Tag: educação

O ensino híbrido passou a norma nas escolas portuguesas

 

O ensino híbrido é um método educativo que mistura o ensino a distância com o ensino presencial, trazendo aspetos positivos de cada uma dessas modalidades e maximizando a eficiência geral da aprendizagem.

Também conhecido como blended learning ou b-learning, está cada vez mais presente na vida de professores e alunos portugueses pelo estado pandémico nas escolas. Os alunos e professores estão a realizar um vai vem, de 7 dias de cada vez, entre casa escola.

Até aqui tudo bem. O problema começa quando nem as escolas nem os alunos estão equipados para que tal aconteça. Neste momento, as escolas, têm armazenados centenas de computadores que não podem entregar aos alunos porque falta um dos elementos do Kit Informático, o chip que dá acesso à internet. E os computadores destinados aos professores, quem ainda não foi atribuído tal equipamento. ainda não chegaram às escolas.

Continuamos com os mesmos problemas de sempre. Atrasos em cima de atrasos que prejudicam as aprendizagens dos alunos e o trabalho dos professores.

Nem toda a boa vontade do mundo supera a falta de meios…

 

 

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Exaustão leva 400 docentes a entrar de baixa

Exaustão. É este o estado que está a levar de novo muitos professores a recorrerem a baixas médicas por lhes ser impossível continuar nas escolas. Só neste início do 2.º período são mais de 400 os docentes que entraram de baixa, o que, contas por baixo, faz com que cerca 25 mil alunos estejam sem aulas a pelo menos uma das suas disciplinas.

 

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Vamos voltar aos Portefólios na ADD?

 

Esta medida já esteve em vigor. Burocrática, morosa, falaciosa, injusta…

Quem escreveu esta medida tem memória curta e não percebe nada do que se passa nas escolas. Basta dizer que os planos de aula, materiais, instrumentos de avaliação são feitos em grupo disciplinar ou de ano e, por isso, comuns a todos esses docentes.

Em relação ao júri, maioritariamente externo, ficam-me muitas dúvidas, uma vez que, isso, não permite uma avaliação continua, mas nos remete, apenas, às ditas evidencias que podem muito bem ser fabricadas e levar a erros de julgamento.

Senhores do PSD, pensem lá nisto. Se necessitarem de ajuda para concretizar um modelo de avaliação docente peçam-na  a quem está nas escolas e não a ratos de gabinete.

Avaliação e progressão na carreira
O PSD entende que o atual modelo de avaliação do desempenho docente deverá ser melhorado com a introdução da avaliação do portfolio (planos de aula, materiais, instrumentos de avaliação, reflexões sobre a
prática pedagógica, etc.), a ser concretizado por um júri maioritariamente externo à escola a cujo quadro o
professor está vinculado. (pág. 122)

 

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Legislativas 2022: as palavras relevantes CNAPEF

Legislativas 2022: as palavras relevantes

O CNAPEF fez uma análise geral das 1465 páginas dos programas/manifestos eleitorais dos 10 partidos políticos com representação parlamentar, a partir de 8 palavras representativas de áreas que consideramos estratégicas no nosso âmbito de intervenção: Educação, Educação Física, Desporto, Desporto Escolar, Atividade Física, Exercício Físico, Professor e Treinador. Pese embora a quantidade de referências não possa ser interpretada de forma linear, ou seja, como representando o nível de importância atribuído por cada partido político, dá uma imagem geral do nível de investimento na elaboração dos referidos documentos.

Apesar de, até ao momento, ter estado pouco presente nos principais debates entre líderes políticos, o termo Educação é o mais enumerado (338 vezes) entre o total das 539 citações das 8 palavras utilizadas na pesquisa, seguindo-se, com menos de metade, a palavra Professor (138); a palavra Desporto, espante-se, tem apenas 47(!) referências, enquanto que Atividade Física não passa das 16 citações. Quanto às restantes palavras, entre as quais Educação Física (9), aparecem menos de uma dezena de vezes cada, conforme o quadro em baixo, que apresenta, não só a contagem completa das palavras escolhidas, mas também os programas/manifestos assinalados com os locais onde as referidas palavras são mencionadas, para uma leitura e uma interpretação mais aprofundadas por qualquer leitor…

A atual situação pandémica tornou bem claro a necessidade de se investir nas áreas do exercício físico, do desporto e da educação física; no entanto, paradoxalmente, parece não ter sido suficiente para que os partidos as incluam nas suas agendas políticas. Para quando a sua devida consideração, dada a relevância que assumem no desenvolvimento, na saúde e no bem-estar geral de todos os cidadãos?

Partido político / Palavras Educação Educação Física Desporto Desporto Escolar Atividade Física Exercício Físico Professor Treinador
Bloco de Esquerda
(220 páginas)
51 4 14 0 1 0 18 0
Centro Democrático e Social-PP
(17 páginas)
7 0 2 0 0 0 2 0
Iniciativa Liberal
(614 páginas)
99 0 3 0 0 0 59 0
Livre
(113 páginas)
26 1 1 1 1 0 10 0
Partido Chega
(21 páginas)
7 0 0 0 0 0 6 0
Partido Comunista Português
(16 páginas)
4 0 5 1 0 0 4 0
Partido Ecologista-os-Verdes
(2 páginas)
1 0 1 0 0 0 7 0
Partido Social Democrata
(165 páginas)
46 0 2 0 3 0 11 0
Partido Socialista
(122 páginas)
39 0 4 1 3 1 8 0
Partido-Animais-Natureza
(175 páginas)
58 5 15 2 8 0 13 1
Total = 556
(1465 páginas)
338 10 47 5 16 1 138 1

 

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Atualização da Norma 015/2020 da DGS

 

 

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Situação COVID nas escolas piora a olhos vistos

 

Desde o início do 2.º período temos assistido a um agudizar da pandemia nas escolas. As medidas foram aligeiradas, as turmas já não confinam e o contexto escolar em pandemia deixou de existir, passando as escolas a ser tratadas como contexto social. O resultado está à vista, milhares de casos em contexto escolar, com transmissão ativa nas escolas.

A Sr. D. Graça até já escreveu por aí que um novo Referencial para as Escolas estava a ser preparado, mas uma semana depois, NADA.

O clima de receio graça pelas escolas e pelas casas dos alunos. As aprendizagens estão a ser, mais uma vez, afetadas com alunos, professores em isolamento e num constante vai vem. O funcionamento das escolas está em risco com a falta de AO’s e AT´s. O encerramento de serviços dentro das escolas é uma realidade.

O ministro calou-se, o primeiro ministro calou-se, a Sr. D. Graça nada diz e a escola deixou de ser a bandeira do “lugar mais seguro do mundo” deste quadrado mal plantado.

 

 

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Milhares de alunos de novo sem aulas. Como é possível?

 

 

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Resultados da Sondagem Legislativas 2022 – Blog DeAr Lindo

Após 3 dias de votação na sondagem para as eleições legislativas 2022 apresentam-se aqui os resultados.

Votaram 3052 pessoas, com bloqueio da votação por IP e Cookie.

Com mais intenções de voto ficou o PPD/PSD com 987 votos, representando 32,39%, seguindo-se PS com 499 votos (16,38%), estando o Bloco de Esquerda muito próximo do PS com 492 votos (16,15%).

O 4.º partido com mais intenções de voto é o CHEGA com 238 votos (7,81%).

Em 5.º lugar ficou a CDU com 187 votos (6,14%), seguindo-se o Iniciativa Liberal com 121 votos (3,87%) e o Livre com 105 votos (3,45%).

O PAN o CDS e os outros partidos tiveram no total 125 votos e são pouco representativos nesta sondagem.

O número de indecisos é de 6,83% e dentro dos leitores deste espaço são poucos aqueles que não vão votar dia 30 de janeiro (2,79%).

 

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“Inclusão é pôr as vacas a comer carne” – João Afonso Baptista

 

“Inclusão é pôr as vacas a comer carne”

Eu sou um pobre professor de entendimento fraco. Tão fraco que não consigo entender os “sábios” do ministério da educação quando falam que inclusão é educar todos juntos.

