Março 2022 archive

Retificações legislativas sobre os cursos de educação e formação de adultos

 

PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS – SECRETARIA-GERAL

Retifica a Portaria n.º 86/2022, de 4 de fevereiro, que regulamenta os cursos de educação e formação de adultos, designados por «cursos EFA»

PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS – SECRETARIA-GERAL

Retifica a Portaria n.º 70/2022, de 2 de fevereiro, que regula os cursos de aprendizagem previstos na alínea b) do n.º 1 do artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 396/2007, de 31 de dezembro

PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS – SECRETARIA-GERAL

Retifica a Portaria n.º 66/2022, de 1 de fevereiro, que regulamenta as formações modulares certificadas previstas na alínea f) do n.º 1 do artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 396/2007, de 31 de dezembro

 

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165 Docentes Aposentados em Abril

Na lista mensal de aposentados ao dia 1 de abril existem 165 docentes da rede pública do Ministério da Educação de Portugal continental.

Ainda estamos muito longe para se atingir a previsão de 2826 docentes aposentados em 2022.

 

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Não há “Ditadores do bem”, há só Ditadores…

 Em algumas escolas, existe uma Ditadura, pretensamente “do bem”, que com toda a desfaçatez e cinismo, costuma apregoar a defesa intransigente da Lei, sobretudo para justificar a aplicação de medidas absurdas e excessivas…

 Não há forma mais sórdida, perversa e cobarde de exercer a Ditadura do que aquela que se escuda na Lei e que se esconde atrás da Lei…

 A Ditadura exercida dessa forma nunca chega a ser assumida, fica cobardemente encoberta, servindo para atingir determinados fins e ocultar ou disfarçar as verdadeiras intenções…

 Parece que, de vez em quando, emergem por aí, em algumas escolas, certos Ditadores que, a coberto da Lei e com a justificação da aplicação da Lei, aproveitam para implementar as mais injustas, discricionárias, sórdidas, perversas e aberrantes medidas…

 E é tão fácil invocar a Lei, da forma que der mais jeito, tendo como objectivo primordial o exercício de um Poder autocrático, prepotente e arbitrário…

 Mas esses “pequenos déspotas iluminados” acabam, quase sempre, por ser traídos pelo seu próprio egocentrismo ou narcisismo e pela sua desmesurada ambição… Na realidade, não se preocupam genuinamente com os outros, nem se interessam por eles…

 Mais cedo ou mais tarde, acabam por deixar cair a “máscara” e eis que se torna visível a sua verdadeira índole e a sua verdadeira natureza, em toda a sua sinistra magnificência…

 E, quase sempre, a sua verdadeira índole acaba por ser revelada, não pelas suas palavras, mas antes pelas suas acções…

 O seu objectivo supremo parece ser este: servirem-se dos outros e exercer a sua acção como tiranos, utilizando, se necessário, as mais ardilosas formas de interpretar determinados preceitos legais, para atingirem os seus desígnios pessoais e justificar hediondas deliberações…

 A esse propósito, lembrei-me destas palavras da Bíblia, alegadamente proferidas por Jesus:

 “Cuidado com os falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores” (Novo Testamento)…

 Não há “Ditadores do bem”, há só Ditadores…

 E, lamentavelmente, há muitos que, no seu local de trabalho, são obrigados a suportar diariamente tais criaturas…  

 

(Matilde)

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Exames só para o Superior

 

Exames só para o Superior

A CNAES reconhece que «o ensino básico e secundário no ano letivo de 2021/22 ficou ainda marcado pela continuação de perturbações no funcionamento dos estabelecimentos de ensino», devido às medidas de controlo da pandemia de covid-19, que justificam «a adoção e manutenção de medidas excecionais e temporárias no âmbito do ensino secundário e do acesso ao ensino superior».

Em comunicado, esclareceu que devem ser «aprovadas medidas excecionais para garantir o acesso ao ensino superior a estudantes oriundos dos sistemas de ensino secundário estrangeiros», sendo que «procedendo à derrogação transitória do regime relativo à substituição de provas de ingresso exigidas para candidatura ao ensino superior português por parte dos titulares de cursos de nível secundário de países onde se tenha determinado o cancelamento dos exames finais do ensino secundário como medida de mitigação da pandemia da doença covid-19 ou decorrendo de alterações curriculares cuja vigência se iniciou nesse contexto», explica-se no comunicado.

 

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Lista Colorida – RR25

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR25.

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Atenção que o Concurso Do Continente em Breve é Apenas o Externo

Tem circulado informação que o concurso de professores no continente irá ocorrer na segunda quinzena de março. É muito provável que assim seja, visto que em anos anteriores tem sido essa a maioria das vezes que abriu o concurso.

No entanto quero lembrar que está primeira fase do concurso é apenas o concurso externo anual, com vista ao ingresso dos docentes contratados na carreira, que por sua vez já serve para ordenar os candidatos do concurso externo à contratação inicial.

Este ano não há concurso interno, pelos que alguns docentes dos quadros apenas poderão concorrer na fase da mobilidade interna.

 

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Vamos fazer uma vénia ao Deus da Hipocrisia? Luís S. Braga

As faltas entre docentes não são um problema. Não falemos disso que não vale a pena. Não debatamos isso que não interessa.
Toda a gente sabe que os professores nunca faltam. Só uns quantos, muito poucos, mesmo muito poucos, e só em casos excecionalissimos e muito ocasionalmente faltam.
E esse tema não interessa nada.
Não vale a pena estudar, refletir ou pensar sobre ele.
Não é preciso regras sobre faltas. Na próxima discussão do ECD não é preciso analisar esse tema. Os professores não faltam.
O boletim de faltas para meter 102º devia ser abolido por inútil.
Todo o resto da sociedade acha isso irrelevante. Os pais andam geralmente muito felizes com esse assunto.
E quem gere escolas deve deixar andar.
Isso não afeta nada a nossa imagem como classe profissional e o funcionamento das escolas e é absolutamente irrelevante.

Entretanto, nos EUA…..

We should be focusing on absenteeism among teachers, not just students

 

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Piano Rock – Imagine John Lennon #peace

 

Imagine there’s no heaven
It’s easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today, I
Imagine there’s no countries
It isn’t hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace
You may say I’m a dreamer
But I’m not the only one
I hope someday you’ll join us
And the world will be as one
Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world, you
You may say I’m a dreamer
But I’m not the only one
I hope someday you’ll join us
And the world will live as one

 

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303 Contratados colocados na RR25

Foram colocados 303 contratados na Reserva de Recrutamento 25, distribuídos do seguinte modo:

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Reserva de Recrutamento n.º 25

 

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 14 de março, até às 23:59 horas de terça-feira dia 15 de março de 2022 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 25 

Listas – Reserva de recrutamento n.º 25

 

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O que diz diploma do Governo sobre os exames

 

Comissão de Acesso concorda com manutenção das regras de candidatura ao ensino superior

Exames do ensino secundário devem ser feitos apenas às disciplinas específicas para o ingresso, tal como aconteceu nos últimos dois anos e propõe o Governo. Decisão final apenas na próxima semana, pois ainda decorre o prazo legal para a auscultação dos perceiros.

A Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES) concorda com a manutenção das regras do ingresso nas universidades e politécnicos que vigoraram nos últimos dois anos, devido à pandemia. Os estudantes do ensino secundário devem apenas realizar os exames nacionais específicos para concorrerem às universidades e politécnicos, entende aquele organismo, concordando com a proposta do Governo que foi dada a conhecer esta semana aos parceiros do sector.

Tendo em conta “a experiência positiva verificada no ano anterior, num idêntico cenário de pandemia”, a CNAES considera “essencial manter as condições determinadas para o passado ano lectivo, de forma a garantir a necessária estabilidade no acesso ao ensino superior”.

O ensino ficou, no ano lectivo de 2021/2022 “ainda marcado pela continuação de perturbações no funcionamento dos estabelecimentos de ensino, que determinam a adopção e manutenção de medidas excepcionais e temporárias no âmbito do ensino secundário e do acesso ao ensino superior”, justifica o organismo consultivo do Governo, num parecer a que o PÚBLICO teve acesso.

O documento é muito semelhante ao que foi emitido pela CNAES nos últimos dois anos, prevendo que, para efeitos de acesso ao ensino superior, os alunos devem realizar apenas os exames nacionais das disciplinas exigidas como provas de ingresso. É também defendida a possibilidade de utilização dessas provas para efeitos de melhoria de nota.

Provas de aptidão realizadas à distância

O parecer prevê ainda que as provas de aptidão profissional, avaliação final, aptidão artística e aptidão tecnológica – que permitem a certificação dos cursos profissionais ou artísticos – possam ser realizados à distância, tal como aconteceu nos dois anos anteriores.

A posição da CNAES vai ao encontro da proposta do Governo que esta semana foi apresentada aos parceiros do sector. O executivo reconhece que, ao longo de 2021/2022 não foi “ainda possível alcançar a tão desejada normalidade do decurso do ano lectivo”, para justificar esta decisão. Os exames do ensino secundário começam também a 17 de Junho, mas prolongam-se até 6 de Julho.

O diploma do Governo ainda não foi aprovado no Conselho de Ministros desta quinta-feira. Decorre ainda o prazo legal de auscultação das entidades oficiais que têm que pronunciar-se no processo, nomeadamente as Assembleias Legislativas das Regiões Autónomas. A versão final deverá ser discutida na próxima reunião do Executivo.

A mesma proposta de decreto-lei prevê também o regresso das finais de ciclo no 9.º ano, tal como acontecia antes da pandemia. Os resultados não vão, porém, contar para as suas notas. A recuperação das provas finais do 3.º ciclo permite “sublinhar a importância que a avaliação de âmbito nacional configura para os processos de monitorização da qualidade do sistema educativo”, lê-se no diploma. Além disso, a informação gerada pelos exames do 9.º ano será importante para avaliar os impactos da pandemia nas aprendizagens “contribuindo para uma implementação ainda mais sustentada” do Plano de Recuperação de Aprendizagens apresentado no final do ano lectivo passado e que tem dois anos de vigência previstos, lê-se no preâmbulo do diploma.

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Professores, a 4.ª profissão em que os portugueses mais confiam

 

O clima de dúvida e de ansiedade de 2020 não se desvaneceu em 2021. Ao contrário, novas preocupações surgiram no contexto pandémico que se desejava já ultrapassado, mas que se acentuou com novas frentes de batalha, às quais todos os nossos Profissionais de saúde continuaram a dar o seu melhor.

 

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DGAE partilha conhecimento – 2.º Ciclo formativo: Apresentações das sessões formativas

 

A procura da melhoria contínua tem vindo a constituir uma preocupação cada vez mais marcada na Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE), sem a qual dificilmente se alcançam níveis de qualidade.

A DGAE, tendo por missão garantir a concretização das políticas de gestão estratégica e de desenvolvimento dos Recursos Humanos da Educação, afetos às escolas públicas no território continental nacional e às escolas nacionais situadas no estrangeiro, aposta fortemente na formação, não só abrangente e transversal, como também através da partilha, com os seus principais interlocutores, do conhecimento que detém sobre matérias de grande importância para a atividade da gestão de Recursos Humanos nas escolas.

Deste modo, foi promovido o “2.º Ciclo – A DGAE partilha conhecimento”, na modalidade Conferência, que decorreu entre 23 e 25 de fevereiro, com temas variados, nomeadamente: Líderes para uma nova Governança das Escolas, Impactes do Bem-estar Docente nas Organizações Escolares e Abordagem para uma nova Escola.

Poderá aceder às apresentações, para consulta de toda a informação, clicando em:

Desafios da descentralização na educação: da teoria à prática

Paradoxos, tensões e desafios nas organizações escolares

Liderança para a inovação e melhoria de escola

Lideranças para a Renovação das Aprendizagens

O bem-estar do professor como essência de uma escola saudável e sustentável

Indicadores de uma boa escola – contributos para a bondade da organização escolar

Escolas de aprendizagem, participação e bem-estar: um caminho através do planeamento

A educação intercultural como instrumento de construção da Paz: reflexões sobre o papel da escola

 

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Municipalização à força

Os municípios têm de assumir até ao final do mês as competências nas áreas da Saúde e da Educação e, apesar da fraca adesão, o Governo diz ao ECO que não está previsto um novo adiamento desse prazo.

Governo não quer adiar descentralização na Educação e na Saúde, apesar da fraca adesão

 

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Próximos quatro anos: mais uma “travessia do deserto”…

 

Nas últimas semanas têm sido alvitrados alguns nomes, supostamente ministeriáveis, para a Pasta da Educação do futuro Governo… Mas o entusiasmo que se poderia sentir por algo supostamente novo ou diferente rapidamente tende a desvanecer-se…

 Seja quem for o indigitado para o cargo de Ministro da Educação, não parece plausível que se prenunciem alterações significativas ao que foi implementado nos últimos seis anos…

 Alguém acredita que quem vier a desempenhar o cargo de Ministro da Educação queira e/ou consiga realizar mudanças visíveis ou drásticas face ao que foi implementado pelo seu antecessor ao longo de seis anos, sabendo também que, depois do 25 de Abril, ninguém permaneceu por tanto tempo nesse cargo?

 Alguém acredita que as medidas dos últimos seis anos possam ser “terraplanadas” pelo próximo Ministro, sobretudo tendo em consideração que a futura Legislatura decorrerá sob a égide de uma maioria absoluta, sustentada pelo mesmo partido político que governou o país nas últimas duas Legislaturas?

