Maio 2020 archive

O Conselho de Ministros aprovou novas medidas extraordinárias para a Educação

 

– Foi aprovado, na generalidade, o decreto-lei que estabelece medidas excecionais de organização e funcionamento das escolas que garantam a retoma, a 18 de maio de 2020, das atividades letivas presenciais em condições de segurança para toda a comunidade educativa.
Definem-se normas relativas à reorganização de espaços, turmas e horário escolares, que garantem o cumprimento das orientações das autoridades de saúde/Direção-Geral da Saúde, nomeadamente em matéria de higienização e distanciamento físico; à realização de provas e exames; ao preenchimento de necessidades temporárias de pessoal docente, designadamente, para colmatar a ausência de professores inseridos em grupos de risco, mediante certificação médica; e à gestão de pessoal não docente dos agrupamentos de escolas, designadamente pela sua recolocação em estabelecimento do mesmo agrupamento quando o estabelecimento de educação ou ensino onde normalmente exercem funções se encontre temporariamente encerrado.
As atividades letivas presenciais serão reiniciadas, este ano letivo, para os alunos dos 11.º e 12.º anos de escolaridade e dos 2.º e 3.º anos dos cursos de dupla certificação do ensino secundário e para os alunos que frequentam os estabelecimentos de educação especial.
São realizadas presencialmente as disciplinas do secundário do ano em que se façam os exames respetivos. Assim, as disciplinas trienais apenas têm aulas presenciais no 12.º ano. Os alunos frequentam estas disciplinas independentemente de nelas realizarem exame. O mesmo aplica-se às diferentes ofertas educativas de ensino secundário, com as devidas adaptações.
Propõem-se ainda normas sobre o acompanhamento e monitorização regular das crianças e jovens em situação de risco.

 

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Podem os professores ser sujeitos a testes antes de recomeçarem as aulas?

 

Segundo a diretora-geral da Saúde, os professores poderão ser sujeitos a testes antes de recomeçarem as aulas.

“O que vos posso dizer é que analisamos essas situações. Há uma política para testar em lares, sobretudo os trabalhadores, há para os estabelecimentos prisionais e para as creches. Estão a ser analisadas outras situações que requeiram o mesmo acompanhamento”.

 

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Diretores de escolas não querem aulas presenciais a disciplinas sem exame

 

Diretores de escolas não querem aulas presenciais a disciplinas sem exame

A principal preocupação da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas refere-se ao 11.º ano, que tem “muitas disciplinas e imensa carga horária”. O coletivo de diretores de escolas pede ao Governo uma resposta urgente para facilitar construção de horários.

Os diretores de escolas pedem uma resposta urgente às dúvidas que surgiram depois de o Ministério da Educação ter disponibilizado as orientações para o regresso à escola. Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, tem recebido muitos contactos e afirma que que a principal preocupação está relacionada com os alunos de 11.º ano.

 

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Os novos horários de aulas presenciais – Maurício Brito

Não é preciso ser um mestre das “ciências ocultas da elaboração de horários de uma escola” para entender que não se consegue colocar mais de 2 aulas de 90 minutos entre as 10:00 e as 13:05 (exemplo com intervalo de 5 minutos) por dia, o que perfaz um total de 20 tempos semanais. Logo, e uma vez que surgiu a indicação de que todos os alunos devem estar presentes em todas as aulas de disciplinas que tenham exame nacional, independentemente de virem a fazer o(s) exame(s) das ditas (o ME poderá até vir a legislar o contrário, mas é isso que lá está escrito no documento da DGESTE, preto no branco), se quisermos respeitar a indicação de que uma turma deve estar apenas de manhã ou de tarde, é necessária a redução da carga letiva das disciplinas para a metade. Mas será isso que todas as escolas irão fazer? Tenho dúvidas, até porque já se começam a ouvir soluções verdadeiramente estapafúrdias, como a de manter o ensino não presencial até às 17:00 e “oferecer” aulas presenciais das 18:00 às 20:00 (!), justificando-se assim as mensalidades cobradas (estou a falar de colégios privados).

Vamos ser claros: o ME apercebeu-se da dificuldade da operacionalização do que propôs e, refém do ensino particular e de outros lobbies ligados aos exames nacionais, optou por dar margem à criação de um sem número de soluções, jogando assim a responsabilidade de eventuais falhas que possam acontecer para as Escolas. Isto deve ser dito sem receios e deixado claro, pois é incompreensível e inaceitável que não se apresentem soluções que permitam uma maior uniformidade de procedimentos, de forma a evitar atropelos e leituras enviesadas que, além de tudo, permitam também a quem cobra pelos seus serviços (colégios privados) justificar os valores apresentados.

É minha opinião que as Direções e os Conselhos Gerias de todas as escolas públicas devem unir-se rapidamente na elaboração de um abaixo-assinado conjunto que deixe clara a discordância com o até aqui exposto, excluindo as suas escolas de quaisquer responsabilidade de futuros problemas. Mais: é inadmissível que um aluno opte por não assistir a aulas presenciais, tendo as faltas justificadas, mas se veja privado dos conteúdos das mesmas. Isto deve ser salvaguardado por orientação das escolas. Se o ME não desempenha o seu papel na luta pela equidade e contra a exclusão, desempenharemos nós, professores e direções.

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Carta aos alunos! por Eduardo Sá

 

Carta aos alunos!

Todos nós temos elogiado os teus pais, pela forma inacreditável e incansável como se desdobraram em actividades durante o confinamento a que fomos obrigados. E os teus professores porque, recorrendo a tudo o que tinham à mão, continuaram a chegar até ti, não desistindo do seu compromisso para contigo. Mas talvez nos tenhamos “esquecido” um bocadinho de ti e dos teus amigos e colegas. E vocês são incríveis!

