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Esclarecimentos sobre a negociação da “nova” MPD – FNE

 

A FNE esteve presente esta manhã no Centro de Caparide para uma reunião com o MECI sobre a matéria da Mobilidade por Doença.

Manuel Teodósio, Vice Secretário-Geral da FNE, fez o balanço deste encontro.

No seguimento do acordo celebrado entre FNE e MECI sobre a recuperação do tempo de serviço, foi-nos referido estar em fase de testes o simulador e que está para breve a aprovação do decreto-lei em Conselho de Ministros.


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Processo da MPD começa amanhã

Segundo informações prestadas pela FNE, a plataforma para a MPD abre amanhã.

Os docentes poderão fazer o download do relatório médico para os seus médicos os preencherem.

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Já temos data para a saída das Listas Definitivas

 

Segundo as informações obtidas pelos sindicatos, em reunião com o MECI, as Listas definitivas de colocação serão publicadas até 15 de julho.

Só depois da saída das Listas definitivas abrirá a plataforma para pedidos de MPD.

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O Portal das Matrículas continua em baixo, isto vai dar problemas…

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A RTS ainda vai dar lucro ao estado de 242,7 milhões de euros

Rui Baleiras, coordenador da UTAO, garante que fica mais barato para o Estado deixar sair para a reforma os professores que querem fazê-lo ao atingir a idade legal, e substituí-los por novos, do que manter no sistema educativo até aos 70 anos os atuais docentes do quadro

“Causa aflição” que se apliquem medidas salariais no setor público sem instrumentos para avaliar “os seus custos e eficácia”

Temos de distinguir o que é o impacto bruto e o impacto líquido. O bruto resulta do acréscimo na remuneração base dos docentes e nas contribuições do Ministério da Educação para a proteção social desses docentes. E aí, segundo as nossas contas, varia entre 41 milhões de euros em 2024 e os 469 milhões de euros em 2028, ano cruzeiro. Em termos líquidos, isto é, descontando as receitas que vão ocorrer por conta do IRS, por conta das contribuições dos trabalhadores e do empregador público para a Caixa Geral de Aposentações ou Segurança Social, e ainda por conta das contribuições dos trabalhadores beneficiários da ADSE [sistema de saúde dos funcionários públicos], o impacto é menos de metade: 18 milhões em 2024 e 202 milhões em 2028.

Os esclarecimentos do gabinete do ministro da Educação são bem-vindos e a sua necessidade justificou-se por as previsões de impacto orçamental da UTAO diferirem das elaboradas pela equipa técnica do Ministério. A UTAO fez o seu trabalho sem conhecer o estudo do Ministério e vice-versa. Foi uma boa prática. Não restam dúvidas sobre a independência do relatório da UTAO face aos legítimos interesses políticos do Governo.

De acordo com a melhor informação que tenho neste momento, não conhecemos nenhum outro trabalho que tenha sido feito com o nível de profundidade deste. Usámos microdados, usámos dados individuais sobre cada um dos 108 mil docentes que existem na carreira.
A explicação ministerial para a diferença nas previsões dos dois estudos faz sentido. O próprio relatório da UTAO já antecipava que seria natural existirem diferenças nas conclusões numéricas das duas entidades. O comunicado indica que a diferença nos impactos quantificados resulta, nomeadamente, de hipótese diferente sobre a idade de saída da carreira para a aposentação. Tem lógica. O modelo da UTAO assumiu que cada docente se reforma ao atingir a idade legal para aposentação sem penalizações. Pelo que afirma o comunicado do Governo, o seu estudo assume que a aposentação só acontece aos 70 anos.

O que redunda num maior encargo global com pessoal docente do que no estudo da UTAO. Poderá haver outras diferenças metodológicas, não sei. Teria de ler o estudo, em particular, a descrição do modelo, da base de dados e das hipóteses embutidas no mesmo para descobrir outras causas eventuais para a diferença de resultados. Seja como for, julgo que o sentido qualitativo a extrair do relatório da UTAO é análogo ao que transparece do comunicado do gabinete do ministro.

Estudámos a possibilidade de os docentes que saírem para a reforma serem substituídos por profissionais novos, contratados para o 1.º escalão da carreira. Fizemos as contas com base na atribuição do crédito de tempo acordada entre Governo e sindicatos. Assumimos então que, por cada saída para a aposentação, entra para o quadro, na 1.º posição remuneratória, um novo docente, de tal modo que o quadro de pessoal terá sempre o mesmo número de profissionais ao serviço entre 2024 e 2027.

E o que é que acontece?

Somando os resultados para estes quatro anos, prevemos que haverá a renovação de 17.470 docentes (num quadro sempre com 108.289 docentes). As 17.470 saídas libertarão 527,8 milhões de euros de despesa líquida e as 17.470 entradas para o 1.º escalão aumentarão a despesa líquida em 285 milhões de euros. Em conclusão, a manutenção do número de docentes no sistema fará reduzir a massa salarial, líquida de receita para o setor público, em 242,7 milhões de euros.
Fica mais barato para o Estado deixar sair para a reforma quem quiser fazê-lo ao atingir a idade legal mínima para o efeito, e substituir quem se reforma por docentes novos, do que manter no sistema educativo até aos 70 anos os atuais docentes do quadro. A razão é a diferença entre o salário auferido no ano da reforma e o salário de entrada na carreira. Poderá até acontecer que com esta troca haja menos ausências por doença e horários com mais horas por docente. Julgo saber que, a partir de determinada idade, os docentes têm direito a uma redução no número semanal de horas letivas.

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Governo não vai alterar despacho que define a organização do ano letivo

O Governo decidiu manter as orientações do executivo anterior que definem a organização do ano letivo. O ministério da Educação diz que quer assim transmitir mais estabilidade às escolas e espera um ano tranquilo depois de ter chegado a acordo com o professores.

Governo não vai alterar despacho que define a organização do ano letivo

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Plano de recuperação de aprendizagens prometido para julho

Diretores desesperam por novo despacho de organização do ano letivo (OAL) mas ministério revela que não vai fazer “alterações estruturais”.

Plano de recuperação de aprendizagens prometido para julho

O novo plano de recuperação das aprendizagens vai ser apresentado em julho, revelou o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI). Com o fim das aulas do 1.º ciclo e do Pré-escolar e da primeira fase de exames do Secundário no final desta semana, os diretores querem começar a planear o próximo ano letivo e aguardam pela publicação do despacho de Organização do Ano Letivo (OAL). No entanto, o diploma não vai sofrer “alterações estruturais”, assumiu a tutela em resposta enviada ao JN.

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O Costume

Portal das Matrículas com constrangimentos devido a “elevado número de acessos”

 

No sábado, abriu o prazo para as matrículas nos 6.º, 7.º, 8.º, 9.º e 11.º anos, para o ano letivo 2024/2025, e há encarregados de educação que ainda não conseguiram realizar a inscrição.

 

O Portal das Matrículas está com constrangimentos devido ao “elevado número de acessos” desde sábado, quando abriram as inscrições dos 6.º ao 9.º e 11.º anos, estando em curso otimizações do site, segundo o Ministério da Educação.

“Estão a ser registados alguns constrangimentos devido à carga causada no sistema pelo elevado número de acessos”, confirmou esta segunda-feira o Ministério da Educação, Ciência e Inovação, em resposta à agência Lusa.

No sábado, abriu o prazo para as matrículas nos 6.º, 7.º, 8.º, 9.º e 11.º anos, para o ano letivo 2024/2025, e há encarregados de educação que ainda não conseguiram realizar a inscrição.

Recordando que o prazo termina na sexta-feira, o Ministério adiantou que os problemas verificados no ‘site’ estão a ser tratados e que “o Instituto de Gestão Financeira da Educação (IGeFE), que gere o Portal das Matrículas, está a efetuar algumas otimizações, tendo em vista resolver os constrangimentos verificados”.

De acordo com o calendário de matrículas para o próximo ano letivo, depois dos 6.º, 7.º, 8.º, 9.º e 11.º anos, o prazo para a realização de matrículas para os 2.º, 3.º, 4.º, 5.º anos vai decorrer entre 06 e 10 de julho.

De 15 a 20 de julho, poderão ser feitas as matrículas para os 10.º e 12.º anos.

