Tenho andado a informar-me com profundidade sobre a coisa.
A minha conclusão: um exemplo de hiperburocracia louca e serôdia, desligada do real ou, de outra forma, a tentativa politicamente provocada de levar os professores a adquirir um transtorno obsessivo-compulsivo (que se chama ARITMOMANIA, a mania de tudo contar).
Nos tribunais, houve no início do século XX a mesma tentação: fazer leis com todos os factores da sentença, o juiz fazia as contas e não julgava, somava parcelas. Essa forma de positivismo judicial foi SUPERADA. Era um caudal de injustiças.
Habermas ajuda a entender.
Ainda há esperança para os “desmaiados”…..




15 comentários
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Há quem lhe chame “educação contábil”.
Concordo plenamente! Mais uma forma de afastar os professores do ensino!
A pressão e o controlo existentes em algumas escolas são insuportáveis! Nada mais interessa….MAIA….projetos….projetos….papéis, muitos papéis
Nunca imaginei que o ensino se tornasse esta hipermegaburocracia!Desilusão!
É só tabelas e mais tabelinhas de avaliação, acabam-se com metade dos testes, que ocupariam em média duas aulas por período, para se perder 30 a 40% das aulas a avaliar o que os alunos tiraram da Wikipedia em TPC. Mais do que um hiperexagero, é absolutamente ridículo e inexequível… A minha escola é daquelas em que o MAIA é um caso de fanatismo puro, toda a gente tem de fazer que faz ou então está tramada.
Caguem para o MAIA e instruam os vossos alunos.
É isso mesmo!!!!!
Palavrão à parte, apoiado!!!
É isso mesmo que tem ser feito, o resto são meras e improfícuas perdas de tempo que minam o ensino e retiram energia aos docentes.
https://duilios.wordpress.com/2021/12/06/segunda-feira-6-de-dezembro-a-eb1-da-pedra-mourinha-portimao-esta-sem-alunos/
Caro colega Luis Braga
Um estudo aprofundado da coisa não o pode levar a escrever o que escreve. Dar ouvidos aos comentários e às práticas mirabolantes que muitos implementam e fazem implementar nas escolas sobre o “chapéu” do Projeto MAIA é outra coisa…
Seria interessante inteirar-se das boas práticas que existem em muitos AE e fazer eco delas, já que tem feito esforço por dignificar a carreira docente, e tem também facilidade em ter opinião publicada.
Cumprimentos
Fico contente que o Domingos Fernandes, pai da criatura MAIA, também venha aqui ao blog.
Somos todos estúpidos e burros só tu é que estás certo?
O projeto MAIA não tem nada a ver com tabelas e mais tabelas e mais tabelas…, isso somos nós, professores, que adoramos fazer tabelas…
O projeto MAIA tem a ver com o que fazer com a avaliação, para quê avaliar? Para que serve avaliar?
Antes de haver o projeto maia (sim, escreve-o com letras minúsculas porque não merece outra coisa) nunca se pensou em como diz no seu texto:
– O que fazer com a avaliação?
– Para quê avaliar?
– Para que serve avaliar?
Ou seja, só agora é que descobriram a pólvora.
GANHEM JUÍZO SFF
O projeto MAIA, já o disse em diferentes contextos, é o maior embuste ao serviço da Educação.
Quem como eu já teve a oportunidade de se debruçar, aprofundadamente, sobre o tema resumiria assim: projeto que serve unicamente de desvio de fundos para o ISCTE, milhões de euros, metade da FCT e a outra metade do POCH. Maria de Lurdes Rodrigues continua a governar a todo o gás e as folhas do MAIA servem unicamente para justificar o encaixe financeiro. Ainda pensei que era só na Educação, mas não, também noutras dimensões sociais o ISCTE suga dinheiro de todos nós sem sequer se dar por isso.
O Domingos Fernandes é a marioneta de nove fios. Todas as outras têm apenas oito. Faltava o fio da cabeça. O autor não faz a mais pequena ideia do trabalho que as escolas desenvolvem no âmbito da avaliação, tantas são as incongruências, omissões, ignorâncias e meias-verdades veiculadas em mais de uma dezena de documentos por ele produzidos ou coordenados. Espanta-me, todavia, sendo professor de uma instituição de ensino superior prestigiada, o ISCTE, cuja oferta educativa apresenta 17 licenciaturas, 58 mestrados e 18 doutoramentos, nenhum deles associado diretamente aos cursos via ensino, se sinta perfeitamente conhecedor da instituição escola e com autoridade profissional para sugerir orientações a professores com uma vasta experiência profissional, alguns deles de igual grau académico e com atividade pedagógica na formação inicial de professores.
Diz o douto senhor numa das suas folhas, “Partindo do que aqui se convencionou designar por 80% Cognitivo e 20% Não Cognitivo, várias são as questões que se podem formular. Destacam-se a seguir algumas que deverão merecer a atenção dos órgãos próprios dos Agrupamentos/Escolas Não Agrupadas (AE/ENA) e, em geral, dos seus docentes” (p. 11). Responderia eu: sempre o autor poderá começar pela sua própria instituição onde se lê 80% Frequência e 20% Participação em várias fichas de unidades curriculares, neste caso concreto enquanto fórmula de avaliação da cadeira de Psicologia do Desenvolvimento da Criança e do Adolescente, relativamente à Licenciatura em Psicologia.
Perto dos caros colegas, e no que diz respeito aos labirintos do Ensino, eu sou um ignorante. No entanto, com a minha idade e o meu pragmatismo, desconfiei logo que esta nova aberração do MAIA era forçosamente mais uma negociata dos do costume. Obrigado por nos ter explicado.
O autor da pulhice anda aí a comentar, a defender o seu tachinho, pois então 🙂
Tanta gente com fome, a dormir nas ruas, e esta casta de farsantes a refocilar em dinheiro dos contribuintes e a fazer-nos trabalhar até morrer (que será ainda mais cedo, sob estas cargas de burocracia e indisciplina activamente promovidas por estes discípulos do Paulo Freire).
O projeto MAIA insere-se naquele conjunto de políticas pimba para a área da educação que sempre caracterizaram os governos socialistas. Neste caso, socialistas em sentido lato, que inclui comunistas, bloquistas e animalistas, ou já se esqueceram quem também foram responsáveis pelo governo dos últimos seis anos?