Sabemos que quem é QZP, ou não tem o mínimo de 6 horas de componente letiva concorre na mobilidade interna na 1ª prioridade e os que querem aproximar-se por sua iniciativa na 2ª prioridade.
Muito se tem exigido que todos concorram em pé de igualdade na Mobilidade Interna e é essa a reivindicação de todas as organizações sindicais.
Contudo, há um problema nessa forma de graduação dos docentes para a Mobilidade Interna, porque da parte da administração existe o sério risco de alguns QZP ficarem desertos de candidatos dos quadros quando passam a existir docentes QZP por colocar em algumas zonas pedagógicas.
Qual seria a forma mais justa (para uns seria injusta, mas os concursos são assim mesmo as regras nunca agradam a todos) de colocar os docentes QZP, QA/QE sem componente letiva e os docentes QA que pretendem aproximar-se das suas residências?
Era criar na mesma duas prioridades, mas que fossem feitas da seguinte forma:
1ª prioridade – Docentes QZP que concorrem ao seu QZP, docentes QA/QE com ou sem componente letiva que concorrem para uma escola do seu QZP no âmbito da escola de provimento.
2ª prioridade – Docentes QZP que pretendam concorrer para escola de outro QZP, docentes QA/QE com ou sem componente letiva que pretendam concorrer para uma escola de outro QZP no âmbito da sua escola de provimento.
Não seria fácil proceder informaticamente a um concurso deste género, mas não seria de todo impossível.
O que acham?
Não pretendo que olhem para o vosso caso pessoal, mas para a justiça desta forma de graduação na Mobilidade Interna.




67 comentários
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“existe o sério risco de alguns QZP ficarem desertos de candidatos dos quadros quando passam a existir docentes QZP por colocar em algumas zonas pedagógicas.”
Importa-se de esclarecer esta afirmação?
Exemplo.
Na Mobilidade Interna os QZP do 07 concorrem a escolas do QZP1 em 1ª prioridade, como concorrem em 1ª prioridade apanham facilmente horários no QZP1. Um docente QA numa escola do QZP 1 quer mudar de Monção para o Porto, não consegue porque a vaga ficou ocupada por um docente do QZP7 por concorrer em 2ª prioridade.
O docente QA não consegue mudar, mas o QZP consegue colocação à porta de casa, mesmo sendo do 07. Abre vaga para contratado no 07 e o QA continua em Monção.
Obrigado pelo esclarecimento.
“Desde que os QE/QA a concurso na 1ª Prioridade fossem os que estão sem horário na escola de provimento, concordo.” -> se não fosse assim quereria o Arlindo que estes docentes ficassem com horário zero? Concorrer em 1ra prioridade é a única forma que têm de não serem mandados para a requalificação ao fim de 2 “horários zero”. Por favor Arlindo!
Ok. Concordo que nesse caso existisse uma prioridade intermédia entre os docentes QA que queiram mudar dentro do seu QZP e os que querem vir de outros QZP.
Não vejo lógica e sentido os docentes QA concorrerem em 1a prioridade para as escolas do QZP da sua escola do provimento. Acho que não deveria haver diferenciação entre os QA, concorrendo todos em 2a prioridade. Concordo com a parte dos QZPS concorrerem em 1a prioridade pra sua Zona e em 2a prioridade pra outras Zonas.
Mas agora pergunto como o fazer: o candidato apenas podia escolher concorrer pra sua Zona ou apenas pras outras Zonas (e assim ir a concurso apenas na 1a prioridade ou apenas na 2a) , ou iria a concurso duplamente? E indo duplamente,teria de haver forma de ele dizer qual a sua preferência..