 

 

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Foi lançado concurso Público para fornecimento de equipamentos para a criação de Laboratórios de Educação Digital (LED) nos estabelecimentos do 2.º e 3.º ciclos

Parece que desta vez é que vai ser… Valor do preço base do procedimento: 3.317.679,32 EUR

01/CPI/SGEC/2024 Concurso Público Fornecimento de equipamentos para a criação de Laboratórios de Educação Digital (LED) nos estabelecimentos do 2.º e 3.º ciclos dos ensinos básico e secundário da rede pública Secretaria-Geral da Educação e Ciência A receber propostas  

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Preparação do Próximo Ano Letivo Está Muito Atrasada

Notícia do DN, na edição em papel, com algumas das minhas preocupações para o arranque do próximo ano letivo.

Será atualizada a notícia para quando for publicada on-line no site do DN.

 

Preparação do próximo ano letivo está “muito atrasada”

 

Diretores escolares alertam para a necessidade da disponibilização de informação essencial às escolas. Não são ainda conhecidos os moldes do novo Plano de Recuperação de Aprendizagens, tal como o resultado do concurso de professores.

 

Todos os anos há orientações para o próximo ano letivo em junho. O último despacho da organização do ano letivo data de 2018 e têm sido dadas orientações pelos ministros anteriores. Agora não há informações nenhumas sobre o próximo ano letivo. Não sabemos se vai haver ou não alterações.” O alerta é de Arlindo Ferreira, diretor do Agrupamento de Escolas Cego do Maio e autor do blogue ArLindo (dedicado à educação).

O responsável entende que “a preparação do novo ano letivo está muito atrasada”. Falta,  segundo o diretor escolar, o esclarecimento sobre o novo Plano de Recuperação de Aprendizagens, entre outras informações. Recorde-se que o governo fez saber, em fevereiro, que iria implementar um novo plano de recuperação de aprendizagens, denominado A+A – Aprender mais agora. A intenção é dar mais autonomia a agrupamentos e escolas públicas, bem como reforçar recursos para apoiar alunos, capacitar docentes na implementação de tutorias e reforçar os créditos horários. Contudo, os diretores ainda não sabem os termos do novo plano. “É preciso saber se, por exemplo, haverá continuidade de programas como o Plano Nacional de Desenvolvimento Pessoal, Social e Comunitário, que conta com psicólogos, assistentes sociais e outros técnicos. À data, ainda não sabem se  irão ou não  continuar em funções”, adianta Arlindo Ferreira.

Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), acredita na continuidade dos programas em vigor. “Os programas que contam com técnicos especializados não me passa pela cabeça que possam não se manter. Devem continuar nas escolas e é preciso que isto seja confirmado”, afirma, pedindo, por isso, que esse passo seja dado “rapidamente”, para os diretores prepararem “o ano letivo”.

Entre as preocupações dos diretores está também o resultado do concurso dos professores. “É ano de grande concurso e as escolas estão à espera de novos professores. Os corpos docentes vão ser renovados. O resultado do concurso é muito importante, pois vai haver grandes alterações”, explica o responsável da ANDAEP, lembrando que “os diretores preparam o próximo ano com base nos professores e têm  de  saber com o que contam no mais curto espaço de tempo”. Arlindo Ferreira é da mesma opinião e acrescenta que, apesar do resultado sair “nesta altura do ano, desta vez deveria saber-se mais cedo, porque vai haver grandes mudanças. Ninguém sabe com que professores pode contar no próximo ano”, até porque há muitos que vão mudar de escola, salienta. Assim, explica, “passam a ser as direções a decidir o próximo ano sem envolver os professores e significa também que, durante o mês de agosto, os diretores terão de trabalhar muito para conseguir preparar tudo”.

Decisão sobre as provas de aferição ainda não é conhecida

 

O Programa do Governo entregue na Assembleia da República em março dava conta de mudanças na avaliação externa, com novas provas de aferição nos 4.º e 6.º anos a Português, Matemática e a uma terceira disciplina rotativa a cada três anos, em substituição das provas de aferição atualmente em vigor. Essa intenção de alterações ainda não saiu do papel e os diretores escolares querem esclarecimentos o mais rápido possível, pois a decisão terá implicações na organização do próximo ano letivo. “Há muitas decisões que as escolas tomam tendo em conta as provas. Se mudarem para o 4.º e 6.º ano, a planificação terá de ser diferente”, explica Arlindo Ferreira.

As preocupações sobre as provas também incluem os resultados das que já foram realizadas, não havendo ainda previsão da sua divulgação. Recorde-se que os resultados das provas de 2022-2023, responsabilidade do governo de António Costa, só foram conhecidos em dezembro de 2023, uma situação que os diretores escolares não querem que se repita. “O ideal seria que os resultados das provas de aferição saíssem nos próximos dias. Se saírem em julho, ainda dá tempo para preparar estratégias para os alunos. O que peço é que saia nas próximas semanas, antes da pausa do mês de agosto. E, se não saírem, que seja no início de setembro, antes do arranque do ano escolar”, vinca Filinto Lima.

Mobilidade por doença

 

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou, há dois anos, o diploma do governo que estabeleceu o regime de mobilidade de docentes por motivo de doença, mas alertou para a necessidade de ser  “ulteriormente avaliado”. E é isso que pretendem os diretores escolares, para quem a Lei da Mobilidade por Doença (MPD) é injusta para os docentes que dela necessitam. O Ministério da Educação tem agendada para amanhã uma primeira reunião de negociação com os sindicatos.

“O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa promulgou o diploma, mas disse que daí a dois anos a lei teria de ser avaliada. E é isso que queremos. Houve muitos docentes prejudicados. São professores gravemente doentes, com doenças como cancro, e que ficaram longe das suas casas. Isto tem de ser visto rapidamente”, pede Filinto Lima. Arlindo Ferreira também mostra preocupação e avança que um atraso no concurso de MPD interfere com questões burocráticas obrigatórias. “Até abrir o concurso, fica tarde para os professores pedirem a documentação, que envolve atestados médicos e de residência”, esclarece.

Calendário escolar não satisfaz diretores escolares

 

A consulta pública da proposta de calendário escolar (para os próximos quatro anos letivos) já terminou, mas o calendário definitivo ainda não foi divulgado. E a “grande crítica” de  Filinto Lima é a proposta de término para o 1.º ciclo. “Não está explicado porque é que o pré-escolar e o 1.º ciclo, mais uma vez, vão ter mais duas semanas de aulas que os outros ciclos, não se sabe por que razão isso acontece. Os diretores e os pais não entendem e a crítica que faço é a falta de clarificação. Isto precisa de ser clarificado. A pergunta é: porquê?”

Apesar de todas as preocupações de Filinto Lima, o presidente acredita que o próximo ano letivo começará “com um clima de paz e tranquilidade”. “Terminamos este ano com mais estabilidade e paz. O acordo que foi feito para a recuperação do tempo de serviço acalmou os professores e foi muito positivo. E, nessa perspetiva, acredito que vamos dar um arranque do novo ano letivo tranquilo, com paz e estabilidade”, conclui o presidente da ANDAEP.

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Falta despacho da organização do ano letivo

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Uma Homenagem a Todos os Assistentes Técnicos

Não tenho por hábito retratar situações pessoais da minha organização, mas hoje sinto esse dever e essa vontade.

Acordei hoje, após a noite longa de S. João com a triste notícia do falecimento do Coordenador Técnico do “meu” agrupamento, por morte súbita, durante o sono, com 51 anos.

É triste saber que alguém pujante, alegre, imensamente dedicado e com tantas outras qualidade possa da noite para o dia deixar de estar fisicamente presente.

Dói muito, dó muito a todos os que trabalhavam com o Xaneca no dia a dia.

Hoje fechei os serviços administrativos! não perguntei se os podia fechar, pois mas não haveria ninguém com capacidade para pensar noutra coisa que não questionar o porquê de tal ter acontecido. Eu também fechei-me a perguntar também o Porquê?

Ficam ainda muitos portáteis avariados presos nas suas mãos para ser dada uma solução, mails por responder ou à espera de resposta que nunca vão ser lidos, a coordenação dos serviços administrativos para começar agora a receber os manuais escolares e os portáteis. E as matrículas… e os mails para os Pais… e tanta, mas tanta coisa em falta.

Faltou um abraço de despedida, um até já ou um até amanhã.

Dizem que ninguém é insubstituível, mas não acredito nestas teorias.

O Assistente Técnico Artur Alexandre, mais conhecido como Xaneca, vai fazer muita falta. Vai fazer muita falta à nossa organização e a toda a sua família.

