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Que (novo) rumo na educação – três inquietações para três compromissos prioritários – Fernando Elias

É de todo urgente atrair e formar os jovens para a formação profissional na docência e, ainda, manter no sistema educativo os professores.

Que (novo) rumo na educação – três inquietações para três compromissos prioritários

O novo Governo, a sair das recentes eleições, salvo melhor opinião, deve encontrar, quanto antes, o momento certo para a assunção de três compromissos estruturantes e prioritários inadiáveis no âmbito da Educação, como resposta a três inquietações prementes.

Vejamos quais são.

Sabemos que a Escola tem prestado cada vez mais um serviço de elevada qualidade, alicerçada em valores como o compromisso, a confiança, a inclusão, a equidade, a iniciativa e a inovação.

A Escola sabe e reconhece que existe para que todos aprendam. Os projetos educativos das escolas, nestes últimos anos, têm configurado essa clara intencionalidade.

A Escola está mais humanista, tolerante, solidária. Faz da ética, da responsabilidade, da cidadania e da solidariedade cada vez mais o objeto e o sentido da sua ação.

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A confirmar-se… continuamos mal e outros vão para pior

 

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A Europa na escola – Formação para professores,

 

A DGE informa que vai realizar-se uma AFCD de 6 horas, intitulada A Europa na escola – Formação para professores, promovida pela Representação da Comissão Europeia em Portugal, em parceria com a Direção-Geral da Educação, tendo por objetivo promover o conhecimento sobre a União Europeia e capacitar os professores dos diferentes níveis de escolaridade (1.º CEB, 2.º CEB, 3.º CEB, ensino secundário e ensino profissional), para o desenvolvimento de atividades de Educação sobre a União Europeia, envolvendo os alunos nos diversos domínios de Cidadania e Desenvolvimento.

Para mais informações, aceda a https://www.aeuropanaescola.eu/formacao/

As inscrições decorrerão entre 01 e 21 de fevereiro de 2022.

Local: A distância

Critérios de seleção: Ordem de inscrição, desde que sejam docentes da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário em exercício efetivo de funções em agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas da rede pública; das escolas públicas portuguesas no estrangeiro e nas escolas europeias; do ensino particular e cooperativo em exercício de funções em escolas associadas de um CFAE.

Para se inscrever, clique aqui.

 

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Missiva do diretor, desta vez, aos Educadores e Professores sobre a ADD

 

Ex.mos/as Senhores/as Educadores/as e Professores/as
 
Em anexo, envia-se a todos os docentes (potencialmente todos/as avaliados/as ou avaliadores/as) um documento remetido, há dias, aos avaliadores/a e membros da SADD relativo à necessidade de fundamentação da avaliação de desempenho.
 
Crê-se que este documento é de interesse de todos/as os/as docentes envolvidos/as no processo de ADD porque precisa uma informação aos avaliadores/as que beneficia a qualidade do processo e as garantias dos avaliados/as (e, mais ainda, a segurança jurídica do processo).
 
O dever de fundamentar os atos que “neguem, extingam, restrinjam ou afetem por qualquer modo direitos ou interesses legalmente protegidos, ou imponham ou agravem deveres, encargos, ónus, sujeições ou sanções” resulta da alínea a) do nº 1 do artigo 152º do Código do Procedimento Administrativo.
 
Sendo a ADD um procedimento administrativo, rege-se por esse código, além das restantes normas, muitas delas, meros regulamentos sempre subordinados à Lei.
 
Os resultados da ADD afetam “direitos ou interesses legalmente protegidos”, entre outros, o direito à carreira, o acesso a funções públicas, à remuneração e até à própria equidade interna do processo (dado que o legislador definiu expressamente a avaliação, ela própria, como direito).
 
Assim, tem de ser, obviamente, bem, e especialmente, fundamentados os resultados que gerem avaliações prejudiciais (Ex: abaixo do nível dito suficiente, isto é, bom), facto que geralmente não suscita dúvidas.
 
Mas também, e isto é generalizadamente esquecido, as que gerem avaliações mais elevadas que resultem em que, outros, que as tenham mais baixas, sejam excluídos da quota disponível para muito bons e excelentes. 
 
Se, tendo um nível de avaliação, mesmo de muito bom e excelente, alguém ficar excluído da quota e descer para a menção de bom tem, obviamente os seus direitos afetados. 
Além, de ter direito de reclamar da sua própria avaliação individual (que será alta e, por isso, sempre de difícil escrutínio) tem o direito de acesso e de escrutínio sobre a avaliação dos restantes, cuja avaliação, por terem sido avaliados com valores mais altos, é a causa da sua não inclusão na quota e descida de menção.
 
A ADD de cada um inclui 2 procedimentos conexos: a avaliação individual (1) e a ponderação das várias avaliações para inclusão ou não na quota (2).
A fundamentação do 2 é a agregação dos resultados do 1.
 
Assim, a correta e sólida fundamentação do 1, em especial dos casos em que os valores altos excluem outros no processo 2 (mesmo com valores altos, mas não suficientemente altos) é essencial e é escrutinável por reclamantes.
 
Isso foi lembrado aos avaliadores, no documento anexo, e recorda-se, agora, a todos os docentes por ser do seu interesse.
 
O texto anexo já foi divulgado em redes sociais e blogues, mas objeto de publicação apenas parcial, tendo sido truncadas, manipuladas com sublinhados e ocultadas partes essenciais à sua compreensão e devida contextualização.
 
Quem ler o texto original e comparar com as citações e comentários que dele foram feitos, percebe instantaneamente que, em alguns locais de divulgação, foi distorcido e manipulado.
 
O dever de fundamentação sustenta um direito dos que são avaliados e, por isso, é do interesse geral insistir nele.
Em algumas publicações refere-se que nelas não se identifica, nem o autor do texto, nem o agrupamento, porque a fonte o pediu, porque “terá receio de represálias.” Considera-se que essa visão constitui ela própria uma distorção bastante ofensiva.
Teve a virtude, contudo, de sinalizar que era útil remeter o texto integral a todos os professores, dado que a defesa da solidez da fundamentação dos processos de ADD, que resultam em exclusões, é de interesse geral. 
 
O texto não é secreto, nem confidencial e é autoexplicativo na sua indicação de que os avaliadores fundamentem bem a avaliação que produzem num determinado domínio específico. 
Por isso, se publica aqui, para que, transparentemente, em vez de ser comentado parcialmente e distorcendo-o, o possam analisar na sua totalidade e dele possam tomar conhecimento pela utilidade patente do que nele se refere.
A informação é remetida a todos os professores/as do agrupamento e deverá ser agendado, a cargo dos respetivos coordenadores, um debate sobre o tema nos órgãos de gestão (Departamentos e Conselho Pedagógico) onde será, como é habitual, neste agrupamento, debatido, em total liberdade e com possibilidade de se manifestar toda a dissidência fundamentada face ao seu teor.

Naturalmente, que o conteúdo e implicações do texto se mantêm vigentes (até porque se trata de uma lembrança do regime legal) e as reafirmo na sua totalidade.

 
Com os melhores cumprimentos,
 
O diretor do agrupamento

 

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Mas quem será, quem será… o ministro da Educação?

 

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A Educação e a natureza humana vistas pela OCDE – Santana Castilho

 

