Rui Cardoso

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Manual de Instruções – Dispensas Sindicais 2024

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No Conselho de Ministros foi aprovado…


“Aprovou ainda, após audição das estruturas representativas dos trabalhadores, um Decreto-lei estabelecendo um regime excecional e temporário, para o ano escolar de 2024-2025, que regula o concurso externo extraordinário de seleção e de recrutamento do pessoal docente da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário da Escola Portuguesa de Luanda – Centro de Ensino e Língua Portuguesa.”

 

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Pais querem mais tempo para matrículas e professores ficam sem acesso aos computadores

Prazo para as inscrições do 6.º ao 9.º ano e 11.º termina esta sexta-feira e muitos pais ainda não conseguiram inscrever os filhos. A plataforma tem estado a funcionar de forma intermitente. Programa E360 também é utilizado por muitas escolas para lançar notas, estando muitos docentes impedidos de o fazer.

Pais querem mais tempo para matrículas e professores ficam sem acesso aos computadores

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Vaga para professor de português / francês nos EUA

A escola Milford High School, em Milford, Massachusetts, EUA, está a contratar um professor de português / francês (ou apenas de português ou de francês) para o próximo ano letivo (com a possibilidade de ficar cinco anos). O tempo de serviço conta em Portugal, através do Instituto Camões.
Podem enviar os CV para [email protected]
Podem verificar o aviso de abertura do concurso em:

[https://docs.google.com/document/d/1-aZM_ynNAfL7roj7kL7QC2pHXa75xDEU/edit?usp=sharing&ouid=103901943131321498982&rtpof=true&sd=true](https://docs.google.com/document/d/1-aZM_ynNAfL7roj7kL7QC2pHXa75xDEU/edit?usp=sharing&ouid=103901943131321498982&rtpof=true&sd=true)

[https://docs.google.com/document/d/1jFA8F3EOJGxmLrCU0yYSW3YV4YJh2caX/edit?usp=sharing&ouid=103901943131321498982&rtpof=true&sd=true](https://docs.google.com/document/d/1jFA8F3EOJGxmLrCU0yYSW3YV4YJh2caX/edit?usp=sharing&ouid=103901943131321498982&rtpof=true&sd=true)

[https://docs.google.com/document/d/1WHoVGuExbBziz-3Ka6tPoMvXongkDnGu/edit?usp=sharing&ouid=103901943131321498982&rtpof=true&sd=true](https://docs.google.com/document/d/1WHoVGuExbBziz-3Ka6tPoMvXongkDnGu/edit?usp=sharing&ouid=103901943131321498982&rtpof=true&sd=true)

 

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Sem professores e entregues à selva digital – Paulo Prudêncio

Quem diria que as crianças e jovens das democracias ocidentais entrariam na terceira década do Século XXI entregues à selva digital e com falta de professores. E se qualquer das crises compromete o crescimento como pessoas livres respeitadas nos direitos fundamentais, a simultaneidade acentua preocupações. Discuta-se quatro causas comuns bem identificadas: internet, recursos digitais para o ensino, “Reconhecimento de Padrões” – mais divulgado como Inteligência Artificial (IA) – e desinvestimento na Educação.

Antes do mais, recorde-se que mudámos de milénio ancorados na sociedade em rede e com esperança numa economia como a “maré enchente que faria subir todos os barcos”. A internet generalizava-se. Usava-se software com vasto alcance administrativo. As atmosferas organizacionais melhoravam. Crescia a produtividade. Desejava-se mais tempo livre. Não se rivalizava a tecnologia com a natureza. O humano era o centro do meio ambiente político e económico.

Contudo, Manuel Castells, o sociólogo optimista da viragem do milénio (“A galáxia da internet” e “A sociedade em rede”), alertava, em 2023, para uma mudança veloz: “muita gente aceitou o advento da internet como uma tecnologia de liberdade e libertadora. Só que “livre” nem sempre significa “boa”.”

E a Educação espelhou um lado negativo dessa mudança. Acima de tudo, pelos excessos no uso da internet e na exposição ao “enxame digital” das “gigantes da web que nos querem controlar” (cf. Naomi Klein). Quando, em 2019, se conheceu a sua hierarquia de investimentos – ensino à distância, 5G, telemedicina, drones e comércio online -, temeu-se a abertura de mais espaço ao isolamento físico e à adicção tecnológica de crianças e jovens, e que, noutra perspectiva da mesma família, a engenharia financeira e sociológica reduzisse o número de professores através da tele-escola 2.0. A aceleração digital na pandemia confirmou o temor: identificou-se de imediato os efeitos dos assistentes educativos digitais desde os primeiros anos de vida e do ensino à distância.

Mas já era tarde para a maioria das democracias ocidentais. Em Portugal, só em 2022 se assumiu a falta estrutural de professores e os excessos no uso de telemóveis e afins. O estado de negação foi longo e o pêndulo da condição humana começou a oscilar entre a euforia e o pânico. Agora, é crucial perceber as ligações, e as tensões, entre as duas crises, analisar cada uma e acelerar o tempo de recuperação.

No flagelo da falta de professores, negligenciou-se o clima escolar como o cerne da fuga. Os partidos do “pacto de regime para a Educação” – que vigora desde os primórdios deste século e que colocou em regressão os notáveis progressos preparados nos 30 primeiros anos da democracia -, nada aprenderam. Veja-se, como síntese da fatal desconfiança nos professores, o debate na Assembleia da República, no dia 21 de Junho de 2024, sobre a burocracia insensata a propósito do projecto MAIA.

Agravou-se, porque esse pacto fez dos professores guardadores das crianças e jovens. A trágica “escola a tempo inteiro” retirou a sociedade das responsabilidades educativas. Eliminou as crianças, e as suas livres brincadeiras, do espaço público. Impôs-lhes horários fabris de 40 a 50 horas semanais na escola, com curtos intervalos brutalmente silenciados pela adicção tecnológica, e empurrou para o esquecimento educativo as 128 ou 118 horas semanais fora da escola.

Portanto, quando li na capa do Expresso, de 24 de Maio de 2024, que “há crianças de 11 anos dependentes de pornografia online; em Portugal, 40% dos rapazes e 26% das raparigas entre os 9 e os 16 anos já viram conteúdos pornográficos através de pesquisas online”, esperei, em vão, pelo imediato alarme mediático. Em vão porque estes dados do “EU Kids Online”, financiado pela Comissão Europeia, são de 2019 – imagine-se agora – e inaudíveis nas sociedades da “escola a tempo inteiro”. As bolhas política e mediática só se alarmam se puderem culpar as escolas e os seus professores. 

No mesmo âmbito, o Conselho da União Europeia agendou o desespero com os influenciadores das redes sociais (estude-se Andrew Tate). São, de longe, os mais “googlados”. Radicalizam os adolescentes em valores misóginos e de obediência violenta das raparigas. Os jovens seguem-nos, como o farão na altura de votar numa cultura política sociopata, insensível ao sofrimento, alimentada pelo ódio e sem qualquer sinal de empatia.