Eu penso que inclusão é educar todos bem, mesmo todos, ainda que sejam burrinhos, alguma coisa hão-de aprender, o que é importante é educar com grande qualidade o que cada um é capaz de aprender. Quando puder ser juntos, melhor, se tiver de ser separados, paciência.

Fui à minha aldeia, lá prós lados de Castelo Branco, e finalmente percebi o que era inclusão, segundo o ministério da educação, que não é o que eu acho, mas eu sou fraco de entendimento. Fui à quinta do Ti Manuel do Canto, onde tem os animais do costume, cabras, borregos, cães, gatos, e até tem uma vaca leiteira, que não há muitas lá para aqueles lados.

E fiquei espantado quando o homem teimava em dar a todos palha seca, misturada com umas ervas também secas que lá chamam feno, gente esquisita, e não é que os cães e os gatos não quiseram comer?!

Eu disse-lhe a rir, mas ele não gostou, que experimentasse dar carne a todos, talvez a vaca se deleitasse a comer um bom bife e as cabras e os borregos talvez ficassem contentes com umas iscas de porco.

O Ti Manuel do Canto é um homem bom e pacífico, mas não gostou da piada e quando se zanga é terrível e deu pontapés nos cães e nos gatos por não quererem comer palha e feno juntos com as cabras e os borregos, nem mesmo com a vaca leiteira. Bichos esquisitos e teimosos.

O Ti Manuel do Canto fez-me lembrar os sábios do ministério. Ele não entende que não pode dar aos herbívoros a mesma comida que dá aos carnívoros, que são gostos diferentes, e que tem de respeitar a natureza e a diferença. A igualdade é importante, tratar todos igualmente bem, mas a diferença também. Tratar como iguais os que são diferentes só pode dar asneira. E eu pra mim entendi que inclusão é alimentar todos bem, dar carne aos cachorrinhos e erva aos cabritos. Dar a todos a mesma coisa não resulta.

É isto que os sábios do ministério não entendem, penso eu, com o meu fraco entendimento. Ensinar os surdos como se ouvissem, ou ensinar os cegos como se vissem e pôr todos a ver o mesmo filme sem legendas, os surdos a reclamar porque não ouvem as falas e os cegos a gritar por que não veem as imagens, a professora a gritar em altos berros para ver se todos entendem, uma confusão, mas pró ministério o importante não é educar bem, é educar juntos.

Não foi isso que disseram os senhores lá em Salamanca nem é o que diz a UNESCO. Todos juntos sempre que possível, mas muitas vezes não é possível. O problema é que os sábios do ministério são como o Ti Manuel do Canto: querem dar carne às vacas.

 

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Por cá ninguém se compromete em recuperar os anos de transição (roubados) entre carreiras dos docentes

 

A Secretária Regional da Educação, Sofia Ribeiro, garantiu hoje que vai recuperar os três anos de transição entre as carreiras dos docentes, “pondo fim a situações de desigualdade, uma vez que se verifica que há docentes dos quadros que têm acesso a carreiras de duração diferenciada, com prejuízo dos próprios”.

A garantia foi dada no final da primeira ronda de reuniões com os partidos políticos com assento na Assembleia Regional e com o deputado independente, para estabelecer a Estratégia da Educação para a Década, que, segundo a Secretária, pretende conferir “às políticas educativas a sustentação e a consolidação necessárias para garantir estabilidade e orientação”.

Sofia Ribeiro garantiu que estas reuniões “não esgotam o papel da concertação social e da Assembleia Legislativa Regional”.

Sofia Ribeiro compromete-se em recuperar os três anos de transição entre carreiras dos docentes

 

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Lista Colorida – RR18

Lista Colorida com colocados e retirados da RR18, numa altura em que 6 professores estão no seu 4º contrato!

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430 Contratados na RR18

Foram colocados 430 contratados na Reserva de Recrutamento 18, distribuídos segundo a tabela seguinte:

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Recenseamento 2022 – Verificação de dados / Reclamação

 

A aplicação que permite aos docentes e aos técnicos manifestarem a sua concordância ou efetuarem reclamação relativamente aos dados introduzidos no Recenseamento 2022, estará disponível desde o dia 21 de janeiro até às 18:00h de Portugal continental do dia 25 de janeiro de 2022.

SIGRHE

 

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A hora SPZC – Roteiro FNE para a legislatura (direto)

 

https://twitter.com/SPZCentro/status/1484587048615186432?s=20

 

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“Eixos prioritários em prol da valorização da Escola Pública, assentes no sucesso das aprendizagens dos alunos e na dignificação e reconhecimento da profissão docente”

 

“Eixos prioritários em prol da valorização da Escola Pública, assentes no sucesso das aprendizagens dos alunos e na dignificação e reconhecimento da profissão docente”

CONTEXTUALIZAÇÃO

Vivemos tempos de transição acelerada.
A irrupção da Pandemia por Covid-19 provocou alterações profundas, ainda não totalmente visíveis, na Educação e na Sociedade, exigindo novas respostas para novos problemas. Questiona-se, hoje, como atuar quanto à formação inicial e contínua de docentes quando estamos perante modelos de ensino que se tornaram híbridos, abandonando a tradicional dicotomia entre o presencial e o online. Está em curso um Plano de Transição Digital que comporta enormes desafios, tais como o apetrechamento das escolas com as infraestruturas necessárias, nomeadamente computadores e ligações à internet, exigindo uma forte aposta não apenas no hardware mas também no peopleware – a formação de professores e alunos, mas também a promoção da literacia digital entre pais e encarregados de educação, senão mesmo a população adulta em geral.

O envelhecimento da população docente, realidade que se adivinhava há alguns anos, tem hoje expressão na falta de docentes em inúmeras escolas, com prejuízo para os alunos. Contudo, a formação inicial de professores encontra-se estagnada e poucos alunos optam por seguir esta via quando terminam os seus estudos pré-universitários. A carreira de professor parece hoje pouco atrativa aos olhos dos nossos jovens, fator que só vem agravar as dificuldades referidas. E no entanto, muitos professores mantêm-se numa
situação profissional de enorme instabilidade, com contratos sucessivos, ao longo de vinte ou mais anos, sem conseguirem a justa vinculação.

A avaliação de desempenho docente (ADD), datada de 2012, pouco alterou em relação ao modelo utilizado nos anos 80 e 90 do século passado, pelo que nos mantemos num quadro conceptual que caminha para meio século sem alterações significativas. Necessitamos de um modelo que privilegie o desenvolvimento das competências profissionais, numa perspetiva de avaliação formativa, e que permita premiar os professores
pelo conjunto do seu trabalho diretamente relacionado com a atividade profissional.

Se a formação inicial de professores se faz nas Instituições de Ensino Superior, a formação contínua tem sido realizada essencialmente nos Centros de Formação dos Agrupamentos de Escolas ou entidades similares. A oferta formativa é diminuta para as necessidades do sistema e a Capacitação Digital de Docentes agravou o problema. Acresce que os professores contratados, ou aqueles que, tendo vínculo, mudem de Escola, acabam
por ter de realizar formação nos ambientes de aprendizagem com os quais vão trabalhar, dado que os vários ecossistemas digitais que as Escolas contratualizam não são iguais entre si.

Urge, pois, rever a regulamentação dos concursos de professores, a avaliação de desempenho docente e a formação inicial e contínua destes profissionais, de modo a tornar a carreira mais atrativa mas também mais enriquecedora do ponto de vista funcional.

Consequentemente lista-se seguidamente 6 itens que a ANVPC considera como estruturantes e que deverão ser objecto de reflexão urgente por parte dos partidos políticos, de modo a construir uma nova moldura jurídica.

PROPOSTAS DE AÇÃO

1) Abertura de um Concurso Extraordinário de Vinculação em 2022, que permita reduzir a ainda elevada precariedade de longa duração, tendo como linha de orientação o cumprimento da Resolução da Assembleia da República n.º 35/2010 de 4 de maio, vinculando todos os docentes que desempenhem funções docentes há 10 ou mais anos e cujos contratos tenham a duração mínima de seis meses por anos letivo.

