A escola “Pirilampo” chega em setembro

 

A escola “Pirilampo” é uma modalidade de ensino que poderá ser adotada no próximo ano letivo.

Esta escola consiste num preceito básico, o ensino presencial de todos os alunos, de todos os anos de escolaridade ou apenas de alguns. Se se verificar a segunda hipótese, os anos de início de escolaridade serão aos que esta modalidade será aplicada.

Este modelo é bastante simples. As escolas abrem o ano letivo de 14 a 17 de setembro normalmente, com todos os alunos, professores,  assistentes operacionais e técnicos. A DGS emitirá as medidas a respeitar dentro das escolas, circulação de pessoas, entradas e saídas, ajuntamentos no espaço exterior, uso obrigatório de máscara, higienização de mãos, turnos de almoço e por aí a fora… Mas nas salas de aula tudo funcionará como estamos habituados há tantos anos. O uso de máscaras e mais algumas medidas de pormenor terão de ser respeitadas, fora isso lá estaremos a dar o corpo às balas.

Até agora ainda não expliquei o nome “Pirilampo”, é o que vou fazer agora. Os “pirilampos têm uma luz intermitente e é assim que a escola vai funcionar, intermitentemente. Vamos à explicação prática. Numa escola, numa turma surge um caso positivo por COVID-19, essa turma é enviada para casa para cumprir o período de quarentena passando a Ensino Remoto de Emergência durante esse período. A restante comunidade escolar continua a frequentar, normalmente, a escola depois da mesma ser devidamente higienizada. No caso de surgirem vários casos de COVID-19, em várias turmas, a escola encerra para a devida higienização, os alunos e professores entram em “modo” de Ensino Remoto de Emergência pelo período de quarentena estipulado. neste segundo caso, os assistentes operacionais e técnicos entram em trabalho por turnos reduzidos podendo, nos casos possíveis, passar a teletrabalho. Quando o período de quarentena acabar, os elementos sãos da comunidade escolar regressam à escola, enquanto os que terão de permanecer confinados continuam em ERE.

Por mais que esta hipótese vos possa parecer rebuscada, as possibilidades de ser posta em prática devem estar no TOP dos cenários que o ministro diz estarem a ser criados.

Boa sorte a todos…

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14 comentários

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    • Alecrom on 30 de Junho de 2020 at 15:43
    • Responder

    Se as coisas se mantiverem como estão, o ritmo “pirilampo” será inevitável.

      • Carapins on 30 de Junho de 2020 at 16:31
      • Responder

      Também me parece, infelizmente.

    • Luluzinha! on 30 de Junho de 2020 at 17:53
    • Responder

    No que me diz respeito, eu preferia a escola libelinha.

    • Guilherme Martins on 30 de Junho de 2020 at 19:28
    • Responder

    Digam-me que estão a gozar…
    Digam-me que não estamos no carnaval nem no 1 de abril…
    Belisquem-me para acordar deste pesadelo…!!!
    Estão a destruir a escola… (particularmente a pública.
    Acórdão meu povo. Acórdão.!

    • Guilherme Martins on 30 de Junho de 2020 at 19:30
    • Responder

    Acordai meu povo. Acordai…
    Era o que deveria ter saído.

    • Paula Gonçalves on 30 de Junho de 2020 at 20:05
    • Responder

    A turma vai para casa mas não nos podemos esquecer dos professores com quem a turma contactou nesse dia. Logo, esses professores ficam de quarentena! O que faz com que as turmas que continuam com o ensino presencial deixam de ter professores para lecionar a disciplina. Como será realizado o ensino desses alunos??

      • Cristina Maria Domingues on 1 de Julho de 2020 at 2:16
      • Responder

      os professores e alunos são testados e os negativos voltam. Os positivos ficam em casa? Ai jesus…

    • Helder on 30 de Junho de 2020 at 21:52
    • Responder

    Concordo com o colega “digam-me que estão a gozar”. Será que está tudo louco? Já repararam que o tratamento dado ao reinício das aulas e à escola pressupõe que os professores estão imunes?. (logo os professores que contactam com 5, 6, 7, 8, 9 turmas)? O retorno das aulas não é uma distração nem é seguro como o virtual!!!!. É um professor a tentar falar para 30 alunos, todos de máscara. Já perceberam a impaciência e o penosos que será? Já perceberam que vão tentar impor regras restritas a um conjunto de alunos que em geral não aceita regras (10-25%) e exigem muito trabalho?. Então há mais regras fora da sala quando o local de proximidade e perigoso é dentro da sala!!!! Vão beber água com tranquilidade? Ah, o pessoal da secretaria tem máscara viseira e tapume de acrílico!!! Ah as operacionais poderão mover-se no exterior (ar livre) e ir dentro da sala com mascara, viseira, luvas e bata. Lá está. tem uns ETs que vão ser imunes que vão ser os professores (quase todos de 50 anos para cima!!!) Que tal defender-se um regime semi-presencial (com salas de 15 alunos), aulas de 30 minutos (o resto será on-line) e começar logo no inicio do ano para todos não havendo tanto risco de infeções. Então as turmas só vão parar por causa de alunos?. Só que o professor pode testar positivo e tem 8 turmas. As aulas dele parariam par 8 turmas! E não voltam depois da querentena”!!!! Há pessoas que têm estado doentes 90, 80, 70, 60 DIAS! Ah, os professores também não vão ter hospitalização. As certezas que o mundo tem!!!!