A OCDE apresentou um estudo (Back to the Future of Education. Four OECD Scenarios for Schooling), que estabelece cenários sobre o futuro da educação. Até 2040, a OCDE prevê um ambiente escolar imerso em inteligência artificial (IA) e realidade virtual, com o eventual desaparecimento dos professores, no máximo, e a presença de robôs, para os apoiar, no mínimo. Antes de estabelecer o cenário mais radical, a OCDE admite que os docentes se limitem a conceber conteúdos para serem administrados por robôs, em ambientes com grande redução de fronteiras entre as disciplinas, tal como as conhecemos. O desaparecimento dos sistemas de ensino existentes e a sua substituição por um misto de ensino doméstico e ensino online consta do cardápio futurologista.
O fim da instituição escolar tem sido múltiplas vezes decretado por arautos de pedagogias atrevidas. Mas é surpreendente ver este estudo vir a lume no momento em que vivemos, à escala mundial, um acontecimento único na nossa contemporaneidade: logo que milhões de alunos experimentaram os efeitos do fecho das suas escolas, milhões de pais clamaram pela reabertura das mesmas; os mesmos teóricos e políticos mensageiros da digitalização e do ensino mediado por máquinas acabaram por reconhecer que o ensino presencial e o papel dos professores são insubstituíveis. Insistir assim na omnipresença das tecnologias na escola talvez tenha menos a ver com a qualidade do ensino e mais com a diminuição do conhecimento, necessária à formação de sociedades passivas face aos interesses das mentes gananciosas dos tecnocratas que impulsionam os mercados. Para esses sujeitos, não passamos de máquinas imperfeitas, operadas por softwares cerebrais imperfeitos, que eles podem domesticar com recurso à IA. Esses sujeitos projectam em nós o seu vazio espiritual e o seu existir mecânico, insensível à liberdade, às emoções, à alma, ao belo e ao amor. Não suportam o livre arbítrio dos cidadãos e encaram-nos como meras peças de um enorme tabuleiro de xadrez global, que querem gerir com máxima eficiência e lucro.
Num eloquente livro (A Era do Capitalismo da Vigilância) Shoshana Zuboff refere-se às tecnologias digitais e à nova ordem económica em construção como facilitadoras de ataques à vida privada, à saúde mental das comunidades e à democracia. Aí se descreve, com arrepiantes detalhes, como a vigilância digital exercida sobre os mínimos passos das nossas vidas produz diariamente triliões de metadados, usados pelos novos ditadores para enriquecerem e dominarem os nossos comportamentos. Definitivamente, não quero que a Escola, a que dediquei os melhores anos da minha vida, caia nestas garras. Definitivamente, não quero ver a Escola a formar autómatos, em lugar de formar pessoas.
Há dias, foi notícia desesperantemente triste a morte por hipotermia de um homem de 85 anos, que permaneceu nove horas tombado numa movimentada rua de Paris, sem que ninguém o tenha socorrido. Os algoritmos que comandam as câmaras de vigilância das ruas de Paris não estarão programados para detectar os que tombam. Foi um sem-abrigo que encontrou o homem caído. Infelizmente tarde. Infelizmente, também, os investigadores sociais da OCDE continuarão a planear o futuro da Escola como coisa cada vez mais desumanizada.
Não me aflige que a ciência diga que temos menos genes que a batata e que muitos deles difiram pouco dos genes da mosca da fruta. Mas aterroriza-me a distopia ensaiada, segundo a qual humanos (governados por algoritmos) e máquinas se fundirão em prol da nossa evolução. E derrota-me pensar que muitos tecnocratas, ainda que apoiados pelo avassalador avanço da ciência, comecem a pôr em causa o próprio conceito de humanidade, admitindo que somos simples máquinas, sujeitos, como elas, às mesmíssimas manipulações tecnológicas. E derrota-me ainda mais ver que a ciência e a tecnologia se aliam cada vez mais ao mundo empresarial global para nos subjugar ao capitalismo digital. Com efeito, pese embora o tanto que a psicologia do desenvolvimento e a psicologia cognitiva nos têm decifrado, parece ser a simples natureza humana que explica a razão pela qual as crianças de tenra idade aprendem tantas coisas e de modo tão rápido, antes de saberem ler, escrever ou, sequer, falar.
In “Público” de 2.2.22

 

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Mude-se a escola para que regressem os professores – Paulo Prudêncio

 

É preciso eliminar a armadilha meritocrática na organização da avaliação e da gestão das escolas e perseguir a redução de alunos por turma como critério decisivo da avaliação da municipalização.

Mude-se a escola para que regressem os professores

“Em Nova Iorque, tutores privados para estudantes do ensino secundário cobram 600 a 1000 dólares (530 a 880 euros) por hora. Nas escolas privadas de elite nos EUA o investimento é de cerca de 75 000 dólares (66 200 euros) anuais por estudante, enquanto na escola pública é de apenas 15 000 dólares (13 200 euros). A desigualdade educacional é maior do que no Apartheid americano em meados do século XX. Nas universidades de elite é ainda mais dramático. As faculdades de Harvard, Princeton, Stanford e Yale matriculam colectivamente mais estudantes dos 1% mais ricos do que dos 60% inferiores”

Estes factos, apresentados por Daniel Markovits, professor na Universidade de Yale, são fundamentais para se perceber o aumento brutal das desigualdades educativas. Agrava-se ao concluir-se que o talento e o esforço não são tão decisivos no elevador social como o investimento financeiro. Como a elite investe quantias avultadas e inéditas na educação dos filhos, a diferença entre a classe rica e as restantes aumenta rapidamente em simultâneo com o empobrecimento da classe média; e uma classe média crescente, consistente e maioritária é decisiva na democracia.

Num assunto desta dimensão, Daniel Markovits escolhe o número de alunos por turma como a outra variável educativa que explica o aumento brutal das desigualdades. Por exemplo, a estrutura escolar que desde o pré-escolar desagua na Universidade de Princeton (financiada por uma fundação de caridade isenta de impostos mas que também usa fundos públicos) tem uma média colossal de oito alunos por turma. O primeiro passo na redução das desigualdades seria aumentar para dezasseis – um limite máximo aceitável – deixando oito vagas para os estudantes das escolas públicas da mesma zona geográfica, precedido, obviamente, do aumento do investimento na rede pública de escolas.

E centramos o debate se cruzarmos o que Joseph Stiglitz, Nobel da economia em 2001, descreveu no início do milénio como a exportação da “corrupção ao estilo americano que resultou na luta de classes contra os mais pobres, na depravação moral e na crise de 2007” com a tese de Daniel Markovits que conclui que o ideal meritocrático bloqueou a igualdade de oportunidades e criou uma aristocracia baseada no investimento em educação. Desde os anos oitenta do século XX que os EUA criaram uma hierarquia económica através de uma armadilha meritocrática sustentada em competições na escola e no trabalho que se alastrou às democracias ocidentais. Ou seja, o investimento financeiro acrescentou experiências curriculares mais prestigiadas que, num registo de bola de neve, tornaram a educação no factor determinante do aumento brutal das desigualdades.

Dá ideia que, no mundo global e com o peso das instituições norte-americanas, é muito difícil evitar que outras nações não caiam na desigualdade meritocrática. Mas nada se perde em discutir o assunto. Aliás, o que história nos ensina é que para onde caminharem os sistemas dos EUA irão mais lentamente os europeus. O Reino Unido já navega há muito nos mesmo mares das desigualdades educativas e da falta de professores e a França e a Alemanha vão-se aproximando. Por cá, a contaminação por estas políticas iniciou-se no início do milénio com mudanças bem identificadas na trágica quebra da solidariedade no ambiente escolar: avaliação, e precarização, dos professores numa degradante farsa meritocrática; modelo autocrático de gestão das escolas; rankings de escolas que serviram os interesses comerciais do ensino privado de elites; aumento do número de alunos por turma.

Chegados aqui, impõe-se a interrogação. E nada há a fazer?

Obviamente que há. Há mudanças sustentáveis que se devem dirigir a eixos nucleares com efeito aglutinador: alunos por turma, falta estrutural de professores e requalificação de escolas. Desde logo, eliminar a armadilha meritocrática na organização da avaliação e da gestão das escolas e perseguir a redução de alunos por turma como critério decisivo da avaliação da municipalização.

Por outro lado, pensar o futuro inclui a vigente pandemia. Uma centena dos principais especialistas mundiais em coronavírus exigem outro rumo, que denominam por Vacinas-Plus numa carta aberta à revista British Medical Journal, afirmando com clareza que o vírus se transmite por aerossóis – partículas expelidas ao falar ou respirar e que se mantêm no ar – e que é crucial ventilar e filtrar o ar. E se a pandemia destapou as desigualdades educativas, também o fez em relação à capacidade de sobreviver ao vírus. As zonas geográficas que concentram mais pobreza foram mais atingidas, porque estar horas a fio numa sala de aula com 8 ou 16 alunos é mais seguro do que fazê-lo com 30. Daí a inexactidão do discurso da escola é segura, quando o fundamental era a precaução em relação aos célebres 3 c´s (distanciamento físico – close-contact settings, such as close-range conversations – , arejamento dos espaços – closed spaces with poor ventilation – e aglomeração de pessoas – crowded places with many people nearby –) que aumentava em proporcionalidade directa com o rendimento financeiro.

Por fim, anunciou-se recentemente um investimento de 6 000 euros anuais por estudante na escola pública portuguesa. Foi de imediato considerado elevado e despesista com o argumento de que há empresas privadas de educação que conseguem um valor próximo dos 4 000 euros anuais por estudante, omitindo que o fazem com turmas numerosas (cerca de 30 alunos) e precarização de professores como eternos contratados com turmas sem fim – práticas que se alastraram à escola pública e que contribuíram para a falta estrutural de professores -. Por incrível que ainda pareça, esse argumentário inclui um dos instrumentos educativos mais desiguais: o datado e comprovadamente desastroso cheque-ensino.

