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Dez 30 2019
Os Técnicos Especializados (Assistentes Sociais, Educadores Sociais, Animadores, entre outros), após anos de luta contra a precaridade nas escolas, são premiados com uma vinculação, cujo vencimento é muito menor que o atual e não tem em conta o tempo de serviço, nem, tão pouco, a escola onde trabalham atualmente, apenas a escola que foram obrigados a indicar em 2017 ao concurso PREVPAP. Ao fim de tantos anos a correr o país não nos é dada a possibilidade de escolher uma escola perto de casa nem nos permitem mobilidade, mesmo quando temos familiares a passar por processos graves de doença.
Somos marionetes nas mãos do Ministério da Educação, onde existem politicas e não o direito de viver com a sua família!
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Dez 29 2019
Quando Maria nasceu, era uma criança fofinha numa família de gente fofinha e jovem, muito jovem.
Maria cresceu com a tia, seus pais deixaram-na lá um dia para irem a uma festa no bairro alto e… nunca mais voltaram.
Maria cresceu no meio dos seus 7 primos, correndo e saltando, pelas ruas sem asfalto ou empedrado do seu bairro na periferia da capital. Cedo se deu conta que não podia aspirar muito mais do que arroz com feijão duas vezes por dia, as prendas que recebia na escola por altura do Natal e um chocolate a 1 de junho. Maria degenerou.
Na procura por mais alguma coisa na vida, Maria começou por meter a mão na carteira da tia e tirar uns trocos para pastilhas. Na escola foi enfiando uma mão ou outra nesta e naquela mochila à procura de uns lápis de cor mais coloridos ou, de um lanche mais adocicado que o seu. Vai não vai, começou a procurar uns trocos, ou qualquer coisa que pudesse vender lá no bairro. Maria nunca foi apanhada, tinha a esperteza do desenrasque (não fui eu, foi o do lado).
Na escola Maria tinha o esquema perfeito, tinha uma ”mula”.
José, ou Zezito para todos, era uma criança nascida num ambiente de álcool. A mãe acompanhava o pai num e noutro copo quando estavam juntos, quando não estavam bebiam sozinhos. José nasceu com síndrome alcoólico permanecendo inocente nos atos e parco nas palavras. Zezito era a “mula” perfeita.
Maria metia a mão em mochila alheia e descarregava na mochila do Zezito, que carregava o produto até ao bairro. Zezito gostava de dar uns chutos na bola antes de ir para casa depois das aulas. Era nessa altura que Maria recuperava o produto, se fosse dia de chuva pedia-lhe boleia no guarda-chuva e pelo caminho, entre uma conversa e outra, conseguia o que queria. Maria era uma rapariga de recursos, nunca deixava fugir o que julgava ser seu.
Maria foi crescendo e as suas necessidades também. Já não se contentava comuns trocos, já não lidava com crianças, a inocência das suas vítimas foi substituída pelo medo. Aos 10 anos arrancava telemóveis das mãos das donas com o brandir de um canivete. Aos 11 anos, esgueirava-se pelas janelas mais baixas dos prédios “sacando” e vendendo tudo o que conseguia. Maria tinha necessidade de mais e mais dinheiro, Maria sofria de necessidade.
Aos 12 anos, Maria era uma necessitada. Nunca tinha tido nada de seu, mas agora tinha aquela necessidade que a fazia feliz.
Na escola já todos sabiam quem era Maria, mas por mais que tentassem, quisessem, castigassem não conseguiram mudar Maria, era tarde demais, perdoaram vezes a mais e Maria perdeu o respeito. Batia, insultava, agredia, destruía… Em casa não estava ninguém que se interessasse.
Um dia ao sair da escola, Maria sentiu uma incontrolável vontade de comer uma bola de berlim com creme e de satisfazer a necessidade. Maria entrou na pastelaria de canivete em riste, ameaçou o empregado de balcão e exigiu-lhe uma bola de Berlim para comer no momento, duas para levar e comer mais tarde, e, está claro, o dinheiro da caixa. Naquele momento, Maria sentiu-se no auge, momento breve. Maria foi agarrada, manietada e, até há quem diga que foi vítima de agressão, por dois clientes que, na mesa imediatamente atrás de Maria, bebiam uma “mine” e comiam uma nata. Maria foi levada para a esquadra de onde seguiu para casa onde a tia já não a queria. Maria foi institucionalizada. Maria teria, agora, tempo e calma, para poder aprender a ser aquilo que queria ser, a líder.
Que futuro teve Maria? Não sei. Maria tem 12 anos, cadastro, fama, “respeito” de quem não respeita, tem um futuro risonho à sua frente. A Maria só mudará quando quiser mudar, não quando a quiserem mudar.
Quantas Marias está a sociedade a produzir e a despejar nas escolas?
PS: qualquer semelhança com a realidade será sempre por defeito e nunca por excesso.
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Dez 29 2019
As 20 unidades orgânicas com maiores índices de reutilização de entre as 100 que foram certificadas com o certificado «Escola MEGA Fixe!, receberam um prémio de 10.000,00€ (dez mil euros), que acrescerá, no ano letivo 2019/2020, ao orçamento de funcionamento dos estabelecimentos de ensino básico e secundário de cada unidade orgânica a que for atribuído.