Seria imperdoável não combater estruturalmente estas crises. Na falta de professores, comece-se pela confiança. Esse regresso exige um corte epistemológico com a vigente incomunicabilidade entre as ciências da educação e as da gestão e administração. Altere-se radicalmente teorias, conceitos e métodos. O professor e a pedagogia têm que liderar uma gestão escolar propriamente dita, que desespera por “Reconhecimento de Padrões” no tratamento de dados e não tanto no ensino; e elimine-se os modelos autocratas de gestão e avaliação de escolas e de professores.

Aliás, só escolas plenamente democráticas elevarão o respeito pelos direitos fundamentais; embora exijam professores doentes de esperança e alunos livres de adicções. Para isso, actue-se na entrega, na sociedade e na escola, das crianças e jovens à selva digital, e não se use a IA como a inevitabilidade da sociedade do futuro. Já nem é tão consensual que projecte a economia para outro patamar de produtividade, ganhos e distribuição. Pelo contrário, como defende Daron Acemoglu, co-autor do célebre “Porque Falham as Nações” (e, já agora, falham quando desinvestem na Educação).

Em suma, não se deixe este legado. Que, daqui a uma ou duas gerações, nenhuma adolescente portuguesa de 14 anos diga, como em 2023, a um canal televisivo sobre a proibição de telemóveis: “ai agora? Mas agora já está tudo agarrado”.

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Mobilidade de docentes por motivo de doença – 2024/2025

Aplicação eletrónica disponível entre o dia 2 de julho e as 18:00 horas de 18 de julho de 2024 (hora de Portugal continental) para efetuar o preenchimento e a extração do Relatório Médico.

Decreto-Lei n.º 41/2022

Aviso de Abertura MPD 2024/2025

Despacho n.º 7716-A/2022

Manual de Instruções – Regime de Mobilidade de Docentes por Motivo de Doença – Relatório Médico

SIGRHE

 

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Quando a morte por homicídio começa a tornar-se banal entre jovens…

 

Sem pretender que este texto seja uma “crónica criminal ou policial”, não pode, contudo, deixar de se notar a sucessão de notícias, dando conta de vários homicídios entre jovens, perpetrados com recurso a armas brancas, muitas vezes através de facadas, e quase sempre por motivos absolutamente fúteis…

Verdadeiramente assustador, e muito preocupante, pensar que um jovem seja capaz de recorrer à violência extrema, acabando por matar outro jovem, sem quaisquer motivos atendíveis, se é que neste caso isso possa existir, ou sequer enquadráveis no direito de legítima defesa, que assiste a todos os cidadãos…

Que valor terá a Vida para esses jovens homicidas?

Estarão convencidos de que a vida real funciona como um qualquer videojogo, onde cada jogador pode ter várias vidas?

Estarão convencidos de que a vida real funciona como um qualquer videojogo, onde a ideia de imortalidade é, recorrentemente, veiculada de forma perversa e capciosa?

Ao que tudo indica, poderemos estar perante jovens incapazes de prever e de antecipar as consequências de determinados actos, iminentes praticantes de acções absolutamente irreflectidas…

Ao que tudo indica, poderemos estar perante jovens que manifestam uma notável imaturidade emocional e um incontornável descontrole emocional, mostrando-se incapazes de gerir determinadas frustrações…

A procura de confrontos individuais e/ou de grupo funcionará muitas vezes como uma fonte de adrenalina, quase como se se tratasse de uma dependência química, onde não existe qualquer obstaculização moral e ética à prática de determinados crimes ou de comportamentos violentos…

A prática de acções violentas decorrerá, assim, com toda a “normalidade” e desfaçatez…

Em resumo, esses jovens serão comandados pela irresponsabilidade e pela impulsividade, que os levará à prática de agressões contra terceiros, potencialmente fatais…

A crueldade com que muitos desses actos são praticados denuncia a ausência de empatia e de sentimento de culpa, assim como o desrespeito total pelos direitos do outro…

Sem generalizações abusivas e sem visões catastrofistas, não há, contudo, como ignorar ou escamotear esta realidade:

– Parece que estamos a criar seres humanos monstruosos, capazes das maiores atrocidades e isso não pode deixar de nos preocupar a todos, enquanto cidadãos, profissionais de Educação ou mães e pais…

Entre jovens, parece que matar alguém ameaça tornar-se num acto banal…

Jovens sem qualquer noção da tragédia, da infelicidade e do sofrimento causados pelo acto de matar alguém, em particular nas famílias das vítimas, mas também nos seus próprios familiares…

É verdadeiramente aterrador imaginar que algum desses jovens homicidas possa ter tirado a vida a alguém por mero divertimento…

 

Paula Dias

 

 

 

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Próximo ano letivo tem “tudo para começar mal”

 

O tempo de serviço congelado dos professores dificilmente começará ser devolvido em setembro, tal como foi acordado com os sindicatos, porque o processo está atrasado, denuncia Cristina Mota.

Próximo ano letivo tem “tudo para começar mal”

O ano letivo 2024/25 tem tudo “para começar mal”. O aviso é do movimento Missão Escola Pública. À Renascença, a porta-voz Cristina Mota diz que, em setembro, vai haver ainda mais alunos sem professores.

Apesar de todos os anúncios feitos pelo Ministério das Educação, “na prática nada foi implementado”, alerta.

“Nós consideramos que o início do próximo ano letivo vai ser caótico e consideramos que iremos ter um maior número de alunos sem professor no início do ano. Lembramos que temos menos professores, porque um grande número se aposentou, e além disso temos cerca de mais 19 mil alunos na nossa escola pública”, afirma Cristina Mota.

A complicar ainda mais as contas, estão os atrasos na divulgação dos resultados dos concursos de professores, sublinha a Missão Escola Pública.

“Temos cerca de 100 mil professores a aguardar o concurso interno e o concurso externo e só após a divulgação das listas de colocação, é que terá lugar o concurso de mobilidade interna e também de contratação. Estes professores que agora estão a aguardar a divulgação das listas, também eles têm filhos, precisam de organizar a sua vida, mas não estão a conseguir, porque não sabem onde vão lecionar em setembro”, diz Cristina Mota.

Segundo a porta-voz do movimento Missão Escola Pública, o tempo de serviço congelado dos professores dificilmente começará ser devolvido em setembro, tal como foi acordado com os sindicatos, porque o processo está atrasado.

“Verificamos também que não foi conhecido o diploma que se refere à recuperação do tempo de serviço, ao contrário do que tem sido anunciado pelo gabinete do senhor ministro, o problema não está resolvido, o diploma não está conhecido e tendo em conta o período de férias dos serviços administrativos das escolas, em setembro vai ser praticamente impossível algum professor ver o tempo de serviço contabilizado, conforme está no acordo”, diz.

A porta-voz do movimento “Missão Escola Pública” lembra que ainda não há nada definido relativamente às ajudas de custo para professores deslocados, nem medidas para combater a falta de docentes.

 

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Falhas no Portal das Matrículas geram centenas de reclamações

Os vários problemas verificados na utilização do Portal das Matrículas geraram indignação entre inúmeros encarregados de educação que, desde sábado, começaram a registar centenas de reclamações no Portal da Queixa dirigidas ao Ministério da Educação.