O ideal mesmo seria que todos pudessemos concorrer para nos aproximarmos de casa de uma forma ou de outra…Os concursos estão cheios de injustiças, vejamos o caso dos contratados que são colocados e depois desistem para outra escola mais próxima porque o podem fazer ( o que cria instabilidade e confusão no inicio do ano letivo ) e que até acho correto, só que no caso dos QA/QE ou QZP ou aceitamos a colocação ou … Infelizmente quem pensava estar “estável” hoje em dia já não pode pensar assim… sejamos contratados, QA/E ou QZP estamos todos sujeitos a ver as nossas vidas viradas às avessas … não tivesse também este concurso sido antecipado apesar de na altura termos ficado convictos que estaríamos tranquilos por mais uns anos…
Desde que os QE/QA a concurso na 1ª Prioridade fossem os que estão sem horário na escola de provimento, concordo. Se for porque estão aborrecidos de onde estão, acredito que há critérios mais justos… Desde que os QZP pudessem ir às duas fases, idem.
Um QA que consiga transferência de QA (no concurso interno), pode concorrer na MI para se aproximar ainda mais da residência (se for esse o caso)?
E de repente aparecem os parasitas em QZP a defender a sua dama contra os QA. Tudo porque o atual estado do concurso os beneficia. 1a prioridade por lista de graduação com QZPs a estarem na segunda para as necessidades transitórias de cada ano
Tens no atual concurso a hipótese de seres tu o PARASITA!!!Aliás este concurso surgiu com as nuances dos coitados ultrapassados pelos maus do QZP. Sempre quero ver quantos QA se vão propor a passar a QZP…Eu não costumo ganhar em apostas mas aposto que vão ser aproximadamente uns 0 %
Aposta muito mal… Há muitos QAs que vão concorrer para QZPs, e até conheço alguns que irão concorrer para todos os QZPs. Agora o que aposto como certo é que serão muito poucos ao quase nenhum a conseguir. Mas isso é porque não existirão vagas para tal, já que ~serão poucos dos atuais QZPs que irão a concurso e conseguirão colocação em QA.
Os QZP a concurso não vão ser poucos, o problema é que as vagas existentes não chegam a nada, só para que alguns QA troquem…
É muito simples. O mais justo e lógico, é seguir-se SEMPRE a lista de graduação. Sim, concordo que isso poderia levar a que houvesse alguns QZP sem colocação em algumas zonas do país mais procuradas. No entanto, é preciso lembrar que há muitos colegas que são QA/QE em escolas onde não querem estar porque são longe de casa e/ou não lhes agradam, e em muitos casos, nem sequer concorreram para essas escolas. Isso é impossível, dirão alguns. Pois, pelas regras actuais, é. Mas o problema é que as regras nem sempre foram estas. Até 2004, no concurso para efectivar (aquilo que se chamava 1ª parte, por oposição à 2ª parte, para destacamento) era obrigatório concorrer a uma das 4 zonas em que o país estava dividido, independentemente de todas as outras escolhas que fizéssemos (de escolas, concelhos, QZP’s ou distritos). Daí que eu, e vários colegas que conheço, tivéssemos ficado no quadro de escolas para as quais, caso não existisse essa obrigatoriedade, nunca teríamos concorrido.
Entretanto, o nosso amigo David Justino (essa personagem repugnante) lembrou-se de acabar com essa obrigatoriedade de concorrer a uma zona completa, pelo que muitos colegas menos graduados do que eu tiveram a felicidade de nao saírem do QZP onde estavam, ao contrário de mim, que era QZP e deixei de ser contra minha vontade.
Isto não seria grande problema, se nos concursos internos abrissem as vagas reais e eu e outros pudéssemos mudar para escolas mais próximas de casa ou se, não acontecendo assim, pudéssemos concorrer à mobilidade na mesma prioridade que os QZP’s, sendo a lista graduada a forma de nos ordenar. Como nada disto acontece, eu e os que estão na minha situação estamos condenados a ficar anos e anos longe de casa, à espera que os professores mais velhos se reformem e que as suas vagas não fechem, o que não acontece de um dia para o outro. E, como se isso não bastasse, agora ainda ficámos a saber que vão efectivar muitos contratados nos QZP’s das escolas onde têm leccionado nos últimos anos. Ou seja, também estes nos vão ultrapassar, depois de, na maior parte dos casos, terem optado por não sair das suas zonas de conforto, mesmo que isso por vezes implicasse horários incompletos ou colocaçãos mais tardias. Só que o prejuízo causado por isso é sempre relativo, tendo em conta que eu e outros temos viagens e alimentação para pagar, já para não falar no desgaste físico e dos nossos automóveis (e também no tempo perdido em viagens).
