do mesmo tempo de serviço é necessário analisar os problemas que se criaram com esta recuperação.

Assim identifico os problemas:

  1. Mudança de mais do que um escalão pela recuperação do tempo de serviço;
  2. Insuficiência de tempo para cumprir o requisito da formação;
  3. Impossibilidade dos docentes serem avaliados no ano escolar anterior, em virtude de ter acontecido em 2017/2018 ou 2018/2019;
  4. Impossibilidade do docente ter observação de aulas em tempo útil para a progressão.

 

E agora as soluções:

  1. Na mudança a mais do que um escalão em prazo inferior a 730 dias ou 365 dias (no caso do 5.º escalão) o docente poderia optar pela avaliação anterior, nunca podendo obter o duplo benefício de um Muito Bom ou do Excelente. Recuperaria apenas um Bom para a mudança ao escalão seguinte.
  2. Usar uma fórmula idêntica ao reposicionamento para as horas de formação (quem faltasse menos de 365 dias não seria obrigado ao cumprimento desse requisito e a quem faltasse entre 365 e 730 dias faria apenas 12,5 horas de formação.
  3. Considerar tal como na solução 1 a recuperação da última avaliação de desempenho;
  4. Requerer a observação de aulas contando a partir do momento do pedido a futura progressão ao escalão seguinte.

 

Simples.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/as-minhas-solucoes-para-o-imbroglio-criado-com-o-tempo-de-servico-recuperado/

Versão Atualizada do Simulador de Progressões

Fica hoje disponibilizada uma nova versão do simulador de progressões que corrige alguns erros e fica com algumas melhorias.

Neste momento é possível calcular os 70% do tempo recuperado de quem não possuiu os 2557 dias de serviço para efeitos de carreira entre 1/1/2011 e 31/12/2017. Para calcular o tempo a recuperar basta que indiquem qual o tempo de serviço que possuem nesse período para o simulador calcular as datas de progressão.

No exemplo da imagem o docente apenas tem 1260 dias para efeitos de contagem do tempo de serviço para carreira, pelo que o tempo a subtrair no escalão seguinte à progressão depois de 2019 ou ao faseamento é de 502 dias.

Desde o fim de semana alterei a questão sobre a avaliação de desempenho porque existem situações diferentes de progressão para quem já foi avaliado ao abrigo do Decreto-Regulamentar 26/2012 e quem ainda não foi. Quem não foi apenas pode optar pela melhor avaliação quando for efetivamente avaliado ao abrigo do Decreto-Regulamentar 26/2012. E neste caso a bonificação dessa avaliação só surtirá efeito na próxima mudança de escalão. Existem no entanto docentes que tendo progredido em 2018 ou 2019 já se pode considerar essa bonificação de tempo de serviço no escalão onde se encontram atualmente.

 

O quadro seguinte praticamente mantém-se, no entanto alterei o texto do campo da formação para dar indicação que as horas de formação necessárias aplicam-se para mudança ao escalão seguinte. Isto porque quem mudava ao 10.º escalão lhe aparecia 0 horas de formação. E essas 0 horas de formação não são o que o docente necessita para a mudança ao 10.º mas o que docente precisa de fazer no 10.º escalão.

O último quadro apresenta o vencimento ilíquido entre a data indicada no primeiro quadro até à data da última mudança no escalão indicado no quadro de cima.

 

O simulador corrige também um erro de 2 dias nas progressões devido a dois anos bissextos.

Neste momento o simulador está praticamente perfeito e se for encontrada alguma falha indiquem-na na caixa de comentários deste artigo.

Depois de sair de uma formação sobre o E360, arcaico tal como o inovar e o GIAE pergunto se ninguém do MEC quer fazer uma aplicação para as escolas decente. Tenho a certeza que o João Fonseca e eu daríamos melhor conta do recado do que o que pretende ser feito com o E360.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/versao-atualizada-do-simulador-de-progressoes/

O 54 Também Chegou às Europeias…

E assim se prova que uma boa dose de medidas adicionais permitem o sucesso.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/o-54-tambem-chegou-as-europeias/

Resultados da Sondagem do Blog Para as Europeias

Iniciada na passada quarta-feira, aqui e que deu vitória ao Bloco de Esquerda com larga diferença para a os que vão votar em branco ou nulo.

Logo a seguir o Nós, Cidadãos e depois os que não vão votar.

PSD, Livre e Basta! a seguir com PS entalado em 8.º lugar entre a CDU e a Aliança.

E são estes os dados deixados pelos leitores do blog, na sua maioria professores.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/resultados-da-sondagem-do-blog-para-as-europeias/

Nova Atualização do Simulador com os Ganhos ($$) até à Recuperação Total dos 2A9M18D

Hoje acrescentei algumas funcionalidades no simulador das progressões que permite aos docente fazerem a opção de uma forma mais consciente.

O primeiro quadro mantenho-o igual.

Neste quadro acrescentei os requisitos para a mudança de escalão, para que saibam as condições que precisam de ter para a progressão na data assinalada.

O quadro analisa, a partir da primeira progressão, os tempos mínimos de permanência em cada um dos escalões. No meu caso para mudar ao 6.º escalão na data prevista precisava de pelo menos Muito Bom e nesse caso a mudança ao 7.º já seria 6 meses antes da data indicada no quadro.

Acrescentei o número de horas de formação necessárias para cada mudança (lembro que metade das horas tem de ser na componente específica) e os momentos em que a avaliação de desempenho tem de estar concluída para cada uma das opções. O último quadro faz as contas ao vencimento bruto (daquelas que o Centeno faz) desde a primeira mudança até à recuperação total dos 2A9M18D.

No fim apresenta a diferença entre as duas soluções e ficam assim a saber até ao Centeno, perdão, céntimo quanto recuperam em função da opção que fizeram.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/nova-atualizacao-do-simulador-com-os-ganhos-ate-a-recuperacao-total-dos-2a9m18d/

Análise da FAQ – Pontos 1, 2 e 3

Já vejo várias interpretações aos diversos pontos da FAQ sobre a Recuperação de 2 anos, 9 meses e 18 dias, publicada hoje pela DGAE.

Vou iniciar a leitura de toda a FAQ em 3 artigos.

Neste primeiro conjunto apenas o ponto 3 merece mais algum destaque, pois o ponto 1 é perceptível, o ponto 2 apenas considera em ordem inversa o que já tinha anunciado de recuperação (340 dias, 339 dias mais 339 dias). Sempre disse que a recuperação total são 1018 dias, ao contrário de alguns comentários que vi escritos no blog a dizer que deviam ser 1022 dias. 1 ano tem 365 dias, 1 mês 30 dias e os 18 dias são apenas 18 dias, pelo que 365*2=730 + 9*30 = 270 dias + 18 dias = 1.018 dias.

O ponto 3 terá sido mal explicado pela DGAE ou interpretado por que o lê.

Assim, quando refere que quem ingressou na carreira ou quem esteve em licença de vencimento após 2011 deve considerar o tempo proporcional ao prestado em período congelado deve ser lido da seguinte forma:

Se um docente esteve em licença sem vencimento 1 ano (365 dias) neste período só lhe deve ser considerado o tempo efetivo de trabalho destes 7 anos (2.557 dias) da seguinte forma:

2.192 dias (6 anos) x 1.1018 (2A9M18D) / 2.557 dias (7 anos) = 875 dias (2A4M25D)

O mesmo se poderá aplicar aos docentes contratados que não tenham os 2.557 dias de serviço neste período.

 

1 – A que docentes se aplicam o Decreto-Lei n.º 36/2019, de 15 de março, e o Decreto–Lei n.º 65/2019, de 20 de maio?

