2ª Feira
Os velhos deviam reformar-se e dar lugar aos novos. Os velhos não podem reformar-se porque não há novos. Os velhos deveriam ter redução para permitir a entrada no quadro de sangue novo. Os velhos não deveriam ter reduções porque há alunos sem aulas. Há demasiados candidatos a professores, é necessário fechar ou reduzir os cursos de formação inicial. Há falta de professores, é necessário abrir ou aumentar os cursos de formação de professores. Os professores têm demasiados privilégios e ganham muito bem, é necessário dificultar-lhes a carreira e reduzir os salários. Os professores enfrentam demasiadas dificuldades e ganham pouco, é necessário facilitar-lhes o acesso a uma carreira com melhores condições.
O problema de quem não pensa além do prazo curto e da conveniência particular é que diz uma coisa e o seu contrário com muito pouco tempo de intervalo e escasso decoro. As circunstâncias não mudaram. Era tudo previsível. Não se desculpem com troikas. E, antes disso, não se justifiquem, alegando teorias da treta sobre “mérito” e coisas assim. Como se pode ver, o que conseguiram ao limitar o horizonte de carreira foi afastar candidatos à docência e ter de recorrer de novo a quem acaba por andar a fazer “biscates” à moda dos tempos em que alguns jornalistas deram um par de anos de aulas. Afinal, quase tudo se baseou apenas em preconceitos e numa enorme desresponsabilização sucessiva de decisores de vistas curtas e escassa “integridade”.




13 comentários
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Meu caro Paulo Guinote (ou Pinote)
Não há falta de professores como insistentemente dizes. Não és só tu a dizer que há uma enorme falta de professores, são também os correlegionários da tua Coorporação.
Tem VERGONHA!…..
Neste momento, o que temos é EXCESSO DE PROFESSORES com tudo tudo que isso acarreta. Sim!….São os CONTRIBUINTES que pagam IMPOSTOS (e que geram Riqueza para o País) a pagar este desvario. Neste momento temos várias disciplinas criadas para dar Emprego Ficticio a Sitôras e Sitôres da dita Escola Publica (Cidadania e Desenvolvimento, Educaxões Xexuais, Educaxões Ambientais, Exportes Escolares (pega lá uma Bola e dá uns Chutos….)………….Tudo isto é NOJENTO e PEÇONHENTO…………….
Mas como se isto não bastasse, temos as 18.000 BAIXAS MÉDICAS PERMANENTE ANUALMENTE (Sim!…é esta a média anual de doentinhos)…………………É precisamente este ESCANDALO que dá emprego (em DUPLICAÇÃO) aos cerca de 30.000 Desgraçados dos chamados TAPA-BURACOS (contratados) que se ESFARRAPAM todos por Vincularem á Função Publica. Pudera!….aquilo é porreiro…..ao dia 23 de cada mês está na conta e ainda temos um Seguro de Saude ao preço da Uva Mijona (chamada ADSE)………………..
Como se tudo isto não bastasse temos MILHARES em MOBILIDADE para darem apoio a familiares já falecidos ou arrumados em Lares de Idosos……………Sim!….este Bando de Escroques anda a dar apoio é ao seu Umbigo…………Sim!….estes Bandalhos deviam ser corridos da Função Publica…………………
Mas a Bandalheira não se fica por aqui……………Temos ainda as Sitôras com entorses, unhas encravadas…que se encontram pelo Seguro……….
Toda esta Bandalheira e ABSENTISMO na dita Latrina Publica (digo, Escola Publica) faz com que os Paulos Guinadas andem aqui a dizer que há falta de professores
Tenha VERGONHA caro Senhor!……….
Ricardo soares … tens de ir viver para o Rwanda onde tudo é privatizado e não ha absentismos.
Ricardo…já tomou o comprimido? Ou então larga o Xanax …toma cocaína!
Só.. ares … gases!
O ar que respiras é tão mal empregue.
O professor Karamba voltou a mudar de nickname. Agora chama-se Ricardo Soares, mas a estupidez é a mesma. Acho que o seu lema deve ser “Falem mal, mas falem de mim”.
Muda de nome porque tomou duas doses de Sardão Costa logo de manhã e uma dose de Sardão versão V55.7 à tarde.
A patife fica doidinho de todo, após essas doses.
O verdadeiro problema é que apesar de mudar de nickname, o estilo mantém-se. Nem sequer é capaz de tentar disfarçar e é fácil reconhecê-lo devido à sintaxe, à pontuação, ao vocabulário, aos argumentos, ou às ideologias!!!
Só.. ares … gases!
Este texto do colega Paulo Guinote reflecte bem as contradições do que é dito e desdito por todo o lado e por todos os que falam e escrevem sobre os professores. Gostei de ler.
No entanto, logo a seguir aparece outro texto onde escreve o seguinte sobre a importância de dar espaço à forma como as turmas e os alunos estão a aprender, o que está a ser bem feito e quais as suas maiores dificuldades e estratégias para as superar. Enfim, um diálogo professor/turma /aluno(s) e alunos/alunos, donde se retiram conclusões , diálogo esse que vai, quantas vezes, para além deste “feedback” , tomando todo o tempo de uma aula (se for preciso) e incentivando troca de experiências e vivências diversas.
E o que leio é esta coisa completamente aparvalhada e infantil à qual me abstenho de comentar:
“Afinal, quando eu digo que um aluno (não) fez bem isto ou aquilo estou a ser todo maia. E eu a pensar que era uma coisa assim bués complexa.”
Aparvalhado e infantil onde?
O Projeto Maia assenta basicamente na avaliação formativa (toda a avaliação é formativa… uiii que descoberta!), criterial, com o “modernismo” das rubricas e com feedback regular! E quanto ao feedback de que o Paulo Guinote fala e bem basta ver os webinares do Maia e procurar lá mais para o final de um deles, a intervenção do guru Domingos Fernandes que, a propósito de feedback aos alunos, parece-me que deixa tudo muito claro, e entre o que um diz que faz e o outro assume que faz, era capaz de apostar que o do Guinote não fica nada atrás em termos de eficácia e qualidade. É ver o webinar, é ver, é ver!
Ui ! Que novidade !! É realmente preciso haver estudos para requentarmos aquilo que sempre foi feito. Pffff !!!
0- “e entre o que um diz que faz e o outro assume que faz, era capaz de apostar que o do Guinote não fica nada atrás em termos de eficácia e qualidade.”
Pois não, creio que não mesmo. E a questão é essa.
1- “Afinal, quando eu digo que um aluno (não) fez bem isto ou aquilo estou a ser todo maia. ”
Quando damos feedback à turma e aos alunos sobre o modo de superarem as suas dificuldades cognitivas ou outras ou a partilharem o modo como conseguem aprender melhor (e há evidentemente várias maneiras de o fazer consoante as condições que temos) não estamos a ser maias. Estamos a fazer o que é e sempre foi suposto fazer como professores ao longo da nossa experiência profissional.
2- “E eu a pensar que era uma coisa assim bués complexa.”
Não é complexa, tem razão. Há é que continuar a pensar e a pôr de lado críticas bacocas só porque sim.
Há críticas bem mais importantes a fazer-se, como o colega Paulo as vem fazendo.
Mas, pronto, de vez em quando temos direito a algum recreio.