Para terminar, como resolver o problema dos colegas QZP que não tivessem colocação no seu QZP? Muito simples: como lhes é dada, há anos, a possibilidade de indicarem escolas fora do seu QZP (o que na prática ainda os beneficia mais, pois conheço muitos que ficaram ainda mais perto de casa graças a isso) se soubessem à partida que não estavam à frente dos QA/QE (a não ser que por alguma razão fossem mais graduados, claro), teriam de indicar também escolas mais longe da sua zona, sob pena de ficarem em horário-zero. E nesse caso, se não houvesse vaga em nenhuma das escolas do seu QZP, iriam ocupar as vagas deixadas livres por outros colegas QA/QE que tivessem conseguido mobilidade. Por exemplo, se eu ficasse colocado numa escola da minha preferência e depois um QZP dessa zona não tivesse lugar nela, eu ceder-lhe-ia de bom grado o meu lugar de quadro na minha escola, pois não tenho o mínimo interesse em lá estar. Por que razão isto é justo? Muito simples: porque sou mais graduado, logo tenho o direito a escolher antes dos QZP cuja graduação é inferior à minha, Alguma dúvida, ou é preciso fazer um desenho?
Concordo em absoluto.
Foi exatamente o que me aconteceu…fui obrigada a efetivar em escola…Conclusão: estou há 15 anos a 160 kms de casa.
Sou natural de Espinho e vivo aqui perto e tenho duas vizinhas e colegas (Feira e Ovar), muito menos graduadas do que eu (600 lugares de diferença) no QZP da Guarda. Como não têm escola naquela zona, têm ficado em Espinho, ou na Feira, ou no Porto (num raio de 20kms) nos últimos 7 anos… e eu, vou para a Guarda todas as semanas! Com aluguer de casa, viagens, portagens, são sempre 400 euros mensais. Eu queria muito ser colocada em função da minha graduação…era só isto…
Boa Sorte Isabel Cruz, e a todas as Isabéis do nosso país que são colocadas a Kms de distância. De que vale a pena arriscar, segurar o lugar se há tantos colegas com menos graduação pertinho das nossas casas… Se não houvesse tantas mudanças consecutivas, nada disto acontecia, pois jogávamos de acordo com as regras. Agora, se essas regras mudam a cada concurso alguém fica beneficiado / prejudicado. Isto é um jogo sem regras de início. Esta retroatividade das nossas leis estão a dar cabo de tudo. Quem sai a ganhar são os mais comodistas e os que vão protelando responsabilidades…
Concordo inteiramente com o colega é uma solução justa para ambos os professores do QA/QE e QZP.
A minha situação de percurso efetuado em termos de concursos é semelhante para não dizer igual, só acrescentaria aos prejuízos causados, para além dos referidos, os familiares (ausência de filhos e esposa durante os dias úteis da semana) e os de alojamento.
Só ainda não percebi como é que os professores Contratados conseguem colocações à frente dos professores QA/QE e QZP sem que constem nas listas de retirados o Agrupamento onde foram colocados. E, caso um professor do QA/QE ou QZP tenha concorrido para esse Agrupamento? Será que é para não termos conhecimento do Agrupamento e assim não podermos apresentar Recurso Hierárquico? Gostava que me elucidassem.
De acordo!
Concordo…
Respeitar graduaçao, independentemente de QA ou QZP. As vagas que os Qa deixam podem ser ocupadas pelos QZP’s.
Arlindo, discordo muitas e várias vezes das suas posições claramente FNEticas mas destaz vez tenho que lhe dar os parabéns, é realmente a regionalização a funcionar.
Acho piada à justificação de “APROXIMAR DE CASA”.
Digam-me uma coisa, estar a trabalhar longe de casa é alguma doença ou imposição à força?!?
Quem está longe de casa não pode, nem nunca poderá, ser tratado como coitadinha! Isso para qualquer mortal parece estranho.
