Set 21 2021
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Set 20 2021
Encontra-se disponível o formulário eletrónico que permite às escolas indicar os requisitos cumulativos para a dispensa ou realização do Período Probatório.
Consulte a nota informativa e as perguntas frequentes.
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Set 20 2021
Encontra-se disponível a aplicação que permite às escolas proceder à submissão de contratos e aditamentos.
Consulte a nota informativa e o manual de utilizador.
SIGRHE – Aceda à aplicação.
Manual de utilizador
Nota Informativa
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Set 20 2021
Finalmente livres dos grilhões e regulamentações de Bruxelas, eis que o governo britânico vem agora anunciar com pompa e circunstância o regresso às medidas imperiais em detrimento do Sistema Internacional de Unidades.
Quer isto dizer que muito em breve deixaremos de ter o metro, o quilo e o litro como pontos de referência.
No entanto, estou agora a caminho de casa e na estrada as distâncias continuam a medir-se em milhas.
Entro no supermercado e trago para casa 1/4 de pint de leite.
Na sexta-feira fui ao pub e bebi uma pint de cerveja.
Tudo isto porque, e à boa maneira britânica, este país nunca aderiu totalmente ao Sistema Internacional de Unidades, assim como nunca aderiu totalmente à União Europeia, limitando-se a acrescentá-las aos seus produtos lado a lado com as medidas imperiais.
A medida não é senão o reflexo sempre presente do saudosismo dos tempos idos do império britânico de há 200 anos da parte de um governo tão caduco e bafiento como o próprio império.
Neste contexto, e dado o evoluir dos tempos e das mentalidades, o próprio termo “imperial” é questionável quando em si está implícito a subjugação dos povos entre a colonização, exploração e escravatura em favor de uma minoria regente.
Será esse o objectivo final do governo britânico? O verdadeiro regresso ao antigo Império Britânico?
Até lá, e se me perguntarem, com o regresso das medidas imperiais a verdadeira dificuldade será a da medição da massa.
Se qualquer criança consegue dividir 1Kg em 1000g, já um adulto terá sempre dificuldade em converter 1 stone em libras, onças e grãos.
Comecemos por dizer que 1 stone (6.35kg) divide-se em 14 libras. Cada libra equivale a 0.45Kg, subdividindo-se em 16 onças.
Uma onça são 28g e a cada onça correspondem 437.5 grãos. Cada grão é igual a 0,0648g.
Confusos? Eu também. E se a isto acrescentarmos que 1 stone em Londres não são 14 libras mas sim 8 libras? E que na Escócia a mesma stone tem 16 libras?
A título de curiosidade, o termo grão refere-se a grãos de trigo, originalmente usados como medidas de massa.
Já no que toca a medidas de comprimento, e porque estamos a falar do sistema imperial, é o pé do rei que se usa como referência, sendo 1 pé igual a 30.48cm.
Pergunta: qual o comprimento do pé do Boris? E teremos de usar o dito como referência quando se impuserem as medidas imperiais?
Já a rainha terá de colocar o seu selo de qualidade nos copos de pint dos pubs deste país, sendo a mensagem clara: quem está por cima é que sabe, é que manda e concorda. Ou não.
Os outros, todos nós, não sabemos nem devemos saber nada. O povo obedece mas os impérios também caem.
Até lá, vou tratar de saber qual o meu peso em grãos de trigo. E se eu não tiver trigo? Posso usar arroz?
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Set 20 2021
A Escola EB2,3 Dr. João das Regras, na Lourinhã, está encerrada depois de uma funcionária ter ficado infetada com Covid-19 e outros 12 terem ficado em isolamento.
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Set 19 2021
Há alguns factos incontornáveis e que não devem ser escamoteados relativos ao tema da municipalização da Educação:
O prazo de transferência das competências para as autarquias locais e para entidades intermunicipais no domínio da Educação foi prorrogado até 31 de Março de 2022, conforme o disposto no Decreto-Lei Nº 56/2020 de 12 de Agosto…
Entretanto, passou-se um ano desde a publicação do anterior diploma legal e, a ser como aí está disposto, faltarão apenas cerca de seis meses para que se concretize a referida transferência de competências de forma massiva e previsivelmente irrevogável…
E assim o tema da “municipalização da Educação” está de volta, mesmo que muitos considerem esse assunto como uma espécie de tabu, que não deve ser falado nem discutido… Outros, porventura, talvez ainda não se tenham dado conta que esse iminente e tenebroso desígnio não desaparecerá só porque não se fala dele, antes pelo contrário…
Essa transferência de competências, um dos objectivos maiores do actual Governo, está, de resto, bem explícita e assumida no Comunicado do Conselho de Ministros de 8 de Novembro de 2018…
Colocam-se, contudo, muitas reservas quanto à bondade e à virtude desse modelo de gestão e administração do sistema educativo, salientando-se desde logo o seguinte:
– Num artigo publicado em 9 de Junho de 2019 pelo Jornal Diário de Notícias, intitulado “Metade dos casos de corrupção tem origem em autarquias”, referia-se que o Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC) analisou em 2018 um total de 604 casos relacionados com essa criminalidade: 48% ocorreram em autarquias, o que representava a maior percentagem de sempre, constatando-se também que os casos reportados relacionados com os municípios tinham vindo a subir: 32.9% em 2015, 35% em 2016, 44.6% em 2017 e 48% em 2018.
