17 de Julho de 2026 archive

Resultados da Mobilidade Por Doença

Os candidatos à Mobilidade Por Doença acabaram de ser notificados dos resultados deste pedido.

basta consultarem o SIGRHE  na área da Mobilidade Por Doença.

 

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Já São 19:36 e Nada de Provas Ainda

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Informação sobre o processo de classificação dos exames nacionais e provas finais do ensino básico

O processo de classificação digital das provas de avaliação externa constitui uma operação de elevada complexidade técnica e organizacional, envolvendo milhares de classificadores, centenas de milhares de respostas de alunos e um conjunto de procedimentos exigentes destinados a assegurar a equidade entre os alunos e a validade dos resultados.

O processo que o JNE/EduQA desenvolveu no presente ano letivo, pela primeira vez no sistema educativo português, enfrentou dificuldades que são já do conhecimento público. Ainda assim, foram mobilizados professores, técnicos e colaboradores da INCM, cujo trabalho, a par do esforço dos professores classificadores, tornou possível a classificação digital das provas de avaliação externa.

A transição digital na classificação dos exames nacionais e das provas finais do ensino básico envolve a digitalização das folhas de resposta, o respetivo tratamento digital e a disponibilização das provas para classificação. Pela natureza desta operação, podem ocorrer dificuldades técnicas ou organizativas, como falhas de digitalização, imagens incompletas ou ilegíveis, ausência de páginas ou itens e associação incorreta de ficheiros.

No presente ano letivo, foram realizadas 290.351 provas, correspondentes a 2.059.974 itens digitalizados. Em situações excecionais, pode verificar-se o extravio de uma folha da prova ou a indisponibilidade de um ou mais itens de resposta por motivo não imputável ao aluno. Embora estas ocorrências sejam residuais, exigem procedimentos específicos, uniformes, verificáveis e transparentes.

O princípio orientador deve ser o de assegurar que nenhum aluno seja prejudicado por uma ocorrência administrativa, técnica ou logística alheia à sua vontade, preservando simultaneamente a integridade da avaliação, a comparabilidade dos resultados e a transparência do procedimento adotado.

Face ao exposto, o JNE/EduQA considera adequado assegurar a publicação das classificações dos exames nacionais do ensino secundário, ainda hoje, dia 17 de julho de 2026, até às 19h30, e posteriormente definir o procedimento a aplicar às provas com itens em falta, nomeadamente em sede de consulta, reapreciação ou reclamação. Nesse sentido, serão dadas, oportunamente, mais orientações às escolas sobre esta matéria. Estes casos, estarão sinalizados nas pautas com “suspenso”.

No âmbito das Provas Nacionais 2026, e a fim de facilitar o acesso às provas pelos alunos e encarregados de educação, o JNE/EduQA disponibiliza a Plataforma de Envio de Exames, através da qual cada Agrupamento Escolar poderá aceder aos exames das escolas que o integram.

Por outro lado, tendo em conta a necessidade de priorizar a divulgação dos resultados dos exames nacionais do ensino secundário, que são determinantes para o acesso ao ensino superior e cuja 1.ª fase de candidatura decorre online a partir do dia 20 de julho, o JNE/EduQA decidiu adiar a afixação das pautas de resultados das provas finais de ciclo para o início da próxima semana.

Agradecemos, desde já, a vossa constante colaboração, essencial para garantir um acesso seguro e atempado aos exames e aos resultados da avaliação externa.

O Presidente do Júri Nacional de Exames

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Avaliação Psicológica, Mais Uma Parvoíce da AGSE

A AGSE percebeu agora da sua (IN)CAPAZcidade em aplicar a Avaliação Psicológica a tantos candidatos e remete para as escolas a compra das provas de avaliação psicológica.
E quem as vai aplicar, Sr. Capaz?
Está praticamente tudo de férias a partir do dia 23 de Julho.
Cara(o) Diretor(a),

 

Nos termos do disposto no n.º 2 do artigo 17. º da Portaria n.º 233/2022, de 9 de setembro, a avaliação psicológica é realizada, preferencialmente, pela Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP). Todavia, conforme disposto no n.º 3 da mesma norma legal, a avaliação psicológica pode ser realizada pela entidade empregadora pública responsável pelo recrutamento, com recurso aos seus próprios técnicos que detenham habilitação académica e formação adequadas ou através de entidade especializada, quando, fundamentadamente, se revele inviável a aplicação do método pela entidade referida no número anterior.

