Mas quando assinaram os contratos de autonomia deviam-no ter feito com a condição de não fazerem a contratação dos professores.
Mas não é isso que querem, o que pretendem é que o processo se inicie mais cedo.
E o erro das colocações não é apenas a sua antecipação, é o emaranhado de regras e concursos que dificultam a vida a todos.
Um único concurso anual ou bianual com uma adaptação do cálculo da graduação profissional (que podia ser discutido entre todos MEC/Escolas/Sindicatos para que não fosse apenas o tempo de serviço e a classificação profissional) seria mais do que suficiente para terminar com este caos que se vive todos os anos.
Um concurso bianual tinha a vantagem de pelo menos um ano em cada dois não se pensar nos concursos e nas colocações. E isso trazia muita paz a todos.
Diário Económico (11-09-2014)





20 comentários
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O meu país envergonha-me!
Somente agora sai esta noticia!?!?!??!?! E a FNE a dormir como sempre? ao lado de qq governo, primeiro o joao proença, ate homenagens levou agora este tambem vai encaminhado para arranjar no final homenagens e tachos.
Essa tua arlindo..”Um único concurso anual ou bianual com uma adaptação do cálculo da
graduação profissional (que podia ser discutido entre todos
MEC/Escolas/Sindicatos para que não fosse apenas o tempo de serviço e a
classificação profissional) seria mais do que suficiente para terminar
com este caos que se vive todos os anos” Mais cunhas!? Amizade!? Tachos!? Ainda não ha suficientes!? Dasssss….
E será que os diretores querem a colocação a nível nacional?
Deixem estar quieto que já fizeram muita m****!
Ideia muito perigosa Arlindo. Pela experiência que vamos tendo nisto, sabemos perfeitamente que um dos parâmetros poderia ser a avaliação – sem ter nada contra ela já vi pessoas que mal sabiam redigir uma frase ter Muito Bom e outras, cuja competência jamais vi ser posta em causa, acabarem com Bom. Outro exemplo, a formação, muitas vezes umas pessoas têm acesso a ela nas zonas em que residem ou trabalham, outras não. Quem esteja a substituir colegas vai ter sempre imensa dificuldade em fazer formação. Poderia ecrever mais…
Faço minhas as palavras do Manel. Quando li a sugestão do Arlindo, também se me arrepiaram os escassos cabelinhos da minha nuca. Abrir a porta para que a avaliação – com toda a arbitrariedade e palhaçada que nunca deixou de a caracterizar – possa ser uma variável na graduação dos professores é um misto de injustiça desbragada e de disparate.
ADD? Nunca me passou tal coisa na cabeça. Algo que poderia ser incluído numa nova graduação profissional seria o tempo de serviço no grupo de recrutamento ser mais valorizado do que o prestado noutro grupo de recrutamento.
Até acho que faz mais sentido essa diferença do que o tempo antes e após a profissionalização.
Outra que me ocorre poderá ter a ver com um perfil do docente. Alguém imagina o que pode ser a colocação de um docente sem perfil para turmas PIEF ser colocado apenas porque tem habilitação profissional para o grupo de recrutamento de uma turma PIEF?
Relativamente à ADD sou alérgico a essas coisas e admiro que tenham suposto que estava a falar nela.
Arlindo, na verdade não imaginei que este fosse um dos parâmetros que te estivesse a passar pela cabeça. Mas, julgo que também a ti te parecerá plausível que isso possa passar pela cabeça de algumas mentes mais iluminadas. Neste ano poderá mesmo já ser determinante na selecção de alguns docentes.
Quanto ao que referes em relação às turmas PIEF, compreendo-te perfeitamente. A única coisa que me preocupa é que muita gente fica com um perful mais saliente quanto lhe é colocada uma cunha sob os pés 😉
Arlindo, parabéns e obrigado pelo trabalho.
Quando falas da seriação dos professores por tempo de serviço, classificação profissional e “outro”, tens alguma proposta concreta para esse “outro”?
Então não foi isso mesmo que a Ministra Lurdes Rodrigues fez, aumentar pontos na graduação em função da avaliação de desempenho?
Abraço
* pelo teu trabalho.
E não seria mais simples e eficaz apenas um concurso anual para todas as escolas públicas com colocações cíclicas respeitando a lista graduada dos professores ainda não colocados? Será esta solução simples de mais para se por em prática?
A isto deveria adicionar-se uma regra fundamental para mostrar respeito pelo trabalho e pela vida dos professores: a existência de apenas duas dimensões de horário, horário completo (22 ou 25 horas) e horário parcial (11 ou 12 horas). Ou seja, um professor apenas poderia ser contratado para um horário completo ou para um horário parcial. As horas que não fossem prestadas a dar aulas seriam prestadas em apoios ou em outras actividades de trabalho directo com os alunos.
Será que nós professores damos tão pouca importância ao nosso trabalho ao ponto de não estranharmos que o mesmo seja “comprado” avulso como se faz com batatas ou cebolas no supermercado? Sim, porque até já o açucar, o arroz ou a massa, de há muitos anos para cá têm de ser comprados em quantidades certas. É triste sermos tratados abaixo de produtos hortícolas. Mais triste ainda é aceitarmos.
“Será esta solução simples de mais para se por em prática? – “Pôr e não “por”, desculpem.
Bruno, do que foi escrito esses foram os comentários que lhe ocorreram? É por isso que aqui vem? É mais indelicada a sua intervenção do que pequenas gafes que se tornam imperceptíveis e insignificantes quando o contexto da mensagem tem a relevância que tem.
Sandra, fui eu próprio que me corrigi.
Açúcar e não “açucar”.
Uma proposta desnecessária e injusta.
Esta de ” o mesmo professor pode ocupar vários horários” é que eu não entendo.
Já sei, é aquela técnica que permitiu acabar com os horários 0: qualquer professor pode lecionar qualquer disciplina. Por exemplo: professor de geografia a lecionar economia; professor de economia a lecionar informática; professor de EV a lecionar técnicas de atendimento; etc, etc….
Mas disto ninguém fala, pois interessa a muita gente que assim seja. O que me espanta é o silêncio da CONFAP. É que isto é a prova que a educação bateu no fundo.
O que pergunto é o que estes alunos vão fazer à escola, pois o que irão a prender daquelas disciplina também pode ser ensinado em casa, uma vez que não passarão de conhecimentos de senso comum.
Porque será que só se põe em causa a graduação para o concurso dos contratados? Agora imaginem começarmos uma discussão sobre se deveria ou não aplicar estas regras no concurso dos professores efectivos!!!
Sim, devia tal e qual como aos contratados. Contra mim falo que todo o tempo de serviço que tenho serve para o 1. ciclo e nunca dei aulas nesse nível de ensino.
Não acho justo que a minha experiência como docente do 2. ciclo possa valer tanto como quem sempre trabalhou no 1.ciclo.
E que tal acabarem também com as renovações? Colegas renovam porque tiveram sorte enquanto os mais graduados não conseguem colocação…