Incríveis na forma como ajudaram a vossa família. E no modo como ficaram aquém de todos os “alarmes” que nós “acendemos”, supondo que vocês, fechados, ficariam “eléctricos”. E “impossíveis”!
Incríveis, porque reagiram duma forma estrondosamente madura quando, de um dia para o outro, ficaram sem professores.
Incríveis na forma como aceitaram os formatos mais distintos de ajuda que eles colocaram à vossa disposição.
Incríveis quando aceitaram a “telescola” e as aulas à distância, a concorrerem umas com as outras. Com as duas a pedirem-vos trabalho. E teletrabalho.
Incríveis porque, mesmo não tendo os vossos pais querido para vós o ensino à distância, vocês e eles o assumiram como vosso. E não abandonaram a escola. E  vão às aulas.
Incríveis porque teriam todos os motivos para protestar, em nome da desigualdade de oportunidades que se aprofundaram entre vós. E contra os formatos de ensino e de avaliação que vêm a ser experimentados convosco. E, ao contrário, vocês (não concordando com muitas coisas) tentaram corresponder-lhes.
Incríveis porque aceitaram as condições que as escolas conseguiram para o vosso regresso. Mesmo que tenham dificuldades tremendas para vos dar todos os professores e as condições indispensáveis a que vocês têm direito. E que vos queiram sem recreios!
Incríveis porque vocês sabem que “Explicar a um filho que tem de usar máscara e lavar as mãos é simples. Mas dizer-lhe que não pode ser criança é que nos está a assustar”*. E vocês, todavia, compreendem-nos e não desistem!
E incríveis porque a vossa atitude nos recorda, todos os dias, que quem nunca abandonou a escola não pode, nunca, ser abandonado por ela!
Vocês são incríveis! E é um orgulho que sejam assim.

In  EDUARDOSÁ

 

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O Mário reprova e os diretores aprovam as orientações para a reabertura…

O governo “orientou”…

Fenprof diz que orientações para reabertura das escolas revelam “irresponsabilidade” e que há propostas “absurdas”

Mário Nogueira diz que o Ministério da Educação “sacudiu” para as escolas “responsabilidades que deveria assumir em protocolo sanitário”. Já os diretores das escolas elogiaram, na generalidade, as orientações.

 

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O que gostarias de perguntar ao ministro da educação❓ Hoje podes. Na Prova Oral Antena 3

O que gostarias de perguntar ao ministro da educação

Envia a pergunta pelo WhatsApp de serviço 96 038 62 72 (de preferência uma mensagem de vídeo)

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A mensagem da Graça Freitas à comunidade escolar…

Que se tenha conhecimento nenhum professor faz parte da equipa da DGS para transmitir a realidade escolar aos seus membros. Também era necessário um sociólogo e um psicólogo especializados em jovens para lhes explicarem que as atitudes próprias desta idade… mas isto sou eu a dizer…

Fica a frase tranquilizadora:

“Voltar às aulas com toda a confiança, desde que todos mantenham esforços para usar barreiras físicas entre nós e o outro e desde que se cumpra o distanciamento social.”

 

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Cartoon do Dia – Apoio incondicional! – Paulo Serra

 

 

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O número de alunos por turma pode colidir com os espaços disponíveis

As orientações emanadas pelo ministério para o recomeço das aulas presenciais não determinam um número especifico de alunos por sala, mas a Resolução do Conselho de Ministros n.º 33-A/2020 especifica a ocupação máxima por metro quadrado de área, 0,05.

Vamos a contas, numa sala de aula com 50 metros quadrados só poderão estar 2,5 alunos.

A Resolução também esclarece a distância entre indivíduos; “A adoção de medidas que assegurem uma distância mínima de dois metros entre as pessoas, incluindo aquelas que estão efetivamente a adquirir o produto ou a receber o serviço”, mas nas Orientações do ME apenas fala de um aluno por mesa. Vamos ter que distanciar as mesas de forma a que essa distância seja respeitada entre os alunos e em relação ao professor.

As orientações colidem em alguns aspetos com a resolução, mas nada que os espaços amplos de sala de aula não resolvam…

Ficam os excertos dos dois documentos em causa:

Orientações

“Privilegiar a utilização de salas amplas e arejadas, sentando um aluno por secretária. As
mesas devem estar dispostas com a mesma orientação, evitando uma disposição que implique
ter alunos de frente uns para os outros;”

“Quando o número de alunos da turma tornar inviável o cumprimento das regras de distanciamento físico nos espaços disponíveis, as escolas podem desdobrar as turmas, recorrendo a professores com disponibilidade na sua componente letiva. Caso esta ou outra via não sejam viáveis, pode ser reduzida até 50% a carga letiva das disciplinas lecionadas em regime presencial, organizando-se momentos de trabalho autónomo nos restantes tempos;”

Resolução do Conselho de Ministros n.º 33-A/2020

Artigo 10.º

Regras de ocupação, permanência e distanciamento físico

1 — Em todos os locais onde são exercidas atividades de comércio e de serviços nos termos do presente regime, sejam estabelecimentos de comércio, por grosso ou a retalho, ou grandes superfícies comerciais, conjuntos comerciais, mercados, lotas ou estabelecimentos de prestação de serviços, devem ser observadas as seguintes regras de ocupação, permanência e distanciamento social:

a) A afetação dos espaços acessíveis ao público deve observar regra de ocupação máxima indicativa de 0,05 pessoas por metro quadrado de área;
b) A adoção de medidas que assegurem uma distância mínima de dois metros entre as pessoas, incluindo aquelas que estão efetivamente a adquirir o produto ou a receber o serviço, podendo, se necessário, determinar -se a não utilização de todos os postos de atendimento ou de prestação do serviço;
c) Assegurar -se que as pessoas permanecem dentro do estabelecimento apenas pelo tempo estritamente necessário à aquisição dos bens ou serviços;
d) Proibição de situações de espera para atendimento no interior dos estabelecimentos de prestação de serviços, devendo os operadores económicos recorrer, preferencialmente, a mecanismos de marcação prévia;

e) Definir, sempre que possível, circuitos específicos de entrada e saída nos estabelecimentos, utilizando portas separadas;
f) Observar outras regras definidas pela Direção-Geral da Saúde;

g) Incentivar a adoção de códigos de conduta aprovados para determinados setores de atividade ou estabelecimentos, desde que não contrariem o disposto no presente regime.

