A NECESSIDADE DE MUDANÇA EDUCACIONAL É EVIDENTE PARA TODOS?

A NECESSIDADE DE MUDANÇA EDUCACIONAL É EVIDENTE PARA TODOS?

Eu antes pensava que a necessidade de alguma mudança era uma evidência para todos. Hoje entendo e sei que nós não mudamos sem um grande debate participado e responsável e em que todos nos respeitamos, ainda que tenhamos opiniões e visões muito diferentes, porque a mentalidade não é uma questão legislativa. Antes pensava que teria, no governo, uma tarefa que seria fácil e hoje sei que é uma tarefa muito complexa, muito difícil, mas também muito enriquecedora.

 

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    • Alecrom on 12 de Junho de 2020 at 13:25

    Disse, e bem, que começou em 2016.
    Com oito anos disto,
    chegaremos a 2024.
    Oito anos de política patriótica de esquerda, certo?
    Espero que todos possamos estar cá em 2024.
    Aguardamos então o resultado.

    • Matilde on 12 de Junho de 2020 at 14:59

    Lendo a entrevista do SEAE, parece que:

    As mudanças que têm vindo a ser introduzidas na Educação pelo actual Governo, nomeadamente o regime de autonomia e flexibilidade e o perfil do aluno à saída da escolaridade, têm como principais objectivos atingir um perfil de competências mais amplo, ter uma escola que também prepara para a cidadania e que seja mais inclusiva…

    Mas, agora, vamos às consequências observáveis das alterações introduzidas:

    – Que efeitos se observaram, ao nível da prática pedagógica, decorrentes da legislação que serve de suporte às alterações que se querem ver instituídas?

    – A qualidade dessa prática melhorou significativamente em relação àquilo que era antes da publicação da legislação em vigor? A legislação em vigor mudou os procedimentos e as metodologias aplicadas dentro das salas de aula, com efeitos positivos? O sucesso escolar foi incrementado por via dessas alterações legislativas?

    – No que se refere em concreto ao Decreto Lei 54, passámos a ter uma verdadeira inclusão ou afinal continuamos apenas ao nível da integração?

    As respostas a estas e a outras perguntas permitiriam avaliar e compreender a eficácia, a pertinência e, sobretudo, a validade e a utilidade prática deste “novo paradigma”…

    Assim existisse a vontade de expressar opiniões sinceras e honestas, a começar pela dos Directores de Agrupamentos de Escolas… Mas sobre este tema, parece que não se proferem muitas opiniões, pelo menos publicamente, talvez por receio de “cair em desgraça” e ser-se considerado como “persona non grata”…

    E sendo, assim, prossegue a farsa e o “faz de conta”… Vai-se adiando a resolução do problema, porque o frenesim das resmas de papéis não pode cessar…

    “Não há nada mais prático do que uma boa teoria” (Kurt Lewin). Pois é… O problema é mesmo quando a “teoria” não tem efeitos práticos positivos nem releva para a melhoria de resultados, sejam eles a que nível for… Talvez o mais avisado fosse rever “a teoria”…

    • Francesc Ferrer Y Guárdia Um Bocadinho Manco on 12 de Junho de 2020 at 21:07

    Dá-me vontade de rir… O Portugal que esteve na moda foi o das últimas estatísticas do PISA, antes dos profetas do ensino do” pucochinho” terem entrado no Governo para arrasar a importância do conhecimento e do papel dos professores na aprendizagem… O que esta retórica tem por objectivo é uma farsa educacional, estratificando, como nunca, as Escolas Públicas com a louca perspectiva que o currículo deve, sempre, adaptar-se ao aluno: para isso criaram um labirinto sem luz , onde o sucesso dos mais desfavorecidos é fruto de um claro abaixamento da exigência curricular… Tudo o resto é conversa para adormecer meninos…
    Nunca pensei ter saudades do Prof. Nuno Crato, de quem me sinto apartado em muitas ideias, mas comparado com a razia que se pretende até o começo a apreciar…
    O que tem valido para a hecatombe não ir mais além? O bom senso de muitos pais e de uma boa maioria dos professores… Sim… esses a quem chamam de reacionários!

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