Regime de aposentação para a monodocência, uma promessa com 3 anos

Palavra dada não é palavra honrada, é para encher chouriços e ganhar eleições. Três anos depois ainda estamos à espera do regime especial de aposentações dos monodocentes, das pré-reformas para todos os docentes… e assim se vai levando o povo no engodo das promessas.

Faz hoje três anos…

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10 comentários

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    • Maria Rocha on 8 de Junho de 2020 at 22:27
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    Promessas vãs que desanimam cada vez mais uma classe “envelhecida” que tem vindo a adaptar-se a inúmeras mudanças ao longo da sua carreira! Merecemos mais respeito 🙁

    • Maria Celísia on 9 de Junho de 2020 at 8:29
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    Os professores primários andam em pulgas! Estavam habituados a “passar à disponibilidade” com 52 anos. Agora têm que trabalhar como os outros, até aos 66 anos e meses.

      • Clara on 9 de Junho de 2020 at 17:52
      • Responder

      Há muito que a designação mudou para Primeiro Ciclo em vez de Primária, não sei como é que ainda vai persistindo essa ignorância.

        • Maria Celísia on 10 de Junho de 2020 at 1:23
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        Até dá a impressão que não é a mesma coisa! Eu gosto do termo, professor primário. Tenho gratas recordações do meu. Parece que o termo professor do primeiro ciclo os eleva ao altar. O que os elevava ao altar era ir para o magistério primário com o 5.º ano do comércio (hoje 9.º ano), andarem lá 2 anos e alguns ainda esperarem alguns meses para fazerem 18 anos e começar a dar aulas na escola primária. Ao longo do tempo fizeram uns “complementos” ficaram equiparados aos licenciados, chegaram ao 10.º escalão, reformaram-se até mais ou menos 2009, com 52 anos e estão aí na maior. Os professores do primeiro ciclo (vulgo professores primários) olham com inveja para os primários, pois agora têm que dar o litro até aos 66 anos e meses. Até fizeram o 12.º ano e estudaram numa ESE. Pois é, outros tempos!

          • Idalino Rocha on 11 de Junho de 2020 at 11:56

          Bom dia,
          Não sei se é professora ou não… No entanto, pela forma como fala devia ter mais respeito e honestidade intelectual no modo como apresenta o seu discurso. Em primeiro lugar, o ensino mudou muito desde os professores “primários” para os do 1.º “ciclo. E sim, há diferenças, e muito grandes. Aquilo que se exige atualmente a um professor do 1.º Ciclo é muito mais do que se exigia a um professor “primário”, não só em termos de disciplinas como dos projetos que lhe são solicitados. Além disso, o professor do 1.º Ciclo/”Primário” (segundo antiga nomenclatura) sempre trabalhou mais horas que os professores do 2.º e 3.º ciclos, visto trabalhar em regime de monodocência e fazer 25 horas semanais letivas, ao contrário dos outros ciclos, daí que se reformassem mais cedo. Um professor do 1.º Ciclo trabalha diariamente e consecutivamente,sem furos ou dias livres durante a semana. Mais uma diferença dos restantes ciclos. Acho que a “senhora” deve pensar antes de falar e informar-se mais um bocadinho. Ou então comece a dar aulas no 1.º ciclo e perceba o quão errada é a sua afirmação e passo a citar “Agora têm que trabalhar como os outros, até aos 66 anos e meses”. Oh minha senhora, os professores do 1.º Ciclo sempre trabalharam mais do que os outros e sem furos ou dias livres (mais 3 horas semanais ) Agora faça as contas – Quantas horas a mais por ano letivo?
          Gostaria de lhe referir a título de exemplo que uma colega que estava a trabalhar no 1.º Ciclo e com habilitações para o 2.º Ciclo decidiu escolher o 2.º Ciclo porque, segundo ela era menos trabalhoso e tinha mais tempo livre … Honestidade e seriedade ficar-lhe-iam bem e, além disso, estude as situações e não fale de cor… apresentando uns floreados mal intencionados e mal fundamentados. Por fim quero lhe dizer que não se devem, aplicar as mesmas medidas a situações diferentes, isso sim seria injustiça e um mau princípio de atuação.

