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2 de Dezembro de 2021 archive

338 surtos ativos em escolas, creches e universidades

 

No espaço de uma semana foram detetados mais 92 surtos em estabelecimentos escolares. Há 2.959 casos de covid-19 identificados

Portugal continental registava, até segunda-feira, 338 surtos ativos em estabelecimentos de ensino públicos e privados, segundo apurou a CNN Portugal junto da Direção-Geral de Saúde.

O número corresponde a surtos identificados na totalidade de escolas, de estabelecimentos de ensino superior e creches.

 

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Violência nas escolas: Aluno intimidava colegas com recurso a armas brancas

 

No âmbito de uma investigação por “crimes praticados em ambiente escolar”, é explicado numa nota a que o Notícias ao Minuto teve acesso, foi possível apurar-se que o “agressor recorria a armas brancas durante a prática dos crimes contra outros alunos do mesmo estabelecimento”.

Realizada uma busca domiciliária, esta culminou na apreensão de um telemóvel, um computador e quatro facas.

O suspeito foi constituído arguido, e os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial de Macedo de Cavaleiros.

 

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Quais sãos os 10 agrupamentos com mais falta de professores? 

 

Quais sãos os 10 agrupamentos? Depois do agrupamento Aqua Albacom um total de 863 horas de aula por preencher, em segundo lugar vem o Agrupamento Escolar (AE) de Silves, com 713 horas; em terceiro lugar o AE Amadora Oeste, com 691 horas; em quarto lugar o AE Mem Martins, com 664 horas; em quinto lugar o AE Miguel Torga, Sintra, com 626 horas; em sexto lugar o AE Eduardo Gageiro, Loures, com 600 horas; em sétimo lugar o AE de Benfica, Lisboa, com 592 horas; em oitavo lugar o AE das Laranjeiras, Lisboa, com 575 horas; em nono lugar o AE de Adelaide Cabette, Odivelas, com 569 horas; e, por último, o AE João de Barros, Seixal, com 553 horas. 

 

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Cristina Ferreira e a Pedagogia – David Erlich 

 

Cristina Ferreira e a Pedagogia 

Num tempo em que tanto se fala do necessário rejuvenescimento etário da classe docente, a participação de Cristina Ferreira na Web Summit diz-nos algo sobre os desafios da Educação em Portugal. 

A conhecida apresentadora falou dos seus anos como professora de História, em que, quando os “little bad guys”, apenas dez minutos passados do início da lecionação, começavam a conversar, a professora Cristina, como punição, mandava fazer uma cópia do manual. 

Cristina Ferreira terá sido uma professora dedicada e apreciada. Creio aliás que, mesmo agora, somente não percebeu o simbolismo das enunciadas práticas pedagógicas – note-se o itálico –, precisamente pelo facto de elas estarem normalizadas. Dar aulas é ainda predominantemente isto. Se há poucas apresentadoras como Cristina Ferreira é, não haverá ainda muitos professores como ela foi? Gostaria, aqui, de desocultar três tipos de práticas presentes no discurso da professora Cristina. 

Em primeiro lugar, a colagem de um rótulo – “little bad guys”, pequenos rapazes maus. “Burros”, “mal educados”, “imbecis”, são ainda palavras que se ouve nas salas de professores deste país fora. Também alguns elogios são problemáticos: “sossegadinho”, “caladinho”, “bem comportado”. Não se aceite a caricaturização da alternativa: esta não passa por nada se poder dizer ao estudante, mas sim elogiar e criticar sempre condutas objetivas e observáveis e nunca o jovem enquanto pessoa. 

Em segundo lugar, o predomínio do método expositivo. Eis a jovem professsora Cristina indignada por, ao fim de dez minutos a falar, os jovens começarem a conversar. Esta é, ainda, a visão predominante que vigora nas nossas salas de aula: o que interessa é dar uma boa aula, e as restantes metodologias são, na melhor das hipóteses, complementares. O Vice-Presidente do Chega, Gabriel Mithá Ribeiro, chega a gabar-se, num ensaio sobre o ensino da História, de apenas dedicar os últimos minutos da aula à intervenção dos alunos. Não é necessário subscrever a posição antagónica, revolucionária quiçá, de José Pacheco, que afirma que a aula não se reforma, abole-se. Basta olhar aqui para o lado, para os Jesuítas de Barcelona: cumprindo todos os pontos do currículo nacional, a exposição do docente ocorre no contexto de uma aprendizagem baseada em projetos, na qual a colaboração dos aprendentes em pequenos grupos é o contexto predominante que solicita, acolhe e dá sentido às lecionações do professor. 

Em terceiro e último lugar, o professor como administrador de punições, no território vigiado que é a transmissão acrítica de conhecimento. Fazer uma cópia do livro – eis a medida de alteração comportamental que a professora Cristina concebeu para garantir conformidade. Mas não serão as avaliações negativas irrrecuperáveis ou os trabalhos para casa em excesso, outros modos, entre tantos ainda vigentes, do professor assumir a função de capataz castigador? 

Confesso que não sei se é possível mudar, no médio prazo, no nosso sistema de ensino, a cultura enraizada do que é um professor, um estudante, um contexto de aprendizagem. Não sei se é possível – mas sei que é urgente.  

Num tempo em que tanto se fala de rejuvenescimento etário da classe docente, seria bom compreendermos que só com uma mudança cultural que abranja também a formação de professores se poderá garantir que não teremos professores novos com velha mentalidade. 

 

David Erlich
Professor de Filosofia e autor do canal de YouTube “A Tua Filosofia
dezembro 2021 

 

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