Tendo a DGAEP manifestado impossibilidade para proceder à aplicação do referido método de avaliação a um tão elevado número de candidatos num prazo relativamente curto, nos termos do n.º 3 do artigo 17. º da Portaria n.º 233/2022 cada um dos AE/EñA pode realizar a avaliação psicológica no âmbito dos procedimentos em curso.

Nessa medida,  foi consultada a SHLportugal.pt, entidade que foi contratada pela DGAEP aquando do último procedimento de recrutamento centralizado desenvolvido por aquele serviço.

Subsequentemente, suscitámos o parecer da DGAEP sobre a mencionada proposta, a qual se pronunciou conforme informação que se anexa.

Tendo presente os elementos que agora se partilham, podem os AE/EñA dar início à aquisição das provas de avaliação psicológica às entidades especializadas existentes no mercado.

A AGSE irá, no imediato, proceder à transferência do montante necessário para o efeito.

Muito obrigado.

Com os melhores cumprimentos,

 

O Presidente do Conselho Diretivo

Raúl Capaz Coelho

 

INF 29 – DGAEP_DEOR_signed

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Aproveito Para Lembrar…

… que hoje é o último dia de candidatura à Mobilidade Interna.

 

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Já Não Tenho Mais Palavras

… para o que se está a passar na tarde de hoje.

A 2.ª fase tem início na próxima segunda-feira e os alunos necessitam de se inscrever no PIEPE para esta fase e com 24 horas de antecedência devem ser publicadas as listas de alunos inscritos.

Agora façam contas para tentarem perceber como é isto possível.

Façamos apostas.

Daqui até segunda-feira quem é que cai no MECI?

O Ministro, um dos Secretários de Estado, o Presidente do EduQA (por arrasto também pode ser o da AGSE), o presidente do JNE ou o Coordenador do secretariado de exames da vossa escola?

Eu aposto mais neste último, que é o que se adequa mais à figura de Porteiro.

 

 

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As notas dos exames serão publicadas hoje

O ministro da Educação, Fernando Alexandre, garantiu que todas as provas dos exames nacionais estão já classificadas, no dia em que estava prevista a saída e publicação das pautas dos alunos nos respetivos estabelecimentos escolares. “O júri nacional de exame tem todas as classificações prontas para distribuir às escolas por isso eu não antecipo razão nenhuma para que hoje não sejam publicadas todas as notas de todos os exames nacionais”, referiu Fernando Alexandre antes da entrada para o debate de urgência convocado pelo PCP.

Ministro da Educação garante que todos os exames estão classificados e que as notas serão publicadas hoje

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Eu resisto, tu resistes, ele resiste…  – Paula Dias

 

Perante uma hecatombe sem precedentes, relativa à classificação digital dos Exames Nacionais, motivada por sucessivas trapalhadas tecnológicas, concebidas e promovidas pelo próprio MECI, o 1º Ministro brindou-nos com esta pérola de desonestidade intelectual:

 

“O primeiro-ministro, Luís Montenegro, acusou alguns professores de “resistência” à digitalização dos exames nacionais e de, com isso, perturbarem o processo.” (Jornal de Notícias, em 15 de Julho de 2026).

 

Luís Montenegro parece confundir, propositadamente, “resistência à digitalização dos Exames” com resistência aos sucessivos disparates propalados pelo actual Governo nos últimos dias, entre outros, várias acusações falsas dirigidas às escolas e aos Professores, com a intenção clara de atribuir a essas entidades a responsabilidade pelo muito que tem corrido mal no processo de classificação dos Exames…

 

Chega mesmo a parecer que Luís Montenegro e Fernando Alexandre recusam percepcionar e admitir o óbvio, talvez apostados em “oficializar” um pensamento institucional dominado pela mentira e por estratégias ardilosas…

 

– Para que não restem dúvidas, no caso presente, “resistência” significa, sobretudo, reagir e opor-se aos dislates proferidos por Luís Montenegro e por Fernando Alexandre nos últimos dias, que foram dando mostras de não serem capazes de admitir os próprios erros…

 

Eu resisto, tu resistes, ele resiste…

 

Não sendo Professora, estou com os Professores. Partilho a sua resistência.