2 — Para efeitos do disposto na alínea a) do número anterior:
a) Entende -se por «área», a área destinada ao público, incluindo as áreas de uso coletivo ou de circulação, à exceção das zonas reservadas a parqueamento de veículos;

b) Os limites previstos de ocupação máxima por pessoa não incluem os funcionários e prestadores de serviços que se encontrem a exercer funções nos espaços em causa.

 

 

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A promessa de máscaras para toda a comunidade escolar

Aqui há uns dias levantei este problema e algumas reações foram de que os professores recebiam o suficiente para as comprarem… (temos colegas que são “escolas completas” mais ninguém existe dentro delas)

A tutela vem agora garantir, pelo menos, que todos terão acesso a máscaras fornecidas a toda a comunidade educativa.

Governo garante escolas com máscaras para todos

O Ministro da Educação garantiu que a tutela “será responsável” pelo apetrechamento das máscaras necessárias para distribuir por alunos e funcionários das escolas que vão reabrir dentro de duas semanas.

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Professores presenciais e remotos… novos horários…

 

As aulas a distância continuarão para os alunos dos anos escolares que não farão exame.

Os professores terão que se dividir entre ensino presencial e à distância, pois ninguém pode ficar para trás. Resta saber como o irão fazer, será que os seus “novos” horários terão isso em conta? Vai ser uma salgalhada…

As escolas não possuem material compatível com aulas à distância para todos e os alunos não podem sair prejudicados, como resolver esta questão? Perguntar ao Tiago está fora de questão. Resta esperar pelo bom senso do diretores.

Já agora, quem ficará a manter a “ordem e a segurança” durante os intervalos dos alunos dentro das salas de aula… estou mesmo a ver…

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O “não se deixa ninguém para trás” caiu por terra…

 

 

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A CNIPE ESTÁ PREOCUPADA COM REGRESSO DOS ALUNOS À ESCOLA (COVID-19) A 6 SEMANAS DE CONCLUIR O ANO LETIVO!

 

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Dizer tudo e coisa nenhuma…

O Tiago foi à AR falar sobre a situação que a Educação está a viver… foram só elogios aos professores, até parecia que os estava a defender “radicalmente”. O passado já lá vai, não existiu.

(Por vezes o ministro teve que explanar a situações para que os ouvintes ficassem esclarecidos)

Resumo: eles sabem tudo, eles sabem tudo, mas não percebem nada.

 

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Normas para limpeza e desinfeção dos ambientes escolares

 

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As regras emitidas pela DGS para reabertura das escolas

 

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As escolas não têm condições para reabrir

Não, não têm. E as condições não passam só pela idade da classe docente ou pelos alunos, as escolas não têm condições de higiene necessárias para poderem abrir. A logística, o pessoal e os custos são o maior entrave à higienização aceitável para o momento em que vivemos. Cada vez que uma turma saia de uma sala será necessária a higienização da mesma, cada vez que um aluno vá ao WC será necessário ter o cuidado de assegurar que se mantém higienizado para o próximo, cada vez que os alunos recolham à sala de aula será necessária a higienização do corredor onde estiveram juntos… Lavar as mãos será um problema tão simples como não haver locais em número necessário sem ter que correr a escola toda… Detergentes… um simples pano de limpeza, tudo será um custo para o qual o orçamento escolar não está preparado. Fardamento adequado do pessoal que faz a higienização, etc…

Os professores estão preocupados e os pais também.

Escolas não têm condições para reabrir, alertam professores

Algumas escolas com ensino secundário têm várias centenas de alunos inscritos em disciplinas de exame nacional. Muitos dos professores que leccionam essas disciplinas têm filhos com idades inferiores a 12 anos ou estão no grupo de risco (mais de 60 anos e/ou com comorbidades), o mesmo acontecendo com os membros das direcções de agrupamento, os auxiliares operacionais e os técnicos administrativos

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A humanidade não deu certo. – Flávio Migliaccio

Para refletir…

 

“Desculpem-me, mas não deu mais. A velhice neste país é o caos como tudo aqui. A humanidade não deu certo. Tive a impressão que foram 85 anos jogados fora num país como este e com esse tipo de gente que acabei encontrando. Cuidem das crianças de hoje.”

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Estar ao serviço 24h por dia e 7 dias por semana…

 

Ensino à distância. Ser professor sem sala de aula é estar ao serviço 24h

Os professores não têm tido mãos a medir e estão a fazer das tripas coração para acompanhar e ensinar os alunos. A Renascença dá-lhe a conhecer o dia-a-dia de duas professoras, uma do 1º ciclo do ensino básico e outra do 3º ciclo e secundário.

Fátima Torre tem 58 anos. É professora do 1º ciclo do ensino básico. Doutorada em Análise Psicoeducativa na Escola, Fátima podia optar pelo ensino superior, mas o gosto e a paixão pelas crianças mantêm-na no primeiro ciclo. Apaixonada pelo que faz, sente o ensino à distância como um desafio, uma experiência nova, um compromisso.

“Eu considero que um professor do primeiro ciclo é a extensão da família, a extensão da mãe e do pai. É como que uma corrente que se cria e os laços perduram para sempre. São laços que se criam e que vão ser eternos”, afirma.

Nestes tempos em que tudo é novo para todos, a professora Fátima destaca a capacidade que os professores tiveram de reinventar a escola. Os professores, mas também os coordenadores, as direções das escolas e os próprios pais. “Tem sido toda a gente incansável”, assinala.

Trabalho duplicou

Em termos de trabalho, Fátima não tem dúvidas de que duplicou e em termos de horas também – não se equipara ao tempo que despendia na escola.

“Não digo que é dobrado, mas numa fatia bem maior que tínhamos com as aulas presenciais. Temos de reinventar tudo: as ferramentas, aprender a trabalhar com essas ferramentas digitais que, para muitos de nós, já não eram novas, mas outras eram; aprender a fazer vídeos, aprender a partilhar a tela … São coisas, capacidades que tiramos da nossa cartola, mas somos capazes de realizar”, conta.

