Governo dos Açores vai reduzir tempo de permanência dos professores nas escolas
O Secretário Regional da Educação e Cultura reafirmou, em S. Jorge, que a redução do tempo de permanência obrigatória dos professores nas escolas será concretizada a “breve trecho”.
“Fazemo-lo convictos de que a liberdade de gestão do tempo resulte em proveito do essencial, isto é, na preparação das atividades letivas”, afirmou Avelino Meneses, que falava sexta-feira, na Vila de Velas, num encontro com docentes.
Avelino Meneses frisou a importância desta medida de desburocratização do Sistema Educativo Regional, salientando que o benefício da ação docente implica “a concentração dos professores no cumprimento do essencial”, nomeadamente nas “tarefas de ensinar e pesquisar conteúdos”.
Para o Secretário Regional, este objetivo só pode ser alcançado “pela redução do excessivo peso do acessório, designadamente pela carga burocrática, que constitui um roubo de tempo e de concentração à tarefa de aprendizagem”.
“Foi por isso que dispensamos as escolas da elaboração do projeto curricular de turma, traduzido na prática em excessivo consumo de energias sem resultado de todo compensador”, recordou.
Nos encontros com docentes que já manteve na Vila do Nordeste e agora na ilha de S. Jorge, o Secretário Regional da Educação e Cultura tem recolhido contributos com vista à elaboração do Plano de Promoção do Sucesso Escolar, que deverá ser implementado nos Açores no ano letivo de 2015/2016.




4 comentários
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Os professores servem para ensinar e não para preencher pilhas de papéis que nada aportam à qualidade de ensino.
Que simpáticos estão eles agora nos Açores. Ainda me lembro das trafulhices que lá fizeram há uma dúzia de anos atrás quando colocaram na primeira prioridade dos concursos os licenciados pela Universidade dos Açores. Enfim, à conta disso, lá tive que fazer as malinhas e pôr-me a andar depois de ser ultrapassado na listagem por mais de 100 candidatos com menos tempo de serviço que eu. Por isso, experiências inovadoras nos concursos de professores já tiveram início há uns bons anos no nosso país. Não são inovação apenas do Crato.
O Crato deveria aprender com o exemplo dos Açores
É verdade que os Açores no passado eram um “tesourinho deprimente”, mas agora, no presente, funcionam muito bem, a começar pelos prazos dos concursos e por medidas “anti-burocracia”