Telescola sem alunos na RTP Memória
0,0% de rating e 0,0% de share, são os números que marcam a maioria das aulas do dia no #EstudoEmCasa, transmitido de segunda a sexta-feira pela RTP Memória.
As novas aulas da telescola, que têm estado no ar desde o início do novo ano letivo, não repetem o sucesso da primeira edição da iniciativa, e têm mantido o canal do grupo público durante a maior parte do dia com números residuais de audiência.
Nas 148 aulas emitidas desde setembro, a média não ultrapassa os 0%, e se formos olhar o detalhe, a aula mais vista desde o início do ano letivo teve um auditório de 16,8 mil espectadores. Esta terça (15), por exemplo, as disciplinas de Educação Artística, Educação Tecnológica, Português Língua Não Materna e Francês – 3.º Ciclo não tiveram qualquer espectador detectado pelos audímetros da GfK/CAEM.
Estes números estão a pressionar a média da RTP Memória, que terminou o dia com um share de 0,5% e nunca superou os 0,6% mensais desde setembro, mesmo sendo emitida em todo o país através da Televisão Digital Terrestre (TDT). Entre março e junho, o cenário foi inverso, com a ausência de aulas presenciais a exponenciar a procura dos conteúdos educativos do #EstudoEmCasa, que chegaram mesmo a liderar audiências.




2 comentários
A questão é: para quem é que estão a ser feitas estas aulas? Se o ensino é presencial, quem é suposto assistir? Falta saber qual o investimento envolvido em todo um período de telescola. Quantos professores foram requisitados? Quais os encargos associados à transmissão? Vão insistir neste projeto ao longo de todo o ano letivo? Não teria sido mais lógico ter desviado essa verba para dotar as escolas de mais equipamento tecnológico? Há de facto mistérios que me escapam…
A telescola teve muito sucesso no ano letivo passado pois houve muitas escolas que se fizeram substituir por ela.
Muitas escolas definiram no plano do ensino à distância que todos os alunos, independentemente de existirem meios tecnológicos ou não, deveriam assistir a todas as aulas da telescola correspondentes ao seu ano.
Houve muitas escolas onde o(s) professor(es) apenas enviavam fichas, com a respetiva correção, por email para os alunos realizarem e não lhes deram aulas.