É nas suas qualidades que sempre desempenhou como Assistente Técnico e como Coordenador Técnico que deixo a minha sentida homenagem a todos quanto desempenham com elevada mestria as funções técnicas dentro de uma escola.

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Pais fecham escola a cadeado em protesto contra violência de aluno e acusam mãe de agredir professora e funcionária

Família está a ser acompanhada pela CPCJ e que o menino também está a ser seguido devido ao comportamento desviante

Pais fecham escola a cadeado em protesto contra violência de aluno e acusam mãe de agredir professora e funcionária

Encarregados de educação fecharam a cadeado a entrada da Escola Básica de Vila Chã de Sá, em Viseu, devido ao alegado comportamento agressivo de um aluno.

Ao que o CM apurou junto de alguns familiares dos estudantes, o menino, que frequenta o segundo ano, provocou vários desacatos desde que chegou à escola e, na sexta-feira, quando a mãe foi chamada para uma reunião, terá iniciado uma discussão e agredido uma professora e uma funcionária.

“A minha filha assistiu a tudo. É uma coisa que não devia acontecer. Nem eles, nem nós devíamos assistir a isto. O respeito tem que existir. A educação parte de casa”, disse a mãe de uma aluna da mesma turma do rapaz. 

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O mal-estar escolar e a mobilidade como fuga

Haverá sempre muitas razões para mudar de escola. No entanto, basta estarmos atentos, e ouvirmos as estórias à nossa volta, para percebermos do mal-estar escolar que alastra como mancha.

O mal-estar escolar e a mobilidade como fuga

Em homenagem a Santana Castilho e à sua dedicação à educação e a perspetiva fortemente crítica e humanista de tantas das suas crónicas.

O ‘mal-estar dos professores’, assim como ‘mal-estar dos estudantes’ são temas recorrentes de há muito tempo. A educação é um daqueles sectores de instituições compactas em que estão face a face grandemente duas equipas: neste caso, a dos professores e a dos alunos. Muitas vezes a política de educação vai alternando entre a culpa de uns e a desculpa de outros, mas raramente centra a sua atenção nas instituições na sua complexidade: ou seja, nas comunidades escolares, na cultura e clima organizacionais da escola e no tipo de liderança.  Ora, muitos dos actuais problemas do sector são complexos e implicam essa análise reticular.
Em Portugal, no presente, o professor vive num paradoxo, uma vida desalinhada: se, por um lado, é alguém a quem é solicitado quase tudo em sala de aula e em relação a alguns alunos (pai/mãe; tutor; educador; assistente social; psicólogo; etc.); fora da sala de aula e da relação com alguns alunos, a vida é demasiadas vezes por demais despojada, pela míngua de tanto e por viverem tanto entre paragens. A alma cheia já não compensa a vida tantas vezes envergonhada. Mas para cúmulo, muitas vezes na sua escola, onde deveria ser acarinhado, é tratado como um mero funcionário e é, até, por vezes, o elo mais fraco da instituição escolar. Portanto, “se estás mal muda-te!”, como se costuma dizer, e há mesmo directores que fazem tudo para que determinados professores se mudem. E é isso mesmo que podemos constatar nos concursos internos.

O concurso interno 2024/25 em curso para todos os professores do ensino não superior e cujos resultados sairão no final deste mês de junho, se por um lado apresenta um número bastante acrescido de vagas, o que é muito positivo, possibilitando a muitos professores aproximação à residência, pode também dar-nos alguns indícios, tal como outros anteriores,  acerca deste mal-estar escolar e de uma mobilidade como fuga. Há, segundo julgo entender, dois grandes universos neste concurso. Por um lado, temos os docentes que sendo efetivos numa determinada escola e estando colocados noutras escolas (ao abrigo de justificações várias), procuram nestes concursos ficar efetivos numa escola mais perto da sua residência. No entanto, há todo um outro universo de docentes que concorrem por pretenderem sair da escola, mas que não seria de esperar que o fizessem, quer porque a) pretendem sair da escola em que estão efetivos há muitos anos; b) estão já perto da idade de reforma e, ainda assim, pretendem sair; c) pretendem sair para uma escola mais distante da sua residência ou d) pretendem sair …para a escola ao lado. Portanto, aqui temos uma oportunidade para associações de professores, a confederação das associações de pais, os sindicados, o conselho nacional de educação, a tutela e todos os que considerem que a educação é central, contribuírem em função de um estudo sociológico que se impõe. Desde logo podemos fazer um ranking das escolas em que mais professores concorrem para sair. Claro que tal ranking não nos dirá o suficiente do mal-estar escolar. Tornar-se-á necessário ouvir os professores para saber das razões certas. Daí teremos facilmente não só uma fotografia do que está mal nas escolas mas também indicar-nos-á, especificamente, algumas escolas que corporizam de forma mais clara esse modelo do mal-estar escolar.

Só para se ter uma ideia, neste concurso do total de 46.089 candidatos, 16.972 (36,82%) são professores efetivos do quadro de escola. Destes, 58,34% têm entre 50 e 60 anos e 17,48% têm 60 ou mais anos! Ou seja, temos muitos professores efetivos (porventura demasiados) a concorrer para mudar de escola a menos de 10 anos da reforma.*

Haverá sempre muitas razões para mudar de escola. No entanto, basta estarmos atentos, e ouvirmos as estórias à nossa volta, para percebermos do mal-estar escolar que alastra como mancha. Vejamos alguns exemplos que se repetem.

Há escolas que tinham ‘clubes’ que desapareceram. Resultado do empenho e de um compromisso vocacional com a educação de professores específicos estes ‘clubes’, que possibilitaram experiências educativas fundamentais na vida dos jovens, desapareceram em alguns casos devido ao ambiente escolar criado, ao tipo de gestão, à inflexibilidade, ao não possibilitar horas para tal actividade… .

Um outro exemplo: professores vocacionados para dar aulas apenas ao Ensino Básico (do 7.º ao 9.º) ou, ao invés, que têm a sua maior motivação em dar aulas ao Secundário (10.º a 12.º) e que (às vezes sabe-se lá porquê!) são obrigados a dar aulas também no outro grau. Não entendendo a razão, os professores sentem-se mal tratados, perdem a motivação e colocam em causa o seu compromisso profissional.

Um outro aspecto é o da distribuição de turmas e horários que se esperam em cada ano com uma ansiedade em que as expectativas tanto pedagógica e profissional (acompanhamento das turmas de um para outro ano) quanto de conciliação entre vida profissional e familiar (que se sentem sempre em risco) se vêm tantas vezes goradas em função de decisões que não são entendidas como racionais.
Outra estória recorrente é a de professores que dedicaram décadas da sua vida (com prejuízos para a vida pessoal e familiar) a uma escola e que se reformam sem uma palavra dos directores, sem um agradecimento, nada! Funcionários descartáveis no final de contas! E que para os demais professores servem, claro, como pré-avisos e estórias morais, colocando em conflito o seu compromisso profissional vocacional em face da realidade institucional e, especificamente, da gestão dos agrupamentos. O que se evidencia é a operarialização dos professores em agrupamentos-fábrica.

Quantos professores querem sair das escolas onde estão? Quais as razões pelas quais não saem? Quantos professores só não saem para não claudicarem perante um óbvio abuso de poder dos directores? E quantos não saem por questões de proximidade à residência e tal ser fundamental por necessidade de apoio familiar, seja a pais, filhos ou netos? Quantos professores não concorrem com medo de represálias, caso não sejam colocados e lá continuem? E quantos professores, apesar de tudo, concorrem para sair e a que custos? Quantos concorrem a mudança de escola já perto da reforma? Quantos concorrem a mudança de escola até para mais longe da sua residência de família? Quantos concorrem para leccionar em graus de ensino que não são os seus preferidos? Em suma quanta mobilidade em fuga se esconde nestes concursos internos de professores?

Mas não se trata só dos professores, mas também dos funcionários administrativos! Quantos sentem o peso do mal-estar escolar? Quanto já tentaram sair: de uma escola para outra ou mesmo para outros sectores da administração? Quantos receberam o não da direcção em relação a esse desejo de mobilidade?

Em suma, quantos profissionais estão presos numa escola e como tal aprisionamento tem efeito sobre as suas vidas, as vidas dos demais colegas de trabalho, sobre a comunidade escolar como um todo. Que educação podemos ter se os professores vivem um ambiente educativo que sentem como de abuso de poder e violência? Que educação podemos ter enquanto ensino para a liberdade? E, neste texto, abordamos o caso dos professores do Ensino não Superior porque no caso do Ensino Superior a mobilidade nem sequer é possível, praticamente.