Como se conclui, no mundo global é decisivo aplicar políticas que reduzam as brutais desigualdades educativas. Considerar em Portugal 18 alunos por turma no pré-escolar e no primeiro ciclo, 20 nos 2º e 3º ciclos e 22 no secundário (objectivos que devem ajudar a nortear a municipalização), e um investimento de 8.000 euros por estudante até 2030, é não só razoável como elementar para combater as desigualdades, e a fuga a ser professor, e consolidar a democracia.

 

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Despacho que fixa o número de vagas para a progressão aos 5º e 7º escalões a 100% (na MADEIRA)

 

DESPACHO CONJUNTO nº 11/2022 – Fixa o número de vagas para a progressão aos 5º e 7º escalões da carreira, dos docentes que reuniram os requisitos para progressão aos referidos escalões, em 100%.
“Nestes termos, ao abrigo do disposto no artigo 3.’ da Portaria nº185/20I8, de 5 de junho, determina-se o seguinte:
I – O número de vagas para a progressão aos 5º e 7º escalões da carreira, dos docentes que reuniram os requisitos para progressão aos referidos escalões, é fixado em 100%.
2 – A progressão dos docentes abrangidos pelo presente despacho produz efeitos a I de janeiro de 2022.”

 

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«Orçamento Participativo das Escolas» convida alunos a apresentarem propostas

 

E se te dessem a oportunidade de ajudar os teus colegas a recuperar do impacto da pandemia? E se, para isso, bastasse teres uma ideia e reunires apoiantes? São perguntas para os estudantes, no âmbito de mais uma edição do Orçamento Participativo das Escolas.
O #OPEscolas está de volta e, desta vez, traz uma novidade: integrado no Plano 21|23 Escola+, será tematicamente direcionado, desafiando os alunos a apresentarem propostas que relevem para a inclusão e para o bem-estar, com ações específicas que fomentem o envolvimento e a participação dos alunos mais vulneráveis.
Nesta nova edição1 estimula-se um olhar dedicado ao compromisso e envolvimento de todos na recuperação e na mitigação das desigualdades, tendo em vista a promoção de uma escola inclusiva e promotora de bem-estar individual e coletivo.
As propostas podem ser submetidas, a partir desta terça-feira e até ao final desse mês, no site do OPEscolas ou nas secretarias escolares. Depois, após os períodos de campanha e de debate, serão votadas no Dia do Estudante, que se celebra a 24 de março. O #OPEscolas pretende dar voz aos mais de 500 mil alunos do 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário, contribuindo para o alargamento dos direitos e da participação dos estudantes na vida da Escola.
Com esta iniciativa, o Ministério da Educação incentiva a participação cívica dos alunos e a tomada de decisão, fomenta a melhor compreensão do funcionamento das instituições democráticas e dos sistemas de votação, e estimula o espírito crítico e o debate, sem esquecer a promoção da literacia financeira.
Para executar as ideias vencedores, cada estabelecimento de ensino público recebe uma verba extra – um euro por aluno, com um limiar mínimo de 500€ – tendo já sido executadas milhares de propostas desde 2017, ano em que o Ministério da Educação implementou esta iniciativa.
Em situação de pandemia, tal como em todas as atividades que decorrem em ambiente escolar, seja no período de debates, de campanha ou de votação, serão mantidas todas as regras de segurança em vigor.

 

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Missiva de um diretor aos avaliadores internos

 

Ex.mos/as Senhores/as Avaliadores/as,
A SADD tem por função aferir as avaliações dos docentes para analisar e harmonizar as propostas dos avaliadores, garantindo a aplicação das percentagens de diferenciação dos desempenhos (quotas) como
determina a alínea e) do n.o 2 do artigo 12.o do DR 26/2012.
A colocação dos docentes nas quotas é um produto automático da ordenação das suas classificações, produzidas e decididas pelos avaliadores na aplicação dos critérios.
A SADD não tem o poder de alterar avaliações produzidas pelos avaliadores. Assim, a exclusão de docentes das quotas, na prática, não resulta de decisão da SADD, resulta da decisão agregada dos avaliadores, com base em critérios equitativos e que devem ser aplicados uniformemente.
Mas, mesmo não decidindo avaliações, a menção regulamentar à função de harmonizar implica que a SADD afira os dados que tem de ordenar e verifique a sua validade material e formal. Ora, por conhecimento experiencial da vida do agrupamento, constata-se que, na dimensão Participação na escola e relação com a comunidade, existem sensíveis discrepâncias e desarmonias na avaliação produzida pelos vários avaliadores.
A dimensão em causa nada tem a ver com aulas ou atividade letiva (avaliadas noutro item), mas, sim, com a participação dos avaliados nos mecanismos democráticos e operativos da escola e com a forma, qualidade e intensidade com que agem numa dimensão de construção da escola como comunidade, em que participam.
No fundo, dar aulas é uma face da avaliação (ponderada na dimensão que lhe é própria), mas o sistema pressupõe (na esteira do ECD) que os professores não têm como função apenas dar aulas mas têm outras atividades, a realizar nas escolas, entre elas agir como participantes (não apenas pela presença) na gestão e nos órgãos em que são membros, configurados pela legislação de gestão.
Assim, dado que a ADD é um ato administrativo, que está sujeito ao dever de fundamentação, solicita-se que, em relação ao(s) docente(s) que avaliou, elabore fundamentação específica no respeitante aos itens de Participação na escola e relação com a comunidade, isto é:
Participação na construção dos documentos orientadores da vida da escola;
Participação na conceção e uso de dispositivos de avaliação da escola;
Apresentação de propostas que contribuam para a melhoria do desempenho da escola;
Envolvimento em ações que visem a participação de pais e encarregados de educação e/ou outras entidades da comunidade no desenvolvimento;
Contribuição para a eficácia das estruturas de coordenação educativa e supervisão pedagógica, dos órgãos de administração e de outras estruturas em que participe.
Essa fundamentação, específica e detalhada, deve sustentar as classificações atribuídas, nomeadamente, as que elevem classificações acima do nível suficiente e deve ser construída por referência a elementos documentais, que os avaliados tenham indicado, que comprovem, sem ser de forma meramente declarativa ou vaga, a participação na construção de documentos orientadores, nos dispositivos de avaliação da escola, na elaboração de propostas (que se presume serem escritas ou estarem registadas, com referência temporal, em atas de reunião), do envolvimento em ações que devem estar descritas e ser localizáveis no tempo, etc.
Recorda-se que, nos termos do artigo 153.o, n.o 2, do Código de Procedimento Administrativo “equivale à falta de fundamentação a adoção de fundamentos que, por obscuridade, contradição ou insuficiência, não esclareçam concretamente a motivação do ato”. Isto vale quer para a subavaliação, quer para a sobreavaliação, que tenha efeitos sobre a esfera jurídica de outros.
A avaliação atribuída tem de ter base factual e não deve ser esquecido que, existindo quotas, a atribuição de classificação elevada, sem base factual que a fundamente, implica eventuais dificuldades na fase de reclamação e recurso.
Recorda-se que a existência de quotas implica a possibilidade de acesso dos excluídos delas aos dados dos restantes candidatos à quota e significa o potencial escrutínio contencioso das decisões tomadas em cada caso e a eventual requisição de acesso aos dados de fundamentação.
Na verdade, sobreavaliar um docente, sem fundamentação objetiva ou objetivável, significa subavaliar outros, na consequência, cuja avaliação até esteja correta, mas seja inferior à de outros inflacionada.
Num sistema em que as avaliações de uns jogam dialeticamente com as dos restantes, a avaliação de cada um não pode ser inflacionada porque tem efeitos na de outras pessoas (mesmo que essas sejam justamente avaliadas).
Além de tudo, excluir alguém de uma quota, com efeitos na sua carreira, por sobreavaliação sem fundamento é acrescentar injustiça a um sistema que tanto se diz ser injusto, mas que não mudando a sua natureza essencial não precisa de ter esse acrescento de injustiça.
Assim, até ao dia 31 de janeiro, todas essas avaliações devem ser revistas e justificados/fundamentados cada um dos itens acima mencionados. As mesmas devem ser remetidas ao Diretor até às 10h.

O Diretor do Agrupamento e Presidente da SADD

 

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Portaria n.º 66/2022 – Regulamenta as formações modulares certificadas

 

Regulamenta as formações modulares certificadas previstas na alínea f) do n.º 1 do artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 396/2007, de 31 de dezembro

Portaria n.º 66/2022

 

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Portaria n.º 65/2022 – introduz o curso básico de teatro para os 2.º e 3.º ciclos do ensino básico

 

Procede à primeira alteração à Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto, que regulamenta as ofertas educativas do ensino básico previstas no n.º 2 do artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na sua redação atual, introduzindo o curso básico de teatro para os 2.º e 3.º ciclos do ensino básico

Portaria n.º 65/2022

 

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O que poderemos esperar do Novo Governo na Educação

 

O diploma dos concursos está na forja e as negociações devem estar para começar mal o novo governo entre em funções. A intenção já tem mais de um ano, mas por esta ou por aquela razão não avançou.