Falhas no Portal das Matrículas geram centenas de reclamações

 

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VAMOS INDO… Carlos Santos

Fruto da complexidade da profissão, da crescente sobrecarga de trabalho, de uma vida profissional quase exclusivamente longe da área de residência e de a classe estar demasiado envelhecida, estando todos velhos, cansados e, muitos de nós, doentes, somos uns tristes e uns desgraçados que andamos aqui a comparar misérias (doenças próprias e dos próximos), como se isso resolvesse alguma coisa.

O governo marcou reuniões para falar sobre alterações na mobilidade por doença para, depois, deixar tudo na mesma. Fez das nossas doenças e sacrifícios a lotaria das desgraças, atirando uma boia de salvação para um mar de gente a afogar-se, para ficar de consciência tranquila, mas deixando, uma vez mais, os professores a lutarem entre si por algumas migalhas que irão aparecer nas escolas.

Tanto se fala de inclusão, das leis da proteção no trabalho, mas, na prática, de forma desumana, deixa-se o direito à assistência na doença ao critério da abertura de vagas pelos diretores, como se as doenças e o sofrimento fossem quantificáveis de acordo com os grupos disciplinares ou carências escolares.

Os professores estão cada vez mais cansados, exaustos e em burnout, medicados e dopados para conseguirem ir trabalhar, aumentando a cada ano o número com doenças incapacitantes. No entanto, têm de aguentar, porque são tratados como meros números descartáveis.

Esta atitude do MECI foi reprovável, porque criou expectativas em muitos docentes e respetivas famílias e, no fim, não deu em nada.
Num cenário de crescente falta de professores, podendo aproveitar muitos que poderiam e quereriam trabalhar, mantendo esta fórmula do «concurso/sorteio da doença», continuou a abrir a porta ao aumento de baixas médicas por incapacidade, agravando ainda mais a carência de docentes nas escolas.

E não vale a pena continuarmos a comparar-nos, porque, a bem da verdade, estamos cada vez mais velhos, com menos saúde e a tentar safar-nos o melhor que podemos neste imenso mar de miséria em que nos atiraram, denominado Ensino em Portugal.
Felicidades e força a todos, sobretudo a quem sofre e necessita de MpD, porque, infelizmente, eu sei bem o que isso representa na nossa vida.
Carlos Santos, mais um de entre tantos números

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Falta de consenso adia alterações à mobilidade por doença de professores para setembro

A falta de consenso entre a tutela e sindicatos levou hoje o ministro da Educação a adiar as alterações à mobilidade por doença de professores, com novas negociações a partir de setembro para uma revisão profunda do regime.

Faltas de consenso adia alterações à mobilidade por doença de professores para setembro

 

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Pergunto-me onde andará o sentimento de Liberdade

O programa Linha da Frente na RTP,, desta semana,  abordou a falta de professores nas escolas portuguesas. No final apareceu uma mensagem que me deixa preocupado todas as vezes que vejo algo de semelhante.

Afinal, muito se fala de Liberdade, mas por cós a sentem e o medo ainda anda por aí.

As escolas e as suas práticas não são vingativas, são a mais pura expressão de Liberdade. Se assim não são, deviam ser.

Isto entristece-me, mas dá-me alento para continuar a lutar por um país onde estas mensagens sejam uma recordação longínqua.

 

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Ministro da Educação pede desculpa às famílias por falhas nas matrículas

 

Fernando Alexandre reconhece que o processo “está a causar transtorno” e este, diz, “é o tipo de ineficiências, de perturbações que nós não queremos que existam e esperamos que se resolvam rapidamente”.

Ministro da Educação pede desculpa às famílias por falhas nas matrículas

O ministro da Educação pediu desculpa às famílias, esta quinta-feira, depois de falhas terem levado a que muitos pais ficassem sem conseguir aceder à plataforma de matrículas do 6.º. 9.º e 11.º anos.

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PISA – Literacia financeira dos alunos portugueses caiu

Literacia financeira dos alunos portugueses caiu em linha com os outros domínios avaliados pelo PISA

  • Os alunos portugueses obtiveram um desempenho em literacia financeira de 494 pontos, em linha com a média dos países da OCDE.
  • Face a 2018, o desempenho dos alunos portugueses em literacia financeira diminuiu 11 pontos, uma queda superior à verificada na média dos países da OCDE que participaram no módulo de literacia financeira nos ciclos de 2018 e 2022.
  • Os alunos portugueses têm um contacto menos frequente com atividades e tarefas de literacia financeira na escola do que na média dos países da OCDE.
(…)
RESULTADOS DE 2022
Os alunos portugueses têm um desempenho em literacia financeira de 494 pontos, estatisticamente em linha com a média dos 14 países da OCDE que participaram neste domínio (498 pontos). Portugal encontra-se em 9.º lugar no ranking dos 20 países/economias participantes e, no conjunto dos 11 países da União Europeia, é o sétimo país com desempenho mais elevado (Comunidade Flamenga da Bélgica 527 pontos; Dinamarca 521; Países Baixos 517; Chéquia 507, Áustria 506, Polónia 506).
84,5% dos alunos portugueses atingem o nível básico de literacia financeira (82,1% na OCDE). Os restantes 15,5% são considerados “low-performers”, conseguindo, na melhor das hipóteses, reconhecer a diferença entre necessidades e desejos, tomar decisões simples sobre os gastos diários e reconhecer a finalidade dos documentos financeiros diários, como uma fatura. No oposto, 6,6% têm um nível de proficiência elevado (“top performers”) (10,6% na OCDE), conseguindo aplicar uma ampla variedade de termos e conceitos financeiros, analisar produtos financeiros complexos e resolver problemas financeiros não rotineiros, que provavelmente só virão a ter relevância na sua vida adulta.
Em 2022, as diferenças no desempenho dos alunos portugueses por sexo, por estatuto imigrante e por estatuto socioeconómico acompanham o padrão da média da OCDE. Os rapazes têm melhor desempenho em literacia financeira do que as raparigas (diferença de 8 pontos em Portugal e 5 na OCDE), os alunos imigrantes pontuaram abaixo dos alunos não imigrantes (diferença de 26 pontos em Portugal e 31 na OCDE) e os alunos de contextos socioeconómicos favorecidos têm melhor desempenho do que os de contextos desfavorecidos (diferença de 74 pontos em Portugal e 87 na OCDE). Tal como o desempenho dos alunos nos domínios principais avaliados no PISA 2022 – matemática, leitura e ciências –, o estatuto socioeconómico dos alunos é um forte preditor do desempenho em literacia financeira.
Os alunos portugueses de 15 anos estão ao nível da média da OCDE no que diz respeito a práticas financeiras responsáveis: 91% dos alunos afirmam verificar o troco que recebem e 93% poupam dinheiro em casa, pelo menos uma vez por ano. Em relação à utilização de produtos financeiros, a percentagem de alunos portugueses com conta bancária diminuiu de 2018 para 2022 (45% vs. 38%), mas, em 2022, mais alunos portugueses afirmaram ter um cartão de débito (27%). Estes valores estão substancialmente abaixo da média dos países da OCDE, onde 63% dos alunos têm conta bancária e 62% têm cartão de débito. Em comparação com a média dos países da OCDE, os alunos portugueses realizam atividades financeiras digitais com menos frequência e sentem-se menos confiantes na utilização de serviços financeiros digitais.

