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Jun 09 2021
De acordo com a informação disponível no portal dos manuais escolares sobre a reutilização dos manuais escolares para 2021/2022 os alunos que pretendam ter acesso aos manuais gratuitos têm de fazer a devolução dos manuais que receberam em 2020/2021.
Contudo, a informação no portal refere que os manuais devem ser devolvidos, em data e condições a especificar futuramente. Estamos no fim do ano letivo e parece que ainda ninguém sabe como se vai processar esta devolução.
E seria importante esclarecer esta situação, visto que as condições para acesso gratuito aos manuais passam pela devolução do manual em condições de reutilização.
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Jun 09 2021
Ainda tenho esperança que o ano letivo arranque em meados de setembro sem a obrigatoriedade do uso de máscara e com a tão prometida imunidade de grupo concluída.

O Parlamento aprovou esta quarta-feira o projeto-lei do PS que renova por mais 90 dias a obrigatoriedade de usar máscaras em espaços públicos, medida que vigora em Portugal desde 28 de outubro e que terminaria em 13 de junho.
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Jun 09 2021
…nos últimos anos as listas definitivas foram publicadas entre os 7 e os 16 dias após esta notificação.
Continuo no entanto a achar que as listas definitivas serão publicadas entre o dia 14 e 18 de junho, mas agora inclino-me mais para que seja apenas no fim da próxima semana, com um prazo de diferença entre os 7 e os 9 dias após a notificação de hoje.
Em 2020 a notificação foi publicada em 23 de junho e as listas foram publicadas no dia 7 de julho (decorreram 14 dias).
Em 2019 a notificação foi publicada dia 22 de maio e as listas foram publicadas no dia 6 de junho (decorreram 16 dias).
EM 2018, no dia 13 de julho com as as listas a serem publicadas no dia 23 de julho (10 dias).
Em 2017, no dia 6 de julho, com as listas a serem publicadas no dia 18 de julho (13 dias).
Em 2016, no dia 23 de junho, com as listas a serem publicadas no dia 30 de junho (7 dias).
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Jun 09 2021
Encontra-se disponível para consulta, a notificação da reclamação.
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Jun 09 2021
Já se sabe que tudo o que vem de grupos de trabalho constituídos por independentes (nomeados pelo Governo e compostos por prosélitos seus) é bom e tem selo prévio de qualidade oficial. Numa escola da Amadora, António Costa e Tiago Brandão Rodrigues certificaram essa qualidade, protagonizando um lance de propaganda, com a designação cínica de “Plano 21/23 Escola+”. O ministro da Educação, lendo um discurso mal feito mas manipulador, anunciou uma dotação de 901,3 milhões de euros para o plano (140 milhões para recursos humanos, 43,5 para formação, 47,3 para digitalização e 670,5 para equipamentos e infra-estruturas). António Costa fechou a festa evocando “o triângulo de sucesso nas escolas”: descentralização, autonomia e flexibilidade.
O que se retira de toda esta narrativa enganadora é a inexistência de medidas para combater os problemas de sempre, agravados agora. Nenhuma referência para a redução do número de alunos por turma, a medida que mais sentido faria para responder às dificuldades e particularidades de cada aluno e melhorar as suas aprendizagens. Nenhuma intenção eficaz para prevenir a prevalência da indisciplina, fenómeno que mais impede o trabalho em sala de aula. Nem um ténue reconhecimento sobre a falência de uma inclusão que excluiu ainda mais os que careciam de apoio específico e prejudicou enormemente o trabalho dos restantes e dos professores. Nenhuma alusão ao indispensável reforço das equipas de intervenção precoce, depois de termos tido cerca de 90 mil crianças com necessidades educativas especiais abandonadas durante os períodos de suspensão do ensino presencial. Nenhum sinal de reconhecimento de que a autonomia profissional de cada professor é fulcral para promover a diferenciação pedagógica que a situação actual requer. Nada quanto ao tão reclamado alívio do trabalho burocrático que recai sobre os docentes, para que se pudessem concentrar nas tarefas exclusivas de ensino. Silêncio quanto à necessidade imperiosa de, no primeiro ciclo do ensino básico, não constituirmos turmas onde coexistam anos diferentes de escolaridade. Em contrapartida, mais formação inútil e causticante para os professores, entregue aos bonzos do regime, mais tutorias em grupos (cuja dimensão mata o conceito), mais tretas pedagógicas (clubes de ciência, recuperações com artes e humanidades e oficinas de escrita). Em resumo, assistimos a um enunciado de intenções, para dar fôlego às medidas que o Governo vem desenvolvendo desde 2015, relativamente às quais a maioria dos professores percebeu, de há muito, que dão resultados contrários aos pretendidos.
Atirados ao ar, os números sugestionam os incautos. Ponderados com os contextos a que respeitam, podem esvaziar-se facilmente. Como irão ser relacionados com as verbas consignadas à Educação, em cada um dos dois OE a aprovar, os 901,3 milhões agora referidos para dois anos? Vão somar-se às dotações previsíveis ou irão, outrossim e ao invés, aliviar o esforço do Estado com a Educação, em sede de orçamentos? Os 670,5 milhões destinados a equipamentos e infraestruturas somam-se ao que já foi anunciado para a transição digital ou foram, agora, simplesmente desagregados dessa verba? Porque não relativizaram, António Costa e Tiago, os 3300 docentes, que disseram que serão contratados, com o número dos que sairão para a reforma, mais de 2000 só neste ano? Que leitura política pode ser feita quando comparamos o que se consigna à Educação com os milhares de milhões que vão ser transferidos para outras áreas da economia, ou quando verificamos que para o que é critico para o funcionamento do sistema (as pessoas) apenas se reserva 15,5% do total?