Também de acordo com o referido artigo: “48% (num total de 288) estão relacionados com autarquias, a maioria provenientes de câmaras municipais (223), seguidos de juntas de freguesia (56) e de empresas municipais (9)”.
Por outro lado, em notícia veiculada pelo Jornal Expresso em 16 de Março de 2021, referia-se que o Relatório do mesmo CPC, relativo aos dados reportados em 2020, “enfatiza que a área da Administração Local é, uma vez mais, a que surge mais representada, estando associada a mais de metade (51,8%) dos reportes judiciais”.
Mais se afirmava que: as “autarquias lideram as queixas, mas mais de metade acabam em arquivamento. Corrupção e peculato dominam os motivos para abertura de Processos.”
Na mesma notícia, referia-se ainda que a ausência de indícios ou elementos probatórios e as dificuldades na realização da investigação criminal para a recolha de indícios e provas nestes crimes económico-financeiros, foi a explicação dada pelo CPC para o arquivamento de 52% das queixas e para a condenação apenas de 10 processos abertos em tribunal…
Perguntas decorrentes de tudo o anterior, independentemente da “cor política” dominante em cada autarquia:
– Em termos gerais, é possível confiar na (suposta e exigível) idoneidade dos dirigentes do poder autárquico?
– Em termos gerais, terão esses dirigentes a aptidão ética e moral, necessária e imprescindível ao desempenho dos respectivos cargos?
– Ainda que as condenações em Tribunal apresentem uma baixa percentagem, pelos motivos já apontados, como ignorar ou “apagar” as muitas suspeitas de corrupção, peculato, participação económica em negócio ou abuso de autoridade/poder, que recorrentemente são dadas a conhecer pelos meios de comunicação social, envolvendo titulares de cargos autárquicos?
– Poderão os Profissionais de Educação, docentes ou não docentes, confiar em Dirigentes Máximos de Serviço que se encontrem sob as mais variadas suspeitas, ainda que não venham a ser legalmente sancionados? Nessas condições, que legitimidade institucional pode ser reconhecida a tais Dirigentes?
Os cargos autárquicos parecem ser muito tentadores, mas nem sempre pelos melhores motivos ou pelos motivos certos… O estabelecimento de teias de relações duvidosas, obscuras e “perigosas”, alimentadas por interesses clientelistas e por lobbies burocráticos, parece ser uma prática comum ao nível do poder local, conhecida de praticamente todos os cidadãos, de qualquer autarquia do país…
E perante isso, o que fazem os cidadãos? Os cidadãos limitam-se a comentar o tema em surdina ou a afirmar: “rouba, mas faz”, numa atitude de clara desculpabilização, de condescendência e até de alguma implícita empatia…
Os cidadãos, incluindo parte significativa dos próprios Profissionais de Educação, sobretudo pela sua inércia e indiferença, têm, afinal, os autarcas que merecem porque: “a impunidade é segura, quando a cumplicidade é geral” (Mariano José Pereira da Fonseca)…
Vem aí borrasca, proporcionada por uma Democracia cada vez mais débil e anémica… Os Partidos Políticos com assento na Assembleia da República e os Sindicatos da Educação ou “assobiam para o lado” ou esboçam protestos indisfarçavelmente pueris, apesar desta pretensão do Governo significar um verdadeiro “xaque-mate” à Educação…
E em plena campanha eleitoral para Eleições Autárquicas, e porque a Educação não pode depender de interesses sombrios, resta afirmar isto:
Talvez seja aconselhável pensar muito bem a que “bandidos se vai dar o ouro” porque é bem possível que os que agora forem eleitos passem a gerir e a administrar parte significativa das vidas profissionais do pessoal docente e não docente, já a partir do próximo mês de Março…
(Matilde)
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Set 19 2021
Professora de formação e sem trabalho, Madalena Carvalho partiu, em 2014, para Bruxelas. Embora o sol que não pareça ter o mesmo brilho, não pensa em regressar a Portugal
Antes de emigrar há sete anos, Madalena Carvalho, natural de Penalva do Castelo, era professora do 1º ciclo do ensino básico na Região Autónoma da Madeira. A falta de trabalho em Portugal levou-a a Bruxelas, capital belga, onde já se encontrava o marido e outros conhecidos.
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Set 18 2021
Uma escola centrada na fruição de prazeres e na obtenção de alegrias constantes é mais apropriada para formar patetas contentes e dificulta muitíssimo a transmissão e a aquisição de conhecimentos.
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Set 18 2021
Não interessa? Ou desmente o discurso?
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Set 18 2021
Define os modelos de diplomas e de certificados em formato eletrónico das ofertas educativas e formativas do ensino básico e secundário
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Set 18 2021
Não tardará muito a acontecer nas escolas públicas. Professores e funcionários já temos em isolamento profilático, infetados ou não, a seguir virão os alunos.