2) Revisão do regime de recrutamento e mobilidade do pessoal docente dos ensinos básico e secundário (DL n.º 132/2012, de 27 junho), que consagre a alteração dos intervalos de horários para a manifestação de preferências para a contratação de docentes, a aplicação de uma diferenciação positiva para os professores que exerçam funções predominantemente no ensino público, a possibilidade de realizar permutas entre
professores contratados, a extensão da aplicação das prioridades de ordenação estabelecidas no concurso nacional de contratação de docentes ao modelo de concursos no âmbito da tipologia de satisfação de necessidades temporárias de Contratação de Escola, a inclusão no concurso para a mobilidade interna de horários iguais ou superiores a 14 horas e o aumento da transparência do processo de avaliação de desempenho docente, que deve ter como propósitos a melhoria da qualidade do serviço educativo e da
aprendizagem dos alunos, bem como a valorização e o desenvolvimento pessoal e profissional dos docentes, conforme estipulado na própria legislação.

3) Fim da discriminação entre professores quer em função do tipo de vínculo laboral ao ME, no que se refere ao maior número de horas letivas a que estão sujeitos os professores contratados e na impossibilidade de acederem à menção de excelente, no âmbito da Avaliação de Desempenho Docente (ADD), quer na discriminação entre professores do quadro no que se refere aos regimes da Caixa Geral de Aposentações e da Segurança Social.

4) Distribuição de serviço docente e outras questões relativas ao desenvolvimento de funções, que permitam dar resposta às exigentes funções que são acometidas actualmente aos professores que contribuam a redução do absentismo e para a dignificação, valorização e reconhecimento da profissão docente.

5) Implementação de uma política de reformas que promova o rejuvenescimento da classe docente, criando um regime especial de aposentação que deverá ter por princípio o reconhecimento da profissão docente como sendo de desgaste rápido, o que pode ser facilmente fundamentado com o elevado número de professores com baixas médicas de longa duração.

6) Promover a qualidade do ensino através da criação de comunidades de partilha e disseminação a nível nacional da excelência das práticas educativas que contribua para um efetivo trabalho colaborativo.

ANVPC
17/01/2022

 

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Reserva de recrutamento n.º 18

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 18.ª Reserva de Recrutamento 2021/2022.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 24 de janeiro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 25 de janeiro de 2022 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 18

Listas – Reserva de recrutamento n.º 18

 

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Em 2008, fomos derrotados. Já desistiram de lutar?

Quem ainda quer ter mais democracia na escola ajuda, divulga e assina a petição.

Quem se lamenta da falta de democracia e se resignou fica quieto.

Fica o link: Petição | Alteração ao DL 75/2008 – Limitação a 3 mandatos da possibilidade de reeleição consecutiva de Diretores/as de Escolas e Agrupamentos de Escolas (parlamento.pt)

1.A lei 75/2008 é uma tropelia à democracia feita com truque.

Toda a gente acha que eleição direta é mais democrático que indireta. Mas a questão jurídica não é se é mais ou menos democrático. A questão é se não tem o mínimo democrático para caber na Constituição.

As eleições indiretas são pouco democráticas (aliás, é inesquecível a cena da chapelada da “Queda de um anjo” de Camilo, à volta de eleições indiretas) mas serão tão pouco que a Constituição não as permita?

2.Ora, no caso da lei 75/2008 foi tentado discutir a inconstitucionalidade junto do Provedor de Justiça (além do parecer bem conhecido do Garcia Pereira, a Fenprof pediu ao Provedor, que tem esse poder, que suscitasse junto do Tribunal Constitucional a inconstitucionalidade da Lei).

O pedido da Fenprof foi respondido com o texto que anexo  https://www.provedor-jus.pt/documentos-html/?id=5219

Nele o Provedor dizia não ver inconstitucionalidades nos pontos que lhe foram perguntados (lendo, concordo, e não gosto disso ser assim, mas o facto é que é).

3.Se repararem, eu escrevi “nos pontos que lhe foram perguntados”.

Porque houve um ponto que não foi perguntado e que, a meu ver, é inconstitucional: a recondução do diretor sem nova eleição.

Porque o que faz a democraticidade mínima (que impede ser inconstitucional) é haver uma eleição, qualquer que seja. E a recondução não é eleição (porque na definição do conceito é obrigatório haver a possibilidade de candidaturas alternativas). Mas ninguém seguiu esse caminho para por a lei em crise.

  1. A recondução existe porque a primeira versão da lei previa selecionar os diretores por concurso, como outros dirigentes da administração pública, sem eleição. E, para nomeados, a recondução está prevista e não suscita grandes dúvidas legais.

Quem tem mandato eletivo não pode ser reconduzido. Ora pensem lá: acham que era constitucional reconduzir o presidente de junta em 2 mandatos seguidos sem uma eleição com alternativas, pelo meio?

O parolo de Viana anda a falar disto há muito tempo ( Carta aberta aos conselhos gerais: sejam democratas! Não reconduzam diretores! (I) | ComRegras ) mas ninguém liga muito, tão entretidos andam nas discussões de filosofia política e a esquecer que, para mudar uma máquina, não bastam ideias gerais sobre os princípios, mas conhecer bem a mecânica, as peças e sua interconexão.

  1. Quem fez a lei descobriu depois que, sem uma qualquer eleição, mesmo indireta, a nomeação do diretor e a lei violavam a CRP e a Lei de Bases. Vai daí fizeram o absurdo de um concurso que termina em eleição. Mas não retiraram a recondução que, num processo eletivo, não pode ser. Arriscaram a inconstitucionalidade. E ganharam porque nunca ninguém contestou esse ponto em tribunal.
  1. Assim, a lei está em vigor e nunca foi desafiada com sucesso na sua constitucionalidade. E já sei o coro de protestos: “até parece que concordas com a lei diabólica”.

Uma argumentação dessas é pueril. É uma birrinha dogmática de quem acha que temos de ser contra as coisas, todos alinhados por uma mesma doutrina e todos da mesma maneira.

Que há umas maneiras puras de contestar e umas tortuosas.

  1. Há leis conformes à Constituição péssimas. A questão é que ser conforme à Constituição faz com que a discussão do 75/2008 transite do domínio da Lei para o da política. Dentro das opções que a Constituição permite, havia outras muito melhores. Mas é preciso lutar por elas e rua a rua, casa a casa. Houve várias tentativas políticas de mudar a lei no Parlamento e falharam.

E sem esquecer que, péssima que seja, é a lei com que vivemos. A lei pela qual são eleitos os coordenadores, os diretores, membros do conselho geral, que regula os conselhos pedagógicos, etc. Dizer que um membro de um conselho pedagógico fica moralmente diminuído por colaborar com a lei é ofensivo, para ele e para todos os outros “que colaboram com a lei” porque vivem em escolas que são governadas por ela e querem por a sua escola a funcionar. E não é provar que a lei passa a ser boa. É por a escola onde trabalham a funcionar.

  1. Mas há quem se resigne a que só vai mudar numa “grande revolução” e há quem, sem nunca aceitar a lei pelo seu valor facial, a queira mudar e atacar com as armas disponíveis, já que ela está imposta.
  1. Fazer uma petição é de graça, não obriga a contratar advogado ou pagar custas e vai ao sítio onde as leis se mudam. E se o tema for focado pode reagendar a questão.

Porque é que os sindicatos não voltam à carga e suscitam a questão daquele ponto que parece, a quem tiver umas luzes disto, inconstitucional? Fazer uma petição sobre isso não é simples. Não cabe numa página e ninguém a lê, requisito mínimo para a assinar….

E para alegar inconstitucionalidade com base sólida, mesmo a que intuitivamente se vê  (contra, por exemplo, o princípio da democraticidade e de normas concretas da CRP) é preciso contratar juristas. O que o grupo que contratou o Garcia Pereira em 2008 fez. O trabalho do ilustre causídico não deu muitos frutos, mas não vale a pena ficar a chorar esse passado. Confesso que já não me recordo o que disse sobre reconduções mas alguém esclarecerá, com certeza.