Como ousam pedir mais empenho e esforço a professores que, com trinta anos de serviço e elevadas classificações de desempenho, permanecem absurdamente retidos no 4º escalão da carreira? Como ousam pedir mais empenho e esforço a professores submetidos à arbitrariedade que preside à atribuição das menções de mérito, com todo o cortejo de opacidade que as serve?
Substituir o apuramento sério das carências dos alunos e a intervenção educativa para as superar por compra de mais computadores e meios digitais, porque é esse o investimento dominante do plano, é fazer serviço sujo em nome da pandemia.
In Público de 9.6.21
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Jun 08 2021
… que vai sobrar para os mesmos de sempre, uma vez que não percebe nada disto e pago-nos mal para colaborarmos com estas fantochadas.
Confiamos nas escolas e por nelas confiarmos fizemos as escolhas que fizemos.
Os professores nunca necessitaram que o ME desenhasse um plano de recuperação de aprendizagens, não é agora que vão necessitar.
Este Plano, na minha opinião, tem muitos objetivos, mas a recuperação das aprendizagens está lá bem no fundo da lista…
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Jun 08 2021
Há 4 anos António Costa reconhecia, em plena Assembleia da República, a discriminação dos monodocentes. 4 anos passaram e, António Costa, nada fez, nada resolveu, nada propôs e nunca mais falou sobre o assunto. Mais uma vez se constata que foi conversa para “boi dormir”.
“…relativamente à idade de reforma, como sabe, aquilo que é entendimento pacífico é que não deve haver alterações nessa idade, deve haver sim, uma alteração e criar condições, para que possa haver um conteúdo funcional distinto, em particular, relativamente àquelas situações onde há efetivamente discriminação, que tem a ver com situações de monodocência que não beneficiam de redução de horário.”
António Costa (Primeiro ministro de Portugal)
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Jun 08 2021
A Escola Básica Dr. António Augusto Louro, no Seixal, suspendeu três alunas devido ao caso de bullying que foi divulgado através de um vídeo nas redes sociais.
Como resultado do processo disciplinar instaurado a seguir ao atropelamento de um jovem desta escola, a partir desta quarta-feira, a agressora que se vê no vídeo não poderá ir à escola durante 12 dias.
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Jun 08 2021
Palavras ocas e esvaziadas que já não consigo aturar:
“partilha” pela boca dos que não veem a imoralidade das quotas ou vagas e não sabem do livro que fala da justiça como equidade e acham que o “véu da ignorância” é o propósito de educar,
“colaborativo” pela boca dos que trabalham pouco ou nada,
“excelência” pela boca de medíocres que usam a palavra como joia decorativa ou camuflagem, “inclusão” pela boca dos que a confundem com redução à ignorância e apatia,
“autonomia” pela boca dos que querem impor as regras que não debatem,
“cidadania” na boca de quem não sabe coisas simples, como o que diz o artigo 9º do código civil ou acha que portaria é lei,
“flexibilidade” pela boca dos que se baralham e confundem a escola com divertimento simples e fútil.
Pior que todas, as compostas, socio-afetivo, pedagógico-qualquer coisa ou cognitivo-balela, refúgio da vacuidade em floreados e arabescos.
A educação é uma atividade real e operativa.
Não uma guerra de papéis ou uma salada de palavras. E ter um linguista a mandar não ajuda, só piora. MUITO.
Só Orwell ou Klemperer para entender a linguagem atual da escola portuguesa.
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Jun 07 2021
A aplicação de apoio à manifestação de preferências para a Mobilidade Interna e para a Contratação encontra-se concluída e está agora disponível neste link tendo uma versão gratuita e uma versão premium.
Na versão gratuita podem ordenar as preferências por distância ou duração da viagem desde a escola mais próxima de vossa casa que definem no menu superior.
A versão premium grava as vossa preferências e analisa os colocados desde 2013/2014 para as preferências que escolherem, podendo assim verificarem as vossas reais hipóteses de colocação nas preferências manifestadas.
Para acederem à versão premium devem fazer o registo de acordo com o número de candidatura que usam na aplicação SIGRHE, pois é através desse número que a aplicação faz a análise da vossa posição na lista.
Para conhecerem em pormenor esta aplicação podem consultar artigos de anos anteriores com os manuais para a mesma.
NOTA: A aplicação está construída com base nos candidatos das listas provisórias do concurso interno e externo e será atualizada quando saírem as listas definitivas.
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Jun 07 2021
Informa-se que as Listas definitivas de Candidatos Admitidos, Admitidos parcialmente e Excluídos do procedimento concursal 2021 para constituição da reserva de recrutamento de pessoal docente para o cargo de professor, compreendendo os níveis da educação pré-escolar, do ensino básico (1.º, 2.º e 3.º ciclos) e do ensino secundário, bem como lista de locais para realização da prova de conhecimentos Professor 2021, e respetivas instruções, se encontram divulgadas na página do Camões, I.P.
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Jun 07 2021
Encontra-se disponível entre o dia 7 de junho e as 18:00h de Portugal continental do dia 16 de junho de 2021, a funcionalidade que permite aos estabelecimentos de ensino efetuarem a análise das reclamações dos candidatos e a classificação das candidaturas aos Concursos Interno e Externo do Ensino Artístico Especializado da Música e da Dança.
SIGRHE – Acesso à análise das reclamações dos candidatos e a classificação das candidaturas.
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Jun 07 2021
R. A. MADEIRA
CANDIDATURAS:
– Concurso externo e de contratação inicial: 7 a 9 de junho de 2021.
