A Proposta do ME que põe os estagiários a receber entre 802,45 euros e 1604,90 euros brutos

 

A proposta de revisão está esta segunda-feira em cima da mesa negocial entre os sindicatos e o secretário de Estado da Educação, António Leite. Mais de duas semanas depois do arranque das aulas, ainda há alunos sem todos os professores. O ministério da Educação garante que em média tem recebido, por semana, 600 horários para preencher e que em setembro foram entregues mais de cinco mil pedidos de baixas médicas, a maior parte no Norte do país, apesar de haver dispersão por todo o Continente.

A prioridade é aumentar a formação de professores. Nos últimos dois anos o número de estudantes em cursos de Educação Básica aumentou 45% mas as instituições precisam alargar as vagas em mestrados em ensino para que se comece a compensar as aposentações e a travar a falta de professores.

O regresso da remuneração de estágios, está prevista no programa do Governo mas os valores ainda não tinham sido divulgados. De acordo com a proposta, os alunos do segundo ano do mestrado, integralmente dedicado ao estágio, passam a ser remunerados pelo índice 167 (1604,90 euros), primeiro da carreira, consoante o horário atribuído, sendo que não pode ser inferior a 12 horas letivas (802,45 euros). 

Após a promulgação do diploma se os cursos foram acreditados a tempo do próximo ano letivo, os cerca de 2300 a 2500 estudantes que entraram em mestrados em ensino, este ano, podem começar a ser remunerados já no próximo ano letivo de 2024/2025.

No atual modelo de formação, os mestrandos não têm turma atribuída e passam os dois últimos semestres na instituição do Ensino Superior com algumas idas às básicas e Secundárias. A proposta em cima da mesa prevê que passem a ter turmas atribuídas e a ser acompanhados por professores orientadores, que passam a ter uma redução da componente letiva consoante o número de estagiários até um máximo de menos quatro horas por semana. Aos orientadores vai passar a ser permitido que acumulem funções no ensino Superior e nas escolas básicas e secundárias cooperantes (onde são efetuados os estágios) serão criados núcleos de estágios por grupos de recrutamento.

O estágio no grupo de recrutamento do Pré-Escolar vai passar a abranger as creches.

In JN

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8 comentários

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    • Costinha on 2 de Outubro de 2023 at 16:29
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    Mais um escândalo deste desgoverno. O grupo 620 era o grupo que tinha mais docentes dos quadros por colocar na RR2, nomeadamente a Norte, contudo, o governo prepara-se para inundar o mercado com estudantes, a tirarem lugares a professores com vários anos de experiência. Recordo, que no grupo 620 saem várias centenas de alunos com formação via ensino (FADEUP, UTAD, ISMAI/UMAIA, U. LUSÓFONA…).

    • Zabka on 2 de Outubro de 2023 at 19:04
    • Responder

    Os da FNE andam a dar forte na branca, só pode. Horário completo para estagiários, mas isto cabe na cabeça de alguém. Só se for um estágio de faz de conta. Quanto estagiei tinha oito horas lectivas semanais e mesmo assim foi complicado e trabalhoso.

      • Abel on 2 de Outubro de 2023 at 19:13
      • Responder

      É para impedir os professores de se aproximarem via Concurso Interno e Mobilidade Interna. As vagas vão todas para estagiários. Daqui a uns anos não há sócios no sindicato, as necessidades são cobertas por estagiários que trabalham 1 ano e desaparecem.

    • Ein EsTone Jonhn Tosta on 2 de Outubro de 2023 at 19:22
    • Responder

    Que vergonha de 8 anos de desgoverno!
    Deixaram andar … e deu nisto!
    E se tivessem levado a sério aquilo que tantos professores diziam:
    acabar com o facilitismo, turmas grandes, modelo autocrático de gestão e de avaliação docente, com projetos da treta, com unbuntus, maias e com ideologia de coitadinhos 54,55… acabar com campanhas de tareia a professores, favorecimento de grupos privados de ensino a la gardére, acabar com ideologias à pressão em cidadanias e desenvolvimento, com abatimento das humanidades e desvalorização do saber e da ciência. Reconhecer a necessidade de reduzir efetivamente as horas dos professores nas escolas porque ninguém aguenta, porque dão o tilde. Obrigar os pais a cuidar dos filhos e abater confaps criadas para serem braços partidários a receber subsídios do governo.
    Pagar bem a quem cuida de manter em pé a identidade de um país e uma cultura que é a nossa: segurança, saúde, educação .

    • António Augusto on 3 de Outubro de 2023 at 5:07
    • Responder

    Não vai existir candidatos suficientes para surprir a falta de professores dentro dos próximos tempos porque as Universidades, Politécnicos oferecem cursos desfazados da realidade do Sistema Educativo e aquém das expectativas dos candidatos. Em vez de proporem cursos via Ensino apenas numa determinada disciplina isolada, obrigam que o candidato realize disciplinas para as quais não está minimamente interessado em lecionar, ou seja, quem quer entrar num mestrado para o Ensino de Alemão por carga d´ água tem que ficar também profissionalizado em Inglês? Se o candidato quer se profissionalizar apenas em Ensino de Alemão deveria ter essa possibilidade de candidatar-se a um mestrado em Ensino de Alemão e só ALEMÃO, o que não existe em Portugal! Se quer ser professor de História porque é obrigado a ter Geografia? O que seria adequado seria um mestrado via Ensino onde o 1º ano seria uma formação de base na área da Educação e no 2ºano a especialização numa determinada disciplina. Quem realizasse este tipo de mestrado podia depois até profissionalizar-se em mais que uma disciplina, bastava realizar apenas o 2º ano no âmbito da disciplina escolhida! Desta forma, um professor com este tipo de mestrado via Ensino poderia acumular várias especializações se assim o desejasse ou então ficar apenas profissionalizado numa só disciplina! Mas com estes mestrados com disciplinas “vinculadas” por exemplo o mestrado em Ensino de Inglês e Alemão, dificilmente haverá professores profissionalizados suficientes nos próximos anos.

    • Dégoûté on 3 de Outubro de 2023 at 5:19
    • Responder

    É mais uma desconsideração para quem é contratado com mestrado via Ensino e ainda se encontra no 1º Escalão com tempo de serviço! Fica a receber igual a um estagiário! Dá mesmo vontade de abandonar o barco.

    • Artur on 4 de Outubro de 2023 at 12:24
    • Responder

    Meus caros, ainda não compreenderam! O objectivo é inundar o mercado com professores preçários dada a quantidade enorme, desfasada da realidade social, de licenciados sem trabalho ou a trabalhar nos super mercados! Essa gente vai ser atraída para o ensino. Criando excesso de professores volta o poder a estar nas mãos do ministério. Há muito, demasiados licenciados em Portugal que estão desempregados e anseiam por esta oportunidade independentemente da licenciatura o ministério vai reduzir ao máximo a exigência para a profissão docente. Precarizar para reinar…

      • Artur on 4 de Outubro de 2023 at 12:32
      • Responder

      Tens licenciatura em direito? Queres dar história, português, geografia? Temos a oportunidade para ti….tens licenciatura em gestão de marketing? Vais dar Matemática! Imaginem só a quantidade de licenciaturas em Lisboa de gente que vive na casa dos pais ou tem trabalhos em loja de roupas!!! Essa gente vai cair nas escolas como moscas. O ministério resolve rapidamente a falta de professores sem gastar um euro e ainda por cima volta a ter poder total na classe docente! A seguir vai ser a municipalizacao da contratação…

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