 Ao que tudo indica, o próximo Ministério da Educação não deixará de pautar-se por uma política educativa de continuidade, alinhada com a anterior… Quanto mais não seja por uma questão de lealdade política e institucional relativa ao anterior titular do cargo porque em política costumam existir algumas cumplicidades inultrapassáveis…

 Será escusado alentar a expectativa de que algo mudará pela acção do próximo Ministro da Educação porque a probabilidade de tal se tornar uma realidade será muito reduzida ou mesmo impossível:

Por tudo o anterior, não será expectável a revogação dos principais normativos legais em vigor, como os subjacentes às Aprendizagens Essenciais, à Flexibilidade Curricular, ao Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, ao Modelo de Administração e Gestão Escolar, à Avaliação de Desempenho Docente ou ao Projecto MAIA, entre outros…

 Quando muito, alterar-se-ão algumas pequenas coisas, para que, na realidade, tudo fique na mesma…

 No que respeita à Educação, o mais provável é que os próximos quatro anos se traduzam por mais uma “travessia do deserto”, semelhante a tantas outras do passado recente…

 Um “deserto” cada vez mais inóspito, estéril e hostil, em termos de sobrevivência…

 E mesmo que, em teoria, o próximo Ministro da Educação seja muito bem intencionado, na prática, não se verificarão as necessárias e desejáveis alterações ao que foi previamente concretizado e instituído…

 Os “lobbies da teoria educativa vigente”, criados nos últimos anos, estão enraizados e não parece crível que o seu domínio e influência diminuam ou que simplesmente desapareçam…

 Como Álvaro de Campos tão bem descreveu, resta-nos, talvez, procurar algum consolo e prazer nas coisas mais simples da vida: comer chocolates, poderá ser uma delas…

 Pudéssemos, nós, ser como a “pequena” do poema Tabacaria:

 “Come chocolates, pequena;

Come chocolates!

Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates”…

 E poderíamos, talvez, ter alguma Esperança e Optimismo…

 Só que nós não somos a “pequena” ingénua do poema, alheada dos problemas em seu redor, e também nem todos gostarão de chocolate…

 

(Matilde)

 

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Exames de acesso ao E.S. mantém-se, Exames do 9.º ano com novo objetivo e P. de Aferição regressam

 

A recomendação da Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES) já seguiu para o Governo e mantem a orientação que vigorou nos dois últimos anos letivos por causa da pandemia: os alunos do ensino secundário devem realizar apenas os exames que são requeridos nos cursos superiores aos quais desejam concorrer e não terão de os fazer às restantes disciplinas. E tal como aconteceu nos dois últimos anos, o Executivo deve seguir esta recomendação, podendo aprovar o respetivo decreto-lei já no Conselho de Ministros de quinta-feira.

Com o final do primeiro período e o início do segundo período uma vez mais condicionados pelo evoluir da pandemia – janeiro registou um recorde de infeções, nomeadamente entre as populações mais jovens, com centenas de milhares de alunos a irem para isolamento à vez -, a CNAES entende que devem ser mantidas as “medidas excecionais e temporárias” que vigoraram em 2020 e em 2021.

“O regime geral de acesso ao ensino superior para o ano letivo 2022-2023 deve, igualmente, ser ajustado às atuais circunstâncias e atender à necessidade de minimizar eventuais impactos discriminatórios que delas possam resultar”, justifica-se na recomendação, aprovada por unanimidade no seio da CNAES.

Se a proposta for aprovada pelo Governo nestes termos, os exames nacionais não têm de ser realizados para a conclusão das várias disciplinas do secundário, nem entram para as notas finais das cadeiras, que assentam exclusivamente nas classificações atribuídas internamente, pelos respetivos professores. Os exames são apenas utilizados para efeitos de acesso ao superior, como provas de ingresso, podendo ainda ser realizados para melhorias de nota.

Um aluno de Ciências, por exemplo, não terá de realizar o exame nacional de Português, se os cursos para os quais tenciona concorrer não o exigirem.

A recomendação da CNAES refere ainda a necessidade de aprovar “medidas excecionais para garantir o acesso ao ensino superior a estudantes oriundos dos sistemas de ensino secundário onde se tenha determinado o cancelamento” das provas que existem nos seus países.

Os exames nacionais também repetirão a estrutura que foi modificada nos anos da pandemia, com a inclusão de um conjunto de questões opcionais, aumentando a possibilidade de um aluno conseguir classificação máxima nalguns grupos, mesmo errando ou não respondendo a algumas perguntas devidamente identificadas. Outras são de resposta obrigatória.

Esta determinação já tinha sido anunciada no início do ano letivo pelo Instituto de Avaliação Educativa, responsável pela realização destas provas.

Repetindo-se estas adaptações, os alunos que iniciaram e vão concluir todo o secundário em pandemia, terão as mesmas regras que os colegas que acabaram nos dois últimos anos.

Exames do 9º ano regressam, mas diferentes

Situação diferente é a que se coloca no ensino básico. Os exames nacionais do 9º não se realizaram em 2020 e em 2021 e são retomados este ano. Mas segundo avançou o “Público” esta terça-feira, as notas que os alunos obtiverem nas provas nacionais de Matemática e de Português não contarão para a classificação final destas duas disciplinas.

Esta alteração consta de um projeto de decreto-lei a que o diário teve acesso e é justificada pelo Ministério da Educação com a necessidade de avaliar o que os alunos estão ou não a aprender, mas admitindo que este voltou a não ser um ano letivo normal. Por isso, deixam de ter o peso de 30% para o cálculo da nota final da disciplina, como sempre aconteceu.

Já as provas de aferição, que não contam para nota mas precisamente para perceber como estão as aprendizagens, deverão ser retomadas normalmente.

Os representantes de diretores e pais que foram ouvidos esta terça-feira pelo ministro da Educação concordam genericamente com estas adaptações, caso se venham a confirmar. No caso do Conselho das Escolas, por exemplo, uma recomendação aprovada no final de fevereiro sugeria mesmo o cancelamento este ano quer das provas do 9º ano, quer das provas de aferição e a manutenção das regras adotadas nos dois últimos anos letivos para os exames nacionais do secundário.

“Este ano letivo foi tão ou mais complicado que os anteriores, já que as turmas quase nunca estiveram completas. O importante agora é aplicar o plano de recuperação das aprendizagens, avaliar o que ainda é preciso fazer e garantir a equidade entre alunos”, defende o presidente deste órgão consultivo, António Castelo-Branco.

Também a Confederação Nacional das Associações de Pais entende que os alunos que estão agora a sofrer o terceiro ano de impacto da pandemia devem ser sujeitos às mesmas regras que os seus colegas que terminaram o básico ou o secundário nos dois últimos anos. “Não é a importância da avaliação que está em causa, mas o impacto que poderia ter”, esclarece o presidente da Confap, Jorge Ascenção.

Expresso

 

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Teremos Provas de Aferição no 9.º ano e Exames no 12.º nos mesmos moldes

Governo está a ouvir parceiros e deverá aprovar diploma esta semana. Provas finais do 3.º ciclo funcionarão como provas de aferição, permitindo avaliar os impactos da pandemia nas aprendizagens. Acesso ao ensino superior mantém moldes dos dois últimos anos.