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Concurso externo extraordinário de vinculação de docentes às EPERP – Aceitação e Recurso hierárquico

 

Encontra-se disponível a aplicação que permite ao candidato efetuar a aceitação da colocação do Concurso Externo Extraordinário de vinculação de docentes às EPERP 2023/2024, das 10:00h do dia 27 de junho até às 23:59h de Portugal continental do dia 28 de junho de 2024.

Caso pretenda interpor recurso hierárquico, a aplicação encontra-se disponível das 10:00h do dia 27 de junho até às 18:00h de Portugal continental do dia 3 de julho de 2024.

SIGRHE

 

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Prazo de renovação de matrículas prolongado até 5 de julho

 

O prazo para a renovação de matrículas do 6.º ao 9.º anos e 11.º foi prolongado até 5 de julho, anunciou esta quarta-feira o Ministério da Educação.

 

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Concurso externo extraordinário de vinculação de docentes às EPERP – Listas Definitivas

Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de ordenação, colocação, não colocação, exclusão e desistidos do Concurso Externo Extraordinário de vinculação de docentes às EPERP 2023/2024.

Listas

Nota informativa – Publicitação das listas definitivas do  Concurso Externo Extraordinário de vinculação de docentes às EPERP 2023/2024

 

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Integração do 1.º e 2.º Ciclos deverá avançar até 2028

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Esclarecimentos sobre a negociação da “nova” MPD – FNE

 

A FNE esteve presente esta manhã no Centro de Caparide para uma reunião com o MECI sobre a matéria da Mobilidade por Doença.

Manuel Teodósio, Vice Secretário-Geral da FNE, fez o balanço deste encontro.

No seguimento do acordo celebrado entre FNE e MECI sobre a recuperação do tempo de serviço, foi-nos referido estar em fase de testes o simulador e que está para breve a aprovação do decreto-lei em Conselho de Ministros.


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Processo da MPD começa amanhã

Segundo informações prestadas pela FNE, a plataforma para a MPD abre amanhã.

Os docentes poderão fazer o download do relatório médico para os seus médicos os preencherem.

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Já temos data para a saída das Listas Definitivas

 

Segundo as informações obtidas pelos sindicatos, em reunião com o MECI, as Listas definitivas de colocação serão publicadas até 15 de julho.

Só depois da saída das Listas definitivas abrirá a plataforma para pedidos de MPD.

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O Portal das Matrículas continua em baixo, isto vai dar problemas…

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A RTS ainda vai dar lucro ao estado de 242,7 milhões de euros

Rui Baleiras, coordenador da UTAO, garante que fica mais barato para o Estado deixar sair para a reforma os professores que querem fazê-lo ao atingir a idade legal, e substituí-los por novos, do que manter no sistema educativo até aos 70 anos os atuais docentes do quadro

“Causa aflição” que se apliquem medidas salariais no setor público sem instrumentos para avaliar “os seus custos e eficácia”

Temos de distinguir o que é o impacto bruto e o impacto líquido. O bruto resulta do acréscimo na remuneração base dos docentes e nas contribuições do Ministério da Educação para a proteção social desses docentes. E aí, segundo as nossas contas, varia entre 41 milhões de euros em 2024 e os 469 milhões de euros em 2028, ano cruzeiro. Em termos líquidos, isto é, descontando as receitas que vão ocorrer por conta do IRS, por conta das contribuições dos trabalhadores e do empregador público para a Caixa Geral de Aposentações ou Segurança Social, e ainda por conta das contribuições dos trabalhadores beneficiários da ADSE [sistema de saúde dos funcionários públicos], o impacto é menos de metade: 18 milhões em 2024 e 202 milhões em 2028.

Os esclarecimentos do gabinete do ministro da Educação são bem-vindos e a sua necessidade justificou-se por as previsões de impacto orçamental da UTAO diferirem das elaboradas pela equipa técnica do Ministério. A UTAO fez o seu trabalho sem conhecer o estudo do Ministério e vice-versa. Foi uma boa prática. Não restam dúvidas sobre a independência do relatório da UTAO face aos legítimos interesses políticos do Governo.

De acordo com a melhor informação que tenho neste momento, não conhecemos nenhum outro trabalho que tenha sido feito com o nível de profundidade deste. Usámos microdados, usámos dados individuais sobre cada um dos 108 mil docentes que existem na carreira.
A explicação ministerial para a diferença nas previsões dos dois estudos faz sentido. O próprio relatório da UTAO já antecipava que seria natural existirem diferenças nas conclusões numéricas das duas entidades. O comunicado indica que a diferença nos impactos quantificados resulta, nomeadamente, de hipótese diferente sobre a idade de saída da carreira para a aposentação. Tem lógica. O modelo da UTAO assumiu que cada docente se reforma ao atingir a idade legal para aposentação sem penalizações. Pelo que afirma o comunicado do Governo, o seu estudo assume que a aposentação só acontece aos 70 anos.

O que redunda num maior encargo global com pessoal docente do que no estudo da UTAO. Poderá haver outras diferenças metodológicas, não sei. Teria de ler o estudo, em particular, a descrição do modelo, da base de dados e das hipóteses embutidas no mesmo para descobrir outras causas eventuais para a diferença de resultados. Seja como for, julgo que o sentido qualitativo a extrair do relatório da UTAO é análogo ao que transparece do comunicado do gabinete do ministro.

Estudámos a possibilidade de os docentes que saírem para a reforma serem substituídos por profissionais novos, contratados para o 1.º escalão da carreira. Fizemos as contas com base na atribuição do crédito de tempo acordada entre Governo e sindicatos. Assumimos então que, por cada saída para a aposentação, entra para o quadro, na 1.º posição remuneratória, um novo docente, de tal modo que o quadro de pessoal terá sempre o mesmo número de profissionais ao serviço entre 2024 e 2027.

E o que é que acontece?

Somando os resultados para estes quatro anos, prevemos que haverá a renovação de 17.470 docentes (num quadro sempre com 108.289 docentes). As 17.470 saídas libertarão 527,8 milhões de euros de despesa líquida e as 17.470 entradas para o 1.º escalão aumentarão a despesa líquida em 285 milhões de euros. Em conclusão, a manutenção do número de docentes no sistema fará reduzir a massa salarial, líquida de receita para o setor público, em 242,7 milhões de euros.
Fica mais barato para o Estado deixar sair para a reforma quem quiser fazê-lo ao atingir a idade legal mínima para o efeito, e substituir quem se reforma por docentes novos, do que manter no sistema educativo até aos 70 anos os atuais docentes do quadro. A razão é a diferença entre o salário auferido no ano da reforma e o salário de entrada na carreira. Poderá até acontecer que com esta troca haja menos ausências por doença e horários com mais horas por docente. Julgo saber que, a partir de determinada idade, os docentes têm direito a uma redução no número semanal de horas letivas.

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Governo não vai alterar despacho que define a organização do ano letivo

O Governo decidiu manter as orientações do executivo anterior que definem a organização do ano letivo. O ministério da Educação diz que quer assim transmitir mais estabilidade às escolas e espera um ano tranquilo depois de ter chegado a acordo com o professores.

Governo não vai alterar despacho que define a organização do ano letivo

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Plano de recuperação de aprendizagens prometido para julho

Diretores desesperam por novo despacho de organização do ano letivo (OAL) mas ministério revela que não vai fazer “alterações estruturais”.