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Set 18 2021
Os recursos prometidos no Plano de recuperação das aprendizagens devem vir a caminho montados em caracóis.
“Contrataram até agora menos 710 professores do que no ano passado e apesar de ter havido a vinculação de 2.424, saíram para aposentação 1.852. Portanto, se fizermos a diferença, verificamos que este ano, as escolas começaram o ano letivo com menos 140 professores do que no ano passado”, disse à Lusa Mário Nogueira, lamentando que “num ano em que há um plano de recuperação por causa de uma pandemia” não exista um reforço de professores nas escolas.
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Set 18 2021
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Set 18 2021
A greve de professores e pessoal não docente vai prolongar-se até quarta-feira, anunciou esta sexta-feira o Sindicato de Todos os Professores (STOP), no dia em que estava previsto terminar a paralisação que decorreu esta semana.
“A greve nacional de todos os profissionais de educação (pessoal docente e não docente) vai continuar dias 20, 21 e 22 de setembro”, adiantou hoje aquela estrutura sindical, prolongando a paralisação que começou na terça-feira.
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Set 17 2021
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 3.ª Reserva de Recrutamento 2021/2022.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 20 de setembro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 21 de setembro de 2021 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato
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Set 16 2021
O SIPE – Sindicato Independente de Professores e Educadores convocou os docentes a marcarem presença na Praça Carlos Alberto, no Porto, às 21h00 desta sexta-feira, dia 17 de setembro, para uma vigília em protesto contra dois anos de silêncio por parte do Ministério da Educação, face aos problemas e anseios dos professores e educadores. O Sindicato refere que os professores exigem a reabertura das negociações relativas à avaliação e progressão na carreira docente, à aposentação, aos concursos, às ultrapassagens na carreira entre docentes com o mesmo tempo de serviço, e à reversão da componente letiva, e irá anunciar na vigília novas ações e formas de luta, que irão avançar já no início do presente ano letivo 2021/2022.
Júlia Azevedo, presidente do SIPE, declara que «é urgente passar das palavras aos atos! E perante esta inoperância do Ministério da Educação, que há dois anos tem suspensas as negociações com os sindicatos, os professores são obrigados a sair à rua para se fazerem ouvir». A dirigente considera «inadmissível e uma enorme falta de respeito, a tutela apregoar aos sete ventos que os Professores e os Educadores foram fantásticos na resposta que deram ao desafio provocado pela pandemia, mas não dar o devido reconhecimento, escutando as reivindicações da classe e dando resposta aos seus problemas e anseios».
Porto, 16 de setembro de 2021
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Set 16 2021
Os salários dos professores com 15 anos de experiência nos países da OCDE aumentaram ligeiramente entre 2005 e 2020, mas em Portugal diminuíram 6%, revela um estudo internacional.
Este é um dos dados do relatório “Education at a Glance 2021”, publicado anualmente pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que apresenta fontes de informação internacional sobre o estado da educação no mundo, tendo em conta a realidade dos 37 países da OCDE.
Após a crise financeira de 2008, os salários dos professores da OCDE baixaram mas, em média, entre 2005 e 2020, os ordenados dos docentes com 15 anos de serviço aumentaram 2% no ensino básico e 3% no ensino secundário. Em Portugal, os ordenados “diminuíram 6%”, lê-se no documento hoje divulgado.
Mas o relatório diz também que os professores portugueses trabalham menos horas do que a média da OCDE, com destaque para o pré-escolar, com menos 100 horas por ano.
O número médio de horas de ensino anual exigido a um professor em instituições de ensino públicas nos países da OCDE tende a diminuir à medida que o nível de educação aumenta, variando entre 989 horas no pré-escolar e 685 horas no secundário.
Em Portugal, os professores ensinam 885 horas por ano no pré-primário e 649 horas no secundário. Os sindicatos têm alertado que existem milhares de docentes que permanecem durante muitos anos a contrato, não tendo por isso direito a progressão na carreira, a aumentos salariais nem a redução de carga letiva.
O relatório aponta também para o fenómeno do envelhecimento da classe docente, um problema que afeta a maioria dos países da OCDE e que poderá colocar “muitos governos sob pressão para recrutar e treinar novos professores”.
No ensino básico e secundário, cerca de 35% dos professores têm pelo menos 50 anos de idade em média nos países da OCDE e podem atingir a idade de aposentação na próxima década. Em 2019, 44% dos professores do 1.º e 2 ciclos em Portugal tinham pelo menos 50 anos. No 3.º ciclo a proporção era de 50% e de 44% no secundário.
No que toca a despesas com educação, o relatório salienta que os salários do pessoal escolar, e em particular dos professores e diretores das escolas, representam a maior despesa. Na maioria dos países, os ordenados aumentam com o nível de ensino e também com a experiência.
A despesa pública em instituições do básico ao ensino superior por estudante a tempo inteiro em Portugal foi de cerca de sete mil euros em 2018, abaixo da média da OCDE (cerca de 8.463 euros).
Segundo números do relatório, Portugal gastou mais de oito mil euros por aluno no ensino básico e secundário, ficando 374 euros abaixo da média da OCDE. No nível superior, Portugal investiu quase dez mil euros por aluno, menos 4.470 euros do que a média da OCDE.