Nota: Eu estou hoije a 150km da terra onde nasci e há mesma distância do parente mais próximo. E agora, sou um coitadinho que precisa de tratamento especal?!? Não, apenas tenho que levantar-me todos os dias e ir trabalhar.
Que coisa esta dos professores idiotas e queixinhas!
Não se trata de tratamento especial, trata-se de justiça! Ficar longe de casa porque simplesmente não há vagas mais perto, é uma coisa. Ficar longe de casa porque alguém menos graduado ocupa as vagas mais próximas é outra bem diferente. Ou será que não entende a diferença??? Ah, e vá chamar idiota e queixinhas a outro!
Continuo a concordar inteiramente.
Concordo completamente.
Mas há alguma necessidade de se insultar os colegas!? Não me parece…
Qual é a dúvida? Trabalhar longe de casa é claro que é uma imposição à força. Exige enormes esforços financeiros e familiares. Qualquer mortal mentalmente são acha estranho que haja quem defenda que estar longe de casa não é caso para lamento. E havendo lugar mais perto de casa para trabalhar, deseja ir para lá. Mas estou a falar de mortais mentalmente sãos, claro.
Já agora, não querendo ser queixinhas, é “à mesma distância”, não “há mesma distância”. Erro um bocado idiota!
Arlindo, no meu entender, frases como esta que indicou acima: (“Não pretendo que olhem para o vosso caso pessoal, mas para a justiça desta forma de graduação na Mobilidade Interna”), não fazem sentido, pois como é óbvio, você está a olhar para o seu caso pessoal, e eu, ao olhar para o meu caso pessoal digo-lhe que, há cerca de 8 anos atrás, para ingressar na carreira tive que concorrer para todo o país, acabando por ficar no QZP 8, a mais de 400 Km de casa (pretendo QZP 1).
Concordava, se retirasse da 1ª prioridade isto: (“Docentes QZP que concorrem ao seu QZP”).
1ª prioridade – docentes QA/QE com ou sem componente letiva que concorrem para uma escola do seu ou, de outro QZP.
2ª prioridade – Docentes QZP que pretendam concorrer para escola do mesmo ou, de outro QZP. (sempre pela graduação).
Não olho para o meu caso pessoal porque sou QA onde quero e qualquer QZP do país do meu grupo tem graduação inferior à minha. Mesmo sendo obrigado a concorrer à Mobilidade Interna tenho pouco mais de 50 à minha frente e sei de onde são todos pelo que não me afectariam estas mudanças.
Pois é , mas a mim continuam a afetar-me e muito. O Colega está muito bem porque os que já estão no quadro e os que estão a entrar por força dos CEE´s e norma-travão não lhe passam à frente e ainda tem a possibilidade de mudar de grupo se quiser. Porém, nem todos estão nesta situação. Se não estivesse assim tão bem posicionado não apoiava tanto estes CEE´s injustos.
Tem de ser feita a distinção em Qa/QE e QZP´s antigos e “novas vinculações” por força da requalificação.
Não quer ficar na escola lá da sua rua?Existem grupos em que os QZP estão com cerca de 30 anos de serviço a trabalhar no distrito e nunca foram abertas vagas. Agora se abrissem 2 vagas em QA acha justo que alguém efetivo com 6 anos de serviço ocupasse o lugar porque era QA no Algarve??? Tem neste concurso a belísima hipótese de se juntar a essa espécie tão beneficiada que são os QZP…
E em todos os grupos existem QAs com mais de 20 anos de serviço que estão muito longe da sua residência e vêem QZPs doutras Zonas com poucos anos de serviço a ficar na escola ao lado de casa. Acha justo???
Não acho nada justo. Lista graduada para todos.
Então aproveite e torne-se QZP, já que é tão bom!
Esses são os de MD(mobilidade por doença) não confundir com MI…
Pois, e os qzp que efectivaram longe de casa e agora não conseguem mudar de qzp porque as vagas que abrem no extraordinário são para os externos. Realmente com as constantes mudanças legislativas relativas aos concursos haverá sempre alguém prejudicado.