E como é que as lideranças escolares são avaliadas em função de todos estes aspectos? Cada indivíduo é as suas circunstâncias, ou seja, a relação (abusiva ou não) que se estabelece entre a direcção de uma escola e um determinado professor-funcionário ou funcionário administrativo é muitas vezes até desconhecida para os colegas (pelos menos em todas as suas facetas). Assim, como não há uma auditoria às razões de mobilidade docente e à centralidade da gestão escolar em tais processos, a má gestão de recursos humanos e das escolas enquanto comunidades humanas não é avaliada e, portanto, todos os abusos absurdos não entram na avaliação externa das escolas. Não só esta falta de escrutínio é uma cumplicidade com a violência porque a permite e permite a sua reprodução e a sua impunidade, mas também, devido a tal falta de escrutínio e ao desconhecimento das boas e más práticas de gestão de forma clara, as mais das vezes os professores efectuam uma mobilidade às cegas: “Se calhar vou para uma escola pior, mas estou tão farta disto!”

Cada um de nós enquanto indivíduo tem a oportunidade ao longo da vida de estar do lado da violência ou da sua recusa. Mas este deve também ser um desígnio central de várias instituições responsáveis e, claro, de toda a política e, especificamente, da política educativa.

Paulo Castro Seixas

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O Algoritmo – Paulo Guinote

Há cerca de uma semana a UTAO (Unidade Técnica de Apoio Orçamental) produziu, finalmente, o seu estudo sobre a recuperação do tempo de serviço docente, sete meses depois de ter sido pedido pelo grupo parlamentar do PSD.

 

O algoritmo

 

São mais de 100 páginas que dão uma sensação de complexidade e solidez, apresentando diversos cenários, apoiados em descrições metodológicas e quadros mais ou menos extensos. Haverá quem, perante isso, receie desbravar o que está escrito e é apresentado como facto fundamentado, preferindo replicar o que alguma comunicação social decidiu colocar em destaque.

Claro que o mais imediato foi escrever ou dizer que “em velocidade de cruzeiro”, a partir de 2028, o custo (bruto) da recuperação seria de 469 milhões de euros, tendo os mais atentos acrescentado que o valor líquido seria de 202 milhões. Só que essa formulação, nascida do conteúdo do próprio relatório, transmite uma ideia errada do valor em causa, pois esse é o valor total acumulado para o período de 2024-2028, e não o valor anual a partir de 2028. Na página 71 do relatório, no ponto 212, lê-se que a “aplicação da modulação da medida neste cenário 3 implicará a subida da despesa bruta (líquida) com pessoal no ano cruzeiro de 2028 em 469 milhões€ (202 milhões€) face à ausência de medida”, mas o valor refere-se à despesa total e não à despesa no ano de 2028.

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116 milhões para a Educação em Coimbra

A “Carta Educativa de Coimbra -2.ª Geração”, documento estratégico para o setor que entra em debate esta quarta-feira, prevê investimentos que ascendem a 116 milhões de euros, em manutenção, reabilitação e construção de novos estabelecimentos da rede pública, do pré-escolar ao secundário. Inclui também, embora num prazo que se estende a 2030, a “refuncionalização” da Jaime Cortesão para Escola das Artes e a reabilitação da José Falcão.

Nova Carta Educativa prevê investimento de 116 milhões

Volvidos 16 anos da primeira, a segunda carta educativa de Coimbra vai ser debatida pelo Conselho Municipal de Educação num contexto totalmente diferente, já sem, por exemplo, contratos de associação com o ensino particular e cooperativo, mas com responsabilidades acrescidas para o Município, que com a transferência de competências da administração central ganha força na definição da estratégia local, tendo a autarquia assumido na totalidade a reorganização da rede escolar local, naturalmente articulada com a política educativa nacional. Desde já definiu, numa lógica de proximidade, manter todas as escolas do concelho em funcionamento.
Com “alta ou muito alta prioridade” (1.ª fase da reorganização) surge a criação de duas novas escolas de ensino pré-escolar e 1.º ciclo, na Portela e Quinta das Nogueiras, cada qual com previsão de oito milhões de euros de investimento. Ao contrário do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e secundário, com excedente de oferta, o pré-escolar e 1.º ciclo apresentam défice de salas, em particular no setor urbano, estando também previstas a ampliação da escolas básicas de Santa Apolónia e de Eiras.

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Já podiam estar reformadas, mas aos 70 anos continuam a dar aulas. “Vir para a escola é a minha alegria”

O Governo quer atrair para as escolas professores já reformados ou em idade de reforma. É uma das medidas anunciadas para ajudar, de imediato, a fazer face à escassez de professores em vários grupos disciplinares e muitas regiões do país. Mas já há quem permaneça nas escolas, mesmo que o bilhete de identidade lhes diga que já deviam estar reformados. Eduarda e Elisabete estão a poucos meses de fazer 70 anos e é na escola que são felizes.

Já podiam estar reformadas, mas aos 70 anos continuam a dar aulas. “Vir para a escola é a minha alegria”

 

 Manuela Micael

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O IGEFE já está a preparar a RTS

“Em aditamento ao email anteriormente enviado, e agradecendo desde já o feedback dado por algumas escolas, há necessidade de acrescentar mais alguns pontos a verificar e incluir umas notas com esclarecimentos aos pontos solicitados anteriormente:

 

  • Data de início de funções docentes (1º dia de aulas no caso dos docentes); 
  • Data de início de ingresso na carreira (data em que o docente entrou no quadro);
  • Data de entrada no escalão atual;
  • Data de entrada na unidade orgânica atual;
  • Habilitações académicas atualizadas incluindo a data de conclusão;
  • Número de dias de tempo de serviço prestado (Verificar se no registo biográfico eletrónico se o Tempo de serviço está devidamente registado e individualizado por anos).

Nota: É obrigatório que o tempo de serviço seja individualizado por ano escolar a partir de 1/09/2004, sendo que o tempo de serviço anterior a essa data pode ser acumulado

  • Grupo de recrutamento;
  • Número de horas de formação obrigatória no escalão atual e data do cumprimento;
  • Observação de aula; (sim/não)
  • Avaliação do desempenho no escalão anterior (Escalão/Data/ Menção)

Nota: Devem preencher o escalão anterior, a data de conclusão do processo avaliativo e a menção. Preenchimento obrigatório quando a menção for Muito Bom ou Excelente

  • Avaliação do desempenho no escalão atual (Data/ Menção)

Nota: Caso o docente tenha sido avaliado no escalão atual, devem preencher a data de conclusão do processo avaliativo e a menção obtida.

 

Estes campos constam nas aplicações informáticas de pessoal, pelo que poderão solicitar ao fornecedor de software apoio, caso existam dúvidas.

 

Esclareço ainda que são as escolas que processam os vencimentos dos docentes que devem ter estes dados atualizados nas respetivas aplicações informáticas.

 

Mais uma vez, muito obrigada pela vossa colaboração”

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Uma inutilidade será sempre uma inutilidade…

 

Uma inutilidade será sempre uma inutilidade, uma xaropada será sempre uma xaropada…

Pelos dados disponíveis, o Projecto MAIA tem-se revelado como uma inutilidade, uma xaropada, um fiasco, um devaneio, uma alucinação, ainda que alguns Partidos Políticos, em particular o Partido Socialista e o Partido Comunista Português, se esforcem por manter e perpetuar tal insensatez…

No passado dia 21 de Junho, na Assembleia da República, o Partido Socialista e o Partido Comunista Português votaram contra todas as iniciativas que propunham a suspensão do Projecto MAIA…

Já o PSD, pela sua abstenção, “lavou as mãos como Pôncio Pilatos” e deixou passar a manutenção de uma inutilidade, de uma xaropada, de um fiasco, de um devaneio, de uma alucinação…

O Projecto MAIA, que em vez de simplificar a avaliação dos alunos a transformou numa imensurável trapalhada,fundamenta-se em pressupostos teóricos inconcretizáveis, ignora as condições humanas e materiais existentes na maioria das escolas e não apresenta benefícios perceptíveis em termos práticos, tratando-se, portanto, de algo absolutamente inútil, ineficaz e imprestável…

E tivemos, assim, mais uma demonstração de que a actual Democracia se esforça por manter e oficializar a existência de projectos inúteis, ineficazes e imprestáveis, em parte significativa das escolas portuguesas…

E tivemos, assim, mais uma demonstração de que a actual Democracia não ouve quem trabalha diariamente em contexto escolar, nem se interessa por resolver os problemas aí identificados, entre eles a sobrecarga de burocracia suscitada pela adesão ao Projecto MAIA…

Mas a adesão ao Projecto MAIA, teoricamente voluntária, também poderá ser travada pelas próprias escolas, cabendo aos respectivos Conselhos Pedagógicos essa decisão…

Afinal, a quem servirá o Projecto MAIA?