O Decreto-Lei n.º 36/2019, de 15 de março aplica-se a todos os docentes de carreira dos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, cuja contagem do tempo de serviço esteve congelada entre 2011 e 2017.
Este é o regime regra de recuperação do tempo de serviço congelado para a carreira docente.
O Decreto–Lei n.º 65/2019, de 20 de maio, só se aplica aos docentes que optem por este regime, comunicando esta intenção ao Diretor/Presidente da CAP até 30 de junho, nos termos previstos no respetivo artigo 5.º. Não fazendo esta comunicação neste prazo, aplica-se-lhes o regime previsto no DL n.º 36/2019, de 15 de março.

 

2– Em que escalão é que os docentes vão recuperar os 2 anos, 9 meses e 18 dias?

Nos termos do nº 1 do artigo 2.º do DL n.º 36/2019, de 15 de março, a recuperação do tempo é efetuada no
escalão para o qual os docentes progridem a partir de 1 de janeiro de 2019;
Caso optem pela recuperação faseada do tempo prevista no artigo 5.º do DL 65/2019, de 20 de maio, os docentes recuperam:
340 dias no escalão em que estiverem posicionados a 1/6/2019
339 dias no escalão em que estiverem posicionados a 1/6/2020
339 dias no escalão em que estiverem posicionados a 1/6/2021

 

3 – Todos os docentes recuperam este tempo?

Esta recuperação de tempo respeita ao período de congelamento da carreira entre 01.01.2011 e 31.12.2017. Nos termos do n.º 1 do artigo 3.º do DL n.º 36/2019, de 15 de março, aos docentes que, tendo em conta o momento em que iniciaram funções, apenas tiveram parte do seu tempo de serviço congelado, contabiliza-se um período de tempo proporcional ao que tiveram congelado. Logo, para um docente que ingressou na carreira após 2011 ou para um docente em Licença Sem Vencimento na totalidade ou parcialmente entre 2011 e 2017, a recuperação não é de 2 anos, 9 meses e 18 dias, mas sim proporcional ao período de congelamento.
Assim, recuperam os 2 anos, 9 meses e 18 dias, os docentes que estiveram em funções durante a totalidade dos 7 anos a que corresponde este período de congelamento na carreira. O mesmo pressuposto é aplicável à
recuperação faseada da recuperação do tempo, nos termos do artigo 5.º do DL 65/2019, de 20 de maio.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/analise-da-faq-pontos-1-2-e-3/

Alteração ao Simulador

Efetuei agora uma pequena alteração ao simulador no que respeita aos dias de recuperação de forma faseada.

Na versão inicial tinha considerado que a 1 de junho de 2019 seriam recuperados 339 dias, em 1 de junho de 2020 outros 339 dias e em 1 de junho de 2021 os 340 dias.

As FAQ  de hoje da DGAE alteram essa recuperação de dias para o seguinte:

1 de junho de 2019 – 340 dias

1 de junho de 2020 – 339 dias

1 de junho de 2021 – 339 dias

Assim, foi efetuada esta pequena alteração no simulador.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/alteracao-ao-simulador/

Novo Simulador do Blog

Tal como prometido, disponibilizo hoje uma nova versão do simulador das progressões de forma a que os docentes  possam fazer a opção pelo faseamento previsto no Decreto-Lei 65/2019, de 20 de maio, até ao dia 30 de junho de 2019.

Este novo simulador elimina os erros do ficheiro anterior em Excel e acrescenta novas opções, como a colocação da data de conclusão do Mestrado e/ou Doutoramento. Recordo que estas datas devem estar no período compreendido entre a data da mudança de escalão e a data prevista para a nova mudança.

Em breve será feita uma nova atualização desta aplicação que irá fazer as contas ao vencimento que se pode ganhar se a opção for o faseamento em detrimento dos 2A9M18D.

É importante que quando tomarem a decisão final saibam se vão poder ter a observação de aulas a tempo das progressões que o simulador indica, a formação necessária, ou ainda a avaliação de desempenho do ciclo imediatamente anterior à progressão.

Enquanto não sair alguma informação clara sobre a possibilidade da mudança de dois escalões em simultâneo este simulador permite que isso aconteça deixando para o escalão seguinte o tempo remanescente.

Em muitas situações o simulador considera a mudança de escalão ao dia 01/06, mas com tempo remanescente que é considerado no escalão seguinte.

O simulador está feito não considerando o afunilamento do 4.º e do 6.º escalão, mas sim tendo em conta o tempo mínimo necessário de progressão em cada escalão. E o simulador considera a mudança não apenas do próximo escalão, mas também dos dois seguintes. No último escalão do quadro as datas têm de ser coincidentes, pois a recuperação total tem de ser equivalente.

Fica um agradecimento ao João Carlos Fonseca por colocar as minhas ideias em prática neste simulador.

Para acederem ao simulador entrar neste link que irá ficar disponibilizado no blog durante os próximos tempos, ou em alternativa clicar na imagem.

Se podia ser a DGAE a fazer este simulador? Poder, podia, mas nunca seria a mesma coisa…

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/novo-simulador-do-blog/

Concurso Externo 2019/2020 – Notificação da decisão da reclamação

Já se encontra disponível na área do candidato a notificação da decisão da reclamação do concurso externo 2019/2020.

Sinal que para breve as listas definitivas deverão ser publicadas.

Concurso Externo 2019/2020 – Notificação da decisão da reclamação

 

Encontra-se disponível para consulta, a notificação da reclamação.

SIGRHE

Nota informativa

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/concurso-externo-2019-2020-notificacao-da-decisao-da-reclamacao/

E Os Leitores do Blog Vão Votar em Que Partido?

Esta sondagem que inicia hoje reflete a intenção de voto dos leitores do blog para as eleições de dia 26 de maio de 2019 e será encerrada na próxima sexta-feira.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/e-os-leitores-do-blog-vao-votar-em-que-partido/

Hoje, pelo Público

… conteúdo exclusivo para assinantes.

Com dados do blogue.

 

Ministério está a autorizar mais horas extras para que alunos não fiquem sem aulas

 

Menos professores no sistema de ensino, mais baixas médicas e dificuldade em contratar os candidatos necessários. A menos de um mês do final do ano lectivo, é esta a equação que leva a que continuem a existir professores em falta nas escolas

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/hoje-pelo-publico/

Atenção Que o Índice 188 para Contratados Não Existe

O comregras publica hoje um artigo do Alberto Veronesi que suscita algumas dúvidas e um breve comentário meu.

Atualmente é impossível existir algum docente contratado que pelo facto de ter “1461 dias de serviço efetivo em horário anual, completo e sucessivo, passar a ser remunerado pelo índice 188“, por uma única razão:

  • Este docente concorre em 1.ª prioridade e entra no quadro, mesmo que concorra para fora do QZP onde abriu vaga.

 

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/atencao-que-o-indice-188-para-contratados-nao-existe/

O Decreto-Lei 36/2019 em Linguagem Clara (Sem Valor Legal)

É curioso ver as lei explicadas para leigos no Portal do Diário da República, mais curioso é estar expresso que a lei em linguagem clara não tem valor legal.

Em breve disponibilizarei um novo simulador para a opção do faseamento que elimina as incorreções do simulador que já disponibilizei aqui. É uma questão de aguardarem mais um ou dois dias.

Fica aqui o extrato da lei em linguagem clara sem valor legal.

O que é?

Este decreto-lei cria regras sobre o modo de recuperação do tempo de serviço dos docentes dos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário.