E é isto. Há aqui uma ideia de luta. Quem ler o texto da petição e concordar assina. Quem não concordar, nada contra da minha parte. Só peço é que à minha frente não se lamuriem, que ninguém faz nada contra a falta de democraticidade nas escolas ou para lhes aumentar a democracia.

 

Luís Sottomaior Braga

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Debate: Educação – Programas Eleitorais

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O tal lugar seguro… 10.000 casos diários nas escolas

Desde que as aulas começaram, o número de casos de covid-19 entre os mais novos tem vindo a aumentar. Por dia, têm sido detetados cerca de 10 mil casos nas faixas etárias mais jovens.

 

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Do aumento brutal das desigualdades educativas – Paulo Prudêncio

 

Do aumento brutal das desigualdades educativas

“Em Nova Iorque, tutores privados para estudantes do ensino secundário cobram 600 a 1000 dólares (530 a 880 euros) por hora. Nas escolas privadas de elite nos EUA o investimento é de cerca de 75 000 dólares (66 200 euros) anuais por estudante, enquanto na escola pública é de apenas 15 000 dólares (13 200 euros). A desigualdade educacional é maior do que no Apartheid americano em meados do século XX. Nas universidades de elite é ainda mais dramático. As faculdades de Harvard, Princeton, Stanford e Yale matriculam colectivamente mais estudantes dos 1% mais ricos do que dos 60% inferiores”

Estes factos, apresentados por Daniel Markovits, professor na Universidade de Yale, são fundamentais para se perceber o aumento brutal das desigualdades educativas. Agrava-se ao concluir-se que o talento e o esforço não são tão decisivos no elevador social como o investimento financeiro. Como a elite investe quantias avultadas e inéditas na educação dos filhos, a diferença entre a classe rica e as restantes aumenta rapidamente em simultâneo com o empobrecimento da classe média; e uma classe média crescente, consistente e maioritária é decisiva na democracia.

Num assunto desta dimensão, Daniel Markovits escolhe o número de alunos por turma como a outra variável educativa que explica o aumento brutal das desigualdades. Por exemplo, a estrutura escolar que desde o pré-escolar desagua na Universidade de Princeton (financiada por uma fundação de caridade isenta de impostos mas que também usa fundos públicos) tem uma média colossal de oito alunos por turma. O primeiro passo na redução das desigualdades seria aumentar para dezasseis – um limite máximo aceitável – deixando oito vagas para os estudantes das escolas públicas da mesma zona geográfica, precedido, obviamente, do aumento do investimento na rede pública de escolas.

E centramos o debate se cruzarmos o que Joseph Stiglitz, Nobel da economia em 2001, descreveu no início do milénio como a exportação da “corrupção ao estilo americano que resultou na luta de classes contra os mais pobres, na depravação moral e na crise de 2007” com a tese de Daniel Markovits que conclui que o ideal meritocrático bloqueou a igualdade de oportunidades e criou uma aristocracia baseada no investimento em educação. Desde os anos oitenta do século XX que os EUA criaram uma hierarquia económica através de uma armadilha meritocrática sustentada em competições na escola e no trabalho que se alastrou às democracias ocidentais. Ou seja, o investimento financeiro acrescentou experiências curriculares mais prestigiadas que, num registo de bola de neve, tornaram a educação no factor determinante do aumento brutal das desigualdades.

Dá ideia que, no mundo global e com o peso das instituições norte-americanas, é muito difícil evitar que outras nações não caiam na desigualdade meritocrática. Mas nada se perde em discutir o assunto. Aliás, o que história nos ensina é que para onde caminharem os sistemas dos EUA irão mais lentamente os europeus. O Reino Unido já navega há muito nos mesmo mares das desigualdades educativas e da falta de professores e a França e a Alemanha vão-se aproximando. Por cá, a contaminação por estas políticas iniciou-se no início do milénio com mudanças bem identificadas na trágica quebra da solidariedade no ambiente escolar: avaliação, e precarização, dos professores numa degradante farsa meritocrática; modelo autocrático de gestão das escolas; rankings de escolas que serviram os interesses comerciais do ensino privado de elites; aumento do número de alunos por turma.

Chegados aqui, impõe-se a interrogação. E nada há a fazer?

Obviamente que há. Há mudanças sustentáveis que se devem dirigir a eixos nucleares com efeito aglutinador: alunos por turma, falta estrutural de professores e requalificação de escolas. Desde logo, eliminar a armadilha meritocrática na organização da avaliação e da gestão das escolas e perseguir a redução de alunos por turma como critério decisivo da avaliação da municipalização.

Por outro lado, pensar o futuro inclui a vigente pandemia. Uma centena dos principais especialistas mundiais em coronavírus exigem outro rumo, que denominam por Vacinas-Plus numa carta aberta à revista British Medical Journal, afirmando com clareza que o vírus se transmite por aerossóis – partículas expelidas ao falar ou respirar e que se mantêm no ar – e que é crucial ventilar e filtrar o ar. E se a pandemia destapou as desigualdades educativas, também o fez em relação à capacidade de sobreviver ao vírus. As zonas geográficas que concentram mais pobreza foram mais atingidas, porque estar horas a fio numa sala de aula com 8 ou 16 alunos é mais seguro do que fazê-lo com 30. Daí a inexactidão do discurso da escola é segura, quando o fundamental era a precaução em relação aos 3 c´s (distanciamento físico, arejamento dos espaços e aglomeração de pessoas) que aumentava em proporcionalidade directa com o rendimento financeiro.

Por fim, anunciou-se recentemente um investimento de 6 000 euros anuais por estudante na escola pública portuguesa. Foi de imediato considerado elevado e despesista com o argumento de que há empresas privadas de educação que conseguem um valor próximo dos 4 000 euros anuais por estudante, omitindo que o fazem com turmas numerosas (cerca de 30 alunos) e precarização de professores como eternos contratados com turmas sem fim – práticas que se alastraram à escola pública e que contribuíram para a falta estrutural de professores -. Por incrível que ainda pareça, esse argumentário inclui um dos instrumentos educativos mais desiguais: o datado e comprovadamente desastroso cheque-ensino.

Como se conclui, no mundo global é decisivo aplicar políticas que reduzam as brutais desigualdades educativas. Considerar em Portugal 18 alunos por turma no pré-escolar e no primeiro ciclo, 20 nos 2º e 3º ciclos e 22 no secundário (objectivos que devem ajudar a nortear a municipalização), e um investimento de 8.000 euros por estudante até 2030, é não só razoável como elementar para combater as desigualdades, e a fuga a ser professor, e consolidar a democracia.

 

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10 mil professores desistiram da profissão

 

Diretores, sindicatos e docentes pedem medidas urgentes para fazer face à falta de professores. Número dos estudantes inscritos em cursos superiores de Educação caiu 70% nas últimas duas décadas e 10 mil professores desistiram da profissão. Retrato de uma “pandemia” que ainda corre o risco de se agravar na próxima década.

A falta de professores explicada por quem se viu obrigado a “desistir do sonho” do ensino

Instabilidade da carreira, burocracia em demasia, perda de autoridade e excesso de alunos por turma são alguns dos motivos, apontados pelos docentes ao DN, que os levaram a sair do ensino. Ricardo Cabral lecionou Informática de 2006 a 2014. Abandonou o ensino e não pretende regressar. “A principal razão da minha saída foi, no ano letivo 2013-2014 só ter conseguido colocação em fevereiro e muito distante da minha residência (mais de 350 km). Essa originou outra, que foi o baixo rendimento. Tive de arranjar alojamento no sítio onde dava aulas, e só o alojamento levava quase metade do meu rendimento. Com duas crianças pequenas, obviamente que vinha todos os fins de semana a casa, o que originava mais despesas em combustível, portagens, etc.”, recorda.

Ricardo Cabral está longe de ser um caso raro. “Mais de 10 mil professores saíram da profissão e não estão para voltar porque as condições são as que nós sabemos. Não vale a pena tentar fingir que não existe este problema.