Aos Alunos não servirá certamente, por tudo o que se conhece acerca da implementação desse Projecto em muitas das escolas aderentes…

Os Critérios de Avaliação por Domínios, essa admirável “inovação educacional” concebida pelo Projecto MAIA, traduz-se, quase sempre, em cada escola, pela complexidade e pela abundância de documentos, muitas vezes indecifráveis para os Alunos, a quem, paradoxalmente, se destinam…

Muitas vezes, dezenas e dezenas de páginas, algumas delas impossíveis de decifrar e de descodificar, tantos são os Domínios, Subdomínios, Temas, Ponderações, Instrumentos de Avaliação, Instrumentos de Registo, Descritores por Níveis de Desempenho em cada Domínio, Tabelas para Operacionalização dos Critérios de Avaliação em cada Domínio, Áreas de Competências, Menções Qualitativas e Quantitativas, etc, etc, etc…

Se não serve aos Alunos, que teoricamente deveriam ser os principais destinatários das pretensas e propagandeadas vantagens de tal Projecto, serve a quem?

Em termos teóricos, o Projecto MAIA deveria ter como principais beneficiários os Alunos, conforme apregoado em todos os documentos produzidos pelos respectivos criadores, mas, na prática, torna-se muito difícil reconhecer que esse projecto de avaliação pedagógica tenha gerado benefícios reais para aqueles a quem se destina…

Assim sendo, que qualidades terão sido reconhecidas a esse projecto pelos Partidos Políticos que impediram a respectiva revogação?

Com franqueza, torna-se muito difícil acreditar que os Alunos possam ser a maior preocupação de tais Partidos Políticos, a não ser que se conceba que é possível afirmar uma coisa, mas em simultâneo defender o seu contrário…

Nesta questão em particular, a credibilidade de quem não permitiu a revogação do Projecto MAIA cai por terra, com grande estrondo…

E depois ainda se mostram muito perplexos face à instalação de um certo populismo radical, que tudo fará para recriar o conceito de Democracia e que sabe muito bem como aproveitar as incongruências alheias, no sentido de cooptar simpatias…

Paula Dias

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Pelo The Wall Street Journal

Referi a dificuldade em termos professores pelo elevado custo da habitação e pelos baixos salários dos professores.

Não vá alguém nos Estados Unidos achar que Portugal é um paraíso em tudo.

 

Europe Has a New Economic Engine: American Tourists

 

 

Reportagem completa aqui 

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Não aos centros educativos – João André Costa

 

A Lei Tutelar Educativa, ou Lei n.º 166/99 de 14 de Setembro, é clara: os centros educativos destinam-se exclusivamente ao internamento de menores e jovens e o seu funcionamento varia entre o regime aberto, semiaberto ou fechado de acordo com as medidas de internamento.

 

Não aos centros educativos

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Preparação do Novo Ano Letivo MUITO ATRASADO

Em final de junho pouco sabemos do que virá de novo para o ano letivo 2024/2025.

O que existe é ainda uma proposta de calendário escolar, sem datas de provas e exames. Nem sabemos se as provas de aferição vão levar o rumo que praticamente toda a comunidade educativa quer: a sua eliminação no 2.º, 5.º e 8.º ano.

Desconhece-se ainda os resultados do concurso interno/externo que vai levar a muitas mudanças em muitas escolas.

Sobre a organização do ano letivo, no que respeita a créditos horários, à sua organização de funcionamento nada se sabe ainda.

Não se sabe se os contratos com os psicólogos, os programas do PNDPS vão continuar em 2024/2025 e em que moldes.

A Mobilidade Por Doença tem prevista uma reunião MECI/Sindicatos apenas para o dia 26 de junho, e começa a ficar muito tarde para os docentes andarem atrás dos médicos para lhes passarem as declarações médicas.

E há tanto ainda para se saber que muito dificilmente alguém consegue nesta altura planear o ano letivo 2024/2025.

 

 

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Rejeitadas Todas as Iniciativas Para Terminar com o Projeto Maia

A saber:

Projeto de Resolução n.º 117/XVI/1.ª (CH) – Pela cessação imediata da implementação do Projeto de Monitorização, Acompanhamento e Investigação em Avaliação Pedagógica, ou Projeto MAIA, nas Escolas do Ensino Básico e Secundário;

Projeto de Resolução n.º 126/XVI/1.ª (PAN) – Pela suspensão e revisão do Projeto MAIA;

Projeto de Resolução n.º 135/XVI/1.ª (BE) – Pela suspensão e avaliação do projeto MAIA;

Projeto de Resolução n.º 141/XVI/1.ª (L) – Recomenda a garantia de mais tempo para a prática pedagógica e a suspensão do projeto MAIA e respetiva avaliação externa;

 

Não deixa de ser curioso que PCP se aliou ao PS para votar contra todas as propostas.

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Aluna de 14 anos agredida a soco e pontapé na escola por vingança

Menor foi agarrada pelos cabelos e empurrada, sofreu vários hematomas e partiu dois dentes. A escola não respondeu aos pedidos de esclarecimento.

Aluna de 14 anos agredida a soco e pontapé na escola por vingança

Uma aluna, de 14 anos, de uma Escola Secundária de Vila Nova de Gaia, foi filmada enquanto era violentamente agredida por outro estudante no estabelecimento de ensino. Sofreu vários hematomas e partiu dois dentes. O caso ocorreu em maio deste ano e, ao CM, a mãe da menor garante que não foi primeira vez que a filha foi agredida na escola. Apresentou queixa na PSP pelas duas situações e espera que se faça justiça. O CM contactou a escola, mas não obteve resposta.

A imagens mostram a violência da agressão. A menina foi agarrada pelos cabelos, empurrada e agredida a soco. “Esta não é a primeira vez. Em abril, a minha filha foi agredida por uma colega e pela mãe dela quando estava no refeitório. A escola nem me ligou a dizer, soube pelos pais de outros alunos. Nessa altura apresentei queixa contra a mulher e a menor foi suspensa da escola durante 12 dias. Quando voltou disse à minha filha que queria falar com ela para lhe pedir desculpa. Foram para uma zona mais isolada e foi aí que ela foi agredida por um outro aluno. Foi a primeira agressora que filmou e que depois partilhou o vídeo na Internet”, contou a mãe da menor agredida.

Tal como da primeira vez, também nas últimas agressões, tanto o jovem que aparece a bater como a que filmou foram suspensos 12 dias da escola. “Eles são suspensos, mas voltam a fazer o mesmo. Vou com este caso até às últimas consequências. A violência tem de terminar nas escolas”, concluiu a mulher.

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Reitero a Minha Previsão: 28 de Junho

Não adianta acharem que amanhã saem as listas.

 

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Instituto de Gestão Financeira da Educação recupera verbas envolvidas em fraude

O Ministério da Educação, Ciência e Inovação foi hoje informado pelo Instituto de Gestão Financeira da Educação (IGeFE) que já foram recuperados os cerca de 2,5 milhões de euros que foram transferidos na sequência de um esquema de fraude.
O rápido reporte do IGeFE às autoridades competentes – que estão a investigar o caso – permitiu que todas as entidades envolvidas na operação, incluindo o sistema bancário, conseguissem recuperar as verbas esta manhã.
Desta forma, foi frustrada a tentativa de fraude que envolveu três transferências bancárias, realizadas este mês, para o pagamento a uma empresa que presta serviços informáticos, tendo as verbas sido transferidas para um IBAN de uma outra entidade.
Tendo-se apercebido que a empresa que tinha prestado os serviços não estava a receber os pagamentos, o IGeFE apresentou de imediato uma denúncia à Polícia Judiciária, que se encontra a investigar o caso.
O caso levou o Presidente do Conselho Diretivo do IGeFE a apresentar a demissão, ontem aceite pelo Ministro, para preservar a credibilidade e prestígio institucional do IGeFE, entidade essencial para o funcionamento do MECI, sobretudo na gestão diária da dimensão financeira do sistema educativo. Foram ainda afastados outros dirigentes com responsabilidades neste processo.
Até à nomeação do novo Presidente do Conselho Diretivo do IGeFE, mantêm-se em funções o vice-presidente e o vogal.
O Ministro da Educação, Ciência e Inovação ordenou a abertura de um inquérito interno.