Quando as aulas aconteciam no espaço físico da escola, Fátima Torre entrava às 9 horas e saía às 16h00. Agora não há horas para ligar nem para desligar. “Não diria que são as 24 horas, mas muitas vezes estou à meia-noite a atender dúvidas e a receber trabalhos e reuniões com os pais”.

Fátima dá aulas síncronas e assíncronas às 25 crianças do 1º ano. “As síncronas são três vezes por semana, onde as crianças têm oportunidade de ter contacto com o professor e também com os colegas. Cada vez que nos encontramos é uma festa”, conta à Renascença.

Professores mais expostos

Nas aulas síncronas, os pais estão presentes. E, por isso, Fátima considera que agora “os professores estão muito mais expostos”.

“Os pais têm agora oportunidade de ver como é que se faz, têm agora uma amostra do que é o trabalho de um professor no desenvolvimento das atividades, da matéria e o esforço e empenho em chegar a todos os meninos, porque a escola é para todos, é para aqueles que têm as facilidades todas e para aqueles que têm as dificuldades todas e não são poucas”, sublinha.

De acordo com a professora do 1º ciclo do ensino básico, “o trabalho é imenso, as planificações são feitas na mesma, os trabalhos chegam quase diariamente ao nosso telemóvel por WhatsApp, por mensagem, por telefone. O contacto é constante.

As aulas síncronas são realmente momentos de encontro, os meninos têm oportunidade de tirar dúvidas, de reencontrar os colegas e os professores”. Já as aulas assíncronas são para “receber e verificar onde os meninos têm dificuldades”.

“E por mensagens, aí estamos nós, a qualquer hora do dia. São praticamente as 24 horas do dia”, conta, assinalando que “ainda que muita gente pense que os professores não fazem nada, essa imagem que tem a sociedade tem de mudar”.

“Só quem sente e está dentro das coisas é que pode falar com autoridade sobre isso. Eu tenho a sorte de ter um grupo de pais excelentes, que valorizam o trabalho do professor e têm-me feito maravilhas, surpresas lindíssimas”.

A família em segundo plano

Fátima é mãe de dois filhos. Um já está na universidade, o outro frequenta o 10º ano de escolaridade. Há dias quase impossíveis. Cada um a trabalhar no seu computador. São três computadores. E eu posso dizer que os meus filhos têm ficado em segundo plano”, admite.

“O meu mais novo, que tem agora 15 anos, precisa de muito acompanhamento. Aproveito os fins de semana, mais o sábado, para ir dar uma voltinha com ele. Depois chegamos a casa, vai lanchar e depois dou-lhe o apoio que ele precisa”, conta.

A vida é uma correria permanente, mas “ser professor é, acima de tudo, vocação, como sinónimo de missão”, observa, confessando que já tem saudades do ensino presencial, da relação com as crianças.

“É a saudade constante, presencial. Só ver aquele brilho nos olhos que vi na primeira aula síncrona que fiz, vale tudo, vale o sacrífico, vale tudo. Eles sabem disso e os pais também. E os pais são espetaculares”.

Fátima Torre vê e sente a escola como um complemento à família e, por isso, defende a valorização das famílias – “porque elas são o suporte” e a valorização dos professores – o que não acontece, denuncia.

“A sociedade está mais preocupada em apontar o dedo a pequenas falhas que a escola também tem. E nós precisamos mais de quem nos ajude a sermos melhores do que quem nos aponte o dedo e diga que os professores não valem, que não querem, que são preguiçosos”.

“Maus e bons profissionais todas as profissões têm e na sociedade há bons e maus profissionais em todas as profissões que existem. Mas não apontem o dedo aos professores, por favor”, pede a professora, realçando que “os professores trabalham imenso, dão o que têm e o que não têm de si. Deixam as suas famílias, relegam as famílias para segundo lugar”.

“Esta é a mais pura verdade. É a verdade nua e crua”, conclui.

“Bombardeada por emails e trabalhos dos alunos”

Paula Carvalho tem 50 anos, é professora de matemática. Mestre em Administração Educacional, dá aulas a uma turma do 3º ciclo e a três turmas dos cursos profissionais. É também diretora de turma.

“Não é fácil. São mudanças muito drásticas. Tivemos que nos adaptar assim muito de repente a uma realidade completamente nova e não tivemos tempo sequer para nos prepararmos”, diz à Renascença.

Em casa, o trabalho também aumentou para a professora de matemática, porque, a qualquer hora, é “bombardeada por emails e trabalhos dos alunos” e, às vezes, tem “alguma dificuldade em gerir o tempo”.

“Os alunos mandam email a qualquer altura. Se se lembrarem de mandar um mail às tantas da manhã com um trabalho, mandam, ou uma mensagem. E não pensam se são ou não são horas”, conta.

Paula Carvalho está a utilizar a plataforma ‘zoom’ para dar as aulas e depois envia para o email dos alunos os trabalhos devem fazer.

“Há muitos alunos que não têm computador, mas têm o telemóvel e assistem às aulas através do telemóvel e fazem os trabalhos no caderno”, diz a professora, acrescentando que “isso é bom, porque resolve o problema de quem não tem o computador”.

Também assim a professora se “certifica” que cada um faz o seu trabalho, “porque, depois, eles têm que enviar fotografias do caderno”.

Mas tudo isto exige um esforço maior à professora que, de repente, começou a ver chegar ao email mais de 50 mensagens e, por isso, teve que “adotar uma estratégia” para se “tentar organizar” e que foi criar um email apenas para receber os emails dos alunos, os trabalhos”.

Sem coragem para dizer “agora não”

Paula Carvalho assegura que os professores estão a “trabalhar mais” do que se estivessem na escola. “Temos muito trabalho e estávamos habituados a dar as aulas de uma forma e agora as aulas são dadas de outra forma”.