A contagem do tempo de serviço, para efeitos de progressão na carreira, não foi feita de 2011 a 2017.

O que vai mudar?

A partir de 1 de janeiro, no momento da progressão ao próximo escalão, são acrescentados 2 anos, 9 meses e 18 dias ao tempo de serviço dos docentes.

No caso de o professor passar para o 5.º escalão, a contagem do tempo de serviço reflete-se também no 6.º escalão.

Aos docentes que tiveram apenas parte do seu tempo de serviço congelado, conta-se o tempo proporcional a esse período.

Que vantagens traz?

Com este decreto-lei pretende-se:

    • atenuar os efeitos dos 7 anos de congelamento da contagem de tempo de serviço para efeitos de progressão na carreira;
    • Aumentar o rendimento disponível das famílias.

Quando entra em vigor?

Este decreto-lei produz efeitos a 1 de janeiro de 2019.

Este texto destina-se à apresentação do teor do diploma em linguagem acessível, clara e compreensível para os cidadãos. O resumo do diploma em linguagem clara não tem valor legal e não substitui a consulta do diploma em Diário da República.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/o-decreto-lei-36-2019-em-linguagem-clara-sem-valor-legal/

Vai Ser um Fim de Ano Letivo Caótico e Não É Por Causa Das Greves

O fim do ano letivo com a recuperação dos 2A9M18D ou a recuperação do Tempo de Serviço faseada vai tornar o fim do ano letivo um pouco caótico no que respeita à Avaliação de Desempenho Docente.

Se ao longo do ano as escolas definiram o seu calendário da avaliação de desempenho com base no tempo de serviço que os docentes tinham para progressão, também definiu os avaliadores que em breve preparavam a avaliação dos tempos que progrediriam durante o ano letivo 2019/2020.

Neste momento existem docentes que em função de um opção que vão fazer até 30 de junho, vão alterar de forma radical e quase inesperada aquilo que devia ser feito ao longo de um ano letivo.

Até eu que já tinha preparado as várias hipóteses para cada docente me sinto um pouco perdido…

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/vai-ser-um-fim-de-ano-letivo-caotico-e-nao-e-por-causa-das-greves/

As Minhas Dúvidas, Ainda, Quanto aos 2A9M18D e o Faseamento

aqui tinha deixado as minhas reservas quanto a uma eventual recuperação dos 9A4M2D e as mesmas dúvidas mantenho quanto à recuperação dos 2A9M18D, assim como ao faseamento de 1/3 em cada um dos 3 anos de recuperação.

O Decreto-Lei n.º 65/2019 é claro quanto a uma das minhas dúvidas sobre a recuperação por faseamento:

Caso essa contabilização seja superior ao necessário para efetuar uma progressão, o tempo referido no número anterior repercute-se, na parte restante, no escalão ou posição remuneratória seguinte.

 

Antigamente não se podia progredir dois escalões sem que o docente ficasse pelo menos um ano de permanência no escalão a saltar. Nada diz sobre isso a nova carreira docente, pelo que, parto do princípio que um docente pode saltar um escalão sem nele permanecer qualquer tempo.

Nos 2A9M18D também pode ocorrer o salto de dois escalões, de várias formas:

  • Por um docente progredir ao 5.º escalão (são 2 anos de duração)
  • Por um docente completar mestrado e/ou doutoramento num dos restantes escalões e trazer uma avaliação de Muito Bom ou Excelente (2A9M18D+Mestrado+Excelente equivale a uma recuperação de mais de 4 anos) (2A9M18D+Doutoramento equivale também a uma recuperação de mais de 4 anos).

 

Havendo esta recuperação que ultrapasse a duração de um escalão pode o docente saltar de imediato dois escalões?

Se tal for possível basta o docente progredir com uma avaliação de desempenho?

E a formação exigida para este salto de dois escalões como se processa? É dispensada a formação?

Sem certezas nestas respostas, muitos docentes não sabem que opção fazer. Por isso, aguardem por mais esclarecimentos sobre estas dúvidas, que não são apenas minhas.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/as-minhas-duvidas-ainda-quanto-aos-2a9m18d-e-o-faseamento/

Decreto-Lei 65/2019 (Faseamento)

Foi publicado hoje o Decreto-Lei 65/2019 que permite aos docentes optarem pelo faseamento da recuperação do tempo de serviço em tranches de 1/3, em cada mês de junho, até 2021.

Ao contrário do que estava inicialmente previsto os docentes vão poder optar até 30 de Junho de 2019.

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/05/Dec.Lei-nº-65-2019-congelamento-ocorrido-entre-2011-e-2017.pdf”]

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/decreto-lei-65-2019-faseamento/

Sou Professor – Não Voto (Carlos Tiago)

Chegou-me este pedido de divulgação de um professor que apela à Abstenção nas eleições. Eu pessoalmente nunca falhei uma eleição e não conto seguir este caminho. O voto é um dever e até acho que devia ser uma obrigação, mas compreendo o desanimo de muita gente com o nosso sistema político. Mas não votar é deixar de cumprir um dever de cidadania que foi conquistado com o 25 de Abril.

Mas sendo este um espaço Plural fica a opinião deste docente que apela ao “Não Voto” e faz campanha por isso.

 

Como abriu a época de “caça” aos votos para todos os locais onde há “presas” à solta e à “fartazana”, de forma a permitir aos “predadores” engordar o seu bolso, segue o meu modesto contributo para a economia do país refém da europa.

Nas últimas eleições já só votaram cerca de um terço dos eleitores e nestas espero que aumente a abstenção até que sejam votantes apenas os políticos, as famílias e os amigos (tal como nos governos). E já falta muito pouco para que este fenómeno aconteça e se comprove que o poder terá de passar para o povo e não continuar a estar alicerçado numa “casta” que constrói e consolida (legislando à sus medida) cada vez mais um imperialismo sugador e exterminador.

Se não houver votos, não haverá Deputados.

Se não houver Deputados não haverá Governos.

Se não houver Governos não haverá Presidentes da República.

Para estes contou o tempo todo e não houve cortes nem no número nem nos gastos, antes pelo contrário foram atualizados e aumentados como sempre.

Se foram eles que dirigiram mal o país, cortando neles, já sobrava dinheiro para cobrir alguma valorização salarial resultante da contagem total e imediata do tempo de trabalho aos professores. Já para não falar de terem de pagar os prejuízos que causam.

Estaria instalada alguma instabilidade política que serviria de reflexão para tentar abanar o sistema.

Por isso, vai a minha pequena beneficência.

Já está afixado no meu carro e desta forma até ainda ajudo o país a poupar muito dinheiro.

Por cada pessoa que não votar, os partidos não recebem perto de vinte euros pagos pelo Estado com o dinheiro dos nossos impostos e da desvalorização dos nossos ordenados.

No tempo do Salazar também se votava e o voto não valia nada para o povo, só produzia efeitos para quem governava.

Atualmente, assim estamos. Não houve qualquer evolução, apesar de haver mais partidos, todos contribuem para o mesmo efeito contra o povo, ou pelo menos contra os professores.

Segue foto do meu automóvel já devidamente equipado e ficheiro com o texto do panfleto.

Atentamente,

Carlos de Almeida Tiago

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/sou-professor-nao-voto-carlos-tiago/

Quase Parece Que da Noite Para o Dia Foram Aprovadas Mais Verbas Para os Manuais Escolares

Dia 16 de maio de 2019, na TSF.

Orçamento só dá para um terço dos livros escolares gratuitos do novo ano letivo

 

Dia 17 de Maio de 2019, no Diário de Notícias.

