Logo que tenha o relatório de 2011/2012 publico-o neste espaço e faço algumas comparações com os números que comecei a tirar nessa altura.
Se os meus dados tirados de 2011/2012 apontavam para 28685 contratados (segundo estes dados do Público errei por 45) os meus dados de 2012/2013 dizem que existiram 17999 colocações.
É quase escusado aguardar-se mais um ano pelo relatório do GEPE para se saber, com esta margem de erro mínima, o número de contratados em 2012/2013.
Em 2010/2011 estavam nas escolas do básico e secundário de Portugal continental 35.976 professores contratados. Um ano depois, este número já tinha descido para 28.730, um contingente que, segundo os dados que foram sendo divulgados entretanto, ter-se-á reduzido para metade no último ano lectivo e que se arrisca a praticamente desaparecer a partir de Setembro.
Comparando apenas com alunos jovens existiam 1.710.075 em 2011/2012, menos cerca de 13 mil do que no ano anterior. As principais quebras registaram-se no 1.º ciclo. No 3.º ciclo e sobretudo no secundário houve ligeiros aumentos por comparação ao ano anterior, uma tendência que deverá acentuar-se na sequência do alargamento da escolaridade obrigatória até aos 18 anos.
Apesar da zona 1 ser a que tem mais docentes sem componente letiva também foi a segunda zona que mais agrupamentos/escolas teve que não enviou ninguém para a mobilidade interna.
No entanto falta ainda calcular as percentagens sobre a totalidade de escolas existentes em cada zona para perceber se esse número é elevado ou não.
Fica este quadro para perceberem de onde são os 6915 docentes de quadro de agrupamento/escola que foram obrigados a concorrer por não ser possível atribuir pelo menos 6 horas letivas em final de Julho. Entretanto, muitos deles já foram retirados desta lista no dia 14 de Agosto.
Como já aconteceu o ano passado, a zona norte é a mais fustigada com os horários zero. Na ICL 1 havia só na zona 1 quase tantos docentes sem componente letiva como na soma das zonas 6, 7, 8, 9 e 10, 1854 contra 2024.
A zona 1, 2 e 3 no total têm 3775 docentes QA/QE sem componente letiva enquanto que as restantes zonas (4, 5, 6, 7, 8, 9 e 10) têm apenas 3140 docentes nas mesmas condições.
O quadro seguinte distribui os docentes dos quadros de zona pedagógica pelo seu grupo de recrutamento e QZP.
A última coluna que tem um docentes do grupo 400 sem QZP não é erro meu, mas sim das listas da DGAE logo na primeira página desse grupo. Agora compreendo porque a diferença dos meus números de docentes de QZP nesta lista (11413) diferem dos números do MEC (11412). Os meus estão certos e o MEC não contabilizou este docente. 😀
Listas provisória de mobilidade interna hoje divulgadas pela Direcção Geral da Administração Escolar reportam à situação que se vivia nas escolas a 31 de Julho
Havia a 31 de Julho 6915 professores do quadro sem componente lectiva — os chamados “horários-zero”, ou seja, os que não têm turmas atribuídas. Os dados foram comunicados pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC) nesta quarta-feira, dia em que foram divulgadas as listas de professores de carreira admitidos a concurso de mobilidade interna para o ano lectivo 2013/2014.
O ministério da Educação e Ciência revelou esta quarta-feira a lista de professores do quadro que se candidataram à mobilidade interna para o ano escolar 2013/2014. No total foram 24544 docentes admitidos a concurso, dos quais 6915 são professores sem componente letiva (horário zero).
… pode a qualquer momento sair a lista de ordenação dos docentes obrigados a concorrer à Mobilidade (QZP e Docentes sem Componente Letiva) e docentes que pretendem mudar de Agrupamento/Escola.
Até hoje todas as candidaturas encontram-se apenas dadas como submetidas e é muito provável que só quando saírem os verbetes seja alterado o estado da candidatura para validado ou retirado.
Já disse em tempos que apontava para que nesta lista possa aproximar-se dos 20 mil docentes em concurso (conto apenas com os docentes obrigados a concorrer nesta fase).
Os docentes QZP que se encontram em exercício de outras funções (como por exemplo Direções ou alguma forma de mobilidade) serão retirados desta lista da ICL 2. Assim, como os 11456 docentes dos quadros de zona pedagógica não estarão todos em concurso após a ICL 2 é possível que o número final seja inferior aos 20 mil docentes.