“Temos que as preparar as aulas de forma diferente, o que nos leva mais tempo para preparar as aulas. Eu, como professora de matemática, utilizava muito o quadro. Agora, sem o quadro, tenho que preparar muitos materiais para fazer compartilhamento de tela e os alunos verem”, explica.

Os professores foram obrigados a descobrir estratégias para resolver os problemas e “essas pesquisas também levam tempo e trabalho”.

Depois, diz Paula, há que dar o ‘feedback’ aos alunos. “No outro dia fiz a contagem e recebi e respondi a 57 mails”. Isto, porque “não adianta os alunos mandarem-nos os trabalhos e não lhe darmos o ‘feedback’. Tem sido muito trabalhoso e depois não temos horas. Os alunos são capazes de nos enviar uma dúvida a qualquer hora e até no feriado o fizeram, mas eu não tenho coragem de lhes dizer “agora não!”

Alunos reagem bem e estão interessados

De acordo com a professora de matemática, os alunos “estão a reagir bem, melhor do que pensava”.

“Eles próprios já estão com saudades da escola. Eles, que se queixavam sempre, se pudessem, voltavam para a escola. Não está a ser fácil também para os alunos”, observa.

Paula Carvalho também tem saudades dos alunos. E, se pudesse escolher, se estivessem garantidas as condições de segurança, a sua escolha recairia sobre as aulas presenciais.

“Preferia o contacto com os alunos que, depois, quando regressarmos nem o vamos poder ter da forma que tínhamos. Não é a mesma coisa, não. É muito melhor dar aulas na escola, estar com os alunos, conviver com eles. Eu preferia ir trabalhar. Claro, neste momento, ir trabalhar para conviver com o vírus, claro que não”.

A professora de matemática já não vai regressar à escola este ano letivo, porque não tem aulas com exames nacionais, mas sublinha que, à distância, as aulas vão-se prolongar até mais tarde.

“Vamos ter aulas até ao fim de junho, mas online. Pensei que os alunos fossem reagir mal ao facto de terem aulas até tão tarde, mas estão a reagir bem. Eles gostam de conviver e uma vez que não podem conviver presencialmente, com os colegas e com os professores, também lhes faz bem este convívio online”.

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De mansinho, a municipalização é isto….

Contratar Assistentes operacionais a empresas de trabalho temporário…

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Quando se quer aparecer e não se sabe como… Instalam-se polémicas onde não existem…

Que eu saiba o homem até é professor,

seja lá de cor for.

Interessará o conteúdo abordado

ou a quem foi desprezado?

“Miséria.” Nuno Melo critica escolha de Rui Tavares para telescola e polémica estala no twitter

Há assuntos que só servem para fazer aparecer quem se sente entre os desaparecidos…

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Contratação inicial e mobilidade interna – R. A. Madeira

Contratação inicial e mobilidade interna
  • Candidatura ao concurso de contratação inicial: 5 a 8 de Maio de 2020 (através da plataforma AGIR)
  • Inscrição para o concurso de mobilidade interna: entre 4 e 8 de Maio de 2020 (através do Formulário C, só para candidatos sem vínculo aos estabelecimentos da RAM, a ser enviado por correio registado para:

DRAE

Edifício Oudinot, 4.° andar

Apartado 3206 – 9061-901 Funchal). 

Posteriormente haverá prazos para os concursos à:

  • Mobilidade interna (docentes dos quadros de escola): 26 a 28 de Maio de 2020.
  • Afectação (docentes dos quadros de zona pedagógica): 1 a 3 de Junho de 2020.

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Saudades…

 

Saudades…
De ser Professora (no) Presente.
De chegar à escola e receber e dar os Bons dias de colegas, auxiliares e alunos.
Das conversas matinais misturadas com o cheirinho a café.
Do toque de entrada e das diferentes reações ao mesmo.
Os que logo se levantam, e outros que por mais um minuto ou dois prolongam a conversa. Também os alunos estão lá fora ainda num alvoroço desorganizado…
Saudades da sala de aula.
Saudades deles. Dos alunos.
De todos. E de cada um.
Mesmo dos que nos dão dores de cabeça.
Saudades dos raspanetes. Do abrir de olhos. Da cara de má. Dos castigos e das repreensões.
Saudades do som do abrir dos cadernos, dos manuais, do eterno: ” Stora, que dia é hoje? Isso é para saber? Isso é para passar?…”
Saudades de ouvir chamar: ” oh Stora, oh DT!!!”
Saudades da barafunda dos intervalos. Dos risos, das corridas, das gargalhadas, dos gritos, do futebol no campo, das brincadeiras parvas.
Saudades dos nossos intervalos. Das partilhas extra-escola.
Dos olhares cúmplices, dos abraços reconfortantes, do apoio mútuo, das gargalhadas conjuntas.
Saudades até do som da fotocopiadora…
Sei que tem que ser.
É para um bem comum.
Mas não fui feita para ser Professora à distância.
Sou uma Professora de proximidade(s).
Gosto de estar presente.
Sou uma Professora de cinco sentidos.
E tenho saudades… muitas!!!
De tudo.
De todos.
Até de mim…

Maria José Marques

 

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O CRI VAI A CASA…

CRI vai a casa… é um Guia de estratégias e atividades para crianças, jovens e famílias, em situação de confinamento, com um conjunto de orientações práticas ao nível da psicologia, da psicomotricidade, da terapia Ocupacional, da fisioterapia e da terapia da fala.

LinkCRI

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César Israel Paulo o novo Subdiretor-Geral da DGAE

De professor contratado a Subdiretor-Geral da DGAE em poucos anos. César Israel Paulo, o professor que ficou conhecido como um dos fundadores da Associação Nacional de Professores Contratados, tem agora a oportunidade de combater as injustiças que apontou durante tantos anos do outro lado da barricada.

 

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Quem vai controlar a temperatura corporal dos docentes e alunos?

Vamos ter funcionários à porta das escolas secundárias, dos jardins de infância e das creches de termómetro na mão… se forem daqueles novos que parecem umas “pistolas” e se apontam à cabeça do “pessoal” até é rápido, mas se tiverem que os colocar no “sovaquinho” vai demorar…

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Começaram Hoje as Matrículas Eletrónicas

… e o portal já dá sinais de infeção.