A candidatura ao concurso externo e de contratação inicial foi precedida de uma inscrição obrigatória, que decorreu entre os dias 18 e 21 de maio de 2021.
A candidatura realiza-se através da aplicação AGIR disponível em https://agir.madeira.gov.pt
Saiba mais:
https://www.madeira.gov.pt/draescolar/Estrutura/Docente/ctl/Read/mid/4680/InformacaoId/101456/UnidadeOrganicaId/26/CatalogoId/0?fbclid=IwAR1ujLtb5Cd1P8bG78VVURfT4vBM916VZP8MYB4SI4tnZUSqAJJsjA-3W8U
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Jun 06 2021
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Jun 05 2021
O Governo apresentou com alguma pompa o muito anunciado Plano de Recuperação das Aprendizagens, que ficará justamente conhecido apenas como “Plano 21
23 Escola+”, porque a questão da “recuperação das aprendizagens” não passa de um pretexto para justificar um empurrão financeiro às medidas em implementação desde o final de 2015.
Tudo se apresenta com a legitimação das consequências da pandemia, mas nada de novo está em causa. O discurso é praticamente o mesmo ao longo desta meia dúzia de anos e só alguém muito distraído poderá acreditar que é por aqui que passa alguma reforma da Educação que vá além da tentativa de dar novo ímpeto a medidas que se viu serem incapazes de funcionar em tempos de emergência.
Claro que o que foi atirado para os títulos da comunicação foram os números: 900 milhões de euros e mais 3300 professores nas escolas, sem contextualizar nada para parecer que é muita coisa. E houve quem fosse a correr dizer e escrever que é muito dinheiro para a Educação e que o “Estado” vai engordar com tanta contratação de novos professores. Até porque atrás daqueles números vieram outros de auto-elogio: 9000 professores vinculados nos últimos cinco anos, mais de 4000 assistentes operacionais e outro pessoal técnico e/ou especializado contratado. E mais 8000 a caminho.
O que fica por explicar e poucos parecem interessados em desmontar?
Em segundo lugar há que ter em conta que desde 2015 se aposentaram mais de 6000 professores e que se prevê um número a rondar os 8500 para os anos de 2021 a 2023. O que significa que as escolas, em menos de uma década, perderão quase 15.000 docentes. Se foram vinculados 9000 e se pensam vincular mais 2400 e contratar 3300 é fazer as contas, como dizia outro primeiro-ministro. Quem tiver uma calculadora por perto, perceberá que o saldo não é positivo.
Para além disso, os tais 3300 professores de que se fala, se forem mesmo contratados, terão um encargo de cerca de 65 milhões de euros por ano (salários brutos, pré-colecta fiscal). O que significa uma enorme poupança real, mesmo se nada nos garante que estes “novos” professores não irão ocupar vagas que já existem e têm sido ocupadas em substituições precárias.
Por fim, há que esclarecer que a retórica usada é a de sempre. Parágrafos como “o conjunto de medidas do Plano 21
23 Escola+ tem por base as políticas educativas com eficácia demonstrada ao nível do reforço da autonomia das escolas e das estratégias educativas diferenciadas dirigidas à promoção do sucesso escolar e, sobretudo, ao combate às desigualdades”, nada trazem de novo e apenas repetem fórmulas gastas.
Poderia transcrever a parte nuclear dos “três eixos de atuação, que agregam diferentes domínios de atuação, desenvolvendo-se em ações específicas” e dizer que era um documento de Junho de 2016 e ninguém se espantaria. Medidas como o “Incremento da gestão flexível de turmas; Produção de instrumentos práticos com sugestões de funcionamento das turmas, garantindo a sua heterogeneidade inerente” são um acumular de chavões do neo-eduquês em que vivemos.
É pena que a detecção de vacuidades não pareça ser estimulante para alguma comunicação social presa à exibição de números e reagindo de forma pavloviana e pouco crítica sempre que se apresentam promessas de milhões. Mais valia que explicassem à opinião pública o que significam passagens como “Recuperar com Artes e Humanidades – Desenvolvimento de um repertório de iniciativas, sob coordenação do Plano Nacional das Artes, integrando recursos específicos para recuperação e integração curricular” ou “Recuperar Incluindo – Plano integrado de formação para as escolas, com vista a apoiar a ação e construção de instrumentos de atuação na escola inclusiva”.
