Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 24 de maio, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 25 de maio de 2021 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato
Mai 21 2021
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 24 de maio, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 25 de maio de 2021 (hora de Portugal continental).
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SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato
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Mai 21 2021
Os inspetores detetaram situações em que houve uma “deficiente elaboração de critérios de avaliação”, mas também uma “incorreta aplicação” desses mesmos critérios de avaliação.
A informação foi avançada à Lusa pelo gabinete do Ministério da Educação, quando questionado sobre a intervenção junto aos estabelecimentos de ensino que sistematicamente inflacionam as notas dos alunos do secundário, uma prática que pode permitir a um estudante passar à frente no acesso ao ensino superior.
Segundo a tutela, os inspetores de educação instauraram desde o ano letivo de 2019/20 66 processos disciplinares e passaram a ser uma presença regular nas escolas onde normalmente são identificados estes problemas.
Os processos disciplinares traduziram-se em “64 sanções disciplinares aplicadas em estabelecimentos públicos e em estabelecimentos particulares e cooperativos, e dois suspensos, nos termos da lei, por aposentação ou cessação de funções dos arguidos”, explicou à Lusa o Ministério.
Os inspetores detetaram situações em que houve uma “deficiente elaboração de critérios de avaliação”, mas também uma “incorreta aplicação” desses mesmos critérios de avaliação.
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Mai 21 2021
Distrito a distrito, concelho a concelho, cidade a cidade, rua a rua. Este mapa permite fazer um zoom à escola que está mais perto de si e saber como se compara com as restantes.
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Mai 21 2021
O “modelo de recrutamento de professores tem de ser repensado”, e o debate pode ter início ainda nesta legislatura. “Nem todos os professores conseguem ser professores (e podem ser excelentes) num determinado território. Outros têm uma vocação imensa para trabalhar com crianças mais desfavorecidas”, diz o secretário de Estado adjunto e da Educação. O sistema tem de deixar de ser “cego a isso”.
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Mai 20 2021
O PJL Nº 761/XIV/2ª do BE foi aprovado há pouco no plenário, com os votos a favor do BE, PSD, PCP, PEV, PAN, CH e das deputadas Joacine K. Moreira e Cristina Rodrigues. Abstiveram-se o CDS-PP e IL e votou contra o PS.
Os quatro artigos do PJL foram aprovados:
Artigo 3.º
Valorização da carreira docente
A revisão do regime de recrutamento e mobilidade do pessoal docente dos ensinos
básico e secundário prevista na presente lei orienta-se pelos seguintes critérios:
a) respeito pela graduação profissional e eliminação de ultrapassagens;
b) vinculação de docentes contratados mais célere e sistemática;
c) inclusão dos horários incompletos para efeitos de mobilidade interna;
d) alteração dos intervalos horários;
e) redução significativa da dimensão geográfica dos Quadros de Zona Pedagógica (não aprovado)
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Mai 20 2021
Num artigo para o Público, o meu colega Paulo Prudêncio colocou as coisas de forma muito certeira quando escreveu que “o debate sobre a escola desequilibrou-se e descolou da realidade. Emergiu um mar de radicalidades (da natureza das coisas) que ignorou a existência de salas de aula. Por exemplo, é insensato e desproporcional querer ainda mais dias lectivos para recuperar aprendizagens. Não há dados para o exigir com rigor” (texto colocado online no dia 11 de Maio de 2021).
E acrescenta outros temas em que o que passa por ser um “debate”, mais não é do que uma sucessão de monólogos, em que vários intervenientes se encapsularam em posições que ignoram a situação concreta vivida nas escolas, preferindo repetir fórmulas esgotadas e cuja inadequação já teve demonstração empírica como a gestão escolar, a falta de professores, os seus horários ou o seu regime de avaliação de desempenho.
Para não transcrever de forma extensa o seu artigo, vou aqui resumir alguns aspectos sobre os principais pontos que ele identificou com clareza, correndo o risco de me repetir em alguns argumentos a que recorri em outras ocasiões.
Gestão escolar – é impensável ler e ouvir pessoas a defender o aprofundamento do trabalho colaborativo e a partilha de experiências nas escolas, quando nelas os procedimentos relativos à tomada de decisões se afunilaram e concentraram de um modo que deixou de fora a larga maioria dos docentes e, em simultâneo, provocou uma acelerada e profunda erosão do sentido de pertença e identidade em relação á sua comunidade escolar. A lógica de encarar a escola como uma organização semelhante às outras é um erro a vários níveis, a começar pela concepção das instituições e organizações como um conjunto indiferenciado, a que se devem aplicar as mesmas regras. É estranho ler críticas (injustas) a um alegado modelo único de organização das salas de aula, que replicará a lógica da produção industrial massificada, quando se aplicam à sua gestão exactamente o mesmo tipo de conceitos. A competição e a concorrência tomaram o lugar da partilha e cooperação, mas a isso voltarei mais adiante, a propósito da avaliação do desempenho docente.
Falta de professores – quase todas as medidas tomadas nas últimas duas décadas em relação à carreira docente foram no sentido de a descaracterizar, precarizar e menorizar perante a opinião pública, amesquinhando-a em termos simbólicos e proletarizando-a em termos materiais. Aos professores contratados ergueram-se obstáculos de acesso ou recuperaram-se medidas de “racionalização” na distribuição e gestão dos horários, enquanto aos professores dos quadros se limitaram horizontes de progressão. Os avisos acerca da necessidade de não tornar a docência uma profissão pouco apelativa e assegurar a sua renovação foram ignorados. A crença de que a existência de um vasto contingente de candidatos à profissão (de acordo com os números de candidaturas nos concursos externos ao longo de outros anos) asseguraria a substituição de quem saísse por esgotamento ou atingir a idade da reforma, chocou com uma realidade não prevista pelos cultores da gestão “racional” dos recursos humanos. Ao mesmo tempo, a permanente menorização dos cursos na área das Humanidades, estendeu-se aos cursos de formação de professores que agora perderam qualquer autonomia ou diversidade em termos de saídas profissionais. As consequências deste tipo de políticas está bem à vista: muitos foram os que deixaram de querer continuar a ser professores e muitos outros nem sequer consideram a possibilidade de optar por essa via profissional. Tudo isto porque muitos especialistas e decisores optaram por ignorar a realidade e ficarem presos às suas convicções ideo0lógicas ou interesses pragmáticos.
Avaliação do desempenho – a minha experiência, em especial a mais recente, como árbitro nomeado por colegas para árbitro de recursos ou como mero “consultor” de reclamações, permitiu-me conhecer de perto as práticas de avaliação do desempenho docente em várias escolas e confirmar a indignidade de um modelo pensado apenas para travar a progressão salarial dos professores e nada no reconhecimento do mérito. Confirmou-me ainda até que ponto a natureza humana é permeável aos desejos mesquinhos de vingança pessoal ou ao exercício abusivo de qualquer poder que se consiga ter sobre o que antes eram pares e agora se encaram como meros subordinados. E sobre a incoerência de quem fala muito num sentido, mas depois se encolhe quando pode fazer algo para combater o que se diz ser injusto. A este propósito vou citar extensivamente o que outro colega (Alberto Veronesi) também escreveu há pouco tempo no Público: “é preciso que os professores não se diminuam e se considerem executantes de fim de linha que nada podem fazer para alterar o panorama educativo, a não ser resmungar enquanto deambulam pelos corredores da escola. Somos todos capazes de muito mais. Temos de mudar também a nossa mentalidade, pois muito daquilo de que nos queixamos no sistema, deve-se a nós próprios. Protestar sem percebermos que cada um de nós faz parte do sistema não só é um mau princípio mas também é uma visão muito redutora do próprio sistema!” (texto colocado online no dia 10 de Maio de 2021). Tal como eu, ele também se deparou com as perversidade de um sistema de avaliação, cujas “garantias” ao nível das reclamações e recursos podem ser completamente desvirtuadas quando quem exerce certos cargos tem da sua função uma concepção meramente burocrática. É verdade que também conheci colegas com uma forma de estar irrepreensível e escolas onde ainda sobrevive um espírito, hoje quase perdido, de justiça e práticas de transparência. Onde as pessoas que desempenham certas funções, o fazem com elevado profissionalismo e conhecimento das suas responsabilidades.