Agrupamentos premiados com o cheque de 10 mil euros:
Mourão; Miradouro de Alfazina, Almada; n.º 1 Marco de Canaveses; Moita, Setúbal; Nuno de Santamaria, Tomar; Vila de Rei; Almeirim; Abrigada, Alenquer; Mondim de Basto; Vale de Ovil, Baião; Rosa Ramalho, Barcelos; Virgínia Moura, Guimarães; António Alves Amorim, Vila da Feira; Benedita, Alcobaça; Escolas das Taipas, Guimarães; José Afonso, Moita; Olaias, Lisboa; Abação, Guimarães; D. António Taipa, Freamunde- Paços de Ferreira; Ferreira de Castro, Oliveira de Azeméis.
Todas as escolas do país que participaram no MEGA receberam um selo que as distingue como exemplo de boas práticas.
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Dez 28 2019
Investidores em tempo de serviço!
A classe docente, merecedora de pleno respeito, porém profunda e injustamente espoliada, soma mais um rude golpe perante a apatia e o desprezo dos responsáveis políticos.
Senão veja-se: o preço pago pelo arrendamento de um quarto nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Algarve atinge valores proibitivos, e a ocupação de um sofá num quarto coletivo situa-se, exorbitantemente, nos dez euros por dia e nos 15 euros se for um beliche em pousada da juventude da capital, quando reservado pelo Booking.
Não sendo uma realidade recente, tem vindo, paulatinamente, a acentuar-se nos últimos anos, para gáudio de quem vive do turismo, predadores implacáveis, espécie de “donos disto tudo”, enriquecendo num “negócio” que carece de regulação mais atenta e atuante.
Empurra-se para os autarcas a resolução de um problema que lhes não é devido, ficando explícito mais um fator negativo da descentralização, com claro empandeiramento de um incómodo da esfera central para a competência local.
A fazer lembrar o prolongamento da sua vida estudantil, é inconcebível a inexistência de qualquer apoio para estes profissionais, como sucede com outros da administração pública. Em consequência desta situação absurda, horários completos (e incompletos) foram recusados, e milhares de alunos sem aulas fizeram notícia ao longo do 1.º período, perspetivando-se a continuação deste triste cenário no recomeço do ano letivo.
Impossibilitados de fazer planos a médio ou longo prazo, os docentes assumem-se investidores em tempo de serviço, vivendo o dia a dia no fio da navalha. Reclamam soluções para esta situação dramática, entre as quais, sobressaem:
A este problema conjuntural, trago à colação três factos, que agudizam o trabalho nas escolas:
Urge encontrar respostas para os diversos obstáculos aqui levantados e criar os estímulos e apoios adequados, mormente, fazendo justiça a uma classe que deve ser acarinhada, apontando-se-lhe um caminho de esperança,
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Dez 28 2019
O Ministério da Educação já está a preparar a formação de autarcas que vão ter responsabilidades neste setor, de modo a não haver sobressaltos com a transferência da Educação para as Câmaras Municipais.
Eram dois irmãos nascidos e criados no Distrito de Coimbra, um foi para professor, profissão que sempre quis abraçar, desde criança, o outro foi empresário de sucesso, na sua terra, e criou fama, o que o levou a concorrer a Presidente da Câmara local, já que tinha grandes apoios do meio empresarial, e dos negócios locais. Ganhou a Câmara!
De um dia para o outro foi confrontado com o problema mais sério da vida dele, segundo confessou a amigos íntimos. Não percebia nada da problemática da Educação, foi sempre gestor e homem de negócios, e de repente vê-se no papel de responsável pela Educação, do seu Concelho, depois da aprovação na Assembleia da República da transferência da Educação, nas Escolas Públicas, para as Autarquias. Era a aplicação do projecto de descentralização, que iria abrir caminho à regionalização, única forma de salvar a coesão social do País, e de tornar mais iguais os portugueses, independentemente da zona onde vivem. Claro que o objectivo imediato era salvaguardar e evitar a desertificação do Interior, com a emigração dos jovens que ali nunca teriam futuro, nem possibilidade de emprego e de constituir família.
É de facto um projecto interessante, justo, racional, lógico, desafiante e a única maneira de salvaguardar a unidade da Nação, ou seja, a coesão, a comunhão e orgulho de um passado comum, de um presente comum, e de projectos comuns, para o futuro, como Renan nos ensinou.
É tão justo e lógico que ninguém pode estar em desacordo!
Então o que fez o presidente da Câmara local? Começou por nomear o irmão como seu assessor para o novo pelouro da Câmara, a Educação, e enviou dois autarcas para Lisboa, para frequentarem o novo curso que o Ministério da Educação já está a preparar, para formar os autarcas que vão ter responsabilidades, neste sector, de modo a não haver sobressaltos com a transferência da Educação para as Câmaras Municipais, e tudo isto com o apoio da “C.N.E.” como fruto da antecipação para os problemas futuros, como sempre foi seu apanágio, já que tinha chamado a atenção para esta necessidade muito antes da ideia ter surgido.
Como disse Max Cunha, governar é antecipar o futuro.
Na qualidade de ex-docente, durante várias décadas, no Ensino Superior, e não só, e ainda como sociólogo, regozijamo-nos com toda esta coordenação que antecipou soluções e evitou, com certeza, desarticulação, desnorte, resistências e até “sabotagens”, como é normal, quando surge qualquer projecto educativo, com mudança de tutela, que, por sua vez, exige mudança de atitude mental, com espírito aberto de colaboração e de entreajuda, com todos, e não só, como até agora, só com alguns.