Umas vezes parece saudável outras vezes mais parece que se encontra em confinamento.

 

 

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Pai, professor, teletrabalhador, por Ricardo Sant’Ana Moreira

 

Pai, professor, teletrabalhador

 

O fim do estado de emergência não vai alterar a maneira como as famílias estão a viver. Sem escola, os pais e as mães têm de fazer o impossível: ser progenitores, professores e teletrabalhadores em simultâneo.

A minha filha mais velha anda no 1º ano e tem o dia completamente ocupado: telescola às 9h, trabalho “autónomo” de português, matemática e estudo do meio, aula com a professora via zoom às 14h, mais trabalhos para entregar no googleclassroom e CAF virtual pouco depois. A minha filha mais nova, na pré-primária, também tem trabalhos para fazer, vídeos para ver e desenhos para fazer com o que aprendeu; e leva isso muito a sério, não quer ficar atrás da irmã.

Os trabalhos para a escola acabam às 16h e pelo meio tivemos de enfiar o pequeno-almoço, o almoço e o lanche, e ainda uma sessão de desporto em casa para combater o sedentarismo.

Pelo meio há telefonemas, whatsapps urgentes, emails para responder e reuniões de trabalho por videochamada, desligando o microfone e a câmara de vez em quando para responder àquela dúvida de matemática ou para ver o novo penteado da boneca. Na verdade, só depois de as deitar é que se torna possível responder às solicitações, pôr os emails em dia, terminar aquele documento que ficámos de enviar há dias… Quem pensa que quem está em teletrabalho trabalha menos é porque nunca experimentou.

Nos próximos dias o país vai entrar numa nova fase, com mais pessoas na rua e no local de trabalho. Muitas famílias estão angustiadas com isso, porque muitos patrões estão a exigir a presença dos seus trabalhadores e as escolas ainda se encontram fechadas. Mesmo quando há dois pais em casa, a saída de um fará cair todo o peso das tarefas sobre o outro. As próximas semanas podem exigir ainda mais esforço às famílias.

A presença de mais gente na rua e nos locais de trabalho pode traduzir-se em mais infeções, o que poderá resultar num novo período de confinamento total. Se assim for, se houver uma segunda vaga, voltaremos aos mesmos problemas durante várias semanas.

No reverso da medalha, há outras famílias em que alguém ficou em lay-off ou desempregado. Para essas, ao problema do vírus junta-se agora a incerteza quanto ao futuro. Antes do vírus, a taxa de desemprego era relativamente baixa e muitas famílias que tinham sido afetadas pela austeridade estavam a recompor-se. Agora, as nuvens negras dos cortes parecem surgir com a falência total da resposta europeia.

Neste momento, o que as famílias precisam é que o Estado Social funcione: as crianças que não têm recursos para ter computadores para estudar não podem ser deixadas para trás; as famílias que têm pessoas no desemprego não podem ficar sem apoio; as pessoas que não têm descontos suficientes ou que viviam na maior precariedade têm de ter acesso ao RSI; o SNS tem de ter meios para continuar a salvar as pessoas da Covid-19, mas também das outras doenças; as pessoas que tiveram cortes nos rendimentos não podem ficar sem casa; e a economia tem de ser estimulada para não se perderem mais empregos.

A palavra chave é segurança. As pessoas que estão a dar o seu melhor, fazendo de pais, professores e teletrabalhadores em simultâneo, precisam de segurança nas suas vidas e o Governo tem de garantir essa segurança e recusar a austeridade que a União Europeia parece querer fazer voltar.

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Só número residual de estudantes regressa às universidades, mesmo assim…

… os custos serão na base dos milhões.

Só número residual de estudantes regressa às universidades

Politécnicos lançam concurso para 200 mil máscaras. Fatura da covid-19 pode custar “milhões” em propinas de alunos estrangeiros. Reitores avisam que é preciso reforço.

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Apoio online gratuito a alunos do básico

Numa altura em que as escolas estão a funcionar com ensino à distância, devido à pandemia de Covid-19, a Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv) lançou uma iniciativa direcionada a alunos do ensino básico, do 1º ao 9º ano, que pretendam ajuda.

Vários universitários voluntários, de diversas áreas científicas, estão dispostos a prestar apoio ao estudo, online, a quem dele necessitar. Tudo de forma gratuita.

A plataforma “ Aveiro é nosso ” já está operacional. E, ao entrar no site, há duas opções para escolher: “Preciso de ajuda” ou “Quero ajudar”. A primeira é destinada aos alunos do ensino básico que queiram usufruir de apoio ao estudo, devendo facultar os seus dados pessoais, bem como identificar a escola que frequentam, o ano de escolaridade e a que disciplinas necessitam de ajuda. A segunda destina-se aos estudantes da Universidade de Aveiro (UA) que queiram ser voluntários, a quem é pedido que preencham um formulário com os seus dados e com informação sobre qual a área científica em que poderão ajudar os alunos do ensino básico.

Mais informações clique aqui!

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Assim é que o Estado poupa os nossos impostos…

Que continuem com medidas apertadas pela AR… Que implementem o teletrabalho…

Pandemia faz cair para metade abonos dos deputados

Foram gastos menos 253 mil euros com deslocações de deputados a casa. Os apoios para contacto com os eleitores também desceram.

A Assembleia da República gastou em março menos 253 mil euros nas deslocações dos deputados entre a residência e o Parlamento do que em fevereiro. Uma redução de 73% no montante que normalmente é despendido, por mês, com este abono que, no ano passado, ultrapassou os 3,3 milhões de euros. Também as verbas relativas aos abonos para viagens ao círculo eleitoral caíram em março – menos 35 mil euros.

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Ministério da Educação mantém locais das provas deste ano para o próximo ano letivo

 

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Acesso ao 5.º e 7.º Escalão – Fase a Decorrer

Entre o dia 30 de abril e 8 de maio encontra-se aberta a aplicação para as escolas indicarem os docentes que podem aceder ao 5.º e 7.º escalão.