As aprendizagens perdidas – volto ao tema, não por especial prazer, mas porque é o tema mais recente em que se ouvem e lêem coisas que entram em choque com o que resta de bom senso no debate público sobre Educação. Há quem tenha chegado, à boleia da pandemia, à discussão das questões educativas, oferecendo ideias inovadoras que ninguém pediu para resolver problemas que foram criados para justificar a aplicação dessas pseudo-inovações. De alguma forma, fazem-me lembrar aqueles casos em que certas patologias/doenças passam a ter uma existência autónoma para justificar um novo medicamento no mercado. Ao contrário do que passa por ser senso comum, sem sustentação empírica, este ano vou dar mais aulas do que alguma vez dei, por exemplo, na disciplina de História e Geografia de Portugal. Apesar de dois feriados em Junho e de algum imprevisto que me aconteça, conseguirei ultrapassar, pela primeira vez em três décadas, a centena de aulas. Lamento desiludir os catastrofistas, mas não restarão conteúdos por leccionar e as aprendizagens que possam ficar por realizar ou as competências por desenvolver, não resultam dos efeitos da pandemia. E muito do que pode estar a correr menos bem, não é novidade da época, mas sim o efeito acumulado de muitas reformas e enxertos nos currículos, a par de muita obsessão com o que se diz ser “essencial”.
JL
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Mai 20 2021
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Mai 20 2021
Várias escolas em todo o país estão hoje de manhã fechadas ou com perturbações na sequência da greve dos trabalhadores da função pública para exigir aumentos salariais e valorização das carreiras, disse à Lusa fonte sindical.
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Mai 20 2021
1. O processo administrativo, vigente em Portugal, para realizar a avaliação de desempenho dos docentes (ADD) é iníquo, injusto e inútil (além de prejudicial ao normal e eficaz funcionamento das escolas e gerador de problemas ao seu adequado funcionamento educativo).
2. Estes factos gerais têm sido muito debatidos no espaço público, mas não têm merecido a atenção devida no debate político e legislativo.
3. As consequências para a estratégia educativa do país e para as vidas profissionais e familiares dos docentes são muito negativas e traduzem-se numa sensação generalizada de engano e falsidade da ação do legislador, que não devia manter-se, há tantos anos, em claro, no debate da Assembleia da República.
4. Acresce que, o que se disse, e dirá abaixo, sobre o sistema de avaliação dos docentes, pode também ser afirmado da mesma forma sobre o SIADAP. Assim, a iniquidade e injustiça também afetam, por essa outra via, outros profissionais de educação, gerando graves atropelos ao exercício de direitos dos profissionais das escolas, direitos que deviam ser a matriz inquestionável no nosso Estado democrático ao fim de quase meio século.
5. Na verdade, as proclamadas boas e elevadas intenções legislativas das normas sobre avaliação de desempenho, que aqui se discutem, geram uma prática de procedimentos incompreensíveis e labirínticos, carregada de atos antidemocráticos e arbitrários que inquinam o ambiente regular de funcionamento das escolas. E os efeitos ocorrem, quer considerando o universo de cada agrupamento ou escola, quer o conjunto dos professores de cada escalão de carreira ou do país.
6. As fontes dessas arbitrariedades normativas são múltiplas, sendo, a mais flagrante, a existência de quotas para atribuição final de menções (de aplicação recorrente sem critérios inequívocos e gerais), que se conjugam com a posterior filtragem adicional (que agrava os problemas) por via da aplicação de vagas à progressão de escalões.
7. Uma leitura atenta, ou até mesmo superficial, da confusa floresta normativa da ADD, em prática nas escolas portuguesas, é uma tarefa chocante e constrangedora, porque termina necessariamente com a angústia de se constatar e não se perceber como tal monstro de injustiças, ilegalidades e até inconstitucionalidades pode vigorar e, até, ser apresentado como obra positiva, por sucessivos governos.
8. Isto, apesar de se registar o sinal, bem sintomático, de que uma das suas principais autoras da legislação se recusou a ser avaliada por um sistema similar, quando lhe podia sofrer os efeitos na sua carreira docente no ensino superior.
9. Consciente da perversidade do regime normativo que produziu que, mais que a justiça na avaliação do mérito profissional, visa bloquear e anular os direitos de carreira dos docentes, o legislador introduziu, entre as normas da ADD, algumas sobre proibição de acesso à informação.
10. Na prática, servem de forma radical para impedir o escrutínio das decisões e a eficácia jurídica da contestação dos docentes, vítimas de injustiças e ilegalidades.
11. Referimo-nos, assim, em concreto, às normas que estipulam a confidencialidade genérica dos processos de avaliação de cada docente. Tais normas vêm sendo aplicadas pelos serviços do ministério da educação com zelo bizantino, pois são essenciais aos seus propósitos de bloqueio da justa contestação jurídica ao processo e essenciais à manutenção da situação, já que, só elas ainda contêm e impedem o caudal, potencialmente em cascata, de reclamações.
12. Acresce que tais normas são patentemente inconstitucionais, ao violarem o direito fundamental de acesso à informação administrativa dos interessados no procedimento administrativo e ao contenderem, entre outros, com o princípio geral de transparência que rege toda a atividade administrativa.
13. Na verdade, na prática, um docente, inicialmente avaliado pelos avaliadores que com ele efetivamente contactam, por exemplo, de Muito Bom, pode terminar com uma menor menção de bom (que lhe retira benefícios). Mas, sujeito a esse prejuízo, o docente não consegue, no atual estado de coisas, escrutinar (ou conhecer na plenitude dos seus fundamentos) os critérios e todos os passos, desde o primeiro, que geram o resultado e que terminam com a aplicação das quotas limitativas das avaliações individuais.
14. Se quiser conhecer os motivos pelos quais é excluído da quota, para outros serem incluídos, e vier requerer o acesso completo ao processo de avaliação dos seus concorrentes na mesma quota, obterá a sacrossanta resposta de que “as normas da ADD estipulam que a avaliação de cada um é confidencial.”
15. Como se pode contestar uma exclusão danosa, sem conhecer os fundamentos, desde a raiz, que levam outros a serem incluídos? Que garantias podem existir, em tal proceder, contra a arbitrariedade ou a possibilidade de ocorrência de favorecimentos ou de benefícios por favoritismo?
16. Ao ver assim recusado o acesso a documentos essenciais ao conhecimento do fundamento de decisões que os prejudicam, limita-se ilegalmente a defesa dos direitos dos visados, a produção de reclamações, de recursos hierárquicos e até se dificulta o acesso à via judicial para contestar um elemento essencial para a sua realidade profissional e progressão na carreira.
17. Tal situação gera efeitos gravíssimos na capacidade efetiva dos docentes reagirem a injustiças e ilegalidades na aplicação das quotas de atribuição de menções de muito bom e excelente.