Exames no 9.º ano de volta, mas sem impacto nas notas. No secundário só há provas específicas

 

Os estudantes do 9.º ano vão voltar a fazer provas finais de ciclo neste ano lectivo, tal como acontecia antes da pandemia. Os resultados não vão, porém, contar para as suas notas. O Governo entende que retomar a realização dessa avaliação a nível nacional será importante para aferir os impactos da pandemia nas aprendizagens. No ensino secundário vão manter-se as regras dos dois últimos anos. Ou seja, só será necessário realizar os exames às disciplinas específicas para acesso ao ensino superio…

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Schools are being attacked in Ukraine

 

On March 4, a high school was destroyed by air warfare in the city of Zhytomyr, Ukraine. There were no children in the school, which was closed as a result of the war, but teachers were found hiding in the basement after the strikes had ended.

Attacks that indiscriminately strike civilian objects, such as schools, violate international humanitarian law and would constitute a war crime. Schools should be entitled to heightened protections as long as they are not used for military purposes.

There are no verifiable statistics given the current circumstances of the number of schools that have been attacked in Ukraine, although one figure circulating on global media cites 211 schools so far. The conflict in eastern Ukraine since 2014 had already destroyed, damaged or forced the closure of more than 750 schools, according to Save the Children.

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Concurso Pessoal Docente 2022/2023

Novos Utilizadores / Abertura da Ficha Pessoal do Docente

Se é a primeira vez que concorre no âmbito do recrutamento de Pessoal Docente para a Região Autónoma dos Açores,

clique aqui para efetuar o seu registo

Utilizadores já registados / Acesso à sua Ficha Pessoal

Se já efetuou o seu registo em concursos anteriores no âmbito do recrutamento de Pessoal Docente ou no presente concurso para 2022/2023,

aceder à sua candidaturaEm caso de dúvida sobre se já efetuou registo em concurso anterior, entre em contacto connosco.

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Integração de crianças e jovens ucranianos no sistema educativo português

Todos os cidadãos estrangeiros menores, legalizados ou não, com idades entre os 6 anos e os 18 anos, têm acesso à Educação com os mesmos direitos que a lei atribui aos menores em situação regular em território nacional.
Assim, as crianças e jovens provenientes da Ucrânia serão integrados no sistema de Educação, tão rápido quanto possível. Os moldes desta integração estão, naturalmente, a ser delineados a nível nacional, tendo em consideração os resultados das auscultações feitas a entidades que, pela sua natureza administrativa, pedagógica e cultural, possam contribuir de forma significativa para um processo ágil e simplificado de acesso à Educação.
O Ministério da Educação, desde os seus serviços centrais a cada uma das escolas, tem experiência e trabalho desenvolvido no acolhimento de crianças e jovens estrangeiros, sendo o recente processo de acolhimento de menores estrangeiros não acompanhados o exemplo mais significativo dos últimos anos letivos.
No sentido de agilizar a integração de crianças e jovens beneficiários ou requerentes de proteção internacional, foram definidas medidas extraordinárias necessárias ao seu acolhimento nos agrupamentos de escolas/escolas não agrupadas (AE/ENA):
  • Simplificação de procedimentos na concessão de equivalências de habilitações estrangeiras e/ou posicionamento e inserção num dado ano de escolaridade e oferta educativa;
  • Integração progressiva no currículo português e reforço da aprendizagem da língua portuguesa;
  • Constituição de equipas multidisciplinares de acordo com os recursos existentes, com a missão de propor e de desenvolver estratégias adequadas às situações concretas;
  •  Ação Social Escolar.
Foi igualmente equacionado um modelo de receção/integração que compreende dois cenários:
1. Em contexto escolar.
– Integração progressiva no sistema educativo português, com frequência, numa fase inicial, das disciplinas que a Escola considere adequadas;
– Reforço da aprendizagem da língua portuguesa enquanto língua não materna e o seu
desenvolvimento enquanto língua veicular de conhecimento para as outras disciplinas do currículo;
– Apoio de equipas multidisciplinares da Escola.
2. Fora do contexto escolar.
– Integração em ambiente escolar de forma progressiva, de acordo com o diagnóstico sociolinguístico e em moldes a articular com os estabelecimentos de ensino;
– Aprendizagem da língua portuguesa enquanto língua não materna (assegurada pelo AE/ENA de referência);
– Acompanhamento por equipa multidisciplinar no centro de acolhimento, constituída por docentes/técnicos especializados, psicólogos, assistentes sociais, intérpretes, monitores, entre outros.
A operacionalização destas ações é acompanhada por um grupo de trabalho constituído por diversos organismos do Ministério da Educação e por outras entidades, como o Alto Comissariado para as Migrações (ACM).
Importa ainda referir que as alterações recentemente introduzidas no funcionamento do Português Língua Não Materna permitem flexibilizar as formas de ensino da língua, potenciando formas diferentes de integração, por exemplo com reforço mais intensivo do ensino da língua até à inserção plena no currículo.

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𝘾𝘼𝙍𝙏𝘼 𝘼𝘽𝙀𝙍𝙏𝘼 𝘼𝙊𝙎 𝙈𝙀𝙐𝙎 𝘼𝙇𝙐𝙉𝙊𝙎

 

