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Para pior já basta assim – José Eduardo Lemos

Para pior já basta assim

 

O presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, tem vindo a defender a “semestralidade” na organização do calendário escolar, tendo apresentado recentemente, em artigo no JN de 10 de agosto, as vantagens da organização semestral do ano letivo. Segundo ele, a organização semestral é preferível à trimestral porque: i) – dois períodos de duração equivalente motivam mais os alunos para a aprendizagem até ao final do ano; ii) – aumentaria o sucesso escolar uma vez que, no final do primeiro semestre, nenhum aluno estava condenado à retenção, como acontece agora a alguns alunos com negativa no primeiro e no final do segundo período; iii) – diminuiria o trabalho burocrático dos professores que deixariam de ter três reuniões de avaliação anual para passarem a ter duas e, finalmente, apresentou uma vantagem colateral: iv) – diminuir-se-ia a despesa da educação por força da redução do número de retenções (!).

São estas as vantagens que Filinto Lima vê no modelo de organização do ano letivo por semestres. Curiosamente, Filinto Lima só vê vantagens e não consegue vislumbrar nenhuma desvantagem. Nem sequer a desvantagem óbvia de querer aplicar o modelo de avaliação dos alunos do Ensino Superior aos alunos dos Ensinos Básico e Secundário, como se os objetivos da avaliação e a maturidade dos alunos fossem semelhantes.

 

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9 comentários

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    • Paulo Anjo Santos on 22 de Dezembro de 2019 at 22:05
    • Responder

    Não concordo com as razões apontadas, a maioria baseia-se em «suponhamos» que podem ou não ocorrer… também insiste na ideia que, de tantas vezes que já foi repetida, passou a ser verdadeira, a da poupança… que não existe!

    Ainda assim, este ano estou numa escola com plano de inovação, que está a experimentar a semestralidade e, para já, acho que é melhor. Acho que alivia um bocado o trabalho dos professores que não estão tão pressionados a avaliar constantemente, podendo dedicar-se ao que verdadeiramente interessa, o desenvolvimento das capacidades e as aprendizagens dos alunos.

      • Paulo Anjo Santos on 22 de Dezembro de 2019 at 22:24
      • Responder

      Quando apontei razões, estava a referir-me às de Filinto Lima, não concordo com a maioria das vantagens que ele aponta, a não ser a da diminuição burocracia… mas concordo que a semestralidade funciona melhor… por isso também não concordo com muito do que estás escrito no artigo do Público!

    • Vanda Maria de Bragança Serrão on 22 de Dezembro de 2019 at 22:09
    • Responder

    Não há comentários? Estou convencida que perante o monstro que se criou neste sistema de ensino já nada resulta

    • Tio on 23 de Dezembro de 2019 at 1:02
    • Responder

    Semestralidade traz mais reuniões, mais burocracia e menos interrupção letiva para os professores.

    É só ver o que está a acontecer nas escolas que o adotaram.

      • A na on 23 de Dezembro de 2019 at 13:54
      • Responder

      Concordo inteiramente com o Tio. Venham ao meu agrupamento e vejam como a grande maioria de nós detestamos cada vez mais estes ” semestres” MENOS Trabalho???Mentira!!! É mais tempo de aulas…!!! Venham ver como é.

      • Paulo Anjo Santos on 23 de Dezembro de 2019 at 15:58
      • Responder

      Não sei como é que vocês estão a aplicar a semestralidade, mas no meu caso a experiência tem sido diferente… acho que dependerá da forma como cada escola desenvolve o processo… até agora ainda não fiz uma única reunião de avaliação, por exemplo! Para quem é DT então a diferença é muito grande, com menos trabalho.

    • A na on 23 de Dezembro de 2019 at 13:55
    • Responder

    Concordo inteiramente com o Tio. Venham ao meu agrupamento e vejam como a grande maioria de nós detestamos cada vez mais estes ” semestres” MENOS Trabalho???Mentira!!! É mais tempo de aulas…!!! Venham ver como é.

    • on 23 de Dezembro de 2019 at 15:05
    • Responder

    O Filinto que se atire mas é da ponte.

    • José justo on 23 de Dezembro de 2019 at 15:26
    • Responder

    O problema não é o Filinto em si. O problema são os filintos deste país e o facto de, sem que se vejam razões, conseguirem aceder a posições (públicas) como a que ele ocupa. E, pior, é que conseguem ter voz e influenciar a opinião pública, com argumentos sem conteúdo, sem lógica, sem justificação, sem fundamentação, enfim, um perfeito vazio. Para essas pessoas, o importante é produzir uma coisa qualquer que se oiça, que se leia, para justificar, apenas, a função que ocupam. Como se pode ter uma boa imagem da profissão de professor com filintos…

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