Ainda não tinha cinco anos de idade quando ocorreu o 25 de Abril de 1974… Como se reconhecerá, essa idade não permitia ainda compreender nem a importância ou o significado do sucedido, nem o regozijo de muitos por ter, finalmente, acontecido…
Durante os primeiros anos de escolaridade, sobretudo nos quatro anos de Ensino Primário (actual 1º Ciclo) e nos dois anos de Ciclo Preparatório (actuais 5º e 6º Anos de Escolaridade) , os professores, certamente com o objectivo de assinalar e de comemorar a efeméride, solicitavam, anual e impreterivelmente, a realização de redacções (era assim que se denominavam as actuais composições) sobre o 25 de Abril… Tarefa, essa, muito repetitiva e que recordo como algo um tanto penoso e fastidioso, pois que não havia grande coisa a dizer sobre um acontecimento que, na verdade, não se compreendia nem interpretava ainda muito bem…
De qualquer forma, recordo-me de que as muitas redacções anuais que realizei, sem qualquer vislumbre de criatividade ou resquício de “poesia”, começavam quase sempre assim: O 25 de Abril é o dia da Liberdade. E que, invariavelmente, terminavam desta forma: Eu gosto muito do 25 de Abril!
Passados quarenta e sete anos (esta conta é muito dolorosa de se fazer…), o 25 de Abril de 1974 continua a ser, para mim, o Dia da Liberdade e continuo a gostar muito desse dia, mas agora plenamente consciente da sua importância e do seu significado e regozijando-me efectivamente por ter ocorrido…
E, já agora, manifesto o meu agradecimento sincero a todos os que, corajosamente, conseguiram encetar uma verdadeira revolução, em nome da Liberdade e da Democracia, independentemente de tudo o que de menos bom possa ter vindo a seguir…
Apesar disso, e chegados a 2021, o espírito original do 25 de Abril de 1974 parece ter sido deturpado e despojado da maior parte do seu significado inicial:
– O país parece dominado por personagens megalómanas, sempre muito “cheias de si”, nas mais variadas áreas, que agem como se fossem os proprietários de determinados bens ou produtos, mesmo que não o sejam… Desde canais de televisão postos ao serviço do culto de determinadas personalidades, sem interesse público, ou de alguma imprensa apostada numa determinada “evangelização”; passando por inúmeras entidades públicas geridas como se fossem propriedade privada, onde se incluem algumas escolas, ou pela gestão danosa de Bancos que raramente encontra culpados, um pouco de tudo isso se vai passando entre nós…
– A corrupção, a todos os níveis, e ao mais alto nível, grassa um pouco por todo o lado; os “job for the boys” proliferam, como forma de cobrar e de retribuir determinados favores partidários e os muitos fenómenos do género “familygate” também florescem por aí, ajudando a enriquecer quem não tem qualquer pudor em se aproveitar de determinadas relações familiares para obter privilégios ou benefícios… E parece que todos vieram para ficar e para lesar o erário público no mais que puderem…
– Aproveitando-se e tentando capitalizar todas essas desgraças e indignidades do regime democrático, perpetradas pelos muitos “donos” do país, o aparecimento de alguns movimentos políticos extremistas, com ideais opostos aos do 25 de Abril de 1974, espreitam a oportunidade de poderem singrar em termos eleitorais e, sem qualquer reserva, fazer retroceder o país para os anos sombrios e tenebrosos da Ditadura…
E o Povo a assiste, quase sempre muito sereno, muito quedo e muito calado… Que raio de Povo este, tão destemido noutras épocas, mas tão absorto e conformado no momento actual!