 

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Casos aumentaram 236% na faixa dos 0 aos 5 anos

 

Abertura das escolas faz disparar casos. 500 mil em apenas duas semanas

A Ómicron mudou a realidade portuguesa em apenas uma semana. E, agora, diz o professor Carlos Antunes, que faz a modelação da evolução da doença, vai ser necessário “reformular as projeções que foram feitas com base na onda gerada pela Delta ainda em dezembro”. Na faixa etária dos 0 aos 5 anos, casos aumentaram 236%.

 

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“Só há casos positivos porque se fazem testes!”

 

Previsível discurso de um Guru negacionista da doença Covid-19, perante uma assembleia de Irmãos:

 Irmãos, nada temam! Eu sou a vossa Luz e a Verdade Suprema!

 Tão verdade como a Terra ser plana, estudos, realizados por mim, comprovam o que vos vou afirmar:

 A doença Covid-19 não existe! E mesmo que alguns acreditem que exista:

 A testagem do vírus SARS-CoV-2 não passa de um embuste e de um circo: as pessoas saudáveis, nomeadamente os jovens, não precisam de ser testadas. As pessoas saudáveis não são contagiadas por esse vírus!

Tenham a certeza disto, Irmãos: as crianças e os jovens não necessitam de internamentos hospitalares por Covid-19 e não morrem por essa doença!

 As pessoas saudáveis, sobretudo os jovens, também não precisam de realizar qualquer tipo de isolamento porque estão imunes à doença. Os isolamentos, apelidados de “profiláticos”, são ridículos e não servem para nada. Não existem quaisquer motivos ou evidências que impeçam os jovens de frequentar as aulas e de socializar onde, quando e com quem lhes apetecer!

 Não morrem pessoas pela doença Covid-19! As pessoas morrem porque todas têm que morrer um dia, sobretudo no Inverno. Os internados nas UCI não passam de uns fraquinhos hipocondríacos, que adoram correr para os hospitais!

 A histeria que envolve as UCI é, aliás, perfeitamente incompreensível e injustificável: para quê tão grande, intensa e ruidosa emoção acerca dessas Unidades?

 A culpa disso também é, com certeza, dos profissionais que aí trabalham, que passam o tempo a vitimizar-se e a alimentar o circo mediático… Morreu alguém? Se morreu, não tivesse morrido, paciência! Aguentem e cara alegre! Parem de se queixar, como se fossem uns pieguinhas!

 Em redor das escolas também há muita histeria, mas nas escolas, fiquem certos, está tudo bem! Há tranquilidade, serenidade e há organização. Nas escolas não existe caos, como alguns alucinados querem fazer acreditar!

 As crianças e os jovens aprendem sem sobressaltos, socializam saudavelmente e estão todos muito felizes, prova de uma excelente saúde mental… As aulas seguem a um ritmo perfeitamente normal, não há ausências significativas, nem interrupções. Ninguém se sente inseguro, ansioso ou angustiado porque nas escolas não há contágios nem contagiados!

 O caos só existe na cabeça de alguns, que teimam em acreditar nesta doença, como se ela pudesse ser mortal ou provocar sequelas físicas e psicológicas irreversíveis em alguns. Só disparates e delírio! Esses crentes insanos deviam calar-se e deixar de apregoar o que, tenho a certeza, não existe!

 Tanto alarme para quê, Irmãos? Tanta histeria para quê, Irmãos? Ninguém morre desta doença imaginária, nascida de uma conspiração para nos sonegar a Liberdade. Não se deixem acorrentar, Irmãos! A nossa Liberdade, os nossos direitos e as nossas garantias estão acima de tudo e de todos, nem que para isso uns quantos tenham que morrer!

 E, sobretudo, não façam testes! Não fazer testes é a melhor forma de acabar de vez com esta histeria e com esta palhaçada: se não existir reporte de casos positivos, a doença acaba, tenham a certeza disso, que eu nunca vos enganarei!

 Irmãos, o aumento das infecções não passa de uma farsa, alimentada pelo aumento de testes diários! E, mais uma vez, só há uma forma de acabar com esse ardil: recusar fazer testes!

 Irmãos, acreditem nisto: só há casos positivos porque se fazem testes!

 De que serve a testagem e constactar diariamente o número de casos positivos? Não serve para nada porque ninguém pode controlar uma doença que não existe!

 Irmãos, não acreditem em quem vos disser o contrário do que vos afirmo!

 Médicos, epidemiologistas, cientistas, quem são esses “chalupas das doenças”, comparados com a minha infinita sabedoria? Que crédito merecem esses “chalupas das doenças”, ao pretenderem a defesa da saúde pública?

 Não há motivos para preocupação, Irmãos! Repito: os que morrem é porque deviam morrer!

 E não acreditem naqueles que noticiam a morte por Covid-19 de algum Irmão negacionista! Tratam-se de meras notícias falsas, destinadas a alimentar os boatos e o circo da Covid! Nós nunca morreremos da doença Covid-19, só morre dessa doença quem acredita nela!

 Por fim, uma palavra de imensurável apreço pelo Ministério da Educação:  o decreto da auto-gestão desta pandemia imaginária foi a melhor e a mais sensata medida alguma vez tomada pela Tutela!

 Finalmente, deram-nos a oportunidade de pôr em prática os nossos sábios pensamentos, sem restrições obtusas e inqualificáveis!

 As nossas crenças sábias e avisadas tornaram-se, finalmente, no Pensamento Oficial! Viva a nossa Liberdade! Viva o Ministério da Educação! Viva nós!

 Deixo-vos um último conselho, Irmãos: não pratiquem os meus doutos conhecimentos e ensinamentos junto dos vossos entes mais queridos, façam-no apenas junto de todos os outros… “Just in case”…

 (Ainda bem que os “chalupas das doenças” conseguiram, nos últimos 50 anos, pelo Programa Nacional de Vacinação, e com a adesão da maior parte dos cidadãos, erradicar grande parte de doenças potencialmente fatais ou com possibilidade de provocarem graves sequelas, como a poliomielite, meningite, rubéola, sarampo, papeira, tétano, hepatite, papiloma humano, tuberculose, difteria ou tosse convulsa, entre outras.

 Tenham a gentileza e a humildade de agradecer a esses “chalupas das doenças” por a actual geração de crianças e jovens não ter que se confrontar com a ameaça permanente de tais doenças e tenham a decência e a inteligência de contribuir para que as gerações futuras também não tenham que se haver com a presença da actual Covid-19. Os vossos eventuais netos ou bisnetos, por certo também agradecerão…).

(Matilde)

 

 

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O Rio esclareceu como pretende repor o tempo de serviço “roubado” aos professores

 

Numa sessão temática sobre educação e demografia na campanha para as legislativas antecipadas de 30 de janeiro, Rui Rio foi questionado diretamente sobre esta matéria.

“Em 2019, as circunstâncias não eram exatamente as mesmas tínhamos falado que prevíamos repor essa injustiça a três níveis: com uma parte de promoção mesmo, outra parte de redução da carga letiva e outra parte de antecipação da reforma”, afirmou.

O presidente do PSD admitiu que “hoje as circunstâncias mudaram um pouco” e já não existem condições de “poder dizer rigorosamente a mesma coisa”.

Rio só se compromete com reposição do tempo de serviço de professores por via da reforma

 

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António Castel-Branco é o novo Presidente do Conselho das Escolas

 

António Castel-Branco, director do Agrupamento de Escolas Ferreira de Castro, em Sintra, confia que o diálogo e a cooperação com a tutela serão possíveis. E que o Conselho das Escolas deve ser interventivo na apresentação dos problemas sentidos pela comunidade escolar.

Novo presidente do Conselho das Escolas diz ser um “optimista, por natureza”

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Recenseamento 2022 – Final do prazo

Tão apressados com o novo concurso.

Sinal que nenhuma regra será alterada para 2022/2023.

 

Exmo.(a) Sr.(a) Diretor(a)/Presidente da CAP,

Recordamos que termina amanhã, dia 20 de janeiro de 2022, às 18.00h, o prazo para a submissão do Recenseamento 2022 pelos Agrupamentos de Escolas e Escolas não Agrupadas.