Como ficam os docentes QA/QE ou QZP das Regiões Autónomas? Atenção que as Ilhas também são território português.
Perfeitamente! Muito mais justo que a situação atual. Com a passagem de muitos professores para QZP e podendo concorrer em 1ª prioridade, penso que a vantagem que os atuais QZps tinham se vai desvanecer rapidamente, acrescentando o facto de as vagas irem diminuindo progressivamente…
A passagem de QA para QZP, neste concurso interno, vai ser residual na maioria dos grupos e zero nalguns grupos já identificados pelo Arlindo.
Tanta propaganda por parte do ministério e sindicatos acerca dessa possibilidade e no fim será caso para dizer que “a montanha pariu um rato”…
Pariu um “CRATO”
O que me irrita no meio disto tudo é que as regras de vinculação vão sofrendo alterações ao longo dos anos e que existem muitas pessoas que estão onde estão porque foram obrigadas a concorrer (ex: QZP´s mais graduados que em certos concursos foram obrigados a concorrer para QE) e outros que foram impedidos de concorrer e por isso entraram contratados nos CEE´s. Agora pretende-se ignorar todas estas realidades e colocar no mesmo saco todos, como se todos tivessem vinculado com as mesmas exigências. Não me parece justo. Uma coisa é certa, qualquer QA/QE com componente letiva ao obter colocação noutra escola diferente daquela em que está provido LIBERTA automaticamente a sua vaga que pode ser para outro Qa/Qe/QZP ou contratado. Assim, proponho:
1ª Prioridade: Docentes QA/QE que pretende exercer funções em escola diferente daquela em que está provido;
2ª Prioridade: Docentes QZP que concorrem para afetação a uma escola do seu ou de outro QZP;
3º Prioridade: Docente de QZP que obteve vinculação através de concurso externo extraordinário ou norma-travão e que concorre para afetação a uma escola do seu ou de outro QZP.
Obviamente. Qualquer colega QZP sabe que as prioridades para a mobilidade são profundamente injustas, apesar de os beneficiarem imenso desde 2004. Como já referi antes, o argumento de ser necessário colocar colegas fora dos seus QZP’s de provimento é uma farsa, pois o que não tem faltado, em todos estes anos, são casos desses, sendo que, numa grande parte dos casos (provavelmente até a maioria) isso significa ficar mais perto de casa. Logo, esse “problema” não deve constituir de forma alguma um impedimento. Se não tiverem lugar no respectivo QZP, paciência, as vagas devem ir obrigatoriamente para os mais graduados. Eu também gostava de estar numa escola ao lado da minha casa, mas não posso, pelo simples facto de não haver vagas nela, pois estão lá colegas mais graduados do que eu. Isto é o mais justo, objectivo e lógico, e todos deviam aceitá-lo de forma pacífica.
Quanto à possibilidade de os QA/QE poderem neste concurso concorrer para QZP, o problema é exactamente o mesmo de mudar de escola: não há vagas, por isso é uma possibilidade meramente académica, na quase totalidade dos casos.
Tem toda a razão. Deveria ser assim mesmo. Tanta luta, mas na hora da verdade cada um olha para o seu umbigo.
Pois Vieira, isto é revoltante. Mas estas situações vão ter que acabar.
Na minha opinião, quem idealizou estes sistemas (cabeças muito iluminadas) é que deveriam ser responsabilizados e obrigados a corrigir estas “vicissitudes, irregularidades e deficiências” como a Exma. Sra. Provedora-Adjunta, Dra. Helena Vera-Cruz Pinto caracterizou na carta enviada ao Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar mas, que para mim, se resumia numa só palavra ilegalidades.
É revoltante, ver colocado um colega QZP à porta de minha casa quando está 74 lugares abaixo na graduação profissional, apresentando-se a concurso como eu, nas mesmas listas de não colocados na Reserva de Recrutamento (logo sem horário) e tendo eu concorrido a esse Agrupamento.
