A quase totalidade dos professores e educadores considera o seu salário baixo e 84% não aconselhariam os jovens a seguir a carreira docente, revela um inquérito nacional realizado pela Federação Nacional de Educação (FNE).
Professores consideram salários baixos e não recomendariam profissão a jovens
Estes são alguns dos resultados preliminares da consulta nacional ‘online’ levada a cabo pela FNE, entre 13 e 20 de outubro, à qual responderam 2.138 educadores de infância e professores dos ensinos básico e secundário de todo o país.
“Como primeira análise, podemos avançar que as respostas a este inquérito revelaram um fortíssimo descontentamento em relação à remuneração”, sublinha a FNE, revelando que 97,1% dos inquiridos consideram que a sua remuneração não está ao nível das qualificações que são exigidas para o exercício profissional.
Nota-se um ligeiro aumento do descontentamento, quando se compara com os resultados da consulta realizada em 2022 pela FNE, em que 96,7% dos professores e educadores admitiram estar descontentes com o salário.
Questionados quanto às expectativas de carreira, 94% consideram que são “pouco” ou “nada atrativas”: “No ano passado, 56,5% diziam que eram dececionantes e 39,7% que eram pouco atrativas”, refere a FNE.
Numa altura em que as escolas continuam à procura de professores – a Fenprof apontava para 50 mil alunos sem todos os docentes atribuídos um mês após o início das aulas – a tutela tem levado a cabo várias iniciativas para atrair mais jovens para a profissão, mas parecem ser insuficientes na perspetiva de quem já está a dar aulas.
A grande maioria dos educadores e professores que respondeu ao inquérito (84,1%) não aconselharia um jovem a ser professor, sendo que a percentagem desceu ligeiramente em relação ao ano passado (menos 2,3 pontes percentuais).
A consulta revela ainda que mais de oito em cada dez educadores e professores (82,9) sente que o reconhecimento social pela profissão docente é negativo.
“Os respondentes desta consulta deixaram ainda de novo o alerta de reprovação relativamente às políticas deste governo, sendo muito críticos em relação às opções do atual governo em matéria educativa, sendo que 91,9% afirma que são insuficientes e muito insuficientes”, afirma a FNE.
O inquérito abordou outras questões, como por exemplo, a utilização dos telemóveis pelos alunos na sala de aula, com dois em cada três a concordar com o seu uso (67,9% contra 32,1% que discordam).
Sobre o arranque do ano letivo, os professores apontaram como principais preocupações o excesso de trabalho, a excessiva carga burocrática e o excesso de trabalho administrativo.
A maioria dos professores e educadores também deu nota negativa às medidas anunciadas pela tutela para simplificar as tarefas dos professores.




4 comentários
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obrigatórias. Mandar às favas o Ubuntu, Maia e o camandro a quatro de bestialização da escola, tal como os chavões da flexibilidade e da pseudo-inclusão.
.Continuar a demonstrar a inação da Confap e outros vendidos.
.Protagonizar os eloquentes pragmáticos na comunicação social: Guinote, Cristina, Ricardo, Prudêncio…
A causa dos professores é justa e já todos o perceberam. Há é uma birra anti-professor por parte deste governo e isso ainda lhe pode sair caro.
Não nos esqueçamos que haverá eleições e que alguém vai precisar de palco escolar para os festejos que usam para se perpetuarem na gamela que os enche à custa de quem trabalha.
.Recusar cerimónias de comemoração do 25 de abril enquanto não derem um claro sinal de punição de galambões e Costas Mínimos ilegais.
.Outdoors que até os amantes de sofá financiam. Mas têm de ser simples, inteligentes e elegantes. E, claro, parar de criticar quem se mexe e, quem se mexe, parar de criticar quem aparentemente não dá nas vistas. Os outdoors são um trunfo! No fundo, é usar a propaganda, tal como fazem os chupetistas. Se para eles resulta, para os professores também tem que resultar! Haja competência gráfica e de conceitos!
.Parar com divisões e oportunismos de dinossauros e garnizés obrigando-os a deixar de se armarem em enquadradores da turba, pois esta até é bastante mais pura que eles e não tão acéfala como erradamente deduzem. Têm de correr atrás dos professores e não o contrário.
.Unir e grevar a sério com lucidez.
.Ações de participação cívica em locais como auditórios, seminários, colóquios.
.Ações nas redes sociais, como mini-filmes, desmentidos, vídeos.
.Ações éticas e estéticas, como vigílias, serenatas, iluminação de pontes. E talvez um programa de humor a ironizar com situações da vida real dos professores demonstrando as injustiças com piada. A difundir nas redes, blogues e nos media de bom gosto: “Através da rádio, teledisco e cassete pirata”.
.Não dinamizar atividades do plano anual das escolas que sirvam para promover politicos locais ou lourear diretores ditadores que se projetam para a nuvem que paira na azinheira.
.Cortar com todo o sobretrabalho e burocracia. Não esquecer que está decretada uma greve a reuniões/atividades/trabalho extra e que as reuniões intercalares nem são obrigatórias.
E não atirar tinta verde, nem arranjar pussycatsriots…civismo sempre
o governo quer la saber…
eu gosto é de ver nas escolas os profs metidos em projetos e projetinhos…
Eu não aconselharia por diversas razões…, mas sobretudo pela a injustiça a nível de salários condições e benefícios uns têm outros não, uns recebem mais e outros menos e portanto fazem o mesmo trabalho e não existe valorização de qualificações um licenciado consegue ter melhores condições, ultrapassar e receber igual ou mais que um docente com mestrado ou mais qualificado, desde que este tenha mais tempo de serviço..só neste país.