18. Este quadro, abusivo e pouco transparente, já instalou a total arbitrariedade e um caos de injustiça no processo, que é, de forma tão acrítica, louvado politicamente pelas suas pretensas virtudes redentoras.
19. Na verdade, a existência de tais normas, que tornam secreta e insusceptível de escrutínio completo, desde a raiz, pelos interessados, a forma como cada agrupamento aplica, no concreto, as quotas de cada menção, encerra uma patente inconstitucionalidade, além de se traduzir na existência, no nosso Estado de Direito, de uma situação que se assemelha aos antigos processos de julgamento inquisitorial, produtores de sentenças definitivas, gravosas e irrecorríveis, com fundamento inacessível porque proibido.
Assim, perante o quadro legislativo e operativo sumariamente descrito, e que cremos ser facilmente acessível aos Senhores/as Deputados/as, requer-se à Assembleia da República que, mesmo antes da necessária alteração e revogação do atual insustentável regime de ADD, proteja os direitos de acesso à informação e à transparência dos que dele são vítimas.
E que tais providências, de produção de normas para proteção de direitos fundamentais, sejam operadas com a urgência que, perante tão graves e generalizados atropelos, se impõe, debatendo e fazendo a alteração legislativa e revogação da referida e nefasta confidencialidade, determinando ao governo a reposição prática da legalidade e da conformidade à Constituição.
Para tal, requer-se que a Assembleia da República crie normas que imponham o direito de acesso e publicidade dos critérios e resultados e permitam, na prática efetiva, o acesso de cada avaliado a todos os dados da avaliação de quem compita pela mesma quota (e pelas mesmas vagas), generalizando a regra da transparência.
Petição – A aguardar assinaturas online
Subscritor(es): Luís Miguel Sottomaior Braga Baptista
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Mai 19 2021
Exmo.(a) Senhor(a) Diretor(a)/Diretor(a) Pedagógico(a)
Decorrente da realização do Estudo de Aferição Amostral das Aprendizagens, e no sentido de agilizar todo o processo inerente ao referido estudo, vem o Júri Nacional de Exames comunicar que a partir de hoje, dia 19 de maio de 2021, encontra-se aberta a Plataforma de Aplicação de Adaptações na Realização do Estudo de Aferição Amostral das Aprendizagens – 2020/2021.
Com os melhores cumprimentos,
João Miguel Gonçalves
Diretor-Geral dos Estabelecimentos Escolares
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Mai 19 2021
Isto só vem dar razão ao que penso há algum tempo. Não tardará muito, algumas mais sedes de concelho deixarão de ter ensino secundário disponível para os seus alunos. Voltaremos aos tempos de antigamente, quando os estudantes se deslocavam para as sedes de distrito para frequentar o ensino secundário.
O tema do alojamento de estudantes do ensino secundário surgiu pela deputada do PSD Isabel Lopes, que defendeu o acesso da população a serviços básicos “para se atingir o máximo de equilíbrio entre o interior e o litoral”.
Apontando como exemplo os concelhos de Vimioso e de Freixo de Espada à Cinta, ambos no distrito de Bragança, a deputada social-democrata questionou sobre a resposta do Governo para os municípios onde não existe oferta de ensino secundário, ainda que a escolaridade obrigatória seja até ao 12.º ano, acrescentando que nesses territórios “a educação é um autêntico fardo”, inclusive os pais têm de pagar o alojamento e os transportes desses alunos para poderem estudar.
Em resposta, a secretária de Estado da Valorização do Interior afirmou que “é obviamente muito importante a presença de serviços públicos nos territórios do interior”, assegurando que o Ministério da Coesão Territorial está a acompanhar e a participar em soluções para esses problemas específicos, nomeadamente no desenho de um projeto piloto, em conjunto com o Ministério da Educação, “para construir soluções para regiões de baixa densidade”.
“Vimioso, obviamente, está no nosso horizonte. Aliás, nesse grupo de trabalho está precisamente a Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes, para aumentar a possibilidade de frequência de diferentes cursos e abrir caminho para um trabalho em rede já que temos várias alternativas, nomeadamente também no que diz respeito ao nível dos cursos profissionais”, declarou Isabel Ferreira.
Relativamente à oferta gratuita de alojamento em residências, a governante indicou que “será para todos os alunos do ensino secundário que estão deslocados do seu município de origem”, prevendo que a medida “entre em vigor no próximo ano letivo”.
Sobre as ligações rodoviárias de Miranda do Douro e de Vimioso-Bragança, a secretária de Estado da Valorização do Interior referiu que “ambas estão assinaladas no Plano Nacional de Investimentos, portanto é uma prioridade”.
A questão da oferta de serviços públicos foi também levantada pela deputada do BE Isabel Pires, que criticou a “lentidão” na resolução dos problemas dos territórios do interior, considerando que se passa a ideia de que “existem muitos projetos, existem muitos avanços, quando depois na prática ficam ainda muito aquém do que é necessário”.
A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, realçou a importância dos serviços públicos em todo o território, mas em particular no interior, referindo que o executivo não tem fechado esse tipo de espaços.
O Governo tem procurado “criar ou reorganizar espaços de prestação de serviços”, nomeadamente aprovou novas 54 Lojas do Cidadão, disse.
“No âmbito do próximo quadro comunitário, gostaríamos muito de ter em todas as Juntas de Freguesia um Espaço do Cidadão, com apoio de fundos comunitários”, referiu a ministra, pretendendo que estas autarquias locais, que nunca foram beneficiárias de fundos comunitários, possam ter acesso a este apoio “para aqueles projetos que são da sua competência e que farão certamente melhor do que qualquer outra entidade”.
Neste momento, o Governo está a apoiar 503 equipamentos na área social, dos quais “alguns são novos”, e 569 infraestruturas de ensino básico e secundário em execução, apontou Ana Abrunhosa.
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Mai 19 2021
“Estamos à espera de um grande impacto nos diversos setores, incluindo as escolas, onde se espera uma forte adesão por parte do pessoal não docente”, esclareceu Sebastião Santana.
Já há algumas escolas a alertar os pais, através da emissão de circulares internas, para a possibilidade de não ser garantido o normal funcionamento, devido à perspetiva de adesão dos funcionários. “Vimos informar que em virtude de estar convocada uma greve da Função Pública, quinta-feira, 20 de maio, poderá não ser possível garantir o normal funcionamento neste dia”.
Filinto Lima admite um impacto que, a confirmar-se esta “forte adesão”, a greve terá no normal funcionamento das instituições de ensino. “É uma greve que afeta muito as escolas, há algumas que deverão fechar e os alunos terão de ficar em casa e nesse caso os pais também, se se tratarem de alunos do primeiro ciclo e alguns do segundo. Se for forte como já tem sido, irá levar ao fecho das escolas, ou pelo menos, a um anormal funcionamento das mesmas. Prevejo que de facto cause transtorno ao normal funcionamento das escolas e também aos pais e alunos”.
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Mai 18 2021
Lisboa, 8 de março de 2008. Os meus olhos estão presos na televisão. Presos e embelezar o . A maior manifestação de professores está na rua. São cerca de 100 mil docentes a protestar contras as políticas do Governo para a Educação. Chamaram-lhe a marcha pela indignação. Professores, idos de todo o país, marcharam sobre Lisboa e foram mostrar ao Governo a sua indignação, face às políticas do executivo socialista, de José Sócrates, para a área da Educação. Naquele dia, senti o fascínio de quem está diante de um corpo unido e, assaz, defensor dos seus ideais. Sem medo, com convicção, com raça e, acima de tudo, com o respeito que o povo atribui às causas justas.