 

E afirmo com toda a convicção:

 

– Resistimos, sem vacilar, não à digitalização dos Exames Nacionais propriamente dita, mas antes aos disparates deste Governo, começando e acabando na desonestidade intelectual demonstrada nos últimos dias, tanto pelo Ministro da Educação Fernando Alexandre como pelo próprio 1º Ministro Luís Montenegro…

 

Quando se juntam consecutivos erros clamorosos com um certo cinismo e desfaçatez obtêm-se indesculpáveis disparates, com consequentes estragos impossíveis de reparar…

 

Depois de tudo o que se passou na última semana com a classificação digital dos Exames Nacionais é mais do que óbvio que o Ministro da Educação falhou em toda a linha, permitindo que esse processo se tornasse caótico, destituindo-o dos exigíveis rigor e credibilidade…

Acredito que no dia 17 de Julho não haverá pautas de Exames afixadas nas escolas. Posso estar enganada, mas é esta a minha convicção…

 

Seja quando for, tudo o que virá a seguir à afixação das pautas nas escolas não será, com certeza, bonito de se ver…

 

Face ao anterior, obrigatoriamente, o Ministro da Educação deve demitir-se ou ser demitido. É assim em Democracia e também é assim que se assumem determinadas responsabilidades políticas…

 

A acção governativa de quem substituir Fernando Alexandre poderá ser pior ou melhor do que a do actual Ministro… Neste momento, isso não será muito relevante, tendo em conta o quão descredibilizada e fragilizada está a imagem de Fernando Alexandre…

 

Cá estaremos para escrutinar a acção governativa do próximo Ministro da Educação…

 

Por agora, resistimos, convictamente, aos disparates do 1º Ministro e do (ainda) Ministro da Educação…

 

E se isso fizer de nós alegados “perturbadores”, paciência, acho que conseguimos conviver com esse epíteto que, no caso presente, até é elogioso…

 

Paula Dias

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Confio nos classificadores

 

Todos os anos, quando chegam os exames nacionais, regressa também um velho hábito nacional: desconfiar. Desconfia-se dos critérios, das classificações, das plataformas, do Ministério e, inevitavelmente, dos professores classificadores. Como se milhares de profissionais deixassem, de um dia para o outro, de saber desempenhar a função para a qual foram selecionados e preparados.

A realidade é menos espetacular e muito mais interessante.

Classificar exames nacionais nunca foi uma tarefa simples. É um exercício de enorme responsabilidade, realizado sob prazos apertados e com a consciência de que cada decisão pode ter impacto no percurso académico de um aluno. Essa responsabilidade sempre existiu, muito antes da digitalização do processo.

Durante décadas, o modelo assentou na circulação física de provas, no transporte de centenas de folhas entre escolas e casas particulares, na gestão de documentação dispersa, em procedimentos administrativos morosos e numa carga burocrática que pouco contribuía para melhorar a qualidade da classificação. Era um sistema aceite por tradição, não por excelência.

A transição para uma plataforma digital veio resolver muitos desses problemas.

A classificação passou a decorrer num ambiente organizado, com acesso imediato aos critérios, sem transporte de provas em papel, sem riscos associados à sua guarda e com ferramentas que facilitam a leitura de respostas difíceis, como a possibilidade de ampliar a imagem. A especialização por item, frequentemente criticada, tem também uma vantagem difícil de ignorar: promove maior consistência na aplicação dos critérios, porque o classificador aprofunda o conhecimento de uma única questão ao longo de dezenas ou centenas de respostas.

Não é um sistema perfeito.

Mas, em muitos aspetos, representa uma evolução evidente.

O problema surgiu quando a modernização tecnológica não foi acompanhada pelo mesmo nível de preparação organizativa.

A distribuição faseada dos itens dificultou a gestão do trabalho e impediu que muitos classificadores organizassem antecipadamente o seu tempo. Erros de digitalização levantaram dúvidas legítimas sobre a integridade de algumas respostas. Pequenas alterações na plataforma foram introduzidas já durante o processo de classificação, quando deveriam ter sido testadas e estabilizadas previamente. As interrupções no funcionamento do sistema alimentaram insegurança num momento em que a estabilidade era indispensável.

E, como quase sempre acontece em Portugal, o ruído acabou por ganhar mais protagonismo do que os factos.

As redes sociais transformaram dificuldades pontuais em sinais de colapso. Comentários precipitados alimentaram a ideia de que todo o processo estaria comprometido. No meio dessa sucessão de críticas, quase passou despercebido o essencial: os classificadores continuaram a fazer o seu trabalho com o rigor e a responsabilidade habituais.

Convém não esquecer esse detalhe.

Uma plataforma informática pode falhar.

Uma digitalização pode conter erros.

Um procedimento pode revelar-se mal planeado.

Isso não significa que a classificação tenha deixado de assentar no profissionalismo de quem a realiza.

