Dia de mais uma Marcha em Lisboa em Defesa da Escola Pública, organizada pelo S.TO.P.
As inscrições para a marcha estão aqui.
Manifestação por uma Vida Justa – FENPROF solidária, apela à participação de docentes e investigadores

Como se afirma no Manifesto Vida Justa “As pessoas são vítimas de uma sociedade que acha normal pagar mal a quem trabalha”.
Como lembram os subscritores, “Todos os dias, vemos os lucros das petrolíferas e das grandes empresas a crescerem e os salários de quem trabalha a desaparecerem. O governo está mais preocupado em pagar a dívida pública ao dobro da velocidade que a União Europeia nos quer obrigar do que em ajudar a maioria das pessoas a resistirem a esta crise”.
Este é um Manifesto que também lembra que “Em muitos dos bairros [pobres], as autoridades atacam e fecham os pequenos comércios que servem as comunidades, apreendendo as mercadorias e pondo em causa a sustentabilidade dos bairros e a manutenção da economia local. Há uma guerra contra as populações mais pobres que tem de parar”.
Considera o Manifesto Vida Justa (versão integral) ser necessário “dar poder às pessoas para conseguirem ter uma vida digna” exigindo “um programa de crise que defenda quem trabalha: os preços da energia e dos produtos alimentares essenciais devem ser tabelados; os juros dos empréstimos das casas congelados, impedir as rendas especulativas das casas, os despejos proibidos; deve haver um aumento geral dos salários acima da inflação; medidas para apoiar os comércios, pequenas empresas e os postos de trabalho locais e valorizar económica e socialmente os trabalhos mais invisíveis como o de quem trabalha na limpeza”.
A partir deste Manifesto Vida Justa, os subscritores convocaram uma Manifestação em que se reclama Justiça e igualdade para acabar com a crise. Será em Lisboa, no dia 25 de fevereiro. A FENPROF, por se rever no Manifesto e nos objetivos da Manifestação convocada, apela à participação dos docentes e dos investigadores. A exigência de uma vida justa deve contar com a solidariedade e a mobilização de todos/as nós.
Lisboa, 20 de fevereiro de 2023
O Secretariado Nacional




17 comentários
Passar directamente para o formulário dos comentários,
Estas manifestações começam a evidenciar algum populismo e a perder o foco do que é a nossa luta. Sob a capa da designação “vida justa” vejo algumas das bandeiras ideológicas da esquerda revolucionária, nomeadamente no que diz respeito a insistência de que existem autoridades ( pode ler-se polícia) que de alguma forma maltrata quem vive nos bairros pobres. A associação da luta dos professores a lutas de cariz mais ideológico e, direta ou indiretamente, partidárias e radicais, penso que não é benéfica para a nossa imagem e credibilidade.
Polícia ou asae?! Sim, esta última tem sido nos anos passados bastante radical como braço armado do M das Finanças afastemo-nos!
Embora ambas sejam legitimas, para mais nos tempos que vão correndo, e a guerra na Ucrânia tem costas largas mas não responde por tudo, uma coisa é a Defesa da Escola Pública, outra é Manifestação por uma vida justa. Esta Manifestação por uma vida justa a que a Fenprof convida a associar-nos, parece mais uma tentativa de esvaziar a manifestação do STOP, que outra coisa qualquer.
Concordo com o Esvaziar.
Será? a Manifestação por uma Vida Justa foi marcada em 8 de janeiro e os organizadores, apelaram à FENPROF que subscrevesse o Manifesto e a Manifestação, o que aconteceu. Semanas depois de esta Manifestação estar marcada e divulgada na comunicação social, o STOP marcou outra para o mesmo dia, a terminar no mesmo sítio, em horas quase coincidentes. Onde está o aproveitamento?
Depende do ponto de vista: prefere que seja no facto de misturar a Defesa da Escola Pública com a Manifestação por uma vida justa, ou no facto da Fenprof que é um sindicato de professores, sabendo que há uma manifestação outro sindicato de professores para a mesma altura, ter apoiado a foguetes uma causa inteiramente justa, diga-se, mas que não é a sua competência principal?
Não é a sua competência principal, é verdade, mas não se esgota nela. A Fenprof pode, e deve, apoiar outras lutas com as quais se identifique. Foi, tão simplesmente, isso que aconteceu! E como explicado acima, este apoio foi dado antes de o STOP ter convocado a dita manifestação! A Fenprof ia, agora, retirar o seu apoio?
Já agora, este tipo de “picardias” só enfrequece a causa docente!
Desculpe, Virgínia, mas isto está datado de 20 de fevereiro…
Pois está datado de 20 de fevereiro – dia em que o secretariado emitiu esta informação, mas o compromisso estava assumido muito antes, desde início de janeiro!
A fenprof tem afirmado ser apenas um sindicato de professores. Agora não lhe convém. Por outro lado, quem impede a Fenprof de apoiar, umas palavrinhas que seja, a marcha do Stop?! Nunca o fizeram nem farão, porque antes dos professores, que supostamente representam, estão os interesses da Fenprof !
Devia haver um pouco mais de calma nestas manifestações marcadas pelo STOP sem ter em conta o que já existe. Hoje fui informada que um conjunto de professores com grupo no WhatsApp e que não tiveram cuidado, andaram a postar mensagens sobre pagamentos a AO (cozinheiras), de modo a que a greve resulte. Uma colega foi convocada para prestar declarações na esquadra da PSP mais próxima da escola onde leciona, na próxima terça-feira. Duas colegas já foram constituídas arguidas. Estão todos assustados. Julgam que alguém do grupo as denunciou ou terá acontecido outra coisa: vingança de diretor (???), pois este não se identifica com a luta do STOP e tem os pais contra este tipo de luta.
Uma manifestação marcada no inicio de Janeiro é uma tentativa de esvaziar uma manifestação marcada no final de fevereiro???.3
O seu calendario é muito estranho!!!
Esta manifestação está marcada desde o início de Janeiro muito antes de o Stop marcar. Sejamos sérios!!
Sim, como se fosse essa a questão!
Já nasceu com o ( PM ) …
Faz tudo para ter um ( Posto e Poder ) , mas depois não está ao lado , quem luta contra as injustiças…
Como tem demonstrado numa perseguição excessivas contra Professores.
https://www.comregras.com/carta-a-antonio-costa-de-um-seu-colega-da-faculdade-que-seguiu-a-carreira-de-professor/
Concordo com o colega “Esvaziar” e acho que enquanto Classe Docente em Luta, só temos a perder em nos dispersarmos com outras lutas, por muito justas que sejam. No resto, por enquanto cada um é livre de escolher a marcha em que quer participar – não há “serviços mínimos. E o ministro está grato à Fenprof
Embora as causas sejam mais que justas, acho que não devemos misturar a nossa luta específica- profs e escola pública- com outras organizações/manifestações. Isso é o que o governo quer esvaziar a pressão e nós perdemos força. Eu não concordo.