Os professores sabem e ensinam que dos fracos não reza a História e aqueles professores presentes na capital quiseram fazer História.
Passaram-se 13 anos. Os professores continuam a ser desvalorizados no seu mérito e ostracizados nos seus direitos. Aquilo que, naquela época, eram as principais reivindicações dos professores continuam por cumprir e, em alguns casos, sofreram, até, alguns agravamentos.
Os decisores políticos, mormente aqueles que estão, confortavelmente, instalados nos gabinetes do Ministério sabem que, no terreno, há sempre alguém capaz de ser mais papista do que o papa e apressar-se a replicar os seus infetados desígnios. Aqueles que não passam de peões do sistema, mas que, investidos de um cargo qualquer, se julgam reis do tabuleiro, mostram-se incansáveis nos ataques perpetrados aos interesses dos professores. Acresce que, muitas vezes, esses peões do sistema são, também eles, professores. E quando não perpetram ataques, dispensam-se de defender os direitos dos seus pares e, dessa forma, contribuem, na mesma medida, para o desprestígio e a divisão da classe e para o empobrecimento do setor.
O sistema de avaliação dos professores é um embuste que, para além de não reconhecer a justa medida do mérito, está sustentado numa opacidade que se revela um fator contributivo para a prática de amiguismos, protecionismos e caciquismos, desenvolvendo – naqueles professores cuja competência é, miseravelmente, desprezada – uma revolta que, face à sua natural impotência em corrigir o estado das coisas, desagua numa desmotivação, com consequências significativas para aqueles que mais necessitam de professores motivados – os alunos, obviamente -.
Um sistema opaco gera, sempre, suspeitas. A legitimidade em esconder informação que deveria ser pública pode “criar a ocasião que faz o ladrão”. Um bom exemplo é a não divulgação da lista nominal das menções de mérito atribuídas aos professores. A quem serve a não divulgação da lista?
Os professores não podem ter medo de pugnar por tudo aquilo que julgam ser decisivo para a justiça de um sistema que, já por si, está fundado em areias movediças.
Os professores, como qualquer outro profissional, não devem ter medo em denunciar tudo aquilo que levanta suspeitas e que se configura como nefasto a um ambiente de confiança entre professores e com a próprio tecido dirigente. Devem fazê-lo, independentemente da origem da situação suspeita. Qualquer inação, face a algo que levante suspeitas, tem um nome: cumplicidade.
A denúncia é uma instituição muito estimulada nos países do centro e do norte da Europa e com resultados muito animadores, no combate à corrupção, seja de pequena ou de grande envergadura. Só os prevaricadores não aprovam a denúncia.
Qualquer profissional competente não tem que ter medo. Os professores, por maioria de razão, também não devem ter medo e devem ser capazes de honrar aqueles que, no passado recente, mostraram a sua indignação, em pleno coração da capital.
Francisco José Pereira Gonçalves
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Mai 18 2021
Numa sociedade controlada pelo partido totalitário, Winston Smith não acompanhava devidamente, porque tossia, a aula matinal obrigatória de exercício físico emanada do telecrã. Até que: “ – Smith! – berrou a voz áspera do telecrã. – 6079 W. Smith! Sim, você! Curve-se mais, se faz favor! Consegue fazer melhor do que isso. Não se está a esforçar. Mais, por favor! Assim está melhor, camarada! Agora, todos à vontade e olhem para mim.” O que George Orwell imaginou em 1949 não aconteceu em 1984, mas concretizar-se-á no futuro próximo com um importante contributo português (e doutras nações com turmas numerosas).
Ou seja: a inteligência artificial (IA) reivindicará, à Google, melhorais contratuais por causa de Portugal. Os algoritmos não estavam preparados para tanta aceleração. A gigante tecnológica argumentará com a “inesperada” passividade do Governo. Resumindo, a IA espanta-se com os professores e a Google é grata com o que existe.
Para lá das ironias e ficções, constata-se a falta estrutural de professores e a inércia dos poderes. Já nem se trata do tempo de serviço, da carreira ou da avaliação kafkiana. Isso seria elementar. O que surpreende, ou talvez não, é a supressão de qualquer iniciativa para a frequência da formação inicial.
E enquanto isso, e daí o espanto da IA com a auto-flagelação, os professores fornecem gratuitamente os servidores da Google (nas plataformas drive, doc´s, classroom, gmail ou youtube) com conteúdos e testes planificados ao detalhe e prontos a utilizar. E a Google também absorverá as editoras com escolas virtuais que contratam professores construtores de manuais escolares com um elenco considerável de ligações digitais preparadíssimas para registar a pegada digital dos professores e calendarizar os procedimentos. Não tarda e a IA fará a avaliação dos professores com o preenchimento de cotas e vagas com “Youtubers” e “Classroom Influencers”. Até que lá virá o dia em que “berrará a voz áspera do telecrã”.
Dá ideia que os governos contam com a IA para reduzir o número de professores. Contratarão “guardadores” no “modelo-Uber”. Professores só nas escolas com propinas muito elevadas. Aí, os conteúdos digitais serão construídos na escola para evitar os homogeneizados, os alunos por turma serão decentes, o currículo será completo, haverá paridade entre as ciências e as letras, a avaliação será contínua, exigente, rigorosa e baseada na confiança nos professores e as regras disciplinares serão simples, sensatas e “ancestrais”.
Voltando ao início, as escolas de massas certificarão (também para as estatísticas internacionais) os obedientes “Winston Smith” e as de propinas elevadas formarão os dirigentes partidários de cúpula e afins. Dá ideia que pensou bem Niklas Luhmann (2001:14), em “A improbabilidade da comunicação”, ao considerar “uma viragem radical do pensamento político dominante que abandonou o modelo em que a posição central estava sempre reservada ao indivíduo”. Na sua opinião, o humano foi remetido para o exterior tornando-se uma causa para o aparecimento de problemas constantes e complexidades crescentes.
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Mai 17 2021
Foi publicado o Aviso de Abertura nº 212/2021, de 17 de maio do concurso para seleção e recrutamento do pessoal docente da educação, dos ensinos básico e secundário e do pessoal docente especializado em educação especial na Região Autónoma da Madeira para o ano letivo 2021/2022.
Prazos de Inscrição:
As candidaturas ao concurso são precedidas de uma inscrição obrigatória, nas seguintes datas:
– Concurso externo e de contratação inicial: de 18 a 21 de maio de 2021;
– Mobilidade interna: de 24 a 26 de maio de 2021;
Os candidatos que tenham lecionado ou que se encontrem a exercer funções docentes em estabelecimentos de educação, ensino ou instituições de educação especial da rede pública da Região Autónoma da Madeira, no período compreendido entre 1 de setembro de 2020 e a data de abertura do concurso, estão dispensados da inscrição obrigatória referida nos números anteriores.
Prazos de Candidatura:
– Concurso externo e concurso de contratação inicial – de 07 a 09 de junho de 2021
– Mobilidade Interna – de 14 a 16 de junho de 2021
– Afetação – de 23 a 25 de junho de 2021
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Mai 17 2021
Espero que desta consulta pública não apareçam iluminados a dizer que o ano letivo deve ter início no dia 1 de setembro de 2021 e término a 31 de julho de 2022, sem qualquer interrupção letiva.
Publicitação do início do procedimento tendente à elaboração do despacho que determina, para o ano letivo 2021/2022, o calendário das atividades educativas e escolares dos estabelecimentos de educação e de ensino, bem como o calendário de provas e exames dos ensinos básico e secundário.