Recordamos a importância dos dados vertidos neste recenseamento uma vez que serão relevantes no desenvolvimento do próximo concurso de docentes.

Desde já agradecemos a V. colaboração no cumprimento dos prazos estabelecidos.

Com os melhores cumprimentos,

A Subdiretora-Geral da Administração Escolar

Joana Gião

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Banalidades II – Paulo Serra

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Dos debates, há uma derrotada inequívoca: a Educação – Santana Castilho

Conviria recordar, a propósito do próximo acto eleitoral: que vai eleger deputados (230), que foram escolhidos por chefes de partidos, que não por nós; que os filiados em todos os partidos existentes somarão cerca de 200 mil cidadãos, isto é, 1,85% de um universo de 10 milhões, 821 mil e 244 eleitores (mapa eleitoral nº 1-C/2021, do CNE); que nenhum cidadão pode concorrer sem a aprovação das máquinas partidárias, caracterizadas pelos números citados; que só por via indirecta desta eleição acabará indigitado, que não eleito, um primeiro-ministro; que tudo isto coexiste com o Artº 2º da Constituição, que diz que “a República Portuguesa é um estado de direito democrático, baseado na soberania popular, … visando … o aprofundamento da democracia participativa” (o bold é meu).
A profundidade que se desejava e o esclarecimento dos eleitores foram inconciliáveis com debates de 25 minutos, prejudicados ainda pela insistência agressiva dos moderadores em temas menos importantes. Compreendo os constrangimentos das televisões em matéria de tempo. Mas esse constrangimento foi caricatamente anulado pelo anacronismo de aos debates curtos se sucederem análises longas de comentadores, que nos vieram explicar o que os políticos disseram.
Receio que o eleitorado fique dominado pelo tacticismo que as matemáticas parlamentares ditam, sem assumir que sem alterar o modo de fazer política (prevalência do interesse nacional sobre os interesses partidários e do interesse colectivo sobre os interesses sectoriais) não criaremos um ambiente político favorável à solução dos maiores problemas: centralismo administrativo, coesão territorial, demografia, criação e distribuição da riqueza, crescente dependência do capitalismo digital, funcionamento dos sistemas de justiça, saúde e educação.
Dos debates, há uma derrotada inequívoca: a Educação. A sua ausência da maioria deles, designadamente do que opôs Rio a Costa, é um péssimo sinal e evidencia quão cínico e vazio é o discurso dos políticos, quando dizem que dela depende o desenvolvimento e o futuro do país, mas depois a reduzem a mero acidente de percurso. Nada sobre a reorganização curricular, indispensável à retoma do valor do conhecimento na educação dos nossos jovens. Nada sobre a retoma do raciocínio lógico, que protege da falsa ciência e dos manipuladores manhosos. Nada sobre o fim do embuste, segundo o qual se aprende sem esforço e sem disciplina e a autoridade dos professores é coisa desnecessária às pedagogias modernistas do século XXI. Nada sobre a hipervalorização da digitalização da Educação. Nada sobre o papel das artes na educação das nossas crianças. Nada sobre a promoção social dos mais frágeis. Nada sobre o desmesurado poder dos que não dão aulas sobre os professores de sala de aula. Nada sobre a supremacia crescente do caciquismo paroquial na gestão das escolas. Nada sobre a depauperada formação inicial dos professores e sobre a hecatombe da falta deles. Nada sobre tanto que poderíamos juntar a estes nadas.
Sobre António Costa? Dir-se-ia que só tem uma preocupação: culpar os partidos que rejeitaram o OE e assustar o eleitorado com o caos, se ele for forçado a abandonar a paróquia. Apenas propõe o que já existe, com pequenas reconstruções faciais. No debate com Jerónimo de Sousa, António Costa, referindo-se à carreira docente, afirmou querer acabar “de uma vez por todas com este absurdo, que é ser a única carreira no conjunto do Estado em que durante décadas as pessoas têm de obrigatoriamente se apresentar a concursos, andar com a casa às costas e andar de escola em escola de quatro em quatro anos”. Disse-o como se não fosse ele o responsável primeiro por, durante seis anos, não ter posto cobro ao que agora rotulou de absurdo e classificou como “mau para a qualidade educativa e péssimo para a vida dos professores”. É preciso topete para dizer o que disse, sem bater no peito e pedir desculpa.
Sobre os programas? Claro que existem diferenças substantivas de conteúdo entre os diferentes programas eleitorais. Mas, de modo geral, todos assumem uma linha de continuidade com propostas anteriores e primam pela ausência de soluções novas, para problemas novos, num estranho conformismo com uma nefasta cristalização política.
In “Público” de 19.1.22

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Infeções em crianças aumentam enquanto as escolas passam a “contexto social”

 

Os diagnósticos de covid-19 nas crianças dispararam nos últimos dias, com mais casos de alunos infetados a ficarem em casa em isolamento e um novo aumento das infeções também nos grupos etários dos 30 aos 49 anos, a idade dos pais. A tendência de diminuição de casos em Lisboa, a única região onde começava a verificar-se, parece ter-se esbatido no início desta semana com o aumento de infeções nos mais novos. Segunda-feira registou também o número mais elevado de mortes entre pessoas infetadas dos últimos meses. Os boletins da DGS não discriminam se as vítimas morreram de covid-19 ou com quadros agravados pela infeção na situação atual em que a maioria da população está vacinada  e uma parte significativa dos doentes internados com covid-19 são hospitalizados por outras causas. Das 46 vítimas mortais, 25 tinham mais de 80 anos, 12 eram septuagenários e as restantes eram mais novas.

Infeções em crianças aumentam após regresso às aulas

 

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Professores em crise – Joaquim Ruivo

 

Professores em crise

Há uma crise que se avizinha e que é necessário controlar a tempo: a da falta de professores.

Ela era expectável para quem sempre esteve atento.

Aparentemente, durante anos, houve professores a mais e o sistema da “oferta e da procura” foi-se encarregando de normalizar a situação: por um lado, pela via das políticas administrativas, criando agrupamentos e fechando escolas a pretexto do bom uso de recursos humanos e financeiros, aumentando o número de alunos por turma, colocando no limbo de colocações provisórias, anos a fio, dezenas de milhares de docentes.

Tudo sustentado pelo pretexto de um quadro demográfico em baixa, cada vez com menos crianças.

Mas a normalização foi também subliminar e mais profunda: depreciando o estatuto e condição profissional dos docentes, congelando o seu ordenado anos a fio, “obrigando-os” a pagar deslocações onerosas e duplas rendas de casas a troco de mais dúzia de patacos, desincentivando os próprios alunos a escolherem a via do ensino como saída profissional com futuro.

Cheguei a ouvir bastas vezes que só ia para professor quem não sabia fazer mais nada e houve alturas em que, à força de o ouvir, acreditei nisso, até a olhar para o meu próprio caso: a trabalhar que nem um “mouro”, sem nunca me ser permitido receber uma única hora extraordinária.

E depois, tanta gente que foi passando pela governação e pelo Parlamento com tão pouca sensibilidade para valorizar a escola e os mestres, apesar de publicamente nunca o admitirem.

Basta ver a composição da própria Assembleia da República e a área profissional dos seus deputados para se constatar como de legislatura em legislatura são cada vez menos os professores que a integram.

Em contrapartida, são muitos e cada vez mais os advogados, os economistas, os engenheiros, e, como dizê-lo?, os profissionais da política…

A escola, ao ser valorizada como local onde se colocam os filhos para que o pais fiquem mais libertos e descansados, inevitavelmente arrasta o estatuto dos professores para meros guardadores de crianças, onde a exigência, o exercício da autoridade e a responsabilização acabam por ser secundarizadas.

Porque também se foi instalando entre os docentes o receio de que, sendo muito exigentes, podem traumatizar as crianças e potenciar a sua desmotivação.

E isso até pode ser verdade, somente se os pais não apoiarem os professores no seu esforço diário, se os pais não educarem os seus filhos para a importância da escola, para o respeito pelos seus professores (na contrapartida óbvia que os professores têm que se dar ao respeito).