Sinceramente, não passei tantos anos a fazer penosas e entediantes, mas elogiosas, redacções sobre o 25 de Abril para isto… Espero que esse meu esforço ainda possa valer a pena…
Não restam dúvidas de que a actual Democracia está enferma e deteriorada, muito por culpa dos principais actores partidários dos últimos anos, e que o país precisa de “vários 25 de Abril”, para fazer acreditar novamente na Liberdade… E o que quer que signifique ser de Direita ou de Esquerda, não deve impedir a defesa uníssona dos ideais da Liberdade e da Democracia… Só os Ditadores ou os aspirantes a Ditadores, de Direita ou de Esquerda, não os defenderão…
E sem qualquer tipo de complexo ou de ressalva: 25 de Abril Sempre!
(Alerta-se para a presença de alguma ironia e de algum sarcasmo…).
(Declaração de interesses: passei grande parte da minha vida a acreditar que era de Direita, mas a partir de um certo momento comecei a ter sérias dúvidas sobre isso, já que a maior parte das minhas opiniões e acções era habitualmente mais concordante com a Esquerda, instalando-se, assim, uma certa dissonância cognitiva… Portanto, e na verdade, genuinamente não sou uma coisa nem outra… Sou apenas o que sou, de preferência sem qualquer rotulação partidária, mas com fortes convicções políticas, umas vezes tendencialmente de Direita, outras vezes tendencialmente de Esquerda…).
(Matilde)




17 comentários
Passar directamente para o formulário dos comentários,
Bravo Matilde.
Cada vez faz menos sentido ser de esquerda ou de direita. Temos isso sim de ser intiligente. É a Matilde mostra sê – lo no que escreve.
Adorei o seu texto porque me revejo totalmente nele. Também eu escrevi essas penosas redações sobre o 25 de Abril, a que na altura com 6 anos não sabia dar o devido valor e nem compreendia o que se tinha passado. Engraçado que as minhas redações também começavam e terminavam do mesmo jeito das suas, pois não sabia o que dizer.
Tal como a Matilde não me considero nem de direita nem de esquerda, tenho os meus ideais políticos mas que não se identificam nem com os da direita nem da esquerda.
Acho que necessitavámos de novo de um 25 de Abril, mas o povo de hoje está adormecido, bem adormecido que consente e cala-se a todas as aldrabices que lhe fazem.
Viva o 25 de Abril.
Hoje e Sempre.
Subscrevo em absoluto. Parabéns.
Merda para a direita para que não restem dúvidas.
Grande democrata e tolerante. Salazar também pensava assim da esquerda.!
🙂🙂🙂
Simplesmente, maravilhoso! Revejo-me nas suas palavras que subscrevo integralmente.
As suas palavras são música para os meus ouvidos.
Quase tive um orgasmo ao ler este texto.
————-
————————
Cara Matilde
Lamento desiludir!….a verdade é que o atual “Regime” está em agonia e a chegar ao seu fim. O atual “regime” implantado com a “Abrilada” está podre….o “REI” vai nu…..
A podridão, a corrupção, os Jobs for the boys, as adjudicações diretas….os BPP, os BPN, os BES, as TAPes, as CPês…..Tudo isto é NOJENTO
E que tal os 20% de população (2 Milhões de Portugueses) abaixo do Limiar de Pobreza?????……….
E que tal a Divida Pública atual nos 135% do PIB (268 mil milhões de euros) quando no dia 24 de Abril de 1974 estava em 14% do PIB. Quem vai pagar isto?????? Seremos Nós????? Serão os seus Filhos????….serão os seus Netos??????????………NOJO!………
Estes PORCOS e JAVARDOS pseudo-Xuxalistas empobreceram o País…..SIM!….o Partido deste Regime é o Partido Socialista de Mário Soares, José Socrates, Carlos César…..este NOJO!…esta Podridão!…..
Tudo isto dá Vómitos
Tudo isto está Podre
Tudo isto é Nojento
25 de Abril NUNCA Mais!………….
————-
————————————–
És um porco fascista.
Vai pró caraças!