O mapa dos QZP’s vai ser revisto. As áreas geográficas dos atuais QZP estão desatualizadas e colidem com a territorialização. Já aqui deixei um mapa do que pode ser, mais coisa menos coisa, o novo mapa.

E agora vamos entrar no que está na gaveta à espera…

A segunda alteração ao Decreto Lei 75/2008. A gestão das escolas, resultado da territorialização em curso, necessita de novas diretrizes e vai sofrer alterações.

Fruto do novo diploma de concursos e novas regras de recrutamento podemos, finalmente assistir ao desengavetar das regras da Pré-reforma dos docentes, mas nunca antes de dois anos.

O ECD e a carreira docente está na gaveta, mas a luz do Sol vinda da janela mais próxima está perto. A, ainda, ministra Alexandra Leitão e, certamente, futura ministra, já tem falado, esporadicamente, neste assunto. Sejamos francos, a atual carreira docente está desatualizada e desadequada em virtude da atual ADD. Poucos serão os docentes que entraram na carreira a partir de 2005 que terão a hipótese de, algum dia, alcançarem o topo desta carreira sem ultrapassarem a idade legal da reforma.

Durante 4 anos veremos muitas alterações na Educação. Se serão para melhor ou para pior? O tempo dirá.

Só uma coisa é certa. As reformas pedagógicas a que temos assistido pela mão do Sec. de Estado são para continuar a implementar e cimentar.

 

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Quem Será o(a) Próximo(a) Ministro(a) da Educação?

Com a obtenção da maioria absoluta pelo PS importa agora perceber quem poderá ser o próximo ministro da educação para os próximos 4 anos.
Os próximos três serão aqueles que mais probabilidades terão para ocupar a pasta da Educação.

Mas para além destes três possíveis candidatos ao lugar que obtiveram eleição como deputados também é possível que o atual secretário de estado, Dr. João Costa, seja uma das figuras com perfil para o lugar, visto ser de todos o que melhor conhece a atual pasta da educação para dar continuidade para um mandato de quatro anos.
O deputado Porfírio Silva, Membro da Comissão Permanente do PS responsável pela Educação e Ciência também poderia ser uma das figuras para ocupar o lugar, mas dificilmente sairá do seu lugar para ocupar esta pasta.

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Abertura de procedimento concursal simplificado –  França

 

Aviso de abertura de procedimento concursal simplificado (local) –  França– horário RPA31

Informam-se todos os interessados que se encontra aberto um procedimento concursal simplificado (local) destinado ao recrutamento local de 1 professor do ensino português no estrangeiro para o 1.º, 2.º CEB – língua francesa – horário a prover, em substituição, RPA31.

 

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“Ser professor é uma nobre profissão que deixou de ser apetecível e não está na moda”

 

Ser professor é uma nobre profissão que deixou de ser apetecível e, decididamente, não está na moda. Há hoje uma falta gritante de professores nas nossas escolas. Porque ganham mal, andam com a casa às costas e é, de facto, uma profissão de muito desgaste. E, depois, ainda não soubemos articular este dilema: é que temos escolas do século XIX, com professores do século XX e alunos do século XXI…

 

 

 

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Projeções com base em sondagem à boca da urna

 

 

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Nesta escola são só 14% dos alunos em isolamento, há escolas com mais

 

Mais de 14% dos 946 alunos, do pré-escolar ao 3º Ciclo, que frequentam o Agrupamento de Escolas José Régio, em Portalegre, encontram-se em isolamento devido à covid-19.

De acordo com os dados fornecidos à Rádio Portalegre pela diretora do agrupamento, Rute Sanguinho, dos 133 alunos que se encontram em isolamento, 68 estão infetados e os restantes coabitam com pessoas com a covid-19.

 

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Online, sem luz, com criatividade

 

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UM DILEMA MORAL EM DIA DE REFLEXÃO – Luís S. Braga

Uma dúvida sobre ADD.
E posta em abstrato, mas muito explicadinho, que os manipuladores com agenda própria e senso de justica desviado andam por aí.
E não tenho medo de represálias mas não gosto que façam de estúpido.
Estou no meu terraço (não tenho quintal) e estava a pensar nisto. O caso foi-me colocado no concreto na situação diabólica da ADD.
E como um destes dias ainda vou ser avaliador gostava de perceber a sensibilidade da opinião pública docente sobre a ética da coisa.
Em termos simples: é mais justo e ético os avaliadores de ADD realmente avaliarem com atenção ao real e aos factos ou inflacionarem as notas em massa, sem pensar que outros podem não o fazer, e daí resultar preferência na quota, que é limitada, para os que têm sorte de um avaliador laxista?
Se houver um item a avaliar, formulado assim:
“Apresentação de propostas que contribuam para a melhoria do desempenho da escola”
é justo avaliar nele alguém com 9,8, se não apresentou proposta nenhuma nem há registo nenhum disso? Quem não fez nada nesse ou noutro item a avaliar é justo que tenha 9,8? Porque não dar logo 10?
Só porque o avaliador decidiu dar uma porreiraça nota alta, sem pensar nas consequências para outros, que concorrem para a mesma quota, e para quem isso resulta em exclusão, por terem sido avaliados por outro avaliador, justo mas não porreirinho, pelo concreto do que fizeram e não por um valor mandado ao ar?
E que com avaliação semelhante foram avaliados por aquilo que realmente conta no item e não com base num critério “apetece-me e os outros que se lixem que o” meu” vai para a quota.”
E será justo que a quota injusta fique ainda mais para que essa pessoa, que nada fez nesse item e noutros, passe à frente de outros, cujo avaliador até foi justo, mas não semeou 9 a eito e deu eventualmente 8 ou 8,5 a quem só apresentou uma proposta ou 2?
Entra-se e sai-se da quota pela nossa nota em valor absoluto e pela sua posição relativa na ordem das notas todas…..
O que acham mais justo? É fácil opinar de lado quando não se está mergulhado na injustiça de decidir.
Se fossem avaliadores o que acham ético fazer-se?
Mas como todos os professores estão nela e a ADD acontece todos os anos….
PS: e o caso não me envolve, que eu não posso ter mais que bom… Escolhi que seja assim. Terei aulas observadas, mas como estou subdiretor, não me habilito a comer a quota de ninguém (já sei que vou para a lista de espera do 5º escalão com o dito bom).

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Só há quatro agressões por dia nas escolas participadas

Dados da PSP e da GNR mostram que o número de ofensas corporais dentro das instituições aumentou face a 2020 e diminuiu face a 2019.

Há quatro agressões por dia nas escolas

Os núcleos da Escola Segura da Polícia de Segurança Pública (PSP) e da Guarda Nacional Republicana (GNR) registaram 431 agressões em ambiente escolar ao longo do primeiro período deste ano letivo. Feitas as contas, entre 1 de setembro e 15 de dezembro de 2021 houve, em média, quatro ocorrências por dia nas escolas. O número de agressões no primeiro período é superior aos casos registados no período homólogo de 2020 (houve 390 registos) e menor face a 2019 (531 casos). Amanhã, assinala-se o Dia Internacional da Não Violência e da Paz nas Escolas.

A maioria das ocorrências passaram pelas mãos de agentes da PSP. Entre setembro e meados de dezembro, a PSP registou “361 ocorrências com ofensas corporais” nas escolas. Em 2020, nos primeiros três meses de aulas, tinham sido registados 312 casos e, em 2019, 531 situações. Já a GNR registou “70 agressões em ambiente escolar” no primeiro período, menos oito do que em igual período de 2020.

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Violência escolar, um flagelo que não pára de aumentar

Metade das crianças e jovens que frequentam a escola em Portugal já foi alvo de bullying.

Os rostos das vítimas da violência escolar: um flagelo que não pára de aumentar

Metade das crianças e jovens que frequentam a escola em Portugal já foi alvo de bullying. Os números são assustadores e demonstram um flagelo que já não é de hoje e que não tem párado de aumentar. O Investigação CM dá voz às vítimas da violência escolar numa iniciativa que tem como objetivo de trazer para a esfera pública este fenómeno preocupante.

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Lista Colorida – RR19

Lista Colorida com candidatos colocados e retiradod da RR19.

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352 Colocados na RR19

Foram colocados 352 contratados na Reserva de Recrutamento 19, distribuídos de acordo com a tabela seguinte:

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Os expectáveis… ministeriáveis

 

Rui Rio apontou, esta sexta-feira, alguns nomes ministeriáveis. Entre os nomes surgiu o expectável David Justino para a pasta da Educação.