Estes docentes teriam de ter cumprido até 31/12/2019 o tempo de serviço para acesso a esses escalões com uma avaliação de bom. Quem obteve Muito Bom ou Excelente já adquiriu o direito à mudança de escalão.

Após o fim deste processo os docentes que obtiveram umas das 857 vagas para acesso ao 5.º escalão ou uma das 1.050 vagas para acesso ao 7.º escalão vêm retroagida a mudança ao dia 1/1/2020, com efeitos remuneratórios ao dia 1/2/2020 (considero muito injusto que os efeitos neste caso se façam apenas ao primeiro dia útil do mês seguinte).

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Segurança no Ensino à Distância – Webinar DGE

 

 

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O último grande desafio dos professores

 

O último grande desafio dos professores

Enquanto me vejo grega para ajudar os meus filhos a responderem às várias solicitações das escolas, só me lembro dos professores, que foram apanhados de surpresa nesta mudança repentina e tiveram de responder com celeridade ao que lhes tem sido exigido.

Diria que a grande maioria não tinha sequer a experiência necessária para trabalhar com as novas tecnologias da forma que se tem imposto. Tem sido uma aprendizagem para todos – professores, pais e alunos – feita, muitas vezes, à custa de bastante sacrifício.

Os professores têm dado o litro e conseguido responder de uma forma fantástica ao desafio. Planeiam as aulas meticulosamente durante o fim de semana ou ao final do dia para que no início de cada semana já esteja tudo pronto, de forma sucinta e clara. E durante o dia vão se debatendo com uma série de desafios: as aulas síncronas são muitas vezes uma dor de cabeça, seja porque os programas não funcionam corretamente, porque alguns alunos estão pouco interessados, – muitos não têm maturidade suficiente para acompanhar uma aula daquele género – porque há pais que interferem, alunos que são mal educados ou as boicotam. (Infelizmente também tem havido relatos de comentários menos simpáticos por parte dos professores dirigidos a pais e alunos.) A qualquer hora do dia ou da noite os seus e-mails são inundados sobretudo de dúvidas e de mensagens mais ou menos simpáticas. Ao mesmo tempo os trabalhos vão chegando e têm de ser corrigidos com alguma ligeireza. E se fosse só a correção… mas tudo o que é feito, seja a correção, os planos ou a programação das aulas, tem de ser depois inserido no computador. Penso naqueles professores mais velhos, alguns deles com um contacto muito esporádico com estas modernices, que neste momento têm de fazer um esforço enorme para realizar todo o processo.

Além de tudo isto, não nos podemos esquecer que muitos professores não têm só uma turma, podem ter três, quatro, oito…. E dar resposta a todas elas. Muitos ocupam ainda funções de direção de turma, da escola ou do agrupamento. E para além disto tudo podem ter filhos a quem têm de dar atenção, cuidados e apoio no estudo, já para não falar nas refeições e tarefas da casa. Como conciliar tudo? Não sei. Nem eles às vezes devem saber como é possível.

Imagino os diretores de turma a serem assaltados com emails de mães aflitas porque os filhos não conseguem entrar nas aulas síncronas, a terem de falar com os colegas para darem respostas imediatas, enquanto os dispositivos não respondem corretamente e têm as suas próprias aulas para dar e preparar, mais os filhos em casa que por sua vez também não conseguem entrar nas aulas deles ou que têm dúvidas no estudo.

Esta quarentena tem sido muito exigente para todos os que, em casa ou fora dela, trabalham contra o tempo e acumulam várias funções. Os professores estarão no topo da lista e ninguém lhes perguntou se queriam participar no desafio. Só nos resta agradecer o esforço e dedicação de todos, sem julgar ou pressionar. Têm feito um excelente trabalho, que não sei sequer se seria justo lhes ter sido pedido. Só espero que possam ser tratados com respeito e carinho, por parte dos pais e alunos e que no final da telescola possam gozar umas belas e merecidas férias, de preferência, bem longe dos computadores.

 

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Alteração às medidas excecionais e temporárias relativas à pandemia da doença COVID-19

 

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Mãe! Passa a tua mão pela minha cabeça!

 

Mãe! Passa a tua mão pela minha cabeça!
Eu ainda não fiz viagens e a minha cabeça não se lembra senão de viagens! Eu vou viajar. Tenho sede! Eu prometo saber viajar!
Quando voltar, é para subir os degraus da tua casa, um por um. Eu vou aprender de cor os degraus da nossa casa. Depois venho sentar-me a teu lado. Tu a coseres e eu a contar-te as minhas viagens, aquelas que eu viajei tão parecidas com as que não viajei, escritas ambas com as mesmas palavras.
Mãe! Ata as tuas mãos às minhas e dá um nó cego muito apertado! Eu quero ser qualquer coisa da nossa casa. Como a mesa. Eu também quero ter um feitio que sirva exactamente para a nossa casa, como a mesa.
Mãe! Passa a tua mão pela minha cabeça!
Quando passas a tua mão na minha cabeça, é tudo tão verdade!

(A Invenção do Dia Claro, de Almada Negreiros, INCM)

 

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Professor ou Escravo em tempo de Coronavírus? porJoaquim Ferreira

Professor ou Escravo em tempo de Coronavírus?