Quem não viveu o Estado Novo, a censura, a prisão, a tortura, os pais e irmãos estropiados de uma guerra colonial perdida, o cinzentismo total, não entende este dia. Nem tudo correu bem. Nenhuma revolução é perfeita. E a democracia precisa ser cuidada todos os dias. Dá trabalho. Mas experimentem não a terem…..
“Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo”
Sophia de Mello Breyner Andresen
(algo “suave” para os mais sensíveis e não-ideológicos, que agora é muito chic)
Rómulo de Carvalho, meu professor do liceu Pedro Nunes.
Pedra Filosofal
Eles não sabem que o sonho
É uma constante da vida
Tão concreta e definida
Como outra coisa qualquer
Como esta pedra cinzenta
Em que me sento e descanso
Como este ribeiro manso
Em serenos sobressaltos
Como estes pinheiros altos
Que em verde ouro se agitam
Como estas árvores que gritam
Em bebedeiras de azul
Eles não sabem que sonho
É vinho, é espuma, é fermento
Bichinho alacre e sedento
De focinho pontiagudo
No perpétuo movimento
Eles não sabem que o sonho
É tela, é cor, é pincel
Base, fuste ou capitel
Arco em ogiva, vitral
Pináculo de catedral
Contraponto, sinfonia
Máscara grega, magia
Que é retorta de alquimista
Mapa do mundo distante
Rosa dos Ventos, infante
Caravela quinhentista
Que é cabo da Boa-Esperança
Ouro, canela, marfim
Florete de espadachim
Bastidor, passo de dança
Colombina e Arlequim
Passarola voadora
Para-raios, locomotiva
Barco de proa festiva
Auto forno, geradora
Cisão do átomo, radar
Ultrassom, televisão
Desembarque em foguetão
Na superfície lunar
Eles não sabem, nem sonham
Que o sonho comanda a vida
E que sempre que um homem sonha
O mundo pula e avança
Como bola colorida
Entre as mãos de uma criança
TÃO FELIZES QUE NÓS ÉRAMOS
“Anda por aí gente com saudades da velha portugalidade. Saudades do nacionalismo, da fronteira, da ditadura, da guerra, da PIDE, de Caxias e do Tarrafal, das cheias do Tejo e do Douro, da tuberculose infantil, das mulheres mortas no parto, dos soldados com madrinhas de guerra, da guerra com padrinhos políticos, dos caramelos espanhóis, do telefone e da televisão como privilégio, do serviço militar obrigatório, do queres fiado toma, dos denunciantes e informadores e, claro, dessa relíquia estimada que é um aparelho de segurança.
Eu não ponho flores neste cemitério.
Nesse Portugal toda a gente era pobre com exceção de uma ínfima parte da população, os ricos. No meio havia meia dúzia de burgueses esclarecidos, exilados ou educados no estrangeiro, alguns com apelidos que os protegiam, e havia uma classe indistinta constituída por remediados. Uma pequena burguesia sem poder aquisitivo nem filiação ideológica a rasar o que hoje chamamos linha de pobreza. Neste filme a preto e branco, pintado de cinzento para dar cor, podia observar-se o mundo português continental a partir de uma rua. O resto do mundo não existia, estávamos orgulhosamente sós. Numa rua de cidade havia uma mercearia e uma taberna. Às vezes, uma carvoaria ou uma capelista. A mercearia vendia açúcar e farinha fiados. E o bacalhau. Os clientes pagavam os géneros a prestações e quando recebiam o ordenado. Bifes, peixe fino e fruta eram um luxo.
A fruta vinha da província, onde camponeses de pouca terra praticavam uma agricultura de subsistência e matavam um porco uma vez por ano. Batatas, peras, maçãs, figos na estação, uvas na vindima, ameixas e de vez em quando uns preciosos pêssegos.