Entre 2012 e 2018, os gastos por aluno aumentaram nos países da OCDE. Em Portugal, a despesa com instituições de ensino diminuiu a uma taxa média anual de 1,1%, mas o número de alunos também diminuiu em média 1,7% ao ano nesse mesmo período. “Isso resultou numa taxa média de crescimento anual de 0,6% nas despesas por aluno neste período”, conclui o estudo.
A proporção da riqueza nacional dedicada às instituições de ensino é mais elevada em Portugal do que, em média, nos países da OCDE. Em 2018, Portugal gastou 5% do seu PIB em instituições de ensino, mais 0,1 pontos percentuais do que a média da OCDE.
A remuneração de professores e outros funcionários empregados em instituições educacionais representa a maior parte das despesas correntes do ensino primário ao superior.
Em 2018, Portugal alocou 81% das suas despesas correntes à remuneração do pessoal, em comparação com 74%, em média, nos países da OCDE.
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Set 16 2021
Tiago Brandão Rodrigues terraplanou o caminho para que se possa, e deva, discutir de forma séria um novo e reforçado protagonismo do setor privado, social e cooperativo ou o sistema de cheque-ensino.
Tiago Brandão Rodrigues estampou-se. Na ânsia de fugir às responsabilidades, uma competência que vem de série no kit do governante socialista, o ministro sacou do custo médio por aluno no ensino público para tentar justificar a suborçamentação da despesa com pessoal do setor que a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) veio novamente sublinhar.
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Set 16 2021
A todos os estudantes e profissionais do nosso sistema educativo, um agradecimento sentido por toda a dedicação e compromisso e votos de sucesso para o ano letivo que estamos a iniciar.
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Set 16 2021
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Set 15 2021
O responsável pela ‘task-force’ que coordena o programa de vacinas contra a covid-19, vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, disse hoje, numa escola onde estudou e encontrou paz, que os professores são “o verdadeiro fermento” da evolução da sociedade.
Gouveia e Melo esteve na Escola Secundária Alves Martins (ESAM), antigo Liceu de Viseu, onde estudou em 1975/76 quando regressou de África por ter ido viver com uma tia-avó em Viseu.
“Sinto quase que uma viagem na minha história pessoal e quero tentar contar-vos, através da minha história, a importância que os senhores têm, enquanto professores, e enquanto futuro do país”, destacou.
O vice-almirante falava para dezenas de professores, a convite da ESAM, para assinalar o início do novo ano escolar e, onde regressou 44 anos depois e visitou pontos da escola onde estudou “num período muito especial” da sua vida pelo regresso de África e a separação dos pais.
“Fui excecionalmente bem recebido, integrei-me imediatamente e fiz logo uma data de amigos e recomecei a vida outra vez. (…) Foi o primeiro sítio onde voltei a sentir-me verdadeiramente português, regressado ao território pátria, porque tinha vivido sempre fora e foi muito interessante e contribuiu imenso para voltar a integrar-me e continuar a caminhar, era um miúdo”, disse aos jornalistas.
Às dezenas de professores que o aguardavam no ginásio, Gouveia e Melo falou da “vida um pouco desarticulada” que a família viveu no regresso de África, em que os pais ficaram em Lisboa e ele foi “mandado para casa de uma tia-avó” quase um ano, em que frequentou o quarto ano do liceu, atual oitavo ano de escolaridade.
Gouveia e Melo lembrou a “senhora muito simpática, mas tia-avó” e ele um jovem de 15 anos “confuso” e recordou o sentimento de “estar dentro de uma máquina de lavar” que tanto a ele como à sua família o “enrolava” sem que tivessem “o mínimo controlo sobre os destinos”.
“E vim encontrar paz aqui, neste Liceu. Essa paz foi-me transmitida, muito pelos professores e é isso que vos quero dizer enquanto professores. Os senhores são o verdadeiro fermento da evolução, a farinha são os alunos”, comparou por entre aplausos.
Gouveia e Melo disse aos professores que, apesar de acabarem por recordar três ou quatro alunos, “os alunos lembram-se de todos” os professores.
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Set 15 2021
É importante sublinhar que a gestão das escolas pelos municípios implicará avultadas transferências financeiras e um vasto conjunto de decisões e de concursos públicos que se prestam a parcialidades.
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Set 15 2021
A Escola Portuguesa de Luanda – Centro de Ensino e Língua Portuguesa tem necessidade de três docentes com qualificação profissional para os grupos de recrutamento 110 (1.º CEB), 200 (Português e Estudos Sociais/História) e 520 (Biologia e Geologia), a recrutar em mobilidade estatutária, por destacamento, para lecionarem naquele estabelecimento escolar no ano de 2021/2022.
Os interessados devem enviar a sua manifestação de interesse e o respetivo Curriculum Vitae para o seguinte endereço eletrónico: [email protected]t,
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Set 15 2021
A aplicação para a formalização da candidatura está disponível das 10:00h do dia 15 de setembro de 2021 até às 18:00h do dia 28 de setembro de 2021 (hora de Portugal Continental).