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92 professores querem sair do Agrupamento de Escolas Padre Benjamim Salgado

Noventa e dois professores do quadro de escola do Agrupamento Padre Benjamim Salgado, de Joane, concorreram para sair, no concurso interno de professores para o ano letivo de 2024/2025. É o agrupamento de escolas do país onde mais docentes querem ir para outros estabelecimentos de ensino.

92 professores querem sair do Agrupamento de Escolas Padre Benjamim Salgado 

Em declarações ao OPINIÃO PÚBLICA, o diretor do Agrupamento de Escolas Padre Benjamim Salgado (AEPBS), José Moreira, reconhece que o número de docentes que pediu para sair é elevado, mas acredita que a situação será facilmente ultrapassada.

O agrupamento tem 199 docentes no quadro, desde o pré-escolar ao ensino secundário, pelo que a saída de 92 representa mais de 46% do número total de docentes. José Moreira diz que essas vagas serão preenchidas com facilidade, “porque se há professores que querem sair, também há muitos que querem entrar”. Além disso, o responsável aponta que desses 92 docentes, cerca de 26 estão a desempenhar funções fora do AEPBS. “Portanto, em bom rigor, o número de docentes do agrupamento a pedir mudança para outro quadro é relativamente menor”, afirma.

De qualquer forma, estas saídas causam sempre alguma instabilidade ao nível do quadro docente, mas, mais uma vez, José Moreira entende que os impactos não serão preocupantes. “Os professores são profissionais altamente qualificados e determinados no seu trabalho, portanto tanto trabalham na Escola Padre Benjamim Salgado, como numa escola em Braga ou no Algarve”, sublinha, reconhecendo, porém, que “terá sempre que haver um maior trabalho inicial da parte dos docentes e da Direção do Agrupamento para que todos fiquem alinhados com o projeto educativo”.

De resto, a nível nacional,  mais de 46 mil docentes concorreram para sair do quadro de escola onde estão, o que representa um aumento de 37% face ao último concurso, em 2022, cujo número de pedidos de mudança foi de 33.700. Segundo notícias veiculadas na imprensa nacional, muitos desses docentes apontavam como razões para a saída o cansaço, a vontade de ficar mais perto de casa e críticas à gestão do Agrupamento onde estavam a lecionar.

Questionado pelo OP sobre o assunto, José Moreira reconhece que possa  haver algum descontentamento entre alguns docentes, mas entende que essa não será a principal razão para quererem sair, até porque lembra, no último concurso do género, em 2022, o AEPBS “também teve um elevado número de professores a quererem mudar, cerca de 50, e nessa altura era gerido por outra direção”.

Para o diretor, que cumpre o segundo ano neste cargo, a principal razão, pelo menos aquela que lhe transmitiram alguns docentes, é a vontade de ficar mais próximo da área de residência. “E deram-me dois motivos: por um lado, a questão económica, porque as viagens ficam mais caras devido ao aumento do preço dos combustíveis, e por outro, o facto de muitos destes docentes terem mais de 50 anos, com os pais idosos a seu cargo, e por isso querem ficar mais próximo da família”.

O AEPBS integra essencialmente alunos residentes nas freguesias de Joane, Mogege, Pousada de Saramagos, Vermoim e Castelões mas, relativamente à frequência do ensino secundário, muitos alunos provêm de outras freguesias de Famalicão, bem como de freguesias limítrofes do concelho de Guimarães.

Em 2023, a Escola Secundária Padre Benjamim Salgado foi a escola do concelho de Famalicão melhor posicionada do Ranking das Escolas.

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Consulta Pública do Calendário Escolar Termina Hoje

Termina hoje a consulta pública do calendário escolar para 2024/2025 a 2027/2028.

A proposta do Calendário Escolar encontra-se aqui.

 

Nesta consulta pública, em que também participei a nível pessoal, considerei excessivo o prolongamento das atividades letivas na Educação Pré-Escolar e no 1.º Ciclo até finais de junho, veremos se esta minha opinião, tão semelhante a muitas outras terá algum impacto no Despacho final do Calendário Escolar.

 

 

 

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Consulta Nacional a Educadores e Professores do Ensino Básico e Secundário

 

Consulta Nacional a Educadores e Professores do Ensino Básico e Secundário , até 28 de junho de 2024.
𝗥𝗲𝘀𝗽𝗼𝗻𝗱𝗮 𝗮𝗾𝘂𝗶 ▶️ https://bit.ly/4bSyTji
Com os resultados da consulta de junho de 2024, a FNE pretende reunir as preocupações dos educadores e professores para pressionar o Governo a investir numa Educação de qualidade, justa, inclusiva e sustentável.

 

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Atualização das remunerações anuais que servem de base de cálculo das pensões

Foi publicada a Portaria que determina os valores dos coeficientes a utilizar na atualização das remunerações anuais.
As regras da atualização das remunerações anuais que servem de base de cálculo das pensões encontram-se definidas no artigo 27.º do Decreto-Lei n.º 187/2007, de 10 de maio, que define e regulamenta o regime jurídico de proteção nas eventualidades invalidez e velhice do regime geral de segurança social.
FINANÇAS E TRABALHO, SOLIDARIEDADE E SEGURANÇA SOCIAL

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É PROIBIDO PROIBIR – José Afonso Baptista

 

Falo do uso dos telemóveis na escola. Podíamos alargar esta guerra a outras instituições e geografias, mas a abordagem na escola poderá servir a outros contextos. Passando em revista as orientações da UNESCO, de governantes e altos responsáveis, de médicos e psicólogos, de ministros da educação, diretores de escolas, pais e alunos, deparamos com pontos de vista difíceis de conciliar, o que poderíamos resumir de forma simples: cada cabeça sua sentença. A meu ver, o debate deveria centrar-se entre proibir ou educar. Se proibimos, as crianças têm o sentimento de que a ditadura lhes caiu em cima, mas, e vendo bem, inibimos aprendizagens fundamentais do mundo que as espera; se educamos, estamos no caminho da democracia, do diálogo, do debate, analisando prós e contras e definindo regras, com todos, que respeitem a todos. A pedagogia está do lado da democracia.

Conhecemos os riscos dos telemóveis, sobretudo a distração e a falta de concentração, que alguns críticos associam a práticas de ensino que não são de hoje. De facto, os telemóveis não melhoram a audição das prédicas do professor, mas os riscos são reais. As vantagens, essas são de peso: os alunos ganham autonomia e meios para aceder diretamente à informação de forma imediata, adquirem competências digitais que são hoje a mola real do desenvolvimento e do progresso, além das facilidades de comunicação com os parceiros envolvidos nas aprendizagens, colegas e professores. A pandemia mostrou que as crianças das tecnologias, com smartfone e PC, resistiram melhor ao isolamento e ao encerramento das escolas.

Sem smartfone, termo que utilizo para distinguir o “telefone inteligente” do “telefone burro”, que só permite falar e trocar mensagens, mantemos a escola nos ambientes de trabalho do passado ultrapassado, quando é certo que as crianças e jovens de hoje nasceram e vivem noutro mundo. Se a escola o ignora, mantém e alimenta a fronteira que separa os operacionais inteligentes, ativos e pensantes, com iniciativa própria e espírito crítico, dos analfabetos sem meios para integrar o presente quanto mais para antecipar o futuro.

Se proibimos, “tout court”, não educamos, não formamos, não ajudamos a distinguir o bem do mal, não damos capacidades nem a consciência dos riscos, não preparamos para enfrentar armadilhas que espreitam ao virar da esquina. Sim, os riscos existem, desde o cyberbullying às fake news, à publicidade enganosa, à própria dependência e abuso dos ecrans, mas fazem parte dos processos de aprendizagem. Se não temos capacidade de prever e prevenir, o perigo espreita a cada momento. A escola deve preparar para enfrentar os riscos.