As frutas tropicais só existiam nas mercearias de luxo da Baixa. O ananás vinha dos Açores no Natal e era partido em fatias fininhas, para render e encharcado em açúcar e vinho do Porto para render mais. Como não havia educação alimentar e a maioria do povo era analfabeta ou semianalfabeta, comia-se açúcar por tudo e por nada e, nas aldeias, para sossegar as crianças que choravam, dava-se uma chucha embebida em açúcar e vinho. A criança crescia com uma bola de trapos por brinquedo, e com dentes cariados e meia anã por falta de proteínas e de vitaminas. Tinha grande probabilidade de morrer na infância, de uma doença sem vacina ou de um acidente por ignorância e falta de vigilância, como beber lixívia. As mães contavam os filhos vivos e os mortos era normal. Tive dez e morreram-me cinco. A altura média do homem lusitano andava pelo metro e sessenta nos dias bons. Havia raquitismo e poliomielite e o povo morria cedo e sem assistência médica. Na aldeia, um João Semana fazia o favor de ver os doentes pobres sem cobrar, por bom coração.
Amortalhado a negro, o povo era bruto e brutal.
Os homens embebedavam-se com facilidade e batiam nas mulheres, as mulheres não tinham direitos e vingavam-se com crimes que apareciam nos jornais com o título ‘Mulher Mata Marido com Veneno de Ratos’. A violação era comum, dentro e fora do casamento, o patrão tinha direito de pernada, e no campo, tão idealizado, pais e tios ou irmãos mais velhos violavam as filhas, sobrinhas e irmãs. Era assim como um direito constitucional. Havia filhos bastardos com pais anónimos e mães abandonadas que se convertiam em putas. As filhas excedentárias eram mandadas servir nas cidades. Os filhos estudiosos eram mandados para o seminário. Este sistema de escravatura implicava o apartheid. Os criados nunca dirigiam a palavra aos senhores e viviam pelas traseiras.
O trabalho infantil era quase obrigatório porque não havia escolaridade obrigatória. As mulheres não frequentavam a universidade e eram entregues pelos pais aos novos proprietários, os maridos. Não podiam ter passaporte nem sair do país sem autorização do homem. A grande viagem do mancebo era para África, nos paquetes da guerra colonial. Aí combatiam por um império desconhecido. A grande viagem da família remediada ao estrangeiro era a Badajoz, a comprar caramelos e castanholas.
A fronteira demorava horas a ser cruzada, era preciso desdobrar um milhão de autorizações, era-se maltratado pelos guardas e o suborno era prática comum.
De vez em quando, um grande carro passava, de um potentado veloz que não parecia sujeitar se à burocracia do regime que instituíra uma teoria da exceção para os seus acólitos. O suborno e a cunha dominavam o mercado laborai, onde não vigorava a concorrência e onde o corporativismo e o capitalismo rentista imperavam. Salazar dispensava favores a quem o servia. Não havia liberdade de expressão e o lápis da censura aplicava-se a riscar escritores, jornalistas, artistas e afins. Os devaneios políticos eram punidos com perseguição e prisão. Havia presos políticos, exilados e clandestinos. O serviço militar era obrigatório para todos os rapazes e se saíssem de Portugal depois dos quinze anos aqui teriam de voltar para apanhar o barco da soldadesca. A fé era a única coisa que o povo tinha e se lhe tirassem a religião tinha nada. Deus era a esperança numa vida melhor. Depois da morte, evidentemente. ”
Clara Ferreira Alves.
A história da Clara Ferreira Alves é mais uma das tentativas de alguns pseudo historiadores do regime atual de utilizarem a comunicação social e o ensino para fazerem lavagens cerebrais às nossas crianças e contarem uma história deturpada só para lhes meter medo e não questionarem os exemplos dos Sócrates, Salgados, Berardos, Costas e, infelizmente, muitos outros deste pobre Portugal!!!
Quando Salazar assumiu o poder, Portugal estava completamente falido e ninguém lhe emprestava dinheiro, houve vários relatos de pessoas desse tempo que afirmavam que antes havia falta de moral e respeito pelo próximo, para além de uma enorme pobreza deixada pela 1.ª República. Era raro o mercado/feira em que não havia mortes, havia imensa insegurança porque simplesmente as pessoas não se respeitavam e isso mudou com Salazar.