      • Cristina Maria Domingues on 1 de Julho de 2020 at 2:13
      • Responder

      são todos testados e voltam os negativos passados dois dias?

    • Matia on 30 de Junho de 2020 at 22:47
    • Responder

    Anda tudo maluco……. ainda agora deu na SIC noticias que estamos na eminência duma outra pandemia um novo vírus suíno G 4 muito infecciosas e a ser verdade dito pela O M G, vai ser o caus.

    • Politicamente Incorrecto on 30 de Junho de 2020 at 23:23
    • Responder

    Meus amigos, preparem-se! O fim do mundo foi ontem e ninguém vos avisou.

      • Paulo Pereira on 3 de Julho de 2020 at 21:13
      • Responder

      O fim do Mundo é para quem morre.
      Porém, pior que a Morte é o sofrimento.

      Portugal, concretamente, não tem nem nunca teve grandes preocupações em se precaver contra situações de calamidade ou grandes catástrofes.
      Tem brincado às ideologias nos últimos anos, como se isso fosse o mais relevante.
      Â conta dessas brincadeiras, desenvolvemos um sistema bem oleado de corrupção, compadrio e nepotismo.
      Os valores que as elites do pós-25A tinham não deixaram sementeira.

      Resumindo: somos um povo mal habituado ao sofrimento e às contrariedades.
      Porventura a situação mais calamitosa para toda a população, desde inícios de XX até à actualidade, foi a Gripe Espanhola e as sucessivas bancarrotas. Bem vistas as coisas, nem a Ditadura foi um grande problema, pois durante esse período mantivemo-nos afastados da II Guerra (não obstante termos sido ameaçados com bombardeamentos aéreos pelos alemães caso recusássemos a exportação de volfrâmio), e houve progressos materiais significativos, comparativamente à herança deixada pela I República. Nem a Guerra Colonial privou os portugueses das condições básicas de subsistência.

      O pacote completo dos problemas que temos pela frente não se resumem à pandemia.
      Além desta, cujo fim desconhecemos, temos o atrofiamento da Economia, o aumento brutal da Dívida pública, o Desemprego (que está a ser minimizado pelos governantes), o eventual colapso ou grande perda de funcionalidade dos serviços públicos, com destaque para o Ensino e Saúde; a dificuldade maior em recorrer à Justiça; a emergência do autoritarismo e a perda das Liberdades.

      Perante tudo isto, quando temos governantes “optimistas” com o futuro, pergunto-me se esses mesmos serão dignos de confiança, ou se nos tomam por parolos…

    • Cristina Maria Domingues on 1 de Julho de 2020 at 2:22
    • Responder

    o misto como publicaram parece melhor

    • Paulo Pereira on 3 de Julho de 2020 at 20:39
    • Responder

    A tendência é para a morte do “pirilampo”, pois a intermitência tem limites.

    A minha opinião é que teremos necessariamente de correr riscos para que o Sistema funcione minimamente.
    Caso alguém não tenha percebido, esta situação pandémica pressupõe a necessidade de implementar medidas de contingência excepcionais.
    E nenhuma delas será perfeita. Será sempre a possível.

    O pior que nos pode acontecer, além de estarmos a lidar com a pandemia, é termos “idiotas” (de ideias) a tentar criar regras sem sensatez nem ponderação, apenas com o objectivo de mostrar trabalho. O que, no que refere ao Ensino em Portugal, é bastante frequente, infelizmente.

    Estamos reféns de uma Pandemia.
    Não sabemos quanto tempo ela durará.
    Haverá consequências tremendas a vários domínios.
    No caso do Ensino, a probabilidade de termos uma geração perdida de alunos em resultado de assimetrias económicas e sociais é enorme.

    Por isto tudo, é um pouco inútil a indignação perante decisões de contingência que se tenham de tomar, conquanto estas sejam feitas com discernimento e sensatez.

    Afinal, estamos em Guerra. Um novo tipo de Guerra.
    Com todas as vicissitudes que uma guerra pode trazer para as populações.
    Não adianta entrar em negação.

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