Como podemos proibir as crianças de usar os telemóveis se pais e mães são incapazes de dar dois passos sem estarem agarrados? O exemplo na família e na sociedade é poderoso. Passe o exagero, mas hoje as crianças nascem enquanto a mãe, agarrada ao telemóvel, em pleno trabalho de parto, atende a chamada do marido para informar que está tudo a correr bem e que a criança já resvala entre o útero e a marquesa. Ou quando uma mãe em licença de parto, na sua caminhada ou passeio pelo parque, segura com uma mão o telemóvel e com a outra empurra o carrinho onde a criança esperneia e desespera impaciente por um simples olhar e um sorriso. Não, o telemóvel está primeiro! Só me queixo das mães? Os homens não estão isentos de culpas idênticas, mas têm a sorte de não entrar em trabalho de parto e geralmente nem têm licença de paternidade. Os telemóveis não são inocentes e os bons exemplos nem sempre vêm de cima.

As crianças nascem e vivem no raio de ação dos telemóveis, ainda mal dão os primeiros passos e já têm um telemóvel que as ocupe para não chatearem ninguém. Aprendem intuitivamente a manipular e descobrem o que muitos adultos procuram em vão. Aprendem os telemóveis como aprendem a andar, ou a falar, simplesmente vendo, ouvindo e experimentando. E descobrem muitas vezes o que nós adultos não vemos. E ensinam aos “mais velhos” o que descobriram por tentativas e erros.

Aprender as tecnologias é hoje tão urgente como aprender a andar, a falar, a escrever, a contar e em muitos casos prioritário. As tecnologias não ensinam a andar, mas ensinam ou ajudam a aprender as outras competências e a sentir a necessidade de as adquirir. Tudo está ligado.

O problema que sobra é o das crianças e jovens que não têm PC – relembro: Personal Computer -, nem smartfone, e que em casa ficam privados de “estar ligados”, o que significa, sem acesso a todo o tipo de informação que a net disponibiliza sem limitações e sem horários, e ficam sem ligação aos professores e aos colegas e amigos, tantas vezes companheiros de trabalho. Este foi o isolamento que mais sofreram e mais os atrasou. O PC e o smartfone devem fazer parte obrigatória do equipamento escolar, dando às escolas os meios para colmatar esta brecha, e dando às crianças sem meios o acesso a estes instrumentos de trabalho. Na verdade, é aqui que a proibição doi mais, porque é aqui que atinge o maior grau de severidade. As crianças pobres estão proibidas de falar ao telefone, de enviar e receber emails, de recorrer ao Google e à Wikipédia e de perceber que a falta de inteligência natural dos responsáveis é mais difícil de entender e aceitar do que a inteligência artificial.

20-06-2024 | diário as beiras

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PJ realiza buscas em escola da ilha de São Miguel nos Açores

Em causa estão alegadas fraudes relacionadas com procedimentos de contratação pública e ajustes diretos entre a escola e empresas de comércio de material de escritório.

PJ realiza buscas em escola da ilha de São Miguel nos Açores

A Polícia Judiciária (PJ) está a realizar buscas na Escola Antero de Quental, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, nos Açores, esta quarta-feira, avança a Antena 1 Açores.

De acordo com esta rádio, a investigação está relacionada com alegadas fraudes com procedimentos de contratação pública e ajustes diretos entre a escola e empresas de comércio de material de escritório.

As buscas decorrem desde manhã e devem manter-se durante a tarde.

O Notícias ao Minuto já tentou contactar o departamento da Polícia Judiciária (PJ) dos Açores mas, até ao momento, não conseguiu confirmar esta informação.

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Presidente do Conselho Diretivo do Instituto de Gestão Financeira da Educação apresenta demissão

O Ministério da Educação, Ciência e Inovação teve hoje conhecimento de que o Instituto de Gestão Financeira da Educação (IGeFE) foi alvo de fraude que envolve a transferência de verbas que ascendem a 2,5 milhões de euros, que está já a ser investigada pelas autoridades competentes.
Em causa estão três transferências bancárias realizadas este mês para o pagamento a uma empresa que presta serviços informáticos, tendo as verbas sido transferidas para um IBAN de uma outra entidade.
Tendo-se apercebido que a empresa que tinha prestado os serviços não estava a receber os pagamentos, o IGeFE apresentou de imediato uma denúncia à Polícia Judiciária, que se encontra a investigar o caso.
Perante este caso, o Presidente do Conselho Diretivo do IGeFE apresentou hoje ao Ministro da Educação, Ciência e Inovação o pedido de demissão, já aceite pelo Ministro, para preservar a credibilidade e prestígio institucional do IGeFE, entidade essencial para o funcionamento do MECI, sobretudo na gestão diária da dimensão financeira do sistema educativo. Foram ainda afastados outros dirigentes com responsabilidades neste processo.
Até à nomeação do novo Presidente do Conselho Diretivo do IGeFE, mantêm-se em funções o vice-presidente e o vogal.
O Ministro da Educação, Ciência e Inovação ordenou a abertura de um inquérito interno.

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“Fraude” leva à demissão do Presidente do Instituto de Gestão Financeira da Educação

Em causa está a transferência de verbas que ascendem a 2,5 milhões de euros, que está já a ser investigada pelas autoridades competentes.

“Fraude” leva à demissão do Presidente do Instituto de Gestão Financeira da Educação

“O Ministério da Educação, Ciência e Inovação teve hoje conhecimento de que o Instituto de Gestão Financeira da Educação (IGeFE) foi alvo de fraude que envolve a transferência de verbas que ascendem a 2,5 milhões de euros, que está já a ser investigada pelas autoridades competentes”, pode ler-se.

Em causa estão três transferências bancárias realizadas este mês para o pagamento a uma empresa que presta serviços informáticos, tendo as verbas sido transferidas para um IBAN de uma outra entidade.

O ministro da Educação, Fernando Alexandre, ordenou a abertura de um inquérito interno.

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Boa Iniciativa

Iniciativa Liberal propõe regresso de provas de aferição no quarto e sexto ano letivo

 

Iniciativa Liberal defende que o ensino é estruturado com base em ciclos escolares, que determinam a organização dos programas, mas também os currículos e metas.

A Iniciativa Liberal propôs, esta terça-feira, que as provas de aferição voltem a ser no quarto e sexto anos, correspondendo ao final de cada ciclo escolar, considerando que o atual modelo “não permite uma avaliação concreta das aprendizagens”.

Num projeto de lei que foi, esta terça-feira, entregue no parlamento, a Iniciativa Liberal (IL) salienta que o ensino é estruturado com base em ciclos escolares, que determinam a organização dos programas, mas também os currículos e metas, “pelo que a avaliação deverá seguir o mesmo critério”.

“A IL considera que as provas de aferição nos 4.º e 6.º anos se devem realizar em concordância com a prova de final de ciclo do ensino básico no 9.º ano, ou seja, devem ser realizadas no final de cada ciclo de estudos”, lê-se.

Para o partido, o atual modelo – introduzido pelo Governo do PS, e que prevê a realização de provas de aferição no final do 2.º, 5.º e 8.º ano letivo – “não permite uma avaliação concreta das aprendizagens no final de cada ciclo”, nem que haja uma “análise da execução e da gestão do currículo das escolas”.

“Ademais, perdeu-se o nível de comparabilidade ao longo dos anos na avaliação e definição do perfil de desempenho de cada aluno e na identificação das carências em cada ciclo de estudo”, refere o partido.

A IL defende ainda que a “existência de avaliação formativa no final do ciclo permite igualmente o exercício de maior autonomia pedagógica pelas escolas ao longo de cada ciclo, pelo que tem vantagens adicionais como elemento regulador e de equilíbrio face a uma maior autonomia”.

O partido propõe assim uma alteração ao decreto-lei nº. 55/2018 para que passe a estipular que as provas de aferição “realizam-se no final do 4.º e 6.º ano de escolaridade, podendo as classificações obtidas ser utilizadas para ponderar a classificação final, de acordo com a opção da escola ou agrupamento de escolas”.

A par deste diploma, a IL entregou também um projeto de resolução em que insta a Direção-Geral da Saúde (DGS) “a tornar os seus processos decisórios sobre vacinas mais transparentes”.

Nessa iniciativa, o partido refere que a DGS é “a entidade responsável por avalizar e conduzir o processo decisório sob estritos critérios técnico-clínicos”, mas ressalva que “nem sempre estes processos são do conhecimento público, permanecendo dúvidas sobre os critérios e o racional do processo decisório”.