1. Nos termos e para os efeitos previstos no n.º 1 do artigo 98.º do Código do Procedimento Administrativo (CPA), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 4/2015, de 7 de janeiro, na sua redação atual, torna-se público que, por decisão conjunta do Secretário de Estado Adjunto e da Educação e da Secretária de Estado da Educação, é dado início ao procedimento conducente à elaboração do despacho que aprova, para o ano letivo 2021/2022, o calendário dos estabelecimentos de educação e de ensino, bem como o calendário de provas e exames dos ensinos básico e secundário.
2. A preparação do referido despacho justifica-se para os efeitos previstos na alínea c) do artigo 5.º da Lei n.º 5/97, de 10 de fevereiro, e no n.º 3 do art.º 5.º do Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, tendo o procedimento por objeto concretizar, para o ano letivo 2021/2022, o calendário dos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar, dos ensinos básico e secundário e dos estabelecimentos particulares de ensino especial e o calendário da realização das provas de aferição, de final de ciclo e de equivalência à frequência do ensino básico, dos exames finais nacionais e das provas de equivalência à frequência do ensino secundário.
3. Para este efeito, designa-se como responsável pela direção do procedimento, nos termos do artigo 55.º do CPA, o Diretor-Geral da Educação, Dr. José Vítor Pedroso.
4. No prazo de 10 dias úteis contados da publicitação do presente anúncio, poderão constituir-se como interessados e apresentar contributos ou sugestões no âmbito do referido procedimento, os particulares e as entidades que comprovem a respetiva legitimidade, nos termos previstos no n.º 1 do artigo 68.º do CPA.
5. A constituição como interessado no presente procedimento é feita exclusivamente através do portal ConsultaLEX (https://www.consultalex.gov.pt).
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Mai 17 2021
165 mil receberam a segunda dose este fim de semana mas muitos nem uma levaram. ‘Task force’ promete solução em duas semanas.
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Mai 16 2021
São 212 horários que se encontram hoje em contratação de escola, sinal que não houve candidatos em reserva de recrutamento a concorrer à grande maioria destes horários.
Os horários superiores a 8 horas passam diretamente para a reserva de recrutamento e não havendo candidatos aos horários transitam de imediato para a Contratação de Escola (já foi necessário mudar a regra de passar a CE quando não existirem duas reservas seguidas sem candidatos, para uma reserva apenas).
A quase totalidade dos horários na Educação Pré-Escolar e no 1.º Ciclo já não tem concorrentes a horários completos na maioria dos distritos.
Querem Planos de Recuperação das Aprendizagens?
Olhem e analisem estes números e percebam que a carreira de professor está na amargura.
Não é só a pandemia que está a atrasar as aprendizagens dos alunos, são as políticas do ME, que por culpa própria, deixam imensas turmas sem professor grande parte do ano.
E como pretende o ME recuperar aprendizagens de alunos que passaram grande parte do ano sem professor a determinada disciplina?
Se não houver valorização da carreira docente não haverá qualquer plano de recuperação que tenha qualquer impacto no futuro nas aprendizagens dos alunos. E ainda vamos no começo. O futuro será muito pior.


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Mai 16 2021
Acredito que a vida nos dá o que merecemos.
E acredito de igual forma que a vida nos põe à prova para crescermos… é difícil aceitar esse dilema. É difícil virar a página, porque há páginas que não se viram. Há páginas que nos perseguem até ao fim dos nossos dias.
O sistema de avaliação de professores é injusto, desleal, sem transparência e manipulado. O SIADAP espelha as mesmas características. No entanto, é lei e há que cumpri-lo. As greves e as manifestações dão-me o direito de contestar um sistema que condeno. E somos tão poucos a contestar o que tantos condenam!
Mas a lei também nos defende, a lei permite-nos reclamar e recorrer, esgotamos as nossas forças e os nossos fundamentos, provamos o nosso mérito, sem nunca pôr em causa o mérito de quem teve a sorte de ficar nas quotas. Nunca pomos em causa a excelência de uns pela qualidade do nosso empenho. Lutamos apenas, porque a lei assim o dita, que cabemos nas quotas. Por duas décimas. Duas décimas. Sem prejuízos para ninguém, sem fugir ao sistema, sem pôr em causa a lei. Apenas e só na defesa de um direito. Levei algum tempo a querer falar disto. Hoje, fruto do cansaço, de um mau estar provocado quiçá pela vacina, deu-me para isto, senti vontade de expressar esta angústia que me tem atormentado. Lutei e perdi. Mas quero ser voz para que muitos lutem para que vençam. Jamais chegarei ao topo da carreira, jamais! Mas com orgulho e consciência digo e afirmo que sinto que sou boa, muito boa professora, não porque seja narcisista, mas porque vejo nos olhos dos meus alunos e alunas, vejo no carinho dos adultos de hoje, que foram meus alunos outrora, vejo porque construí a imagem de uma escola de sucesso. Jamais chegarei ao topo, mas a consciência do dever cumprido ninguém mo tira. Jamais chegarei ao topo, mas jamais deixarei de lutar por uma escola de sucesso, nas quatro paredes da minha sala. Jamais deixarei de dar voz aos meus colegas para que nunca desistam de lutar pelos seus direitos. Porque não nos podemos esconder atrás de um sistema de quotas, porque o sistema também nos defende. Basta quem tem o poder de aplicar a lei saber aplicá-la.
Não há ambiguidades lexicais e discursivas que ofusquem verdades…
Como dizia, o meu querido Manuel Alegre, há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não.
Na vida.
No mundo….
Sandra C.
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Mai 16 2021
Não entendo a polémica. É tudo uma questão de liberdade e ninguém critica os escoceses…
A Associação de Estudantes da Escola Básica e Secundária de Carcavelos manifestou surpresa pelo impacto da iniciativa ‘Dia da Saia’, que, na sexta-feira, levou rapazes a usarem esta peça de roupa, para “incentivar a tolerância”.
Alguns pais acusam a escola de “permitir ideologias partidárias” (extrema-esquerda) no recinto, mas Graça Oliveira, diretora do Agrupamento de Escolas de Carcavelos, acha a reação exagerada e diz que a ideia visa “promover respeito pelo outro”.
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Mai 15 2021
SINOPSE: Tudo parecia normal num dia em que um jovem decide ir surfar até que chega à praia, começa a desfrutar das ondas e acaba por se deparar com um obstáculo intransponível que o obriga a alterar radicalmente a sua forma de surfar.
REALIZADO POR:
– André Henriques
– António Gomes
– Ricardo Campos
– Ricardo B. Silva
– Rita Ângelo
***Um projeto desenvolvido no âmbito da cadeira de Som, Vídeo e Autoria de Conteúdos Digitais (SVACD / ISCTE-IUL)
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Mai 15 2021
Decreto Legislativo Regional 9/2021/M
Foi publicado o Decreto Legislativo Regional nº 9/2021/M, de 14 de maio, que altera o regime jurídico dos concursos para seleção, recrutamento e mobilidade do pessoal docente da educação, dos ensinos básico e secundário e do pessoal docente especializado em educação e ensino especial da Região Autónoma da Madeira, regulado pelo Decreto Legislativo Regional nº 28/2016/M, de 15 de julho, e alterado pelo Decreto Legislativo Regional nº 9/2018/M, de 29 de junho.
https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/163332294/details/maximized?serie=I&dreId=163332283
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Mai 14 2021
Os CFAE foram incumbidos de organizar as propostas das escolas para a elaboração de propostas sobre o Plano de Recuperação das Aprendizagens, originado pelos sucessivos confinamentos e passagem do ensino presencial para o ensino à distância e elaboraram uma síntese nacional.