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Jun 05 2021
Em 2 de Abril de 2021, num texto aqui publicado, relativo ao drama das “aprendizagens perdidas” e a propósito do Governo ter criado por essa altura uma Equipa de Trabalho para esse efeito, escrevi isto:
Como previsivelmente acontecerá, atulhar as escolas, os alunos e os profissionais que nelas trabalham com mais projectos e programas irrealistas e artificiais, concebidos à custa de enquadramentos teóricos impossíveis de concretizar em termos práticos e feitos à medida de quem não faz a mínima ideia do que é o dia-a-dia numa escola, não parece ser nem sensato nem consequente… A auto-flagelação, os episódios folclóricos e a demagogia na Educação parecem estar a agigantar-se…
Com a publicação do Plano de Recuperação das Aprendizagens 21/23, confirmaram-se essas expectativas mais pessimistas:
A implementação das medidas mais simples e mais pragmáticas, sem floreados e sem dramas desnecessários, como reduzir o número de alunos por turma ficou, ao que tudo indica, “na gaveta”, preferindo-se a opção pela (pretensa) digitalização das escolas e pelo frenesim de Projectos, que não resolverão qualquer problema de fundo, mas que servirão, por certo, como instrumentos de propaganda e de manipulação da opinião pública, iludindo-a com um (suposto) investimento de 900 milhões de euros na Escola Pública…
Os 900 milhões de euros até podem ser efectivamente gastos, mas, com as medidas preconizadas no referido Plano, não parece plausível que sirvam para recuperar eventuais aprendizagens perdidas durante a pandemia…
Não intervir ao nível do mais elementar e mais básico, em prol de adornos e de aparatos, parece uma atitude semelhante à daquelas famílias que não têm dinheiro para comida porque se endividaram com a compra de um carro topo de gama e não souberam estabelecer prioridades no seu orçamento familiar, dominadas pela tentação do “show off”, meramente exibicionista…
Reduzir drasticamente o número de alunos por turma seria a medida mais pertinente e eficaz no sentido de criar as condições necessárias para se efectivar a Diferenciação Pedagógica em contexto de sala de aula, absolutamente imprescindível para a recuperação de qualquer aprendizagem, se for esse o verdadeiro objectivo…
Não assumir o anterior é querer continuar a “fazer de conta” que um professor, confrontado, entre outros, com a obrigatoriedade do cumprimento de Programas Curriculares, consegue estabelecer uma plena relação pedagógica com 30 alunos em cada turma e disponibilizar a cada um deles tarefas, finalidades, conteúdos, apoios, recursos e estratégias, devidamente adaptados às particularidades e características de cada um…
Esperar isso de um professor ou exigir-lho, nessas circunstâncias, é absolutamente irrealista, inexequível e até desumano, pelos implícitos “requintes de malvadez”…
A inclusão, tão repetida ao longo do documento que substancia o Plano de Recuperação das Aprendizagens 21/23, não passará de uma miragem, farsa ou ignomínia, sem a possibilidade de existir uma verdadeira e efectiva Diferenciação Pedagógica em contexto de sala de aula…
Com ou sem Covid, adivinha-se um próximo Ano Lectivo sem serenidade e sem sensatez, mas com muita entropia, sobretudo imputável ao próprio Ministério da Educação, incapaz de se mostrar como um elemento contentor, apaziguador e equilibrador…
A “corrida desenfreada” a Projectos improfícuos e a Formações inúteis parece inevitável e o fundamental ficará, mais uma vez, por fazer…
E o fundamental, neste caso, é tudo o que pode afectar o que passa dentro de uma sala de aula, ao nível do estabelecimento de uma relação pedagógica, e que não é substituível por apetrechos tecnológicos, nem por formações teóricas distantes da realidade e sem aplicação prática…
Infelizmente, aqui não parece aplicar-se um dos principais axiomas de Kurt Lewin: “Não há nada mais prático do que uma boa teoria”…
(Matilde)
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Jun 05 2021
Portugal perdeu 18 280 alunos do ensino básico e secundário no ano letivo 2019/2020, uma quebra de 1,1% face ao ano letivo anterior. O País continua assim uma tendência de descida iniciada há mais de uma década e determinada, em grande parte, pela quebra da natalidade. Entre 2010 e 2020, Portugal sofreu uma redução de 328 682 estudantes, o que representa um corte de 17%, quase um quinto do total.
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Jun 04 2021
Senhor Dr. António Costa,
Como sei que tem relações de proximidade com o atual primeiro-ministro de Portugal, gostaria que tivesse a gentileza de ler-lhe esta missiva que dispensa as palavras de “sete e quinhentos” que, por norma, ornamentam as cartas dirigidas às mais altas instâncias do país. Eu sei que o respeitinho é muito bonito, mas optei pela genuinidade e essa, a genuinidade, nunca representou falta de respeito.
Rogo-lhe, Dr. António Costa, que peça ao senhor primeiro-ministro de Portugal uns breves minutos do seu tempo para perscrutar o que a comunidade docente pensa do seu sistema de avaliação de desempenho.
Lembre ao nosso primeiro-ministro que foram os professores que o ensinaram a juntar as letrinhas que o levaram a aprender a ler, que o ensinaram que a matemática não são só números, que o ensinaram a interpretar os fundamentos da Lei, que o ensinaram no difícil mister de ser político. Lembre-lhe que esses professores que contribuiram, decididamente, para fazer dele primeiro-ministro de Portugal, são os mesmos, embora com nomes diferentes, que hoje pugnam por um sistema de avaliação justo e transparente.
Dr. António Costa, peça, encarecidamente, ao senhor primeiro-ministro de Portugal, que reserve um “poucochinho” do seu tempo para perceber o absurdo das quotas; para perceber a opacidade do sistema que permite todo o tipo de arbitrariedades na atribuição das menções de mérito; para perceber o despropósito da não divulgação das listas nominativas da atribuição dessas menções de mérito, ferramenta imprescindível à transparência do sistema; para perceber o despautério de um professor com 30 anos, ou mais, de ensino e com avaliações quantitativas de nível excelente estar retido no 4º escalão; para perceber a ostracização, mais ou menos declarada, de quem reclama e recorre; para perceber que o ambiente, em algumas Escolas, nos remete para o Portugal que não queremos de volta; para perceber que, quase 50 anos depois de Abril de 74, haja quem sinta o logro de um sistema que se apelida de democrático e que, por via disso, deveria ser muito mais justo.
Há evidências tão gritantes que dispensam o burro da Calçada de Carriche.
Dr. António Costa, lembre ao nosso primeiro-ministro que não vale a pena endossar estas preocupações para o ministro da tutela. A presença do senhor ministro da educação é mais notada em eventos desportivos com mediatismo planetário, mesmo que terminem com uma discussão acalorada, num qualquer parque de estacionamento, do que em assuntos de interesse geral para a classe. Deve ser por falta de tempo.
