Da defesa radical… ao radicalismo quanto ao tempo de serviço…

 

Numa aparição, que me pareceu muito bem encenada, Tiago Brandão prometeu, a um profissional  da luta, defender radicalmente os professores. Por radical ele deve entender um qualquer desporto (já que também tutela essa pasta), mas os professores estão cansados de praticar um certo tipo de desporto, o do aperta o cinto…

Havia quem defendesse que o que estava escrito no Orçamento de Estado era lei.Nem o escrito no O.E. serve para alguma coisa  (como se algum dia o O.E. tivesse sido cumprido na sua integra), nem o compromisso, assinado de madrugada, serve para coisa alguma. No final de toda esta dança, serão os professores a ficar, mais uma vez, à rasca…

Hoje o primeiro ministro veio em defesa do governo e do ministro, acusando os sindicatos de falta de propostas. Bem!… Quantas propostas apresentou o governo? Que eu saiba, foram tantas como as que os sindicatos apresentaram, UMA.

Este tipo de negociações, (eu já expliquei como se preconizam) são dignas de um país que dizem já ido, mas que ainda tem reminiscências quando se trata de funcionalismo público “moderno”… Ou é isto, ou não é nada. Quem se lembra da negociação do diploma dos concursos? Foi assim. Sindicato nenhum estava de acordo, nenhum assinou o acordo, a vontade do governo prevaleceu. No caso da recuperação do tempo de serviço, vai ser exatamente igual. Será a vontade do governo, na voz do Tiago Brandão, do Centeno ou do António, que prevalecerá e que fará lei.

Ou os professores se unem, mais uma vez, e mostram na escola, através da greve às avaliações, a sua força, ou nada conseguirão. ORGANIZEM-SE…

Este governo, assente numa coligação tímida, pouco ou nada fez na área da educação. A verdade é que, nesta legislatura, além de medidas avulsas tomadas pela A.R. pouco ou nada foi ainda feito. Se não forem os professores a forçar uma mudança, seja a que nível for, nunca a educação sairá da cepa torta…

Mais uma vez vos digo, ORGANIZEM-SE.

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