Responderam as escola que entenderam (mais de 90%), espero que todas as escolas de “excelência” tenham respondido, no entanto, abstive-me e continuarei a abster-me de participar nestas iniciativas que mais não são do que responder ao óbvio e não ter qualquer resposta por parte do Ministério da Educação quando diga respeito a um aumento de recursos financeiros.
PROPOSTAS PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE RECUPERAÇÃO DAS APRENDIZAGENS
Dando resposta à solicitação da Secretaria de Estado Adjunto e da Educação, visando a elaboração de uma síntese com a perceção dos respondentes sobre as medidas de apoio à recuperação das aprendizagens prejudicadas pela pandemia por COVID 19 no país, elaborou-se uma proposta de formulário para recolha de contributos que, não sendo obrigatório nem absolutamente igual em todo o país, pretendia constituir-se como um guia orientador da reflexão, que, com mais ou menos a mesma estrutura, foi distribuído em todas as UO do país, obtendo um nível de respostas superior a 90%.
De referir que se constataram diferentes perceções e diversas realidades relativamente ao impacto do ensino à distância (E@D) nas aprendizagens dos alunos. Numa análise atenta, podemos concluir que as UO têm vindo a desenvolver um trabalho concertado, fundamentado nas especificidades de cada um dos Agrupamentos/Escolas não Agrupadas. Parece evidente que, no exercício da sua autonomia, deve cada UO poder encontrar as respostas que mais se adequam a cada situação, pese embora a necessidade de se considerar o que foi unanimemente referido como relevante.
As aprendizagens mais afetadas e comprometedoras de aprendizagens futuras são, essencialmente, na área das competências transversais do perfil do aluno, sendo estas a base do currículo específico de cada disciplina do 7o ao 12o anos. Conclui-se, claramente, numa evidência quantificada expressivamente, a necessidade de investir, de forma continuada e fundamentada, no cumprimento e operacionalização do disposto nos Documentos Legais em vigor, a saber, Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória (PASEO), Decretos-Leis nos 54 e 55/2018, Aprendizagens Essenciais(AE) e Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania.
Apresenta-se, em seguida, a síntese dos resultados obtidos.
1. Medidas pedagógico-didáticas:
2. Medidas Organizacionais:
3. Recursos:
4. Formação:
06 de Maio de 2021
Os Representantes dos Diretores de CFAE,
Francisco Simão
Região Alentejo
Manuel Nora
Região Algarve
Olga Morouço
Região Centro
Luís Mendes
Região de Lisboa e Vale do Tejo
João Carlos Sousa
Região Norte
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Mai 14 2021
Lista de colocações do concurso interno | Versão Web| Versão Pdf
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Mai 14 2021
Foram colocados 174 contratados na Reserva de Recrutamento 29, distribuídos da seguinte forma:

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Mai 14 2021
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 29.ª Reserva de Recrutamento 2020/2021.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 17 de maio, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 18 de maio de 2021 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato
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Mai 14 2021
Revê e aprova os princípios orientadores do programa «Iniciativa Nacional Competências Digitais e.2030 – INCoDe.2030»
Autoriza a realização da despesa relativa à aquisição de licenças digitais de manuais, no ano letivo de 2020/2021
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Mai 14 2021
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Mai 14 2021
A Educação não está a preparar os alunos para se adaptarem, actuarem e responderem às alterações climáticas e à crise da Biodiversidade, alerta um novo relatório publicado pela UNESCO nas vésperas da Conferência Mundial sobre a Educação para o Desenvolvimento Sustentável, que se celebrará online a partir de Berlim, Alemanha, de 17 a 19 de Maio.
O estudo “Aprender pelo nosso planeta” analisou os programas educativos e os currículos escolares de cerca de 50 países de todas as regiões do mundo. Mais de metade não faz qualquer referência às alterações climáticas e apenas 19% fala de Biodiversidade.
O estudo lamenta a falta de atenção dedicada às capacidades sócio-emocionais e às competências orientadas para a acção, fundamentais para a acção ambiental e climática.
“A educação deve preparar os alunos para compreenderem a actual crise ambiental (…). Para salvar o planeta, devemos transformar a nossa forma de viver, produzir, consumir e interagir com a natureza. É fundamental integrar a educação para o desenvolvimento sustentável em todos os programas de aprendizagem de todos os lugares”, disse, em comunicado, Audrey Azoulay, directora-geral da UNESCO.
Por isso, a UNESCO fixou um novo objectivo: fazer da educação ambiental uma componente chave dos currículos escolares de todos os países até 2025.
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Mai 13 2021
Se não é dentro da escola, é à porta. Se não é à porta da tua escola, é à porta da escola dos teus filhos…
A mulher, com cerca de 45 anos, foi submetida a uma perícia no Instituto de Medicina Legal. Questionada pelo Correio da Manhã, a direção do Agrupamento de Escolas dos Carvalhos informou que está a acompanhar o desenvolvimento do processo e que aguarda as conclusões das autoridades.
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Mai 13 2021
Neste momento tenho noticia de muitas eleições para diretor nas escolas.
E muitos diretores estão a ser confrontados com uma mudança legislativa ocorrida em 2012. E fico espantado por me virem contar que alguns estão surpreendidos.
Para se ser candidato a diretor de uma escola, hoje só há realmente 2 requisitos cumulativos: ter pelo menos 5 anos de serviço e ter um curso de gestão escolar (seja doutoramento, mestrado ou especialização).
Sei que sou altamente minoritário a defender esta solução legal vigente (a exigência de curso), mas uma das razões porque o faço é porque pode ser uma das vias de “matar as piores espécies de dinossauros”.
Basta que um dos candidatos tenha curso para que todos os outros que vão ao concurso, apenas com o tempo de experiência de funcões sem ele, tenham de ser excluídos. Só podem ser admitidos se, sem terem curso, forem candidatos únicos.
Uma eleição não é uma recondução.
Tenho tido notícias, de vários sítios do país, de dinossauros que não leram bem a lei e se esqueceram de ir estudar, desde que foram reconduzidos e que agora tentam evitar a exclusão.
Cabe aos conselhos gerais exercerem os seus deveres legais, assumirem a sua responsabilidade e não aceitarem pressões na fase de admissão e verificação de requisitos. Sem curso, nada feito.
E não caiam na ideia de que a coisa demora tempo nos tribunais e “pode ficar assim”. Como os diretores são “eleitos”, no sentido formal, o processo judicial é urgente e corre até em férias.
E, sobre estes pontos, o resultado dos tribunais é sempre favorável a quem reclama de admissões feitas sem requisitos. A coisa é simples de deslindar e até já foi ao Supremo.
Acreditem, eu sei: fui um dos promotores da ida, pois um dos primeiros processos judiciais sobre este assunto dos requisitos de eleição das escolas fui eu que o iniciei. E ganhei.