Governo reforçou verbas para manuais gratuitos e quer incentivar a reutilização

 

Para quem ainda não conhece o Manual de Apoio à reutilização dos Manuais Escolares pode clicar na imagem seguinte.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/quase-parece-que-da-noite-para-o-dia-foram-aprovadas-mais-verbas-para-os-manuais-escolares/

Mais 12 Escolas Vão Ser Inspecionadas Pela Inflação de Notas

 

Ministério inspeciona mais 12 escolas por inflação de notas no Secundário

 

alta de rigor nos critérios de avaliação é comum. Disciplinas não sujeitas a exame também estão a ser investigadas pela Inspeção-Geral da Educação e Ciência

As escolas onde as notas dadas aos alunos no final do ano mais se afastaram das classificações que estes tiveram depois nos exames nacionais estão a ser fiscalizadas pela Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC), que considera que “pode estar em causa a qualidade e a equidade do serviço educativo”. A falta de rigor e a discricionariedade nos critérios de avaliação foram as principais falhas detetadas nos 12 estabelecimentos de ensino (sete privados e cinco públicos) inspecionados em 2018.

A conclusão consta do relatório “Avaliação das Aprendizagens dos alunos do Ensino Secundário”, agora disponibilizado pela IGEC, que realizou esta ação pelo segundo ano em algumas das escolas que mais inflacionaram as notas. Com esta estratégia, conseguem subir a média final dos seus estudantes e podem fazer com que estes ultrapassem colegas de outros estabelecimentos e garantam um lugar nos cursos mais competitivos.

É natural que haja alguma diferença entre as médias nos exames e as classificações atribuídas pelos professores — que resultam de uma avaliação ao longo do ano letivo e que pondera vários fatores —, mas o facto de existirem grandes discrepâncias entre as notas internas e externas e de estes desvios se repetirem nas mesmas escolas ao longo do tempo justifica a necessidade de uma fiscalização, explica o relatório.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/mais-12-escolas-vao-ser-inspecionadas-pela-inflacao-de-notas/

Está o Ministério da Educação Preparado Para o Fim do Windows 7?

É já no dia 14 de janeiro de 2020 que a Microsoft vai deixar de atualizar o Windows 7 e aconselha os utilizadores a mudarem para o Windows 10.

De acordo com a informação do link anterior “a Microsoft comprometeu-se em fornecer 10 anos de suporte de produto para o Windows 7 quando foi disponibilizado a 22 de outubro de 2009. Quando este período de 10 anos terminar, a Microsoft irá descontinuar o suporte para o Windows 7 para direcionar os seus investimentos para o suporte a tecnologias mais recentes e novas experiências excecionais. O dia específico do fim do suporte para o Windows 7 será 14 de janeiro de 2020. Depois dessa data, a assistência técnica e as atualizações de software a partir do Windows Update que ajudam a proteger o PC deixarão de estar disponíveis para o produto. A Microsoft recomenda vivamente que mude para o Windows 10 antes de janeiro de 2020 para evitar uma situação em que precisa de assistência ou suporte que já não estará disponível.

Como sabemos as escolas foram equipadas nessa altura com um elevado conjunto de computadores com licenças do Windows 7. Ainda hoje é com estas licenças que as escolas trabalham.

Com o fim das atualizações do Windows 7 o parque informático das escolas vai ficar definitivamente obsoleto e com fortes ameaças de segurança.

Ainda esta semana foi dado o seguinte alerta de segurança:

O Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), no âmbito dos seus serviços de prevenção, vem alertar para a vulnerabilidade abaixo descrita.

*SISTEMAS AFETADOS*

Serviço de Remote Desktop (RDP), anteriormente conhecido como Terminal Services, nas versões Windows 7, Server 2008 R2, Server 2008, Windows 2003 e Windows XP.

*DESCRIÇÃO*

Foi encontrada uma vulnerabilidade de execução remota de código no serviço de Remote Desktop, anteriormente conhecido como Terminal Services, permitindo que um atacante não autenticado se ligue ao sistema alvo através do envio de pedidos propositadamente alterados. Esta vulnerabilidade não requer qualquer interação por parte do utilizador.

A vulnerabilidade é «wormable» significando que um malware que explore esta vulnerabilidade pode propagar-se de um computador vulnerável para outro computador vulnerável, tal como o WannaCry em 2017.

Até ao momento não foram observados quaisquer indícios de exploração, no entanto, é esperado que atores maliciosos usem esta vulnerabilidade em malware futuro.

 

*IMPACTO*

Um atacante que consiga explorar a vulnerabilidade descrita pode executar código arbitrário no sistema alvo, podendo instalar programas; ver, alterar ou apagar dados; ou criar novas contas com privilégios máximos.

*RESOLUÇÃO/MITIGAÇÃO*

A Microsoft recomenda a instalação das atualizações[1] o mais rápido possível mesmo que se pretenda manter o serviço de RDP desabilitado.

Caso não haja necessidade de ter estes serviços, deve-se considerar desabilita-los como uma boa prática de segurança.

Devido à gravidade desta vulnerabilidade, a Microsoft lançou atualizações para todas as plataformas, incluindo algumas que já estão fora de suporte[2].

 

Com tantos investimentos e candidaturas a projetos no âmbito do Portugal 2020 não se arranja nadinha que se enquadre na modernização do parque tecnológico das escolas?

Que pensa o Ministério da Educação fazer para apoiar as escolas com o fim do Windows 7? Promover software livre, daquele que quase ninguém conhece ou sabe trabalhar?

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/esta-o-ministerio-da-educacao-preparado-para-o-fim-do-windows-7/

Marcado Cordão Humano Para Amanhã, em Valadares

Devido a esta agressão a uma professora.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/marcado-cordao-humano-para-amanha-em-valadares/

Se os 2A9M18D São 70% do Módulo do Tempo Padrão …

…então pela associação da mesma regra, a formação e a duração das aulas assistidas para quem vai beneficiar deste tempo também deve ser proporcional à mesma lógica?

12,5 horas de formação anual para efeitos de progressão em 10 anos são 125 horas de formação, se aplicarmos a mesma regra, os docentes neste período precisam apenas do proporcional das horas de formação em relação a um módulo padrão de 10 anos transposto para os 2A9M18D? 3,6 horas de formação por cada ano recuperado?

E as aulas observadas? os 180 minutos de aulas observadas podem reduzir-se a apenas 30 ou 60 minutos?

Deixo no ar estas dúvidas e desafios.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/se-os-2a9m18d-sao-70-do-modulo-padrao/

Em Gaia, Mãe e Avó Empurram Professora Pelas Escadas Abaixo

Mãe e avó de aluna empurram professora pelas escadas abaixo em escola de Gaia

 

Agressões verbais também foram feitas. Incidente aconteceu na Escola Básica do Campolinho, em Valadares.

A mãe e a avó de uma aluna de sete anos agrediram verbalmente e fisicamente uma professora da Escola Básica do Campolinho, em Valadares, Vila Nova de Gaia.

Segundo o que o CM conseguiu apurar, as agressões aconteceram esta quarta-feira durante o intervalo das aulas, com a mãe e a avó da menina a empurrarem a docente das escadas e a provocarem-lhe ferimentos.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/mae-e-avo-empurram-professora-pelas-escadas-abaixo/

Os Professores e a “conversa” que a classe dominante tem utilizado

Os Professores e a “conversa” que a classe dominante tem utilizado

 

 

Não acham que os nossos impostos são mais bem aplicados para pagar aos professores (aquilo a que têm direito), “ e paguem a educação a que todos merecemos, financiem o sistema de educação do que todos os desperdícios que a má gestão do erário público, a corrupção, o tráfico de influências e o nepotismo têm gerado? Não falo só da banca e do “regabofe” a que temos assistido”.