Já António Costa não anunciou nomes, embora, também, seja expectável que o Tiago não continue na pasta e seja substituído por um dos elementos da sua equipa.

 

 

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Reserva de recrutamento n.º 19

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 19.ª Reserva de Recrutamento 2021/2022.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 31 de janeiro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 01 de fevereiro de 2022 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 19

Listas – Reserva de recrutamento n.º 19

 

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AS PROPOSTAS DOS PARTIDOS PARA A EDUCAÇÃO

 

O PS aposta na formação de professores em várias valências e ao longo do percurso profissional. Para docentes e também alunos, quer apostar no desenvolvimento de competências digitais.
Para a população adulta fica a promessa de aprofundar o Programa Qualifica. Os socialistas querem ainda reabilitar as residências escolares, torná-las gratuitas durante a escolaridade obrigatória e prometem estudar a possibilidade de poderem acolher professores deslocados.

O PSD quer duplicar o número de alunos em residências estudantis até 2026 e para isso quer ampliar a cobertura nacional de residências. Os sociais democratas defendem ainda a universalização da creche e jardim de infância, dos 6 meses aos 5 anos, a eliminação progressiva das turmas mistas com mais de dois anos de escolaridade e provas nacionais no final de cada ciclo. No programa do PSD está ainda prevista a Reforma do Ensino Profissional e a recuperação do tempo de serviço dos docentes para efeitos de aposentação.

O PCP quer combater a carência de professores e a precariedade docente. O partido tem também como metas contratar 6 mil trabalhadores não docentes, reduzir o número de alunos por turma, eliminar as propinas e reforçar a Acção Social Escolar no Ensino Superior. Os comunistas pretendem ainda dinamizar um programa de construção de residências públicas para estudantes.

Também o Bloco de Esquerda quer aumentar o número de residências universitárias, assim como acabar com as propinas nas licenciaturas. O Bloco quer também que seja possível aos professores reformarem-se mais cedo sem serem penalizados, terem melhores condições de trabalho e a progressão na carreira. O programa do BE prevê ainda uma compensação para os professores que têm de ir trabalhar para longe das suas casas.

O Livre quer garantir a efetiva gratuitidade no sistema de ensino público e assegurar a escola pública como uma opção viável desde os 4 meses. O partido quer ainda dignificar os professores, reforçando e facilitando a formação dos profissionais da educação, garantindo o rejuvenescimento dos quadros dos professores, criando um concurso extraordinário para combater a precariedade e a falta de professores.

O PAN propõe adaptar o modelo escolar ao século XXI, valorizar os profissionais da educação, aproximar a Escola da natureza e promover a educação para o bem-estar animal.

O CDS quer estabelecer o modelo de “cheque-ensino”, tornar opcional a disciplina de Cidadania. Os democratas cristãos defendem ainda atribuição de um subsídio de deslocação e habitação para todos os professores deslocados.

O Chega aposta no combate à indisciplina, quer menos burocracia para professores, exames nacionais, simplificação de currículos e autonomia para as escolas.

Também a Iniciativa Liberal defende a autonomia das escolas e a liberdade de escolha entre escolas públicas e privadas através de um cheque-ensino suportado pelo Estado. O partido propõe ainda a reforma do sistema de contratação de docentes nas escolas públicas, combate ao abandono escolar e garantia de acesso universal a creches e educação pré-escolar. No ensino superior a iniciativa liberal quer autonomia para as universidades definirem o seu modelo de governo, escolherem alunos e não estarem dependentes de resultados académicos do ensino secundário.

R.I.R defende a facilitação da rede de apoio aos pais e educadores desde os 4 meses, integrando as creches no ensino público gratuito e aumentar o número de vagas nos jardins de infância, criar estruturas gratuitas de ocupação de tempos livres, promover a cidadania e a multiculturalidade e o seu respeito, incentivar o ensino artístico e da programação, integrar temas como a sustentabilidade, sexualidade, retórica, etc., desde cedo, assim como, profissionais de saúde nas escolas, nomeadamente nutricionistas  e a deteção precoce de problemas de desenvolvimento da linguagem e da numeracia, pretende reforçar o ensino da matemática e a orientação vocacional dos alunos bem como, o ensino do português junto das comunidades emigrantes.

 

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Escola com 300 estudantes positivos à Covid-19

 

Agrupamento de Escolas Ginestal Machado com mais de 300 estudantes positivos à Covid-19

O Agrupamento de Escolas Ginestal Machado vai realizar um testagem massiva a todos os seus alunos no próximo dia 1 de Fevereiro, nas instalações da escola secundária Ginestal Machado, em Santarém.

Segundo uma nota informativa a que o Correio do Ribatejo teve acesso, neste momento o agrupamento tem mais de 300 alunos positivos à covid-19, razão pela qual o estabelecimento de ensino vai avançar com a acção de testagem, sendo que os alunos que estiveram infectados nos últimos 180 dias estão fora desta medida.

 

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30.000 alunos sem professor a uma ou mais disciplinas

 

Horários a concurso permitem estimar que, nas escolas públicas, 30 000 alunos estejam sem as aulas todas

No privado, o problema é semelhante, contudo, é ocultado e, que se conheça, nem a Inspeção age, como era seu dever

Sem ter em conta as situações de isolamento por Covid-19, que o Ministério da Educação continua a ocultar, e o que se passa nos colégios privados, onde o problema é escondido, ontem, 26 de janeiro de 2022, o número de horas em concurso de contratação de escola era de 5802, sendo necessário recuar a meados de outubro para encontrarmos número mais elevado. Estas 5802 horas distribuem-se por um total de 469 horários a concurso, estimando a FENPROF que sejam afetados pela falta de professores cerca de 30 000 alunos, se considerarmos que, em média, cada 4 horas a concurso correspondem a uma turma sem professor e que estas, também em média, têm apenas 20 alunos.

Estas contas não incluem, como atrás se refere, os casos de isolamento devido à Covid-19, pois sendo este de 7 dias, dos quais só 5 são úteis, as escolas têm de encontrar, internamente, forma de garantir a substituição por serem ausências de curta duração. Também não incluem o que se passa nos colégios privados, pois, neles, a falta de professores (que também já não é pontual, tendo-se agravado nos últimos anos) é um problema que, em muitos, já atinge níveis superiores ao das escolas públicas. Isto acontece porque, em 2015, a associação de empregadores impôs a caducidade do Contrato Coletivo de Trabalho que mantinha com a FENPROF desde 1974 e, com o apoio dos sindicatos da UGT, aprovou um CCT que criou uma situação ainda mais negativa para os docentes do ensino particular e cooperativo (no salário, na carreira, nas condições de trabalho…) do que aquela que se vive no ensino público. O resultado foi o esperado: centenas de docentes do ensino privado, ano após ano, principalmente nos últimos 3 anos, concorreram e foram colocados em escolas públicas. Em relação à falta de professores, os colégios e a sua associação representativa ocultam os números e procuram, muitas vezes de forma que roça a ilegalidade, disfarçar o problema. A FENPROF considera que caberia à Inspeção (IGEC) verificar como está a ser “resolvido” o problema nos colégios, mas não acredita na ação de uma entidade que deixou de prestar contas à comunidade educativa e de responder aos pedidos de informação que lhe são dirigidos.

Retomando a situação nas escolas públicas, a falta de professores nas escolas, que se agrava, neste final de janeiro, com um grande aumento do número de horários a concurso, era esperada e para ela contribuem diversos fatores, tais como:

– A crescente falta de professores, problema desvalorizado por sucessivos governos, desde o de Passos Coelho, que aconselhava os professores a emigrarem, por não serem necessários, ao atual, cujo ministro, ainda há dois anos, considerava que estávamos perante problemas pontuais explorados por jornalistas e sindicalistas;

– O envelhecimento dos profissionais docentes, com o número de aposentações a aumentar todos os anos e muitos a contraírem doenças, em muitos casos graves e de caráter prolongado;

– Os elevados níveis de exaustão que atingem milhares de docentes, sujeitos que estão a horários que ultrapassam, em muito, os limites fixados na lei, que são alvo dos mais variados abusos e manipulações na distribuição de atividades pelas componentes letiva e não letiva do horário; como se isso já não fosse suficientemente desgastante, a muitos foram, ainda, atribuídas mais turmas e horas de trabalho extraordinário para colmatar a falta de professores nas escolas.

