Sobre o Inglês no 1º Ciclo

FNE DEFENDE FORMAÇÃO ESPECÍFICA PARA O ENSINO DO INGLÊS NO 1º CICLO

 

 

Realizou-se hoje (2 de setembro) uma reunião de negociação entre o FNE e o MEC, a propósito da criação de um novo grupo de recrutamento para o ensino do Inglês no 1º ciclo do ensino básico, tendo a FNE defendido a garantia de que esta área seja assegurada por docentes com formação específica para o efeito.

A FNE reiterou nesta reunião os princípios que constam do parecer sobre a matéria aprovado por unanimidade pelo Conselho Nacional de Educação – número 2/2014.
Assim, a FNE concordou com a criação do grupo 120 de recrutamento, no âmbito do 1º ciclo do ensino básico, integrando a exigência de obtenção do Mestrado em Ensino do Inglês no ensino Básico e a prática pedagógica supervisionada de Inglês no 1º ciclo do Ensino Básico.

A FNE defendeu a concretização de ofertas formativas que permitam a transição de docentes dos atuais grupos de recrutamento 110, 220 e 330 para este novo grupo, com respeito pelos mínimos de formação que permitam o respetivo acesso.

É claro para a FNE que a lógica pedagógica do 1º ciclo continua a exigir a existência de um professor titular responsável pelo processo global de ensino aprendizagem, o qual integra várias componentes, sendo que o Inglês passa a ser uma delas, mas com a garantia, por um lado, de que é obrigatória, e por outro de que a sua lecionação é assegurada por docentes com formação específica para o efeito.

A FNE defendeu a rápida determinação de lugares de quadro de zona pedagógica e de agrupamento, para permitir a vinculação dos docentes que forem necessários para garantir que a partir do ano letivo de 2014/2015 o Inglês passe a ser componente obrigatória dos 3º e 4º anos do 1º ciclo do ensino básico.
A negociação desta matéria continua com uma nova reunião, a ocorrer no dia 8 de setembro, às 11h, no MEC – Palácio das Laranjeiras – Lisboa.

Lisboa, 2 de setembro de 2014
O Secretariado Nacional

 

 

FENPROF propõe debate público sobre o modelo de lecionação e o regime de docência no 1º CEB

 

O MEC propõe a criação de um grupo específico para o ensino de inglês no 1º ciclo, defendendo que tal área não deve ser atribuída ao professor do 1º ciclo titular de turma.

Na reunião desta terça-feira, 2 de setembro, nas Laranjeiras, a FENPROF alertou para o facto de tal iniciativa abrir legitimamente campo para a criação de “outros grupos específicos” substituindo o regime de  monodocência por um regime de pluridocência nos 3 e 4º anos de escolaridade.

A FENPROF sublinhou que esta é uma alteração substancial que não se compadece com decisões precipitadas e casuísticas, propondo ao MEC a abertura calendarizada de um debate público envolvendo a comunidade científica (ESE e Universidades) e a comunidade educativa (escolas, professores, pais e sindicatos) de modo a construir um regime de docência no 1º ciclo que seja consensualmente aceite e devidamente fundamentado.

A FENPROF registou com apreensão que, no que respeita às medidas transitórias, necessárias, enquanto não houver número suficiente de docentes do 1º ciclo preparados para o ensino do inglês, o MEC não tenha sido capaz de dizer minimamente que medidas serão tomadas.

O Secretariado Nacional da FENPROF
2/09/2014 

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23 comentários

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    • Busybee on 2 de Setembro de 2014 at 17:08
    • Responder

    Colegas, sabem como obter esses 80 a 100 créditos necessários para fazer o mestrado para o grupo 120? São ECTS da licenciatura ou podem ser de universidades como a Cambridge? Tenho o Proficiency e o Celta mas não sei se contam.

      • graça on 2 de Setembro de 2014 at 17:23
      • Responder

      A propósito do projeto do MEC para o grupo 120,quero informar o Sr.Pinto(que discorda que os docentes do 110 possam concorrer…que há muitos professores no 1º ciclo com licenciatura na variante de Port/Inglês

    • Zaratrusta on 2 de Setembro de 2014 at 17:11
    • Responder

    Mas o que é que isto interessa, quando temos nas nossas escolas professores de História a lecionarem a disciplina de Técnicas de Gestão; professores de EV a lecionarem Técnicas de Atendimento; professores de Economia a lecionarem Informática; professores de psicologia a lecionarem Operações Técnicas de Turismo; professores de Geografia a lecionarem Economia, etc. De salientar que nenhum deles tem qualquer formação nestas áreas. Estes são casos conhecidos em apenas 3 escolas.

    É este o rigor de Nuno Crato, dos diretores das escolas e dos próprios professores que demonstram assim o seu elevado profissionalismo.