É precisamente por isso que a discussão deveria centrar-se onde realmente importa.

Não faz sentido lançar um modelo desta dimensão com a sensação de que ainda está a ser afinado durante a utilização. Sistemas que sustentam os exames nacionais exigem preparação, testes robustos, formação adequada e capacidade de resposta antes de envolverem milhares de professores e centenas de milhares de alunos.

Os encarregados de educação e os alunos têm todo o direito de acompanhar criticamente este processo e de exigir transparência.

Mas também faria bem ao debate público reconhecer um facto simples: os classificadores não são o problema.

São, aliás, a principal garantia de que o sistema continua a funcionar apesar das suas imperfeições.

A digitalização não deve ser abandonada. Pelo contrário.

É provavelmente o caminho certo.

Só não pode continuar a ser percorrido ao ritmo do improviso. Porque modernizar não é apenas trocar papel por ecrãs. É planear, testar e implementar com a mesma exigência que se pede, todos os anos, a quem tem a responsabilidade de classificar os exames nacionais.

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Um ministro aos papéis – João André Costa

 

Julho. O calor dobra as árvores e derrete o alcatrão enquanto milhares de jovens esperam por uma nota capaz de resumir dezoito anos de existência mais a cidade onde irão viver, a profissão escolhida e a vida.
Coisa pouca, portanto.
Não obstante (tambores a rufar), os exames nacionais descobriram uma nova forma de ansiedade: já não basta responder às perguntas, agora é preciso esperar, e já agora rezar, pela entrega dos exames na sua integridade a quem os corrige.
Chamaram-lhe modernização. Os exames passaram para uma plataforma digital e, de repente, os classificadores encontraram respostas incompletas, páginas com destino incerto, acessos interrompidos, prazos prolongados como roupa esquecida no estendal.
Não foi a tecnologia a falhar. Foi aquela velha convicção portuguesa de bastar inaugurar uma ponte para acreditar como a estrada já existe.
Porque as máquinas não respeitam decretos e os sistemas informáticos não se convencem em função de conferências de imprensa. A tecnologia tem uma qualidade profundamente incómoda: funciona apenas quando foi preparada para funcionar.
Em contracorrente, do outro lado do Canal da Mancha, as provas continuam a ser escritas em papel. Depois viajam para centros onde são digitalizadas página a página. Cada resposta transforma-se numa imagem e o corrector já não recebe um molho de exames de um único aluno, mas uma pergunta apenas. E centenas de vezes a mesma pergunta. Torna-se especialista naquele pedaço minúsculo do programa.
Se a classificação foge do padrão esperado, o sistema avisa. Se há discrepâncias, outro corrector revê. As somas fazem-se sozinhas. E os exames não desaparecem entre duas secretárias.
Não aconteceu de um ano para o outro. Começou discretamente no início deste século, quando ainda havia quem visse na leitura de respostas num ecrã uma heresia pedagógica. Vieram testes-piloto, anos de experimentação, falhas corrigidas sem alarmismo, investimento constante, formação de classificadores, aperfeiçoamento dos programas. Mais de vinte anos depois, ninguém discute a existência do sistema. Discutem-se apenas as notas.
Talvez seja essa a diferença menos tecnológica de todas.
Nós apaixonamo-nos pelo momento da inauguração. Gostamos da fotografia, da fita cortada, do ministro a sorrir diante de um ecrã onde tudo parece funcionar porque ninguém carregou ainda no botão errado. Os ingleses, na sua falta de romantismo, apaixonam-se antes pelo manual de instruções. Experimentam. Repetem. Corrigem. Voltam atrás. Há qualquer coisa de profundamente enfadonha nesta perseverança. E no enfado o sucesso.
Viva o enfado!
Antes o enfado!
Há uma espécie de lirismo nacional na improvisação, herdada sabe-se lá de onde. Talvez das caravelas, talvez das vindimas, talvez da convicção de como, no último instante, aparecerá sempre alguém suficientemente engenhoso para resolver as faltas dos outros. Se durante muito tempo essa habilidade salvou-nos, hoje tornou-se um método. Um método baseado em excepções a produzir excepções em série.
É propositado. Porque enquanto produzimos excepções, desacreditamos sistemas públicos em favor do privado num país a caminhar a passos largos para um futuro onde quem tem posses vai para as universidades privadas, quem tem ainda mais posses detém as universidades privadas e quem nada tem oferece a rendição, subjugado e sujeito às condições impostas. Isto no caso de haver condições…

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