Os professores estão tristes, revoltados, desmotivados e caminham para uma atuação de letargia absoluta, em relação à profissão que escolheram, na grande maioria dos casos, como primeira opção. Os professores, Dr. António Costa, estão fartos de serem desprezados, desautorizados, esquecidos e, quando não, relegados para um plano que nem os mais pessimistas cogitariam.
Dr. António Costa, lembre ao senhor primeiro-minstro que o que está em causa é o futuro de Portugal. Nem sempre o que dá lucro imediato é o melhor para o país, como se viu com a recente realização de um evento desportivo, na cidade do Porto, e a consequente saída de Portugal do corredor verde de Reino Unido. Ademais, o que se gasta na educação não é uma despesa, é um investimento.
Agradeça, por mim, ao nosso primeiro-ministro, a atenção dispensada. O meu neto e, muito provavelmente, todos os netos deste país, ficarão agradecidos pelos 5 minutos que o senhor primeiro-ministro dispensar ao futuro deles.
Muito obrigado, Dr. António Costa.
Com os melhores cumprimentos e elevada estima,
Francisco José Pereira Gonçalves, Entroncamento
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Jun 04 2021
Foram colocados 94 contratados na Reserva de Recrutamento 32, distribuídos da seguinte forma:

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Jun 04 2021
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 32.ª Reserva de Recrutamento 2020/2021.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 07 de junho, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 08 de junho de 2021 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato
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Jun 04 2021
Os alunos estão a iniciar o último mês de aulas mais “ansiosos”, “impacientes”, “cansados” e “intranquilos”. Os adjetivos são usados pelos diretores das escolas que sentem que nunca viram nada assim, num fenómeno provocado pelo desgaste da pandemia e por um segundo ano de confinamentos.
Manuel Pereira é presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares e dá aulas há décadas. Explica que também os colegas de outras escolas com quem fala notam demasiados alunos “talvez exaustos, distraídos, ansiosos, cansados, com a sensação de que perderam alguma coisa que não deviam ter perdido, numa certa ansiedade e talvez saudosismo – não sei se será a expressão correta -“, algo diferente do que se sentia “nos anos anteriores ditos normais”.
Os alunos andam diferentes e isso nota-se em todo o lado: “Em comportamentos diversos tanto nas salas, como nos espaços comuns das escolas, nos recreios, nos relacionamentos, nos contactos, sentimos algum nervosismo, ansiedade, e genericamente todos os professores sentem isso, apesar de dever dizer, em abono da verdade, que isto também acontece em alguns profissionais de educação”, refere Manuel Pereira.
Do lado da Associação Nacional de Diretores e de Agrupamentos das Escolas Públicas, o presidente, Filinto Lima, tem sensações semelhantes.
Os nossos alunos estão mais ansiosos e menos pacientes”, diz o representante dos diretores, para quem além dos confinamentos e do tempo que passaram em casa ou com regras sanitárias apertadas nas escolas, muitos alunos não passam imunes aos problemas sociais e às perdas de rendimento dos pais”, refere Filinto Lima.
Num ano letivo que teve de ser alargado por causa do segundo confinamento, “muitos alunos pensam que já estão perto das férias e para outros parece que as aulas já terminaram”, descreve o diretor escolar.
Um cenário de “impaciência” que leva a que com frequência o diálogo seja ultrapassado recorrendo à força física, algo que o presidente da Associação Nacional de Diretores acredita que no passado seria resolvido de outra forma.
Os dois representantes de quem dirige os estabelecimentos de ensino defendem, aliás, que são necessários mais recursos na área da psicologia para ajudar as escolas nestes tempos agitados a que ninguém estava habituado.
“As escolas têm um grande trabalho pela frente e, mais do que recuperar as aprendizagens e conhecimentos, o mais importante é recuperar psicologicamente e motivacionalmente os alunos e as famílias, de forma articulada”, conclui Manuel Pereira.
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Jun 04 2021
A indagação de Thomas Elliot (1888-1965) é hoje mais pertinente do que nunca: Onde está a sabedoria que perdemos com a acumulação de tanto conhecimento? Onde está o conhecimento que submergiu nas ondas de tanta informação?
Herdamos do Humanismo e do Iluminismo uma crença exagerada na ciência, esperando dela respostas para questões que não são da sua conta. O resultado do equívoco está bem à vista na atualidade. O conhecimento não desbancou o senso-comum, não guia a Humanidade em todos os domínios, nem acaba com os ídolos da tribo e as credulidades mais inanes. Estamos submersos em formas várias de irracionalidade, de superstição e aversão à razão, de fanatismo, intolerância e obscurantismo.
A incerteza não se deixa dominar e problemas importantes da existência humana – os de matriz ética e estética, injustiças, desigualdade de oportunidades, exclusão, pobreza, fome, doenças, insegurança, perseguições, guerra e barbárie – estão longe da resolução. Continua por alcançar a relação de reciprocidade entre ciência e bondade, sabedoria, democracia e cidadania, na qual Newton (1643-1727) acreditava piamente. Ou entre conhecimento e conduta ética, altruísmo, moralidade e felicidade, como imaginaram Espinosa (1632-1677) e Voltaire (1694-1778) .
A ciência é instrumentalizada como meio de poder. Não se opõe, por vezes é conivente e auxiliar, a sistemas de opressão e exploração. Ademais, o ‘cientismo paperista’, em voga nas instituições académicas, encoraja certezas fáceis, mata o pensamento e a visão sapiencial. Quem dá o sentido para a existência nesta época de sombras e conotações medievais? A ciência não-pensante tem pouco a dizer sobre a condição ontológica e metafísica do Ser, e até sobre o significado das realidades que investiga e manipula. É, pois, urgente a necessidade de avivar a curiosidade científica e de a casar com o espírito filosófico. Os protagonistas das entidades universitárias e afins tardam em acordar da dormência e em reconhecer o clamoroso falhanço da ordem vigente.