Consulte o aviso de abertura e respetivos anexos, bem como outra documentação disponibilizada:
Despacho de constituição do júri
Minuta de Declaração de Aceitação de Comunicações e Notificações através de Correio Eletrónico
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Set 15 2021
Informam-se todos os interessados que se encontra aberto um procedimento concursal simplificado (local) destinado ao recrutamento local de 4 professores do ensino português no estrangeiro para o 1.º, 2.º CEB – língua francesa– horário a prover, em substituição, horário LYO13; RPA06; RPA21; RPA57; RPA64
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Set 15 2021
!
De olhar curioso, muitas são as crianças que irão cruzar o portão da escola pela primeira vez. Mesmo que já tenham frequentado o jardim-de-infância no mesmo edifício, há uma mudança no pensamento: agora vão para a ESCOLA. Para elas é um passo de gigante que estão a dar. Sentem-se “crescidas” e estão prontas para embarcar numa nova viagem. Uma aventura que fará toda a diferença nas suas vidas.
Há as destemidas, que chegam e correm pelo espaço. Sem receios exploram tudo o que há para explorar. Mesmo sem conhecerem os amigos, querem logo abraçá-los.
As curiosas chegam e observam tudo com atenção. Durante anos construíram a imagem de uma escola na sua imaginação. Uma escola que tantos lhe falaram e está agora ali. Chegou o dia, a escola deixou de ser uma representação. É real e é, finalmente, sua!
Há também as faladoras… bom, sobre essas, há sempre tanto para dizer. Querem saber tudo, têm tanto para contar. Mas também gostam de ouvir. De conversar. São comunicadoras natas e, por norma, isso vai continuar! E é tão bom!
Entram algumas mais tímidas, com uma certa apreensão no olhar. Algumas estão com receio, mas ao mesmo tempo entusiasmadas. É isso que as faz ir, sem olhar para trás. Confiam e nada as fará recuar.
Há aquelas para quem tudo é novidade. Mas há outras que se sentem sós, como se estivessem sozinhas numa nova cidade.
Há também as que choram, que chegam com alguns medos espelhados em algumas lágrimas que lhes caem pelo rosto. Aqui que ninguém nos ouve, algumas, se pudessem, perpetuavam o mês de agosto! (Bom, quanto a isso…até nós!)
E aquelas que entram a gritar? Sim, as que voltam a dar vida à escola. Porque a escola só é escola porque nela vivem crianças. Vida pura!
Bem, quanto a estas últimas, pelo menos durante o primeiro, segundo ou terceiro dia – no máximo. Depois disso acabam todos a gritar ao mesmo tempo e, verdade seja dita, acaba por ser cansativo.
Sim, porque ao fim de dois ou três dias tudo muda. Tudo!
– As que derramaram algumas lágrimas, ficam mais do que integradas…. lágrimas só de tanto rirem;
– As que entraram timidamente, andam a correr e a gritar pelos espaços;
– As que se sentiam sozinhas passam a estar rodeadas de amigos;
– As faladoras continuam sem se calar;
– E as destemidas…. ficaram ainda mais destemidas!
Os corações estão apertados: os das próprias crianças e os dos pais. Mas há uma comunidade escolar pronta para as receber.
Os professores não estão lá apenas para as ensinar a ler ou escrever, estão lá para as ajudar neste processo de transição. E rapidamente será nos professores que irão confiar, do dia para a noite. De olhos fechados!
Sabem porquê?
As que precisarem de um abraço serão abraçadas!
As mais inseguras tornar-se-ão mais confiantes.
Vai haver tempo para acalmar as que precisam de tranquilidade.
E isto não se encontra nas aprendizagens essenciais de português ou matemática.
Que seja um bom ano. Que seja um ano em que as crianças possam iniciar um caminho feliz, com professores felizes!
Um professor do 1º Ciclo,
Fábio Gonçalves
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Set 15 2021
Com o pensamento em dois grandes portugueses, que nos deixaram ao mesmo tempo: Jorge Sampaio e Manuel Patrício.
Recordámos há quatro dias um 11 de Setembro, o do World Trade Center. Ficou esquecido um outro 11 de Setembro, o do Chile, de 1973.
O que Bush iniciou a 11 de Setembro de 2001 e outros continuaram, em nome do combate ao terrorismo, é um percurso que não serviu a paz, desprezou liberdades e democracia e ampliou o terror que inicialmente queria combater. Mostra a realidade que ao terror inorgânico se somou o terror de Estado, com milhões de mortos e refugiados e a legalização da violação de direitos humanos fundamentais. Mostra a realidade que a responsabilidade dos estados protegerem os seus cidadãos se exerceu trocando liberdade por aparente segurança e permitindo que os senhores da guerra se afirmassem, no campo político, como simples sugadores de fragilidades, usadas para controlar os recursos energéticos e as riquezas dos outros.