Esta transferência, quanto a nós, é muito positiva, porque despartidariza a Educação Nacional, que deixa de estar nas mãos de um só partido e passa a ser plural e, verdadeiramente, democrática.
Este é o nosso contributo para a questão presente e é uma pequena contribuição, pelo muito que recebemos do Estado.
P.S. – Este artigo é pura ficção, pois nada disto existe na realidade…
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Dez 27 2019
O anúncio de que este ano o saldo de contas do estado é positivo, só prova que o tempo de serviço das carreiras especiais poderia ter sido devolvido na integra sem por em causa as contas públicas.
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Dez 27 2019
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 14.ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 30 de dezembro, até às 23:59 horas de quinta-feira, dia 2 de janeiro de 2020 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
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Dez 27 2019
É uma medida pedagógica de dissuasão. A presença de autoridades policiais dentro do espaço escolar, em situações de limite, poderá ser uma opção? Gostávamos de saber opiniões.

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Dez 27 2019
Com a concentração de alunos em mega-agrupamentos, as antigas escolas primárias dos Açores fecham e passam a ter novas utilizações. Houve vendas em hasta pública mas a maioria das 56 escolas é utilizada por entidades públicas.
A antiga escola primária de Vila Nova, no concelho de Praia da Vitória, na ilha Terceira, é o exemplo de como os estabelecimentos de ensino criados na década de 1940 – com o Plano dos Centenários que visava combater o analfabetismo – têm hoje um outro fim. O edifício foi alienado pelo município em hasta pública e acabou transformado num supermercado.
Nos últimos 20 anos, em que foi posto em prática o plano de mega-agrupamentos, encerraram 56 escolas primárias no arquipélago dos Açores, de acordo com uma reportagem da RTP Açores.
Além da concentração em escolas maiores, há cada vez menos crianças nas periferias e as escolas de freguesias mais pequenas acabam encerradas. Os alunos existentes foram transferidos para os novos mega-agrupamentos.
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Dez 26 2019
Há mais de 1500 Ecoescolas no país, uma bandeira cedida a todas aquelas que comprovam lutar pela saúde do meio ambiente. A EB 2,3 do Alto do Lumiar, em Lisboa, é uma delas e mostra que mudar o mundo passa por mudar, primeiro, o mundo que chega às escolas.
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Dez 25 2019
NATAL
Natal de quê? De quem?
Daqueles que o não têm?
Dos que não são cristãos?
Ou de quem traz às costas
as cinzas de milhões?
Natal de paz agora
nesta terra de sangue?
Natal de liberdade
num mundo de oprimidos?
Natal de uma justiça
roubada sempre a todos?
Natal de ser-se igual
em ser-se concebido,
em de um ventre nascer-se,
em por de amor sofrer-se,
em de morte morrer-se,
e de ser-se esquecido?
Natal de caridade,
quando a fome ainda mata?
Natal de qual esperança
num mundo todo bombas?
Natal de honesta fé,
com gente que é traição,
vil ódio, mesquinhez,
e até Natal de amor?
Natal de quê? De quem?
Daqueles que o não têm,
ou dos que olhando ao longe
sonham de humana vida
um mundo que não há?
Ou dos que se torturam
e torturados são
na crença de que os homens
devem estender-se a mão?
JORGE DE SENA
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Dez 24 2019
Desde o início do século XXI, Portugal perdeu praticamente metade (49,5%) das suas escolas, passando de 17 351 no ano letivo 1999/2000 para 8584 em 2016/2017, avança o “Correio da Manhã” esta terça-feira.
O maior decréscimo ocorreu nos estabelecimentos públicos: passaram de 14 748 para 5923, durante o mesmo período – um quebra de quase 60%. Por sua vez, o número de escolas privadas aumentou ligeiramente – de 2603 para 2661.
Os dados constam na 6ª edição do ‘Retrato Territorial de Portugal’, do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os municípios do Porto e de Odivelas revelaram ser aqueles que apresentam melhores resultados. “Mais de 90% do território dos municípios do Porto e de Odivelas tinham um estabelecimento de Ensino Pré-escolar e de Ensino Básico a 15 minutos de distância a pé”, aponta o INE.
O retrato do INE revela ainda que “84,7 por cento da população dos 6 aos 14 anos estava a 20 minutos de um estabelecimento de Ensino Básico”; ao mesmo tempo, mais de metade, “56,2% da população dos 15 aos 17 anos encontrava-se a 25 minutos de um estabelecimento de Ensino Secundário”.
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Dez 23 2019
Recebemos este email que a CGA enviou a uma colega. A questão era, como é contabilizado o tempo de serviço aos docentes em meia jornada para efeitos de aposentação.
A resposta foi:
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Dez 23 2019
Encontra-se disponível no SIGHRE a aplicação para os procedimentos concursais de regularização no âmbito do PREVPAP destinados aos Técnicos Superiores
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Dez 22 2019
O presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, tem vindo a defender a “semestralidade” na organização do calendário escolar, tendo apresentado recentemente, em artigo no JN de 10 de agosto, as vantagens da organização semestral do ano letivo. Segundo ele, a organização semestral é preferível à trimestral porque: i) – dois períodos de duração equivalente motivam mais os alunos para a aprendizagem até ao final do ano; ii) – aumentaria o sucesso escolar uma vez que, no final do primeiro semestre, nenhum aluno estava condenado à retenção, como acontece agora a alguns alunos com negativa no primeiro e no final do segundo período; iii) – diminuiria o trabalho burocrático dos professores que deixariam de ter três reuniões de avaliação anual para passarem a ter duas e, finalmente, apresentou uma vantagem colateral: iv) – diminuir-se-ia a despesa da educação por força da redução do número de retenções (!).
