Já diversas vezes abordei os problemas dos concursos que geram injustiças nas colocações. Este ano voltam a ser penalizados os docentes que vão concorrer à Mobilidade Interna, com a atribuição apenas dos horários completos nesta fase. E o que vai acontecer de seguida é que na Reserva de Recrutamento 1 e 2 são colocados docentes menos graduados em horários que não apareceram inicialmente. Este problema acontece também todos os anos com a Contratação Inicial, que acaba por gerar injustiças com as renovações dos contratos e com a entrada dos docentes pela norma travão.
Como se resolvia este problema?
Mantendo-se a existência de concursos quadrienais para os docentes dos quadro e anuais para a contratação inicial, só existe uma solução para evitar as injustiças das colocações:
No ano do primeiro concurso de Mobilidade Interna e de Contratação Inicial após o concurso interno devia ser possível o seguinte:
Cada docente colocado na Mobilidade Interna ou na Contratação Inicial deveria poder manter-se em concurso para uma vaga que pudesse voltar a existir até à Reserva de Recrutamento 1 e/ou 2.
Como?
O professor que era colocado na Mobilidade Interna (incluía eu aqui os que concorrem na terceira prioridade) e na Contratação Inicial deveriam ter duas opções para a aceitação da colocação:
- Aceitar incondicionalmente a colocação;
- Aceitar a colocação, mas tendo interesse em poder ser colocado na RR1 numa das suas melhores preferências manifestadas anteriormente.
No caso do docente aceitar incondicionalmente a colocação o assunto ficava arrumado, no caso do docente pretender obter melhor colocação na RR1 e tal fosse possível por existir novo horário, a vaga de colocação deste docente na MI/CI ficaria liberta para outro candidato.
Após a RR1 voltaria a haver esta possibilidade até às colocações na RR2.
Esta situação aplicava-se apenas no ano do concurso interno e permitiria que as colocações por 4 anos fossem o mais justas possíveis, tendo em conta a graduação e as preferências dos docentes.
Para além de eliminar as ultrapassagens entre os docentes dos quadro, também iria permitir que as renovações de contrato fossem justas e por conseguinte, que a vinculação pelas regras da norma travão não dependesse do fator sorte.
No ano de concurso interno, as colocações até à Reserva de Recrutamento 2 deviam constar apenas horários anuais, para evitar que uma recondução em horário temporário dependesse também do fator sorte.
E com uma simples alteração como esta não havia lesados da Mobilidade Interna, nem injustiças nas renovações, nem nas vinculações.
E mesmo que uma colocação final acontecesse apenas na Reserva de Recrutamento 2, mesmo em cima do arranque do ano letivo, a vantagem de ser uma colocação justa iria verificar-se com uma melhor motivação do docente por um longo período.




11 comentários
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melhor motivação?
O mais justo é concursos anuais e nada de renovações nem nos quadros nem na contratação.
anita, na sua opinião os trabalhadores não têm direito a uma carreira ou a condições estáveis de trabalho!
Está a dizer que devíamos andar sempre em luta para o direito a um posto de trabalho estável?
Partilho injustiças.
Em 1997 entrei no QZP da minha área de residência, nunca quis efetivar longe, passados anos, o ME não me perguntou se concordava com o alargamento do meu QZP. Este ano, tive sorte em ficar colocada a 76 Km de casa; não entendo a razão pela qual se fala em tempo antes e tempo depois da profissionalização. Se se trabalha na mesma área, isto não tem cabimento. Quais os serviços que destrinçam ANTES E DEPOIS no que concerne ao tempo de serviço?
As injustiças são tantas!!!!
Há muito que deixei de acreditar neste belo país à beira mar plantado.
Pois, as injustiças devem ser resolvidas na justiça. Se tivessem ido para tribunal, os QZP’s teriam de voltar a ser 23.
A ideia é boa.Só falta um pormenor.Onde fica a situação dos QE que são ultrapassados todos os anos por docentes de QZP menos graduados e também não têm acesso às vagas que saem nas reservas de recrutamento? Qual a resposta a esta injustiça?
É fácil, se não querias ser QE não tivesses concorrido para essa escola. Sou QZP há 23 anos porque só concorro para as escolas onde pretendo ficar mesmo e as mesmas ainda não abriram vaga, até lá vou andando em QZP.
Dany, QE deve ser o objetivo último e as escolas não podem converter todas as necessidades temporárias em QE.
Quem concorre a um QE que não quer, julgo não ter direito a reclamar!
Concordo plenamente com a opinião do Arlindo. Só assim haverá justiça. Eu sou do Qzp7 e sou mais graduada que muito que entraram nos Qzps 1,2,3,4,5,6 pela norma travão . O concurso está viciado e só vai trazer injustiças como em 2017/2018.
Faça chegar a sua proposta ao governo por favor. Este ano, outra vez, os mais velhos e mais graduados ma mobilidade interna vão ficar longe das suas familias, por não poderem concorrer aos horários incompletos, quando os QA não vão a concursos se a escola tiver um horário incompleto para ele. Grande injustiça!
Não concordo com o que dizem colegas. Mudei para QE porque quis ficar mais perto de casa. Toda a gente tem esse direito! Quer seja QZP ou QE.
Já agora, quando era QZP não podia concorrer a todas as escolas a nível nacional.
Passei a ser QE porque quis ficar mais perto de casa. Toda a gente tem esse direito!
Quer seja QZP ou QE.
Um pequeno pormenor – quando era QZP não podia concorrer a todas as escolas a nível nacional.