Muito do que sempre foi determinante para influenciar o comportamento das pessoas, e impor ideias hegemónicas idênticas às que serviram todos os projectos imperiais, resultou do aproveitamento das emoções causadas por fenómenos de impacto global. Para obstar a tal processo, a democracia precisa do empenho dos cidadãos por causas e as causas precisam de razões demonstradas. A ausência da demonstração da razão afasta o empenho, abre portas à debilidade da democracia e permite que ideias erradas se imponham, varrendo tudo o que resta de um estar geral abúlico. Porque mais do que as agressões ao nosso modo de viver, são os actos com que lhes respondemos que mudam o mundo.¬
Interrogo-me continuadamente sobre se é o medo que gera a indiferença perante o racional ou se é essa indiferença que favorece a instalação do medo. Seja como for, vejo hoje muita indiferença e demasiado medo, particularmente no campo da saúde, onde é visível a utilização do pânico causado pela pandemia para retirar direitos e liberdades e reprimir, com a imprópria designação de negacionismo, tudo o que questione o discurso politicamente correcto, por mais fundamentados e cientificamente sérios que sejam os argumentos que se lhe opõem.
Há ano e meio que assisto à tomada de medidas por parte da maioria dos governos do mundo, que não logram obter os resultados que prometeram. Há ano e meio que assisto, em nome da emergência pandémica, a uma sucessão de medidas frequentemente contraditórias, ilógicas e ineficazes, limitadoras de direitos e liberdades, mas genericamente aceites pela sociedade como os crentes aceitam os dogmas das religiões. Há ano e meio que assisto à promoção de cientistas, pagos a ouro pela indústria farmacêutica, a uma espécie de sacerdotes infalíveis, enquanto outros, com créditos científicos bem mais sólidos e eticamente impolutos, são destratados como hereges e queimados na novel inquisição da opinião pública, vigiada e censurada. Dir-se-ia que à pandemia da covid-19 se juntou uma pandemia de fideísmo, que leva a maioria a acreditar agora em políticos que lhes mentiram toda a vida.
No regresso das nossas crianças às creches e à escola, e apesar de se ler na imprensa que 99% dos seus cuidadores estão vacinados, a Direcção- Geral da Saúde não foi sensível a vários estudos que identificam atrasos no desenvolvimento dos mais pequenos, atribuíveis à ausência da interacção fundamental com o rosto dos adultos, cobertos por máscaras.
Muitas das crianças que estão a ser violentadas na escola por regras sem sentido, serão enviadas para restauro muitas vezes ao longo da vida. Porque, embora não o manifestem de modo a que os adultos o entendam, mais do que nunca sentem-se assustadas na escola. Porque os perigos sanitários a que as poupamos são nada quando cotejados com os custos garantidos dos défices motores, mentais e emocionais que estamos a infligir ao seu desenvolvimento são. E não há vacinas que as protejam das chagas deixadas pela imobilidade forçada, pelos recreios livres suprimidos e pela habituação à inexpressividade de rostos mascarados dentro das quatro paredes das salas, onde passam a maior parte da vida que lhes estamos a roubar. Tantos constrangimentos e tantos isolamentos só podem fazer mal, mais mal do que aquele que evita uma escola tão protectora, mas tão pouco amigável.
In “Público” de 15.9.21
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Set 14 2021
Apesar das recomendações de vários grupos parlamentares, entidades sindicais, associações de professores e de diretores, o Governo manteve-se inflexível na sua decisão – só disponibilizou horários completos no concurso de mobilidade interna de 2021, considerando apenas os horários incompletos a partir da primeira reserva de recrutamento (publicitada no passado dia 1 de setembro).
O conhecimento recente dos resultados destes dois momentos de colocação de professores expôs, à semelhança de 2017, uma inversão na atribuição das colocações disponíveis, ficando docentes de maior graduação colocados em escolas mais distantes das preferências que tinham manifestado como prioritárias.
Atente-se nas listas de colocação definitiva da RR01 respeitantes aos grupos de recrutamento 120, 200, 240, 250, 290, 300 ou 910, por exemplo.
Viram-se, assim, ultrapassados por docentes com menor graduação profissional (em muitos casos, com o mesmo vínculo) e colocados em agrupamentos/escolas a centenas de quilómetros das suas residências.
Mais uma vez, não se compreende este atentado à dignidade profissional da classe docente.
A realidade colide com as palavras proferidas pela deputada Sílvia Torres, do grupo parlamentar do Partido Socialista, na Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto, aquando da discussão da Petição No 199/XIV/2a – “A valorização dos profissionais que trabalham nas escolas e, em particular, a criação das condições para a estabilidade da função docente, assumem para o Partido Socialista um papel insubstituível na promoção da escola pública. (…) O grupo parlamentar do Partido Socialista reafirma, assim, a sua convicção de que o Ministério da Educação continuará a assentar a sua ação na valorização do papel dos docentes, assegurando desde logo a maior estabilidade e previsibilidade possíveis.”
Bem como com a justificação que adiantou para o procedimento adotado pelo Governo no concurso de mobilidade interna – “É da consciência da realidade e da necessidade de adotar a solução que melhor sirva o sistema educativo, assente numa adequada gestão dos recursos humanos docentes e na boa utilização dos dinheiros públicos, que resultam as decisões por vezes difíceis do Ministério da Educação.”