São estas as vantagens que Filinto Lima vê no modelo de organização do ano letivo por semestres. Curiosamente, Filinto Lima só vê vantagens e não consegue vislumbrar nenhuma desvantagem. Nem sequer a desvantagem óbvia de querer aplicar o modelo de avaliação dos alunos do Ensino Superior aos alunos dos Ensinos Básico e Secundário, como se os objetivos da avaliação e a maturidade dos alunos fossem semelhantes.
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Dez 22 2019
E mais não digo…
Ministros e secretários de Estado têm mais 8,8 milhões de euros para fazer face a gastos em 2020, um aumento de 13,7% face à verba atribuída para este ano.
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Dez 22 2019
Fomos surpreendidos com a medida implícita no programa do governo para 2020 que pretende terminar com as reprovações de alunos ate ao fim do ensino básico. Estima-se que esta medida irá poupar aos cofres do estado cerca de 250 milhões de euros, visto que é estimado que cada um dos 50 mil alunos que, em média, reprova todos os anos, custe cerca de 5 mil euros ao estado. Mas, quanto custará esta medida no futuro?
Numa primeira instância, é custoso perceber que as decisões que regem o programa de governo versam sobre a actualidade, mais do que o futuro. Esta medida em concreto só pode existir num programa que verse o presente financeiro do país e não a visão de futuro que deveria pautar a todos os que governam.
Esta medida irá ter fortes repercussões nas vidas dos agora estudantes, bem como na vida do nosso país num futuro a médio prazo.
Por um lado, os estudantes são empurrados para o fim do ensino básico sem o critério basilar do ensino: o prevalecer do mérito em oposição ao facilitismo desgovernado e à comparação de todos de olhos fechados. Não estou com isto a defender o método de ensino geral que, muitas das vezes, não permite distinguir, também ele, o mérito individual. No entanto, estará mais perto disso do que a proposta em causa.
Por outro lado, ao terminar a ideia de reprovação no final do ano, termina, também, a percepção implícita de que um determinado nível de trabalho e de critério é necessário para poder avançar na escada do ensino. Esta medida é um assumir a escola como parte obrigatória da vida e todos bem sabemos o que sentimos ao ser obrigados a alguma coisa. Não é por ser obrigatória ou não, mas o dever de cumprir e atingir objectivos é fulcral na obtenção de metas e na motivação de quem trabalha e quando me permitem trabalhar para obter, o obrigatório esbate-se na minha dedicação. Assim, iremos premiar os medíocres e dificultar o crescimento dos aplicados. Desengane-se quem acha que, de forma natural, quem é bom continuará a sê-lo e quem é mau terá incentivo. Várias desigualdades de aprendizagem vão ser criadas pois passarão todos, independentemente da sua postura, evolução, conhecimento, trabalho, mérito.
No entanto, esta medida não termina com o insucesso escolar, apenas o esconde. É um sacudir do problema para debaixo do tapete, mas ele irá aparecer mais à frente. Mais, isto só mostra que quem gere o ensino em Portugal acha o sucesso escolar é medido pelo reprovar ou passar de ano, o que é falso. Sucesso escolar é aprender e saber utilizar as aprendizagens. Passar por passar irá ficar caro no mercado de trabalho e no contributo activo de cada indivíduo para a sociedade onde se insere. Uma vez mais, a escola não significa tudo e claro que todos são aptos a dar o seu contributo na comunidade e a acrescentar valor à mesma. Mas, como referem todos os indicadores, a formação está na base das sociedades evoluídas e diferenciadas, gerando mais emprego e desenvolvimento. O fim das reprovações, ao colocar em causa a motivação central da aprendizagem obrigatória, coloca em causa a percepção de importância do desenvolvimento pessoal e do enriquecimento do conhecimento. Mas acrescento mais dúvidas quanto à visão da sociedade no futuro. Como será encarado por quem emprega estas pessoas que passaram administrativamente? Haverá suficientes pessoas formadas para as necessidades do país? Não estaremos a criar mais pessoas não universitárias, quando o objectivo era aumentá-las? Qual o valor que iremos todos pagar enquanto sociedade pela perda de qualidade de quem formamos?
Não, não é suposto que as crianças sejam condicionadas na sua aprendizagem onde lhes é exigido que deixem de ser crianças para apenas se focarem nas notas escolares como prova de inteligência. Não, de todo! Não é suposto que as notas finais sejam os únicos critérios de avaliação da prestação de um aluno que ao longo do ano trabalhou, vendo a sua prestação reduzida para o resultado de duas ou três provas. Não. Não é esperado que todos sejam Einsteins ou Hawkins pois é na diferença e na sua promoção que residem muitas das aprendizagens essenciais. O problema é que poderíamos ter mais Einsteins ou Hawkins e podemos estar a travar-lhes a motivação para o serem.