          Sou professor do 1.º ciclo formado pela universidade e sem invejas “minha senhora”…..

        • maria on 12 de Junho de 2020 at 10:50
        • Responder

        A um professor primário (ou 1º ciclo), como se não lhe bastasse ter um vencimento igual (ou superior) a um professor de Filosofia ou Física do ensino secundário , ainda tem a “lata” de reivindicar uma aposentação com menos anos de trabalho! Aqui sim, têm um pensamento… primário.

    • Rui Filipe on 9 de Junho de 2020 at 15:39
    • Responder

    Não há divisões, nem monodocência, nem outros ciclos, nem secundária. Há educadores e professores e mais nada. Deve haver reformas e aposentações, com os mesmos critérios para todos, e quem não estiver bem, que se ponha.
    Critérios diferentes, de tempos diferentes é passado. Nesses tempos, cada um tinha os seus galhos, como agora os há. Antes houve razões, que só quem as viveu ou conhece a sua história pode e tem o direito de falar, para não dizer asneiras. Foque -mo-nos neste tempo e lutemos por deveres e direitos iguais para todos.Há que mudar, certo. Mas de uma forma abrangente.Baixar um pouco a idade da aposentação, cortes menores para quem pretenda reformar-se, outras funções para quem tenha 60 ou mais anos de idade, etc. Agora, cada um a olhar para o seu umbigo, é dar trunfos a qualquer governo e para este, melhor reinar.

      • Idalino Rocha on 11 de Junho de 2020 at 12:12
      • Responder

      Bom dia , caro Rui Filipe, concordo com a maioria do que diz neste comentário, contudo desvalorizar a monodocência é desrespeitar a especificidade do primeiro ciclo, é como dizer que ensinar um aluno autónomo e outro não autónomo é a mesma coisa. A monodocência existe e tem uma influência muito forte , sem falar nos pressupostos psicológicos que a sustentam. Sou a favor da união da classe mas também da coerência e da honestidade. Para se conhecer o fenómeno deve-se participar nele para dele poder falar corretamente.
      Enquanto um professor de uma disciplina só tem um horário mais distribuído, o professor do 1.º Ciclo tem um horário do qual é refem, e sem furos ou dias livres e consecutivo. Sempre houve diferença, mais 3 horas semanais, 12 horas por mês, 120 por ano letivos aproximadamente 24 dias de trabalho anual a mais aproximadamente. Faça as contas e não trate de coisas diferentes como se fossem iguais.

      Grato por ter lido.

    • Rui Filipe on 11 de Junho de 2020 at 13:27
    • Responder

    Bom dia colega Idalino Rocha. Num debate de ideias, todos nós , nos devemos escutar e respeitar. Ninguém é dono absoluto da verdade.Respeito todas as apreciações e comentários, quando feitos com elevação, como é o seu caso.

    • Carolina Sofia on 11 de Junho de 2020 at 21:48
    • Responder

    Pois dr (estudou numa universidade) Idalino temos antigas professoras primárias que deram o salto para o 2.º ciclo (para se valorizarem pois sentiam alguns complexos por dar aulas no 1.º ciclo) e que agora olham com inveja para as antigas colegas professoras primárias já reformadas (cerca de 60-62 anos). Ela que mudou de ciclo, fez licenciatura, ainda tem que trabalhar mais uns tempos. Em relação aos antigos professores primários, digo-lhe que os seus alunos na escola primária quando faziam a 4.ª classe, sabiam. Agora, os professores de 1.º ciclo, que até estudaram nas universidades, mandam os alunos para o 2.º ciclo muito bem preparados?, devido ao facto de serem mais sapientes que os antigos professores. O que eu vejo é complexos de inferioridade. Deviam era preparar alunos do 12.º ano para exame! Vem para aqui lamentar-se que trabalham mais, não sei quantas horas por semana. Deve ser a preparar aulas, elaborar testes e corrigi-lo. Chiça! Diga, se os outros ciclos são mais fáceis, porque é que não foi para lá lecionar? Até estudou numa universidade, logo está habilitado.

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