    • mariaceleste on 2 de Setembro de 2014 at 17:12
    • Responder

    Os sindicatos estão confundidos e sem ideias! Por outro lado, será mais uma forma de ganharem dinheiro à nossa conta! Querem gente qualificada mas para o 1º ciclo é só gente diversificada e talvez fluente em três línguas! Acho curioso…nas escolas os colegas de 3º e secundário estão a descer ao 2º ciclo como forma de completar horário…já os de 2º têm de se aguentar! No 2º ciclo não há gente com competência no Inglês para fazer face a esta possível nova realidade? Mais formação para quê? e para agradar a quem? Penso que os sindicatos já estão a esfregar as mãos com mais esta possibilidade de arranjar um dinheirito extra! Veja-se o que aconteceu com o ensino especial, a administração escolar ou a supervisão pedagógica! Os sindicatos têm institutos onde são leccionados estes cursos!

      • Anticrato on 2 de Setembro de 2014 at 17:56
      • Responder

      Percebe-se a falta de conhecimento para achar que a habilitação para lecionar no 2º ciclo ing é, por si só, suficiente para trabalhar no 1ºciclo. Apesar de a escolaridade assentar numa lógica progressiva, a base é a variável mais preditiva de sucesso.

        • Lara on 2 de Setembro de 2014 at 21:59
        • Responder

        A questão aqui não é o ser suficiente ou deixar de ser suficiente! Para os mais incultos, o curso de Professores do 2º Ciclo do EB, variante de Português/Inglês das ESEs, já contempla estágio de Inglês no 1º ciclo. Há já muitos anos que andam aí Professores a dar AECs que têm, realmente, uma profissionalização para tal!

          • anticrato on 2 de Setembro de 2014 at 23:59

          Um outro problema são os cursos de variante, dois em um só o champô e nem esses são todos bons! De facto há muitos colegas que contactaram com o 1ºciclo no ano de estágio e agora nas AECs, e são a prova de que não basta a profissionalização

          • Lara on 5 de Setembro de 2014 at 17:33

          Deves ser daqueles que acham que só os das faculdades é que são donos do saber científico. Tal como os seus exemplos, também eu conheço muita gente das “prestigiadas” faculdades deste país que a profissionalização para lecionar 3º ciclo e secundário também não lhes basta! Pela sua ordem de ideias, os colegas do 3º Ciclo também deveriam fazer uma profissionalização para lecionar 2º Ciclo, mas se calhar esses colegas usam um shampoo 3 em 1, que já inclui anti-caspa!

    • Maria on 2 de Setembro de 2014 at 18:09
    • Responder

    Tanto coisa para resolver no 1º ciclo e em outros também e a FNE faz o favor de arranjar mais um!

      • Isabel Santos on 3 de Setembro de 2014 at 15:22
      • Responder

      Problema? Esta é a solução para os professores de AEC que nem professores são, mas vão tirando o lugar a outros com habilitações através de concursos ‘manhosos’.

    • sandra on 2 de Setembro de 2014 at 18:34
    • Responder

    Neste comboio não podia seguir um concurso externo extraordinário… como estamos em ano de eleições…

    • Mafalda Silveira on 2 de Setembro de 2014 at 18:44
    • Responder

    Visita este blog é super intersante e didático
    http://17968perguntassibreciencia.blogspot.pt

    • Rosa do Canto on 2 de Setembro de 2014 at 19:32
    • Responder

    Mas as Eses não formaram tanta gente em licenciaturas bi-etápicas, que tem habilitação para o 1º ciclo e 2º ciclo em Português/Inglês?Então não tem habilitação para os 2 ciclos?Infelizmente há muitos desempregados porque não dar-lhes acesso ao quadro do 1º ciclo num grupo diferente?

      • Busybee on 2 de Setembro de 2014 at 20:50
      • Responder

      Eu não encontro nenhuma ESE que tenha esse mestrado neste momento a iniciar. Se tiverem alguma informação sobre este assunto, agradeço que postem aqui.

        • opositora on 3 de Setembro de 2014 at 0:04
        • Responder

        UCP Braga Pós-Graduação AEC Inglês

      • Lara on 2 de Setembro de 2014 at 22:02
      • Responder

      Têm pois! Com estágio em Inglês no 1º Ciclo e tudo! Mas parece que nem o MEC nem nenhum sindicato sabe isso…

  1. Maisbuma vez a FNE olha para a árvore e a FENPROF para a floresta, se há um grupo específico para o Inglês no 1º ciclo, também deveria haver um para as expressões artisticas e fisicas, um aluno que não se increva nas AEC a maioe parte das vezes fica privado destas àreas porque as professoras do 1º Ciclo, preocupadas com os exames e com falta de tempo para tanta matéria, deixam de dar estas àreas obrigatórias, por considerarem (e mal) que as AECs colmatam as necessidades das crianças nestas áreas. Depois temos os niveis de stress e falta de competências criativas, cognitivas e técnicas nos nossos alunos.