Proceda-se, então, a uma análise comparativa dos resultados obtidos quer no concurso de Contratação Inicial de 2018 (com a vinda imediata de horários completos e incompletos) e de 2021 (com a disponibilização apenas de horários completos), quer nas Reservas de Recrutamento 01 e 02 de ambos os anos.
2018 – Contratação Inicial
3330 docentes contratados com horário completo
2018 – Reserva de Recrutamento 01: 496 docentes contratados com horário completo anual
2018 – Reserva de Recrutamento 02: 545 docentes contratados com horário completo e anual
2021 – Contratação Inicial
6581 docentes contratados com horário completo (mais 3251)
2021 – Reserva de Recrutamento 01: 1792 docentes contratados com horário completo anual (mais 1296)
2021 – Reserva de Recrutamento 02: 618 docentes contratados com horário completo anual (mais 73)
Afinal, onde está a boa utilização dos dinheiros públicos, se, até ao momento, o Ministério de Educação já contratou mais 4620 docentes com horário completo anual comparativamente a 2018?
Perante o exposto, urge corrigir de imediato a situação e os atropelos descritos.
Lígia Violas e Paulo Fazenda Pelo Grupo de Docentes Lesados a 25 de Agosto
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Set 14 2021
Questionado sobre a falta de recursos denunciada por alguns diretores de agrupamentos escolares, o ministro refere que “existe, este ano, um reforço de mais 3.500 professores que podem trabalhar nas tutorias, nos projetos pedagógicos das escolas. Temos mais técnicos especializados, através dos planos de intervenção em cada uma das escolas – de desenvolvimento social e comunitário. Só um diretor muito desatento é que poderia eventualmente dizer isso”.
“Obviamente que os diretores, assim como as organizações que representam os trabalhadores, querem sempre mais. Mas é nesse equilíbrio que nós conseguimos construir estes planos”, assinala Brandão Rodrigues.
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Set 14 2021
Ano letivo começa com greve de professores e funcionários
Professores e pessoal não docente iniciam esta terça-feira uma semana de greve contra a precariedade e por melhores condições de trabalho, um protesto que coincide com o arranque do ano letivo no ensino obrigatório.
Todos os profissionais de educação, incluindo os trabalhadores do ensino superior, estão abrangidos pelos avisos de greve do Sindicato de Todos os Professores (STOP), em vigor entre hoje e termina a 17 de setembro.
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Set 13 2021
O caso do Tommy, aluno de 13 anos, é paradigmático. Primeiro a recusa a pés juntos sempre que chegava a hora de ter aulas com qualquer professor que não fosse caucasiano. Sem se explicar, corria escola fora à procura do melhor lugar para se esconder durante uma hora por inteiro para não ter de entrar na sala. Depois as conversas com professores, auxiliares e colegas sempre que o tema versava sobre as origens individuais dos presentes. “Mas não”, dizia ele, “Tu não vens de Hackney. De onde é que tu vens mesmo?” sem por isso nomear a cor da pele do interlocutor, não é preciso quando só há um britânico de gema na sala e esse britânico é o Tommy.
Findo o Verão, e porque o Tommy já está mais à vontade, já não é novo na escola, vieram os insultos, tão racistas como directos, sempre que o dia não lhe corra bem, nunca corre, e é urgente encontrar alguém para culpar. “Paki” e “Nigger” são as palavras usadas e dirigidas a quem por ele passe. Se a segunda palavra encontra o seu equivalente em português, o qual nos escusamos a traduzir, a primeira não lhe fica atrás sempre que dirigida a alguém de ascendência asiática. Por fim, o comentário de como todos os imigrantes são violadores e uma reunião com os pais na escola. Mas os pais não querem saber, e talvez aqui uma das raízes do problema.
Por princípio, não atendem o telefone e quando atendem não entendem o sotaque, pedem para falar com outra pessoa, “queixam-se de não perceber o que o André diz” e no dia da reunião não apareceram, um dos filhos está doente, e o Tommy de rédea livre no leme do mundo.
Fomos a casa do Tommy, eu e uma colega. À entrada da rua apontam-nos a casa, “é aquela das bandeiras” e de facto é, uma casa decorada com o sangue de São Jorge de alto a baixo entre bandeiras e emblemas no telhado, nas portas e janelas, no relvado. “É por causa do futebol”, diz o pai à porta em tom jocoso diante desta admiração, mas o Campeonato Europeu já acabou e na rua mais nenhuma casa tem bandeiras. Para além disso, remato, “a Inglaterra perdeu” e o pai do Tommy já não acha piada. Vamos directos ao assunto, as faltas às aulas, as conversas os insultos, os imigrantes que são todos violadores e eu, como exemplo, pergunto ao pai do Tommy se ele acha que eu também sou um violador. Resposta: “Nah, mate, you’re alright, we know you”, traduzido mais ou menos por um “Não pá, tu estás bem porque nós sabemos quem és”. Porque nós sabemos quem és. Mas não sabemos quem são os outros, por exclusão de partes. E os outros, já se sabe, são os invasores, os imigrantes que vêm para viver das regalias sociais, das casas, saúde e educação gratuitas que, pelos vistos e de acordo com o pai do Tommy, não chegam para toda a gente e portanto “nós primeiro”, diz ele, “os que já cá estão”, acrescenta, terminando com um “Britain first”. Não obstante a posição da Grã-Bretanha, o Tommy terá de passar um dia a trabalhar num projecto sobre minorias étnicas para apresentar aos colegas. Agradecemos o tempo e fomos embora antes que nos acontecesse alguma coisa.