Hoje, ao fim de vários dias em que estive sem tempo para a minha vida pessoal, decidi retirar ao trabalho o meu direito a ser pessoa, a ser cidadão, a deixar de estar virtualmente confinado. É que, para além de reuniões e mais reuniões online (para conseguirmos levar para diante a função docente), em que vemos (ou simplesmente, ouvimos a voz) alguns dos nossos colegas de trabalho, já nem virtualmente temos tempo, nem para a família, nem para as relações sociais ainda que virtuais. E, fechados nas nossas casas, ainda temos por esse país (de estúpidos) quem tenha a LATA de dizer e escrever nas redes sociais, que estamos em casa sem nada fazer e a receber.
Não… Os professores e professoras, em tempo de confinamento, é ser Escravo do Estado e das Tecnologias.
Escravo de um Estado que não equipou as escolas para poderem ter formado os alunos no uso destas ferramentas mas que exige agora aos docentes que, à distância e confinados, consigam o que é uma tarefa herculeana, ou mesmo babilónica: colocar e atender a todos os alunos, conseguindo que eles estejam conectados quando isso depende, na maioria dos casos, das famílias, da sua disponibilidade para atender aos filhos porque nem todos estão em casa sem trabalho. Há pais que, antes do novo coronavírus e deste confinamento, já trabalhavam em sistema de teletrabalho e que estão agora com sobrecarga de trabalho porque, à parte o seu trabalho (muitas vezes incrementado também) têm os filhos todo o dia em casa…
Será que não há limites para as exigências (quantas delas absurdas)?
Será que até o bom senso se perdeu? Será que se esqueceram que, também muitos professores têm em casa pessoas idosas (ou até, já são eles próprios idosos!) e crianças menores para cuidar, ou filhos a frequentarem a escola virtual e que, obviamente, necessitam também da atenção e apoio dos pais (professoras e professores) para os ajudarem a realizar os trabalhos no computador que, muitas vezes têm de partilhar…
Ou será que o Estado, com os impostos dos portugueses, andou anos e anos a injectar dinheiro para salvar “empresas” (bancos, como todos sabemos!) e não teve verbas para equipar as escolas com os necessários recursos e agora quer exigir que as famílias tenham recursos para os seus filhos poderem continuar a ter aulas, atribuindo aos professores mais essa tarefa de controlo da problemática das famílias que deveria ser das assistentes sociais e das autarquias?
Mas… afinal, que pensam? Que os professores são máquinas, são robôs? Ou pensam que os professores e professoras perderam o direito à condição humana para, magicamente, se transformaram em super-heróis? Não. Esses, só com muitos truques se conseguem no cinema. na realidade, já não há, há muito tempo, super-heróis.
Em que pensam transformar a profissão? Numa esponja que absorve, de uma só vez e numa só pessoa, a função que é da responsabilidade de uma multiplicidade de instituições?
Será que pensam que a panaceia das tecnologias pode fabricar, de um momento para o outro, super-homens e super-mulheres?
Não. Não o somos! E não se aguentará por muitos dias uma dedicação superior a 20 horas de trabalho diário (quando não mais!) para dar resposta a tudo o que se pensou que os super-heróis, agarrados a um teclado, diante de um ecrã de computador, produzindo recursos — como se aos médicos e enfermeiros lhes fosse exigido que produzissem medicamentos e utensílios que usam na sua função — horas e horas a fio, como se de loucos se tratasse.
A continuar assim, não tenho dúvida de que a sociedade terá não apenas a falta de professores mas antes, centenas e centenas dos que exercem a entrar em stress pós-traumático (porque, enquanto noutros países se relaxa pois vai fazer falta muita energia para retomar, por cá, pressiona-se, e pressiona-se, querendo que sejamos tudo: editores, produtores, criadores, programadores… enfim… sim está a provocar traumas) processo de descompensação cerebral… Em breve vai-se o vírus e teremos um grande problema de burnout nos cérebros dos professores que será bem mais difícil de vencer.
Que pensam? Que somos capazes de manter o mesmo número de alunos para atender de forma virtual como se estivéssemos nas salas de aula? Pensam que o professor de vai ser, ao mesmo tempo, produtor, realizador, criador e editor de conteúdos? Será que quererão dizer às editoras que podem fechar todas pois… estes super-homens e super-mulheres os vão substituir a todos? Será que vão querer que os professores desistam de ter vida para simplesmente se manterem vivos… Que vão aceitar ter uma vida sem direito a descanso, sem direito a família… sempre com os neurónios a funcionar… até ao desenlace final: a perda da vida.
Pergunta final? Onde anda o Ministro? Ora, meus caros, se a RTP, a SIC e a TVI, com o último grito da tecnologias comunicacional, quando faz “Em Directo” conferências online frequentemente apresenta problemas tecnológicos de que sistematicamente se desculpam (como todos já nos fartamos de assistir quando estão em directo) não conseguindo estabelecer uma comunicação eficaz entre os interlocutores (nenhum deles, de classes sociais desfavorecidas como os que estão nas escolas portuguesas onde milhares de famílias vivem no limiar de pobreza) imaginem só como podem os professores estabelecer uma comunicação eficaz para realizar aprendizagens online com 26 ou mais alunos. Enfim… E nenhum dos nossos alunos dispõe dos recursos dos ditos interlocutores…
Por último, gostaria que reflectisse sobre isto: se as tecnologias permitem a aprendizagem, porque não continuaram as sessões do parlamento a partir de suas casas, com os recursos pagos pelos próprios deputados, tal como exigiram aos professores, tendo muitos deles pago com os seus salários os meios de produção que devem ser, sempre, da responsabilidade da entidade patronal. Depois de tanta paulada na carreira e de estarmos ainda hoje com salários equivalentes aos de há mais de 10 anos, Por que pagamos para trabalhar? Alguém me explica outro motivo que não seja “porque somos parvos”?
Por último, pergunta-se: Por que só uma pequena percentagem de deputados está a exercer funções? Por que não fazem reuniões online todos os deputados? Por que não continuam a trabalhar e a produzir

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Crianças com mais de seis anos e educadores vão ter de usar máscara

Crianças com mais de seis anos e educadores vão ter de usar máscara

Sobre a reabertura de creches e das escolhas para os alunos de 11.º e 12.º anos, a responsável da Direção Geral da Saúe (DGS) explica que, embora sejam grupos etários diferentes, as especificações gerais terão vários pontos em comum.

Nas creches, vai existir um plano de testagem para os educadores e “serão utilizados meios de proteção individual” para todos os adultos e para crianças acima dos seis anos. Haverá também um reforço da limpeza de equipamentos e superfícies para prevenir a contaminação

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