Reparem no truque dos comentadores do sistema a propósito das eleições europeias. Claro que este discurso é desmascarado e contestado pela realidade. Portugal registava, em 2000, data da adesão ao euro, uma dívida pública de 48,6% do PIB – inferior aos critérios de Maastricht que impõem 60% – que, em finais de 2018, quase triplicou – situando-se nos 121,5% do PIB -, agora ensaia-se outro tipo de discurso, para complementar este.

Por exemplo o discurso que Carlos Moedas, o comissário europeu português, ensaia num artigo que agora publicou na edição do jornal Expresso do passado dia 11.05.2019 e onde afirma ser necessário que os europeus se empenhem em 3 frentes de ação política: identidade, desigualdade e governança que, ademais e segundo ele, estarão interligadas.

É óbvio que, a ser necessário este empenhamento, isso quer dizer que o projeto europeu, consubstanciado na UE, faliu. Não conseguiu a identidade que propalava, cavou ainda mais as desigualdades e agravou as condições de pobreza o que torna o projeto ingovernável e insustentável.

 

Voltemos aos professores, reparem na pornografia da corrupção em Portugal: Caso “Fax de Macau”, Caso “Paquetes da Expo”, Caso “Tecnoforma”, Caso “Bragaparques”, Caso “Freeport”, Caso “Vistos Gold” etc.

Pasme-se com o que se passa com os Srs. Deputados, teve de ser, Ferro Rodrigues a pedir em dezembro “máxima urgência” para resolver as viagens e as moradas dos deputados.

Para já, há uma certeza: o grupo de trabalho que está a preparar propostas de alteração à resolução que regulamenta os “princípios gerais de atribuição de despesas de transporte e alojamento e de ajudas de custo aos deputados” defende que só sejam pagas as viagens que forem mesmo feitas e declaradas.

Reparem no pormenor “as viagens que forem mesmo feitas e declaradas” que “mimo”!

Relativamente aos professores, a linguagem é de ódio, por um lado estes “opinadores” não reconhecem que “todos os trabalhadores têm o direito de lutar por melhores salários, carreiras e condições de trabalho. E o facto de uns trabalhadores “não terem” o que outros reivindicam não retira legitimidade a estes para exigirem para si o que consideram justo,” por outro lado esquece o ameaçador 1.º Ministro Costa que fez “acordos políticos com o BE e o PCP para dar suporte parlamentar a um governo socialista, mas isso nunca impediu o PS de procurar e conseguir entendimentos pontuais com o PSD para fazer passar iniciativas políticas a que se opunham os partidos à sua esquerda. Então por que razão, numa matéria como o tempo de serviço dos professores, em que o governo se entrincheirou numa posição fechada, insensata e intransigente, deveriam estar os restantes partidos impedidos de dialogar, procurando uma base comum de entendimento?”

 

Ricardo Basoalto

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/os-professores-e-a-conversa-que-a-classe-dominante-tem-utilizado/

O Tempo Hoje Arrefeceu, Mas Não Só…

Professores recuam na ameaça e anunciam que não haverá greve às avaliações

 

Dez organizações sindicais de professores reuniram-se esta quarta-feira para decidir novas “ações e lutas”.

Dez organizações sindicais de professores reuniram-se esta terça-feira para decidir novas “ações e lutas” pela recuperação integral do tempo de serviço, que foi chumbada na sexta-feira pelo parlamento em votação final.

Os sindicatos de professores decidiram não avançar com qualquer greve este ano letivo, apesar de não ter sido aprovada a recuperação integral do tempo de serviço congelado. Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, justificou a opção com o facto de haver “falta de interlocutor para a negociação”.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/o-tempo-hoje-arrefeceu-mas-nao-so/

Avaliação das Docentes em Gravidez de Risco Seguida de Licença de Maternidade

Só espero que a atenção dada a estes docentes se possa aplicar também aos docentes que recuperando 2A9M18D mudem a um escalão com apenas 2 anos, ou que a opção do faseamento de 1/3 do tempo de serviço não os impeça de mudar de escalão, com efeitos remuneratórios, aquando da aquisição do tempo de serviço e demais requisitos por força dessa recuperação.

 

 

Cumprimento dos requisitos do artigo 37.º do ECD por docentes em situação de ausência equiparada a prestação efetiva de serviço por motivo de gravidez de risco seguida de licença de maternidade ou por simples licença de maternidade

 

Exmo.(a) Sr.(a) Diretor(a)

A Diretora-Geral da Administração Escolar vem, nos termos do n.º 1 do artigo 114.º do CPA, informar V.ª Exa. do despacho concordante da Senhora Secretária de Estado Adjunta e da Educação, exarado em 8 de abril de 2019, sobre o assunto em epígrafe.

Nos termos do artigo 18.º da Lei n.º 114/2017, de 29 de dezembro – Orçamento do Estado para 2018, foi permitido o descongelamento das carreiras da Administração Pública, a partir do dia 1 de janeiro de 2018, o que se traduziu na retoma das progressões na carreira e na possibilidade de reposicionamento dos docentes.

A progressão na carreira obedece ao cumprimento, no escalão, dos requisitos cumulativos previstos no artigo 37.º do ECD: tempo de permanência no escalão, avaliação do desempenho, observação de aulas (quando aplicável), horas de formação e obtenção de vaga para acesso aos 5.º/7.º escalões.

Porém, verifica-se que as docentes em situação de ausência equiparada a prestação efetiva de serviço por motivo de gravidez de risco seguida de licença de maternidade ou por simples licença de maternidade se viam impedidas de cumprir atempadamente os já citados requisitos, vendo-se, assim, impedidas de progredir na altura devida.

Assim, para que estas docentes não sejam prejudicadas, e de acordo com os princípios enunciados na Constituição da República Portuguesa, nomeadamente nos seus artigos 13.º e 68.º, n.º 3; no Código do Trabalho, no seu artigo 65.º, n.º 1 e n.º 3, alínea c); na Diretiva do Conselho sobre Igualdade e não Discriminação e no Parecer n.º 50/CITE/2009, bem como na jurisprudência do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias, determina-se:

Não podendo cumprir a totalidade dos requisitos para a progressão na carreira, por se encontrarem em licença de maternidade, mas apenas quando voltam ao exercício efetivo de funções letivas, às docentes nestas circunstâncias o direito à progressão ao escalão seguinte retroage à data em que cumpriram o tempo de permanência no escalão, com efeitos remuneratórios ao primeiro dia do mês seguinte, sob pena de não serem respeitados os princípios da igualdade de tratamento entre homens e mulheres e da não discriminação em razão do sexo, bem como o direito constitucionalmente consagrado das mulheres a uma especial proteção durante a gravidez e após o parto.

Com os melhores cumprimentos,

A Diretora-Geral da Administração Escolar

Susana Castanheira Lopes

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/avaliacao-das-docentes-em-gravidez-de-risco-seguida-de-licenca-de-maternidade/

Temos Pena #eunaovotops

Foram várias as vezes que António Costa se referiu aos professores como “temos pena”.

No dia 5 de outubro de 2018, vídeo do livresco após a manifestação de professores em Lisboa e mais recentemente no dia 6 de maio de 2019 na entrevista que deu à TVI.