É revoltante, ver colocada uma colega QA à porta de minha
casa quando está 80 lugares abaixo na graduação profissional, apresentando-se a concurso como eu, nas mesmas listas de não colocados na Reserva de Recrutamento e, tendo eu concorrido a esse Agrupamento e declarado interesse em continuar em concurso de acordo com o nº 2 do artigo 47º-G do decreto-lei nº 83-A/2014 de 23 de maio.
Garanto-vos colegas, que foi a última vez que o conseguiram para além de outras situações irregulares que aconteceram.
Ponha os olhos nisto Arlindo
«Secção II Mobilidade Interna Artª 28º – a) 1ª prioridade – docentes de carreira a quem não é possível atribuir, pelo menos, seis horas de componente lectiva. b) 2ª prioridade – docentes de carreira dos quadros dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas de Continente e das Regiões …e dos Açores, que pretendam exercer transitoriamente funções docentes noutro agrupamento de escolas ou escola não agrupada do Continente. c) REVOGADA» dECRETO lEI N.º 83-A/2014 de 23 de Maio de 2014. Será que estou a ver bem ou não tem nada a ver???
* Decreto-Lei n.º 83-A/2014 de 23 de Maio de 2014 – Alteração ao Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de Junho
Eu também reparei nesta alteração. Onde foram parar os QZP? Afinal em que prioridade é que agora irão concorrer, se desapareceram da 1ª? Toda agente comenta que os QZP passam à frente, mas de acordo com este decreto as coisas parecer já não ser bem assim.
a gente
Decreto-Lei nº83-A/2014 de 23 de maio
Artigo 10.º
Prioridades na ordenação dos candidatos
1 — Os candidatos ao concurso interno são ordenados de acordo com as seguintes prioridades:
a) 1.ª prioridade — docentes
de carreira que pretendam a mudança do lugar de vinculação; (QA-QA; QZP-QA;
QZP-QZP e QA-QZP)
b) 2.ª prioridade — docentes de carreira que pretendem transitar de grupo de recrutamento e sejam portadores
de habilitação profissional adequada;
No concurso da mobilidade interna (necessidades temporárias –
julho) – Os Docentes do QA que querem concorrer ao Destacamento, quer por aproximação à residência (antigo DAR), quer para outro grupo de recrutamento para o qual estejam profissionalizados, concorrerão numa prioridade após a dos docentes do QZP e dos QA que não tenham no mínimo 6 horas no Agrupamento de Escolas onde
estão providos (chamados os horário zero).
SECÇÃO II
Mobilidade interna
Artigo 28.º
Candidatos
1 — A mobilidade interna destina -se aos candidatos que se encontrem numa das seguintes situações:
a) 1.ª prioridade — docentes de carreira a quem não é possível atribuir, pelo menos, seis horas de componente letiva. (QA com ausência da componente letiva e QZP)
b) 2.ª prioridade — docentes de carreira dos quadros dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas
do Continente e das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, que pretendam exercer transitoriamente
funções docentes noutro agrupamento de escolas ou escola não agrupada do Continente; (Destacamento).
Sofia, este foi o esclarecimento que recebi do SIPE.
Obrigada, já percebi.
Esta polémica sobre as prioridades QZPs versus QA/QE na mobilidade levantam duas ou três questões curiosas sobre as quais é interessante reflectir :
Questão # 1 – se a graduação profissional é algo assim tão importante e que se deve sobrepor à situação da zona geográfica onde os QZPs estão vinculados, por que não levar as coisas até às ultimas consequências e usar o mesmo critério da graduação quanto aos lugares ocupados pelos QA/QE ? Também há muita gente mais bem posicionada na graduação profissional que gostaria de ocupar alguns lugares hoje na posse de QA/QEs !!! Aí já não pode funcionar a graduação ? Que acham ? Os QA/QEs estariam na disposição de alinhar num “baralhar e dar de novo” total e sem limitações, apenas contando a graduação profissional ? 🙂
Questão # 2 – a graduação profissional tal como está concebida hoje é uma treta dum raio. Atribuir 1 valor por cada ano de serviço é um exagero enorme. Senão vejam : bastam 4 anos de serviço para que um licenciado com nota académica de curso de 11 valores fique ao mesmo nível de um licenciado com 15 valores de média final e no início de carreira ! É uma majoração mistificadora e enganadora quanto ao mérito profissional de cada professor. Ou não é ?? Cuidado pois ao falar de graduação profissional, na minha opinião o peso do tempo de serviço devia ser de metade, no máximo.
