Sou um privilegiado. Aos 50 anos trabalho numa escola que fica a 100 metros a pé da casa onde moro. Até há 4 anos trabalhava a 40 kms por dia e antes disso cheguei a trabalhar a 100 kms dia. E tive sorte com grupo que escolhi e por ser de Viana, essas escolas “longínquas” eram perto de casa.
Se tivesse ficado na escola anterior, os 1000 kms mensais não seriam já os 100 euros de há 5 anos. Talvez o dobro.
Hoje à tarde estive a falar com 2 colegas contratados, que vêm de Guimarães e de Esposende para Viana, para dar 14 horas. Não lhes contam a segurança social como devia ser por serem 14 horas e não têm subsídio de refeição todos os dias. Um deles gasta 300 euros mês para trabalhar. Paga para trabalhar e não tem a certeza de estar até ao fim do ano porque é uma substituição e o substituído pode curar-se quando as aulas acabarem.
Acaba por andar pelo tempo de serviço e para manter a recusa psicológica de desistir da profissão que estudou.
Não seria altura de “em nome da unidade”, de que ouço falar tanto, arranjar uma compensação para os professores deslocados? (que incluem gente de quadro além de contratados). Ao preço a que gasolina está não vai haver gente para substituições porque as pessoas fazem contas.
Se em cada concurso as pessoas indicam morada, não seria difícil calcular a distância entre casa e trabalho e dar uns cêntimos por Km a quem aceita substituições ou até colocações longínquas.
Podia ser uma compensação pequena mas ao fim de milhares de kms uns cêntimos fazem muitos euros.
Têm consciência que aquele colega ganha líquido de despesas de deslocação 6 vezes menos do que o salário líquido de quem está a substituir (as mesmas 14 horas rendem líquidas, para um, uns 300 euros e para outro 1980).
Isto é moralmente aceitável?




6 comentários
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Atente-se no texto: ” Um deles gasta 300 euros mês para trabalhar. Paga para trabalhar e não tem a certeza de estar até ao fim do ano porque é uma substituição e o substituído pode curar-se quando as aulas acabarem.”
Ou seja, interpretação básica da linguagem. O substituído cura-se quando as aulas acabarem. Leia-se: há uma falso-doente naquela escola. Leia-se: que vai ser curado por deus no final do ano lectivo. Leia-se: a direção da escola, eticamente nem deveria escrever isto em público. Que for da escola é bem capaz de adivinhar quem poderá ser o putativo doente que vai estar curado. Mais: há sempre a denúncia e o pedido de verificação quanto à veracidade de ser verdade, ou não, que quem está doente, o esteja, ou não.
Isso é o mais importante do texto….
“Pode curar-se” significa que se está doente se pode curar porque quem está doente pode curar-se a qualquer altura e até nas ferias….. Insultem, distorçam, mintam, ofendam, manipulem palavras. Acham que me vão calar com estes comentários? Eu até acho divertido ver esse desespero de falta de ideias.
ainda usam automóveis a gasolina?!
é desta que eu vou pra guerra!
Têm consciência que aquele colega ganha líquido de despesas de deslocação 6 vezes menos do que o salário líquido de quem está a substituir (as mesmas 14 horas rendem líquidas, para um, uns 300 euros e para outro 1980).
Isto é moralmente aceitável?
Na mouche!
(…) trabalho numa escola que fica a 100 metros a pé da casa onde moro (…)
Quanto dista com outro mei de transporte?