Professores vão juntar-se em vigília no Porto em protesto contra dois anos de silêncio do Ministério da Educação

 

O SIPE – Sindicato Independente de Professores e Educadores convocou os docentes a marcarem presença na Praça Carlos Alberto, no Porto, às 21h00 desta sexta-feira, dia 17 de setembro, para uma vigília em protesto contra dois anos de silêncio por parte do Ministério da Educação, face aos problemas e anseios dos professores e educadores. O Sindicato refere que os professores exigem a reabertura das negociações relativas à avaliação e progressão na carreira docente, à aposentação, aos concursos, às ultrapassagens na carreira entre docentes com o mesmo tempo de serviço, e à reversão da componente letiva, e irá anunciar na vigília novas ações e formas de luta, que irão avançar já no início do presente ano letivo 2021/2022.

Júlia Azevedo, presidente do SIPE, declara que «é urgente passar das palavras aos atos! E perante esta inoperância do Ministério da Educação, que há dois anos tem suspensas as negociações com os sindicatos, os professores são obrigados a sair à rua para se fazerem ouvir». A dirigente considera «inadmissível e uma enorme falta de respeito, a tutela apregoar aos sete ventos que os Professores e os Educadores foram fantásticos na resposta que deram ao desafio provocado pela pandemia, mas não dar o devido reconhecimento, escutando as reivindicações da classe e dando resposta aos seus problemas e anseios».

Porto, 16 de setembro de 2021

 

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2 comentários

    • Mário Rodrigues on 17 de Setembro de 2021 at 12:21
    • Responder

    Continuo à espera de resposta:

    CARTA ABERTA AO MINISTRO DA EDUCAÇÃO

    Exmo. Senhor
    Ministro da Educação
    Tiago Brandão Rodrigues

    Sugiro a V.ª Ex.ª que, nas vésperas de se iniciar mais um ano lectivo, informe os pais e os encarregados de educação dos alunos portugueses, em comunicação presencial ao País ou em conferência de imprensa, que o ministério a que V.ª Ex.ª preside, através do Despacho n.º 6605-A/2021, de 6 de julho de 2021, revogou todos os programas e metas curriculares vigentes, e instituiu um ensino, para todos os alunos do sector público, reduzido a objectivos e a conteúdos mínimos, metaforicamente designados como “aprendizagens essenciais”.

    Para que os pais e os encarregados de educação dos alunos portugueses entendam, diga-lhes, de forma simples, que a partir de agora aos seus educandos será ensinado apenas 20 ou 30% do que lhes era ensinado nos anos anteriores.

    E para que entendam melhor as consequências futuras, a nível pessoal e profissional, diga-lhes que a partir de agora aos seus educandos será ensinado apenas 20 ou 30% do que é ensinado a um aluno espanhol, francês ou alemão.

    E se puder, explique-lhes:

    a) Qual o objectivo real do Ministério da Educação ao aprovar e pôr em vigor esta medida; e

    b) Que benefícios decorrem para Portugal, e para os Portugueses, da universalização de um ensino público desprovido de rigor e de exigência, limitado, para todos os seus alunos, a objectivos e a conteúdos mínimos.

    Se me é permitido, sendo aquele Despacho obra de todo o Governo, sugiro que nessa comunicação presencial ao País, ou nessa conferência de imprensa, estejam presentes o primeiro-ministro, António Costa, e o secretário de estado, João Costa.

    Os pais e os encarregados de educação dos alunos portugueses ficarão esclarecidos!

    • Maria on 17 de Setembro de 2021 at 15:48
    • Responder

    Concordo plenamente e já agora explique tb q as provas de aferição não servem para nada e q deviam ser substituídas por exames no sexto e quarto anos como já foi , aí sim os alunos estudam porque é para poderem prosseguir de ano.
    E se os dirigentes sindicais tiverem acesso a uma reunião como está prevista para outubro, negoceiem a aposentação para os docentes com 40 anos de serviço e mais de 60 anos de idade q estão saturados de toda esta burocracia e deste sistema de ensino.

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