Em síntese, gostaria de ver raciocinar sobre estes temas de uma forma não enviesada pelo interesse pessoal, esquecendo todos os restantes factores que não interessam.
Mas talvez seja pedir demais, não ?
Em tempos já abri debate sobre o cálculo da graduação profissional. Se pesquisares vez os comentários feitos nesses posts.
Concordo plenamente. Sou QZP. Sou a favor da graduação profissional e não QA ou QZP. Claro que a maioria dos QA só falam da graduação quando têm que ir à Mobilidade Interna!
Também sou a favor da graduação, aliás até porque, sou QZP e não parasita, como alguém nos chamou atrás. Aliás, trabalho à 26 anos e até hoje só consegui estar 2 anos, no mesmo agrupamento. Pergunto ao SrJusto quantos anos demorou a ser QA? E já agora à quantos anos Leciona? Se existem parasitas, não é nesta classe hoje em dia, só se for mesmo você…
No que respeita à questão 1 não faz sentido nenhum. Quem está em Qa/QE está e pronto. Se conseguiu esse lugar é porque não havia gente com maior graduação interessada em efetivar lá naquela escola. Há quem permaneça em QZP por opção, por isso não faz sentido baralhar e dar de novo. No que toca à MI, estamos em termos de politica a andar para trás e a aumentar a precariedade no trabalho com o aumento do âmbito geográfico dos QZP´s e uma ordenação previligiada na MI, ultrapassando tudo o que tinha sido uma lógica de vinculação e colocação.
Quanto à graduação profissional que existe não sendo o ideal é de longe o mais justo.
O que entende por privilegiada? A graduação???
Com a polémica esqueci-me de dizer que acho a proposta do Arlindo com potencialidades, uma vez que as os postos de trabalho dos QA/QE que conseguissem colocação noutro local do QZP continuariam a poder ser utilizados pelos QZPs desse mesmo QZP. Seria caso para estudar melhor o impacto, mas parece-me um bom ponto de partida.
Sou QZP e parece-me justa e equilibrada a proposta, na medida em que, permite que haja aproximação dos QA/QE, respeitando-se a graduação profissional e, ao mesmo tempo, permite a utilização de todos os recursos humanos afectos ao MEC (via QZP), diminuindo a taxa de requalificação e de posterior desemprego dos colegas.
Estas propostas acabam com uma injustiça e criam novas e graves injustiças:
– Um QA que foi obrigada a concorrer às antigas zonas pedagógicas (quando o país era apenas dividido em 4 zonas para vinculação) e que ainda não conseguiu um QA dentro do QZP que pretende (são ainda milhares de colegas!), concorreria em 2ª prioridade…onde está a justiça?
– Um QZP residente em Lisboa que ficou colocado em QZP em Faro em 2000 ( na altura, não existiam vagas em Lisboa e nos concursos subsequentes não conseguiu ter vaga em Lisboa). Logo, concorreria em 2ª prioridade. Como não lhe foi possível aceder a vagas da vinculação extraordinária, terá os docentes bem colocados nestas vinculações e com menos tempo de serviço em1ª prioridade….onde está a justiça?
Exatamente. Portanto, esta proposta do Arlindo de alteração das prioridades da MI não permite a aproximação da residência dos desterrados que assim estão devido às exigências de outros tempos e continuam a privilegiar os QZP´s não fazendo distinção entre os antigos e os novos vinculados que deixam de ser contratados e passam à frente de quem já está nos quadros.
Em alguns grupos a MI de 2015 que já contará na 1ª prioridade com os CEE´s de 2014, será uma miragem para os QA/Qe pois os horários serão atribuídos aos QZP´s. Todos os anos entrarão para QZP novos contratados e os desterrados nunca sairão de lá.