Se for esta a resposta de todos os professores, no fim veremos quem tem pena.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/temos-pena-eunaovotops-2/

Simulador do Faseamento

Agora que terminou o teatro e que fica em vigor o Decreto-Lei 36/2019, que procede à recuperação dos 2A9M18D nas progressões que ocorram a partir do dia 1/1/2019, aguarda-se que seja publicada a legislação que vai permitir aos docentes optar pela reposição do tempo de serviço faseado em 3 tranches. A primeira em 1/06/2019, a segunda em 1/6/2020 e a última em 1/6/2021.

Os 2A9M18D representam 1018 dias de serviço recuperado, pelo que cada uma das duas primeiras tranches será de 339 dias e a última de 340 (esta é a minha suposição).

Clicando na imagem ou aqui podem aceder ao simulador em Excel .

O exemplo que se encontra na imagem é o meu e que passo a explicar porque muitos professores ainda têm dúvidas sobre esta progressão e opção do faseamento.

A opção do faseamento serve apenas os docentes que progrediram durante o ano de 2018, pois estes só iriam beneficiar dos 2A9M18D depois de 2022. Assim se mudam em 2019 ou ainda durante o ano de 2020 escusam de abrir o simulador porque ele não vos irá interessar para saberem se vos interessa a opção. Mas podem-no fazer para saberem qual a vossa data de progressão.

Eu como subi ao 4.º escalão no dia 29/12/2018 só iria receber os 2A9M18D em 28/12/2022 se porventura obtivesse uma avaliação de Muito Bom ou de Excelente, pois caso isso não acontecesse teria de entrar nas vagas de 2023 e poderia ou não obter vaga para aceder ao 5.º escalão com efeitos ao dia 1/1/2023.

Neste caso pode interessar-me os faseamentos porque me permitiriam mudar ao 5.º escalão em 18/02/2021, faltando-me recuperar ainda 340 dias deste 3 faseamento.

Contudo, não obtendo um Muito Bom ou Excelente no ano letivo 2019/2020 teria de entrar nas vagas do ano 2022 e caso obtivesse vaga o tempo nesse escalão apenas seria contado a partir do dia 1/1/2022. Aqui já perdia 10 meses e 2 dias por mudar a um escalão com vagas em fevereiro e ter de aguardar pelas vagas do ano seguinte.

Por isto ainda terei de pensar bem se vale a pena optar por um faseamento que vai alterar uma mudança de escalão de final de ano, apesar de ser em 2022, por uma eventual progressão num início de ano, mas em 2021.

NOTA: É muito provável que este simulador ainda tenha alguns erros que serão corrigidos à medida que forem detetados.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/simulador-do-faseamento/

Calendário dos Concursos 2019/2020 com Datas do ICL 1 e 2 e Manifestação de Preferências

Já tive acesso à data em que a ICL 1 e a ICL 2 vão estar abertas, pelo que também se consegue já prever em que altura será feita a manifestação de preferências dos docentes do quadro à Mobilidade Interna.

Assim, a amarelo estão indicadas as datas que têm por base estas datas da ICL (Indicação da Componente Letiva).

A manifestação de preferências dos docentes dos quadros será feita entre o dia 16 e o dia 22 de julho.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/calendario-dos-concursos-2019-2020-com-datas-do-icl-1-e-2-e-manifestacao-de-preferencias/

Chumbado

… os 9A4M2D com imensas declarações de voto orais e escritas…

Na prática fica o 36/2019 e eventualmente a marcação das greves a partir do dia 6 de junho.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/chumbado/

Por Cá a Dívida Foi o Legado de Sócrates

Madeira tem uma “dívida de gratidão” em relação aos professores – Governo Regional

 

Câmara de Lobos, Madeira, 09 mai 2019 (Lusa) — O presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, declarou hoje que a região tem uma “dívida de gratidão” para com os professores e vai continuar a apostar na área da educação.

O Governo [Regional] tem uma dívida de gratidão para com os professores que deve ser reconhecida”, disse o governante regional na abertura do VI Seminário da Educação organizado pela Câmara Municipal de Câmara de Lobos.

O governante insular assegurou que o seu executivo vai continuar “a apostar nesta área decisiva para o desenvolvimento da região”.

Albuquerque salientou que foi feito um esforço também pelos professores e funcionários de “sucessivas gerações” para a Madeira “recuperar do atraso estrutural significativo”, ao nível do analfabetismo, agravado pela situação da ultraperiferia.

“Esta é uma situação que está resolvida na Madeira”, sublinhou.

Na Madeira, o Governo Regional decidiu promover o descongelamento da carreira dos professores ao longo de sete anos, determinando a proposta que a medida seja aplicada a partir de 01 de setembro de 2019.

O regime aprovado no parlamento insular veio permitir a contagem integral do tempo de serviço a todos os professores na Região Autónoma da Madeira (9 anos, 4 meses e 2 dias).

Miguel Albuquerque destacou que o seu executivo apostou em “dotar os professores de melhores condições de trabalho”, criando medidas legislativas para “resolver a situação de repor o princípio da justiça na contagem do tempo de carreiras”.

“Hoje, a Educação na Madeira está ao nível dos países europeus mais avançados”, considerou.

O chefe do executivo regional complementou que, a nível do ensino, na Madeira, os “resultados são cada vez melhores, com programas de vanguarda na integração de alunos com deficiência, socialização, música, tecnologias”, entre outras áreas.

Albuquerque anunciou, na ocasião, que a região vai avançar com o projeto das turmas de recuperação e das salas do futuro, a par da robótica, que “vai ter uma evolução” no arquipélago.

“Podem continuar connosco para continuar a ministrar aos nossos jovens um ensino de excelência de vanguarda”, concluiu.

O seminário organizado pelo município de Câmara de Lobos decorre subordinado ao tem a “A Escola no Século XXI — Desafios e Potencialidades” e conta com a participação de dois antigos ministros da Educação, Marçal Grilo e David Justino, além do secretário madeirense com a tutela, Jorge Carvalho, e o autarca local, Pedro Coelho.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/por-ca-a-divida-foi-o-legado-de-socrates/

Não, os professores não são ‘brutos’

Artigo de opinião de João Silvestre, ao Expresso.

 

Não, os professores não são ‘brutos’

 

Como várias outras crises políticas no passado, a ameaça de demissão do Governo trouxe para o debate político uma questão que, de outra forma, continuaria provavelmente obscura nas conversas de economistas e académicos: a diferença entre impactos orçamentais brutos e líquidos. É um tema sempre estimulante para quem se interessa por política orçamental mas pouco ou nada diz à maioria das pessoas. Para muitos, a diferença entre os dois conceitos mede apenas o número de euros que se perdem entre o o salário nominal que vem escrito no recibo de vencimento e o valor que efetivamente lhe chega ao bolso depois dos descontos para IRS, Segurança Social ou Caixa Geral de Aposentações e, se for caso disso, ADSE.

Mas a verdade é que a questão esteve em destaque esta semana por causa do custo da recuperação dos 9 anos, 4 meses e 2 dias de carreira dos professores. O Governo fez as contas e disse que a medida custava 800 milhões de euros quando estivesse em velocidade de cruzeiro, já considerando o alargamento a outras carreiras. Esta semana, a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) do Parlamento estudou a questão no âmbito da análise ao Programa de Estabilidade 2019-2023 e estimou que, em termos líquidos, o custo é de 567 milhões de euros. Isto é, descontando a receita associada aos aumentos de salários com IRS, contribuições sociais e ADSE. E as Finanças reagiram com violentas críticas à UTAO.