“Já deves ter reparado que o mundo está diferente. Depois de dois anos tumultuosos e difíceis por causa de uma pandemia inesperada, o mundo está agora à beira de uma crise económica e política causada por uma guerra no leste da Europa entre a Rússia e a Ucrânia.
Sabes aqueles jovens ucranianos que viste na TV a esconderem-se das bombas em abrigos subterrâneos? Pois bem, há poucas semanas atrás, eles eram igualzinhos a ti.
Sim, eles iam à escola todos os dias (alguns deviam faltar também), jogavam Fortnite nas suas Playstations, viam vídeos no Youtube, faziam Tiktoks, postavam fotos no Instagram, iam com os amigos ao MacDonalds e viam series no Netflix. Mas em poucos dias toda a realidade deles mudou. Neste momento, eles escondem-se dos bombardeamentos, fogem de soldados inimigos, procuram desesperadamente água e comida, perdem familiares e amigos e tentam sair de um país que de repente está numa guerra terrível.
E mesmo sendo improvável, não significa que não pudesse acontecer no teu país.
Poderias fazer algo para evitar isso? Talvez não. Podes fazer algo para estares minimamente preparado para isso? Sim.
Queres alguns poucos conselhos?
𝙀𝙨𝙩𝙖́ 𝙢𝙖𝙞𝙨 𝙖𝙩𝙚𝙣𝙩𝙤 𝙖𝙤 𝙦𝙪𝙚 𝙨𝙚 𝙥𝙖𝙨𝙨𝙖 𝙣𝙤 𝙢𝙪𝙣𝙙𝙤.
Vê noticiários na TV e na Internet. A realidade do mundo é muito maior do que alguns youtubers te dizem. Se souberes o que se passa à tua volta e no mundo é menos provável que sejas apanhado de surpresa.
𝙎𝙚̂ 𝙛𝙤𝙘𝙖𝙙𝙤 𝙚 𝙙𝙚𝙙𝙞𝙘𝙖-𝙩𝙚 𝙖𝙤𝙨 𝙚𝙨𝙩𝙪𝙙𝙤𝙨.
Se fores dedicado e determinado nos estudos, tentando alcançar objetivos concretos serás também determinado em condições adversas. Está atento aos teus professores. O que eles ensinam pode não fazer sentido agora, mas um dia poderá ser muito importante para ti.
𝙋𝙧𝙖𝙩𝙞𝙘𝙖 𝙙𝙚𝙨𝙥𝙤𝙧𝙩𝙤
Cuida do teu corpo e prepara-o para dias difíceis. Ao te manteres em forma, estás a aumentar as tuas hipóteses de sobrevivência caso seja necessário percorreres grandes distâncias em condições complicadas.
𝙀𝙭𝙥𝙚𝙧𝙞𝙢𝙚𝙣𝙩𝙖 𝙖𝙩𝙞𝙫𝙞𝙙𝙖𝙙𝙚𝙨 𝙣𝙤 𝙚𝙭𝙩𝙚𝙧𝙞𝙤𝙧
Desafia os teus familiares e amigos para acampar e fazer outras atividades no exterior. Os escoteiros ou outros clubes são excelentes para aprender a criar fogueiras, dormir ao relento, filtrar água, construir abrigos, etc. Nunca se sabe se um dia, necessitarás de toda essa experiência para ultrapassar dias complicados.
𝘼𝙘𝙤𝙨𝙩𝙪𝙢𝙖-𝙩𝙚 𝙖 𝙘𝙤𝙢𝙚𝙧 𝙙𝙚 𝙩𝙪𝙙𝙤 𝙚 𝙚𝙢 𝙢𝙚𝙣𝙤𝙧𝙚𝙨 𝙦𝙪𝙖𝙣𝙩𝙞𝙙𝙖𝙙𝙚𝙨.
Todos nós temos algumas comidas favoritas, mas num cenário de conflito nem sempre podemos dar ao luxo de recusar comida que não apreciamos. Temos que comer o que está disponível e muitas vezes em quantidades menores do que estamos acostumados. De vez em quando força-te a comer o que não te agrada e aguarda um pouco ao sentires fome. Nem sempre terás comida disponível quando te sentires faminto e deves treinar o teu corpo para isso.
𝘼𝙥𝙧𝙚𝙘𝙞𝙖 𝙤 𝙩𝙚𝙢𝙥𝙤 𝙘𝙤𝙢 𝙖 𝙩𝙪𝙖 𝙛𝙖𝙢𝙞́𝙡𝙞𝙖.
Nunca se sabe quando somos obrigados a separarmo-nos daqueles que amamos. Dedica algum tempo aos teus familiares e aprecia esses momentos. Infelizmente podem acontecer circunstâncias em que a separação e a distância são inevitáveis. Lembra-te que a tua família será quem estará ao teu lado nos tempos complicados e se estiverem unidos tudo será mais fácil.
𝙀 𝙤 𝙢𝙖𝙞𝙨 𝙞𝙢𝙥𝙤𝙧𝙩𝙖𝙣𝙩𝙚: 𝙘𝙖𝙗𝙚-𝙩𝙚 𝙖 𝙩𝙞 𝙢𝙪𝙙𝙖𝙧 𝙤 𝙢𝙪𝙣𝙙𝙤 𝙥𝙖𝙧𝙖 𝙢𝙚𝙡𝙝𝙤𝙧.
Mesmo que, como espero, nunca tenhas que passar por essas situações, estarás preparado fisicamente e mentalmente para enfrentar o mundo e quem sabe corrigir alguns dos erros que as gerações anteriores cometeram. E mais importante, não voltar a cometê-los.
Acima de tudo, 𝙨𝙚̂ 𝙘𝙤𝙧𝙖𝙟𝙤𝙨𝙤, 𝙝𝙤𝙣𝙚𝙨𝙩𝙤 𝙚 𝙗𝙤𝙣𝙙𝙤𝙨𝙤 seja quais forem as circunstâncias da tua vida. Só assim podemos acreditar num futuro melhor e em paz.
Do teu professor, que acredita em ti “

(retirado do Facebook)

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Amanhã há Greve

 

O S.TO.P., convidado pela Rede 8M a juntar-se à greve no dia Internacional da Mulher (trabalhadora), permitindo a adesão de qualquer docente, mulher ou homem, à greve ao trabalho assalariado, incluindo tod@s @s Profissionais da Educação (pessoal docente e não docente) do continente e das ilhas dia 8 de Março de 2022.

 

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As Escolas Não Se Medem Aos Pontos

As Escolas Não Se Medem Aos Pontos

Eduardo foi contratado pela maior empresa de design automóvel do mundo. Barbara é médica do Serviço Nacional de Saúde. Era aluna de 20 valores. Maria faz jóias exclusivas. Algumas estão em expostas no Museu Maat.
Três histórias de sucesso. O que surpreende é que todos estudaram em escolas com fama de serem más.

Clicar na imagem para assistir

 

 

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A incógnita dos exames nacionais

Catarina tem 16 anos e realizará este ano exames do Secundário pela primeira vez, enquanto Guilherme, de 17, terminará o 12.º ano em plena pandemia. Estão entre milhares de jovens que ainda não sabem como vão ser os exames nacionais e explicam o que os preocupa. 

A incógnita dos exames nacionais

«No ano passado, fiz os exames de Matemática Aplicada às Ciências Sociais e Geografia, para melhoria da classificação interna, sem quaisquer problemas. Estava nervoso e falava constantemente com os meus colegas sobre como tudo aconteceria, mas realmente acho que não nos podemos queixar porque correu tudo bem na nossa escola. Só espero que aconteça o mesmo este ano», começa por explicar Guilherme, estudante de 17 anos do Agrupamento de Linda-a-Velha e Queijas, no concelho de Oeiras.

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Não há pressa em suspender exames e provas de aferição

 

QUAL É A PRESSA?

A Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior reuniu na passada quinta-feira, mas não tomou qualquer decisão sobre os exames nacionais, ou seja, se serão realizados a todas as disciplinas ou, tal como nos dois últimos anos, apenas às disciplinas específicas para o ingresso no superior.

A falta de decisão ter-se-á devido à não existência de qualquer proposta do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

As inscrições para os exames realizam-se dentro de pouco mais que duas semanas e os alunos e professores continuam sem saber qual o cenário que terão.

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Sr.Putin, as mães russas também amam os seus filhos

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Horários incompletos transformados em completos por falta de candidatos

 

 

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Assistentes Operacionais no desemprego desde o dia 1 de março

 

Funcionários das escolas estão a ser dispensados

Assistentes operacionais, recrutados para reforçar as escolas em tempo de pandemia, ficaram no desemprego a partir de dia 1 de março, após a cessação dos seus contratos. A maioria dos contratados terá conseguido vincular nos quadros através de concursos entretanto abertos. A Federação Nacional de Educação (FNE) responsabiliza o Governo por não ter acautelado a permanência de todos os funcionários.

O reforço de 1500 assistentes operacionais foi anunciado em agosto de 2020 para responder às exigências do cumprimento de novas regras nas escolas por causa da pandemia. Os contratos eram anuais e a despesa financiada por fundos comunitários. Desde então, sublinha em resposta escrita enviada ao JN o gabinete de Tiago Brandão Rodrigues, o Ministério da Educação fez duas revisões à portaria de rácios que resultaram na vinculação de “mais de cinco mil” funcionários. Por alguns desses concursos não estarem concluídos em agosto, os contratos foram prorrogados por mais seis meses, explica a tutela.