Plano de recuperação de aprendizagens prometido para julho

O novo plano de recuperação das aprendizagens vai ser apresentado em julho, revelou o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI). Com o fim das aulas do 1.º ciclo e do Pré-escolar e da primeira fase de exames do Secundário no final desta semana, os diretores querem começar a planear o próximo ano letivo e aguardam pela publicação do despacho de Organização do Ano Letivo (OAL). No entanto, o diploma não vai sofrer “alterações estruturais”, assumiu a tutela em resposta enviada ao JN.

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Foi lançado concurso Público para fornecimento de equipamentos para a criação de Laboratórios de Educação Digital (LED) nos estabelecimentos do 2.º e 3.º ciclos

Parece que desta vez é que vai ser… Valor do preço base do procedimento: 3.317.679,32 EUR

01/CPI/SGEC/2024 Concurso Público Fornecimento de equipamentos para a criação de Laboratórios de Educação Digital (LED) nos estabelecimentos do 2.º e 3.º ciclos dos ensinos básico e secundário da rede pública Secretaria-Geral da Educação e Ciência A receber propostas  

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Falta despacho da organização do ano letivo

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Pais fecham escola a cadeado em protesto contra violência de aluno e acusam mãe de agredir professora e funcionária

Família está a ser acompanhada pela CPCJ e que o menino também está a ser seguido devido ao comportamento desviante

Pais fecham escola a cadeado em protesto contra violência de aluno e acusam mãe de agredir professora e funcionária

Encarregados de educação fecharam a cadeado a entrada da Escola Básica de Vila Chã de Sá, em Viseu, devido ao alegado comportamento agressivo de um aluno.

Ao que o CM apurou junto de alguns familiares dos estudantes, o menino, que frequenta o segundo ano, provocou vários desacatos desde que chegou à escola e, na sexta-feira, quando a mãe foi chamada para uma reunião, terá iniciado uma discussão e agredido uma professora e uma funcionária.

“A minha filha assistiu a tudo. É uma coisa que não devia acontecer. Nem eles, nem nós devíamos assistir a isto. O respeito tem que existir. A educação parte de casa”, disse a mãe de uma aluna da mesma turma do rapaz. 

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O mal-estar escolar e a mobilidade como fuga

Haverá sempre muitas razões para mudar de escola. No entanto, basta estarmos atentos, e ouvirmos as estórias à nossa volta, para percebermos do mal-estar escolar que alastra como mancha.

O mal-estar escolar e a mobilidade como fuga

Em homenagem a Santana Castilho e à sua dedicação à educação e a perspetiva fortemente crítica e humanista de tantas das suas crónicas.

O ‘mal-estar dos professores’, assim como ‘mal-estar dos estudantes’ são temas recorrentes de há muito tempo. A educação é um daqueles sectores de instituições compactas em que estão face a face grandemente duas equipas: neste caso, a dos professores e a dos alunos. Muitas vezes a política de educação vai alternando entre a culpa de uns e a desculpa de outros, mas raramente centra a sua atenção nas instituições na sua complexidade: ou seja, nas comunidades escolares, na cultura e clima organizacionais da escola e no tipo de liderança.  Ora, muitos dos actuais problemas do sector são complexos e implicam essa análise reticular.
Em Portugal, no presente, o professor vive num paradoxo, uma vida desalinhada: se, por um lado, é alguém a quem é solicitado quase tudo em sala de aula e em relação a alguns alunos (pai/mãe; tutor; educador; assistente social; psicólogo; etc.); fora da sala de aula e da relação com alguns alunos, a vida é demasiadas vezes por demais despojada, pela míngua de tanto e por viverem tanto entre paragens. A alma cheia já não compensa a vida tantas vezes envergonhada. Mas para cúmulo, muitas vezes na sua escola, onde deveria ser acarinhado, é tratado como um mero funcionário e é, até, por vezes, o elo mais fraco da instituição escolar. Portanto, “se estás mal muda-te!”, como se costuma dizer, e há mesmo directores que fazem tudo para que determinados professores se mudem. E é isso mesmo que podemos constatar nos concursos internos.

O concurso interno 2024/25 em curso para todos os professores do ensino não superior e cujos resultados sairão no final deste mês de junho, se por um lado apresenta um número bastante acrescido de vagas, o que é muito positivo, possibilitando a muitos professores aproximação à residência, pode também dar-nos alguns indícios, tal como outros anteriores,  acerca deste mal-estar escolar e de uma mobilidade como fuga. Há, segundo julgo entender, dois grandes universos neste concurso. Por um lado, temos os docentes que sendo efetivos numa determinada escola e estando colocados noutras escolas (ao abrigo de justificações várias), procuram nestes concursos ficar efetivos numa escola mais perto da sua residência. No entanto, há todo um outro universo de docentes que concorrem por pretenderem sair da escola, mas que não seria de esperar que o fizessem, quer porque a) pretendem sair da escola em que estão efetivos há muitos anos; b) estão já perto da idade de reforma e, ainda assim, pretendem sair; c) pretendem sair para uma escola mais distante da sua residência ou d) pretendem sair …para a escola ao lado. Portanto, aqui temos uma oportunidade para associações de professores, a confederação das associações de pais, os sindicados, o conselho nacional de educação, a tutela e todos os que considerem que a educação é central, contribuírem em função de um estudo sociológico que se impõe. Desde logo podemos fazer um ranking das escolas em que mais professores concorrem para sair. Claro que tal ranking não nos dirá o suficiente do mal-estar escolar. Tornar-se-á necessário ouvir os professores para saber das razões certas. Daí teremos facilmente não só uma fotografia do que está mal nas escolas mas também indicar-nos-á, especificamente, algumas escolas que corporizam de forma mais clara esse modelo do mal-estar escolar.

Só para se ter uma ideia, neste concurso do total de 46.089 candidatos, 16.972 (36,82%) são professores efetivos do quadro de escola. Destes, 58,34% têm entre 50 e 60 anos e 17,48% têm 60 ou mais anos! Ou seja, temos muitos professores efetivos (porventura demasiados) a concorrer para mudar de escola a menos de 10 anos da reforma.*

Haverá sempre muitas razões para mudar de escola. No entanto, basta estarmos atentos, e ouvirmos as estórias à nossa volta, para percebermos do mal-estar escolar que alastra como mancha. Vejamos alguns exemplos que se repetem.

Há escolas que tinham ‘clubes’ que desapareceram. Resultado do empenho e de um compromisso vocacional com a educação de professores específicos estes ‘clubes’, que possibilitaram experiências educativas fundamentais na vida dos jovens, desapareceram em alguns casos devido ao ambiente escolar criado, ao tipo de gestão, à inflexibilidade, ao não possibilitar horas para tal actividade… .

Um outro exemplo: professores vocacionados para dar aulas apenas ao Ensino Básico (do 7.º ao 9.º) ou, ao invés, que têm a sua maior motivação em dar aulas ao Secundário (10.º a 12.º) e que (às vezes sabe-se lá porquê!) são obrigados a dar aulas também no outro grau. Não entendendo a razão, os professores sentem-se mal tratados, perdem a motivação e colocam em causa o seu compromisso profissional.