Continue reading

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/nao-os-professores-nao-sao-brutos/

Também no JN de Hoje

A notícia que fez primeira página de hoje sobre a anulação dos concursos para “funcionários” das escolas.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/tambem-no-jn-de-hoje/

Terminou Hoje A Reclamação das Listas Provisórias de Acesso ao 5.º e ao 7.º Escalão

E até à próxima segunda-feira as escolas devem proceder à validação das reclamações.

No meu estudo sobre as lista provisórias verifiquei a existência de 2.058 docentes que se encontram fora das vagas de acesso e vão ficar mais um ano a marcar passo no escalão onde se encontram.

Recordo também que sugeri que por opção do docente ele poderia trocar dois anos do tempo de serviço por um Muito Bom para efeitos de supressão de vaga nesta progressão.

Exmo. Sr. Diretor/Presidente de CAP

Informa-se V.Ex.ª de que se encontram publicadas no site da DGAE em:   https://www.dgae.mec.pt/?p=158988 as Listas Provisórias de 2019 de Graduação Nacional dos Docentes Candidatos às Vagas para Acesso ao 5.º escalão e ao 7.º escalão, nos termos do n.º3 do artigo 5.º da Portaria n.º 29/2018, de 23 de janeiro, bem como a respetiva Nota Informativa.

  1. Mais se informa que o tempo de serviço proposto pela aplicação decorre dos dados inseridos pela escola. Assim, o resultado final apresentado foi calculado considerando-se, entre outros:
  2. a) o fator de compensação dos docentes que integraram as listas 2018 sem vaga, nos termos do nº 4, do artº 4º, da Portaria nº 29/2018, de 23 de janeiro;
  3. b) as reduções por aquisição do grau de mestre/doutor, nos termos do artigo 54.º do ECD;
  4. c) a situação dos docentes em reposicionamento/reposicionados nos termos da Portaria n.º119/2018, de 4 de maio.
  5. Foram verificadas pela DGAE todas as discordâncias e respetiva justificação declaradas pelos diretores no campo 8. Nas situações em que o tempo de serviço proposto pelo diretor não se coadunava com a situação do docente, foi considerado o tempo de serviço calculado pela aplicação a partir dos dados inseridos pelo diretor.
  6. Os procedimentos seguintes obedecem à seguinte calendarização:

Procedimento

 

Data
Reclamação das Listas na Aplicação SIGRHE (Docentes)

·         Dos dados que deram origem à graduação na lista

·         Por não constarem das listas

2 a 8 de maio
Validação da Reclamação (Diretor) 3 dias úteis seguintes
Validação da Reclamação (DGAE) 3 últimas semanas de maio
Notificação da Reclamação no SIGRHE (DGAE) Última semana de maio
Listas definitivas (DGAE) 2.ª semana do mês de junho
Recursos Hierárquicos (Docentes) 5 dias após a publicação das listas definitivas

Com os melhores cumprimentos,

A Diretora-Geral da Administração Escolar

Susana Castanheira Lopes

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/terminou-hoje-a-reclamacao-das-listas-provisorias-de-acesso-ao-5-o-e-ao-7-o-escalao/

Depois das Escolas Gastarem Centenas de Euros em Concursos Para Assistentes Operacionais…

… anda a DGAE a anular praticamente todos os concursos e a suspender os concursos que decorrem.

Por este andar não será no ano letivo 2019/2020 estes Assistentes Operacionais vão estar em funções no início do ano letivo.

Basta olhar para os sites de algumas escolas e ver o que se passa com estes concursos.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/depois-das-escolas-gastarem-centenas-de-euros-em-concursos-para-assistentes-operacionais/

Manifesto – Pela Verdade dos Factos

Manifesto – Pela Verdade dos Factos

 

 

Como Professores, membros da comunidade educativa e autores de diversos espaços de discussão sobre educação, temos opiniões livres e diversificadas.

Porém, não podemos ficar indiferentes quando está a ser orquestrada uma tão vil e manipuladora campanha de intoxicação da opinião pública, atacando os professores com base em falsidades.

Tais falsidades, proferidas sem o devido contraditório, por membros do Governo e comentadores, deveriam ser desmontadas com factos e não cobertas ou reforçadas pelo silêncio da comunicação social, que deveria estar mais bem preparada para que a opinião pública fosse informada e não sujeita a manobras de propaganda.

Serve este manifesto para repor a verdade dos factos:

  • O Governo, pelo Ministério da Educação, a 18 de novembro de 2017, assinou um acordo com os sindicatos de professores, onde se comprometeu a recuperar todo o tempo de serviço. É, por isso, falso que essa intenção seja uma conspiração da oposição ou resulte de uma ilusão criada pelos sindicatos de professores.
  • A recuperação total do tempo de serviço também foi proposta pelo PS. O PS, em dezembro de 2017, recomendou a total recuperação do tempo de serviço, conforme se pode verificar no diário da república (Resolução da Assembleia da República n.º 1/2018). É, por isso, falso que o PS nunca apoiou a recuperação integral do tempo de serviço congelado.
  • Os valores apresentados pelo Governo sobre o custo da recuperação do tempo de serviço docente são falsos. Foi prometida há perto de um ano uma comissão para calcular os custos reais e até hoje não conhecemos o resultado do seu trabalho. Os números reais que estimamos, líquidos, rondam os 50 milhões de euros anuais, caso se opte pela solução da Região Autónoma da Madeira, de recuperar os 9 anos, 4 meses e 2 dias, no prazo de 7 anos. O Governo já apresentou por diversas vezes contas inflacionadas, com totais baseados em médias erróneas. Um grupo de professores verificou-as e constatou, segmentando os dados, a sua falsidade (https://guinote.wordpress.com/2019/01/21/as-nossas-contas/). Ora, uma mentira dita muitas vezes nunca se transformará em verdade.
  • A recuperação dos 2 anos, 9 meses e 18 dias em 2019 foi proposta do Ministério da Educação. Aliás, um recente decreto-lei do governo, que ainda aguarda promulgação, apresentou a possibilidade a todos os professores de recuperar parte desse tempo já em 2019. É, por isso, falso que o Governo não tenha verba no orçamento de 2019 para recuperar parte do tempo de serviço congelado. E, se o decreto do Governo é constitucional, então qualquer lei que a AR apresente, afirmando algo semelhante, também será.
  • A recente proposta aprovada na Comissão da Educação não altera um cêntimo ao Orçamento de Estado de 2019. O orçamento de 2020 ficará a cargo de próximo Governo, ainda por decidir nas próximas legislativas.
  • A proposta que tanta perturbação criou ao atual Governo e seus seguidores mediáticos nem traz nada de especial: a negociação continuará, ficando apenas assumido que, em parcelas e gradualmente, os 9 anos são para considerar na carreira (e nãodevolver”, termo que cria a ilusão falsa de que se vai pagar o que ficou perdido para trás e que nunca ninguém pediu). Os professores perderam milhares de milhões com os cortes salariais durante a crise financeira, mas é falso que seja recuperar isso que está a ser discutido. O que se discute agora é se o tempo de trabalho efetivamente prestado desaparece (ou não) da carreira dos professores.
  • O Primeiro- Ministro, na sua declaração de eventual e coativa demissão, falou em falta de equidade e que a votação parlamentar punha em causa a credibilidade internacional. Lembre-se que mesmo as contas inflacionadas do Governo apontam apenas para um acréscimo no défice de 0,2 a 0,3 pontos percentuais. Quanto à credibilidade internacional, não foram os salários dos professores e restantes funcionários públicos que levaram a uma intervenção por parte da Troika. Aos bancos, que agora se descobre que foram causa primeira do descalabro financeiro, por via de empréstimos e investimentos ruinosos, nunca é contestado qualquer capital para novas injeções financeiras, nem se alega falta de credibilidade internacional por se continuar sem apurar responsabilidades.