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Jun 03 2021
Tudo corria, normalmente, no reino do professorado.
As carreiras estavam congeladas e, por conseguinte, não havia grandes constrangimentos na progressão da dita carreira, dado que, por razões do tal congelamento, ela simplesmente não existia.
Toda a classe se indignou com a proposta da ministra da educação, Maria de Lurdes Rodrigues, quando, em 2007, tentou criar o, então designado, professor titular. Basicamente, um professor evoluiria, normalmente, até ao oitavo escalão. Uma vez atingido o oitavo escalão, o professor para progredir, deveria reunir um conjunto de requisitos. Que não!, gemeu a classe. Deu-se a tal manifestação, em Lisboa, e até pareceu que existia união na classe.
O que se seguiu foi bem pior: em vez do funil, no oitavo escalão, foram criadas duas barreiras, a montante, no quarto e no sexto escalão. O que os sindicatos disseram, em relação a esta aberração, não sei. Mas sei que o tal obstáculo à progressão na carreira não foi banido, mas, antes, colocado a montante, nos quarto e sexto escalões.
Desde o descongelamento da carreira, os professores têm experimentado uma diversidade de estados de alma que, no limite, leva ao desespero dos próprios e de quem, com eles, vive o drama de não lhes ver reconhecido o mérito que o investimento de tempo, a dedicação e o altruísmo pela profissão recomendariam.
Naturalmente que a opacidade verificada no sistema de avaliação do desempenho dos docentes serve, magistralmente, o clientelismo, o protecionismo e corrompe quem tem a possibilidade de decidir. O mais grave, no entanto, é que divide a classe.
Não existem dúvidas de que há professores que mereceram, em abundância, as menções de mérito que lhes foram atribuídas. Contudo, também não existem dúvidas de que há professores que, quando comparados com outros professores a exercer no mesmo Agrupamento, foram beneficiados, na obtenção das tais menções de mérito, de uma forma injusta e, muitas vezes, absurda. Tal só é possível pela não publicação nominativa da lista das menções atribuídas.
Se um professor reclama e, posteriormente, recorre daquilo que julga ser uma tremenda injustiça, emerge, entre os pares, o pior que a sociedade, dita de pensamento livre e mentalmente autónoma, pode apresentar: o medo de serem conotados com quem teve a valentia de pugnar pelos seus direitos.
Aos injustiçados assiste o direito de, dentro dos limites que a Lei contempla, percorrer todos os caminhos que lhe permitam manifestar o seu descontentamento.
Aos seus pares exige-se que, no mínimo, respeitem o destemor de quem foi mais além do que eles próprios iriam.
Mas não. Os seus pares têm a sua vidinha. Aquela vidinha que recomenda que não agitem as águas. E porque razão não agitam as águas? Será que é porque foram alvo do tal favorecimento? Ou será porque a resignação toma conta do ânimo de quem não sente temeridade para tentar tomar posse do que é seu? Dizia Confúcio que “Saber o que é correto e não o fazer é falta de coragem”. Por força de uma herança que, desgraçadamente, teima em permanecer no caráter de uma grande franja dos portugueses, parece que o respeitinho prevalece, em detrimento do caráter, da exigência, da revolta de quem se julga com direito ao que não lhe é reconhecido.
Não é muito agradável, mas não há outra forma de concluir: existem professores que gostam de manter a sua vidinha. Gostam de não agitar as águas. Gostam de agradar ao chefe, mesmo que isso ponha em causa o conceito de Justiça. Preferem o anonimato de qualquer ovelha de um rebanho do que o hombridade de reconhecer, nos corajosos, a firmeza que nunca os caracterizou. Só falta que gostem de colocar, a montante da sua assinatura, “a Bem da Nação”.
Mesmo que, à época, Portugal vivesse em plena ditadura, os meus professores foram uma prova de caráter e de coragem e, na sua esmagdora maioria, não se inibiram de transmiti-la aos seus alunos.
Um bem-haja a esses.
Francisco José Pereira Gonçalves
Entroncamento
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Jun 03 2021
Critérios mudaram e há casos em que um único caso de Covid-19 envia todos os alunos da escola para casa. Noutros, os alunos ficam sem aulas apesar de continuarem a ter de ir para a escola.
Antes do segundo período de confinamento a solução era identificar e isolar em casa apenas os contactos próximos, mas desde o regresso às aulas que as ordens de isolamento são dadas a toda a turma de um aluno infetado e a todos os seus professores.
O presidente da associação, Filinto Lima, diz que parece um exagero, mas não tem a certeza e coloca a pergunta à diretora-geral da saúde, Graça Freitas, para que explique aquilo que motivou uma mudança “radical” de critérios que afetam o funcionamento das escolas.
“Se calhar tem de ser assim, mas isto nunca nos foi explicado e merecemos uma explicação. Era bom que a dra. Graça Freitas esclarecesse para percebermos porque é que corremos o risco de um aluno ou um professor ou um funcionário estar infetado e a escola ter de fechar parcialmente ou mesmo totalmente”, afirma Filinto Lima, para quem estes critérios complicam muito a vida das escolas.
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Jun 03 2021
Pais em protesto fecharam escola a cadeado em Paredes
Pedem ar condicionado para acabar com o calor nas salas de aula. Autarquia diz que intervenção está prevista.
O calor que se faz sentir dentro das salas de aula da Escola Básica n.º 2 de Lordelo, em Paredes, é “insuportável” para alunos e professores, denuncia um grupo de pais que, esta quarta-feira, fechou o estabelecimento de ensino a cadeado. Exigem a colocação de ar condicionado na escola. A Câmara de Paredes diz que tal já está previsto.