Na altura, com surpresa para muita gente. Desde 2006, já houve vários outros e, sempre que o tema foi falta de requisitos de candidatura, quem reclamou, ganhou sempre.
http://www.dgsi.pt/jtcn.nsf/a10cb5082dc606f9802565f600569da6/c28e808617a7740380257281003923a6?OpenDocument&fbclid=IwAR34dZdlPQ2rWA2ugdsZrtgq_O4EEzueCGdSP2DSfx-wW6Cz7koNG3zCCXA
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Mai 13 2021
Sem dramas desnecessários, mas ao contrário do que alguns crêem, a Escola, pela sua natureza, não é um lugar idílico nem pacífico…
A Escola é palco de muitos companheirismos, de muitos desafios, de muitas realizações e de muitas vitórias, mas também, e em simultâneo, de muitas frustrações, fracassos, tensões, zangas, competições e ansiedades, individuais e/ou de grupo…
Um lugar assim, e onde muitas vezes está em causa a afirmação pessoal, pela positiva ou pela negativa, gera indubitavelmente alguns conflitos, hostilidades, confrontos e muita contenda…
Em suma, a Escola é uma entidade que suscita estados emocionais ambivalentes, onde facilmente se misturam e alternam o Amor com o Ódio… E isso parece válido para todos os que diariamente passam a maior parte do seu dia numa escola, quer seja para aprender, quer seja para ensinar…
A violência física e/ou psicológica em contexto escolar exercida por alguns sobre outros é muitas vezes consequência dessa “luta” diária e contínua e, amiúde, uma forma de a exteriorizar…
De qualquer modo, e independentemente das causas, a violência física e/ou psicológica nunca é aceitável, sob nenhum ponto de vista e em nenhum contexto de vida…
A violência nas escolas, que muitos teimam em não querer percepcionar, parece constituir-se como uma espécie de “fenómeno paranormal”, na medida em que muitos acreditam na sua existência, mas dificilmente alguém a consegue comprovar…
Quase como um fenómeno sem explicação à luz dos conhecimentos científicos actuais, parece, por vezes, atribuir-se a sua ocorrência a uma espécie de “forças ocultas”, desconhecidas e indetectáveis, impossíveis de controlar e de compreender… E enquanto assim for, vão-se tranquilizando e confortando consciências, pois que não é possível agir sobre o desconhecido ou sobre algo que se considere estar para além de cada um de nós…
Nesse contexto, a atitude mais comum por parte dos Directores face à ocorrência de episódios de violência em meio escolar costuma ser “atirá-los para baixo do tapete”, tentar minimizá-los ou até ignorá-los… Nessas situações, a ausência de transparência e a hipocrisia costumam ser notórias e a “Lei da Rolha” também… Porque “fogem” do problema? Porque o tentam abafar e esconder?
Os Directores são, quase sempre, os primeiros a não querer enfrentar o problema e a recusar assumi-lo, previsivelmente com receio de que a qualidade da sua gestão ou a sua competência possam ficar “manchadas” por tais ocorrências… Quando confrontados com algum episódio de violência ocorrido num estabelecimento de ensino da sua alçada, basta analisar as respectivas declarações para se constatar e concluir que as mesmas vão quase sempre no sentido do escamoteamento e da desculpabilização…
Talvez porque assumir a sua existência implique também admitir uma certa responsabilidade pelo sucedido e uma certa incapacidade por não se ter conseguido evitar determinado incidente… O que realmente importa é fazer parecer que na “sua” escola impera a tranquilidade e a normalidade, mesmo que, no limite, isso signifique negligenciar e desproteger as eventuais vítimas dessa violência…
A todo o custo, tenta-se, frequentemente, que algum episódio de violência não se torne do conhecimento da comunidade educativa, sobretudo do conhecimento dos pais, com o pretexto de evitar qualquer tipo de alarme social… Esquecem-se os Directores de que, na maior parte dos casos e em condições normais, os pais são quase sempre os primeiros a saber o que se passa na escola do seus educandos… Não informar objectivamente, apenas fomenta o clima de desconfiança que por vezes se instala, por omissão de informação sobre determinados assuntos, assim como a especulação e os boatos acerca dos mesmos…
Ao Ministério da Educação também não interessa que sejam identificados problemas de violência nas escolas. Afinal somos um país “na vanguarda da inclusão” e qualquer facto que contrarie essa ilusão e esse delírio não é bem-vindo nem bem aceite… Resumindo, uns disfarçam e os outros fazem de conta que não vêem…
Escusamos de ter ilusões: com maior ou menor frequência, com maior ou menor intensidade, em todas as escolas se verificam episódios de violência. Numas esses episódios assumem um carácter esporádico, noutras tornam-se praticamente endémicos…
Na realidade, a violência nas escolas é um fenómeno concreto, com causas e com consequências identificáveis, assim exista a vontade de as reconhecer, e é possível agir sobre umas e outras… Alunos, pais, professores, técnicos, direcções e assistentes operacionais, todos têm o direito e o dever de a denunciar, independentemente de quem seja(m) o(s) agressor(es)…
Não é possível enfrentar o problema da violência escolar com a seriedade que o mesmo exige sem que as escolas, sobretudo na figura dos seus dirigentes máximos, consigam desmistificar o problema: em primeiro lugar, assumindo-o e, em segundo lugar, reportando-o à Tutela…
Pelo que já se conhece acerca deste problema, a violência nas escolas não pode deixar de ser enquadrada por algumas características de determinados contextos familiares e/ou na permissividade de alguns comportamentos, tacitamente autorizada por algumas Direcções de Agrupamentos…
Quando existam motivos que o justifiquem, as famílias não podem deixar de ser responsabilizadas pelos eventuais danos causados (morais e/ou materiais), mas a gestão das escolas e as políticas do Ministério da Educação sobre este assunto também não…
O pior que pode acontecer numa comunidade educativa é gerar-se o sentimento generalizado de injustiça e de impunidade perante actos de violência, por vezes traduzido por esta afirmação: “Todos sabem, mas ninguém faz nada…”. E tem que haver condenação e punição dos comprovados agressores… E tem que haver algum tipo de ressarcimento das vítimas…
E a não ser quando alguma acção de alguém, dentro de uma escola, se torna deveras e escandalosamente violenta para ser ignorada, tornando-se pública, é que se volta a falar sobre o maldito fenómeno…
Nessa situação, “acordam” e indignam-se muitas consciências, como se se desconhecesse por completo a existência do fenómeno ou como se ele se constituísse como um acto nunca antes visto…
Depois é só esperar mais algum tempo até que o fenómeno volte a ser esquecido…Até à próxima ocorrência…
As vítimas, essas, não costumam esquecer… E não se podem calar, mesmo que, lamentavelmente, alguns não as queiram ouvir…
(Matilde)
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Mai 13 2021
Como já se sabia este ano não vai haver adopção de novo manual para Matemática, ficando adiado para 2022/2023 a adopção de novos manuais de matemática para o 1.º, 5.º, 7.º e 10.º ano.

Estabelece os procedimentos, prazos e critérios de avaliação para certificação dos manuais escolares dos cursos de educação e formação de jovens, o calendário de adoção para os manuais escolares dos cursos profissionais e procede à segunda alteração dos calendários de avaliação, certificação e adoção de manuais escolares, constante do anexo I ao Despacho n.º 4947-B/2019, de 16 de maio, na sua redação actual.

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Mai 13 2021
A pandemia deu grande visibilidade à “gramática” da escola eletrónica, com o e-Learning, o b-Learning (blended Learning), o online Learning, a broadband, o WIFI e o e-mail, associados ao laptop e ao smartphone, entre outros, no centro de uma nova revolução em Inglês que não é acessível a todos os ouvidos. Esta invasão em força e à pressa causou embaraços e confusões.
A escola está no centro de várias gerações com reações diversas ao universo das TIC, desde os professores anteriores ao digital e ao online às crianças e jovens que já nasceram e cresceram com “genes eletrónicos”. É um conflito intergeracional. Mas há um conflito mais doloroso, que opõe quem tem e não têm acesso a este novo mundo.