O presidente da associação nacional de diretores (ANDAEP), Filinto Lima, e o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte, Orlando Gonçalves, asseguram que a maioria desses funcionários vincularam nos quadros através dos concursos entretanto abertos pelas escolas. Mas há “casos residuais, várias dezenas”, estima Orlando Gonçalves, que ficaram no desemprego dia 1 e aguarda agora por novos concursos.
Com o processo de descentralização em curso (as competências de Educação serão transferidas a 1 de abril), há autarquias a abrir novos recrutamentos, caso de Lisboa que, a 24 de fevereiro, abriu concurso para 180 vagas.

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O Ministério de Educação Luxemburguês está a recrutar professores do Ensino Secundário

 

O Ministério de Educação Luxemburguês está a recrutar professores do Ensino Secundário – Português Língua Materna e PLE para as Escolas Europeias Agregadas.
Ficam aqui os links das escolas onde se ministra PLM e PLE .
Devem enviar carta de candidatura e CV por carta registada. Para qualquer uma das escolas, mesmo que não apareça lugar a concurso, devem enviar carta de candidatura espontânea, pois, muitas vezes, recrutam em meados de setembro, outubro.
Site do ministério onde podem consultar toda a informação.

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Avaliação Externa das Escolas: um rebuliço anunciado…  

Da competência da Inspecção-Geral da Educação e Ciência (IGEC), em 2018-2019 iniciou-se o 3º Ciclo da Avaliação Externa das Escolas e, neste momento, existirão muitos Agrupamentos de Escolas na iminência de serem avaliados por essa entidade ao longo dos próximos meses…

Ao que tudo indica, em cada Agrupamento de Escolas, os preparativos para a recepção à Equipa de Avaliação, constituída por inspectores da IGEC e por peritos externos, começarão com alguma antecedência e muita azáfama…

Presumivelmente, antes da visita da IGEC, cada Agrupamento de Escolas, encetará alguns expectáveis procedimentos:

– Realização de algumas reuniões internas para harmonizar e concertar posições acerca do que deverá ser dito e mostrado, sobretudo por aqueles que serão interpelados pela IGEC, no âmbito das entrevistas de grupo, previstas na metodologia da Avaliação Externa das Escolas…

– Verificação da documentação requerida pela IGEC e, algumas vezes, a elaboração, à pressa, de documentos que poderão estar em falta ou que se considere necessário alterar…

Os documentos requeridos pela Equipa de Avaliação, no âmbito da análise documental, deveriam prenunciar a existência de determinadas práticas, mas em alguns casos essas “evidências” apenas comprovarão factuais registos escritos… O que está enunciado nesses documentos e o que, na prática, é realizado nem sempre coincide ou é concordante…

– Organização e estabelecimento de “Programas de Festas”, onde caberão, previsivelmente, algumas exposições temáticas e várias actuações e exibições teatrais e musicais, levadas a cabo por alunos e professores das várias escolas que integram um Agrupamento, numa espécie de “espectáculo de variedades”… Às vezes, esse tipo de eventos, tendencialmente dominado por um certo “folclore”, poderá mesmo resvalar para o domínio do inverosímil, sobretudo quando o grau de encenação e de artificialidade aí presente é por de mais evidente…

– Endereçamento de convites a determinados elementos da Comunidade Local, apelando à sua presença na Sessão de Apresentação do Agrupamento (prevista na agenda do primeiro dia da visita), esperando-se que alguns possam comparecer e, hipoteticamente, proferir discursos laudatórios à figura do Director…

Com a proximidade da visita da IGEC, talvez também se possa observar alguma exaltação redundante das “boas práticas” e das “pedagogias diferenciadas”… Nesse sentido, é plausível que pululem os Projectos “a granel”, sempre muito propícios ao adornamento de Planos Anuais de Actividades, mesmo que os seus benefícios e a sua pertinência e eficácia sejam questionáveis e duvidosos em termos práticos…

Expectavelmente, durante a visita, todos tenderão a mostrar-se mais simpáticos, os serviços da escola parecerão funcionar melhor e instalar-se-á um (aparente e efémero) clima de união, engendrado contra o putativo “inimigo externo”… Porque a Inspecção ainda será vista, por muitos, como um “bicho-papão” e raras vezes será tida como um efectivo parceiro…

Ao que parece, toda a parafernália de documentos e de eventos, apresentada durante a visita da IGEC, servirá, algumas vezes, como tentativa de mostrar o que não se é ou uma “realidade” que efectivamente não existe, por não fazer parte do funcionamento habitual de um determinado Agrupamento de Escolas…  

Plausivelmente, preparar-se-ão grandes “encenações” e muitas “coreografias”, sobretudo destinadas a fazer parecer que todos são muito felizes naquele Agrupamento e a mostrar quão democrático, activo, participativo e inclusivo ele é…

No fim de três a cinco dias, tempo estipulado para que a IGEC realize a sua avaliação, terminará a visita e tudo voltará ao antigo “normal”… Diluir-se-á o rebuliço, a tensão e o nervosismo suscitados por tal monitorização, e a escola tornar-se-á novamente reconhecível:  

Na maior parte das vezes, regressarão a Ditadura, a desunião e a insatisfação geral… Instalar-se-á novamente a rotina da sobrevivência, pautada pelo silêncio, pelo conformismo e pela obediência…

E a inclusão que, na realidade nunca existiu, regressará também à sua original inexistência, a menos que se queira continuar a confundir integração com inclusão

Nessa avaliação externa, dita “das escolas”, torna-se difícil não considerar os alunos e o pessoal docente e não docente como meros “peões de um xadrez”, postos ao serviço de uma avaliação que, a partir de 2008, se referirá muito mais ao desempenho do Director do que propriamente ao “da escola”…

E a Lei é muito explícita quanto ao protagonismo conferido ao cargo de Director e quanto à importância atribuída à existência de uma liderança forte em cada escola, concedendo-se a essa figura um Poder praticamente ilimitado e, inclusive, a possibilidade de o exercer de forma autocrática… A afirmação categórica de que se trata de “um órgão unipessoal e não um órgão colegial” (Preâmbulo do Dec. Lei Nº 75/2008 de 22 de Abril) ilustra bem tudo o anterior…

E também foi a Lei que propiciou que cada Agrupamento de Escolas ficasse irremediavelmente reduzido à figura do respectivo Director:

O Projecto de Intervenção na Escola (Dec. Lei Nº 75/2008 de 22 de Abril, Artigo 22º) e a Carta de Missão (Portaria Nº 266/2012 de 30 de Agosto, Artigo 6º), são considerados documentos fulcrais, por supostamente regerem toda a acção do Director no decurso do(s) respectivo(s) mandato(s) e onde o próprio assume e explicita os compromissos e objectivos a atingir…

