Conteúdos obrigatórios não chegam para ter positiva na maioria dos exames nacionais

Conteúdos obrigatórios não chegam para ter positiva na maioria dos exames nacionais

 

Instituto de Avaliação Educativa já divulgou o modo como serão aplicadas as novas normas de classificação aos exames de cada disciplina. O número de itens obrigatórios nos exames principais pode oscilar de um (Desenho A) a dez (Biologia e Geologia).

Nos próximos exames nacionais, que se realizam em Julho, os alunos que respondam apenas aos itens “cuja resposta é obrigatoriamente contabilizada para a classificação final” só chegarão à positiva na prova de Desenho A.

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6 comentários

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    • Maria on 10 de Junho de 2020 at 11:04
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    Penso que o título da notícia não está correto, levando a interpretações que também não são verdadeiras.
    Não são os “conteúdos obrigatórios” que não chegam para ter positiva na maioria dos exames, mas sim, os itens obrigatórios, que é uma coisa diferente.
    As questões facultativas (podem escolher quais querem resolver) também serão, eventualmente, sobre conteúdos obrigatórios.
    Jornalistas, como já vem sendo hábito, pouco informados e querendo apenas notícias e títulos que “vendam”!

    • Alberto on 10 de Junho de 2020 at 11:58
    • Responder

    O título da notícia é um verdadeiro embuste e um exemplo de péssimo jornalismo.
    Revela, de facto, desconhecimento do que está em causa na avaliação deste modelo adaptado exame.
    Quanto menos peso nas questões obrigatórias mais vantagem para o examinando. Por exemplo, no exame de Português, as questões obrigatórias valem 96 pontos e a margem «de falha» para a melhor pontuação é de apenas 26 pontos (na prática, o aluno pode errar duas questões que não é penalizado na classificação final). Ora, em Biologia e Geologia, a «ratio» é mais favorável para o aluno, pois as questões obrigatórias têm uma cotação de 80 pontos e a margem para a melhor pontuação das não obrigatórias é de 64 pontos. Na prática, pode errar 8 questões neste exame.
    Com exceção de grupo III, no exame de Português, todas as questões têm a mesma cotação, de 13 pontos. Assim, a uma pergunta de gramática, que se resolve em menos de um minuto, é atribuída a mesma cotação de uma questão complexa de educação literária.
    «Quid juris» para estas opções? Deveria existir um justo equilíbrio nestas adaptações.

    • Brigas on 10 de Junho de 2020 at 12:37
    • Responder

    Seja o título errado ou não o que eu acho piada é existirem estes exames e ao mesmo tempo o discurso do governo relativamente á avaliação dos períodos ser antagónico!

    É só facilitismos, é só avaliação formativa é só treta e depois carrega com exames que exigem trabalho e dedicação.

    É um embuste este paleio do governo.

      • Matilde on 10 de Junho de 2020 at 14:51
      • Responder

      “… é só avaliação formativa é só treta e depois carrega com exames que exigem trabalho e dedicação.”

      Concordo.

      O discurso da gestão flexível do currículo, a transversalidade de saberes, a avaliação formativa, a perspectiva holística e ecológica, a multidisciplinaridade, o gosto por aprender, o trabalho de projecto como estratégia de aprendizagem, blá, blá, blá…, TUDO esbarra nos exames…

      Os exames, na sua formulação actual, privilegiam e avaliam apenas (sublinho a palavra apenas) um determinado produto final e não tem qualquer relevância para esse produto se os alunos prenderam por aulas estritamente expositivas, por aulas baseadas na metodologia do trabalho de projecto ou por ambas…

      Digo mais, o discurso das “boas práticas” do ME, que remete quase sempre para práticas pedagógicas relacionadas com metodologias, chamadas activas, como o trabalho de projecto, é perfeitamente falacioso:

      Para um determinado conjunto de alunos e numa determinada disciplina pode ser muito mais eficaz e profícuo, em termos de aprendizagem, o recurso a aulas expositivas e o contrário também pode ser verdadeiro…
      Portanto, creio que “boas práticas” pode ser tudo aquilo que resulta de forma positiva em termos de aprendizagem para um determinado conjunto de alunos numa determinada disciplina, independentemente da metodologia aplicada.
      E isso nada tem a ver com a adopção de um discurso “oficial”, efectivamente redutor, por parte do ME, no sentido em que parece eleger uma metodologia como a única aplicável, viável e bem sucedida…

      O paradoxo é total: não há consonância nem consistência entre processos e produtos, por muito que queiram fazer crer o contrário… Honestamente, parece que algumas “luminárias” descobriram agora, e recuperaram, algumas terminologias e conceitos importados dos anos 80 e 90 e decidiram que isso era o novo paradigma…

      Mas das duas uma: ou acabam com os exames e continuam com as holísticas, as muitidisciplinaridades e as transversalidades e tudo o mais; ou continuam com os exames, mas acabam com as holísticas, as muitidisciplinaridades e as transversalidades…

      Querer manter tudo, não faz sentido, não tem lógica, nem tem fundamento, não tem coerência/consistência interna e também não parece ter validade teórica nem prática…

        • Rui Manuel Fernandes Ferreira on 10 de Junho de 2020 at 23:56
        • Responder

        Somente os ignorantes é que usam ou fazem fé de expressões como “boas práticas”.
        Pelo contrário, as práticas de sucesso são conhecidas e sustentam-se em investigação robusta e na bibliografia mais credenciada na área do saber.
        “Quem não sabe teoriza”, caso soubessem não diziam asneiras.

          • Matilde on 11 de Junho de 2020 at 9:06

          Concordo.

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