E este é um círculo vicioso que a partir de determinada altura se alimenta das suas debilidades: alunos para quem a escola não foi exigente serão eventualmente professores sem padrões de exigência.

Pelo que também a própria formação inicial e contínua dos docentes terá que ser repensada, para que não se corra o risco de só termos como professores quem efectivamente não sabe fazer mais nada.

 

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Sondagem – Eleições Legislativas 2022

Neste artigo fica uma sondagem para as eleições legislativas 2022 que podem retratar a intenção de voto dos leitores deste blogue.

A mesma está bloqueada por cookie e por IP,  pelo que num mesmo PC apenas será possível votar uma única vez.

A sondagem irá ficar no top do blogue até à próxima sexta-feira e os resultados são imediatamente visíveis após submeterem a intenção de voto.

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O que tem uma petição sobre limites de mandatos dos diretores das escolas a ver com a abolição da pena de morte?

 

 Quem me conhece sabe que um dos assuntos que mais me emociona e mobiliza é a questão da abolição da pena de morte.

Sou contra a pena de morte em qualquer circunstância e seja para quem for. Quando comecei como ativista do tema, pela abolição mundial, com 17 anos, tinha a visão ingénua de que agir contra a pena de morte era agir simplesmente pela abolição. E não discutir o detalhe. Lutar, proclamar, agir pela abolição total.

O movimento em que me envolvi e o contacto com ativistas de países, em que, lutar pela  abolição, é lutar por vidas concretas, num contexto de opinião pública adversa, ensinou-me coisas importantes sobre como lutar, nessa e noutras questões.

Os abolicionistas americanos ou de Taiwan, China, Japão, Zimbabwe ou Nigéria, entre outros, não sentem que cedem nos seus princípios abolicionistas ao discutir questões de detalhe da aplicação da lei, que prevê a pena ou a realização das execuções (até conheci alguns, que proclamam uma admiração inexcedível por Portugal, pelo nosso abolicionismo precoce, mas tem um problema, imbuídos no concreto, com a nossa visão abstrata da questão, de quem a vê ao longe).

Um dia explicaram-me que, num contexto adverso, favorável à pena, a abolição vai devagarinho e passo a passo, numa estratégia a que chamam de “pauzinho na engrenagem” (numa tradução livre para português da expressão comum; alguns usam uma outra expressão de outro nível que, por aqui, não vou traduzir: “pain in the ass”).

Daí que seja muito comum ver associações abolicionistas a discutir a qualidade ou origem dos químicos para a execução ou a fazerem propostas sobre prazos de passos do processo de execução ou até a meterem recursos sobre incumprimento da lei de aplicação das execuções (imaginemos: um condenado tem 30 dias para fazer algo e só lho dão ao 31º dia, recorre-se, e como o recurso vai às instâncias todas, o condenado vive mais um ano ou 2 porque alguém se enganou num formulário e se aborda a questão concretamente). E ninguém diz a esses abolicionistasque discutir os quimicos da execução faz deles adeptos da manutenção da pena de morte. Toda a gente percebe o que estão realmente a fazer.

Esta lógica é muito americana: o Presidente Grant dizia que não há nada melhor para provar que um sistema não funciona, e mudá-lo, do que pô-lo a funcionar.

E que tem isto a ver com a petição que apresentei e está a recolher assinaturas para limitar os mandatos dos diretores das escolas a 12 anos?

O contexto da democratização da gestão escolar é adverso. Sempre foi, desde os tempos de Sottomaior Cardia (como ensina Licínio Lima em vários dos seus textos).

Nem os que defendem a dita estão de acordo sobre como deve ser o figurino. Aliás, não há consenso sobre o modelo a aplicar. Voltar a 1998 e à lei anterior? Manter diretores com opção por outras alternativas? Conselho geral ou eleições diretas para o órgão gestor, mais participação dos pais ou menos, etc, etc.

Já foi tentado várias vezes por vários partidos mudar a lei toda. E falhou.

Em resposta à petição, que tem poucas horas, até já tivemos um Diretor (ex-presidente do Conselho de Diretores, a que impropriamente se chama das Escolas) com uns 28 anos em funções (desde 1994) a dizer, absurdamente, que “nunca houve uma lei tão democrática” (não se responde a uma coisa dessas: Salazar também disse, a seguir à Segunda Guerra, que ía fazer eleições “tão livres como na livre Inglaterra”; depois das eleições, prendeu a oposição que ousou concorrer).

A petição não se mete nessas acaloradas discussões de modelos (mas toda a gente pode saber, com umas pesquisas rápidas, para que lado pendo), mas põe um pauzinho na engrenagem da lei atual.

Reduzir limites e impedir reconduções

Os diretores já têm limites à reeleição: 16 anos.

É mais que um autarca de freguesia, que tem 12 anos de limite à reeleição (e não pode ser reconduzido, como é óbvio, porque isso é anti-democrático, sem eleições).

Aliás, para baralhar, alguém já veio dizer que a petição, ao falar de eleições, esquece as reconduções e tem esse problema. Na verdade, essa é, pelo contrário, uma das suas virtudes.

As reconduções são inconstitucionais, porque os diretores, por força da Constituição, têm de ser eleitos (por isso, o seu processo de escolha é uma eleição no Conselho Geral e não um concurso, como verifica quem ler a lei com atenção e perceber como a sua redação foi atamancada).

E as reconduções, só não foram declaradas inconstitucionais, no início da lei, porque, quando foi discutida, junto do Provedor de Justiça, a inconstitucionalidade da lei por um sindicato, este não perguntou por isso. E o Provedor respondeu ao que lhe perguntaram. Se tivessem perguntado, talvez a coisa tivesse corrido de outra forma e a lei tivesse tido um percalço.

A lei prevê que os diretores possam ser reconduzidos sem eleições, sem alternativas (o que é inconstitucional, mas nunca foi escrutinado como tal). A recondução diz respeito a concursos, mas os diretores não são escolhidos, nos termos da lei, por concurso, mas por eleição. É ler, está lá escrito. E não pode ser de outra forma com a atual Lei de Bases e na vigência desta Constituição.

Assim, se todos estamos de acordo que um diretor de escola deve ter o seu mandato limitado (até o legislador mas a 16 anos), e que é razoável que isso seja alinhado, no prazo, com outras limitações de outros cargos eleitos (e que 16 anos é demais), que mal tem usar esse consenso para obrigar a abrir hostilidades sobre a lei e fragilizá-la, abrindo uma racha na muralha?

Por isso, quem acha a lei errada no seu global e acha que não deve haver diretores, por maioria de razão, acha, que se lhe forem impostos, como estão a ser, não devem estar em funções até 16 anos e, para mais, poderem ser reconduzidos sem sequer considerar alternativas….

Querem mudar a lei toda? Aproveitem o pauzinho na engrenagem.

E como peticionário digo, desde já, que um dos pareceres que vou propor que a Comissão de Educação peça (e terei esse poder, se a petição for admitida) seja o da Provedora de Justiça, para se pronunciar se as reconduções são ou não inconstitucionais…. E se forem, a Lei tem de ser mudada.

Vale  o risco por a democracia a funcionar, ou ficamos quietos a lamentar a falta de democracia?

Luís Sottomaior Braga (professor de História do Ensino Básico)

 

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58% dos encarregados de educação duvidam que alunos recuperem aprendizagens

 

Quase 90% considera que a pandemia teve impacto no desempenho escolar dos educandos no ano letivo anterior, e perto de dois terços admitem que estes não estavam bem preparados no arranque das aulas, em setembro. Dos encarregados de alunos dos 2.º e 3.º ciclos, três em cada cinco não acreditam que os alunos consigam recuperar as aprendizagens.

Impacto da pandemia: 58% dos encarregados de educação duvidam que alunos recuperem aprendizagens

 

 

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Falta de professores será “pandemia académica da década”

 

Carlos Ceia, professor catedrático da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, lamenta que os programas eleitorais não tenham medidas para resolver o problema da falta de professores. Sublinha que é urgente captar a atenção dos jovens para o ensino e que é um risco grande chamar licenciados sem conhecimento pedagógico para serem docentes. António Ponces de Carvalho fala em retrocesso civilizacional grave, caso se encurtem os cursos de formação.