A FENPROF há muito que alerta para a previsível falta de professores e, por várias vezes, apresentou propostas para dar resposta imediata e prevenir o futuro. A resolução deste problema não passa por substituir docentes por robôs, mas por restituir atratividade a uma profissão que, na última década e meia, tem vindo a ser alvo de políticas que a têm desvalorizado e de campanhas levadas a efeito pelo poder político para que tal desvalorização também tenha lugar no plano social. Essas políticas levaram ao abandono da profissão de milhares de jovens já formados e à fuga, dos que terminam o ensino secundário, aos cursos de formação de docentes.

Não é tarde para resolver o problema, porque nunca é tarde para encontrar soluções, contudo, se, num futuro próximo, nada for feito, o problema agravar-se-á ainda mais, dado o elevado número de docentes que se aposentarão até final da década. Pensar que será com aposentados que se dará resposta a esta situação é uma completa ilusão, pois, sendo verdade que os professores no ativo anseiam por se aposentar, não consta que quem já se aposentou anseie por regressar à atividade.

Será a pensar no futuro que, após as eleições, a FENPROF se dirigirá ao futuro poder político: à Assembleia da República entregará, logo que os deputados tomem posse, uma Petição, que já ultrapassou largamente as assinaturas necessárias, em que se exigem medidas que revalorizem a profissão docente e, assim, se recuperem os que a abandonaram, e se atraiam os mais jovens para a formação inicial; ao futuro governo, em particular, à nova equipa ministerial, será entregue um abaixo-assinado com as mesmas exigências, mas, também, propostas concretas, com as quais se pretende iniciar processos negociais de que resultem soluções, processos esses que o atual ministro, há anos, bloqueou, levando ao agravamento de todos os problemas.

 

O Secretariado Nacional da FENPROF

 

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Escolas recebem portáteis sem internet

 

Os computadores comprados pelo Governo através do programa Escola Digital estão a chegar às escolas sem os prometidos dispositivos para ligação à internet. O problema está a atrasar a entrega dos portáteis a alunos e professores, porque há escolas que preferem esperar pelos kits antes de entregar e têm centenas de computadores armazenados.

Escolas recebem portáteis sem internet

 

 

 

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Assistentes Técnicos e a sua insatisfação com a sua carreira a desaparecer

 

Assistente Técnico 

Com o passar dos anos tem-se vindo a verificar uma descredibilização, um completo desinteresse pela Carreira dos Assistentes Técnicos. 

Temos assistido a uma aproximação vertiginosa da nossa carreira à Remuneração Mínima Mensal Garantida (RMMG). 

Conforme o Diário da Républica um Assistente Técnico exerce funções de natureza executiva, de aplicação de métodos e processos, com base em diretivas bem definidas e instruções gerais, de grau médio de complexidade, nas áreas de atuação comuns e instrumentais e nos vários domínios de atuação dos órgãos e serviços.” 

O grau de complexidade inerente à nossa carreira e função exige diferenciação para as demais, não sendo aceitável que esta situação se continue a verificar. Notando-se assim descontentamento e desmotivação, que obviamente se poderá refletir na produtividade dos serviços e no próprio bem-estar dos colaboradores, uma vez que não nos sentimos remunerados de acordo com as funções que exercemos, tendo em conta a discriminação de que estamos a ser alvos. 

Como é possível que em 13 anos a RMMG tenha aumentado 255€ e a remuneração da Carreira de Assistente Técnico apenas tenha atualizado 26,33€? 

Portugal tem prevista uma inflação de 1,7% em 2022 e aumentam os ordenados em 0,9%? 

Os Assistentes Técnicos perderam completamente o poder de compra que tinham em anos passados passando a ser considerados classe baixa. 

Chega a ser humilhante e inaceitável a não atualização das posições remuneratórias da Carreira de Assistente Técnico face à atualização do salário mínimo nacional, uma vez que neste momento o que nos distingue são apenas 4,46€. 

Onde está a justiça e a equidade? 

Onde está a Igualdade de Direitos e de Oportunidades? 

Deveria manter-se a mesma distância de vencimentos que existia em 2009 (entre o salário mínimo nacional e a 1ª posição remuneratória da Carreira de Assistente Técnico, isto é, 233,13€). 

Posto isto, a base da Carreira de Assistente Técnico deveria ser a correspondente à atual posição 5, ou seja, 955,37€, pois só desta forma se mantém a justa e correta equidade entre as carreiras, respeitando a complexidade inerente às funções de cada carreira obedecendo aos níveis definidos no sistema remuneratório da Administração Pública para as carreiras gerais em 2009. 

Apesar desta carreira não possuir a representação de outros grupos profissionais em termos de efetivos, estamos conscientes da fragilidade da nossa situação profissional, que tem vindo a degradar-se continuamente, pelo que apelamos ao sentido de justiça e reconhecimento profissional. 

Somos igualmente importantes para o bom funcionamento de qualquer instituição e também contribuímos para que haja uma procura incessante de excelência na prestação do serviço público. 

O que se pretende é uma carreira bem estruturada e que responda às expectativas dos profissionais, por forma a sentirem-se motivados e remunerados de acordo com as funções mais diferenciadas que desempenham. 

O topo da carreira não deveria ser uma miragem, mas sim uma possibilidade alcançável.  

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Ser Professor é isto…

 

 

Qualquer professor é como o professor, Chen Rongqiang, ao chegar à sala de aula com ar cansado, coloca um sorriso no rosto antes de enfrentar uma sala repleta de alunos.

 

 

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QUEM SE PREOCUPA COM OS ALUNOS?

 

Faltam cerca de 5 meses para o exame nacional de Física e Química A. Alguém sabe se o exame vai ser obrigatório para concluir a disciplina? Ou se apenas vai ser necessário realizar o exame como prova de ingresso? O exame vai medir o que deve ser medido, ou seja, o trabalho desenvolvido por alunos e professores durante dois anos de aprendizagens (10.º e 11.ºs anos)? Não se sabe.

Os alunos que vão ser sujeitos a exame (ou não!) não sabem. Nada, nadinha! Quem se preocupa com os alunos? O Instituto de Avaliação Educacional (IAVE)? Não. O Ministério da Educação (ME)? Não. Aliás, o ME clama pela flexibilidade curricular e depois “é o que se vê”.

As Sociedades Científicas, Sociedade Portuguesa de Física(SPF) e Sociedade Portuguesa de Química (SPQ)? Não. Os revisores e consultores das provas de avaliação externa? Não. Concluindo, quem tem responsabilidades nesta matéria, avaliação externa dos alunos do ensino secundário, não está (nunca esteve) preocupado com os alunos. E nada de novo se passa. O mesmo tem acontecido relativamente a várias outras questões, metas curriculares/aprendizagens essenciais, calculadoras (gráficas, calculadoras científicas e
depois calculadoras gráficas em modo de exame) e por aí adiante. Quem fica prejudicado? Os alunos. Quem fica mesmo muito prejudicado? Os alunos mais desfavorecidos. Relativamente às Atividades Laboratoriais (AL), são trabalhadas 25 AL em dois anos (10.º e 11.ºs anos). Mesmo assim, conforme tem acontecido na maioria dos exames dos  últimos anos, os alunos devem saber aplicar as competências desenvolvidas na
interpretação de resultados experimentais, independentemente de terem realizado, ou não, a experiência cujos resultados lhes sejam apresentados. Faz sentido?

A partir de 2017, os exames têm tido um nível de complexidade cada vez maior. Observa-se uma certa tendência para a apresentação de itens com contextos históricos/sociais, que são muito interessantes e, por essa razão, muito elogiados pelos pares, sobretudo os que não lecionam o ensino secundário, portanto, não trabalham com os alunos deste nível. No entanto, a própria SPF reconhece nos pareceres que publica (da SPQ não se sabe nada!) que alguns desses itens são “mais adequados para provas de Olimpíadas” (2018) ou que “a maior parte dos alunos de 11.º ano não têm maturidade suficiente para, a partir das instruções dadas, chegarem ao gráfico de 𝑑=𝑓(𝑡) ou de 𝑑=𝑓(𝑉2) (2020) ou ainda “que corresponde a uma experiência cuja interpretação exige uma maturidade científica que não corresponde ao nível etário de alunos de 11.º ano, além de não ser trabalhada em sala de aula” (2021). Mesmo no exame de 2020, com adaptações devido à pandemia, alguns itens têm uma complexidade elevada mas, por serem opcionais, não tiveram repercussões
nas classificações.

Em geral, são apenas analisadas as médias dos exames dos alunos internos, o que acaba por dar uma visão distorcida da realidade. Como é possível verificar, através das distribuições das classificações (em anexo), a média destes alunos, que frequentaram a disciplina, até pode ser positiva mas as classificações mais frequentes são bem inferiores a 10 valores. Nos anos de 2020 e 2021 já não é possível fazer essa distinção entre alunos internos e externos, pois o exame não foi necessário para conclusão da disciplina.