No entanto, da mesma forma que não é bom para a percepção de esforço do aluno que a matéria que lhe é leccionada lhe seja muito fácil, pedindo aqui a elasticidade possível dos professores para as diferentes fases de aprendizagem de cada aluno, não pode então ser suposto que um aluno, apenas por o ser, veja o objectivo de um ano de aprendizagem e trabalho ser alcançado no início do ano com uma passagem de ano por decreto. Passar de ano é o objectivo de cada aluno, ponto. É, se tudo estiver certo, o condicionamento que o faz querer aprender, dedicar-se, desenvolver-se, estudar e demonstrar o que vai interiorizando da forma como o professor achar mais adequada.
Por isto, é importante não permitir que as reprovações terminem de forma a possibilitar a manutenção do incentivo à aprendizagem e ao desenvolvimento dos indivíduos, tão essencial a um mundo mais desenvolvido com pessoas mais preparadas.
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Dez 22 2019
Na próxima edição o tema deverá ser “Os princípios éticos de como tratar o corpo docente”…
Governo anuncia Prémio Gandhi de Educação para a Cidadania
O Governo vai lançar o Prémio Gandhi de Educação para a Cidadania, revelou este sábado o Ministério da Educação, adiantando que a iniciativa, a envolver as escolas, incidirá na primeira edição sobre os princípios éticos para o bem-estar animal.
O prémio, com periodicidade anual, é “inspirado nos pensamentos e afirmações” do líder indiano Mahatma Gandhi (1869-1948).
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Dez 21 2019
Se as houvesse mais coragem em denunciar, de certeza, seriam mais as averiguações em curso. Se individualizassem as denuncias (por individuo ocasionalmente inflacionado) as averiguações acumular-se-iam nas secretárias…
Inspeção-Geral da Educação abriu mais dois processos disciplinares no Externato Ribadouro e tem cerca de duas dezenas de averiguações em curso. Inflação de notas subverte acesso ao ensino superior .
O inquérito ao estranho caso das turmas de 10º ano do Externato Ribadouro, no Porto, em que 95% dos alunos tiveram 19 e 20 valores a Educação Física e a classificação mais baixa foi de 18, está concluído e aquele que é um dos maiores colégios do país vai enfrentar mais dois processos disciplinares: um sobre a administração e outro sobre a diretora pedagógica.
A responsável enfrenta um segundo processo, noticiado pelo Expresso em novembro, e que decorreu também da averiguação da Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) sobre as classificações dadas pelos professores. Neste caso, foi a atribuição de um “número significativo de classificações elevadas em disciplinas do 12º ano não sujeitas a exame nacional” que gerou a suspeita. Além desta investigação, o Ministério da Educação (ME) indica que “estão cerca de duas dezenas de processos em curso”, relacionados com a mesma prática.
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Dez 20 2019
As contas são fáceis.
230 deputados.
Abstenção – 1
Contra – 113
A favor – seriam 116 se estivessem todos presentes, mas não estavam.
Se os senhores deputados estivessem todos presentes a proposta de recuperação de tempo de serviço teria sido aprovada e justiça teria sido feita.
(Que venham outra vez dizer que os professores faltam muito…)
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Dez 20 2019
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Dez 20 2019
Caro(a) Diretor(a) / Professor (a) do Agrupamento/Escola
Pela primeira vez o E360 foi testado com um número significativo de Escolas a trabalhar em simultâneo e, como puderam constatar, ocorreram dificuldades não previstas. Estamos muito conscientes dos transtornos que poderão ter ocorrido e, a partir do momento em que foi detetado o problema, diligenciámos para que fosse rapidamente solucionado.
Assim, e de forma a solucionar esta situação, encontramo-nos a realizar melhorias na infraestrutura e prevemos que a partir das 15h00 o E360 se encontre a funcionar com normalidade.
Pedimos desculpa pelo incómodo causado por esta situação e agradecemos a vossa compreensão.
Com os melhores cumprimentos,
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Dez 20 2019
Joaquim Sousa foi condenado a seis meses de suspensão (que já cumpriu) sem vencimento. Juiz diz que o processo disciplinar prescreveu. Secretaria Regional da Educação da Madeira vai recorrer.
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Dez 19 2019
Já não basta as grelhas e os grelhados… agora nem as plataformas estão acessíveis…

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Dez 19 2019
Parabéns.
Carlos Portela, 53 anos, docente de Física e Química na Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho, na Figueira da Foz, foi eleito, esta quinta-feira à tarde, o Professor do Ano 2019.
A escolha, anunciada pela EDULOG, da Fundação Belmiro de Azevedo, em conjunto com a Casa das Ciências distingue anualmente um professor a quem reconhece o mérito como docente do ensino básico ou secundário e da sua disponibilidade de partilhar a sua experiência com os colegas.
“Fiquei surpreendido com a distinção mas penso que, com toda a justiça, o prémio é extensível aos meus colegas e à escola onde trabalho há 27 anos e que proporciona todas condições, físicas e psicológicas, para que os professores possam trabalhar com gosto e sucesso”, disse ao JN. Carlos Portela leciona, elabora manuais escolares, faz formação de professores e participa em diversas publicações da área das ciências.
“O que eu gosto de fazer é dar aulas”, referiu. Atualmente, leciona apenas a turmas do 10º e, pelo menos, uma vez por semana as aulas são experimentais. “Os alunos têm sempre muitas perguntas e nós, os professores, temos de ter tempo para lhes poder responder”, afirmou o docente que faz questão de relacionar a Física e Química com as artes, a tecnologia “e o mundo em geral”. O resultado das experiências e das discussões técnicas são depois partilhadas com toda a comunidade docente.