Ambos os documentos espelham inequivocamente a edificação de projectos pessoais e intransmissíveis e, por isso, dificilmente conseguirão ser vistos e sentidos como plenamente representativos de outros que não dos próprios… Mas, e paradoxalmente, esses “outros” são chamados a concretizar tais propósitos…

Ou seja, espera-se que “outros” participem activamente na consecução de desígnios pessoais e de projectos alheios como se fossem seus, ou como se tivessem sido ouvidos em alguma parte desses processos… Sobretudo do ponto de vista motivacional, esse parece ser um potencial “campo minado”…

Acentuando a ideia de que o foco da Avaliação Externa das Escolas acabará por se centrar no desempenho do próprio Director, no âmbito da avaliação de desempenho dos Directores prevê-se, como primeiro critério de desempate, em caso de igualdade de classificações, a classificação obtida no Domínio “Gestão e Liderança”, na última Avaliação Externa realizada pela IGEC (Portaria Nº 266/2012 de 30 de Agosto, Artigo 14º) …

Em suma, para o melhor ou para o pior, a dita “avaliação das escolas” poderá, afinal, remeter-se, em primeira instância, à avaliação de desempenho do Director…

E, na verdade, os Directores também parecem acreditar nisso, compreendendo-se, assim, melhor todo o frenesim comummente observado e todo o aparato habitualmente montado aquando da visita da IGEC, no âmbito da Avaliação Externa das Escolas…

Mais uma vez, no Preâmbulo do Dec. Lei Nº 75/2008 de 22 de Abril, parece reforçar-se a ideia anterior, quando se fundamenta a criação do cargo de Director:

 “…para que em cada escola exista um rosto, um primeiro responsável, dotado da autoridade necessária para desenvolver o projecto educativo da escola e executar localmente as medidas de política educativa.”

 No dia seguinte ao fim da visita da IGEC, a escola voltará certamente à sua anterior “normalidade” e aos seus antigos vícios… Até à próxima visita…

 

 (Matilde)

 

 

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A gasolina vai rebentar com as substituições de professores – Luís S. Braga

 

Sou um privilegiado. Aos 50 anos trabalho numa escola que fica a 100 metros a pé da casa onde moro. Até há 4 anos trabalhava a 40 kms por dia e antes disso cheguei a trabalhar a 100 kms dia. E tive sorte com grupo que escolhi e por ser de Viana, essas escolas “longínquas” eram perto de casa.
Se tivesse ficado na escola anterior, os 1000 kms mensais não seriam já os 100 euros de há 5 anos. Talvez o dobro.
Hoje à tarde estive a falar com 2 colegas contratados, que vêm de Guimarães e de Esposende para Viana, para dar 14 horas. Não lhes contam a segurança social como devia ser por serem 14 horas e não têm subsídio de refeição todos os dias. Um deles gasta 300 euros mês para trabalhar. Paga para trabalhar e não tem a certeza de estar até ao fim do ano porque é uma substituição e o substituído pode curar-se quando as aulas acabarem.
Acaba por andar pelo tempo de serviço e para manter a recusa psicológica de desistir da profissão que estudou.
Não seria altura de “em nome da unidade”, de que ouço falar tanto, arranjar uma compensação para os professores deslocados? (que incluem gente de quadro além de contratados). Ao preço a que gasolina está não vai haver gente para substituições porque as pessoas fazem contas.
Se em cada concurso as pessoas indicam morada, não seria difícil calcular a distância entre casa e trabalho e dar uns cêntimos por Km a quem aceita substituições ou até colocações longínquas.
Podia ser uma compensação pequena mas ao fim de milhares de kms uns cêntimos fazem muitos euros.
Têm consciência que aquele colega ganha líquido de despesas de deslocação 6 vezes menos do que o salário líquido de quem está a substituir (as mesmas 14 horas rendem líquidas, para um, uns 300 euros e para outro 1980).
Isto é moralmente aceitável?

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Mais um Conjunto de Iniciativas das Escolas em Solidariedade com a Ucrânia

Escola Secundária de Paredes

aluna Sara Vieira, do 8.º ano

 

Agrupamento de Escolas Cego do Maio

 

A Eb 2,3 Cego do Maio associou-se hoje, 2 de março, pelas 12h00,  à mobilização das ESCOLAS UBUNTU num gesto de apelo à  PAZ na UCRÂNIA.

O Clube Ubuntu, recentemente formado na escola, quis contribuir com este sinal de solidariedade ao mundo, vestindo as t-shirts Ubuntu e convidando outros a vestir de cores azul e amarelo.

Este gesto uniu centenas de escolas do País demonstrando a solidariedade  dos alunos e educadores com o povo ucraniano, desenhando a palavra “PAZ” e fazendo 1 minuto de silêncio.

 

 

Agrupamento de Escolas Júlio Dinis – Grijó, Vila Nova de Gaia

 

Agrupamento de Escolas Daniel Sampaio, Almada

 

Escola Básica de Landim, do Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco de V. N. de Famalicão

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244 contratados na RR24

Foram colocados 244 professores na Reserva de recrutamento 24, distribuídos de acordo com a seguinte tabela:

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Calendário dos Concursos na Região Autónoma da Madeira (RAM)

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Reserva de Recrutamento n.º 24

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 24.ª Reserva de Recrutamento 2021/2022.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 07 de março, até às 23:59 horas de terça-feira dia 08 de março de 2022 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 24

Listas – Reserva de recrutamento n.º 24

 

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Os Sinais Estavam Lá Todos

Fonte: Jornal de Negócios de 04-03-2022

 

Sim, sem dúvida porque “há argumentos e há puras falácias”:

5ª Feira – O Meu Quintal

 

Churchill – O Meu Quintal

 

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Lista Colorida-RR24

Lista Colorida atualizada com retirados e colocados da RR24.

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8 cêntimos na gasolina e 7 no gasóleo… e vai tudo a pé trabalhar.

 

O preço dos combustíveis deverá disparar na próxima semana. A confirmar-se, será o 10.º aumento este ano e aquele que terá um impacto mais significativo nas carteiras dos professores que todos os dias se deslocam dezenas e centenas de quilómetros para ir trabalhar. Já para não falar nos milhares de outros trabalhadores portugueses que sofrem do mesmo destino.

É a guerra… e antes da culpa ser da guerra era dos mercados, da taxa de câmbio, do aumento dos custos de produção… Enfim. Se ao menos os ordenados dos portugueses fossem compatíveis com a compra de um carro elétrico? Muitos nem para um “bike” dão.

Paga e cala.

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Os nossos alunos têm medo do desemprego, de não terem dinheiro, medo de viver na rua… mais, ainda do que do COVID

 

Vou filmar no interior de Portugal e preciso de uma rapariga de 10, 11 anos, para entrar no meu filme. Decidi procurá-la só no interior do país. O papel é muito difícil, por isso na minha selecção fiquei só com as que falam bem, lêem bem e que intuo sejam inteligentes e sensíveis. Terei visto perto de quinhentas, e a cerca de duzentas pedi um vídeo com três coisas: que lessem um excerto de um livro à sua escolha, e que respondessem a duas perguntas: o que é que as fazia mais felizes e o que é que as preocupava mais no futuro.