Os candidatos que são obrigados a concorrer, além de estarem em 1ª prioridade, podem continuar em concurso para colocação através das reservas de recrutamento que duram até final do ano letivo, no entanto, só conseguem uma colocação plurianual no caso de obterem colocação durante o 1º período.
Os docentes que manifestaram vontade de mudar de escola/agrupamento só vão ter a oportunidade de ficar colocados na lista de 30 de Agosto, embora tenham ainda uma possibilidade de mudança de escola caso não consigam colocação que é através da permuta.
O Paulo Guinote aqui acha que vão ser mais do que o ano passado.
Eu concordo em absoluto com ele, mas não faço disso um problema de maior pelo seguinte:
Em 2012/2013 foram indicados na lista de 1 de Agosto 14833 docentes para concorrerem à mobilidade por ausência da componente letiva (um dos estudos pode ser visto aqui).
O ano passado os docentes de QZP podiam não ser enviados para a mobilidade desde que tivessem pelo menos 6 horas de componente letiva.
Este ano todos os docentes dos quadros de zona pedagógica estão obrigatoriamente em concurso à mobilidade interna (ao todo são 11456 docentes).
Da mesma forma que este ano mais docentes vão estar em concurso à mobilidade interna na 1ª prioridade, também mais docentes vão obter colocação em 30 de Agosto pela libertação dos horários deixados vagos pelos QZP.
Quem pode beneficiar com isso?
Os docentes QA/QE com ausência da componente letiva porque em princípio têm mais graduação que os docentes de QZP, embora este princípio não seja geral.
Não me admirava nada que a lista de candidatos à mobilidade interna na 1ª prioridade (QZP e docentes sem componente letiva) se aproxime dos 20 mil docentes. Este número será bem superior aos 14833 docentes que se encontravam na lista provisória de 1 de Agosto e que foi drasticamente reduzida em meados de Agosto de 2012.
O que antecipo para final de Agosto é uma enorme mobilidade de docentes e os que estavam habituados a ficar na mesma escola ao longo dos últimos anos poderão ter algumas surpresas com a sua colocação.
O secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, negou hoje que apenas três professores tenham entrado para os quadros do Ministério da Educação e Ciência, garantindo que entraram mais 603, “vinculados extraordinariamente”.
No final de mais uma ronda negocial com os representantes dos professores, João Casanova de Almeida disse aos jornalistas que “não entraram [só] três professores para os quadros do Ministério da Educação”, como chegou a ser noticiado, mas sim 606.
E se compararmos este número com o do concurso de 2009 até podemos dizer que este ano entraram mais 65% de professores no quadro do que em 2009.
A realidade diz que entre 2007 e 2017 apenas 1000 docentes entraram na carreira e 65% deles entraram este ano.
Dos mais de 45 mil docentes candidatos a um lugar nos quadros do Ministério da Educação, apenas três conseguiram vincular: dois de Espanhol e um de Educação Moral e Religiosa.
Para os restantes 45.428 candidatos – o universo varia entre quem nunca deu aulas e os que acumulam mais de 10 anos de contratos – resta agora a segunda etapa do concurso para tentar conseguirem um contrato. Mas essa hipótese só estará ao alcance de uma minoria.
Eu confesso que perante os dados que tinha surpreendeu-me pela positiva que houvesse 3 novos vínculos ao MEC. Nunca contei que dois docentes do grupo 350 pudessem entrar nos quadros já que as 6 vagas abertas foram exatamente as mesmas que as 6 vagas da vinculação extraordinária e nenhum destes vinculados do Concurso Externo Extraordinário conseguiram colocação em Quadro de Agrupamento.
Os outros 602 vão ter de concorrer à mobilidade interna e no caso de não ficarem colocados em 30 de Agosto serão colocados administrativamente pela DGAE numa escola das suas preferências.
Ainda não existem datas para essa fase de concurso, mas tudo aponta para que seja na próxima semana.
… a antecipar a publicação das listas de colocações de 2013.
De acordo com esta sondagem a maioria das respostas diziam que seriam menos de 1000 as colocações neste concurso de 2013.
Eu era capaz de apostar no intervalo entre 1000 e 3000 mil, já que pelos menos 618 colocações vão acontecer.