      • julio on 3 de Setembro de 2014 at 12:11
      • Responder

      “o mais recente cometimento visionário derramado na proposta de introdução do Inglês como disciplina obrigatória no 1º CEB, impondo o aumento da carga horária semanal (para 27 hs), cumpre reconhecer que estamos perante uma infelicidade desapiedada, que aparenta ser animada pela intenção de dar emprego a quem já não tem horário (completo). Daí que alguns já tenham vindo a terreiro clamar «venha também o 140, o 150 e o 160!». Do género: “para o 1º Ciclo todos servem. Aquilo é canja!” Adivinha-se, por isso, que os professores os 1º CEB sejam assim progressivamente empurrados para lecionar as AEC até porque, segundo esta lógica, uma carga letiva de 40 hs não chegará para tanto frete.”

      “o mais recente cometimento visionário derramado na proposta de introdução do Inglês como disciplina obrigatória no 1º CEB, impondo o aumento da carga horária semanal (para 27 hs), cumpre reconhecer que estamos perante uma infelicidade desapiedada, que aparenta ser animada pela intenção de dar emprego a quem já não tem horário (completo). Daí que alguns já tenham vindo a terreiro clamar «venha também o 140, o 150 e o 160!». Do género: “para o 1º Ciclo todos servem. Aquilo é canja!” Adivinha-se, por isso, que os professores os 1º CEB sejam assim progressivamente empurrados para lecionar as AEC até porque, segundo esta lógica, uma carga letiva de 40 hs não chegará para tanto frete.”

      http://alho_politicamente_incorrecto.blogs.sapo.pt/proposta-do-ingles-no-1o-ciclo-o-976286

    • Isabel on 2 de Setembro de 2014 at 21:21
    • Responder

    Há uma questão que sempre me intrigou…
    Conheço quem tenha o curso de Línguas e Lietraturas Modernas tirado extamente na mesma faculdade que eu e na mesma altura, ramo tradução ou científico, e mestrado em tradução e esteja a lecionar Inglês no ensino superior a cursos diversificados (turismo, gestão, 1º ciclo, hotelaria, desporto, ………..).
    A estas pessoas não pediram nenhuma habilitação “educacional/profissionalizante”!!!!! Ou será, que o mestrado em tradução dá conhecimentos sobre metodologia e pedagogia!?
    A mim, que sou profissionalizada no 330, querem exigir um Mestrado!!!!!
    Algo não bate certo!!!!!! É que afinal, a formação em Inglês foi exatamente a mesma e quando eles tiveram cadeiras de tradução eu tive de metodologia, pedagogia, introdução ás ciências da educação, psicologia do desenvolvimento e da aprendizagem!
    No fim de contas, o mestrado em tradução habilita para a docência de Inglês no ensino superior, mas a profissionalização no 330 não habilita para a docência no 1º Ciclo!!!!!!!

      • Maria R. on 3 de Setembro de 2014 at 12:15
      • Responder

      “os profissionais que enformam o grupo de recrutamento mais numeroso (GR 110) ficaram com o pior de vários mundos: perderam o regime de aposentação que salvaguardava a especificidade da sua ação e, para cúmulo, mantiveram um horário semanal de 25 horas letivas, ao contrário dos pares de outros níveis de ensino (com 22 tempos letivos), onde a noção de tempo letivo (de 45 min) configura uma inaceitável desigualdade. Neste particular, a tutela deveria, o quanto antes, decidir uma de duas coisas: ou mantém que no 1º CEB existe monodocência com 25 horas mas, por uma questão de elementar justiça, recupera o regime de aposentação anteriormente aplicável ou, em alternativa, assume que pretende acabar com a monodocência mas equipara a carga horária à existente em outros ciclos (22 tempos letivos), uniformizando a noção de tempo letivo. O que não pode manter-se é esta situação onde uns SÓ perdem…”

      http://alho_politicamente_incorrecto.blogs.sapo.pt/proposta-do-ingles-no-1o-ciclo-o-976286

    • Csousa on 3 de Setembro de 2014 at 12:39
    • Responder

    Bom dia, só gostaria de dizer o seguinte. Sou licenciada no grupo 330 e alerto muitos colegas para o facto de, só porque sabem inglês não implica que consigam lecionar ao 1º ciclo. Eu comecei nas primárias há muitos anos e acreditem que não foi fácil no início. Mesmo os colegas do 220 que foram obrigados a lecionar no 1º ciclo andam às aranhas. Defendo a formação específica para quem nunca ensinou no 1º ciclo, mas lamento que o tempo de serviço dos professores das AEC que já lecionam há tanto tempo não seja contado.

    • Isabel Santos on 3 de Setembro de 2014 at 15:20
    • Responder

    Aplaudo esta medida. Se para concorrer ao 220 e 330 os professores são profissionalizados, neste caso tem de acontecer o mesmo. Há que haver rigor neste tipo de situações, e a Metodologia de Ensino de Inglês no 1º ciclo nada tem a ver com a do 2º e 3º.

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