Eu também concorri e nunca fiquei como QA…
Estou colocado desde 2000 no atual QZP 6. Pretendo mudar para o QZP 7 desde essa altura. Desde de 2006 que não abrem vagas de QZP para quem já é dos quadros. Nos ultimos concursos extraordinários só puderam concorrer os contratados e ficaram muitos colocados no QZP 7 graduados bem atrás de mim. Qual a justiça de eu agrora ter de concorrer em 2ª prioridade para outro QZP? Nenhuma. Sou QZP mas defendo há muito colocação na MI pela graduação, é a única formula justa, tendo em conta todas as injustiças criadas nos últimos anos…
Completamente de acordo!
Mas afinal qual é a necessidade de ter docentes em QZP nos dias de hoje? No concurso de 2009 foram abertas muitas vagas de QE o que permitiu efetivar em QE muitos QZP´s. Aliás, nessa altura os QZP´s eram todos lugares a extinguir. Nos Açores já foram extintos e os professores ou são efetivos em escolas ou são ainda contratados. E é esta perspetiva que me parece correta. Dar estabilidade às escolas, alunos e professores usando para o efeito o CONCURSO INTERNO.
Foi este MEC que após criar Mega agrupamentos decidiu ressuscitar os QZP´s, alargar excessivamente o seu âmbito geográfico e proceder a novas vinculações através do acesso à carreira impedindo o pessoal do quadro de o fazer. O curioso aqui é verificar que os QZP considerados antigos, isto é, até 2012 são lugares a recuperar, enquanto que as mais recentes vinculações são lugares a EXTINGUIR. Não é um contra-censo????? Depois de aprovada e aplicada a requalificação o pessoal do quadro tem de abrir a pestana e alargar o seu leque de preferências na MI para não cair nela. Então, para que serve atualmente ter professores em QZP????? Pior ainda é preocupar-se em dar colocação dentro de um QZP para quem lá está vinculado, quando se sabe que muitos vincularam no QZP que conseguiram apanhar vaga e depois colocam em 1º lugar as escolas junto de sua casa e só no final as outras todas do tal QZP onde vincularam, mas rezam para não ir lá parar.
Nesta proposta que apresenta, está a dizer que todos os QZP´s devem concorrer em 1º lugar, pois é a 1ª prioridade para as escolas do seu QZP (aliás é exatamente a isso que estão obrigados na MI) e só depois para outras, mas na 2ª prioridade, isto é, dificilmente lá ficarão colocados. Quanto ao pessoal de Qa/QE só beneficia quem está provido numa escola que pertence ao mesmo QZP que a ou as escolas que pretende manifestar preferência para se aproximar de casa. Quem já está muito longe continua a ficar na mesma.
Parece-me que o justo é:
– apostar definitivamente num concurso interno e só interno extraordinário para aproximar à residência, mas com os “vinculados à força” nos CEE´s numa prioridade posterior. Devido à forma como entraram e muitos deles com tempo de serviço prestado no privado.
– ou ordenar os candidatos rem 3 prioridades de acordo com a “nova proposta” já apresentada aqui neste blog
Para mim o principal problema é a constante mudança de regras nos concursos originando a atual manta de retalhos e tamanha complexidade. Um professor conhece as regras do “jogo” e programa a sua carreira profissional de certa forma. Logo depois essas regras mudam e é apanhado “fora de jogo” sem ter culpa nenhuma. E assim sucessivamente…
Fui QZP há muitos anos e fui daqueles que foram obrigados a concorrer para muito longe das suas casas. OK… pensei eu… no próximo concurso poderei compor as coisas… Pois é, as regras mudaram e não me deixam sair de lá. Agora posso novamente passar a QZP (hipótese remota) para poder ambicionar estar com os meus filhos durante a semana. Se conseguir, quase que aposto que as regras vão mudar e eu, e muitos outros se irão tramar novamente. Monotonia não existe nesta carreira 😉
Finalmente, defendo lista única, graduação única em todas as fases do concurso!
O Arlindo é incansável. Fico muito grata por poder contar consigo.