O caso do Tommy, apesar de singular, não é único lá na escola. Temos, pelo menos, mais 2 alunos com perspectivas e comentários semelhantes e o trabalho, não só com os alunos mas as famílias também, longe, muito longe de concluído. Infelizmente, as notícias recentes vêm dar-nos razão quando já não é o neo-jidahismo o problema entre crianças e adolescentes no Reino Unido mas a radicalização por grupos e movimentos de extrema-direita. E as estatísticas não mentem: no último ano, 60% das pessoas radicalizadas têm menos de 24 anos e 13% dos detidos são menores, uma subida face aos 5% do ano anterior.
O fogo, este fogo, não é agora, já dura há anos. Legitimada pelo Brexit e pelo populismo político, o confinamento e as horas passadas on-line têm sido terreno fértil para o recrudescer da extrema-direita entre notícias falsas e teorias de conspiração disseminadas nas redes mas também nos jogos on-line, angariando seguidores nas camadas mais jovens da população. Os mesmos seguidores que vêm à escola, fruto da idade, todos os dias e acerca dos quais devemos estar atentos discutindo pontos de vista, questionando factos, promovendo debates e projectos, partilhando experiências pessoais, sublinhando acontecimentos históricos, educando sem nunca baixar os braços. Porque o caso do pai do Tommy é paradigmático. Já o Tommy é uma criança, ainda tem tempo para aprender todos os dias na escola.
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Set 13 2021
Entre o regresso, para uns, e a novidade, para outros, assiste-se por estes dias a um certo “estado de graça”, previsivelmente reinante na maior parte das escolas do país…
Como em quase todos os “regressos” e como em praticamente todas as “novidades”, paira no ar uma certa alegria e uma certa animação, típicas do entusiasmo de quem está prestes a encetar uma nova jornada, na mesma escola ou noutra diferente…
Muitos discursos de boas-vindas, muita simpatia, muitos sorrisos, muitas estratégias de integração, muita aparente benevolência e tolerância para com todos…
Mas os “estados de graça” costumam ser transitórios e efémeros e este também o será certamente… As benesses iniciais desvanecer-se-ão e tudo voltará a ser como antes, ou pior…
Em pouco tempo tudo mudará: a azáfama e a vertigem do dia-a-dia; a pressão para o cumprimento de inúmeras tarefas de natureza burocrática, muitas vezes de relevância duvidosa, mas quase sempre sobrepostas ao que realmente importa; ou a adaptação ao ritual dos velhos hábitos e das velhas rotinas, todos estarão de volta…
Estarão de volta, e porventura até, ainda mais marcantes e evidentes, expectável consequência da imensidão de Programas, Projectos, Roteiros, Guiões, Regulamentos e Receituários, inscritos no Plano de Recuperação das Aprendizagens 21/23 que cada escola tiver já elaborado ou que vier a elaborar…
A par disso, existirá todo um “cerimonial de evangelização”, no sentido de fazer acreditar que as “novas” fórmulas agora “descobertas” se constituirão como um remédio ou como uma mezinha infalível que tudo e todos “curará”… Desgraçadamente, não chegarão sequer a ser um placebo…
E é isto: dentro de pouco tempo, voltará a “normalidade”, perfeitamente anormal e falhada, em que está submersa grande parte das escolas…
O défice democrático não desapareceu…
As tarefas burocráticas em catadupa não desapareceram…
As injustiças, da mais variada ordem, não desapareceram…
A insanidade e o delírio não desapareceram…
A hipocrisia e a pantomima não desapareceram…
A indiferença e o alheamento não desapareceram…
Por seu lado, o Ministério da Educação continuará na senda da ilusão e da manipulação da opinião pública, coadjuvado pelo silêncio de muitos Directores… Aos profissionais de Educação continuará a ser exigido que façam sempre mais, com cada vez menos recursos, e que, de preferência, consigam ignorar as suas próprias vidas, assim como as pessoas que são significativas para si…
Em suma, as escolas continuarão a Funcionar, mas não a Viver…
Evitando o discurso, muitas vezes oco, do politicamente correcto: o próximo Ano Lectivo não vai ser bom para ninguém…
Conseguir Sobreviver, talvez seja o lema mais adequado… Nada mais do que isso: Sobreviver por nós e por aqueles que nos são próximos e que precisam da nossa atenção e da nossa presença… Tudo o resto são balelas e discursos para entreter…
Ter consciência da realidade é muitas vezes o melhor caminho para obstar à frustração e ao desânimo… E isso não significa ser pessimista ou “profeta da desgraça”…
(Matilde)
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Set 13 2021
COVID-19: Utilização de Máscaras
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Set 13 2021
O valor revelado pelo ministro representa um aumento de cerca de um terço nos últimos seis anos.
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