Chegou-me este pedido de divulgação de um professor que apela à Abstenção nas eleições. Eu pessoalmente nunca falhei uma eleição e não conto seguir este caminho. O voto é um dever e até acho que devia ser uma obrigação, mas compreendo o desanimo de muita gente com o nosso sistema político. Mas não votar é deixar de cumprir um dever de cidadania que foi conquistado com o 25 de Abril.
Mas sendo este um espaço Plural fica a opinião deste docente que apela ao “Não Voto” e faz campanha por isso.
Como abriu a época de “caça” aos votos para todos os locais onde há “presas” à solta e à “fartazana”, de forma a permitir aos “predadores” engordar o seu bolso, segue o meu modesto contributo para a economia do país refém da europa.
Nas últimas eleições já só votaram cerca de um terço dos eleitores e nestas espero que aumente a abstenção até que sejam votantes apenas os políticos, as famílias e os amigos (tal como nos governos). E já falta muito pouco para que este fenómeno aconteça e se comprove que o poder terá de passar para o povo e não continuar a estar alicerçado numa “casta” que constrói e consolida (legislando à sus medida) cada vez mais um imperialismo sugador e exterminador.
Se não houver votos, não haverá Deputados.
Se não houver Deputados não haverá Governos.
Se não houver Governos não haverá Presidentes da República.
Para estes contou o tempo todo e não houve cortes nem no número nem nos gastos, antes pelo contrário foram atualizados e aumentados como sempre.
Se foram eles que dirigiram mal o país, cortando neles, já sobrava dinheiro para cobrir alguma valorização salarial resultante da contagem total e imediata do tempo de trabalho aos professores. Já para não falar de terem de pagar os prejuízos que causam.
Estaria instalada alguma instabilidade política que serviria de reflexão para tentar abanar o sistema.
Por isso, vai a minha pequena beneficência.
Já está afixado no meu carro e desta forma até ainda ajudo o país a poupar muito dinheiro.
Por cada pessoa que não votar, os partidos não recebem perto de vinte euros pagos pelo Estado com o dinheiro dos nossos impostos e da desvalorização dos nossos ordenados.
No tempo do Salazar também se votava e o voto não valia nada para o povo, só produzia efeitos para quem governava.
Atualmente, assim estamos. Não houve qualquer evolução, apesar de haver mais partidos, todos contribuem para o mesmo efeito contra o povo, ou pelo menos contra os professores.
Segue foto do meu automóvel já devidamente equipado e ficheiro com o texto do panfleto.
Atentamente,
Carlos de Almeida Tiago





15 comentários
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CUIDADO!
Este é um professor socialista, ao serviço do Costa!
A abstenção, os brancos e os nulos, pura e simplesmente, NÃO contam.
Se não votarmos só lhes facilitamos a vida, elegem-se só com os tachistas.
VOTAR, TODOS!
Nota: desculpem as maiúsculas, mas se for preciso gritar…
Eu vou votar, mas o meu voto será de protesto: num dos chamados partidos pequenos, aquele que os do “arco do poder” mais odeiam.
Não votar, também é uma opção de cidadania activa, embora pareça um contra-senso. Para mim não é. O que todos os políticos, para nós professores, mereciam, desta vez, é que ninguém votasse. Estão a precisar de uma verdadeira lição de cidadania. Respeito quem vote. Eu, pela primeira vez, desde que há eleições livres, NÃO vou votar.
Eu vou votar…
A melhor maneira de dar uma lição ao Costa é ir votar num partido que lhe doa. Se o PS ganhar por “poucochinho” vai arrepiar caminho e terá de ver os professores como uma força inquestionável.
Por isso não concordo com este colega e apelo a todos para irem votar NÃO PS.
Não voltar é ajudar os do costume… no pior das hipóteses voto em branco, não seria a primeira… nem a segunda vez que o faria!
Que idiotice. Mais ainda vinda de alguém, que supostamente, tem alguma cultura.
Até parece que todo o programa do governo tem que passar por fazer todas as vontades aos professores ( mais ainda!)
E até parece que não votando os moderados, os extremos militantes, que votam sempre, não aumentam as suas percentagens.
Quando os PNR e os Bastas estiverem a governar, talvez esse “professor” já vote ( se ainda tiver direito a tal)
No ponto de vista, votar é um ato de cidadania e de participação na Democracia.
Penso ser um grande erro não votar ou votar em branco por duas razões: 1º – Quem não vota está a dar mais poder ao partido que vai ter mais votos; 2º- Vai haver sempre cidadãos que votam, nem que sejam os militantes dos partidos; 3º- Temos mais de vinte partidos como opção para o nosso voto e por isso não faltam escolhas.
Sou sim contra as maiorias absolutas.
Eu vou votar. A abstenção é uma péssima opção… não vamos cair nessa patetice e não vamos servir quem está no poder. Abstenção = sofá=preguiça= sem opinião= nada
Sou militante do PS. Para as europeias e para as legislativas o meu voto será num partido que me garanta sustentabilidade democrática e algum respeito pela carreira docente.
Não votar é alimentar o desprezo de Costa, Marcelo e Rio.
“No tempo do Salazar” os professores eram valorizados.
Votar em branco é perigoso, porque “podem votar por ti” e vais contribuir para que os partidos recebam pelo teu voto.
Este texto só revela desconhecimento e ignorância, ou então, como alguém já disse, é de quem está ao serviço do PS.
Os votos nulos e brancos não contam para nada!
Qualquer aluno que tenha a disciplina de MACS sabe isso!
Em termos de representatividade não contam, mas um aumento dos número de votos brancos tem um significado político… se um dia atingissem valores superiores a partidos com assento parlamentar (por exemplo) seria um dado político muito relevante que que teria de ter alguma resposta por parte dos políticos. Já a abstenção, mais 4 ou 5, menos 4 ou 5%, vai dar no mesmo!
quem entende da teoria do sistema eleitoral ( metodo de Hondt ) irai chegar á conclusão que o não votar so favorece os grandes partidos… é como votar em branco e votar nulo… ( so contam sempre os votos válidos).. mas isso seria uma grande explicação.. mas Concordo que estamos num país livre e cada um é livre de tomar as suas decisões
Ainda pensei em anular o voto, mas é mais eficaz votar num pequeno partido.
Vou votar no PAN.