Em 2020, os alunos que estiveram confinados de março a maio, mas que acabaram por regressar à escola para terem aulas presenciais até ao final de junho, contaram com um exame adaptado em que os itens mais complexos não eram obrigatórios. Em 2021, (pasme-se!), após 2 confinamentos, sendo que no primeiro, quando frequentavam o 10.º ano, nem voltaram a ter aulas presenciais, os alunos foram confrontados com exames com um número de itens obrigatórios muito superior e de complexidade elevada, com alguns
itens mal redigidos e até com erros científicos. Faz sentido? É justo? A média foi negativa, 9,8 valores, próxima de 10, mas, mais uma vez, as classificações mais frequentes foram muito inferiores, como foi possível antever, logo no dia do exame.

Somos a favor de exames nacionais, de uma avaliação externa com regras claras e conhecidas com tempo. Defendemos que os exames devem medir o trabalho desenvolvido por professores e alunos durante dois anos, ou seja, dois anos de aprendizagens, o que não é “coisa pouca”. Só assim é possível conseguir uma avaliação externa com validade (“medir o que deve ser medido”). Ou seja, uma avaliação externa que permite classificar alunos com justiça e, simultaneamente, regular o processo ensino/aprendizagem.

O que esperar para 2022? Não sabemos!

23 de janeiro de 2022
Professores de Física e Química

 

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Recenseamento 2022 – Reanálise

 

Encontra-se disponível até às 18 horas de dia 31 de janeiro de 2022 (hora de Portugal continental), a aplicação informática Recenseamento 2022 – Reanálise, que permite efetuar a análise das reclamações efetuadas pelos docentes e técnicos, alteração de dados anteriormente inseridos e/ou inserir novos docentes e técnicos.

SIGRHE

 

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“Não, não vou por aí!”

Por outras palavras, a Classe Docente sofreu o maior vilipêndio de que há memória em 2017 e, como se isso não bastasse, viu-se obrigada a executar um ininterrupto trabalho insano, principal consequência de tão prolixo “pensamento iluminado”.  No geral, as escolas funcionam num regime ditatorial, como se fossem infernais “rodas de hamster”, sem consciência, sem senso e sem pensamento crítico e, em 6 anos de Legislatura, nunca o Governo encetou qualquer diligência no sentido de revogar o actual modelo de gestão.

“Não, não vou por aí!”

Breve resumo dos últimos 16 anos de Governação em Portugal:

 – Após cerca de 6 anos de Governação por José Sócrates, o país afundou no descalabro financeiro que conduziu à bancarrota. Ao longo desses 6 anos, houve muita “festa”, paradigmaticamente ilustrada pelo Programa da Parque Escolar E.P.E.; houve dinheiro dos contribuintes injustificadamente gasto a rodos em variados sectores; houve muito dinheiro despendido em negócios e contratos altamente duvidosos e inequivocamente ruinosos; houve, enfim, um endividamento insustentável.

E foi tão grande a “festa” que só a Parque Escolar terá delapidado a astronómica quantia de 2,3 mil milhões de euros, para reabilitar pouco mais de 150 Escolas Secundárias, segundo dados divulgados pelo Tribunal de Contas em 2017.

 Na Educação, houve o Decreto-Lei nº 75/2008 de 22 de abril que instaurou a Ditadura nas escolas. Depois desse Decreto, as escolas regrediram “às trevas” e mergulharam na opressão e no obscurantismo, de onde nunca mais conseguiram sair.

 De resto, os principais responsáveis pelos desvarios cometidos nessa época, continuam a passear-se alegre, faustosa e impunemente por aí, sempre muito ufanos e cheios de si;

 – Seguiram-se 4 anos de Governação por Passos Coelho/Paulo Portas, pautados pela imposição de medidas da Troika, por força do pedido urgente de ajuda financeira externa, carimbado por José Sócrates e Teixeira dos Santos.

 Não satisfeitos com as inevitáveis medidas restrictivas e de contenção orçamental exigidas pela Troika, como condição para se efectivarem as várias tranches do respectivo empréstimo financeiro, Passos Coelho/Paulo Portas e Vítor Gaspar/Maria Luís Albuquerque, numa atitude “mais papista do que o Papa”, teimaram em ir além desses constrangimentos, deixando a maior parte do país a “pão e água”, obrigando muitos a emigrar, em particular jovens com formação académica superior.

 Na Educação, e pelas missivas de Nuno Crato, assistiu-se a uma obsessão por Exames, sem qualquer consequência positiva, em termos de melhoria do Sistema Educativo. E houve polémicos Contratos de Associação, estabelecidos entre o Ministério da Educação e Ciência e vários Estabelecimentos de Ensino Privado, danosos para o erário público;

 – Nos últimos 6 anos, o país foi governado pela coligação PS, BE e CDU, teoricamente de Esquerda, mas na prática muito pouco de Esquerda. As expectativas, inicialmente positivas, foram absolutamente goradas, sobretudo pela incompetência demonstrada por vários Ministros, aliada à obstinação, arrogância e prepotência políticas.

 Em 2017, ficou bem demonstrado que o PS não tinha como prioridade as pessoas, nem a melhoria dos seus salários ou das suas condições socioeconómicas, como seria de esperar de um Partido que se auto-intitula de Esquerda.

Como exemplo disso, e de forma injusta, sem precedente ou paralelo na restante Função Pública, viu-se na Assembleia da República a votação expressiva do PS, no sentido de subtrair à Classe Docente mais de 9 anos de tempo de serviço, com implicações definitivas e prejuízos irrecuperáveis ao longo da respectiva Carreira, nomeadamente em termos de salário e das inerentes repercussões socioeconómicas.

 Também não se esperaria que, em vez do anterior, um Governo, dito de Esquerda, desse primazia à injecção de milhões de euros num Banco (no caso, o Novo Banco), criado para esconder ou, no mínimo, disfarçar, a falência e as muitas imparidades deixadas pelo Banco Espírito Santo e que se constituíram como o maior desfalque de sempre ao erário público português.

 Medidas efectivas de combate à corrupção e ao enriquecimento ilícito também não se viram durante os 6 anos dessa Governação de Esquerda.

 Em 6 anos de Geringonça, o Governo de António Costa comportou-se quase sempre de uma forma sobranceira, típica de quem se considera intocável e acima de qualquer crítica ou julgamento.

 O BE e a CDU andaram grande parte do tempo a desempenhar o papel de “agente duplo”: ora fazendo de conta que eram oposição, ora estando alinhados com os intuitos do Governo, maioritariamente suportado pelo PS.

 Ao consumar-se o “divórcio” entre os Partidos da coligação, pela não aprovação do Orçamento de Estado 2022, o PS sacou do discurso da vitimização, como se fosse um parceiro traído e enganado. Como na maior parte dos divórcios, atribuem-se, agora, culpas recíprocas, sem que nenhum dos parceiros assuma as respectivas falhas ou responsabilidades.

 Durante esses 6 anos de Governação, as políticas do Ministério da Educação foram sucessivamente dominadas pelo “pensamento iluminado” de várias “eminências pardas” que, em prol da fantasia e de ideias delirantes, ajudaram a transformar a Educação num misto de incoerência, desacerto e alucinação.

 Por outras palavras, a Classe Docente sofreu o maior vilipêndio de que há memória em 2017 e, como se isso não bastasse, viu-se obrigada a executar um ininterrupto trabalho insano, principal consequência de tão prolixo “pensamento iluminado”.  No geral, as escolas funcionam num regime ditatorial, como se fossem infernais “rodas de hamster”, sem consciência, sem senso e sem pensamento crítico e, em 6 anos de Legislatura, nunca o Governo encetou qualquer diligência no sentido de revogar o actual modelo de gestão.

 E não há como escamotear ou ignorar que em 2008 (instauração da Ditadura nas escolas) e em 2017 (subtracção de mais de 9 anos de tempo de serviço à Classe Docente) estavam em funções Governos apoiados pelo PS, supostamente de Esquerda. E aqui não há lugar para interpretações subjectivas, trata-se de uma constatação factual.

 Dezasseis anos de sucessivas governações falhadas causaram um evidente descontentamento generalizado e abriram espaço para o aparecimento do radicalismo de Extrema Direita, de que é exemplo o grupo de indivíduos, auto-denominado “Chega”.

 Esse grupo de indivíduos, movido por um conjunto de chavões populistas, parece disposto a soterrar e terraplanar algumas das principais conquistas da Democracia, instaurada em 25 de Abril de 1974, nomeadamente o Princípio da Igualdade, patente no Artigo 13º da Constituição da República Portuguesa:

 – “Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei”;

 – “Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual”.