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Jun 02 2021
O Grupo de Trabalho de Matemática (GTM), criado no âmbito do despacho n.º 12530/2018, alterado pelo despacho n.º 7269/2019, teve como missão a elaboração de um conjunto de recomendações sobre o ensino, a aprendizagem e a avaliação na disciplina de Matemática, que resultaram num relatório final: 22 Recomendações para a melhoria das aprendizagens dos alunos em Matemática. Na sequência destas recomendações, foi preparada uma nova proposta de Aprendizagens Essenciais do 1.º ao 9.º ano de Escolaridade, que agora se disponibiliza, por forma a dar início ao processo de revisão dos documentos curriculares em vigor.
Com o objetivo de envolver a comunidade educativa, em particular as escolas (através dos órgãos de coordenação e supervisão pedagógica e orientação educativa) e os seus docentes no processo de definição das AE, promove-se, entre 2 e 25 de junho, a consulta pública dos documentos relativos à disciplina de Matemática.
Todos os contributos constituirão uma mais-valia neste processo, pelo que a participação de docentes, de instituições e de entidades envolvidos na educação matemática será bem-vinda neste procedimento consultivo.
Assim, devem os interessados apresentar os contributos através do preenchimento do presente formulário.
Aceder às Aprendizagens Essenciais de Matemática – 1.º ano – aqui.
Aceder às Aprendizagens Essenciais de Matemática – 2.º ano – aqui.
Aceder às Aprendizagens Essenciais de Matemática – 3.º ano – aqui.
Aceder às Aprendizagens Essenciais de Matemática – 4.º ano – aqui.
Aceder às Aprendizagens Essenciais de Matemática – 5.º ano – aqui.
Aceder às Aprendizagens Essenciais de Matemática – 6.º ano – aqui.
Aceder às Aprendizagens Essenciais de Matemática – 7.º ano – aqui.
Aceder às Aprendizagens Essenciais de Matemática – 8.º ano – aqui.
Aceder às Aprendizagens Essenciais de Matemática – 9.º ano – aqui.
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Jun 02 2021
Foi publicada uma adenda às informações-prova de 2021, com a indicação das instruções de realização e critérios gerais de classificação. Nesta adenda são também apresentados o número de itens obrigatórios e opcionais para cada prova.
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Jun 02 2021
Mais dinheiro, mais infraestruturas, mais apoios, mais tecnologias, ou seja, mais, mais e mais. Sobre os agentes que terão o papel de recuperar as aprendizagens, exceptuando a contratação de 3.000 (uma média de aproximadamente 1/2 professor por cada estabelecimento escolar), para já, não ouvimos nada. Ou seja, continuamos no menos, menos, menos. Aliás, com jeitinho virá por aí um novo congelamento e uma nova restruturação da carreira, porque há quem ache que é a cortar nas “despesas” com os salários dos professores que conseguem motivá-los a trabalhar mais e melhor.
Qual foi mesmo a equipa que elaborou este “pacote”? Certamente será composta por indivíduos cheios de grandes ideias e boas intenções. Gostava era de saber quantos professores (no campo, nas escolas, no activo) a compõem. Enfim.
Mauricio Brito
A ler.
“Como em todos os grandes desafios da escola, não serão, no entanto, os cheques ou o reforço dos quadros a determinar o sucesso da ambição do Governo. Mais importante é a motivação, a mobilização e o desenho de planos exigentes e compreensíveis que tenham os alunos e os professores na primeira linha da prioridade. O dinheiro ajuda, mas, mais do que dinheiro, o desafio com que a escola pública e o país se confrontam tem o seu sucesso dependente da capacidade de os seus agentes acreditarem que, nestes tempos difíceis, eles têm nas mãos boa parte do futuro de milhares de crianças e jovens deste país.”
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Jun 02 2021
Desta vez, aconteceu numa escola de Amares. Um aluno de 11 anos foi vitima de agressões reiteradas por parte de um grupo de colegas.
Com uma corda agrediram a criança física e psicologicamente de forma premeditada. No acto estarão envolvidos 4 ou 5 alunos, conforme as versões apresentadas.
O agrupamento de escolas confirmou que a situação está a ser averiguada internamente. O aluno tem estado ausente da escola.
Estes actos têm que ter uma mão firme para que deixem de existir de forma tão frequente nas escolas. Os encarregados de educação têm que ser responsabilizados, a par com os seus educandos, para que a educação e os valores de vida em comunidade possam ser melhor adquiridos por todos.
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Jun 02 2021
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Jun 01 2021
…. deitados ao lixo.
Com mais 316 dias de 2021 que não váo contar para nada, sáo ao todo 655 dias enfiados no caixote do lixo.
Ainda ontem me pediram para criar uma bolsa solidária.
Estão mesmo a imaginar como anda o meu espírito solidário, não estão?
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Jun 01 2021
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Jun 01 2021
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Jun 01 2021
Por este caminho, só teremos professores em escolas com propinas elevadas onde os conteúdos digitais serão concebidos internamente para evitar os massificados.
Antes de mais, é notória a preocupação com a descida paulatina da qualidade do ensino público. E esta inquietação não tem uma resposta política efectiva. A conclusão baseia-se na manutenção dos seguintes domínios críticos da última década e meia: condições de realização do ensino, carreira e avaliação dos profissionais, gestão das escolas e forte tendência para sofisticar exaustivamente a administração de inutilidades. Mas a conclusão também se fundamenta no ideário governativo que, nesta fase, só racionaliza duas visões abordadas mais à frente: exames online — com um Plano de Transição Digital (PTD) que se receia transformável num plano quinquenal que conduzirá o ciberproletariado —; e o regresso às escolas e aos municípios da contratação dos professores.