O passado mostra que não se ganham eleições a vilipendiar um dos grupos profissionais mais estimados pelos portugueses. Nem repetindo falsidades para amesquinhar um grupo profissional que tem mostrado dignidade na luta, na adversidade e na solidariedade com o todo nacional.

Mas isso não anula a verdade simples: os portugueses em geral, mesmo os que não conseguem passar a barragem da comunicação social para se expressar, respeitam e compreendem os professores e não vão ser enganados por políticos que acham que, com barulheira e falsidades, se faz mais uma habilidade para evitar desgraças eleitorais.

Há coisas mais importantes que contar os votos da próxima eleição. Uma delas é o respeito pela verdade e pela dignidade de uma classe profissional que todos os dias dá o seu melhor pela formação dos futuros cidadãos.

 

Portugal, 6 de maio de 2019

 

Subscrevem (por ordem alfabética):

Anabela Magalhães

Assistente Técnico

Atenta Inquietude

Blog DeAr Lindo

ComRegras

Correntes

Escola Portuguesa

Escolarizar

Na Minha Opinião

O Meu Quintal

Primeiro Ciclo

Professores Lusos

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/manifesto-pela-verdade-dos-factos/

Rui, o Melhor Professor do Ano…

Rui inventou formas de manter os alunos sempre atentos. É o melhor professor do ano

 

É a segunda vez que este prémio é entregue em Portugal, um dos 17 países a albergar uma edição nacional do já conhecido internacionalmente como o prémio “Nobel da educação”. Desta vez, ganhou um docente das Caldas da Rainha.

O professor Rui Correia, da Escola Básica de Santo Onofre/Agrupamento de escolas de Raul Proença, nas Caldas da Rainha, é o grande vencedor da segunda edição do Global Teacher Prize Portugal 2019, um prémio que elege o melhor professor do ano. Esta edição contou com mais de 200 candidaturas e acima de 1500 recomendações submetidas por alunos, colegas e encarregados de educação, que resultaram na nomeação de dez finalistas seis mulheres e quatro homens chegados de diferentes zonas do território nacional, de 18 distritos do continente e das regiões autónomas. O galardoado foi conhecido esta segunda-feira, numa cerimónia que decorreu no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.

Rui Correia confessa-se “um piegas”, por isso o discurso foi emocionado. Mas teve coragem para chegar aos agradecimentos. “Quero dedicar aos meus alunos. Obviamente que são os responsáveis por eu estar aqui. É honra e um grande prestígio”, começou por dizer. E aproveitou para lembrar: “Nós não somos os melhores professores do país, somos alguns dos melhores. E não precisamos de sair das nossas escolas para os ver.”

Manter a atenção de um aluno durante 45 ou 90 minutos (os tempos médios de duração de cada aula) não é tarefa fácil. Mas Rui Correia pensa ter encontrado a solução e, até agora, os resultados estão à vista nas turmas que leciona.

“Num meio socioeconómico desfavorecido como aquele em que eu trabalho não é nada fácil garantir que os alunos têm a noção de que estudar é uma coisa para todos. Isso tornou-se uma obsessão para mim: assegurar que os alunos têm ciclos de atenção durante uma aula, que lhes permita estar realmente interessados em perceber”, conta. Através de várias atividades diferentes ao longo da aula, Rui tenta garantir que nenhum aluno perde o foco, tornando a aprendizagem até mais descontraída e divertida. Ou pede aos alunos para escreverem um resumo do que é lecionado a cada 15 minutos numas páginas amarelas – até premiando os melhores resumos – ou oferece-lhes pequenos quadros brancos e “copos semáforos” através dos quais mostram se estão a perceber ou mesmo a gostar do que lhes está a ser ensinado.

“Isto sempre envolvendo muito riso e muito humor. Não há nenhuma possibilidade de perceber a aprendizagem sem que ela seja descontraída, simpática e amável”, faz questão de lembrar.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/rui-o-melhor-professor-do-ano/

Carta aberta ao Sr. Primeiro Ministro e líderes do PSD e CDS

Exmo. Sr. Primeiro Ministro e líderes dos partidos PSD e CDS,

Serve o presente para avaliar a conduta de V. Exas. relativamente às atitudes e valores no que concerne a contagem do tempo integral de serviço docente.

Sr. Primeiro Ministro

    . pelo profundo desrespeito pela classe docente e pelos seus direitos violando o artº 2 da Constituição Portuguesa, que passo a citar: “…  garantia de efetivação dos direitos … fundamentais …” – 0 valores

    . pela incapacidade de aceitar a derrota – 0 valores;

    . pelo recurso à estratégia de chantagem com o intuito de IMPOR a sua vontade ao país, violando o artº 2 da Constituição Portuguesa, que passo a citar: “A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado … no pluralismo de expressão e organização política democráticas…” e a alínea B do artº 9 do mesmo documento, que passo também a citar: “Garantir os direitos … e o respeito pelos princípios do Estado de direito democrático” – 0 valores;

    .  pela aposta na desinformação por forma a incitar a revolta da população contra a classe docente, levando a acreditar que a recuperação integral do tempo de serviço constitui um encargo financeiro demasiado elevado para o país, quando a insustentabilidade económica resulta, única e exclusivamente, da CORRUPÇÃO que atingiu o seu máximo ao longo da atual legislatura – 0 valores

   . por desconhecer que a  EDUCAÇÃO constitui a base de qualquer sociedade desenvolvida – 0 valores;

    . pela falta de ética e recusa em defender os direitos fundamentais dos cidadãos: respeito, igualdade, justiça, etc – 0 valores;

   . pelo facto de não respeitar e violar a quase totalidade dos princípios preconizados na Declaração de Princípios do próprio partido – 0 valores;

    . pela falta de responsabilidade, de integridade, de excelência, de cidadania e de liberdade – 0 valores.

    . pelo facto de constituir um péssimo exemplo para o país, essencialmente, para os nossos jovens – 0 valores.

Síntese descritiva

O Sr. Primeiro Ministro revela profundas lacunas na componente “Atitudes e valores” e no cumprimento das suas obrigações no âmbito da Constituição Portuguesa.

Demonstra, ainda, uma enorme incapacidade para a governação do país.

Não atingiu, nem atingirá os princípios, os valores e as competências mínimas exigidas para governar Portugal na próxima legislatura.

 

Líderes dos partidos PSD e CDS

    . pela incapacidade de serem fiéis às decisões tomadas – 0 valores;

    pela tentativa desesperada de formar governo na próxima legislatura (vale tudo; dá-se o dito pelo não dito) – 0 valores;

    . pela falta de responsabilidade, de integridade, de excelência, de cidadania e de liberdade – 0 valores.

Síntese descritiva

Os líderes do PSD e do CDS revelam uma profunda incapacidade de sustentação das decisões tomadas, caracterizando-se como líderes fracos, facilmente manipuláveis e influenciáveis que não merecem credibilidade por parte dos portugueses.

Não atingiram, nem atingiram os princípios, os valores e as competências mínimas exigidas para governar Portugal na próxima legislatura.

Sr. Primeiro Ministro, a sua enorme inaptidão para a governação é comprovada pelo descontentamento geral do país demonstrado pelo recorde de manifestações e greves que V. Exa. acumulou e ignorou num ato de profunda arrogância e prepotência.

Com os meus melhores cumprimentos,

Guida Lemos

Professora do Ensino Básico e Secundário

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/carta-aberta-ao-sr-primeiro-ministro-e-lideres-do-psd-e-cds/

Load more