A lua está morta, morta; mas ressuscita na primavera*

Vou filmar no interior de Portugal e preciso de uma rapariga de 10, 11 anos, para entrar no meu filme. Decidi procurá-la só no interior do país. O papel é muito difícil, por isso na minha selecção fiquei só com as que falam bem, lêem bem e que intuo sejam inteligentes e sensíveis. Terei visto perto de quinhentas, e a cerca de duzentas pedi um vídeo com três coisas: que lessem um excerto de um livro à sua escolha, e que respondessem a duas perguntas: o que é que as fazia mais felizes e o que é que as preocupava mais no futuro.

Mas o que mais me espantou foi a pandemia não ter sido, nem de perto nem de longe, o assunto mais referido.

A esmagadora maioria das respostas tinha que ver com o medo de um futuro desemprego. E medo de não terem dinheiro para ter uma casa, medo de não conseguirem vir a ter um trabalho de que gostassem, e até medo de ficarem a viver na rua sozinhas por não poderem pagar as contas. Lembro: 10,11 anos. Nos vídeos consigo ver uma nesga das casas, casas que me pareceram confortáveis. Uma nesga dos quartos que me pareceram acolhedores.

Em plena pandemia, este trabalho foi feito nos últimos quatro meses, as crianças de 10 anos, do interior, estão angustiadas com a possibilidade de virem a ser desempregadas. Talvez as das grandes cidades também, não perguntei.

 

Estas crianças, a uma semana da celebração do abandono das máscaras nas escolas, à beira do fim de todas as medidas restritivas causadas pela pandemia, acordam para ouvir que desde a Segunda Guerra Mundial que não se vivia um momento tão perigoso na Europa. Estive com elas agora, já depois de a guerra ter começado. Todas me disseram que a guerra era pior do que a pandemia. Uma disse-me que a pandemia não devia ter acabado, e quando eu lhe perguntei porquê, ela disse que se ainda houvesse pandemia, havia o confinamento e por isso não podia haver a guerra.

Ouviram falar de armas nucleares, ouviram talvez até falar de Terceira Guerra Mundial. Viram já imagens da guerra na televisão, vão ver mais. Talvez tenham até perguntado aos pais o que é um ditador, como há dois anos perguntaram o que era um vírus.

Algumas têm colegas ucranianas na escola.

Não sei sequer se vão acreditar que a guerra não vem para aqui.

Quando eu era criança, o que entrava pelas casas a dentro era a liberdade e o fim da guerra colonial.

Temos que saber aproveitar o privilégio da paz no nosso território, o tempo que se tem em paz, para não desvalorizarmos os sentimentos das nossas crianças e para as ouvirmos.

Temos que as deixar falar do que as preocupa. Não me parece que seja facultativo, nem me parece que seja uma coisa que possa esperar. Não lhes podemos atribuir angústias e preocupações que elas talvez nem tenham, têm de ser elas a dizer-nos o que as preocupa.

Temos o dever cívico de fazer alguma coisa urgente, e em larga escala, pelas crianças do nosso país. Sem estudos infinitos nem burocracias, só urgência, para devolver a alegria e a confiança às nossas crianças.

Uma parte do dinheiro do PRR para a educação, ou de onde for, tem que servir para isto.

Por exemplo, entreguem câmaras de vídeo nas escolas, deixem as crianças fazer os seus próprios filmes, contar as suas próprias histórias, falar do que as preocupa. Contratem gente do cinema para dar uma ajuda. Que as crianças possam fazer teatro em todas as escolas. Contratem actores e encenadores. Deixem as crianças aprender a tocar um instrumento, a aprender a tocar em grupo. Contratem músicos para darem aulas em todas as escolas. Dêem mais atenção ao desporto, aos desportos em grupo. Deixem as crianças escrever textos livres, falar sobre o que escreveram. Se for necessário, por uma questão de horário escolar, não tenham problemas em deixar cair disciplinas curriculares que podem esperar. Tempos excepcionais exigem medidas excepcionais.

Defender a ideia de que vamos devolver a alegria e a confiança às nossas crianças com um psicólogo em cada escola é deitar a toalha ao chão antes sequer de se ter tentado alguma coisa. O psicólogo pode lá estar, e estará muito bem, mas como um complemento de todas as outras coisas.

Sem burocracias, e com vontade, é um plano que se organiza num instante.

Crianças que cresçam assim ainda vão a tempo de poder ser adultos mais confiantes, mais afirmativos e felizes. E mais felizes serão mais produtivos e menos doentes.

Mais empáticos e solidários.

E seriamos um país melhor.

As nossas crianças precisam da nossa ajuda. As nossas crianças de 10 anos do interior estão a pensar em desemprego, e nas contas de futuras casas que talvez não possam pagar. No fim da água potável. E nesta guerra que ainda agora começou.

Não sei a quem pedir, mas peço que alguma asa mágica proteja as crianças ucranianas de todas as bombas, e as crianças vítimas de todas as guerras e as que morrem de fome e de doença em todo o mundo todos os dias.

E em antecipação, peço também proteção para as crianças russas, porque, quando crescerem os movimentos pela paz nas ruas e praças da Rússia, Vladimir Putin não terá nenhum problema em mandar atirar sobre o seu povo.

Temos mesmo que saber dar valor à paz em que vivemos, e usá-la em favor de tudo o que pudermos.

* de um poema de García Lorca

LER TEXTO COMPLETO AQUI

 

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Iniciativas das Escolas em Solidariedade com o Povo Ucraniano

Chegaram-me bastantes iniciativas promovidas pelas escolas em solidariedade com o povo Ucraniano. Deixo algumas imagens, textos e links para estas iniciativas das escolas.

Projeto Europa+/Clube Europeu

AEAS – Agrupamento de Escolas de Alcácer do Sal

Man did not learn from the past to protect the present and the future…

 

1.º Ciclo- Maçãs de D. Maria (Alvaiázere)

 

Na AEC “Filosofia para Crianças” ouvimos o hino da Ucrânia e lemos a letra. Depois, os alunos pintaram a bandeira ucraniana e assinaram o pedido “Não à Guerra!”. Finalmente, colámos na parede da sala para não esquecermos os ucranianos heróicos.

professor Sérgio Alves

Amplexos para eles, ósculos para elas…

Agrupamento de Escolas de Secundária de S. Pedro do Sul

Escola Gualdim Pais, Pombal

 

Hoje, no intervalo da manhã, os alunos do AE Gualdim Pais, Pombal demonstraram o seu apoio ao povo ucraniano. Ao som de uma música ucraniana, gritaram palavras de força e coragem em ucraniano e penduraram corações em origami com frases de apoio, força e coragem.
Também estamos a fazer uma recolha de bens para enviar na próxima segunda-feira.

Escola Secundária D. Manuel Fernandes

Agrupamento de escolas de Santa Maria da Feira

Escola EB 2,3 do Maxial- Torres Vedras

Agrupamento de Escolas Sá da Bandeira – Santarém

 

 

OUTROS TRABALHOS SEM IDENTIFICAÇÃO DA ESCOLA

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