Ainda como ponto prévio, recorde-se que os rankings provocam uma repetida discussão sobre a qualidade do ensino. E a propósito da qualidade, saudava-se, para lá dos preconceitos e dos dogmas, um debate mais actual, abrangente e virado para o futuro. Partia-se da eliminação (em 2018) de rankings em Singapura, um farol para Nuno Crato enquanto ministro. “Aprender não é uma competição” foi o lema. A mudança radical neste país cimeiro no PISA, e nos alunos top performers, incluiu todas as publicações com a posição de um aluno em relação a um grupo, como pautas de classificações e quadros de mérito académico. E se até a pequena e controversa Singapura se antecipou e reagiu ao bullying, à ansiedade excessiva, à descida do gosto pela escola, à subtracção do espaço gregário lúdico e corporal e à adição tecnológica, a nossa realidade exigiria um debate semelhante que interessaria à saúde e à qualidade dos ensinos público e privado.
E voltando às prioridades do Governo, os exames online e o PTD (que têm sustentação organizacional, embora o parque tecnológico esteja obsoleto) reforçam a ideia de que o mundo digital substituirá professores e disfarçará a inacção para contrariar a sua falta estrutural. Contratar-se-á guardadores precários e reforçar-se-á outra preocupação: a escola que contraria a sua diferenciação histórica e insubstituível, em relação à família e se transforma num espaço de mais ciberconflitualidade. E se se saúda a redução do abandono escolar, sabe-se que só há elevador social com ensino de qualidade.
Por este caminho, só teremos professores em escolas com propinas elevadas onde os conteúdos digitais serão concebidos internamente para evitar os massificados e prevenir a imprevisibilidade do final da história com a Inteligência Artificial (IA) que “será sobre máquinas, mas também sobre humanos”. E repita-se: aí, a dimensão das turmas será pedagógica e o currículo completo, as ciências e as letras estarão a par, a avaliação será contínua, exigente e sustentada na confiança nos professores e as regras disciplinares serão simples e “ancestrais”.
E é imperativa a reflexão sobre o percurso com a IA. Quem passou pelas livrarias, percebeu o súbito interesse por 1984 que George Orwell imaginou em 1949. No livro, e numa sociedade controlada por um partido totalitário, a personagem Winston Smith não seguia devidamente, porque tossia, a sessão matinal obrigatória de exercício físico proveniente do telecrã. Até que:
“— Smith! — berrou a voz áspera do telecrã.
— 6079 W. Smith! Sim, você! Curve-se mais, se faz favor! Consegue fazer melhor do que isso. Não se está a esforçar. Mais, por favor! Assim está melhor, camarada! Agora, todos à vontade e olhem para mim.”
Pois bem: os professores fornecem graciosamente a Google com documentação didáctica pronta a usar. E a Google, ou outra gigante tecnológica, aglutinará o mundo digital escolar e até as editoras de manuais com ligações que inscreverão a pegada digital dos professores e calendarizarão as suas tarefas. Em breve, a IA avaliará os professores ocupando vagas e cotas com Classroom Influencers, Youtubers e Ciber Entertainers. Até que chegará o dia em que “berrará a voz áspera do telecrã”.
O outro objectivo é o regresso da contratação local de professores. A memória mais recente desse processo desastroso data do tempo da troika. Foi eliminado de imediato no primeiro Governo de António Costa. Recorde-se: há muito que existem meios digitais para que os concursos por lista graduada sejam um não-assunto de exemplares transparência e eficiência. Só falta vontade política. O poder central quer livrar-se dos concursos de professores, mas ao fazê-lo em simultaneidade com a municipalização agrava o temor de um regime de clientelismo e facilita a precarização. É uma pena. É que os meios serão ainda mais simplificados e velozes no universo 5G e dispensarão os procedimentos de gestão de grande parte das autarquias.
Para além disso, será despesista ter 308 centros de concursos quando um seria moderno e adequado à dimensão do país. E o argumento da selecção do perfil dos professores tem tanto de atávico como de revelador. Por regra, o ensino público não deve excluir alunos, professores e restantes profissionais. Deve elevar as organizações. É a sua natureza. A inclusão é uma pedagogia, e um exemplo, que se destina a todos. É obrigatório organizar as instituições com professores e outros profissionais contratados por concursos públicos confiáveis.
Caminhamos para escolas digitais de massas que certificarão a população, enquanto as de propinas elevadas ensinarão e formarão os que dirigirão a sociedade. Dá ideia que nos conformámos com a descida de qualidade do ensino público e da própria democracia.
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Jun 01 2021
Governo apresenta, esta terça-feira, o plano de recuperação das aprendizagens para os próximos dois anos.
O Governo apresenta, esta terça-feira, o prometido plano de recuperação das aprendizagens, que deve ser aplicado até 2023. Os diretores, garantem os presidentes das duas associações (ANDAEP e ANDE), estão contra regras nacionais e uniformizadas para todas as escolas. E pedem autonomia e recursos para cada agrupamento aplicar o seu plano.
Nem escolas de verão nem um calendário prolongado como o de este ano. “Professores e alunos estão exaustos”, frisa Filinto Lima. Na audição com o ministro e secretário de Estado Adjunto, o presidente da Associação de Diretores (ANDAEP) garante ao JN que defendeu o reforço dos recursos humanos – mais professores e mais técnicos especializados, como psicólogos ou terapeutas, fundamentais para a recuperação dos alunos. O 1.º Ciclo deve ser um alvo prioritário.
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