Um outro aspecto é o da distribuição de turmas e horários que se esperam em cada ano com uma ansiedade em que as expectativas tanto pedagógica e profissional (acompanhamento das turmas de um para outro ano) quanto de conciliação entre vida profissional e familiar (que se sentem sempre em risco) se vêm tantas vezes goradas em função de decisões que não são entendidas como racionais.
Outra estória recorrente é a de professores que dedicaram décadas da sua vida (com prejuízos para a vida pessoal e familiar) a uma escola e que se reformam sem uma palavra dos directores, sem um agradecimento, nada! Funcionários descartáveis no final de contas! E que para os demais professores servem, claro, como pré-avisos e estórias morais, colocando em conflito o seu compromisso profissional vocacional em face da realidade institucional e, especificamente, da gestão dos agrupamentos. O que se evidencia é a operarialização dos professores em agrupamentos-fábrica.

Quantos professores querem sair das escolas onde estão? Quais as razões pelas quais não saem? Quantos professores só não saem para não claudicarem perante um óbvio abuso de poder dos directores? E quantos não saem por questões de proximidade à residência e tal ser fundamental por necessidade de apoio familiar, seja a pais, filhos ou netos? Quantos professores não concorrem com medo de represálias, caso não sejam colocados e lá continuem? E quantos professores, apesar de tudo, concorrem para sair e a que custos? Quantos concorrem a mudança de escola já perto da reforma? Quantos concorrem a mudança de escola até para mais longe da sua residência de família? Quantos concorrem para leccionar em graus de ensino que não são os seus preferidos? Em suma quanta mobilidade em fuga se esconde nestes concursos internos de professores?

Mas não se trata só dos professores, mas também dos funcionários administrativos! Quantos sentem o peso do mal-estar escolar? Quanto já tentaram sair: de uma escola para outra ou mesmo para outros sectores da administração? Quantos receberam o não da direcção em relação a esse desejo de mobilidade?

Em suma, quantos profissionais estão presos numa escola e como tal aprisionamento tem efeito sobre as suas vidas, as vidas dos demais colegas de trabalho, sobre a comunidade escolar como um todo. Que educação podemos ter se os professores vivem um ambiente educativo que sentem como de abuso de poder e violência? Que educação podemos ter enquanto ensino para a liberdade? E, neste texto, abordamos o caso dos professores do Ensino não Superior porque no caso do Ensino Superior a mobilidade nem sequer é possível, praticamente.

E como é que as lideranças escolares são avaliadas em função de todos estes aspectos? Cada indivíduo é as suas circunstâncias, ou seja, a relação (abusiva ou não) que se estabelece entre a direcção de uma escola e um determinado professor-funcionário ou funcionário administrativo é muitas vezes até desconhecida para os colegas (pelos menos em todas as suas facetas). Assim, como não há uma auditoria às razões de mobilidade docente e à centralidade da gestão escolar em tais processos, a má gestão de recursos humanos e das escolas enquanto comunidades humanas não é avaliada e, portanto, todos os abusos absurdos não entram na avaliação externa das escolas. Não só esta falta de escrutínio é uma cumplicidade com a violência porque a permite e permite a sua reprodução e a sua impunidade, mas também, devido a tal falta de escrutínio e ao desconhecimento das boas e más práticas de gestão de forma clara, as mais das vezes os professores efectuam uma mobilidade às cegas: “Se calhar vou para uma escola pior, mas estou tão farta disto!”

Cada um de nós enquanto indivíduo tem a oportunidade ao longo da vida de estar do lado da violência ou da sua recusa. Mas este deve também ser um desígnio central de várias instituições responsáveis e, claro, de toda a política e, especificamente, da política educativa.

Paulo Castro Seixas

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O Algoritmo – Paulo Guinote

Há cerca de uma semana a UTAO (Unidade Técnica de Apoio Orçamental) produziu, finalmente, o seu estudo sobre a recuperação do tempo de serviço docente, sete meses depois de ter sido pedido pelo grupo parlamentar do PSD.

 

O algoritmo

 

São mais de 100 páginas que dão uma sensação de complexidade e solidez, apresentando diversos cenários, apoiados em descrições metodológicas e quadros mais ou menos extensos. Haverá quem, perante isso, receie desbravar o que está escrito e é apresentado como facto fundamentado, preferindo replicar o que alguma comunicação social decidiu colocar em destaque.

Claro que o mais imediato foi escrever ou dizer que “em velocidade de cruzeiro”, a partir de 2028, o custo (bruto) da recuperação seria de 469 milhões de euros, tendo os mais atentos acrescentado que o valor líquido seria de 202 milhões. Só que essa formulação, nascida do conteúdo do próprio relatório, transmite uma ideia errada do valor em causa, pois esse é o valor total acumulado para o período de 2024-2028, e não o valor anual a partir de 2028. Na página 71 do relatório, no ponto 212, lê-se que a “aplicação da modulação da medida neste cenário 3 implicará a subida da despesa bruta (líquida) com pessoal no ano cruzeiro de 2028 em 469 milhões€ (202 milhões€) face à ausência de medida”, mas o valor refere-se à despesa total e não à despesa no ano de 2028.

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116 milhões para a Educação em Coimbra

A “Carta Educativa de Coimbra -2.ª Geração”, documento estratégico para o setor que entra em debate esta quarta-feira, prevê investimentos que ascendem a 116 milhões de euros, em manutenção, reabilitação e construção de novos estabelecimentos da rede pública, do pré-escolar ao secundário. Inclui também, embora num prazo que se estende a 2030, a “refuncionalização” da Jaime Cortesão para Escola das Artes e a reabilitação da José Falcão.

Nova Carta Educativa prevê investimento de 116 milhões

Volvidos 16 anos da primeira, a segunda carta educativa de Coimbra vai ser debatida pelo Conselho Municipal de Educação num contexto totalmente diferente, já sem, por exemplo, contratos de associação com o ensino particular e cooperativo, mas com responsabilidades acrescidas para o Município, que com a transferência de competências da administração central ganha força na definição da estratégia local, tendo a autarquia assumido na totalidade a reorganização da rede escolar local, naturalmente articulada com a política educativa nacional. Desde já definiu, numa lógica de proximidade, manter todas as escolas do concelho em funcionamento.
Com “alta ou muito alta prioridade” (1.ª fase da reorganização) surge a criação de duas novas escolas de ensino pré-escolar e 1.º ciclo, na Portela e Quinta das Nogueiras, cada qual com previsão de oito milhões de euros de investimento. Ao contrário do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e secundário, com excedente de oferta, o pré-escolar e 1.º ciclo apresentam défice de salas, em particular no setor urbano, estando também previstas a ampliação da escolas básicas de Santa Apolónia e de Eiras.

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Já podiam estar reformadas, mas aos 70 anos continuam a dar aulas. “Vir para a escola é a minha alegria”

O Governo quer atrair para as escolas professores já reformados ou em idade de reforma. É uma das medidas anunciadas para ajudar, de imediato, a fazer face à escassez de professores em vários grupos disciplinares e muitas regiões do país. Mas já há quem permaneça nas escolas, mesmo que o bilhete de identidade lhes diga que já deviam estar reformados. Eduarda e Elisabete estão a poucos meses de fazer 70 anos e é na escola que são felizes.