Vamos aguardar a publicação tardia destas listas que pode atrasar para o mês de Agosto a manifestação de preferências para a mobilidade e a contratação.
Antes da publicação da listas de colocados no concurso Interno/Externo de 2013 apresento o quadro com o número de colocados em idêntico concurso em 2009.
No total foram colocados 28805 docentes, 17087 docentes dos quadro de zona pedagógica que passaram para quadro de escola/agrupamento, 11301 docentes dos quadros de escola/agrupamento que mudaram de escola, 23 docentes de licença sem vencimento de longa duração que voltaram a ter um lugar em quadro de escola/agrupamento e 394 docentes do concurso externo que ingressaram na carreira.
Os números do concurso de 2013 em nada se vão assemelhar a estes pelo número reduzido de vagas positivas.
Não haverá um único docente do concurso externo que ingressará na carreira e tendo em conta que o penúltimo concurso de ingresso foi em 2006 e o próximo será em 2017 é caso para dizer que entre o dia 1 de Janeiro de 2007 e 1 de Janeiro de 2017 o número de docentes que ingressam nos quadros do MEC é de 394 docentes em 2009 e 603 docentes em 2013 no concurso extraordinário, somando assim, em 10 anos, 997 docentes que obtêm vínculo com o MEC.
Fica neste quadro o número da candidaturas ao concurso externo por grupo de recrutamento bem como o grupo de provimento dos docentes à data da candidatura.
Das 51682 candidaturas ao concurso externo existem 43571 candidatos. Destes 43571 candidatos, 16477 indicaram ter uma escola de provimento à data da candidatura. Sendo assim, em Maio de 2013 havia 16477 contratados em exercício de funções nas escolas.
Tendo em conta que estas listas são provisórias os números que indico também o são.
Dos dados que recebi no formulário deste post e na qual retirei meia dúzia de escolas por não conseguir fazer a proporcionalidade entre o número de exames previstos e os que ocorreram, deu-me o seguinte quadro provisório:
Em 695 exames previstos para os cerca de 80 Agrupamentos que recebi dados apenas se realizaram 383, o que dá uma percentagem de 55,1% de exames realizados.
Podem continuar a preencher os dados pedidos no post para confrontar com os 70% de exames realizados que Nuno Crato afirmou terem acontecido.
Nas listas provisórias de ordenação encontram 12815 candidaturas de docentes que são dos quadros de zona pedagógica do continente e que são de 11469 candidatos. O que quer dizer que existiram 1346 candidaturas a grupos diferentes do grupo de provimento do docente de QZP.
A distribuição das candidaturas das listas provisórias dos docentes de QZP do continente é a seguinte:
Durante o mês de Abril já fiz vários estudos sobre as novas zonas pedagógicas e os lugares que têm sido ocupados ao longo destes últimos 4 anos por docentes contratados, bem como com o número de docentes em horário zero nessas zonas.
Para acederem à lista apenas dos docentes em QZP das listas provisórias em formato Excel clicar aqui.
Quem não tem as listas de ordenação provisórias e de excluídos em formato excel pode ir ao Fórum retirar o link para baixar o documento. Precisam de estar registados no Fórum para acederem a essa informação.
Ao concurso Interno/Externo 2013/2014 concorreram 77701 candidatos, sendo que 73083 candidatos tiveram a sua candidatura valida.
No total contabilizei 101937 candidaturas, das quais 95252 candidaturas encontraram-se validas nas listas de ordenação provisórias de 3 de Junho.
As 6685 candidaturas excluídas são de 4618 candidatos.
Existe no conjunto das listas de ordenação definitiva e na lista de excluídos 24235 candidaturas duplicadas que são de docentes que concorrem a dois ou mais grupos de recrutamento.
Mais número menos número estes são os dados gerais das listas publicadas no passado dia 3 de Junho.
Das 95252 candidaturas validas das listas provisórias de 3 de Junho de 2013 encontram-se em concurso 73083 candidatos.
No concurso interno existem 29501 docentes em concurso e no concurso externo 43582 candidatos admitidos.
No total, 22169 candidatos concorrem a mais do que um grupo de docência. Destes 22169 candidatos que concorrem a mais do que um grupo de recrutamento 2259 são docentes do quadro (interno) e 19910 são docentes que concorrem ao concurso externo.