Ao longo da governação de Salazar, este impulsionou a Economia, as infraestruturas nomeadamente as Escolas (Rede de escolas primárias que não existia, Liceus, Universidades que não eram só para ricos como querem vender hoje (o meu pai, filho de agricultores pobres, tirou a sua licenciatura em Economia antes do 25 de abril); Hospitais Centrais (Santa Maria, São João, etc, etc.), Pontes (entre as quais a que mais tarde o regime atual veio batizar), inúmeras barragens, estradas, etc. Impulsionou, também, a criação de muitas empresas (Siderurgia Nacional, CUF, Lisnave, Setnave, conserveiras, etc) para diminuir a necessidade de importações, criando o pleno emprego e aumentando a riqueza das famílias que todos os anos viam uma melhoria das suas vidas. Nessa altura da nossa história, Portugal atingiu taxas de crescimento brutais, apesar de estar em guerra, face às atuais que quando não são de recessão, são próximas de zero. Em 1970, 1971 e 1972, Portugal conheceu taxas de crescimento de: 8,47%, 10,49% e 10,38% e tinha os cofres cheios de ouro que rapidamente desaparecem após o 25 de abril e transformou-se num país pobre e pedinte face às esmolas europeias.
Portugal teve durante 40 anos a administração mais séria da sua História , ao contrário do regabofe, desde o 25 de abril até aos dias de hoje, de corruptos a delapidarem o erário público, desde o poder central até às autarquias (basta consultar alguns contratos públicos para se verificar trafulhices escandalosas que face às leis criadas pelos nossos governantes “democratas” passam completamente impunes!!!).
O principal erro do antigo regime foi a guerra colonial. Talvez se tivesse negociado com as colónias, como os ingleses fizeram, o regime não teria caído e não teríamos sido violentamente saqueados pelos nossos políticos e empresários amigos, como temos sido ao longo desta democracia “podre”. Não esquecer que desde o 25 de abril, já passámos por 3 bancarrotas e vamos a caminho da 4.ª …
Por muito que tentem rescrever a história, a mesma não desaparecerá só porque querem e mais tarde a mesma será contada com verdade.
Caro Atento:
Dado o seu profundo saudosismo, desconforto e descontentamento por viver num regime democrático, pode sempre emigrar para a Coreia o Norte, esse paraíso sem corrupção, sem pobreza e sem dívida pública…
O seu perfil, enquanto “cidadão” corresponderá, por certo, ao que é desejado pelo Querido Líder, pelo que não deverá ter qualquer problema ou dificuldade em passar a fazer parte dessa Grande Nação…
Seja corajoso e não hesite, a Coreia do Norte anseia por si e é por certo o destino que melhor lhe convém… Portugal não é país para si, mas a Coreia do Norte pode bem vir a ser…
Eu, como, jamais, em tempo algum, concordarei com qualquer tipo de Ditadura, continuarei a preferir viver no “pior dos regimes, à excepção de todos os outros” (Winston Churchill)…
Quando já estiver instalado, e se puder, mande notícias… Gostamos sempre de saber o quão felizes e satisfeitos estão aqueles que corajosamente se viram obrigados a abandonar o país de origem, na procura dos mais profundos ideais e das mais genuínas convicções…
A Matilde sabe muito bem que o Salazar era manso e brando demais. Poderia ter feito como os governantes soviéticos do seu tempo. Não quis, foi brando para o seu tempo.
Claro que os abutres logo que puderam tomar o seu lugar não perderam tempo. E foi o que se viu: só corruptos e bandidos democratas.
É preciso a força de um Salazar duro (não como o de Vimieiro, pois esse só tinha mansidão no corpo) para que exista o verdadeiro 25 de abril.