Já podiam estar reformadas, mas aos 70 anos continuam a dar aulas. “Vir para a escola é a minha alegria”

 

 Manuela Micael

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O IGEFE já está a preparar a RTS

“Em aditamento ao email anteriormente enviado, e agradecendo desde já o feedback dado por algumas escolas, há necessidade de acrescentar mais alguns pontos a verificar e incluir umas notas com esclarecimentos aos pontos solicitados anteriormente:

 

  • Data de início de funções docentes (1º dia de aulas no caso dos docentes); 
  • Data de início de ingresso na carreira (data em que o docente entrou no quadro);
  • Data de entrada no escalão atual;
  • Data de entrada na unidade orgânica atual;
  • Habilitações académicas atualizadas incluindo a data de conclusão;
  • Número de dias de tempo de serviço prestado (Verificar se no registo biográfico eletrónico se o Tempo de serviço está devidamente registado e individualizado por anos).

Nota: É obrigatório que o tempo de serviço seja individualizado por ano escolar a partir de 1/09/2004, sendo que o tempo de serviço anterior a essa data pode ser acumulado

  • Grupo de recrutamento;
  • Número de horas de formação obrigatória no escalão atual e data do cumprimento;
  • Observação de aula; (sim/não)
  • Avaliação do desempenho no escalão anterior (Escalão/Data/ Menção)

Nota: Devem preencher o escalão anterior, a data de conclusão do processo avaliativo e a menção. Preenchimento obrigatório quando a menção for Muito Bom ou Excelente

  • Avaliação do desempenho no escalão atual (Data/ Menção)

Nota: Caso o docente tenha sido avaliado no escalão atual, devem preencher a data de conclusão do processo avaliativo e a menção obtida.

 

Estes campos constam nas aplicações informáticas de pessoal, pelo que poderão solicitar ao fornecedor de software apoio, caso existam dúvidas.

 

Esclareço ainda que são as escolas que processam os vencimentos dos docentes que devem ter estes dados atualizados nas respetivas aplicações informáticas.

 

Mais uma vez, muito obrigada pela vossa colaboração”

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Uma inutilidade será sempre uma inutilidade…

 

Uma inutilidade será sempre uma inutilidade, uma xaropada será sempre uma xaropada…

Pelos dados disponíveis, o Projecto MAIA tem-se revelado como uma inutilidade, uma xaropada, um fiasco, um devaneio, uma alucinação, ainda que alguns Partidos Políticos, em particular o Partido Socialista e o Partido Comunista Português, se esforcem por manter e perpetuar tal insensatez…

No passado dia 21 de Junho, na Assembleia da República, o Partido Socialista e o Partido Comunista Português votaram contra todas as iniciativas que propunham a suspensão do Projecto MAIA…

Já o PSD, pela sua abstenção, “lavou as mãos como Pôncio Pilatos” e deixou passar a manutenção de uma inutilidade, de uma xaropada, de um fiasco, de um devaneio, de uma alucinação…

O Projecto MAIA, que em vez de simplificar a avaliação dos alunos a transformou numa imensurável trapalhada,fundamenta-se em pressupostos teóricos inconcretizáveis, ignora as condições humanas e materiais existentes na maioria das escolas e não apresenta benefícios perceptíveis em termos práticos, tratando-se, portanto, de algo absolutamente inútil, ineficaz e imprestável…

E tivemos, assim, mais uma demonstração de que a actual Democracia se esforça por manter e oficializar a existência de projectos inúteis, ineficazes e imprestáveis, em parte significativa das escolas portuguesas…

E tivemos, assim, mais uma demonstração de que a actual Democracia não ouve quem trabalha diariamente em contexto escolar, nem se interessa por resolver os problemas aí identificados, entre eles a sobrecarga de burocracia suscitada pela adesão ao Projecto MAIA…

Mas a adesão ao Projecto MAIA, teoricamente voluntária, também poderá ser travada pelas próprias escolas, cabendo aos respectivos Conselhos Pedagógicos essa decisão…

Afinal, a quem servirá o Projecto MAIA?

Aos Alunos não servirá certamente, por tudo o que se conhece acerca da implementação desse Projecto em muitas das escolas aderentes…

Os Critérios de Avaliação por Domínios, essa admirável “inovação educacional” concebida pelo Projecto MAIA, traduz-se, quase sempre, em cada escola, pela complexidade e pela abundância de documentos, muitas vezes indecifráveis para os Alunos, a quem, paradoxalmente, se destinam…

Muitas vezes, dezenas e dezenas de páginas, algumas delas impossíveis de decifrar e de descodificar, tantos são os Domínios, Subdomínios, Temas, Ponderações, Instrumentos de Avaliação, Instrumentos de Registo, Descritores por Níveis de Desempenho em cada Domínio, Tabelas para Operacionalização dos Critérios de Avaliação em cada Domínio, Áreas de Competências, Menções Qualitativas e Quantitativas, etc, etc, etc…

Se não serve aos Alunos, que teoricamente deveriam ser os principais destinatários das pretensas e propagandeadas vantagens de tal Projecto, serve a quem?

Em termos teóricos, o Projecto MAIA deveria ter como principais beneficiários os Alunos, conforme apregoado em todos os documentos produzidos pelos respectivos criadores, mas, na prática, torna-se muito difícil reconhecer que esse projecto de avaliação pedagógica tenha gerado benefícios reais para aqueles a quem se destina…

Assim sendo, que qualidades terão sido reconhecidas a esse projecto pelos Partidos Políticos que impediram a respectiva revogação?

Com franqueza, torna-se muito difícil acreditar que os Alunos possam ser a maior preocupação de tais Partidos Políticos, a não ser que se conceba que é possível afirmar uma coisa, mas em simultâneo defender o seu contrário…

Nesta questão em particular, a credibilidade de quem não permitiu a revogação do Projecto MAIA cai por terra, com grande estrondo…

E depois ainda se mostram muito perplexos face à instalação de um certo populismo radical, que tudo fará para recriar o conceito de Democracia e que sabe muito bem como aproveitar as incongruências alheias, no sentido de cooptar simpatias…

Paula Dias

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Não aos centros educativos – João André Costa

 

A Lei Tutelar Educativa, ou Lei n.º 166/99 de 14 de Setembro, é clara: os centros educativos destinam-se exclusivamente ao internamento de menores e jovens e o seu funcionamento varia entre o regime aberto, semiaberto ou fechado de acordo com as medidas de internamento.

 

Não aos centros educativos

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Aluna de 14 anos agredida a soco e pontapé na escola por vingança

Menor foi agarrada pelos cabelos e empurrada, sofreu vários hematomas e partiu dois dentes. A escola não respondeu aos pedidos de esclarecimento.

Aluna de 14 anos agredida a soco e pontapé na escola por vingança

Uma aluna, de 14 anos, de uma Escola Secundária de Vila Nova de Gaia, foi filmada enquanto era violentamente agredida por outro estudante no estabelecimento de ensino. Sofreu vários hematomas e partiu dois dentes. O caso ocorreu em maio deste ano e, ao CM, a mãe da menor garante que não foi primeira vez que a filha foi agredida na escola. Apresentou queixa na PSP pelas duas situações e espera que se faça justiça. O CM contactou a escola, mas não obteve resposta.

