Professores contratados obrigados a devolver parte do subsídio de Natal

 

Em escolas de Norte a Sul do País, docentes tiveram cerca de 48 horas para se dirigirem às finanças e fazerem a devolução do valor.

Professores contratados obrigados a devolver parte do subsídio de Natal

Os professores com contratos até ao final do ano letivo, pelo Ministério da Educação, que receberam o subsídio de Natal por inteiro tiveram de o devolver e foram obrigados a fazê-lo pessoalmente nas Finanças. Os docentes contactados pelo DN contam que a decisão lhes foi comunicada pelas secretarias das escolas, que receberam este pedido do IGEFE (Instituto de Gestão Financeira da Educação) “com caráter de urgência”.

Em anos letivos anteriores, apesar de terem de receber apenas a parte do subsídio correspondente aos meses entre setembro – desde início do contrato – e dezembro, os professores receberam a totalidade, desde que os contratos não fossem de substituição e terminassem no final do ano escolar.

Pedro Calçada é um desses casos e confessa que este mês foi apanhado de surpresa. “Nos dois anos letivos anteriores estive em horários anuais, tal como este ano, e não me foi pedida a devolução. Compreendo em situações em que os horários são temporários, mas para quem fica até 31 de agosto, não há grandes dúvidas”, explica. O docente, do distrito de Braga, diz não ter sentido “grande transtorno”, mas sim “uma grande desilusão”. “Esse extra não é gasto por mim em compras de Natal, mas em seguros, revisões ou outras despesas maiores. O que mais me aborrece é que, mais uma vez, a questão não é clara. Há escolas que procedem de uma forma e outras de outra”, sublinha, salientando que a situação “contribui para a instabilidade dos contratados”. “Somos tratados como alguém que está no fundo da cadeia alimentar e ninguém se preocupa com isto. A forma como nos vão designando como “necessidades temporárias”, é exemplo disso. Trabalho há 20 anos e sou uma necessidade temporária”, lamenta.

 

 

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3 comentários

    • Gates on 13 de Dezembro de 2021 at 11:50
    • Responder

    Vergonha…
    Estado português de meerda. O melhor emsmo é dar os €€€ a quem não trabalha tipo bancos, TAP e negócios dos amigos na área da energia.

    • João on 13 de Dezembro de 2021 at 12:16
    • Responder

    E ires aprender a escrever, antes de debitares bacoradas? Era também uma forma de usares o tempo de forma útil, em vez de andares aqui, se calhar às custas dos contribuintes.

    • Luluzinha! on 13 de Dezembro de 2021 at 17:03
    • Responder

    É desolador, de facto! “Faz todo o sentido” receber a maior percentagem do subsídio de Natal em agosto!!!! Enfim…

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