Não tem sentido discutir se é uma revolução boa ou má: se pode levar a educação a milhões de pessoas sem escola e se pode levar à casa de cada um a informação e o conhecimento que precisam, estamos perante um novo “milagre das rosas” que pode levar o pão a toda a população. O problema está em que “ter os meios” não significa que cheguem a toda a gente. Este é o desafio lançado pela ONU para o COVID 19: #OnlyTogether. O digital, o online e a banda larga podem facilitar os desafios para alargar a EFA/EPT (Education For All) a todo o mundo, levar a escola a todos e eliminar os infoexcluídos.
A revolução digital põe a tónica na aprendizagem, no learning, o que seria, se levada à letra, a resposta à necessidade de deslocar o ensino para a aprendizagem, com maior autonomia do educando na construção do seu próprio saber. A lição, a aula, a transmissão do saber feito, dariam lugar ao trabalho do aluno, com orientação do professor, desenvolvendo o espírito de iniciativa, a criatividade e o sentido da descoberta. O ensino tradicional assenta num microfone – o professor- e num gravador de som – o aluno. O que se pretende hoje são alunos ativos e reativos, desenvolvendo o “critical thinking”, e não apenas discos de memória de capacidade variável. Se a revolução eletrónica não mudar o e-Teaching pelo e-Learning não muda o essencial da questão.
O e-Learning não significa ensino à distância, que as circunstâncias podem justificar. A escola é a comunidade de aprendizagem onde nascem e se desenvolvem relações, afetos, atitudes e valores que estão no cerne da ação educativa. O online dá uma grande liberdade de tempo e espaço, que não contraria a escola, antes a complementa. As desigualdades são uma ameaça permanente. A exclusão e a inclusão vivem paredes meias. Os computadores e a internet são os novos manuais, abrindo horizontes mais convidativos, desde o fundo dos oceanos, às florestas virgens e ao infinito dos céus. Maravilhas e fenómenos que nunca tínhamos observado. Deixar crianças e jovens excluídos deste mundo é um crime.
Uma política de inclusão requer que se cumpra o acesso de todos ao digital e ao online, sem discriminações, no âmbito das políticas de apoio aos manuais e materiais escolares. Por outro lado, é urgente criar uma plataforma para o sistema educativo que facilite o acompanhamento e apoio personalizado aos alunos. O SNS, com a criação de uma base de dados que recolhe informação atualizada de todos os cidadãos, melhorou radicalmente a qualidade dos serviços. A comunicação com o doente é importante, mas o que determina as decisões do médico são as análises clínicas, as radiografias, as TAC’s, os cintigramas inscritos na plataforma e que permitem um diagnóstico rigoroso.
A educação, para um acompanhamento personalizado dos alunos que vá ao encontro das suas características, motivações, potenciais e limitações, tem de ter um sistema universal com o registo de toda a atividade relevante de cada educando, dos trabalhos que produz, das dificuldades e ajudas que revela, dos erros que comete. Só assim se poderão aproveitar as capacidades de todos, sem perdas, sem a escola deitar fora uma parte importante da sua matéria prima, como lixo inútil, que são os alunos que a escola não aprendeu a ensinar nem ensinou a aprender.
diário as beiras
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Mai 12 2021
“Estavam constantemente a meter-se com ela”, garante mãe de aluna “apalpada, empurrada e cercada” na Secundária de Ponte de Sor.
A tensão vivida entre a direção, os professores, os auxiliares, os encarregados de educação e os educandos da Escola Secundária de Ponte de Sor, em Portalegre, tem vindo a escalar. Desta vez, a mãe de uma aluna institucionalizada desmente o diretor do agrupamento, Manuel Andrade, e justifica o uso de uma navalha pela filha.
Depois de ter lido o artigo que o i publicou, na passada segunda-feira, acerca do clima vivido na escola, Bernardete Alves Martins Fonseca não podia ficar em silêncio. A mãe de Mariana (nome fictício), de quase 16 anos e estudante do curso de Línguas e Humanidades, ficou “espantada” com o modo como Manuel Andrade se referiu à adolescente nas declarações que prestou ao i.
Recorde-se que o dirigente explicou que havia sido “identificada uma aluna com a posse de um pequeno canivete”, sendo que “e escola, na presença desta situação, abriu o respetivo procedimento disciplinar tendo suspendido a aluna”.
“A minha filha já se tinha queixado à diretora de turma e à direção porque era apalpada, empurrada e cercada pelo tal grupo de rapazes problemáticos”, começa por revelar, aludindo ao grupo de “seis, sete alunos” que “são o terror dentro da escola” como um dos docentes explicitou também ao i.
“A situação já se prolongava há bastante tempo e, naquele dia, depois de se ter dirigido novamente à direção da escola sem que nada fosse feito”, Mariana envolveu-se numa “confusão”.
“Começaram a bater no ex-namorado dela. A navalha era minha, não desminto, foi um erro meu, mas não lha dei para que ela a levasse para a escola, era para se defender quando saía à noite”, frisa a mulher que não esquece aquela tarde do início do ano letivo corrente.
“Todos os dias é a mesma coisa” “Foi fechada numa sala ao pé da do diretor, com o namorado, durante duas horas. A escola não contactou ninguém, o senhor diretor não pode dizer que os pais não querem saber dos filhos”, explica a encarregada de educação, que somente terá sido informada da situação quando foi à rua tomar café e foi abordada por colegas da rapariga que a alertaram.
“Estavam constantemente a meter-se com ela, mandavam bocas e tocavam-lhe. A minha filha puxou da navalha porque já não aguentava o assédio”, declara. “Eu confrontei-a e ela disse ‘Estou farta, todos os dias é a mesma coisa’”, salienta.
Ao i, o dirigente mencionou que “neste momento, esta aluna encontra-se institucionalizada numa instituição de acolhimento de crianças e jovens em risco” e garantiu que “para além deste caso não há referência a outros semelhantes”.
“O senhor diretor refere que a minha filha se encontra institucionalizada, e está, mas não foi por essa questão. Está lá há um mês por decisão minha porque a situação não estava fácil em relação ao namoro que ela tinha”, destaca, opondo-se a Manuel Andrade que, ao i, afirmou que “no decurso do procedimento disciplinar apurou-se que a aluna tinha na sua posse esse objeto a pedido da própria mãe”.
O motivo apresentado foi o de que Mariana se defenderia “do padrasto se tal fosse necessário” com a arma em questão, mas Bernardete assegura que “não existe padrasto nenhum”.
“Impediu a minha entrada na escola” “Fomos a tribunal com uma técnica da Segurança Social, o processo ficou suspenso por seis meses”, clarifica Bernardete.
“Ele mostra-se sempre indisponível para falar seja com quem for. Um dos irmãos dos outros miúdos também quis falar com ele, mas supostamente estava em reunião. Ficámos do lado de fora da escola”, adianta. “Inclusivamente, impediu a minha entrada na escola”, remata.
“É a palavra dele contra a minha, e ele está num cargo de poder, mas quem for ver o histórico da minha filha sabe que foi boa aluna e jogadora de basquetebol, desviou-se do caminho há dois anos, quando foi para esta escola”, finaliza.
No seguimento das denúncias realizadas, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco de Ponte de Sor enviou um comunicado ao i, assinado pela presidente Patrícia Lopes-Maia, que lamenta “a imagem denegrida que se estendeu a nível regional e nacional referente ao Agrupamento e toda a comunidade escolar”, indicando que o i questionou a CPCJ acerca de “situações que não correspondem à veracidade dos acontecimentos” e que se encontram “no limiar judicial”.
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