A imagens mostram a violência da agressão. A menina foi agarrada pelos cabelos, empurrada e agredida a soco. “Esta não é a primeira vez. Em abril, a minha filha foi agredida por uma colega e pela mãe dela quando estava no refeitório. A escola nem me ligou a dizer, soube pelos pais de outros alunos. Nessa altura apresentei queixa contra a mulher e a menor foi suspensa da escola durante 12 dias. Quando voltou disse à minha filha que queria falar com ela para lhe pedir desculpa. Foram para uma zona mais isolada e foi aí que ela foi agredida por um outro aluno. Foi a primeira agressora que filmou e que depois partilhou o vídeo na Internet”, contou a mãe da menor agredida.

Tal como da primeira vez, também nas últimas agressões, tanto o jovem que aparece a bater como a que filmou foram suspensos 12 dias da escola. “Eles são suspensos, mas voltam a fazer o mesmo. Vou com este caso até às últimas consequências. A violência tem de terminar nas escolas”, concluiu a mulher.

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Instituto de Gestão Financeira da Educação recupera verbas envolvidas em fraude

O Ministério da Educação, Ciência e Inovação foi hoje informado pelo Instituto de Gestão Financeira da Educação (IGeFE) que já foram recuperados os cerca de 2,5 milhões de euros que foram transferidos na sequência de um esquema de fraude.
O rápido reporte do IGeFE às autoridades competentes – que estão a investigar o caso – permitiu que todas as entidades envolvidas na operação, incluindo o sistema bancário, conseguissem recuperar as verbas esta manhã.
Desta forma, foi frustrada a tentativa de fraude que envolveu três transferências bancárias, realizadas este mês, para o pagamento a uma empresa que presta serviços informáticos, tendo as verbas sido transferidas para um IBAN de uma outra entidade.
Tendo-se apercebido que a empresa que tinha prestado os serviços não estava a receber os pagamentos, o IGeFE apresentou de imediato uma denúncia à Polícia Judiciária, que se encontra a investigar o caso.
O caso levou o Presidente do Conselho Diretivo do IGeFE a apresentar a demissão, ontem aceite pelo Ministro, para preservar a credibilidade e prestígio institucional do IGeFE, entidade essencial para o funcionamento do MECI, sobretudo na gestão diária da dimensão financeira do sistema educativo. Foram ainda afastados outros dirigentes com responsabilidades neste processo.
Até à nomeação do novo Presidente do Conselho Diretivo do IGeFE, mantêm-se em funções o vice-presidente e o vogal.
O Ministro da Educação, Ciência e Inovação ordenou a abertura de um inquérito interno.

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92 professores querem sair do Agrupamento de Escolas Padre Benjamim Salgado

Noventa e dois professores do quadro de escola do Agrupamento Padre Benjamim Salgado, de Joane, concorreram para sair, no concurso interno de professores para o ano letivo de 2024/2025. É o agrupamento de escolas do país onde mais docentes querem ir para outros estabelecimentos de ensino.

92 professores querem sair do Agrupamento de Escolas Padre Benjamim Salgado 

Em declarações ao OPINIÃO PÚBLICA, o diretor do Agrupamento de Escolas Padre Benjamim Salgado (AEPBS), José Moreira, reconhece que o número de docentes que pediu para sair é elevado, mas acredita que a situação será facilmente ultrapassada.

O agrupamento tem 199 docentes no quadro, desde o pré-escolar ao ensino secundário, pelo que a saída de 92 representa mais de 46% do número total de docentes. José Moreira diz que essas vagas serão preenchidas com facilidade, “porque se há professores que querem sair, também há muitos que querem entrar”. Além disso, o responsável aponta que desses 92 docentes, cerca de 26 estão a desempenhar funções fora do AEPBS. “Portanto, em bom rigor, o número de docentes do agrupamento a pedir mudança para outro quadro é relativamente menor”, afirma.

De qualquer forma, estas saídas causam sempre alguma instabilidade ao nível do quadro docente, mas, mais uma vez, José Moreira entende que os impactos não serão preocupantes. “Os professores são profissionais altamente qualificados e determinados no seu trabalho, portanto tanto trabalham na Escola Padre Benjamim Salgado, como numa escola em Braga ou no Algarve”, sublinha, reconhecendo, porém, que “terá sempre que haver um maior trabalho inicial da parte dos docentes e da Direção do Agrupamento para que todos fiquem alinhados com o projeto educativo”.

De resto, a nível nacional,  mais de 46 mil docentes concorreram para sair do quadro de escola onde estão, o que representa um aumento de 37% face ao último concurso, em 2022, cujo número de pedidos de mudança foi de 33.700. Segundo notícias veiculadas na imprensa nacional, muitos desses docentes apontavam como razões para a saída o cansaço, a vontade de ficar mais perto de casa e críticas à gestão do Agrupamento onde estavam a lecionar.

Questionado pelo OP sobre o assunto, José Moreira reconhece que possa  haver algum descontentamento entre alguns docentes, mas entende que essa não será a principal razão para quererem sair, até porque lembra, no último concurso do género, em 2022, o AEPBS “também teve um elevado número de professores a quererem mudar, cerca de 50, e nessa altura era gerido por outra direção”.

Para o diretor, que cumpre o segundo ano neste cargo, a principal razão, pelo menos aquela que lhe transmitiram alguns docentes, é a vontade de ficar mais próximo da área de residência. “E deram-me dois motivos: por um lado, a questão económica, porque as viagens ficam mais caras devido ao aumento do preço dos combustíveis, e por outro, o facto de muitos destes docentes terem mais de 50 anos, com os pais idosos a seu cargo, e por isso querem ficar mais próximo da família”.

O AEPBS integra essencialmente alunos residentes nas freguesias de Joane, Mogege, Pousada de Saramagos, Vermoim e Castelões mas, relativamente à frequência do ensino secundário, muitos alunos provêm de outras freguesias de Famalicão, bem como de freguesias limítrofes do concelho de Guimarães.

Em 2023, a Escola Secundária Padre Benjamim Salgado foi a escola do concelho de Famalicão melhor posicionada do Ranking das Escolas.

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Consulta Nacional a Educadores e Professores do Ensino Básico e Secundário

 

Consulta Nacional a Educadores e Professores do Ensino Básico e Secundário , até 28 de junho de 2024.
𝗥𝗲𝘀𝗽𝗼𝗻𝗱𝗮 𝗮𝗾𝘂𝗶 ▶️ https://bit.ly/4bSyTji
Com os resultados da consulta de junho de 2024, a FNE pretende reunir as preocupações dos educadores e professores para pressionar o Governo a investir numa Educação de qualidade, justa, inclusiva e sustentável.

 

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Atualização das remunerações anuais que servem de base de cálculo das pensões

Foi publicada a Portaria que determina os valores dos coeficientes a utilizar na atualização das remunerações anuais.
As regras da atualização das remunerações anuais que servem de base de cálculo das pensões encontram-se definidas no artigo 27.º do Decreto-Lei n.º 187/2007, de 10 de maio, que define e regulamenta o regime jurídico de proteção nas eventualidades invalidez e velhice do regime geral de segurança social.
FINANÇAS E TRABALHO, SOLIDARIEDADE E SEGURANÇA SOCIAL

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