Segundo o Programa de Estabilização Económica e Social aprovado em Conselho de Ministros e publicado em Diário da República no passado sábado será para adquirir computadores, conetividade e licenças de softwaree para as escolas públicas para alunos e docentes, formação digital de docentes e desmaterialização dos manuais escolares. Ou seja, computadores para alunos e docentes a titulo de empréstimo e para o desenvolvimento da sua atividade profissional, formação de docentes em competências digitais e manuais e outros recursos digitais. Não é um projeto “Magalhães 2”, podemos dizer que é um projeto de digitalização escolar…
3.2 – Universalização da Escola Digital
A resposta da pandemia da doença COVID-19 evidenciou uma necessidade estrutural que já estava bem identificada e caracterizada: a necessidade dotar as escolas, os docentes e os alunos para o desenvolvimento de competências digitais no trabalho escolar. No próximo ano letivo serão implementadas as medidas que permitirão incrementar esta estratégia, através de diferentes fases que permitam alcançar a universalização do acesso e utilização de recursos didáticos e educativos digitais por todos os alunos e docentes. Assim, numa primeira fase prevê-se:
Ao nível infraestrutural, adquirir computadores, conectividade e licenças de software para as escolas públicas, de modo a permitir-lhes disponibilizar estes recursos didáticos aos seus alunos e docentes, dando prioridade aos alunos abrangidos por apoios no âmbito da ação social escolar até se alcançar a sua utilização universal;
Desenvolver um programa de capacitação digital dos docentes;
Incrementar a desmaterialização de manuais escolares e a produção de novos recursos digitais.
Destinatários: Alunos e docentes
Montante: 400 M(euro)
Financiamento: Fundos comunitários
Responsáveis: MEETD/MEdu/ MPlan/ MCT




3 comentários
Importante a renovação do material informático das escolas e manutenção dos mesmos. No entanto, para além de não se ter consultado os principais intervenientes, gastam-se (vamos ver quando e onde) os famosos milhões sem que os que decidem saibam minimamente o que se está a passar com o ENSINO À DISTÂNCIA.
“Desenvolver um programa de capacitação digital dos docentes”…
Gostei principalmente deste objectivo…Há quantos anos andamos a fazer “N” formações nesta área e sempre as mesmas, com os mesmos formadores, com os mesmos conteúdos????
Vai ser mais do mesmo e gastar € nas negociatas dos centros de formação…
Se tiver que fazer mais uma sobre construção de páginas web ou powerpoint em que só podemos usar as imagens dos gatos do formador, passeando no quintal, não vou fazer…
Os técnicos especializados não foram considerados nesta medida de universalização da escola digital, pelo que aparentemente continuam a não pertencer ao ‘universo’ escolar.