Fonte JN
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Dez 19 2019
É evidente que a escola tem um papel essencial na resolução dos problemas dos seus alunos, especialmente os disciplinares, mas conseguirá resolver sozinha os mais profundos?
O problema da indisciplina nas escolas não é novo, encaramo-lo como uma fatalidade que apenas diz respeito às escolas. Observamos do alto na nossa preocupação moral e centramo-nos naquele espaço escolar, confinado por muros e portões, servindo-nos destes limites para reduzir a nossa preocupação e responsabilidade.
Mesmo com a perceção de que a indisciplina se tem acentuado recentemente, convencemo-nos que é um problema localizado e circunscrito a um conjunto de pessoas e a um conjunto de edifícios. De forma mais ou menos consciente, a
comunidade acredita que aquela escola é a única responsável pelos casos de indisciplina que ali acontecem. Acredita-se que, enquanto especialistas da educação, devem ter a capacidade de aplicar uma fórmula científica e assim controlar todas as atitudes e personalidades dos seus alunos.
É evidente que a escola tem um papel essencial na resolução dos problemas dos seus alunos, especialmente os disciplinares, mas conseguirá resolver sozinha os mais profundos? Quando conhecemos os fatores externos à escola entendemos que a origem dos comportamentos dos alunos vem, na maioria das vezes, do mundo além portões.
Verifica-se que as famílias que vivem momentos traumáticos, muitos originados por constrangimentos financeiros, existência de violência ou de dependências, são em regra geradoras de crianças com problemas comportamentais. Questionamo-nos então, que instrumentos possuem as escolas para trabalhar os fatores externos a fim de enfrentarem o termo da indisciplina com ações preventivas e colaborativas? Talvez muito poucos.
O principal elo de ligação escola-família é o diretor de turma de quem se espera, além de muitos procedimentos administrativos, o bom senso e sensibilidade necessários para gerir todas as questões gerais da turma e de cada aluno. Quando os problemas comportamentais e/ou familiares de um aluno ultrapassam certos limites, o diretor de turma não tem, na escola, instrumentos para intervir, restando-lhe comunicar à direção do agrupamento que por sua vez terá apenas em vantagem uma maior autoridade para intervir ou em acordos com o aluno e família ou punitivamente.
A existência nas escolas de gabinetes de apoio com diferentes especialistas, como psicólogos clínicos, assistentes sociais, animadores/agentes culturais e outros, é ainda uma exceção alcançada pontualmente com parcerias dependentes da boa vontade e proatividade de alguns responsáveis locais ou regionais.
O Senhor Secretário de Estado João Costa reconheceu, esta terça-feira, em audição efetuada na Comissão Parlamentar de Educação, Ciência, Juventude e Desporto, que as lacunas em competências sociais e emocionais constituem as principais barreiras ao sucesso e que tradicionalmente não são campos trabalhados nas escolas.
Espera-se que este reconhecimento seja um bom pronúncio. Talvez um dia seja implementado um plano integrado para todo o país que preveja a existência regular e institucional de parcerias entre ministérios, como o da saúde, segurança social e justiça, e ainda a permanência na escola de outros especialistas em competências comportamentais e sociais, não se podendo esperar que todos os professores sejam peritos em gestão de conflitos, psiquiatria, ação social e outras áreas que poderão prevenir a indisciplina e violência nas escolas.
As consequências da indisciplina nas escolas não estão integralmente aferidas, parece haver um preconceito com o tema, mas é certo que os danos provocados nos processos de ensino e de aprendizagem na sala de aula e nas vítimas de violência nos espaços escolares são nocivos para todos nós, sociedade. Façamos todos um mea culpa e atuemos até onde podemos para melhorar a qualidade de vida na permanência dos alunos, docentes e não docentes nas escolas.
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Dez 19 2019
Na Checklist de Natal de qualquer professor, consta:
-Veres contabilizado o tempo de serviço que trabalhaste, garantirem-te uma aposentação enquanto ainda não estás totalmente senil e, finalmente, veres devidamente reconhecida a importância da profissão que desempenhas;
-Poderes deixar a pasta da escola no carro ou arrumada num armário fechado a cadeado e teres o sentimento sublime de deitares a chave fora (embora tenhas a noção de que daqui a pouco tempo tenhas de arrombar o cadeado, pois lembraste-te que há coisas a preparar antes de recomeçarem as aulas, o prazer de fazeres a chave voar para nenhures já ninguém te tira!);
-Num ritual de purificação, livrares-te de todos os Post-it e anotações e limpares a agenda;
– Levando em consideração que ingerir alimentos enquanto trabalhavas, abordavas e tratavas de assuntos da escola e de alunos não é considerado repasto, comeres pelo menos uma refeição por dia descansado, irá ser um feito;
-Ficares acordado até depois da meia-noite… sem ser a trabalhar;
-Sentires o apogeu da felicidade humana por teres a possibilidade de ires à casa de banho sempre que te apetecer;
-Acordares de forma natural depois do sol se levantar, pois desligaste o despertador;
-Não reconhecendo em ti mesmo nenhum indício de senilidade, sentires uma inefávelfelicidade por estares desorientado e não saberes em que dia da semana estás;
-Não receberes mais emails da escola durante estes dias;
-Longe de ser impossível, verás que vestires o teu pijama pelo menos três dias seguidos será digno de registo;
-Veres as séries da Netflix sem adormeceres nem teres de andar sempre a repetir o mesmo episódio;
-Voltares a poder ter as tuas prioridades por ordem, como um ser humano normal: dormir, escutar o silêncio, respirar, comer (por esta ordem) e voltares a dormir e sonhares com o maravilhoso momento em que deitaste fora a tal chave e ignoraste o despertador;
Depois de teres saboreado uns fragmentos de liberdade, é possível que neste momento já tenhas a sensação de que voltaste a viver novamente.