 Abrir mão desse Princípio, ou de alguma parte do mesmo, é abrir mão de tudo o resto, convirá ter consciência disso. Os atropelos à Igualdade não acontecem só aos outros. Pelos mais variados motivos e circunstâncias, qualquer um de nós pode, em algum momento, ver-se confrontado com o desrespeito por esse seu Direito.

 Lembrando as palavras de Bertolt Brecht: “Agora levaram-me a mim, mas já é tarde, como não me importei com ninguém, ninguém se importa comigo“.

 Todos os Partidos do actual espectro político nacional se afirmam como defensores dos Fundamentos e dos Princípios da Democracia, esperando-se assim que, após as eleições do dia 30 de Janeiro, e sejam quais forem os resultados apurados, nenhum deles caia na tentação e no ludíbrio de se aliar a um grupo de indivíduos que, pelos indícios existentes, não honrará nem respeitará tais convicções políticas. Se alguém o fizer, perderá a credibilidade e idoneidade.

 Resumindo o que penso sobre qualquer radicalismo político: “Não, não vou por aí!”; “Não sei para onde vou, sei que não vou por aí” (José Régio, Cântico Negro).

 (O silêncio dos que se abstêm, optando por não votar, enfraquece a Democracia e retira legitimidade a reclamações posteriores…).

 

(Matilde)

 

 

 

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The Benefits of Having a College Degree

 

Muitas pessoas começam a planejar suas vidas em uma idade jovem. Na maioria das vezes, seu plano inclui obter um diploma universitário. Enquanto alguns preferem trabalhar no momento em que se formam no ensino médio, há aqueles que preferem seguir seu ensino superior e obter um diploma em consonância com sua carreira escolhida.

Embora custe muito dinheiro, ter um diploma universitário tem inúmeras vantagens. Aqui estão alguns deles:

Mais chances de conseguir um emprego

Vamos encarar. Os empregadores querem que seus empregados sejam bem educados. Ter um diploma serve como sua passagem para conseguir empregos bem remunerados, especialmente se você se formou com cores voadoras. Além do seu diploma, os empregadores também estão interessados em suas experiências quando você ainda estava na escola. Por exemplo, você escreveu para a publicação da escola? De que clubes você fazia parte? Onde você fez seu estágio? Eles querem saber mais sobre você e como você pode contribuir para a empresa deles.

Maior potencial de ganho

Uma das vantagens mais óbvias de ter um diploma é o fato de que você pode ganhar mais do que aqueles que não se formaram na faculdade. Por exemplo, se você está se candidatando a um cargo de nível básico, você pode negociar por um salário inicial mais alto em comparação com alguém que é um graduado do ensino médio. Outro exemplo é que se você está na indústria de acompanhantes, você pode se juntar ao pool de escoltas de elite aberdeen com o seu diploma. Muitos clientes estão procurando acompanhantes profissionais que se formaram na faculdade e estão dispostos a pagar mais do que a taxa média.

Mais oportunidades de carreira

Você tem planos de trabalhar para empresas multimilionárias? Você quer trabalhar ou estudar no exterior? Você está interessado em conseguir uma promoção o mais rápido possível? Ter um diploma pode ajudar. Muitas empresas contratam pessoas com diplomas porque veem seu valor. Na verdade, há aqueles que recebem imediatamente ofertas de emprego de empresas

de prestígio após a graduação, especialmente se eles estão cientes de sua formação e experiências educacionais. Aqueles com diploma também podem ter a chance de ganhar bolsas de estudo no exterior para continuar seus estudos ou trabalho. Enquanto isso, você também pode melhorar suas chances de ser promovido fazendo um pós-bacharelado ou fazendo outro curso para melhorar o que você já aprendeu.

Usis de benefícios de emprego

Além de ser mais bem pago, ter um diploma qualifica você para empregos que proporcionam mais benefícios. Você pode aproveitar os cuidados de saúde e investimento em aposentadoria, subsídio de viagem, empréstimos, descontos comunitários e muito mais. Infelizmente, esses benefícios raramente são oferecidos para empregos de nível médio. Essas vantagens são muito importantes, especialmente se você quiser ter uma família própria no futuro.

Seja mais confiante

Nem todo mundo tem um diploma universitário é por isso que ter um pode fazer você se sentir orgulhoso de si mesmo. Todo aquele trabalho duro, noites de estudo e pesquisa valeram a pena. Você se sentirá mais confiante sabendo que realizou algo para você e seus entes queridos. Você se tornou mais experiente, habilidoso e preparado para enfrentar o futuro. Quer saber mais sobre as vantagens de ter uma boa educação? Visite aqui.

 

 

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Que a classe política tenha noção do ridículo! José Manuel Alho

 

“Depois da colossal degradação salarial, não se percebe tamanha demanda persecutória. Não conheço médicos com cirurgias ou consultas assistidas. Não há notícia de juízes com julgamentos assistidos ou constrangidos a portefólios repletos de reflexões  holísticas ou de outros achaques meditadores. Irra, que é de mais!”

Que a classe política tenha noção do ridículo!

A campanha eleitoral confirmou o que já aqui havia afiançado: os partidos não revelam possuir pensamento estratégico para um setor tão crucial como a Educação.

Aliás, são os partidos que, numa pífia deriva populista, se concentram nos professores, afirmando ódios e reservas mentais por resolver.

Não é por acaso que, confrontados com a provável escassez de docentes, persistem em negligenciar a motivação do professorado, exaurido por múltiplas tropelias cruelmente esclarecedoras.

Os professores trabalharam mais de nove anos sob o imperativo de aceitar sacrifícios da mais diversa índole: congelamento de carreiras, cortes salariais, aumento do IRS e subtração dos subsídios de Natal e de Férias – entretanto declarados inconstitucionais.

Como paga, o Estado, essa entidade de bem, proclamou: o tempo de serviço prestado – e sobre o qual  pagaram todos os impostos – não conta sequer para efeitos de progressão na carreira!

Perante tão disruptiva forma de gestão motivacional dos seus recursos humanos mais habilitados, o Ministério da Educação, em complemento, decidiu mergulhar os seus professores na mais intragável sanha bur(r)ocrática de que há memória no ensino português!

Agora, vemos o maior partido da oposição propor que, para efeitos de avaliação do seu desempenho profissional, os professores sejam obrigados a conceber um portefólio, igualmente burrocrático, onde se devem acumular montanhas de evidências administrativas para rivalizarem com aulas assistidas por terceiros.

Depois da colossal degradação salarial, não se percebe tamanha demanda persecutória. Não conheço médicos com cirurgias ou consultas assistidas. Não há notícia de juízes com julgamentos assistidos ou constrangidos a portefólios repletos de reflexões  holísticas ou de outros achaques meditadores. Irra, que é de mais!

Que a classe política tenha noção do ridículo!

Para os mais distraídos, ainda há (muitos) professores que votam. Gente que ajuda, pela sua credibilidade, a fazer opinião. E as suas famílias também!

 

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Procedimento concursal simplificado –  África do Sul e Zimbabué (1.º e 2.º Ciclo)

 

Aviso de Abertura de procedimento concursal simplificado (local) –  África do Sul e Zimbabué (1.º e 2.º Ciclo)

Informam-se todos os interessados que se encontra aberto um procedimento concursal simplificado (local) destinado ao recrutamento local de 5 professores do ensino português no estrangeiro para o 1.º, 2.º CEB – língua inglesa – horário a prover por vacatura: : JOA03, JOA04, JOA19, CAB01 e ZIM01.

Os horários disponíveis são:

África do Sul

Zimbabué

 

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Procedimento concursal simplificado –  África do Sul, Namíbia, Essuatíni e Zimbabué (3.º CEB e SEC)

 

Aviso de Abertura de procedimento concursal simplificado (local) –  África do Sul, Namíbia, Essuatíni e Zimbabué (3.º CEB e SEC) – horário

Informam-se todos os interessados que se encontra aberto um procedimento concursal simplificado (local) destinado ao recrutamento local de 5 professores do ensino português no estrangeiro para o 3.º CEB e SEC – língua inglesa – horário a prover por vacatura: JOA06, JOA07, JOA08, JOA11, BLF01, DBN01, PTA03, PTA04, CAB03, NAM05, ESW03 e ZIM02.

Os horários disponíveis são:

África do Sul

Essuatíni

Namíbia

Zimbabué

 

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Vêm aí os técnicos de Ciências da Nutrição/ Dietética / Dietética e Nutrição para as Escolas

Dos Técnicos de Informática nem se fala… mas, agora, é que vamos ter “papa” boa nas escolas…

 

Procedimento concursal comum para a carreira/categoria de técnico superior (Ciências da Nutrição/ Dietética / Dietética e Nutrição)

 

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