Disse, e bem, que começou em 2016.
Com oito anos disto,
chegaremos a 2024.
Oito anos de política patriótica de esquerda, certo?
Espero que todos possamos estar cá em 2024.
Aguardamos então o resultado.
As mudanças que têm vindo a ser introduzidas na Educação pelo actual Governo, nomeadamente o regime de autonomia e flexibilidade e o perfil do aluno à saída da escolaridade, têm como principais objectivos atingir um perfil de competências mais amplo, ter uma escola que também prepara para a cidadania e que seja mais inclusiva…
Mas, agora, vamos às consequências observáveis das alterações introduzidas:
– Que efeitos se observaram, ao nível da prática pedagógica, decorrentes da legislação que serve de suporte às alterações que se querem ver instituídas?
– A qualidade dessa prática melhorou significativamente em relação àquilo que era antes da publicação da legislação em vigor? A legislação em vigor mudou os procedimentos e as metodologias aplicadas dentro das salas de aula, com efeitos positivos? O sucesso escolar foi incrementado por via dessas alterações legislativas?
– No que se refere em concreto ao Decreto Lei 54, passámos a ter uma verdadeira inclusão ou afinal continuamos apenas ao nível da integração?
As respostas a estas e a outras perguntas permitiriam avaliar e compreender a eficácia, a pertinência e, sobretudo, a validade e a utilidade prática deste “novo paradigma”…
Assim existisse a vontade de expressar opiniões sinceras e honestas, a começar pela dos Directores de Agrupamentos de Escolas… Mas sobre este tema, parece que não se proferem muitas opiniões, pelo menos publicamente, talvez por receio de “cair em desgraça” e ser-se considerado como “persona non grata”…
E sendo, assim, prossegue a farsa e o “faz de conta”… Vai-se adiando a resolução do problema, porque o frenesim das resmas de papéis não pode cessar…
“Não há nada mais prático do que uma boa teoria” (Kurt Lewin). Pois é… O problema é mesmo quando a “teoria” não tem efeitos práticos positivos nem releva para a melhoria de resultados, sejam eles a que nível for… Talvez o mais avisado fosse rever “a teoria”…
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Francesc Ferrer Y Guárdia Um Bocadinho Manco on 12 de Junho de 2020 at 21:07
Dá-me vontade de rir… O Portugal que esteve na moda foi o das últimas estatísticas do PISA, antes dos profetas do ensino do” pucochinho” terem entrado no Governo para arrasar a importância do conhecimento e do papel dos professores na aprendizagem… O que esta retórica tem por objectivo é uma farsa educacional, estratificando, como nunca, as Escolas Públicas com a louca perspectiva que o currículo deve, sempre, adaptar-se ao aluno: para isso criaram um labirinto sem luz , onde o sucesso dos mais desfavorecidos é fruto de um claro abaixamento da exigência curricular… Tudo o resto é conversa para adormecer meninos…
Nunca pensei ter saudades do Prof. Nuno Crato, de quem me sinto apartado em muitas ideias, mas comparado com a razia que se pretende até o começo a apreciar…
O que tem valido para a hecatombe não ir mais além? O bom senso de muitos pais e de uma boa maioria dos professores… Sim… esses a quem chamam de reacionários!
4 comentários
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Disse, e bem, que começou em 2016.
Com oito anos disto,
chegaremos a 2024.
Oito anos de política patriótica de esquerda, certo?
Espero que todos possamos estar cá em 2024.
Aguardamos então o resultado.
Para não ferir suscetibilidades, fico (por agora) por duas sugestões de leitura:
https://www.publico.pt/2018/02/21/sociedade/opiniao/quando-a-ocde-se-presta-a-animar-festas-1803768/amp
https://www.dn.pt/vida-e-futuro/amp/secretario-de-estado-nega-ligacao-a-estudo-sobre-salarios-de-professores-9849889.html
Lendo a entrevista do SEAE, parece que:
As mudanças que têm vindo a ser introduzidas na Educação pelo actual Governo, nomeadamente o regime de autonomia e flexibilidade e o perfil do aluno à saída da escolaridade, têm como principais objectivos atingir um perfil de competências mais amplo, ter uma escola que também prepara para a cidadania e que seja mais inclusiva…
Mas, agora, vamos às consequências observáveis das alterações introduzidas:
– Que efeitos se observaram, ao nível da prática pedagógica, decorrentes da legislação que serve de suporte às alterações que se querem ver instituídas?
– A qualidade dessa prática melhorou significativamente em relação àquilo que era antes da publicação da legislação em vigor? A legislação em vigor mudou os procedimentos e as metodologias aplicadas dentro das salas de aula, com efeitos positivos? O sucesso escolar foi incrementado por via dessas alterações legislativas?
– No que se refere em concreto ao Decreto Lei 54, passámos a ter uma verdadeira inclusão ou afinal continuamos apenas ao nível da integração?
As respostas a estas e a outras perguntas permitiriam avaliar e compreender a eficácia, a pertinência e, sobretudo, a validade e a utilidade prática deste “novo paradigma”…
Assim existisse a vontade de expressar opiniões sinceras e honestas, a começar pela dos Directores de Agrupamentos de Escolas… Mas sobre este tema, parece que não se proferem muitas opiniões, pelo menos publicamente, talvez por receio de “cair em desgraça” e ser-se considerado como “persona non grata”…
E sendo, assim, prossegue a farsa e o “faz de conta”… Vai-se adiando a resolução do problema, porque o frenesim das resmas de papéis não pode cessar…
“Não há nada mais prático do que uma boa teoria” (Kurt Lewin). Pois é… O problema é mesmo quando a “teoria” não tem efeitos práticos positivos nem releva para a melhoria de resultados, sejam eles a que nível for… Talvez o mais avisado fosse rever “a teoria”…
Dá-me vontade de rir… O Portugal que esteve na moda foi o das últimas estatísticas do PISA, antes dos profetas do ensino do” pucochinho” terem entrado no Governo para arrasar a importância do conhecimento e do papel dos professores na aprendizagem… O que esta retórica tem por objectivo é uma farsa educacional, estratificando, como nunca, as Escolas Públicas com a louca perspectiva que o currículo deve, sempre, adaptar-se ao aluno: para isso criaram um labirinto sem luz , onde o sucesso dos mais desfavorecidos é fruto de um claro abaixamento da exigência curricular… Tudo o resto é conversa para adormecer meninos…
Nunca pensei ter saudades do Prof. Nuno Crato, de quem me sinto apartado em muitas ideias, mas comparado com a razia que se pretende até o começo a apreciar…
O que tem valido para a hecatombe não ir mais além? O bom senso de muitos pais e de uma boa maioria dos professores… Sim… esses a quem chamam de reacionários!