-Mas é lá possível esquecer o maior de todos os desejos?
No teu lar, depois de verificarem que cumpriste a maior parte desta lista, irão poder comemorar o facto de finalmente teres sido devolvido à tua família.
Feliz Natal
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Dez 18 2019
(A presente cena ocorre numa das incontáveis reuniões de conselho de turma de 3º ciclo, de final de 1º período, professores sentados em torno de mesas em circulo, ar cabisbaixo, taciturno e quase desesperado, resmas de papel espalhados, ouvem-se vários suspiros de contrição. Após discussão de vários casos e lançamento de notas, chegou, finalmente, um momento que se antevê animado. É notório algum entusiasmo nos docentes).
Diretor de turma (DT): Bom vejamos, agora quanto às medidas universais destes alunos, basta preencherem a cruzinha, ok? É, assim, digamos, tipo, a batalha naval, certo?
CT: Cerrrrtoooooo!
DT: Vejamos, a Joana, o Martim, a Rita e o André têm 10 negativas a dividir por todos, vão para as universais. Então, alguém tem diferenciação pedagógica?
CT em Coro: Eu!! É um submarino!!
DT: Muito bem! E acomodações curriculares?
Os de Inglês, Francês, Matemática e Geografia: Eu!
DT: Que perspicácia, já vai ao ar um navio de 2 canhões!!
O de Educação Visual que toma Prozac: Mas eles não fazem nada, nada, nada, como é que posso fazer acomodações? Nem trazem material…, não pode ser…
O sensato de Ciências: Cala-te e joga, pá!!! Isso não interessa nada, tu é que tens de fazer o que tu é que tens de fazer, assinala lá a cruz e não lixes o jogo, pá!
DT: Enriquecimento curricular?
O de Físico-Química: Nem me lembrei disso…, água!!!
DT: Promoção do comportamento pró-social, alguém?
A de Inglês (visivelmente perturbada): Caramba, lá se foi o meu navio de 4 canhões… não acredito,… que cena!!!
DT: Muito bem, muito bem, então só falta a intervenção com foco académico ou comportamental em pequenos grupos…
CT em Coro: Porta-aviões foi ao fundo!!!
DT: Brilhante! Está despachado. Vejamos, agora os que eram NEE, mas agora são 54, e têm RTP, quando antes tinham também PEI, além das universais também são seletivas, estes em particular, também estavam institucionalizados, mas agora estão na nossa escola.
A Maria e o Joaquim? Adaptações curriculares não significativas? Apoio psicopedagógico? Antecipação ou reforço das aprendizagens?
A de História que também toma Prozac: Ouve, isto não me parece nada bem. A Maria não faz nada do que lhe peço, a colega de Educação Especial está na sala de aula já assistiu, estipulei metas básicas, bolas, está no 7º ano!! Até lhe repeti o mesmo teste 3 vezes com consulta, nem sequer abriu o livro, um teste de cruzinhas com cores… No outro dia cuspiu-me na cara…
A de Educação Especial: Pois, pois, é verdade, mas a menina tem uma problemática muito problemática, ela ainda não escreve o nome, mas estamos confiantes que há-de conseguir, quanto à cuspidela, bem, o seu discernimento…, já sabemos, coitadinha… Enfim, no outro dia deu-me uma cabeçada e custa um bocadinho, mas depois habituamo-nos, faz parte, enfim, é normal, é mesmo assim.
DT: É pá, ó coisinha, tu já sabes que estes meninos são assim, mete mazé lá as cruzinhas que ainda faltam mais 5 reuniões disto. Não estou para estes filmes…
O sensato de Ciências: Ó colegas, só não estou a perceber onde é que, nessas medidas, a inclusão prevê limpar o rabo. É que no outro dia fui eu que a levei à casa de banho…
DT: Hum, deixa, ver… adaptações curriculares não significativas????
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Qualquer semelhança do conteúdo deste texto com a realidade é… pura semelhança.
Diana Souza
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Dez 18 2019
Alexandra Leitão deixa claro que esse aumento enquadra-se, de resto, num “compromisso plurianual”, no qual fica prometido que, em 2021, os aumentos serão de, no mínimo, 1%.
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Dez 17 2019
Até deitou as culpas para cima dos antigos parceiros de governação…
“Marcaram a data e eu cá estou”
“Houve uma melhoria muito significativa em relação ao que existia”
“Há agrupamentos onde quase não existe absentismo e outros com taxas muito superiores à médias. Quais as razões?”
“A senhora deputada pediu que a alumiasse, mas mesmo indo à frente nem a alumio nem a ilumino, mesmo nesta época, devido às nossas diferenças substanciais”
“houve um momento que não sei determinar onde tudo começou a acontecer”. “As escolas não podem ser instrumentalizadas por ninguém”
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Dez 17 2019
Daqui lá, acaba o ano é continuamos na mesma…
O Governo vai rever a portaria de rácios que atribui o número de assistentes operacionais às escolas. A nova fórmula irá ter em conta as características dos estabelecimentos e reforçar o acompanhamento de alunos com necessidades educativas, confirmou o Ministério da Educação (ME) ao JN.