Falta de professores será “pandemia académica da década”

 

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Num momento de aflição Covid nas escolas…

 

Vão deixar-nos entregues à autorresponsabilização da sociedade.

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O Referencial das Escolas está a ser afinado…

 

O Referencial das Escolas está a ser afinado para refletir na íntegra uma nova abordagem em  casos de contactos em contexto escolar e creches

 

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É PROFESSOR? SAIBA QUAIS AS PROPOSTAS DOS PARTIDOS NESTAS LEGISLATIVAS

 

Rever o regime de seleção de professores, criar incentivos aos colocados longe de casa ou recuperar tempo integral de serviço congelado. Se é docente, estas são as propostas dos programas eleitorais para as eleições de 30 de janeiro dos partidos com assento parlamentar.

SAIBA QUAIS AS PROPOSTAS DOS PARTIDOS NESTAS LEGISLATIVAS

 

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Não deixem as crianças crescer – João André Costa

 

Por favor, não deixem as crianças crescer. Deixem-nas sorrir para sempre neste sorriso fácil, nesta corrida fácil às gargalhadas, rir às bandeiras despregadas na alegria de viver. Deixem-nas brincar, que não parem de brincar ao faz-de-conta e no faz-de-conta tudo é possível menos a fome e a tristeza, o sofrimento, a perda, a desilusão e a morte. No faz-de-conta vive-se para sempre, sem despedidas nem saudade e o mundo é uma grande brincadeira sem princípio nem fim, um carrossel onde todas as crianças tomam parte.

Tal como as aventuras, mais de mil, perdidas no horizonte dos dias entre piratas, castelos, naves e mundos espaciais ou pelo menos até que nos chamem que já é hora de jantar antes de mais uma noite de sonho e aconchego e tudo está bem quando acaba bem, mesmo a tempo de mais um dia de conquistas e descobertas, como se as crianças já fossem adultos.

Não precisam. Não sejam. Não queiram. As crianças já são felizes, não deixem de o ser. Não percam a alegria. Não percam a curiosidade, procurem saber e perguntar mas fiquem onde estão e nem se atrevam a crescer um centímetro que seja.

Porque crescer é a certeza de um dia partir e muito em breve todos os adultos hão-de partir e o seu legado será o mundo das crianças, melhor, muito melhor do que o nosso.

É vosso, damo-lo de bom grado. Para que nunca vos aconteçam as portas fechadas e a rejeição, os desamores e a traição, a guerra fratricida e o sangue, os gritos nas ruas, o som das balas, a doença, a solidão, o medo, o desespero e esta lista interminável de pesadelos e no fim foi só um sonho mau, foi só um sonho mau, voltem a dormir que nós ficamos aqui. Ficamos aqui a contemplar a imaginação e os sonhos das crianças a voar agarradas a um grande balão quando é de noite e de noite tudo é possível menos crescer.

Devia ser proibido crescer. Deviam fazer uma lei contra o passar dos anos e da vida, basta escrever em papel de vinte e cinco linhas, pedir ao senhor Presidente para assinar no fim, um carimbo ao lado e já está, esta boa-nova para levar aos quatro cantos do mundo.

E gritar para toda a gente saber: é proibido crescer! É proibido perder a inocência. É proibido deixar de gostar dos outros e vamos ser todos amigos para sempre. Este é o nosso legado, esta é a nossa mensagem para quem visite esta jóia azul à deriva no espaço, frágil, delicada, única, o nosso lar, o nosso chão, ar e sustento. Entregue às crianças por decreto ficará em muito boas mãos. E como nas crianças a tristeza é efémera, de nós pouca memória ficará, ou nenhuma. Não fazemos falta. Já partimos e o mundo finalmente em paz, o nosso e o vosso.

Mas antes de partir ainda tivemos tempo de pedir desculpa. Mas disto vocês já não se lembram. É que começou mais um dia e as aventuras também. Ainda bem. Ainda bem.

 

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Os bons professores são como os elefantes – José Afonso Baptista

Os bons professores são como os elefantes

Eu fui ao Kruger. Estava ali pelo Maputo, fiz uma pausa de três dias e fui visitar o parque natural mais famoso de África. Ih! Tanta bicharada, daquela com quem a gente gosta bué de brincar, os jacarés submersos, mas atentos ao menor bulício, as leoas assustando tudo e todos porque num ápice esventram um bambi inocente, tripas de fora e tudo, as serpentes, enroscadinhas, e mais adiante, no segundo andar, as girafas com o pescoço a perder-se no horizonte. E a passarada, tanta cor que não conseguiu chegar aqui à Europa.

O que mais me impressionou, logo à primeira vista, foi a organização da segurança que os bichos adultos preparam ao milímetro para proteger as suas crias. Parecem pessoas. Não, se fossem pessoas não eram assim tão meticulosas e atentas a todos os pormenores. Eram mesmo animais, ditos selvagens, mas com sentimentos e afetos que parecem bem mais fortes que os dos humanos. Morrem pelos filhos. E não os deixam fechados nos carros a morrer de calor.

Eu explico melhor. Mal tinha acabado de entrar no Parque, o autocarro teve de parar. Era uma família de elefantes que começava a atravessar a estrada. Os animais têm sempre prioridade sobre as pessoas. Mas o que mais me impressionou foi a minúcia, a prevenção do risco, a proteção às criancinhas mais pequenas, dos elefantes, claro, que caminhavam protegidas por duas muralhas intransponíveis. Vejam só: os adultos formaram duas colunas, os grandalhões à frente, a impor respeito, e cada uma das colunas formada por elefantes adultos, por ordem decrescente de altura. E lá bem no meio das duas colunas de gigantes, seguia a coluna de crianças e bebés, alguns já iniciados na marcha, outros que era preciso conduzir pendurados nos trombis dos mais crescidos. Que maravilha! Onde já se viu família humana com laços mais fortes, com esta atenção prioritária e dominante às crianças indefesas, com esta força de sentimentos que nos comovem até às lágrimas?

E não se trata da família restrita, pai, mãe, filho, é a família alargada, toda a comunidade de elefantes, avós, pais, tios, irmãos, primos, sobrinhos, netos, bisnetos, igual pró feminino, que elas não são menos que eles. Se fossem pessoas como poderíamos chamar a este fenómeno? União familiar? Sim, mas é pouco. É um nó de sentimentos, de laços, de afetos, de compromissos, de entregas, de vidas que estão intrinsecamente ligadas e interdependentes. Vidas inseparáveis.

Oh estúpido, tu não vês que são apenas elefantes, os elefantes produzem marfim, que rende uma pipa de massa, ainda se vende a carne, mais de uma tonelada por animal, ficas rico em pouco tempo…. É aqui que está a diferença entre a animalidade e bestialidade do homem e a humanidade do elefante. Eu quero viver com os elefantes. Já viram o que é os meus netos poderem atravessar o Kruger no meio de duas muralhas imbatíveis e ainda por cima a conviver com animais civilizados!

E agora vem a pedagogia. Seria possível trazer esta família de elefantes para a nossa escola para eles introduzirem aí o clima de afetos e de sentimentos que tornem as crianças felizes, com espírito de entreajuda, com o sucesso de todos, sem medos nem inseguranças? E sobretudo com a certeza de chegarem ao fim da viagem com todos os objetivos cumpridos? Sim porque isso faz parte do código deontológico dos elefantes: nenhum dos seus membros é expulso, nenhum é abandonado pelo caminho. Todos caminham juntinhos. Se eles pusessem nas nossas escolas este clima afetivo, este espírito de entreajuda e este compromisso de não deixar ninguém para trás, não precisávamos cá de mais doutores, muito menos os que estão lá em cima a mandar bitaites para tudo. Inclusão é isto. No paraíso africano!

Texto publicado in Baptista (2020). O meu sobrinho anda na inclusão. Edição da Nimba/Amazon

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Debates para refletir e agir: A Educação nos Programas Eleitorais

 

 

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