Preocupados com as dificuldades dos alunos na escrita e leitura, os diretores das escolas públicas de Portugal pedem um reforço do Plano 21|23 Escola+ no próximo ano letivo.
Diretores querem mais um ano de Recuperação das Aprendizagens
Depois de dois anos letivos fortemente marcados pela pandemia de covid-19 e perante a instabilidade nas escolas causada pelas greves, os dirigentes escolares foram ouvidos pelos deputados da Assembleia da República Agostinho Santa (PS), António Cunha (PSD), Gabriel Mithá Ribeiro (Chega), Carla Castro (Iniciativa Liberal) e Manuel Loff (PCP) para discutir o Plano de Recuperação das Aprendizagens (PRA), que termina no final deste ano letivo.
Para a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) e a Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE) a situação atual exige a continuação e reforço do PRA. Isto porque as escolas portuguesas ainda vivem as “consequências arrasadoras” causadas pela falta de aulas derivada da pandemia.
“É agora que verdadeiramente se começa a sentir o impacto dos confinamentos e da pandemia”, começou por dizer David Sousa – vice-presidente da ANDAEP – que admite relatos diários de professores que apontam a “falta de aprendizagens estruturantes que impedem a progressão dos ciclos seguintes” e afetam especialmente os alunos mais desfavorecidos.
Nesse sentido, também Manuel Pereira, presidente da ANDE, testemunhou o impacto da pandemia nos alunos, revelando que “é necessário trabalhar para recuperar a leitura e a escrita” – dois aspetos fundamentais bastante impactados, “especialmente nas zonas do país que são mais isoladas”.




14 comentários
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Gostaria de saber o que fazem os diretores na recuperação das aprendizagens dos alunos?
Nada vezes nada!..
Mostram-se preocupados para terem mais créditos. Ter os gabinetes com mais gente!…
Deviam seguir o exemplo do colega de Viana do Castelo.
Esse sim preocupa-se com o futuro! Dos alunos e professores.
Fechem as escolas e sejam solidários! Pois é querem poleiro! Gostaria de os ver numa sala de aula. Metiam atestado e não voltavam para a escola!
Coloquem-se nos sapatos dos vossos colegas!
A maioria não têm formação para liderar! Isto é liderar!…
Vergonha de Portugal! Deveriam prestar contas no Parlamento! Como os outros!..
Estão a chegar ao 2° ciclo e 3°ciclo, alunos sem saber ler nem escrever…
Estão a chegar?
Estão a chegar há muito tempo. Não é de agora. Já vejo esta situação a degradar-se há muito tempo.
Aliás, o problema não é só não saberem ler nem escrever. É não quererem sequer ler os enunciados!
O trabalho custa e faz calos.
Há mais de 10 anos que nem no secundário sabem ler um enunciado numa disciplina como Geometria Descritiva.
A Irene tem toda a razão.
Mais créditos para uns projetozinhos ? Não vejo recuperação de aprendizagens muito válidas!
Mais horas de Português e ou de Matemática?
Continuam sem saber interpretar ,relacionar, têm um vocabulário reduzido…
E créditos para manter determinadas pessoas quase sem turmas?
Mais horas do mesmo = Nada.
Querem o quê?
Os créditos são para completar horários a professores de projetos (ridículos).
Amigos dos diretores e depois têm excelente!
Pelo menos aproveitavam as horas em projetos que desenvolvessem a motricidade fina aos alunos.
Por esta não se encontrar desenvolvida, existem muitos cirurgiões que quando operam fazem um furo aqui, outro ali. Resultado final, paciente, “morre”, mas nunca se sabe de quê!..
Aproveitem as horas para isto, português e matemática.
Sei do que falo!…
Os créditos são para dar horas a salas de estudo e apoios, onde nada ou quase nada é realmente feito. Isso sim.
Projetos nada. Só mais do mesmo.
Nalgumas escolas em vez de se darem horas para o desenvolvimento de projetos de aprendizagem tecnológica, dão-se horas para desdobrar turmas a Português, Matemática e Ciências, para nada acontecer.
É ridículo!
É mais do mesmo. De nada serve.
Enquanto isso, quem alomba continua a alombar cada vez mais.
Um nojo!
A maioria dos Diretores não passam de capatazes de plantão, oriundos do PS ou equivalente, apenas preocupados com o proveito próprio e a fugir das salas de aula o mais que podem. O apoio que estão a dar à Luta, praticamente se limita a papelinhos inócuos a repetir até à exaustão o que está em cima da mesa, num relambório inútil. Demissões em massa? Nem uma, isso é que era bom. Assim sendo, o que eles querem, não me diz nada
Os sindicatos têm culpa!…
Deveriam fazer uma petição publica ,a todos os professores, para terminar com a figura de diretor, em todos os agrupamentos.
São os grandes culpados de tudo que se passa com os professores, nas escolas.
Para formar governo existe eleições! Onde votam (deveriam votar) todos os portugueses!…
Eu nunca votei para eleger um diretor!…
E quais são os critérios?
Vivemos em Democracia (penso eu).
Vem aí o 25 de Abril (muito tem que mudar)!…
Vamos começar pelas escolas públicas?
Estes diretorrecos são uns bananas! Não os têm no sítio para assumir que as escolas que dirigem são uma bandalheira no que toca a indisciplina e agora querem camuflar a coisa com créditos para recuperações….
O problema do insucesso está na indisciplina e não nas pseudo recuperações, mas isto eles não querem assumir!
Como é que os diretores podem querer alguma coisa dessas?
Os diretores deveriam estar do lado dos professores e lutarem pela melhoria das nossas condições de trabalho. O que interessa esse programa se não há professores de apoio para o colocar em prática.
Os pais que os ensinem a ler e a escrever em vez de andarem metidos nos cafés da terra a jogar as cartas ou a ver os jogos do SLB.
Têm filhos só por ter.
Os diretores querem é tacho e os professores que aguentem as escolas e façam o trabalhinho todo. Se gostassem de dar aulas, estavam no batente. Aliás, quem põe a escolas a funcionar a 100% são os professores e salvam a imagem da escola, não tenhamos a mínima dúvida! Os professores é que aguentam as escolas e todo o sistema.
Os alunos sabem cada vez menos, porque o sistema os educa para o ” non fare niente ” e transição garantida, claro!