Fica aqui o quadro completo dos candidatos admitidos por grupo de recrutamento, por concurso (Interno/Externo), por tipo de candidato (QA/QE, QZP, LSVLD e EXT) e prioridade.
Em breve apresento mais dados.
A apresentação deste quadro indica que já tenho todos os dados transpostos para excel, falta-me concluir apenas a lista de excluídos.
Terminei agora o quadro geral com os números totais de candidaturas admitidas por grupo de recrutamento e tipo de candidato.
No total foram admitidas 95252 candidaturas.
No concurso externo foram admitidas 63453 candidaturas.
Ainda falta trabalhar o número de candidatos excluídos e a eliminação das candidaturas duplicadas para se encontrar o número total de candidatos ao concurso interno/externo 2013/2014.
Ao longo dos próximos dias irei fazer esse trabalho.
Apresento o número de horários pedidos para contratação de escola durante o ano letivo 2012/2013 com data final de candidatura até dia 29 de Maio.
Este ano os números reais não são tão elevados como os que apresento no quadro pelo seguinte:
Existiram bastantes horários anulados em concurso
Existiram bastantes colocados de docentes dos quadros sem componente letiva que ocuparam lugares
Existiram bastantes duplicações de horários em concurso pelos critérios inicialmente colocados serem ilegais.
e por último, houve alguns dias (muito poucos) que falhei a retirada dos horários. 🙁
Assim, este quadro é meramente indicativo e não representa a realidade do ano 2012/2013 relativamente às contratações de escola ao contrário deste post de 2011/2012.
Entre a Reserva de Recrutamento e a Reserva de Recrutamento 33 com algumas falhas nas últimas reservas.
Neste momento são 578 docentes que ainda encontram-se nas listas de não colocados.
Os grupos com mais docentes sem componente letiva são os grupos 530, 240 e 100.
Dos 578 docentes sem colocação, 390 são docentes dos quadros de agrupamento e 188 são dos quadros de zona pedagógica. Mais uma vez não se entende a necessidade do alargamento dos QZP para 10 zonas.
Calcula o mec que semanalmente há 191.775 horas de redução da componente lectiva dos professores.
O que, se tomarmos com bom o número de pouco mais de 100.000 professores nos quadros (os únicos com direito a redução), significa algo perto das 2 horas/aulas semanais de redução média (ou seja, cerca de 9% se contabilizarmos as 22 horas anteriormente consideradas como horário completo).
Marques Mendes apresentou um quadro com uma redução do número de alunos no 1º ciclo entre 1980 e 2010 em 51%, mas de seguida apresenta outro quadro com o crescimento em 53% do número de professores.
Para quem ficou mais distraído a comparação que Marques Mendes fez foi entre o número de alunos do 1º ciclo e o número de professores na totalidade (neste caso confio mais no número de docentes apresentado por Marques Mendes para 2010 do que nos números da pordata, apesar de neste momento existirem apenas 105 mil professores dos quadros mais uns 13 mil contratados).
A redução do número de alunos no 1º ciclo não tem exclusivamente a ver com a descida da natalidade (descida esta da principal responsabilidade dos políticos que nunca conseguiram promover uma aposta séria no aumento da taxa de natalidade) mas tem a ver também com a elevada retenção dos alunos na década de 80 e 90 no 1º ciclo. Lembro-me bem que na minha turma do 1º ciclo apenas dois alunos fizeram o percurso do 1º ciclo em 4 anos e muitos arrastaram-se até aos 14 anos para completar a 4ª classe. Provavelmente era necessário nos anos 80, em média, 6 anos de escolaridade para se completar o 1º ciclo, algo que não acontece atualmente.
Mas este pode ser um caminho para aumentar o número de alunos na escolaridade obrigatória. Retomar à década de 80 e chumbar metade dos alunos nos vários níveis de ensino. Os cortes que se adivinham pode levar-nos de novo a essa época.
Que faz uma comparação do número de professores entre 1980, em que o ensino obrigatório era o ciclo preparatório e 2010 em que se inicia o ensino obrigatório até aos 18 anos.
A comparação do número de professores entre 1980 e 2010 é ridícula e só vem demonstrar que vai valer tudo para se mandar os malandros dos professores para a requalificação.
Tanto mais que entre 2010 e 2013 já saíram mais de 20 mil professores entre aposentações e eliminação de contratados.