“Importa, assim, garantir que a tomada de decisão é devidamente consubstanciada e tornada pública”, refere o partido, que acrescenta que, “numa era em que ganham força movimentos antivacinas, consubstanciados em teorias de conspiração e à revelia de melhor evidência empírica, a disponibilização de toda a informação científica que suporta o processo decisório reveste-se de especial importância”.

A IL recomenda assim ao Governo que “se pronuncie sobre futuras alterações ao Programa Nacional de Vacinação, nomeadamente a introdução de novas vacinas direcionadas à população adulta” e “tome diligências no sentido de assegurar mais transparência e eficiência nos processos de decisão da DGS”.

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Concurso Pessoal Docente 2024/2025 – Açores

Oferta de emprego para contratação a termo resolutivo

  1. Projeto de lista ordenada de graduação NOVO

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Concurso Pessoal Docente 2024/2025 – Açores

Concurso Interno de Afetação

Projeto de lista ordenada de graduação NOVO

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MANUAIS ESCOLARES PLATAFORMA MEGA CRONOGRAMA 2024/2025

 

 

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Função pública – motivação

O tão alegado elevador social (que supostamente era posto em marcha pela educação) encravou no 1º andar e neste momento está em descida para a cave. Hoje os mais habilitados estão longe de conseguir ir de férias para lugares exóticos e distantes. Pior, são chefiados por pessoas com menos ou nenhuma habilitação, que têm uma “carreira”, mas nos corredores partidários.

Função pública – motivação

O filme futurista de culto, Blade Runner, prospectiva um mundo onde muitos trabalhos são desenvolvidos por “replicantes”, cópias de seres humanos, mais fortes e mais inteligentes que estes, mas com um tempo de vida limitado. No filme, estes seres, foram desenvolvidos para trabalhar em condições adversas e em planetas distantes. No fundo os funcionários públicos ideais, altamente funcionais, substituíveis, já que são produzidos em fábricas e que nem sequer precisam que se lhes pague a reforma. Infelizmente é ficção, mas mesmo na ficção há uma revolta, os “replicantes” querem o direito a uma vida humana, sem prazo de validade.

Na vida real, actual, sempre que não é possível substituir o humano por uma máquina ou pela “inteligência artificial”, há que motivar “as tropas”, sejam elas militares ou civis, professores ou profissionais de saúde, técnicos ou administrativos. Sem complicar muito (para isso temos muitas teorias “comprovadas”) diria que há pelo menos cinco constantes a considerar na motivação “das tropas”: um horizonte temporal realista em que a sua vida pode melhorar, que as possibilidades são dadas a todos por igual, equidade, que o esforço é recompensado e que a diferenciação é reconhecida.

Ora nada disto é realidade na função pública. Começando pela avaliação de desempenho, que na maioria dos funcionários é feita através do “SIADAP” um sistema “universal” para avaliar todo o funcionalismo. O sistema foi configurado para dar resposta a um ano de trabalho com base em 3, 4 ou 5 descritores. As classificações são dadas numa escala de 1 a 5, como no ensino preparatório, o que acarreta grandes distorções e iniquidades.

Finalmente as “quotas”! define o SIADAP que haverá quotas de classificação, que não são todos bons nem todos maus e que não compete sequer ao classificador definir quem é bom, muito bom ou mau, mas à regra das quotas. Com grande publicidade e expectável gaudio dos avaliados, foram redefinidas as ditas quotas. Segundo o artigo 75.º, do SIADAP, a diferenciação de desempenhos é garantida através da fixação das seguintes percentagens:

a) 30 % para as avaliações de desempenho muito bom e, de entre estas, 10 % do total dos trabalhadores para o reconhecimento do desempenho excelente;
b) 30 % para as avaliações de desempenho bom.

Há um valor, uma percentagem, que não é descrita no diploma, mas que decorre dos valores anteriores: 40% terão de ter classificação de suficiente ou insuficiente, independentemente do seu desempenho.

Ora vamos pensar num exemplo prático: 10 investigadores trabalham e descobrem a pólvora ficam contentes, o laboratório estatal ganha mais uma estrela, os noticiários difundem a boa nova…no final do ano, 3 investigadores serão classificados com muito bom, 3 com bom e 4 com suficiente. Isto não é gestão, é mesmo aberração.

Como pode alguém ser “motivado” sabendo que mesmo que tenha um desempenho impecável, excelente, a quota não lhe permite ser considerado como tal.

Para ajudar, os custos com a ADSE (assistência na doença), aumentaram muito e, por via das péssimas negociações feitas, a oferta desceu, muitos médicos deixaram de ser prestadores de serviços à ADSE.

Há dias, os partidos que suportam o governo propuseram uma redução do IRS atá ao 8º escalão, a proposta foi chumbada por toda a oposição, (BE, PCP, PAN, PS e Chega) com execepção da IL, assim, funcionários como os militares a partir de coronel, os médicos, enfermeiros especialistas, professores, as forças de segurança a partir de superintendente não vão ver o seu rendimento melhorado, passaram a ser considerados “ricos”.

Tem havido, onde mais se precisa, como na saúde, no ensino e nas forças de defesa e segurança, uma debandada dos serviços a que acresce uma enorme dificuldade na contratação, situação aliás pública. Quem quer ser, nestas condições, servidor público?

Com a extinção das carreiras, acabaram as provas que eram feitas para subir de patamar. As provas eram um sistema de controlo das subidas, garantindo por um lado uma estrutura piramidal e por outro que as condições de acesso eram idênticas (equidade).

Nesse tempo havia duas possíveis subidas, uma que decorria da inflacção e do tempo de serviço chamemos-lhe “horizontal” (acréscimo pequeno) e outra mais forte (“vertical”) que obrigava a provas. Defendo o regresso que deste princípio que entendo motivador.

O tão alegado elevador social (que supostamente era posto em marcha pela educação) encravou no 1º andar e neste momento está em descida para a cave. Hoje os mais habilitados estão longe de conseguir ir de férias para lugares exóticos e distantes. Pior, são chefiados por pessoas com menos ou nenhuma habilitação, que têm uma “carreira”, mas nos corredores partidários.

Entendo que se deve refazer todo o sistema de avaliação, começando na escala que deverá promover a diferenciação, por exemplo de 0 a 20, que o tempo de atingir o topo tem de ser realista, digamos 20 anos para quem for sempre muito bom e 25 para quem “só” for bom. Se voltar a haver carreiras estruturadas em pirâmide as quotas até podem deixar de fazer sentido.

Repor provas, teóricas (e práticas quando a carreira o justifique). E valorizar os curricula pesando o que traz valor ao sistema e não situações abstratas.

Um Estado não existe sem as suas estruturas de suporte. Se é na versão minimalista, chamemos-lhe liberal, ou maximalista, seja socialista, depende da decisão política, na certeza de que as que ficarem devem funcionar bem. Ora a maioria das funções do Estado são funções com uma forte componente humana, sem motivar não se conseguirá nem um desempenho satisfatório nem manter os existentes ou recrutar futuros. Se a função pública perdeu 12,9% de poder de compra desde 2010 e a forma de gestão não mudar, brevemente a máquina fica como as locomotivas em que caiu o motor.

Vamos sabendo que o número de funcionários vai aumentando, na certeza que não é onde são precisos.

Importa que a contratação das unidades de gestão seja feita de forma não partidária, por quem tenha provas dadas e que não se enquadre no fatídico princípio de Peter.

Finalmente, que, quem quer pagar bananas acabará por comprar o que não quer.

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Divulgação – Reunião Sobre Medicina do Trabalho, Dia 19

A AJDF informa que se realizará uma nova sessão online de “Divulgação, esclarecimentos e orientações para a Monodocência”, no âmbito da Medicina do Trabalho, no dia 19 de junho (4.ª feira), às 21 horas.

Link para inscrições

Dada a especificidade, esta reunião terá mais exemplos concretos de situações na monodocência, no entanto as informações que serão divulgadas são válidas para qualquer docente, independentemente do ciclo de ensino em que lecione.
A reunião é desta forma aberta e do interesse de TODOS os professores.

A AJDF reafirma que está comprometida em continuar a garantir que o direito à saúde dos professores seja reconhecido e respeitado, e que as condições de trabalho atendam aos padrões de saúde e segurança.

Estamos a encetar ações que permitem aos professores ver a sua situação de doença (com limitações/lesões físicas e/ou psíquicas, de desgaste, de acidentes de trabalho, de Burnout, …) acautelada com o acesso imediato às consultas de Medicina do Trabalho antes que se inicie um novo ano letivo.

Divulgue e assista.

 

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