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Dez 17 2019
1% é quanto o Governo avalia o crescimento do orçamento para o ensino básico e secundário por comparação ao ano passado. Ou seja, 6 516,8 milhões de euros, “representando um crescimento 1% face à estimativa de execução prevista para 2019”.
Uma verdadeira fortuna face ao que é necessário.
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Dez 16 2019
O Camões, I.P. informa que decorre entre 13 e 19 de dezembro de 2019 o período para apresentação de candidaturas para o cargo de Leitor no Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED), no Huambo, Angola.
As candidaturas deverão ser remetidas por comunicação eletrónica para o endereço [email protected]
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Dez 16 2019
Há uns que defendem a Escola Pública, outros a Escola Privada. Eu cá prefiro defender a Escola de Qualidade, independentemente de ser pública ou privada.
Para este governo, assim como para o anterior apoiado pelas esquerdas, pouco importou que se tenha fechado tantas escolas com contrato de associação com excelentes resultados, se isso significou ter mais alunos na Escola Pública!
Defendo uma escola de qualidade, qualidade essa que se tem vindo a perder ao longo dos últimos anos, como é visível e sentido por quem está no terreno.
Começou com a Ministra de má memória e continua com o Ministro “invisível”!
A primeira quis destruir a reputação dos professores, retirando-lhes autoridade, “jogando-os” uns contra os outros, dando infinitos direitos e nenhuns deveres aos alunos e terminando com a frase “perdi os professores e ganhei os pais”. Daí para cá foi sempre a crescer…a indisciplina, e a descer a dignidade da profissão docente!
Quanto ao atual, pouco ou nada há a dizer uma vez que as aparições são, geralmente, em estádios de futebol, tem três ou quatro frases de uma enorme demagogia que profere de quando em vez e sobre a educação, nada!
Já percebemos que os maiores defensores da Escola Pública, os partidos de esquerda, são aqueles que menos querem investir nela, são os que mais a degradam com legislação desajustada, com ideologias forçadas, com DL 54 utópicos…
Perante estes factos desejo para todos a liberdade escolha das escolas! Se é verdade que há escolas públicas bem equipadas, bem fornecidas com ótimas condições, também é verdade que as há completamente desajustadas à realidade atual, sem as mínimas condições e onde a tecnologia só se encontra no dicionário.
Já percebi que o investimento vai continuar a ser pequenino, já vimos que a exigência tende a baixar, todos passam, todos são incluídos, independentemente das condições ou de terem de ficar em casa por falta de meios e recursos, e que por isso quem puder foge para os privados!
Como não considero justo que só os que podem fujam, considero que qualquer contribuinte com filhos em idade escolar deveria poder escolher a escola para estes. Para isso, o dinheiro que o estado poupa, com a sua não permanência no ensino estatal, seria convertido num cheque ensino atribuído a estas famílias para investirem na educação do filho.
Já percebi que o que importa para este governo é seguir a cartilha ideológica, mesmo que seja a qualidade do ensino a sofrer as consequências.
O cheque ensino e os contratos de associação são as formas mais igualitárias de todos poderem escolher a escola e não estarem sujeitos à sorte!
Ao aplicarmos estas medidas, quer as escolas públicas, quer as escolas privadas passariam assim a ser frequentadas por quem quisesse e não apenas por quem pudesse. É isso a liberdade de escolha!
A desigualdade de oportunidades depende do facto da escola ser boa ou má e não de a escola ser pública ou privada. Boas e más tanto há públicas como privadas!
O que me parece ser relevante é que não sendo proibido, em Portugal, o ensino privado, este deve ter financiamento público, sobretudo se concretizado através do contrato de associação ou, em alternativa, usando o cheque ensino, que são os modelos de financiamento mais equitativos que se conhecem, para que assim a liberdade de escolha seja uma realidade.
Caso contrário, teremos a educação a três velocidades: as privadas, as públicas com condições e as públicas sem condições. Nesse caso continuamos a ver os que podem a poderem e os que não podem a sujeitarem-se!
No final, o sistema de ensino será cada vez mais desigual e, em última instância, o país pagará caro estas opções ideológicas…
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Dez 15 2019
Falam de forma deliberada para darem a entender que estão ao nosso lado e depois votam contra a condenação de atos de violência contra os professores, Quem age assim e anda por aí a dizer que quer defender a escola pública, até, talvez, passar a crime público a violência contra os professores, só pode andar a gozar com os professores… Politiza-se o sofrimento individual e vai-se deixando andar. Aquando da próxima manifestação contra a violência, aparecerão por lá a dar umas entrevistas…

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Dez 14 2019
Se para os professores o aumento é uma miséria, para os outros trabalhadores das escolas é um verdadeiro insulto. Nenhum dos decisores veio a terreiro explicar os números aos trabalhadores, mas já andam a bater com a mão no peito dizendo que continuam a repor rendimentos.
Vamos a números:
AO – 635€ – 1,90€/mês, 26,6€/ano, 6cent dia. Ao fim do mês passa a levar para casa 636,9€
AT – 683€ – 2€/mês, 28€/ano, 6cent dia. Ao fim do mês passa a levar para casa 685,04€
(os valores apresentados são “brutos”)
Estes é que são aumentos rechonchudos… Palhaçada nossa de cada dia…
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